Universidade Federal do Paraná Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico. Modelo Macrodinâmico Aberto de Simulação Computacional

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1 Universidade Federal do Paraná Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimeno Econômico Modelo Macrodinâmico Abero de Simulação Compuacional Marcelo de Oliveira Passos Curiiba, julho de 2008

2 Universidade Federal do Paraná Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimeno Econômico Modelo Macrodinâmico Abero de Simulação Compuacional Marcelo de Oliveira Passos Projeo de ese orienado pelo Prof. Dr. José Luis da Cosa Oreiro e co-orienado pelo Prof. Dr. Gabriel Porcile Meirelles apresenado à banca de qualificação Douorando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimeno Econômico da UFPR. Analisa Econômico-Financeiro do Banco Regional de Desenvolvimeno do Exremo Sul (BRDE). Professor adjuno da Universidade Tuiui do Paraná

3 i FICHA CATALOGRÁFICA Oliveira Passos, Marcelo Modelo Esocásico Macrodinâmico Abero de Simulação Compuacional Marcelo de Oliveira Passos, Curiiba/PR. Universidade Federal do Paraná - UFPR, xiv, 43 f; 3 cm. Orienador: José Luis da Cosa Oreiro. Co-orienador: Jose Gabriel Porcile Meirelles Tese (douorado) Universidade Federal do Paraná, UFPR, Programa de Pós-Nome do Programa de Pós-graduação, Economia Compuacional; 2. Macroeconomia; 3. Méodos Quaniaivos;3. Modelos de Simulação; 4. Economia Pós-Keynesiana. I. Oreiro, José Luis da Cosa II. Universidade Federal do Paraná, Campus do Jardim Boânico, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimeno Econômico PPGDE/UFPR. III.Tíulo: Um Modelo Macrodinâmico Abero de Simulação Compuacional

4 ii FOLHA DE APROVAÇÃO AUTOR: Marcelo de Oliveira Passos TÍTULO: Modelo Esocásico Macrodinâmico Abero de Simulação Compuacional. APROVADO EM: / / NOME DO ORIENTADOR: Prof. Dr. José Luís da Cosa Oreiro (UFPR) NOME DO CO-ORIENTADOR: Prof. Dr. Jose Gabriel Porcile Meirelles (UFPR) BANCA EXAMINADORA: Prof. Dr. Joaquim Pino de Andrade (UnB) Prof. Dr. Luciano Nakabashi (UFPR) Prof. Dr. Jose Gabriel Porcile Meirelles (UFPR)

5 iii AGRADECIMENTOS O auor é grao à soliciude, aos incenivos e as considerações críicas feias a esa ese pelo orienador Prof. Dr. José Luis da Cosa Oreiro; à inesimável ajuda, ao companheirismo e presimoso auxílio do co-orienador Prof. Dr. Gabriel Porcile Meirelles e às críicas basane úeis feias pelo Prof. Dr. Joaquim Pino de Andrade, pelo Prof. Dr. Luciano Nakabashi e pelo Prof. Dr. Armando Vaz Sampaio. Como de praxe, quaisquer erros remanescenes nese rabalho devem ser crediados exclusivamene ao auor e não aos nomes ciados acima.

6 iv DEDICATÓRIA Dedico ese rabalho à minha esposa Neide, meu símbolo maior de amor, dedicação e olerância; à minha mãe Cyrene, ao meu pai Lamarine (in memoriam) e à minha filha Maria Helena.

7 v RESUMO O objeivo dese rabalho é apresenar a esruura e os resulados da simulação de um modelo dinâmico pós-keynesiano desenvolvido para uma pequena economia indusrializada e abera com axas de câmbio fluuanes, mobilidade imperfeia de capial, paua de exporações concenrada em produos primários, regime de meas de inflação e dois seores. O modelo inegra os aspecos reais e financeiros de uma economia pós-keynesiana em um arcabouço dinâmico no qual o produo real é deerminado pela pela eoria dos dois preços de Minsky, a moeda é endógena, o progresso écnico é deerminado por uma função kaldoriana e o saldo comercial é um imporane componene da demanda agregada. Os capialisas domésicos podem guardar sua riqueza em bônus esrangeiros, havendo, porano, mobilidade imperfeia de capiais. Após a apresenação da esruura básica do modelo pode-se elaborar sua simulação compuacional e, enão, inferir as rajeórias dinâmicas das variáveis endógenas. As rajeórias simuladas refleem algumas caracerísicas gerais da dinâmica das economias capialisas, especialmene a exisência de fluuações irregulares das axas de crescimeno do produo real. A análise do seor exerno da economia mosra que a ineração dinâmica de longo prazo enre as axas de câmbio real e o saldo comercial gera apreciação cambial, queda no saldo comercial e reduz a volailidade na cona correne. Ouro resulado imporane do modelo diz respeio à crescene paricipação dos aivos financeiros na riqueza nacional. Em ouras palavras, o modelo fornece um resulado econômico que sugere uma paricipação crescene dos aivos financeiros na riqueza agregada dos capialisas desa economia.

8 vi PALAVRAS-CHAVE: Economia Compuacional, Macroeconomia Abera, Modelos de Simulação e Economia Pós-Keynesiana. CLASSIFICAÇÃO DO JEL: E2; F43, E37. ABSTRACT The objecive of his work is o presen he srucure and firs simulaion resuls of a pos-keynesian macro-dynamic model for an indusrialized and small open economy wih floaing exchange raes, imperfec mobiliy of capial, expors concenraed in primary goods, inflaion arge regime and wo secors. The model o be presened inegraes boh he real and financial aspecs of pos-keynesian economics in a dynamic framework where real oupu is demand deermined, invesmen is driven by Minsky s wo price heory, money is endogenous, echnical progress is deermined by a Kaldorian echnical progress funcion and ne expors are an imporan componen of aggregae demand. Domesic capialiss can sore heir wealh in foreign bonds, so here is imperfec mobiliy of capial. Afer he presenaion of he basic srucure of model, one can perform is compuaional simulaion and, hen, infer he dynamic rajecories of endogenous variables. Simulaed rajecories reflec some general feaures of he dynamic of capialiss economies, especially he exisence of irregular flucuaions of he growh raes of real oupu. The analysis of he exernal secor of he economy shows ha he long-run dynamic ineracion beween he real exchange raes and he ne expors generaes a real exchange rae appreciaion, a fall in ne expors and also a reducion in he volailiy of curren accoun balance. Anoher imporan resul ha was obained from he model is he increasing share of financial asses in naional wealh. In oher words, he model

9 vii provides an economic resul ha suggess a growing share of financial asses in he capialiss` aggregae wealh of his economy.f KEYWORDS: Compuaional Economics, Open Economy Macroeconomics, Compuaional Economics, Simulaion Models and, Pos-Keynesian Economics. JEL CODES: E2; F43, E37.

10 viii SUMÁRIO. Inrodução Sobre pensameno pós-keynesiano Considerações preliminares Psicologia dos agenes e incereza Psicologia dos agenes Incereza Os Ciclos econômicos, o Crescimeno e a Disribuição do Produo Ciclos econômicos Crescimeno econômico e insabilidade inrínseca Disribuição de renda Progresso écnico kaldoriano Curva de Phillips, Desemprego e Inflação Teoria pós-keynesiana da inflação Desemprego Animal Spiris, rigidez dos salários, hiserese e Curva de Phillips Considerações de políica econômica Teoria moneária pós-keynesiana Axiomas da eoria quaniaiva da moeda e a críica pós-keynesiana Abordagem pós-keynesiana da moeda endógena Sobre as simulações em Economia: breve discurso sobre o méodo Aspecos hisóricos Simulações: conceios básicos e classificação Méodo de simulação: vanagens e desvanagens... 40

11 ix 3.4. Complexidade macroeconômica e modelos de simulação Modelos de simulação na lieraura econômica Aplicações à microeconomia: Langoni e Paes de Barros Aplicações à macroeconomia: Possas e Oreiro Modelo macrodinâmico compuacional pós-keynesiano para uma economia abera Esruura do modelo Módulo : demanda efeiva Módulo 2: produção, renda e progresso écnico Módulo 3 : disribuição de renda Módulo 4: inflação e políica moneária Módulo 5: seor financeiro e défici fiscal Módulo 6: seor exerno Módulo 7: aivos e passivos do seor privado Calibragem do modelo Resulados do modelo abero de simulação Dinâmica das variáveis de crescimeno e de disribuição Dinâmica das variáveis moneárias e financeiras Dinâmica do seor exerno Considerações finais Referências Apêndice Méodo de Reamosragem de Mone Carlo... 3 Apêndice 2 Lei de Thirwall e Modelo de McCombie-Thirwall... 5 Apêndice 3 O Modelo de Harrod... 22

12 x LISTA DE GRÁFICOS Gráfico Formas de esudo de um sisema Gráfico 2 Taxa de crescimeno do produo real Gráfico 3 Taxa de desemprego Gráfico 4 Salários reais Gráfico 5 Taxa de lucros Gráfico 6 Uilização da capacidade...93 Gráfico 7 - Inflação Gráfico 8 Taxa de juros de curo prazo Gráfico 9 Taxa real de juros de curo prazo na Nova Zelândia, Porugal e Tailândia ( ) Gráfico 0 - Endividameno das empresas Gráfico Paricipação da riqueza financeira na riqueza oal Gráfico 2 Taxa real de câmbio Gráfico 3 Saldo comercial (em % do PIB real)... 0 Gráfico 5 Correne de comércio/pib... 0 Gráfico 6 - Correne de comércio em relação ao PIB... 0

13 xi LISTA DE TABELAS Tabela Méodos de simulação e classificação no JEL Tabela 2 - Variáveis exógenas obidas pelo processo de Mone Carlo Tabela 3 - Valores dos parâmeros uilizados na simulação compuacional... 87

14 + ( s f ) ( P τ ). L. i F onde α : α 0 Y 0 > 0 ; σ α K >, = δ max P K L + ϑ [ P Y w N ( i + γ ) L ] 0 caso conrario Y = u Y xii LISTA DE SÍMBOLOS Variáveis E Y Y max C I des I poss I G c G i u L θ δ- f γ ϑ Significado e fórmulas PIB real PIB real máximo Gasos com consumo. Invesimeno desejado. Invesimeno possível Invesimeno realizado no período Gaso público com consumo (cresce a uma axa consane hi) Invesimeno público (proporção fixa hc do PIB anerior) Grau de uilização da capacidade produiva volume oal de emprésimos fornecidos pelos bancos Faor de ponderação dos riscos de insolvência e de iliquidez (indica o grau de aversão empresarial ao risco de insolvência vis-à-vis o risco de iliquidez) razão enre o endividameno oal das empresas e o seu esoque de capial coeficiene de compromeimeno financeiro, dado pela relação enre o passivo financeiro e o lucro operacional das empresas coeficiene de amorização dos débios empresariais coeficiene de reenção de lucros w salário nominal pago no período - N A * - * i A i * * número de rabalhadores empregados no período - esoque de aivos denominado em moeda esrangeira e herdado do período anerior axa de juros inernacional renda do exerior mensurada em moeda esrangeira

15 xiii e = s f Z X M E P P P * P j ξ χ P x υ Ω * Y U miin * propensão a poupar sobre a receia liquida das operações de inermediação financeira dos proprieários dos bancos (capialisas financeiros). Demanda efeiva no período quanum exporado no período quanum imporado no período axa real de câmbio nível de preços domésico nível de preços inernacional Consane posiiva da função de imporação. elasicidade-renda da demanda pelas imporações (posiiva) elasicidade-preço da demanda pelas imporações (negaiva) preço das exporações em moeda nacional Consane posiiva da função de exporação. elasicidade-renda da demanda por exporações elasicidade-preço da demanda pelas exporações a demanda exerna definida em -. Taxa mínima de desemprego pode aingir. Esa axa deerminará o nível de l produo de pleno emprego Y max, l Y max, q Nível de produo de pleno emprego. Requisio uniário de mão-de-obra, ou seja, a quanidade de rabalhadores que é ecnicamene necessária para a produção de uma unidade de produo. É uma função do progresso écnico

16 K = ( ψ ) K + I + G xiv ς ρ 0 No ineno de melhorar as especificações no que oca aos deerminanes do progresso ecnológico, foi inserida a variável, que segue uma disribuição randômica no inervalo [-;], iso é, podendo assumir infinios valores nese inervalo, com cada um dos evenos com igual probabilidade de ocorrência. (variável exógena e série gerada com simulação de Mone Carlo). Coeficiene écnico da função de progresso écnico kaldoriana que influencia a relação enre a axa de mudança do produo real e a axa de mudança no nível de esoque de capial. m Paricipação dos lucros na renda u ma grau máximo de uilização da capacidade produiva Y produo máximo no período - σ g max r V z f Produividade social do capial - variável que indica a quanidade de produo que pode ser obida por inermédio da uilização de uma unidade de capial axa máxima de crescimeno do produo real enre períodos, deerminada pelo cuso máximo de ajuse do nível de produo iner-períodos que as firmas esão disposas a aceiar Taxa de lucro Salário real axa de mark-up fixada pelas empresas do seor produivo. O mark up produivo pode ser definido f f f f f como: z z + z u + z δ z > 0, z 0. = 0 2, 2 > π axa de inflação no período L volume oal de emprésimos fornecidos pelos bancos r Taxa de lucro K Esoque de capial no período. P Nível de preços no período. salário real desejado pelos V s

17 xv w q ϕ N N max U rabalhadores no período Salário nominal (inclui rigidez nominal) Requisio uniário de mão-de-obra, ou seja, a quanidade de rabalhadores que é ecnicamene necessária para a produção de uma unidade de produo. É uma função do progresso écnico Parâmero que influencia a demanda dos sindicaos por reajuses salariais que sejam suficienes para cobrir a inflação do período anerior e para aumenar o nível de salário real aé um cero paamar desejado pelos mesmos. Disponibilidade da força de rabalho. Nível máximo de ofera da força de rabalho. Taxa de desemprego. U min Taxa mínima de desemprego. Coeficiene que influencia a axa de φ ο desemprego em -. Componene auônomo da função de φ salário real desejado. Coeficiene que influencia o inverso de φ 2 q. π Inflação no período. Taxa de juros de curo prazo fixada i* pela auoridade moneária de acordo com a regra de Taylor. λ Faor de inércia da axa de juros., o peso dado, na formação da axa básica de juros, à divergência da axa de inflação do período anerior com respeio à mea inflacionaria (π * ) e à β 0 >0 e β >0 divergência da axa de crescimeno do produo real no período anerior com respeio à axa naural de crescimeno (η) β 2 Consane posiiva Taxa de juros dos emprésimos i bancários

18 xvi z b mark-up sobre a axa básica de juros definida pelo Banco Cenral. b b b ( z z u z ) z π b = max min; + 2 L D Emprésimos concedidos pelos bancos comerciais às empresas no período. Depósios à visa no período (Seor bancário varia seus esoques de acordo com a variação emporal dos depósios à visa). Diferença enre os gasos governamenais com consumo e DG invesimeno e a arrecadação ribuária incidene sobre a receia dos capialisas e dos renisas H Base moneária no período. µ π Muliplicador moneário: razão enre os meios de pagameno e a base moneária. D + H D µ = = + H H Inflação exerna (variável exógena e série com dados reais) Y* Demanda exerna A* g* i* π Ξ A riqueza do reso do mundo apropriada pelos capialisas domésicos é igual ao saldo comercial, em ermos nominais, deduzido da riqueza exisene no periodo anerior. (errado, ver eq.33) Taxa de crescimeno da economia inernacional (variável exógena e série gerada com simulação de Mone Carlo) Taxa de juros nominal inernacional (variável exógena e série gerada com simulação de Mone Carlo) Inflação inerna, no período, é influenciada pela inflação do reso do mundo, no mesmo período, mais um ruído branco. Disúrbios do ipo ruído branco (série gerada com simulação de Mone Carlo)

19 X = x P Y M = j P Y xvii ε η X P* e E M Ω Disúrbios do ipo ruído branco (série gerada com simulação de Mone Carlo) Disúrbios do ipo ruído branco (série gerada com simulação de Mone Carlo) Função de exporação. Dinâmica da inflação inerna em ermos dos preços do reso do mundo, definidos no período. Taxa de câmbio nominal (aenção no novo modelo é endógena, deerminada pela eq. 35. Foi colocado um piso na axa nominal para eviar que a mesma fique negaiva) Taxa de câmbio real E = (e.p* ) / P Função de imporação Elasicidade-preço da demanda pelas exporações (suposa consane e igual a zero) χ ν ξ NX P K W F R W B W cp Elasicidade-preço da demanda por imporações (suposa consane e igual a zero) Elasicidade-renda da demanda por exporações (consane chuada) Elasicidade-renda da demanda pelas imporações (consane, esimada por Thirwall para o Reino Unido) Saldo comercial (exporações líquidas) (explicada só pelas elas.remda) Balancee de Esoque. Capial próprio das empresas do seor produivo Reservas em papel-moeda Capial próprio dos bancos Esoque de riqueza dos capialisas * do AE seor produivo.

20 xviii W cf W H M cf Esoque de riqueza dos capialisas MD+ financeiros. Soma de odos os aivos e passivos do seor privado Base moneária (reservas bancárias + papel-moeda em poder do público). Quanidade de moeda reida pelos capialisas financeiros no período é igual a quanidade de moeda que eles reiveram no período anerior mais a parcela poupada do lucro líquido dos bancos nesse período.

21 . Inrodução O objeivo geral desa ese reside em desenvolver um modelo abero macrodinâmico de simulação de inspiração pós-keynesiana e apresenar seus resulados. Para desenvolver ese objeo pare-se de objeivos específicos - descrios na forma de quesionamenos a parir dos quais se escreve ese rabalho: ) Como desenvolver um modelo eórico normaivo de simulação compuacional pós-keynesiano para uma economia pequena, indusrializada, abera, com governo, com regime de axa de câmbio fluuane, bi-seorial (um seor produivo e ouro financeiro) e exporações concenradas em um bem primário homogêneo 2? 2) Os resulados dese modelo de simulação são capazes de descrever os faos esilizados observáveis nesas economias? 3) Eses resulados refleem o realismo dos pressuposos assumidos pela eoria pós-keynesiana e por Prebisch (950) e McCombie e Thirwall (994)? 4) Os pressuposos do modelo eórico conribuem para um arcabouço eórico dos aspecos reais e financeiros da eoria pós-keynesiana? Em relação à meodologia adoada nese rabalho, uilizam-se quaro méodos quaniaivos para a obenção e a análise dos resulados: i) méodo de simulação compuacional a parir de um modelo macrodinâmico; ii) méodo de simulação de Mone Carlo para gerar os números aleaórios das variáveis exógenas do modelo compuacional; iii) para fixar os parâmeros e condições iniciais do sisema recorre-se ao Produzido a parir da uilização de dois faores de produção (capial e rabalho). 2 Esa quesão é a principal a ser examinada nese rabalho.

22 princípio da correspondência enunciado por SAMUELSON (947) 3 e ao méodo de calibragem de HANSEN e HECKMAN (996, p.2) 4 ; e iv) ese de mariz de conas nacionais (social accouning marix SAM) para verificar se os resulados do modelo são consisenes do pono de visa das idenidades da conabilidade social. 2. Sobre o pensameno pós-keynesiano Ese capíulo busca descrever de forma sucina os principais aspecos eóricos da economia pós-keynesiana que são uilizados na confecção do modelo abero macrodinâmico de simulação. Na sua primeira seção, apresenam-se as considerações preliminares que inroduzem a análise da eoria pós-keynesiana. Na segunda, analisam-se dois fundamenos microeconômicos nucleares da referida eoria: a psicologia dos agenes e a noção de incereza em um senido fore. Na erceira, abordam-se os ciclos econômicos, o crescimeno e a disribuição do produo. Nesa seção há uma breve análise sobre o progresso écnico no senido kaldoriano. Na quara, o desemprego e a inflação, denro do arcabouço da Curva de Phillips, são analisados. Na quina, fazem-se os comenários sobre a políica econômica em uma perspeciva pós-keynesiana. Na sexa, apresena-se a eoria moneária pós-keynesiana. 3 Princípio pelo qual se valida a práica de aribuir valores iniciais e parâmeros em modelos quaniaivos quando há impossibilidade de obenção de um conjuno de dados suficienemene grande e preciso para que o pesquisador possa inferir analiicamene o comporameno de um sisema dinâmico. 4 O processo de calibragem para eses auores, al como foram ciados por OREIRO e ONO (2005), se referem a: um processo de manipulação das variáveis independenes leia-se aqui os parâmeros e as condições iniciais de modo a ober uma combinação plausível enre os dados observados empiricamene e os resulados simulados (HANSEN e HECKMAN, 996, p. 2, apud OREIRO e ONO, 2005, p. 5). 2

23 2.. Considerações preliminares Enre as escolas de inspiração keynesiana, os pós-keynesianos buscam represenar de modo fiel e desenvolver o pensameno keynesiano, a parir das obras basilares dese auor: o Traado da Moeda (930) e a Teoria Geral (936). A escola pós-keynesiana evolui aualmene para uma maior homogeneidade eórica. Originalmene, conudo, al homogeneidade não lhe era uma caracerísica marcane. Iso ocorria devido a dois faores: i) a exensão do período hisórico que o pensameno pós-keynesiano aborda; e ii) um diálogo inicialmene escasso enre os pós-keynesianos europeus e nore-americanos, fruo das diferenes linhas de pesquisa desenvolvidas pelas duas escolas. Em relação ao primeiro faor, o pensameno pós-keynesiano compreende o período que vai das conribuições dos pós-keynesianos pioneiros aé às dos pós-keynesianos conemporâneos. Os principais rabalhos dos pioneiros foram publicados no período que vai da década de 40 aé o final da década de 60 do século passado. Os auores principais dese período são: James Meade, Joan Robinson, Richard Kahn, Josef Seindl, Piero Sraffa, Michal Kalecki, Nicholas Kaldor, Luigi Pasinei, Roy Harrod e Evsey Domar. Enre os pós-keynesianos conemporâneos, que publicaram rabalhos no período que vai do final dos anos sessena aé os dias auais, podemos ciar: Paul Davidson, Rober Rowhorn, Amiava Du, Hyman Minsky, Frank Hahn, Seven Fazzari e Lance Taylor. No Brasil, a escola pós-keynesiana conemporânea é represenada por Fernando Cardim de Carvalho, José Luís Oreiro, Fernando Ferrari Filho, Luiz Fernando de Paula, enre ouros. Hisoricamene, os primeiros pós-keynesianos europeus (Meade, Robinson e Sraffa, sobreudo) se preocuparam com pesquisas sobre o crescimeno econômico e a disribuição do produo. Michal Kalecki conribuiu com esas pesquisas. A escola nore-americana pode ser chamada de segunda escola pós-keynesiana. Eses nore-americanos - 3

24 enre os quais se desaca Paul Davidson exploraram a críica de que a sínese neoclássico-keynesiana era mais neoclássica do que inspirada nas idéias originais de Keynes. Nesse senido, suas invesigações se orienaram para a noção da incereza, o papel das expecaivas e para a revisão das eorias moneárias e financeiras neoclássicas Psicologia dos agenes e incereza Ese ópico dissera sobre dois fundamenos microeconômicos essenciais para a eoria pós-keynesiana: os aspecos psicológicos que noreiam o comporameno dos agenes e a noção de incereza em um senido fore Psicologia dos agenes Keynes considerou que o papel de agene moor de odo sisema econômico cabe à demanda, uma vez que o nível de emprego varia no mesmo senido que a demanda efeiva e que a renda gerada pelo aumeno da demanda efeiva pode ser empregada no consumo, no invesimeno ou no enesourameno (KEYNES, 936, cap.2). Assim, é imporane noar que o nível de emprego depende da demanda efeiva e que esa úlima depende de rês faores que são esão associados à psicologia dos agenes e que são de suma imporância na eoria keynesiana, poso que conferem realismo à mesma. São eles: (i) a preferência pela liquidez; (ii) os animal spiris (propensão a invesir ou oimismo esponâneo dos empresários); e (iii) a propensão a consumir. A preferência pela liquidez é a preferência pela manuenção de dinheiro em espécie pelos agenes em relação a qualquer oura forma de riqueza. Esa preferência esá associada à função de reserva de valor desempenhada pela moeda. De acordo com HUGON (995), Keynes inroduz desa forma na eoria econômica a noção de empo e de moeda e faz com que esa preferência pela liquidez eseja associada aos moivos 4

25 ransação (associado às necessidades de compra habiuais), precaução (associado ao desejo de segurança financeira conra a incereza) e especulação (associado à queda da axa de juros real a um pono em que, para o agene, passa a ser melhor enesourar a moeda e aguardar o surgimeno de oporunidades mais lucraivas ou esperar a elevação dos juros) 5. O moivo especulação é o mais imporane em ermos macroeconômicos. Por meio da preferência pela liquidez a moeda readquire imporância na eoria econômica e, por meio da axa de juros, a moeda assume um papel de modificadora das condições das relações econômicas. O juro, por seu urno, passa a ser o preço pela renúncia da preferência pela liquidez e a axa de juros é a expressão da diferença enre o volume de moeda em circulação e a demanda por moeda para enesourameno. Os animal spiris refleem um esado psicológico social oposo ao da preferência pela liquidez, pois moiva os agenes a enconrarem um emprego produivo para os seus rendimenos. Ese oimismo esponâneo depende, para Keynes, do cuso de reposição do capial (que deermina o preço de ofera) e do rendimeno previsível dos bens de capial (axa inerna de reorno do capial, que noreia a demanda dos empresários). A eficiência marginal do capial expressa a relação enre o rendimeno previsível dos bens de capial e o preço de reposição deses mesmos bens. A propensão marginal a consumir é a inclinação manifesada pela população de desinar uma pare de seus rendimenos para a aquisição imediaa de bens de consumo. É a relação enre as despesas de consumo e a renda das famílias. Eses rês faores psicológicos se consiuem em variáveis, ao mesmo empo, inerdependenes e anagônicas enre si. A ineração deses rês faores, associada ao volume de moeda, para Keynes, ou de crédio, para Sigliz e alguns auores pós-keynesianos ciados mais 5 É noável que, para HUGON (995), eses rês moivos que noreiam a preferência pela liquidez esejam associados à psicologia dos agenes econômicos. 5

26 adiane nese capíulo, deerminarão o nível de emprego e, ao cabo, o nível do PIB real da economia. De acordo com BARRÈRE (96), após a publicação da TG, Keynes alerou para o fao de que eses fundamenos psicológicos refleiam a irracionalidade caracerísica dos comporamenos individuais e das inerações comporamenais dos agenes econômicos. Keynes criicou o pressuposo marginalisa de simeria informacional, pelo qual as informações relevanes para as decisões dos agenes seriam perfeiamene disribuídas enre eles. Argumenou que a aividade econômica dos agenes se desenvolve a parir de faos presenes e anecipações (ambém realizadas no presene) de faos fuuros. Uma vez que os agenes possuem conhecimenos imperfeios sobre o fuuro econômico - dado o alo grau de incereza inerene aos processos de uma economia capialisa - Keynes considerou imporane inegrar na eoria econômica esa noção realisa de incereza. Todavia, al inegração seria difícil diane das écnicas quaniaivas exisenes na época da TG, das quais Keynes possuía bom conhecimeno 6. Diane da insuficiência de insrumenos quaniaivos capazes de dar cona desa arefa, Keynes opou por dois prismas analíicos: i) a exploração eórica do comporameno dos indivíduos em face da incereza das siuações fuuras; e ii) a análise das implicações dese comporameno na dinâmica econômica Incereza Os fenômenos econômicos ocorrem no empo influenciados pelas decisões auais omadas pelos agenes. Tais decisões, conudo, são função ano dos resulados conhecidos quano dos resulados previsos 7. 6 É imporane mencionar a experiência que Keynes possuía como esudioso de Probabilidade. 7 Tal conclusão keynesiana se aproxima do insigh de Sano Agosinho. Para ese religioso, não exise o passado, nem o fuuro. Exise apenas a memória do passado no presene e a idéia do fuuro no presene. 6

27 Esa maneira de decidir é fone da grande insabilidade dos sisema econômicos capialisas. O sujeio em conhecimeno dos resulados obidos em deerminadas condições; o problema consise para ele em saber se as condições passadas se perpeuarão no fuuro, e se lhe é possível prever resulados análogos àqueles que já regisrou. É desa incereza que convém parir par explicar seu comporameno (BARRÈRE, 96, v.2, p. 33). A eoria econômica orodoxa se caraceriza pela fara uilização do pressuposo do esado esacionário. Traa-se de um pressuposo ad hoc, ano nas análises esáicas predominanes na época em que a TG foi escria, quano nas análises neoclássicas suposamene dinâmicas desenvolvidas a parir do final dos anos sessena. Com o adveno da Teoria dos Jogos as noções de equilíbrio se muliplicaram e, em ermos maemáicos, se sofisicaram. A uilidade da noção de esado esacionário como subsrao da eoria neoclássica em que pese o esforço no aprofundameno, por assim dizer, da axonomia das noções de equilíbrio permanece ão vial quano era ao empo de Keynes. Há uma dependência umbilical enre o uso de écnicas de programação dinâmica e de cálculo esocásico mulivariado e as várias noções de esado esacionário. Nese senido, se supusermos a exisência da incereza, eremos forçosamene que abrir mão da grande maioria das écnicas quaniaivas em vigor. Mas se supusermos a exisência de risco 8, nauralmene eremos à nossa disposição um vaso conjuno de écnicas quaniaivas. O poder desas écnicas reside na capacidade de sínese dos modelos econômicos (que se raduz, com efeio, em um efeivo poder de comunicação) e no expressivo poder reórico que ais modelos possuem diane de economisas que não os dominam 9. Para Keynes, a imporância da consideração de um fuuro incero induz a análise de uma forma não-clássica de coordenação das 8 A incereza não é mensurável probabilisicamene. O risco é. Porano, as écnicas probabilísicas e bayesianas não se aplicam à fenômenos sujeios à incereza, mas somene àqueles sujeios ao risco. 9 Tal quesão nos remee aos dois modelos de ensino de Economia vigenes: o da froneira da ciência e o da hisória do pensameno econômico. 7

28 expecaivas que explique o comporameno dos agenes: a formação de convenções. A ranscrição de uma ciação de Keynes é elucidaiva: Desare, ceras caegorias de invesimeno são reguladas pela expecaiva média dos que negociam na bolsa de valores, al como se manifesa no preço das ações, em vez de expecaivas genuínas de empresário profissional. Como se realizam, enão, na práica, esas reavaliações dos invesimenos exisenes, que ocorrem odos os dias, mesmo odas as horas, e que são de suma imporância? Na práica, concordamos geralmene em recorrer a um méodo que é, na verdade, uma convenção. A essência desa convenção embora ela nem sempre funcione de uma forma ão simples reside em se supor que a siuação exisene dos negócios coninuará por empo indefinido, a não ser que enhamos razões concreas para esperar uma mudança. Iso não quer dizer que, na realidade, acrediemos na duração indefinida do esado aual dos negócios. A vasa experiência ensina que al hipóese é muio improvável. Os resulados reais de um invesimeno no decorrer de vários anos, raras vezes coincidem com as previsões originais. Também não podemos racionalizar a nossa aiude argumenando que para um homem em esado de ignorância os erros em qualquer senido são igualmene prováveis e que, porano, subsise uma esperança esaísica baseada em probabilidades iguais. Isso porque podemos facilmene demonsrar que a hipóese de probabilidades arimeicamene iguais, baseadas em um esado de ignorância, conduz a absurdos. Efeivamene, esamos supondo que a avaliação do mercado exisene, seja qual for a maneira que ela se chegou, é singularmene correa em relação ao nosso conhecimeno aual dos faos que influirão sobre a renda do invesimeno, e só mudará na proporção em que variar o dio conhecimeno, embora no plano filosófico essa avaliação não possa ser univocamene correa, uma vez que nosso conhecimeno aual não nos fornece as bases suficienes para uma esperança maemaicamene calculada. De fao, nas avaliações do mercado inervém oda a espécie de considerações que são de algum modo relevanes para a renda esperada. (KEYNES, 936, cap. 2, p. 2). A ranscrição acima revela que Keynes aribuía à formação de convenções um papel ão imporane a pono de afirmar que uma convenção é fundamenalmene correa aé os faos econômicos e, obviamene, a inerpreação deses faos pelos agenes, a ransforme ou a subsiua por oura nova convenção. Keynes uilizou a célebre meáfora dos concursos pela qual se deve escolher os cinco rosos mais bonios enre cem foografias, sendo o preço aribuído àquele roso cujas preferências se aproximarem mais da seleção média inferida do conjuno das concorrenes. A ignorância dos indivíduos em processos de escolha dese ipo leva a comporamenos de mimeismo, que é uma forma de lidar com a incereza decorrene do fao de não podermos conhecer o valor inrínseco de um aivo. 8

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