SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE

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1 SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE RELAÇÕES MACROECONÔMICAS ENTRE DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL, TAXA REAL DE CÂMBIO, INVESTIMENTOS PRODUTIVOS, MUDANÇA ESTRUTURAL E DESEMPENHO ECONÔMICO Luciano Nakabashi Working Paper nº 04 Disponível em: hp://www.bndes.gov.br/siebndes/bndes/bndes_p/insiucional/apoio_financeiro/a poio_a_esudos_e_pesquisas/pde/index.hml BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL Avenida República do Chile, 100 Cenro Rio de Janeiro, RJ ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CENTROS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA Rua Tiradenes, 17 Ingá Nierói, RJ SETEMBRO/2010 Esse paper foi financiado com recursos do Fundo de Esruuração de Projeos (FEP) do Banco Nacional de Desenvolvimeno Econômico e Social (BNDES). Por meio desse fundo o BNDES financia, na modalidade não-reembolsável, a execução de pesquisas cieníficas, sempre consoane ao seu objeivo de fomeno a projeos de pesquisa volados para a ampliação do conhecimeno cienífico sobre o processo de desenvolvimeno econômico e social. Para maiores informações sobre essa modalidade de financiameno, acesse o sie hp://www.bndes.gov.br/siebndes/bndes/bndes_p/insiucional/apoio_financeiro/programas _e_fundos/fep.hml. O coneúdo do paper é de exclusiva responsabilidade do(s) auore(s), não refleindo necessariamene, a opinião do BNDES e/ou da ANPEC.

2 Tíulo do Arigo: Relações macroeconômicas enre desempenho da balança comercial, axa real de câmbio, invesimenos produivos, mudança esruural e desempenho econômico. Auor: Luciano Nakabashi Série Working Paper BNDES/ANPEC Nº 04 SETEMBRO 2010 RESUMO Algumas evidências e eorias aponam para a exisência de uma relação enre crescimeno econômico e saldo da cona correne. No enano, um bom desempenho do seor exporador de forma a causar sisemáicos superávis na balança comercial e na cona correne pode levar a uma apreciação cambial, prejudicando o processo de crescimeno puxado pela demanda exerna, além de alerar a esruura produiva da economia, com conseqüências no desempenho econômico. Considerando essas relações macroeconômicas, o presene esudo em como objeivo analisar o impaco da resrição exerna nos invesimenos em capial físico e capial humano e, conseqüenemene, no desempenho da economia brasileira, além de se esudar os impacos do câmbio sobre a esruura da economia. Palavras-Chave: exporações; cona correne; axa de câmbio real; mudança esruural; desempenho econômico. ABSTRACT Some evidences and heories poin o he exisence of a relaionship beween economic growh and curren accoun balance. This process, in urn, ends o damage he expor led growh sraegy, and o ransform he economy s producive srucure, wih impacs on is performance. Taking ino consideraion hese macroeconomic relaions, he presen sudy aims o invesigae he balance of paymens consrain impacs on physical and human capials invesmens and, consequenly, on he Brazilian economy performance. The second goal is o sudy he effecs of real exchange rae on he economic srucure. Key words: expors; curren accoun; real exchange rae, srucural change; economic performance. JEL: C20; O11; O14; O23; O54. Luciano Nakabashi Universidade Federal do Paraná Deparameno de Economia Av. Prefeio Lohário Meissner, 632 érreo (41)

3 1. Inrodução Exise uma relação enfaizada por alguns economisas, há algum empo, enre crescimeno econômico e o saldo da cona de ransações correne. Ou seja, de acordo com essa abordagem é fundamenal um bom desempenho do seor exporador de forma a maner uma cona correne equilibrada para que um deerminado país consiga maner elevados níveis de invesimenos e de crescimeno econômico. O desempenho da balança comercial e da cona de ransações correnes pode ser relevane no monane de invesimenos e no crescimeno de um deerminado país, pois caso ocorra uma piora nas mesmas, ocorrem efeios conracionisas sobre os seores direamene afeados pelo aumeno das imporações e/ou queda das exporações. Ouro pono imporane é que nenhum país pode crescer mais rápido que a axa de crescimeno com equilíbrio no BP, pelo menos no longo prazo, pois um défici crescene na cona de ransações correnes financiado pela cona capial aumenaria o risco de desvalorizações cambiais aé o pono em que não valesse mais a pena invesir em al região ou país. Desse modo, o país eria que se ajusar à nova siuação aravés de medidas recessivas, sejam elas esponâneas ou forçadas. Esas seriam aravés de crises de confiança, com conseqüene fuga de capial, grande depreciação da moeda domésica, levando a uma fragilidade financeira e redução dos invesimenos. Finalmene, um défici crescene na cona de ransações correnes levaria o país ou região a praicar axas de juros mais elevadas para arair fluxos de capial, esimulando a valorização financeira do capial em prejuízo do invesimeno produivo e do crescimeno real. Porano, um bom desempenho do seor exporador de forma a maner em equilíbrio o saldo da cona de ransações correnes é essencial para a manuenção de um bom desempenho econômico de forma susenada. Além de relaxar a resrição do seor exerno, alas axas de crescimeno das exporações dinamizam a economia pela possibilidade que se abre na produção de bens mais inensivos em ecnologia, pois ocorre um processo de descolameno enre o consumo domésico e a produção domésica. Adicionalmene, os preços das exporações são relaivamene inelásicos em relação à quanidade produzida, como argumenando por Eichengreen (2008). Vale mencionar ainda que um bom desempenho desse seor, com ganhos de paricipação no PIB, esimula o crescimeno econômico porque ele possui maior capacidade de absorver ecnologia do reso do mundo e de aproveiar os ganhos de learning by doing quando se compara com os demais seores da economia (EICHENGREEN, 2008). No enano, um bom desempenho do seor exporador de forma a causar sisemáicos superávis na cona de ransações correnes pode levar a um processo de apreciação cambial 1, com de er impacos negaivos sobre o próprio 1 Como aponado por Gala (2007), o processo de apreciação ou valorização cambial na maior pare dos países da América Laina, nos anos 70, 80 e 90, ocorreu como conseqüência dos ciclos políicos e dos programas de esabilização dos preços. Por ouro lado, as apreciações ocorridas em países do sudese asiáico como Taiwan, Coréia do Sul e Cingapura esão associados ao bom desempenho de seus respecivos seores exporadores. De qualquer forma, esse fenômeno é

4 desempenho do seor exporador, o que aboraria o processo de crescimeno da economia puxado pela demanda exerna, além de alerar a sua esruura produiva. Se os seores mais prejudicados pela valorização cambial forem jusamene àqueles mais dinâmicos, os impacos adicionais sobre o crescimeno de longo prazo serão negaivos. Considerando as relações macroeconômicas acima ciadas, o presene esudo visa avaliar o impaco do desempenho do seor exporador e da cona de ransações correnes nos invesimenos em capial físico e capial humano e, conseqüenemene, no desempenho da economia brasileira, enre 1947 e Um segundo objeivo é verificar os efeios do câmbio nas mudanças esruuras da economia brasileira, sendo ese realizado em duas pares. Primeiramene, aravés de uma esimação da relação enre crescimeno do reso do mundo, axa real de câmbio e exporações de produos básicos, semimanufaurados e manufaurados, com dados rimesrais enre 1980 e Poseriormene, pela análise dos coeficienes de correlação enre câmbio e esruura do emprego formal, enre 1985 e Nese úlimo exercício não foram realizadas esimações economéricas pela pequena quanidade de observações. Finalmene, com base nos resulados, concluímos se o bom desempenho do seor exporador é um faor chave no desempenho econômico de longo prazo e se uma políica que o esimule deve ser acompanhada por medidas que garanam um câmbio compeiivo de forma a não prejudicar seores dinâmicos da economia brasileira. Além da presene inrodução, conamos com uma revisão da bibliografia na segunda seção, sendo esa seguida por um dealhameno da relação enre as variáveis com base na eoria exposa aneriormene. Na quara seção, o modelo formal uilizado para as esimações economéricas é apresenado. Em seguida, apresenamos a meodologia e os dados uilizados, enquano que, na sexa seção, realizamos a análise empírica e discuimos os resulados enconrados. 2. Revisão bibliográfica 2.1. Crescimeno econômico e desempenho da balança comercial Primeiramene, consideramos a relação enre crescimeno econômico e resrição exerna. A base eórica esá em um modelo pós-keynesiano desenvolvido por Thirlwall (1979) que enfaiza o papel da demanda exerna sobre o crescimeno. Nesse modelo, as elasicidades renda das imporações e das exporações são elemenos chaves para um bom desempenho econômico de longo prazo (MCCOMBIE e ROBERTS, 2002). Poseriormene, o modelo original de 1979 foi esendido por Thirlwall e Hussain (1982) para incluir fluxos de capial. Moreno-Brid (1998) rouxe avanços adicionais ao inroduzir uma resrição que limia o crescimeno do défici em cona imporane para a economia brasileira aualmene porque boa pare da apreciação recene do câmbio se deve ao bom desempenho das exporações, além da possibilidade de um maior dinamismo dese seor em um fuuro próximo devido ao pré-sal, o que levaria a novos ciclos de apreciação cambial.

5 correne como proporção da renda domésica. De acordo com ese modelo, o país em que maner cera proporção enre défici exerno e nível de renda de modo a ober um crescimeno susenável no longo prazo. Mccombie e Thirlwall (1997) fazem avanços similares no senido de inroduzir uma resrição para que a razão enre os déficis comerciais e a renda seja consane. No enano, Barbosa-Filho (2002) mosra que esa condição não é suficiene para impedir uma elevação da dívida exerna em níveis que não sejam susenáveis, pois mesmo com uma razão consane enre défici em cona correne e renda domésica, a rajeória do crescimeno da dívida pode chegar a níveis que geram crises de confiança de modo a ornar insusenável o padrão aual de crescimeno. O auor inclui na análise, de forma explícia, o pagameno de juros e a dinâmica da dívida exerna para conornar o problema. Todas esas versões do modelo original de Thirlwall (1979) preservam sua idéia cenral, ou seja, que a axa de crescimeno do produo no longo prazo precisa respeiar a resrição do balanço de pagamenos. Em algum momeno da rajeória de crescimeno, a resrição exerna se fará senir, impondo ajuses ou limiando a axa de crescimeno. A essência do modelo é que o país deve maner o saldo do BP em equilíbrio, no longo prazo, pois um país não pode se endividar coninuamene sem nunca er que pagar sua dívida. Caso o país enha um défici persisene na cona de ransações correnes, chegará um momeno em que ele deverá reduzir seu crescimeno, elevar o monane de bens e serviços exporados e/ou reduzir a elasicidade renda das imporações para reverê-lo. Como uma elevada axa de crescimeno é seguida por incremenos no monane das imporações de forma quase proporcional, para que um deerminado país manenha um crescimeno econômico de forma susenável é necessário que o seu seor exporador obenha um bom desempenho de forma a maner o saldo da cona de ransações correnes em equilíbrio. Essa dependência das exporações é ainda mais relevane para os países em desenvolvimeno viso que a cona de serviços dos mesmos permanece negaiva na maior pare do empo. Isso ocorre devido às enradas aneriores de capiais que pressionam a cona de serviços pela remessa de lucros e pagameno de juros aos invesidores exernos. A economia brasileira é exemplar, nesse senido. As várias verenes do modelo já foram esadas inúmeras vezes, inclusive para o caso brasileiro. Bérola, Higachi e Porcile (2002) fazem uso do modelo mais simples e enconram uma relação de longo prazo enre o desempenho do PIB brasileiro, os ermos de roca e o crescimeno da renda mundial, no período , favorecendo a Lei de Thirlwall. Na análise do período , Jayme Jr. (2003), uilizando o méodo de coinegração em séries emporais, enconra que há coinegração enre o crescimeno das exporações e o crescimeno econômico, indicando a validade do modelo de Thirlwall. Ferreira e Canuo (2003) consideram os efeios das remessas de lucros, dividendos e pagamenos de juros sobre a resrição exerna e concluem que esas reduziram o crescimeno médio anual da economia brasileira em 1%, no período

6 Em uma análise relacionando os parâmeros esruurais do modelo de Thirlwall (1979) e a resrição exerna em diferenes subperíodos de , Carvalho e Lima (2009) ambém apresenam evidência da relevância das resrições exernas sobre o crescimeno da economia brasileira. Nakabashi (2007) apona que, apesar da relevância do modelo para explicar o crescimeno da economia brasileira, é preciso lembrar que as elasicidades variam e fazem pare do ajuse da economia. Porcile, Curado e Bahry (2003) e Barbosa-Filho (2004), por ouro lado, empregam o modelo de Thirlwall para analisar quesões de curo prazo. Os primeiros combinam o modelo de Thirlwall com o conceio minskyano de fragilidade financeira adapado para uma economia abera para analisar a conjunura econômica laino-americana, enquano o segundo em como objeivo esudar o rade-off enre crescimeno e axa de câmbio. Os resulados apresenados pelo úlimo indicam que para elevar a axa de crescimeno da renda da economia brasileira em 1% seria necessária uma desvalorização cambial de 7% para que a razão saldo da balança comercial/pib se manivesse consane. Suas conclusões são de que a elasicidade-renda das imporações do Brasil é muio elevada e as elasicidades-preço das imporações e exporações baixas, prejudicando o crescimeno Relação enre axa de câmbio real, exporações e crescimeno econômico Crescimeno e exporações A relação enre desempenho das exporações e crescimeno pode ser percebida pelo modelo de Thirlwall, mencionado na seção anerior. No enano, além de relaxar a resrição exerna, o crescimeno das exporações favorece o crescimeno econômico aravés de ouras vias. A primeira delas seria o descolameno enre o consumo domésico e a produção domésica, como aponado por Eichengreen (2008). Esse processo de descolameno possibilia uma elevação da produção de bens de maior coneúdo ecnológico com desino aos países desenvolvidos. Iso ocorre porque a demanda inerna de países em desenvolvimeno ende a ser direcionada, principalmene, para bens de baixo valor agregado e reduzido coneúdo ecnológico como conseqüência do baixo nível de renda média da população. A segunda via, ambém desacada por Eichengreen (2008), é que o aumeno da ofera de bens para a economia mundial não em efeios significaivos nos preços devido ao amanho do mercado mundial em relação à economia domésica. Ou seja, um crescimeno dos bens exporados não eria impacos negaivos relevanes sobre seus respecivos níveis de preço. Uma erceira e mais imporane de odas as vias seria o esímulo ao crescimeno decorrene do bom desempenho do seor exporador porque ese possui maiores ganhos de produividade proveniene do processo de absorção de ecnologia do reso do mundo, além do seu maior poencial de learning by doing quando se compara com os demais seores da economia (EICHENGREEN, 2008).

7 2.2.2 Câmbio e exporações Se o desempenho das exporações é ão imporane para explicar a axa de crescimeno de uma economia, deveríamos buscar quais os elemenos que deerminam seu comporameno. Uma das variáveis mais relevanes é a axa de câmbio real. Por isso, essa variável esá no cenro das discussões em qualquer modelo que rae do crescimeno puxado ou dependene das exporações. Considerando que a condição de Marshall-Lerner 2 seja saisfeia, depreciações reais da axa de câmbio levam a uma melhora no desempenho das exporações líquidas. Vários esudos empíricos mosram que essa condição é saisfeia. Podemos ciar alguns esudos que mosram essa relação como Krugman e Baldwin (1987) para a economia nore-americana, Gupa-Kapoor e Ramakrishnan (1999) para a economia japonesa, Boyd, Caporale e Smih (2001) para os países da OCDE, Onafowora (2003) para os países do lese asiáico, além de Gomes e Lourenço (2005) para a economia brasileira. Desse modo, as evidências empíricas sugerem que exise uma relação relevane enre depreciação real da axa de câmbio e melhora nas exporações líquidas Câmbio e crescimeno Esse ipo de esímulo às exporações (depreciação cambial) é ainda mais imporane em países em desenvolvimeno, de acordo com Rodrick (2008). O auor ressala que o seor de bens comercializáveis sofre relaivamene mais com o fraco arcabouço insiucional e com as falhas de mercado exisenes nesse grupo de países. Assim, uma maneira de amenizar esses problemas seria a adoção de uma políica de depreciação da axa de câmbio real de forma a esimular o invesimeno no seor de bens comercializáveis. Ouro pono relevane é que uma axa real de câmbio depreciada ou desvalorizada pode ser uilizada como um incenivo para a alocação de recursos para o seor de manufaura ou para a indúsria em derimeno dos bens não comercializáveis e das commodiies, de acordo com Eichengreen (2008). Assim, pelos argumenos aponados acima, a axa de câmbio é um preço chave não só na deerminação do desempenho das exporações, como ambém para o desenvolvimeno do seor de manufaurados. A depreciação cambial ambém eleva o nível de poupança e invesimenos de forma a esimular o processo de acumulação de capial, de acordo com Bresser- Pereira (2004). Segundo o auor, uma axa de câmbio compeiiva maném os salários reais em níveis baixos, assim como o consumo. Por ouro lado, o câmbio depreciado provoca oporunidades de obenção de lucros para as empresas do seor exporador, o que acaba promovendo uma elevação nos invesimenos. 2 Se a condição de Marshall-Lerner é saisfeia, uma depreciação real da moeda domésica conduz a uma elevação nas exporações líquidas, ou seja, melhora o saldo da balança comercial ano pelo esímulo às exporações quano pela reração das imporações. No enano, essa condição não é saisfeia no curo prazo, pois o efeio sobre os preços acaba sendo maior do que sobre as quanidades. Ou seja, após uma depreciação cambial real, as exporações líquidas endem a piorar para depois apresenarem uma melhora. Esse fenômeno é conhecido como Curva J. Veja, por exemplo, Boyd, Caporale e Smih (2001).

8 2.2.4 Algumas evidências empíricas De fao, alguns esudos aponam que variações na axa de câmbio foram essenciais no desempenho econômico de alguns países. Por exemplo, Sachs (1985) mosra que a esraégia de depreciação cambial adoada pelos países do Lese Asiáico foi um elemeno chave para explicar o melhor desempenho deses na crise dos anos 80 em relação aos países da América Laina. Segundo Sachs (1985), enquano eses buscavam um crescimeno econômico via subsiuição de imporações anes da grande mudança no cenário inernacional que provocou a crise da dívida exerna nos mesmos, os países asiáicos vinham de um processo de crescimeno liderado pelas exporações com a manuenção de axas reais de câmbio depreciadas. Carvalho e Lima (2009) ambém mosram a imporância do câmbio real para explicar a lena recuperação da economia brasileira da crise dos anos 80. As evidências desse esudo dão supore à idéia de que a valorização do câmbio real, enre 1982 e 1993, fez com que a axa de crescimeno da economia brasileira com equilíbrio do balanço de pagamenos fosse ainda mais baixa. Ao esender o período de análise do esudo realizado por Sachs (1985), Gala (2007) apresena evidências de que a axa de câmbio foi essencial para explicar o diferencial de crescimeno enre os dois grupos de países acima ciados, no período O auor mosra que ocorreram consideravelmene mais ciclos de apreciação da axa de câmbio nos países laino-americanos. Em suas palavras: Esendendo a análise de Sachs (1985), a hisória aqui apresenada parece se resumir a uma endência recorrene de ciclos de sobrevalorização na América Laina e subvalorização na Ásia, especialmene após o final dos anos Enquano os primeiros passaram por vários ciclos de sobrevalorização cambial, com o já conhecido populismo econômico dos anos 1970 e 1980 e com os planos de esabilização dos anos 1990, os países asiáicos concenraram-se na sua esraégia de expor-led growh com esímulo permanene ao seor exporador, eviando fores apreciações cambiais... Nesse senido, a esraégia de indusrialização com promoção de exporações (EPI) do Lese e Sudese Asiáico provou-se muio mais eficaz do que a esraégia de subsiuição de imporações laino-americana (ISI). (GALA, 2007, p. 86) Uilizando uma série de 184 países para o período , Rodrick (2008) apresena evidências de que a manuenção da axa de câmbio real em níveis compeiivos é uma variável deerminane no crescimeno de algumas economias em desenvolvimeno. Ainda de acordo com os resulados, o mesmo não seria válido para o grupo de países desenvolvidos. Esses resulados dão supore ao argumeno do auor de que o seor de bens comercializáveis dos países em desenvolvimeno sofre proporcionalmene mais com a fragilidade das insiuições e com as falhas de mercado em relação ao seor de bens não comercializáveis. Em um esudo para analisar se o processo de fluxo de capiais de países desenvolvidos para países em desenvolvimeno prejudicaram seus respecivos

9 processos de crescimeno, Prasad, Rajan e Subramanian (2007) enconram evidências de que aqueles países com manuenção de superávi na cona de ransações correnes experimenaram axas mais alas de crescimeno. Ou seja, a esraégia de crescimeno sem grande ou nenhuma dependência de poupança exerna foi a que apresenou maior sucesso. Os auores consideraram, na análise empírica, o período para 59 países em desenvolvimeno 3, além de China e Índia. Dividindo os países em grupos de acordo com o crescimeno econômico, eles enconraram que os países que mais cresceram foram aqueles que obiveram menores enradas líquidas de capiais. O país que apresenou maior crescimeno foi um exporador líquido de capial, a China. Isso ocorreu, parcialmene, porque aqueles que basearam suas esraégias de crescimeno em poupança exerna apresenaram longos períodos de apreciação da axa real de câmbio. De uma forma geral, os esudos empíricos aponam para a imporância de uma axa de câmbio compeiiva para esimular as exporações de uma economia. Adicionalmene, um bom desempenho do seor exporador acaba endo impacos posiivos sobre a axa de crescimeno econômico pelos moivos aponados aneriormene, pelo menos para países em desenvolvimeno. Cabe ressalar, ainda, que um crescimeno com dependência de poupança exerna, ou seja, que araia uma grande quanidade de fluxos de capiais, além de causar problemas de apreciação cambial, leva a um fluxo de pagamenos de juros e remessa de lucros ao exerior via balança de serviços, em períodos fuuros, de forma a reduzir a axa de crescimeno com equilíbrio nas conas exernas, de acordo com o modelo de Thirlwall e com as evidências apresenadas por Ferreira e Canuo (2003), para o Brasil. Concluindo a seção, de acordo com os argumenos apresenados, uma axa de câmbio compeiiva esimula as exporações líquidas de forma a relaxar a resrição exerna, proporcionando a uma deerminada economia alcançar axas mais elevadas de crescimeno econômico. Uma axa de câmbio compeiiva ambém inceniva a alocação de recursos para o seor de manufaura em derimeno dos bens não comercializáveis e das commodiies, esimula o invesimeno em seores mais dinâmicos e compensa, parcialmene, o fraco arcabouço insiucional e as falhas de mercado exisenes em maior quanidade nos países em desenvolvimeno. O bom desempenho do seor exporador ainda age no senido de possibiliar uma elevação da produção de bens de maior coneúdo ecnológico, não gera impacos significaivos em seus preços e esimula ganhos de produividade proveniene do processo de absorção de ecnologia do reso do mundo e do maior processo de learning by doing quando se compara com os demais seores da economia Desempenho das exporações, axa de câmbio e mudança esruural 3 Ou não indusriais, sendo ese o ermo uilizado pelos auores.

10 Como enfaizado aneriormene, um bom desempenho do seor exporador pode levar a recorrenes superávis em cona correne de forma a apreciar a axa de câmbio por um considerável período de empo, afeando ambém o crescimeno na medida em que essa apreciação leva a uma mudança na paua de exporação e na esruura produiva de uma deerminada economia. O seor exporador reflee quais os seores da economia são mais compeiivos. Desse modo, mudanças em sua composição causam alerações em sua esruura produiva, provocando mudanças em seu desempenho dependendo do grau de dinamismo e encadeameno dos segmenos que esão perdendo e dos que esão ganhando paricipação. Isso jusifica a preocupação de muios analisas econômicos com as mudanças esruurais pela qual a economia brasileira vem passando, com perda de paricipação relaiva de seores mais dinâmicos como a indúsria no PIB e no emprego, principalmene a parir de meados dos anos 80. Alguns exemplos são os esudos realizados por Meyer e Paula (2009), Marconi (2008), Cruz e al. (2007), Scaolin e al. (2007), Palma (2005), Feijo, Carvalho e Almeida (2005) e Bresser e Nakano (2003). Observando a série do PIB da economia, do PIB indusrial (com os valores no eixo esquerdo da Figura 1) e da proporção enre as duas (com os valores no eixo direio da Figura 1), enre 1948 e 2007, fica evidene que o dinamismo do seor indusrial ficou próximo, mas acima, do desempenho da economia brasileira aé meados dos anos 80. Do início da série aé 1985 (pico de 48%), a indúsria ganhou paricipação no PIB. A parir desse momeno, o processo se invereu. Ou seja, com o crescimeno da economia, a elevação do PIB indusrial ocorreu a axas mais elevadas aé 1985 e, a parir do momeno em que a economia enrou em um processo de baixo crescimeno, o desempenho da indúsria foi ainda pior. FIGURA 1 PIB A PREÇOS CONSTANTES, PIB DA INDÚSTRIA A PREÇOS CONSTANTES E PIB INDUSTRIAL COMO PORCENTAGEM DO PIB

11 PIB PIB - indúsria PIB - indúsria (% PIB) Fone: Elaboração Própria a parir de dados do IBGE/SCN Noas: os PIBs da economia e da indúsria foram normalizados para que os valores em 1948 fossem igual a 100 (1948 = 100). De um lado, emos o bom desempenho da economia brasileira concomiane ao elevado crescimeno do seor indusrial. De ouro, a queda na axa de crescimeno do PIB associada a uma desaceleração do crescimeno indusrial, após meados de Assim, o comporameno dessas duas séries reforça a crença de que o seor indusrial é um dos moores do crescimeno da economia brasileira. Os argumenos eóricos da imporância da indúsria sobre o crescimeno foram apresenados por Kaldor (1957) e Hirschman (1958). O primeiro auor ressala que a realização de invesimenos na indúsria leva a uma melhora do nível de ecnologia. Isso aconece porque, em muios casos, há uma inovação ecnológica incorporada nas novas máquinas e equipamenos e esse fenômeno é ainda mais imporane no seor indusrial 4. O auor enfaiza ainda a imporância das economias de escala dinâmicas geradas nese. Assim, segundo Kaldor (1957), quano maior a axa de crescimeno da produção do seor indusrial, maior ambém será a axa de crescimeno da sua produividade. Hirschman (1958) apona a imporância das maiores exernalidades posiivas dos invesimenos indusriais e dos efeios de encadeameno. No caso da economia brasileira, Chagas (2004 ciado por Silva e Silveira Neo, 2007), em um esudo para os municípios paulisas, enconra evidências que susenam os argumenos eóricos de Murphy, Shleifer e Vishny (1989), ou seja, de exisência:...de reornos crescenes de escala para seores radicionalmene mais dinâmicos, ais como indúsrias, consrução civil, ranspore e comunicação, serviços ecnológicos e ouras 4 Keller (2004) enfaiza que al efeio é amplificado em economias aberas, pois o comércio inernacional disponibiliza bens que incorporam conhecimeno exerno, fornecendo ecnologia que, de ouro modo, não esaria disponível ou que seria muio mais cusosa para ser obida.

12 aividades. Ao passo que, reornos consanes esão presenes nos seores radicionalmene idos como arasados, ais quais a agropecuária, presação de serviços e adminisração. (p. 2). Efeios posiivos no crescimeno dos esados brasileiros, no período de 1994 a 2002, provenienes de efeios de encadeameno para frene e para rás gerados pela indúsria foram enconrados por Silva e Silveira Neo (2007). Feijó, Carvalho e Rodriguez (2003) aponam ainda para a imporância que a indúsria em no processo de inovação e conseqüenemene no aumeno de produividade. Em um esudo sobre a indúsria brasileira, no período de , eles chegaram à conclusão de que o aumeno da concenração indusrial levou a um aumeno da produividade do seor aravés do esímulo à geração de inovações. Assim, as evidências disponíveis do papel da esruura na economia brasileira, sobreudo do efeio do crescimeno da indúsria no crescimeno do PIB, sugerem a exisência de imporanes efeios de encadeameno da indúsria com ela mesma e com ouros seores, da exisência de reornos crescenes de escala, além do maior poencial de inovações nese quando se compara com os demais seores da economia. Ou seja, as evidências sugerem que a esruura produiva da economia brasileira é um elemeno relevane no seu desempenho. Em relação às evidências empíricas do processo de mudança esruural da economia brasileira, a Federação das Indúsrias do Rio Grande do Sul (FIERGS, 2006) apresena resulados que ornam evidene a significaiva queda da paricipação do emprego na indúsria de ransformação no oal da economia a parir dos anos 90, saindo de um paamar de 23,55%, em 1990, para 18,33%, em Segundo esse esudo, no período , a principal mudança na paricipação relaiva de cada segmeno da indúsria foi devido à valorização cambial. Nassif (2006) faz uma análise do impaco da aberura comercial e da valorização cambial na esruura de invesimenos realizados na indúsria brasileira e na composição de seu valor adicionado 5, no período O auor consaa a exisência de uma elevação da paricipação relaiva do segmeno baseado em recursos naurais nos invesimenos e no valor adicionado da indúsria brasileira, com redução ou esagnação nos demais. Desse modo, esses esudos apresenam evidências de que nos períodos em que a axa de câmbio real da economia brasileira permanece apreciada por períodos relaivamene longos de empo, ocorrem mudanças na esruura produiva brasileira que prejudicam seu crescimeno de longo prazo. 3. Relações enre as variáveis 5 Nassif (2006) faz uma classificação dos seores indusriais com ecnologia baseada em: 1) recursos naurais; 2) rabalho; 3) escala; 4) diferenciação; e 5) ciência.

13 A primeira relação que raaremos é daquela exisene enre crescimeno econômico e saldo da cona correne. De acordo com essa eoria exise uma relação que poderia ser expressa como: Bom desempenho do seor exporador melhora no saldo da cona correne elevação da axa de crescimeno econômico. Essa elevação na axa de crescimeno eria que ocorrer via elevação dos invesimenos em capial físico, humano e/ou de elevações do nível ecnológico, considerando que o nível de capacidade ociosa não é relevane para explicar a axa de crescimeno em períodos mais longos de empo. Ou seja, quano melhor o desempenho das exporações, maior a axa de crescimeno que o país pode alcançar devido ao relaxameno da resrição exerna, além dos ouros efeios enfaizados nas seções aneriores. Essa relação não chega a ser uma função de crescimeno, mas uma resrição ao poencial de crescimeno econômico de uma deerminada economia. Por exemplo, um país que enha alcançado uma elevada axa de crescimeno de suas exporações com superávis recorrenes na cona correne não irá, necessariamene, experimenar uma elevação na axa de crescimeno caso exisa oura resrição que limie a acumulação de faores de produção. Como já ressalado, um bom desempenho do seor exporador que leve a sisemáicos superávis na cona correne pode desencadear um processo de apreciação cambial, com impacos na paua de exporação e na esruura produiva da economia. A mudança esruural causada pela apreciação, por sua vez, eria impacos no dinamismo da economia. As relações ciadas acima poderiam ser expressas da seguine forma: Enrada de divisas via cona capial ou devido ao bom desempenho do seor exporador apreciação cambial mudança na paua de exporações de forma a beneficiar os seores menos dependenes de compeição via preços e daqueles que experimenaram elevação da demanda exerna alerações nos invesimenos do diferenes seores favorecendo aqueles que experimenaram uma elevação da demanda exerna e dos bens não comercializáveis mudança esruural da economia alerações em sua dinâmica, sendo que esas podem ser posiivas ou negaivas, dependendo dos seores beneficiados e prejudicados. No enano, como uma apreciação cambial ende a prejudicar mais o seor de bens comercializáveis (como os bens indusrializados) em relação aos não comercializáveis (como o comércio e os serviços), é provável que esse ipo de mudança esruural não seja benéfico para a dinâmica da economia. No presene esudo, faremos uma análise da relação enre variações da axa de câmbio real, exporações de produos básicos, semi-manufaurados e manufaurados, e a esruura da economia. No enano, como aponado acima, o mecanismo de ransmissão de variações no câmbio para mudanças esruurais é bem mais complexo. 4. Modelo Teórico

14 Seguindo o modelo desenvolvido por Thirlwall e Hussain (1982), com a inclusão de fluxos de capiais, nele se começa com a suposição de equilíbrio no BP (e possível desequilíbrio na balança de ransações correnes F 0) medido em unidades de moeda domésica: (1) P d, X + F = Pf, M E em que X represena o volume de exporações, F o valor nominal do fluxo de capiais em moeda domésica, P d o preço das exporações, em moeda domésica, M a quanidade de imporações, P f o preço das imporações, em moeda esrangeira, E a axa de câmbio nominal (preço domésico da moeda esrangeira) e o subscrio represena o período em quesão. Transformando em axas de crescimeno obemos: θ p, + x + 1 θ f = p, + m + e (2) ( d ) ( ) f em que as leras minúsculas represenam as axas de crescimeno das variáveis, θ e (1 - θ) são as parcelas das exporações e dos fluxos de capiais no oal da receia obidas pelo seor exerno, ou seja, qual a parcela do oal de imporações é paga pelas exporações e qual é pela enrada de capiais. A quanidade demandada de imporações pode ser especificada como uma função muliplicaiva dos preços das imporações (medidas em unidades moneárias domésicas), dos preços dos seus subsiuos e da renda domésica: (3) M Pf, E = α Pd, ϕ Y π em que α é uma consane, ϕ é a elasicidade-preço da demanda por imporações (ϕ < 0), Y é a renda domésica e π é a elasicidade-renda da demanda por imporações (π > 0). Em axas de crescimeno emos: m ϕ p + e p + πy =, (4) ( f, d ) A quanidade demandada de exporações ambém pode ser represenada por uma função muliplicaiva dos preços das exporações, do preço das mercadorias que compeem com as exporações (medidas em unidades de moeda domésica) e do nível da renda mundial:

15 (5) X Pd, = β Pf, E η Z ε em que β é uma consane, η é a elasicidade-preço da demanda por exporações (η < 0), Z é a renda mundial e ε é a elasicidade-renda da demanda por exporações (ε > 0). Transformando em axas de crescimeno, emos: (6) x = η ( pd, p f, e ) + εz Subsiuindo as equações (4) e (6) em (2) e isolando y do lado esquerdo da equação, enconramos: ( θη + ϕ + 1)( pd, p f, e ) + θεz + ( 1 θ )( f pd, ) (7) yb, = π Nessa equação, a nossa variável dependene (y b ) é a axa de crescimeno com equilíbrio no BP. Vale ressalar que a equação (7) é sempre saisfeia, pois o país só pode crescer a axas mais elevadas do que aquela que maném a cona de ransações correne em equilíbrio caso ocorra uma enrada posiiva de recursos exernos via cona capial. No enano, quando ocorrer uma reversão desses fluxos, o país erá que crescer a uma axa inferior em relação àquela que equilibra o saldo das ransações correnes 6. Ainda na equação (7), noamos que a axa de crescimeno de uma economia depende da axa de variação da axa real de câmbio, da axa de crescimeno real do reso do mundo e da axa de variação do saldo do fluxo real de capiais. Considerando, nesse momeno, o modelo de crescimeno neoclássico, uma possível função de produção seria: α β 1 α β (8) Y = K H ( AL) em que Y é o nível de renda, K é o nível de capial físico, H é o nível de capial humano, A é o nível de ecnologia e L é a quanidade do faor rabalho usado no processo de produção. Novamene, o subscrio se refere ao empo. Adicionalmene, α, β, e 1 α β são as parcelas de cada um dos faores na 6 A equação (7) não precisa ser saisfeia no curo prazo viso a possibilidade de ocorrência de variações no nível de reservas.

16 renda 7. Derivando a equação (8) em relação ao empo e ransformando as variáveis em axa de crescimeno, obemos: y = αk + βh + 1 α β a + 1 α β l (9) ( ) ( ) Pela equação (9), noamos que o crescimeno da renda só é possível caso ocorra uma elevação em pelo menos um dos faores de produção da economia (capial físico, capial humano, rabalho ou ecnologia). Igualando as equações (7) e (9), chega-se a: αk (10) + βh + ( 1 α β ) a + ( 1 α β ) l = ( θη + ϕ + 1)( p p e ) + θεz + ( θ )( f p ) d, f, 1 π d, Pela equação (10), noamos que a acumulação de faores de uma deerminada economia depende do resulado do BP da mesma. Noamos ainda que a cona exerna é, de fao, uma resrição ao crescimeno, pois ese (o crescimeno) depende da acumulação dos faores de produção. Oura observação que podemos fazer a parir dessa equação é que uma elevação da axa de crescimeno da acumulação de faores de produção depende de uma elevação na axa de enrada de fluxos de capiais, manendo udo o mais consane. À primeira visa, esse resulado é semelhane à radicional conclusão que se chega a parir das conas nacionais, onde os invesimenos de um país se igualam à poupança global (privada, do governo e exerna). Enreano, a equação (10) é muio mais complexa, pois odas as variáveis esão em axa de crescimeno e a resrição esá relacionada à axa de acumulação de qualquer um dos faores de produção da economia. Adicionalmene, a relação acima depende de ouros faores, como da variação da axa real de câmbio, da axa de crescimeno do reso do mundo, além das elasicidades renda das imporações e exporações. É preciso lembrar ainda que apesar do crescimeno com poupança exerna ser maior do que sem a uilização da mesma, quando os pagamenos dos juros e do principal forem realizados, a axa de crescimeno será menor. Pela equação (10), podemos afirmar ainda que uma elevação do crescimeno do reso do mundo, o que raz impacos posiivos nas exporações, favorece a acumulação de capial físico e humano, além de propiciar um crescimeno do nível de ecnologia. Essa relação se deve a uma resrição exerna menos rígida que, por sua vez, permie que ocorra acumulação dos faores de produção com o conseqüene aumeno da renda. Ouro pono relevane é que apesar de não esar explício na equação (10) 7 Na equação (8), fazemos a suposição de que a elevação do rabalho e dos dois ipos de capial razem um reorno consane de escala. No enano, esse não é, necessariamene, o caso. Para uma discussão volada para o faor de produção capial humano, ver Dias, Dias e Lima (2009).

17 que a elevação dos invesimenos baseados em exporações é mais sólida do que aquela via cona capial, podemos chegar a essa conclusão de acordo com os argumenos apresenados aneriormene. Isolando os faores de produção capial físico e, poseriormene, capial humano do lado esquerdo da equação (10), enconramos. (11) θη + ϕ + 1 θε 1 θ β 1 α β 1 α β k = pd, p f, e + z + f pd, h l πα πα πα α α α ( ) ( ) a h (12) θη + ϕ + 1 = πβ θε 1 θ α 1 α β 1 α β ( pd, p f, e ) + z + ( f pd, ) h l a πβ πβ β β β Pelas equações (11) e (12) não esamos afirmando que exisa uma relação de causalidade enre os faores de produção. Só esamos colocando esses faores do lado direio das equações para isolar o efeio da resrição exerna sobre a axa de variação do capial físico, de acordo com a equação (11), e do capial humano, na equação (12). Quando não se inroduz a axa de variação da ecnologia de forma explícia, ela represena o resíduo em cada uma das equações acima. As equações (11) e (12) formalizam, enão, a primeira série de relações enre desempenho do seor exerno, acumulação de faores de produção e crescimeno da renda desacada na seção anerior. Em relação à segunda série de relações enre variações da axa de câmbio, mudança esruural e dinamismo econômico, não há modelos formais desenvolvidos. Assim, as relações enre as variáveis serão exploradas com base na eoria exposa aneriormene. 5. Meodologia e fone dos dados A análise da primeira pare é feia a parir de dados anuais para o período que vai de 1950 a A escolha desse período se deve à limiação dos dados de capial físico para períodos aneriores. Os dados do PIB da economia brasileira foram reirados do sie do IPEA, que fornece o PIB a preços consanes e em como fone original o IBGE. A variável uilizada para mensurar a variação dos rabalhadores é a população residene em 1º de julho, ambém do IBGE. Para mensurar o capial físico, foram uilizados os dados do esoque bruo oal de capial fixo reirados do sie do IPEA, sendo a fone original Morandi e Reis (2004). Para mensurar o capial humano, foi empregado o percenual de pessoas de 15 ou mais anos de idade que sabem ler e escrever um bilhee simples do IBGE, que é 1 (um) menos a axa de analfabeismo. Como os dados esão disponíveis apenas a cada dez anos, essa porcenagem foi esimada uilizando a função spine cúbica com o sofware Malab, enre os anos

18 censiários. O saldo da cona capial e financeira foi empregado para mensurar a enrada líquida de capiais e em como fone o Boleim do Banco Cenral do Brasil, assim como as exporações. Ambas as séries foram deflacionadas pelo Consumer Price Index (CPI) do US Bureau of Labor Saisics. Para enconrar a axa real de câmbio, além do CPI, fez-se o uso da axa média de câmbio de venda - R$ / US$ - comercial do boleim do Banco Cenral do Brasil e do IPC da Fipe e da FGV. O IPC dessas duas insiuições foram somados e divididos por 2 (dois). Para mensurar o crescimeno do reso do mundo, o PIB a preço consanes dos Esados Unidos foi uilizado como proxy. A fone é o Bureau of Economic Accouns do US Deparmen of Commerce. Todas as variáveis esão em valores reais. A análise de regressão foi realizada com variáveis defasadas para conrolar para o problema de endogeneidade das variáveis explicaivas. Em algumas especificações foram enconrados problemas de não normalidade dos resíduos. O méodo uilizado para corrigir al problema foi o dos mínimos quadrados ieraivos com redisribuição de pesos (Ieraively Reweighed Leas Squares IRLS). Esse méodo consise em esimar a regressão pelo Méodo dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) e desconsiderar os valores residuais muio elevados. Poseriormene, o processo ieraivo começa com pesos aribuídos a cada resíduo de modo que os que possuem maiores valores recebam os menores pesos. O processo ieraivo ermina quando a maior variação de um peso para o ouro, na mudança de ieração, não ulrapassa um deerminado valor mínimo. Ouro problema grave enconrados em algumas especificações foi o de mulicolinearidade. Para minimizar o problema, uilizamos a variável exporações no lugar do PIB dos EUA. Em algumas esimações, essa subsiuição foi o suficiene para eliminar o problema, enquano que em ouras a correlação enre algumas variáveis explicaivas coninuou elevada, o que orna os resulados enconrados nesas menos confiáveis. Na segunda pare uilizamos dados da FUNCEX para as exporações de produos básicos, semi-manufaurados e manufaurados. Para a série de crescimeno do reso do mundo foi uilizada a média simples do crescimeno real do PIB dos Esados Unidos, do Japão e da Alemanha. Esses rês países foram uilizados por serem mais represenaivos do crescimeno do reso do mundo relevane para as exporações da economia brasileira. A base original é do FMI e os dados foram reirados do IPEADATA para o período do primeiro rimesre de 1980 aé o quaro de Os dados do PIB da China não foram inroduzidos por não esarem disponíveis. A Taxa de Câmbio Efeiva Real (TCER), do IPEA 8, é uilizada para avaliar os efeios do câmbio na esruura da economia. Essa variável foi uilizada porque reflee melhor o câmbio real da economia brasileira ao levar em cona diversos parceiros comerciais em seu cálculo, além de esar disponível no período de 8 A TCER é uma medida da compeiividade das exporações brasileiras calculada pela média ponderada do índice de paridade do poder de compra dos 16 maiores parceiros comerciais do Brasil. A paridade do poder de compra é definida pelo quociene enre a axa de câmbio nominal (em R$/unidade de moeda esrangeira) e a relação enre o Índice de Preço por Aacado (IPA) do pais em caso e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) do Brasil. As ponderações uilizadas são as paricipações de cada parceiro no oal das exporações brasileiras em (Sie do IPEA).

19 análise: A relação enre câmbio real, crescimeno do reso do mundo e exporações de produos básicos, semi-manufaurados e manufaurados foi feia aravés de modelos de esimação auo-regressão veorial (VAR). A vanagem dese é que não é preciso fazer nenhuma suposição de quais são as variáveis exógenas e endógenas da equação de regressão, sendo que as defasagens fornecem as informações necessárias. Também foi uilizada a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Minisério do Trabalho e do Emprego (MTE) para mensurar o emprego nos diferenes segmenos da economia brasileira e suas variações, enre , período em que os dados esão disponíveis. A base não cona com o ano de 1989 devido à fala de colea dos dados para esse ano. A rajeória do emprego nos diferenes segmenos da economia brasileira é uilizada para mensurar as mudanças esruurais experimenadas por esa, no período em quesão. Esa úlima foi feia apenas com coeficienes de correlação devido ao amanho da amosra ser pequeno para a realização de análise de regressão. Assim, é uma primeira enaiva no senido de se er uma idéia enre a complexa relação das variáveis ciadas. 6. Resulados 6.1. Relações enre renda, faores de produção e resrição exerna Na Tabela 1, enconramos os resulados das esimações das equações (7) e (9). Todas as variáveis esão em logarimo naural e, porano, os coeficienes são inerpreados como elasicidades. A uilização do logarimo naural é porque ela facilia a inerpreação dos coeficienes esimados. Além disso, como os coeficienes represenam efeios de variações percenuais das variáveis explicaivas sobre a explicada, sua inerpreação fica mais próxima dos modelos apresenados em que as variáveis esão em axa, aproveiando a relação de longo prazo enre elas, o que não seria possível empregando axas. Todas as variáveis explicaivas esão defasadas em 1 (um) período, o que corresponde a 1 (um) ano, para minimizar problemas de endogeneidade das mesmas. Nas see primeiras colunas da Tabela 1 são apresenados os resulados esando a Lei de Thirlwall, enquano que nas quaro úlimas esão os resulados para o modelo neoclássico que, da forma em que é apresenado, seria mais adequado chamá-lo de modelo de ofera de faores de produção. Uilizamos as exporações como uma das variáveis explicaivas devido à ênfase dada na lieraura apresenada aneriormene, que ressala seu papel na deerminação do nível e crescimeno da renda em uma economia, e ambém por problemas de mulicolinearidade, como será viso adiane. Oura vanagem é que como uilizamos o crescimeno da economia nore-americana como proxy para o desempenho da economia mundial, as exporações refleem melhor os efeios do crescimeno mundial sobre as resrições exernas. De acordo com os resulados apresenados na Tabela 1, as quaro primeiras esimações mosram que cada uma das variáveis que relaxa a resrição exerna ao crescimeno é imporane para elevar o PIB brasileiro, enre 1950 e 2008, quando

20 consideradas de forma isolada. Ou seja, uma depreciação cambial de 1% eleva, em média, o PIB em 1,06%, enquano as mesmas variações na renda exerna, nas exporações e na enrada líquida de capiais êm efeios sobre o PIB de 1,47%, 0,78% e 0,82%, respecivamene. Todos os coeficienes se mosraram posiivos e significaivos ao nível de 1%. Ao esar a equação (7), com os resulados apresenados na quina coluna, percebemos que o crescimeno da economia mundial é essencial para dinamizar a economia brasileira. Oura variável relevane, mas em menor magniude, é a enrada líquida de capiais. A elevação do PIB da economia mundial em 1% em um impaco posiivo sobre o PIB da economia brasileira de 1,5%. Conrolando para esas duas, o efeio do câmbio se orna negaivo, embora seu efeio seja pequeno e significaivo apenas ao nível de 5%. Quando uilizamos o crescimeno das exporações no lugar do crescimeno da economia mundial, noamos que seu efeio é posiivo, sendo esa a única variável significaiva na explicação do desempenho do PIB brasileiro. Uma elevação de 1% nessa variável em um impaco posiivo sobre o PIB de 0,77%. Isso ocorre pela imporância das exporações em relaxar as resrições exernas além dos seus efeios desacados por Eichengreen (2008). Comparando os resulados apresenados na coluna (5) e (7), percebemos que são semelhanes. Ou seja, a inclusão da variável nível de exporações não alerou quase os resulados e seu coeficiene não é esaisicamene diferene de zero, indicando que o modelo mais adequado é quando se uiliza o logarimo naural da proxy para renda mundial. Como o Faor de Inflação da Variância (FIV) é baixo em odos os casos, podemos dizer que a não significância das exporações ocorre, de fao, porque a variável relevane para explicar o relaxameno das resrições exernas é o comporameno da renda mundial. Esa, por sua vez, alera as exporações. Considerando o modelo de ofera, apresenado nas quaro úlimas colunas, podemos verificar que as variáveis capial humano, capial físico e rabalho são relevanes para explicar variações na renda quando considerados isoladamene, ou seja, sem conrolar para ouras variáveis. Quando considerados os efeios dos rês faores simulaneamene, com os resulados apresenados na úlima coluna, o único faor significaivo para explicar variações no PIB é o capial físico. No enano, como podemos verificar pelo FIV, a elevada mulicolinearidade compromee a confiabilidade dos eses de hipóese. De qualquer forma, podemos verificar que essas variáveis são fundamenais para explicar variações no PIB da economia brasileira ano pelo coeficiene de deerminação quano pelo valor da esaísica F. TABELA 1 REGRESSÕES TESTANDO OS MODELOS DE THIRLWALL E NEOCLÁSSICO Variável dependene: ln do PIB Variávei (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) s MQO IRLS IRLS MQO MQO IRLS MQO MQO IRLS IRLS IRLS lne(n-1) (0.258) (0.072) (0.063) (0.072)

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