Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil:

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1 Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil: Fernando Siqueira dos Sanos Resumo: ese rabalho analisa a evolução do desemprego nos úlimos anos, com foco no período 1998 a 2012 devido à melhor disponibilidade de dados. Os resulados indicam que uma boa pare da explicação para a redução na axa de desemprego nos úlimos anos esá na redução do crescimeno da população, paricularmene na população economicamene aiva (PEA). A redução da paricipação da população jovem na PEA ambém conribuiu para a redução do desemprego. O aumeno do crescimeno econômico e o conseqüene aumeno do crescimeno da população ocupada ambém favoreceram a redução do desemprego mas a imporância dese faor é bem menor do que a imporância dos faores populacionais ciados aneriormene. A axa de desemprego não-inflacionária (NAIRU) parece er diminuído nos úlimos anos mas a incereza com relação mensuração desa variável é basane elevada. A expecaiva de baixo crescimeno da PEA nos próximos anos indica que o crescimeno poencial do Brasil deverá ser menor a menos que ouros faores venham a compensar o baixo crescimeno da força de rabalho. Absrac: his paper analyses he evoluion of unemploymen in Brazil over he las years, paricularly afer 1998 when our proffered measure of unemploymen became available. Our resuls indicae ha mos of explanaion for he reducion in unemploymen over he las years lies in he reducion of labor force growh. The reducion in he share of young workers in he labor force also conribued o he fall in unemploymen. The acceleraion in GDP growh and consequenly in employed workers also conribued o he reducion in unemploymen bu his conribuion is by far less imporan han he conribuion of lower populaion growh. Our empirical measures indicae ha he non-acceleraing inflaion rae of unemploymen (NAIRU) decreased over ime bu he confidence in hese esimaions is low. The low growh rae of work force in he nex years will probably reduce he poenial GDP growh in Brazil unless oher facors come o neuralize he effec of lower available workers. JEL Classificaion: J0; J2; J3; J64 Palavras-chaves: desemprego; regra de Okun; NAIRU Área ANPEC: 13 Economia do Trabalho Gosaria de agradecer aos paricipanes do seminário da EESP/FGV, Wagner O. Moneiro e Marcelo Kfoury pelos comenários e principalmene Lúcia Garcia e Edgard Fusaro do Dieese pela disponibilização de diversos dados, sem os quais a conclusão dese rabalho não seria possível. Agradeço ainda o apoio do Cenro de Esudos em Macroeconomia (CEMAP) pelo apoio e infra-esruura oferecida para a realização dese rabalho. Douor em economia pela EESP-FGV.

2 Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil: Inrodução A axa de desemprego apresenou queda sensível os úlimos anos no Brasil. Segundo dados do IBGE, a axa média de desemprego no Brasil foi de mais de 12% em 2003 e de menos de 6% em A axa de desemprego no Brasil era uma das maiores do mundo em 2003 e uma das menores do mundo em 2011 (fig. 1). Ese rabalho ena explicar as razões por rás da redução do desemprego no Brasil analisando ano a quesão da ofera de rabalho 1 (aspeco demográfico) quano a demanda por rabalho (crescimeno econômico). A força de rabalho no Brasil apresenou um crescimeno acenuado nos anos 90 em função do elevado crescimeno populacional. A axa de naalidade foi elevada no Brasil aé os anos 90 e a axa de moralidade diminuiu por muios anos, explicando pare do crescimeno populacional. O crescimeno mais moderado da força de rabalho nos anos 2000 conribuiu para a redução do desemprego como veremos adiane. Do lado da demanda por rabalho, o crescimeno econômico no Brasil foi baixo durane boa pare dos anos 80 e 90, favorecendo o desemprego elevado e o subemprego neses anos. Além disso, há indicações que as privaizações no final dos anos 90 ambém conribuíram para aumenar o desemprego em função das demissões causadas pelos programas de reesruuração pelos quais as empresas passaram anes ou após serem privaizadas. Ese efeio pode er ido impacos longos no mercado de rabalho se considerarmos que muios dos rabalhadores dispensados poderiam não er apidões para desenvolver funções diferenes daquelas que eram exercidas nas empresas públicas. Iso é uma das causas comuns de um fenômeno conhecido na lieraura como hisereses. A figura 1 ilusra a evolução do desemprego no Brasil e no reso do mundo nos úlimos anos. Como pode ser viso, o desemprego no Brasil era relaivamene elevado no final dos anos 90 e início dos anos Já no final da primeira década dos anos 2000, o desemprego no Brasil havia diminuído sensivelmene e se enconrava abaixo da média mundial. A crise econômica de 2008/09 é um dos principais responsáveis pelo aumeno do desemprego no mundo nos úlimos anos. O fao do Brasil er saído relaivamene rápido da crise explica o bom desempenho relaivo do país em ermos de desemprego neses úlimos anos. Da mesma forma como a crise e o baixo crescimeno conribuíram para a elevação do desemprego no mundo nos úlimos 3 anos, o baixo crescimeno ambém conribuiu para o desemprego elevado no Brasil nos ano 90. A figura 1 mosra a evolução da axa de desemprego uilizando dados do Dieese/Seade para regiões meropolianas considerando o chamado desemprego abero. Se considerássemos o desemprego oal, que inclui ambém o chamado desemprego oculo (desalenados e rabalhadores em condições precárias), a redução seria maior: o desemprego oal diminuiu de cerca de 20% no final dos anos 90 para cerca de 10% em Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do IBGE são similares ao desemprego abero calculado pelo Dieese/Seade. Já os dados da PNAD mosram uma redução bem menor do desemprego no Brasil nos úlimos anos. As diferenças enre as diversas medidas de desemprego serão apresenadas na próxima seção. 1 Os salários e ouros aspecos relacionados à remuneração dos rabalhadores ambém podem influenciar a ofera de rabalho. Conudo, nosso foco será no aspeco populacional. A imporância dos salários será analisada no final do rabalho pela esimação de uma curva de Phillips no Brasil.

3 Fig. 1a:Taxa de desemprego no Brasil (em %) 14,0 13,0 12,0 11,0 10,0 Fig. 1b: Taxa de desemprego em diversos países 12,0 11,0 10,0 9,0 9,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 jan/02 jul/02 Desemprego Média Anual jan/03 jul/03 jan/04 jul/04 jan/05 jul/05 jan/06 jul/06 jan/07 jul/07 jan/08 jul/08 jan/09 jul/09 jan/10 jul/10 jan/11 jul/11 jan/12 jul/12 jan/13 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 Mediana OECD Mediana Brasil Fone: Dieese Fone: ILO Nese rabalho invesigamos os faores por rás da redução do desemprego no Brasil nos úlimos anos. Analisamos ano faores populacionais como crescimeno populacional e aleração na composição eária da força de rabalho como faores relacionados à demanda por rabalho, como o crescimeno econômico. Os resulados indicam que os faores populacionais foram mais imporanes que os faores econômicos. Ese rabalho esá esruurado da seguine forma. Na seção 2 discuimos os diversos dados de desemprego disponíveis no Brasil. Na seção 3 analisamos o aspeco populacional do desemprego, paricularmene a evolução da população economicamene aiva nos úlimos anos. Na seção 4 analisamos a evolução da população ocupada e paricularmene sua relação com o crescimeno econômico, uma relação similar à chamada Lei de Okun. Na seção 5 analisamos os impacos do crescimeno da população economicamene aiva e da população ocupada na evolução do desemprego, separando desa forma a redução do desemprego em faores populacionais e efeio do crescimeno econômico. Na seção 6 esimamos uma NAIRU (Non- Acceleraing Inflaion Rae of Unemploymen) e na seção 7 discuimos as perspecivas para a evolução do desemprego nos próximos anos. 2 Dados uilizados Há diversas pesquisas diferenes de emprego e desemprego no Brasil. A pesquisa mais ciada é a Pesquisa de Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Esa pesquisa foi alerada em 2003 e os dados da aual pesquisa começam em O IBGE oferece ainda informações sobre emprego e desemprego na PNAD (Pesquisa Nacional por Amosra de Domicílio). A PNAD é realizada anualmene em anos onde não é realizado o Censo. Ouras pesquisas imporanes são realizadas pelo Dieese na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). A PED é realizada em São Paulo desde 1986 e mais recenemene em ouros Esados. Nese rabalho vamos uilizar preferencialmene a PED Meropoliana do Dieese em função da boa abrangência dos dados e maior hisórico relaivamene à PME do IBGE. Ouros dados normalmene uilizados como fone de informação do mercado de rabalho no Brasil são os dados do Caged (Cadasro Geral de Emprego e Desemprego) do Minisério do Trabalho. O Caged considera apenas dados do chamado emprego formal e ambém é divulgado mensalmene. Os dados da PME do IBGE e da PED Meropoliana do Dieese mosram números próximos para a evolução da axa de desemprego no Brasil como será discuido em mais dealhes na seção 3. Já os números da PNAD aponam algumas divergências com as demais pesquisas que julgamos imporane discuir nesa seção inicial do rabalho. Barbosa Filho e Pessoa (2011) uilizam dados da PNAD para analisar a redução do desemprego

4 enre 2001 e Enre ouros aspecos da pesquisa, eses auores desacam que a redução do desemprego foi maior nas regiões meropolianas do que no país como um odo. A figura abaixo apresena a evolução da axa de desemprego segundo os dados da PNAD segmenados por regiões meropolianas e ouras regiões. Como fica claro no gráfico, a axa de desemprego aumenou ao longo dos anos 90 e diminuiu nos anos Ese movimeno é bem mais claro nas regiões meropolianas do que fora delas. Ouro pono que chama aenção é a elevação do desemprego em Ese aumeno foi paricularmene elevado fora das regiões meropolianas, onde o aumeno do desemprego em 2009 foi ão grande quano a redução do desemprego enre 2001 e 2008, fazendo com que a redução do desemprego no período 2001 a 2009 fosse próximo de zero conforme desacado por Barbosa Filho e Pessoa (2011). Um pono que vale a pena ser desacado nese momeno é que o ano de 2009 foi o único ano onde a axa de desemprego aumenou desde Os dados do IBGE (PME) e do Dieese/Seade indicam que a axa de desemprego volou a diminuir em 2010 e em Logo, a análise da redução da axa de desemprego fica prejudicada usando dados aé Tabela 1: Desemprego e crescimeno da força de rabalho segundo dados da PNAD 1A: Taxa de desemprego no Brasil (PNAD) 1B: Taxas de cresc. da força de rabalho (PNAD) 16% 14% 12% 10% 8% 6% 4% PIA Toal Regiões Merop. Demais regiões ,7% 2,8% 2,7% ,1% 2,0% 2,1% ,5% 2,6% 2,5% PEA Toal Regiões Merop. Demais regiões ,7% 3,1% 2,4% ,5% 2,7% 2,4% ,7% 3,2% 2,4% 2% 0% Toal Regiões Meropolianas Demais Regiões Fone: PNAD PO Toal Regiões Merop. Demais regiões ,1% 2,2% 2,0% ,6% 3,0% 2,4% ,5% 3,1% 2,2% Fone: PNAD A abela 2 mosra a axa média de crescimeno anual da PIA, PEA e PO para odos as fones deses dados disponíveis. Os dados conemplam o período 2002 a 2009 viso que os dados da PME do IBGE só esão disponíveis a parir de Uma das principais diferenças enre os dados da PNAD e as ouras fones, é o baixo crescimeno da população ocupada (PO). Como pode ser viso, a diferença enre o crescimeno da PO e o crescimeno da PEA foi muio baixa nos dados da PNAD. Considerando apenas os dados das regiões meropolianas (PNAD RM), as axas de crescimeno dos dados da PNAD são similares aos observados nos dados do Dieese. Tabela 2: Taxa de crescimeno da população e força de rabalho (2003 a 2009) 3 PIA PEA PO PNAD PNAD RM IBGE Dieese PNAD PNAD RM IBGE Dieese PNAD PNAD RM IBGE Dieese 1,8% 1,7% 2,1% 1,7% 2,0% 2,1% 2,5% 1,7% 2,1% 2,6% 3,1% 2,6% Fone: IBGE e Dieese/Seade Para concluir esa seção desacamos que os dados da PNAD apresenam algumas diferenças em relação aos dados da PME do IBGE e PED do Dieese, o que é esperado considerando que são pesquisas diferenes em diversos aspecos, incluindo as regiões pesquisadas. Ainda assim, as endências observadas nos dados de odas esas pesquisas são similares. Por fim, os resulados de Barbosa Filho e Pessoa (2011) são basane

5 influenciados pelo fao da amosra erminar em 2009, um ano aípico para o mercado de rabalho nos úlimos 10 anos. 3 Efeio populacional na redução do desemprego 3.1 Crescimeno populacional e da força de rabalho O aspeco populacional é normalmene menos analisado quando se raa de desemprego. Conudo, ese aspeco não chega a ser compleamene ignorado como mosra Shimmer (1998), enre ouros. Nesa seção analisamos dois ponos associados à quesão populacional no desemprego: a) crescimeno populacional, paricularmene crescimeno da população em idade aiva e b) disribuição da população economicamene aiva por faixas eárias. Durane boa pare dos anos 90 diversos jornais raziam como manchees o elevado crescimeno da população economicamene aiva, paricularmene jovens, em um momeno de desemprego já elevado. A chegada dos jovens no mercado de rabalho não foi uma decisão deliberada ou esudada mas na maioria dos casos uma consequência do empo ou chegada da idade de enrar no mercado de rabalho. Ese aumeno na ofera de rabalho possui uma correlação baixa com o crescimeno da demanda por rabalho. Ainda que alguns jovens pudessem arasar sua enrada no mercado de rabalho aé que as condições de demanda melhorassem, esa com cereza não era uma opção para odos. O desemprego elevado dos anos 90 e os salários baixos exercia uma pressão maior para a enrada dos jovens no mercado de rabalho como forma de complemeno de renda. Ouro aspeco negaivo do crescimeno da população jovem no mercado de rabalho é sua baixa empregabilidade, levando a um aumeno na axa de desemprego. Diversos faores explicam a axa de desemprego maior enre os jovens, como menor conhecimeno, menor compromeimeno e ambém menor esforço na procura por rabalho. Ainda que muios indiquem que esão procurando emprego, alguns esudos indicam que o esforço dos jovens na procura por rabalho é menor. Alguns auores indicam como uma boa medida de desemprego a axa enre homens da chamada prime age, enre 25 e 50 anos. Tabela 3: Crescimeno da população e pop. em idade aiva (média anual) 1980/ / / / / / / /20 Toal 2,3% 2,0% 1,6% 1,5% 1,4% 1,1% 0,8% 0,6% Pop. em idade aiva 15 a 64 anos 2,8% 2,3% 2,3% 2,3% 1,8% 1,3% 1,1% 0,8% 15 a 24 anos 2,0% 0,8% 1,3% 2,1% 0,8% -0,9% -0,3% 0,4% 25 a 49 anos 3,4% 3,3% 2,9% 2,2% 2,0% 1,8% 1,1% 0,6% 50 a 64 anos 2,8% 3,1% 2,3% 3,0% 3,4% 4,0% 3,8% 2,7% Pop. não-economicamene aiva 0 a 14 anos 1,6% 1,1% 0,1% -0,4% -0,1% -0,5% -1,4% -2,0% Acima 64 anos 2,6% 3,4% 4,1% 3,6% 3,8% 3,3% 3,6% 4,0% Fone: IBGE (cálculo do auor) A abela 3 mosra a evolução do crescimeno populacional segundo os dados do IBGE 2. Como pode ser viso, o crescimeno da PIA em sido superior ao crescimeno da população oal. Ese faor foi poencializado em uma boa pare do período pelo aumeno da axa de paricipação, paricularmene por cona da enrada das mulheres no mercado de rabalho. 2 Obidos da pesquisa Projeções da População Brasileira.

6 3.2 Alerações na composição da força de rabalho Ouro aspeco imporane na redução do desemprego foi a aleração na composição da população em idade aiva. Devido à elevada axa de naalidade nos anos 80 e 90, a população economicamene aiva nos anos 90 era composa predominanemene por jovens. Além disso, a axa de paricipação dos jovens era bem mais elevada nos anos 80 e 90, fazendo com que a paricipação dese grupo na população economicamene aiva fosse bem maior do que a observada enre os anos de 2001 e Segundo dados do Dieese/Seade, jovens enre 15 e 24 anos represenavam cerca de 25% da população economicamene aiva enre o final dos anos 80 e o início do anos Já em 2011, ese grupo represenava menos de 20% da população economicamene aiva 3. Além disso, a axa de paricipação enre os jovens diminuiu basane nos úlimos, o que ambém conribuiu para reduzir a represenaividade dos jovens na PEA. A axa de paricipação dos jovens enre 18 e 24 anos ficou relaivamene esável nos úlimos 20 anos segundo os dados do Dieese/Seade. Conudo, a axa de paricipação dos jovens enre 15 e 17 anos diminuiu de mais de 60% nos anos 80 para cerca de 30% em A axa de paricipação dos jovens enre 10 e 14 anos diminuiu de aproximadamene 15% nos anos 80 para cerca de 5% em Apesar dos dados represenarem apenas a região meropoliana de São Paulo, as endências observadas são similares às conidas nos dados do IBGE no período 2003 a 2011, onde é possível ober dados das duas pesquisas. Considerando odos eses faores, a paricipação dos jovens (15 a 24 anos) na PEA diminuiu pela meade desde os anos 80, passando de cerca de 30% enre 1985 e 1986 para cerca de 20% enre 2001 e Tabela 4: Disr. da PEA e axa de desemprego(em %) Disr. da PEA a 15 anos a 24 anos a 39 anos a 49 anos a 59 anos anos e mais Toal Fig.2: Taxa de desemprego 22% 20% 18% 16% 14% Tx. Desemp a 15 anos a 24 anos % 10% Toal Toal ajus.* 25 a 39 anos a 49 anos a 59 anos anos e mais Toal Toal ajus.* *Disribuição da PEA consane (base 1998) Taxa ajusada:considera a disribuição da PEA consane ao longo do período com valores de 1998 (abela 4;coluna 1). Os valores esão descrios na úlima linha da abela 4. Fone: Dieese/Seade (cálculo do auor) Depois de feia esa exposição da composição da população economicamene aiva (PEA), devemos explicar o porquê ela é relevane. Tano no Brasil quano no exerior, a axa de desemprego enre os jovens é maior do que na média da PEA. Shimer (1998) oferece algumas explicações para o desemprego maior enre os jovens, incluindo menos experiência e menor empregabilidade, menor esforço na procura de rabalho, ec. Além disso, o auor mosra que a paricipação dos jovens na PEA possui um poder explicaivo elevado sobre a axa de desemprego nos EUA. 3 O Dieese/Seade, assim como a pesquisa do IBGE, considera que crianças enre 10 e 14 anos ambém fazem pare da população em idade aiva. Nas próximas paginas vamos eviar incluir ese grupo na PIA para faciliar a comparação inernacional.

7 A abela 4 mosra a evolução da população economicamene aiva (PEA) e axa de desemprego por faixas eárias usando dados da PED Meropoliana do Dieese. Como pode ser viso, a axa de desemprego enre os jovens foi maior durane odo o período analisado. Além disso, a paricipação dos jovens na PEA diminuiu ao longo do empo como havíamos mencionado aneriormene. Considerando eses dados, simulamos qual eria sido a axa de desemprego se a disribuição da PEA ivesse ficado consane com os valores de 1998 e a axa de desemprego mosrasse a mesma evolução que mosrou nos úlimos anos. O resulado esá apresenado na úlima linha da abela 4 e na figura 2. O resulado dese exercício é que a mudança na disribuição da PEA é responsável por uma redução de cerca de 2% na axa de desemprego. Esa simulação não leva em cona possíveis alerações na ofera e demanda de rabalho que a aleração na disribuição da PEA causou ao longo do empo. Ainda assim, é um exercício ineressane para mosrar a imporância da disribuição da PEA no desemprego. Shimmer (1998) uiliza um recurso diferene, usando uma regressão linear do desemprego como função da paricipação dos jovens no mercado rabalho. O resulado obido por Shimmer é similar ao nosso: quano maior a paricipação dos jovens no mercado de rabalho, maior a axa de desemprego média da PEA. 3.3 Evolução da axa de paricipação Oura variável imporane na dinâmica da população economicamene aiva é a axa de paricipação, razão enre a população economicamene aiva e a população em idade aiva. A axa de paricipação é elevada na chamada prime age (25 a 54 anos) e mais baixa enre jovens e rabalhadores já com idade suficiene para se aposenar. Ouros faores que podem afear a axa de parição são o nível de paricipação das mulheres no mercado de rabalho, expecaiva de vida, enre ouros faores. A axa de paricipação agregada no Brasil mudou pouco nos úlimos anos. Conudo, algumas mudanças na axa de paricipação merecem desaque. Em primeiro lugar, a axa de paricipação das mulheres aumenou sensivelmene: uilizando os dados do Seade para a região meropoliana de São Paulo, a axa de paricipação das mulheres aumenou de 50% no final dos anos 90 para 55% nos anos recenes. A axa de paricipação enre os jovens diminuiu recenemene. Esa redução pode ser reflexo da queda do desemprego em geral e do aumeno da renda das famílias, o que reduz a pressão das famílias para ingresso precoce dos filhos no mercado de rabalho. A axa de paricipação agregada no Brasil provavelmene irá diminuir lenamene nos próximos anos no Brasil devido ao envelhecimeno da população similar o que vem ocorrendo nos EUA. Figura 3: Taxa de paricipação 3a: Taxa de paricipação em São Paulo 3b: Taxa de paricipação por idade TOTAL 18 o 24 years 25 a 39 years 40 o 59 years Average Laam OECD Brazil Fone: IBGE (cálculo do auor) Fone: IBGE (cálculo do auor) A axa de paricipação no Brasil esá próxima da observada em ouros países segundo dados da Inernaional Labor Organizaion (ILO).

8 4 Efeio do crescimeno econômico na criação de vagas Uma diferença marcane enre os anos 80, 90 e a primeira década do século aual é a axa de crescimeno. Os anos 80 no Brasil ficaram conhecidos como a década perdida devido ao baixo crescimeno, inflação elevada e fala de progresso de forma geral. O crescimeno ambém não foi elevado nos anos 90. Apesar de uma reação posiiva do crescimeno econômico à redução da inflação nos primeiros anos do Plano Real, o crescimeno diminuiu acenuadamene no final dos anos 90 e início do século XXI em função de diversas crises ao redor do mundo, incluindo duas crises no Brasil, uma em 1999 e oura em 2002, e as crises na Ásia e Rússia. Além das crises e baixo crescimeno, o emprego no Brasil a parir da segunda meade dos anos 90 foi afeado pelas privaizações e as demissões em massa 4 que se seguiram. A aual meodologia adoada pelo IBGE para o calculo do emprego e desemprego foi alerada em 2003 não vamos uilizar a meodologia aniga. Para dados aneriores, vamos considerar apenas os dados da pesquisa do Seade/Dieese, que começa em 1998 e a pesquisa para a região meropoliana de São Paulo, que começa em A figura 3 ilusra a relação posiiva enre o crescimeno econômico e o crescimeno do emprego uilizando dados anuais do Dieese e IBGE para a população ocupada. Figura 3: Crescimeno da população ocupada e crescimeno do PIB 3a: Dieese/Seade : b: IBGE: ,0% 4,0% Crescimeno da pop. ocupada 5,0% 4,0% 3,0% 2,0% y = 0,4355x + 0,0105 R² = 0,6133 Crescimeno da pop. ocupada 3,5% 3,0% 2,5% 2,0% 1,5% 1,0% y = 0,2779x + 0,0134 R² = 0,7114 1,0% 0,5% 0,0% -1,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 6,0% 7,0% 8,0% Crescimeno do PIB Fone: Dieese/Seade (cálculo do auor) 0,0% -1,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 6,0% 7,0% 8,0% Crescimeno do PIB Fone: IBGE (cálculo do auor) Nese rabalho, vamos analisar impaco do crescimeno sobre o emprego aravés do calculo de regressões simples para ober a elasicidade do emprego ao crescimeno do PIB: e = δ + αe + φ y + φ y + ε (3.1) Onde y = Y / Y e e = E / E. A elasicidade do emprego com relação ao PIB é dada por 1 2 Ω = ( φ + φ ) / (1 α). Esa equação é similar à chamada lei de Okun. Conudo, ao invés de esimar o impaco do crescimeno na axa de desemprego esamos esimando o impaco no crescimeno do emprego. Esa relação não é uma eoria relacionando emprego ao crescimeno econômico mas apenas relação esaísica enre as variáveis. Esa relação pode ser alerada ao longo do empo por diversos faores. Levando iso em consideração, vamos esimar a relação usando diferenes períodos de empo. 4 Demissão é o ermo usado para o desligameno por iniciaiva do funcionário. O desligameno por iniciaiva do empregador é chamado de dispensa. A expressão demissão em massa é, porano, ecnicamene incorrea na maioria das vezes que é aplicada. Conudo, esamos usando ese ermo seguindo a convenção local.

9 Vamos esimar esa relação usando diversas bases de dados diferenes. A primeira base de dados são os dados do Dieese/Seade para diversas regiões meropolianas. Esa base de dados começa em As ouras bases de dados são da pesquisa de emprego e desemprego do Seade/Dieese para a região meropoliana de São Paulo e a pesquisa de emprego e desemprego do IBGE. A abela 5 apresena uma breve descrição das variáveis uilizadas. Tabela 5: Bases de dados para emprego e desemprego Fone Dieese/Seade Dieese/Seade* IBGE Código SDSP SDRM IBGE Cidades São Paulo São Paulo, Belo Horizone, Poro Alegre, São Paulo, Minas Gerais, Poro Alegre, (Região meropoliana) Recife, Salvador, Disrio Federal Recife, Salvador, Rio de Janeiro Foraleza* Periodo Trimesres 1T86 a 4T12 1T98 a 4T12 1T03 a 4T12 *Os dados de Foraleza começaram a ser coleados em Excluímos esa região da amosra para ficar com uma série mais longa (desde 1998) Fone: IBGE e Dieese (cálculo do auor) A abela 6 mosra um resumo esaísico das variáveis. A variável GDP represena o crescimeno do PIB e as demais são axas de crescimeno da população ocupada no período 2003 a 2012, período onde odos os dados esão disponíveis. O que mais chama aenção da abela 6b é a maior correlação da série de emprego do Dieese com o PIB. O desvio-padrão do coeficiene de correlação é aproximado por 2 dp( ˆ ρ) = (1 ˆ ρ ) / N. Nese caso, o amanho da amosra são 37 observações e 1/ N = 0,16. A correlação do crescimeno da população ocupada e crescimeno do PIB é esaisicamene maior no caso dos dados do Dieese em relação aos dados do IBGE. Em odos os casos, esamos rabalhando com variáveis sazonalmene ajusadas. No caso do PIB, a séria ajusada é fornecida pelo próprio IBGE e nos demais casos foi usado o méodo ARIMA X-12. Tabela 6: Resumo esaísico das axas de crescimeno da população ocupada (e ) e PIB (y )* 6a: Resumo esaísico 6b: Correlação cruzada GDP SDSP SDRM IBGE Média 0,86% 0,60% 0,59% 0,60% Mediana 1,07% 0,65% 0,56% 0,61% Desv. Pad. 1,24% 0,69% 0,58% 0,62% Auocorr. 30,4% 16,2% 26,5% -22,6% Fone: IBGE e Dieese (cálculo do auor). *Baseado em axas de crescimeno rimesrais. GDP SDSP SDRM IBGE GDP 1 SDSP 0, SDRM 0, ,870 1 IBGE 0, ,452 0,263 1 O resulado das esimações da equação (3.1) esão apresenados na abela 7. Como já era esperado, a relação enre crescimeno do PIB e crescimeno da população ocupada é significane em odas equações esimadas. Em odos os casos, ambém há uma redução no coeficiene quando uilizamos dados mais recenes ou dados mais recenes represenam uma pare maior da amosra. Uilizando o filro de Kalman para esimar coeficienes variáveis no empo chegaríamos ambém a conclusão de que o coeficiene da relação enre

10 crescimeno da população ocupada e crescimeno do PIB diminuiu nos úlimos anos. Ainda assim, o valor do coeficiene esaria ao redor de 0,35 no para a variável SDRM 5. Tabela 7: Esimaivas para o coeficiene de Okun para o Brasil Uilizando dados rimesrais. Desvio-padrão enre parênesis.ω=(φ 1 +φ 2 )/(1 α). O desvio-padrão desa elasicidade foi obido a parir do ese de Wald, comum na maioria dos sofwares economéricos. Os dados mosram que a relação enre crescimeno da população ocupada e crescimeno do PIB é de aproximadamene 0,4x. Ese coeficiene é similar ao observado em ouros esudos para ouros países. O rabalho original de A. Okun ambém gera coeficienes ao redor de 0,4x. Em um esudo recene, o FMI ambém chega a valores próximos de 0,4x. Cabe desacar que, usando a axa de desemprego como variável dependene, chegaríamos coeficienes um pouco menores. Uma relação mais clara enre a variação do desemprego e a variação da população ocupada será apresenada na próxima seção. Para concluir esa seção desacamos que mesmo com redução observada no coeficiene Ω nos úlimos anos, a conribuição do crescimeno do PIB para o crescimeno da população ocupada ainda foi maior nos anos 2000 do que na década de 90. O crescimeno econômico na década de 90 foi de aproximadamene 0,61% ao rimesre e aumenou para cerca de 0,82% no século aual, o que represena um aumeno de aproximadamene 34%. Além disso, como dá para ver na abela 7, o componene auônomo do crescimeno do emprego, δ, aumenou no período mais recene. O aumeno na conribuição foi modeso, como discuiremos em mais dealhes na próxima seção. Enre os faores que podem explicar esa redução na relação enre PIB e emprego esão o aumeno na educação, que poderia esar fazendo com que o PIB crescesse mais para a mesma quanidade de pessoal ocupado, o fore aumeno dos salários nos úlimos anos e ambém o aumeno dos invesimenos em capial e aumeno da produividade dos rabalhadores. 5 Impacos da ofera e demanda por rabalho na redução do desemprego Nas seções aneriores mosramos que o crescimeno populacional diminuiu nos úlimos anos, assim como o crescimeno da população economicamene aiva. Além disso, o maior crescimeno econômico ambém foi 5 Por limiação de espaço, não esamos apresenando os resulados da esimação com coeficienes variáveis no empo. Apenas as esimações para amanhos diferenes da amosra.

11 imporane para o crescimeno da população ocupada e conseqüenemene redução do desemprego. Nesa seção analisamos de forma simples o impaco de cada uma desas variáveis na redução do desemprego e principalmene enamos analisar as perspecivas para o desemprego consideramos as projeções de fones oficiais (como IBGE e Minisério da Fazenda) para a evolução populacional e crescimeno econômico 6. Uma quesão que surge das seções aneriores é qual foi a exaamene a imporância de cada faor (redução do crescimeno populacional e aceleração do crescimeno da população ocupada) na redução do desemprego. Recenemene, diversos esudos surgiram enando decompor a variação do desemprego enre alerações na axa de separação do emprego (job separaion rae) e axa de enconro de emprego (job finding rae). Nese caso, a decomposição é mais simples pois os economisas esão preocupados com a fone da variação do desemprego e há uma forma clara de apresenar a axa de desemprego de equilíbrio a parir das variáveis analisadas (job finding e job separaion). Uma análise dese ipo foi apresenada por Sanos (2009) usando dados da PME do IBGE. Uma forma de analisar a imporância da redução do crescimeno da força de rabalho e do crescimeno da população ocupada nos úlimos anos é comparar os dados observados com dados alernaivos, por exemplo, as axas de crescimeno em período anerior à 1998, quando começa nossa amosra. A variação do desemprego no empo pode ser expressa como: u = 1 PO / PEA u PO = ( g PEA, g PO, ) PEA (5.1) A variação do desemprego será negaiva sempre que o crescimeno da população ocupada ( g PEA, ) for maior que o crescimeno da PEA ( g PEA, ). Como já mencionado, o crescimeno da PEA nos anos 90 foi elevado e o crescimeno da população ocupada foi baixo, fazendo com que o desemprego aumenasse. Considerando esa equação, podemos usar os dados de crescimeno da década de 90 para simula como eria sido a evolução da axa de desemprego caso apenas o crescimeno da PEA ou o apenas o crescimeno da PO ivesse se alerado no período. Para uilizar dado dos anos 90 é necessário buscar informações em ouras fones de dados, como a PNAD, a PME aniga do IBGE ou dados do Dieese/Seade para região meropoliana de São Paulo. Oura possibilidade seria usar os dados do início da amosra como referencia, por exemplo, os 4 primeiros anos da nossa amosra que cobre o período 1998 a Para decompor a variação do desemprego em efeio PEA e efeio PO vamos usar as seguines definições: u = 1 PO / PEA u = 1 PO / PEA T T T u = 1 PO (1 + g ) / PEA PEA T T 0 PO T u = 1 PO / PEA (1 + g ) PO T T T 0 PEA (5.2) 6 O Banco Cenral do Brasil apresenou uma análise semelhane à que vamos uilizar nesa seção no Relaório de Inflação do 4T10 em um box denominado Desemprego Abero no Brasil: conribuições da ofera e da demanda por rabalho.

12 A variação oal do desemprego enre dois períodos é igual a ut u0. A variação explicada pela menor variação da população economicamene aiva é população ocupada é u PEA T u. T u PO T u T. A variação explicada pela maior variação da Nese rabalho vamos uilizar apenas os dados da pesquisa do Dieese/Seade, com dados desde A uilização de dados da aniga PME do IBGE seria falha em função da diferença enre as regiões pesquisadas pelo IBGE e pelo Dieese/Seade e ainda as definições população ocupada e população economicamene aiva são diferenes. A uilização de dados da PNAD consumiria muio empo em função de diversos dealhes que seriam necessários para fazer a amosra similar à do Dieese/Seade: Barbosa Filho e Pessôa (2010) mosram que há diferenças imporanes enre os dados da PNAD considerando oda a amosra ou apenas as regiões meropolianas que compõem a PME do IBGE. Além disso, informações dealhadas da PNAD dos anos 90 não são facilmene acessíveis. Na figura abaixo apresenamos o resulado de dois exercícios simples: o primeiro uiliza dados da pesquisa de emprego e desemprego do Dieese/Seade para a região meropoliana de São Paulo e o segundo dados da PME para regiões meropolianas. Para os dados da PME Regiões Meropoliana consideramos como referência as axas de crescimeno da PEA e PO de 1998 a 2002 (4 anos de crescimeno). Já no caso da PME São Paulo consideramos como referência ano as axas de crescimeno médias dos anos 90 (1990 a 2000). Nos dois casos, os resulados são similares: a redução do crescimeno da PEA explica a maior pare da redução da axa de desemprego. O maior crescimeno da população ocupada impaco marginal na redução do crescimeno. Como já mencionado aneriormene, o crescimeno da população ocupada não mosrou muia aleração nos anos. Apesar do aumeno no rimo de crescimeno econômico, o impaco do crescimeno na população ocupada diminuiu nos úlimos anos. O crescimeno da população ocupada mosrou pequena aleração enre os primeiros e os úlimos anos da primeira década dos anos A principal desvanagem desa abordagem é que inervalos diferenes omados como período de referencia geram resulados diferenes. Fig. 4: Simulações para a axa de desemprego 4a: Dieese/Seade Regiões Meropolianas 4b: Dieese/Seade São Paulo 22% 22% 20% 20% 18% 18% 16% 16% 14% 12% Original upea (gpo=2,4%; base 1998 a 2002) upo (gpea=2,7%; base 1998 a 2002) 14% 12% Original upea (gpo=1.8%; base 1985 a 1999) u PO (gpea=2,4%; base 1985 a 1999) 10% % Uiliza dados de 1998 a 2002 para exrair valores de referência para o crescimeno da PEA (gpea) e da população ocupada (gpo) uilizados no período seguine (2003 a 2011) Fone: Dieese/Seade (cálculo do auor) Uiliza dados de 1985 a 1999 para exrair valores de referência para o crescimeno da PEA (gpea) e da população ocupada (gpo) uilizados no período seguine (2000 a 2011)

13 Oura forma de analisar a conribuição da criação de emprego e do crescimeno populacional para a evolução do desemprego é pelo componene de endência em cada uma desas variáveis ao longo do empo. O componene de endência é obido usando um modelo esruural de séries de empo 7. O modelo esruural decompõe a série em nível, endência ou inclinação e componene cíclico, além do resíduo. O componene de endência é uma medida de crescimeno do nível a cada momeno. A figura 4 mosra a evolução do componene de inclinação medido em milhões de pessoas por rimesre. Como pode ser viso, ambém nese caso a variação maior foi na PEA: o componene diminui pela meade enre 1998 e 2012 enquano o componene de emprego aumenou em cerca de 25%. Fig. 4: Componene de endência/inclinação 4a: PEA 4b: População Ocupada PEA-Slope PO-Slope Fone: Dieese/Seade (cálculo do auor) 6 Esimaivas para a axa de desemprego não-inflacionária (NAIRU) 6.1 Ciclos nos salários e desemprego Uma forma comum de represenar a evolução de uma variável é usando o chamado modelo esruural de series de empo (STM). Ese modelo decompõe a variável em nível, sazonalidade e ciclo, além do componene irregular. Esa decomposição para uma variável qualquer y pode ser escria como: y = µ + γ + ω + ε (6.1) Onde µ represena o nível da variável y, γ a sazonalidade e ω o componene cíclico. Durbin e Koopman (2001) apresenam o modelo com mais dealhes, incluindo esimação e inferência. Diversos ouros livros analisam ese ipo de modelo de forma mais ilusraiva. O nível é normalmene represenado como uma variável com raiz uniária e com deslocameno (inclinação) ambém esocásico. O componene cíclico é normalmene represenado por uma misura de senos e cossenos mas pode ambém ser represenado por um processo AR(1) ou AR(2). Harvey e Jaeger (1993) mosram que ese modelo produz resulados semelhanes ao obido com o filro de Hodrick Presco. A vanagem do modelo esruural (4.1) é que ele pode ser esimado por écnicas mais comuns em economeria, como o filro de Kalman, e ainda pode ser esendido 7 O modelo esruural de séries de empo será apresenado em mais dealhes na próxima seção. Ese ipo de análise foi usado por Sock e Wason (2012) para discuir a evolução do desemprego nos EUA após a crise de 2008.

14 para incluir variáveis explicaivas seja na equação de observação ( y ) seja nas variáveis de esado. Além disso, o modelo pode ser esendido para o caso mulivariado onde duas ou mais variáveis possuem componenes comuns. Nesa subseção iremos discuir os resulados da esimação do modelo univariado (isoladamene) para o desemprego e salários e ambém a esimação assumindo um ciclo comum nos salários e desemprego. O objeivo é ilusrar o modelo esruural de series de empo com uma aplicação direa às variáveis que esão sendo esudadas nese rabalho, comparar os resulados com écnicas alernaivas como o filro HP e ainda fazer uma inrodução à esimação mais complexa que será apresenada na subseção seguine. A figura abaixo mosra a evolução do nível das duas variáveis: desemprego oal (inclui ano o desemprego abero quano o oculo) e salário real, ambos medidos pelo Dieese. As variáveis foram previamene ajusadas por sazonalidade. A abela 6b mosra a correlação dos componenes cíclicos e inclui ambém a correlação dos ciclos obidos pelo STM com o componene cíclico do desemprego obido pelo filro HP. Como pode ser viso, a correlação enre os componenes cíclicos dos salários e do desemprego é elevada. A correlação é maior para os componenes cíclicos obidos com o STM. Fig. 5:Modelo esruural de series de empo (STM) 5a: Taxa de desemprego 5b: Salário real DESEMPREGO Level SALARIO REAL (log) Level DESEMPREGO-Cycle SALARIO REAL (log)-cycle Fig. 6: Modelo esruural de series de empo (STM) 6a: Componene Cíclico ( ω ) 2,5% 2,0% 1,5% 6b: Correlações (comp. cíclico) Desemp. Desemp. (HP) Sal. Nominal ,0% 0,5% 0,0% -0,5% 1T98 3T98 1T99 3T99 1T00 3T00 1T01 3T01 1T02 3T02 1T03 3T03 1T04 3T04 1T05 3T05 1T06 3T06 1T07 3T07 1T08 3T08 1T09 3T09 1T10 3T10 1T11 3T11 1T12 Desemp. Desemp. (HP) Sal. Real ,0% -1,5% -2,0% -2,5% Salário Real Desemprego Salário Nominal Desemp. (HP) Desemp

15 Um úlimo pono que vale a pena ser desacado em relação ao aumeno dos salários nos úlimos anos é a imporância relaiva do componene cíclico e da inclinação nos úlimos anos. Como já mencionado aneriormene, os salários aumenaram sensivelmene nos úlimos anos. O componene cíclico como desaco na figura 5 oscilou ao redor de zero. Logo, a explicação para o crescimeno dos salários não pode esar no componene cíclico. A inclinação é um componene do nível denro do modelo esruural de séries de empo e normalmene especificado como: µ = µ + ψ + ε 1 µ, ψ = ψ + ε 1 ψ, (6.2) Em (6.2), ψ é a inclinação esocásica dos salários e indica a axa de crescimeno dos salários a cada rimesre. Se a inclinação é deerminísica, ψ = ψ = ce, o nível da variável (nese caso, salários) se resume a um random walk com drif, modelo normalmene apresenado em cursos inroduórios de séries emporais: µ = c + µ + ε. 1 Fig. 7: Componene de inclinação ( ψ ) dos salários (dados rimesrais) 7a: Salário nominal 7b: Salário real salnom-slope salrealsa-slope O componene de inclinação aumenou sensivelmene a parir de 2002/03 ano no salário nominal quano salário real. Também foi a parir dese momeno que a) o desemprego começou a mosrar endência mais clara de queda, b) o crescimeno econômico aumenou e c) foi os programas de assisência social ganharam imporância. É difícil desacar qual deses faores foi o mais imporane para o aumeno dos salários e ese deve ser o ema para um ouro esudo. Os faores (a) a (c) esão odos em linha com os faores normalmene considerados como deerminanes dos salários. A redução do desemprego esaria associada à chamada axa de desemprego não-inflacionária, o aumeno do crescimeno pode ser uma indicação de que a produividade do rabalhador aumenou nese período e os programas sociais poderiam er aumenado o salário de reserva dos rabalhadores. Blanchard e Kaz (1999) discuem eses aspecos ano em ermos eóricos como empíricos, com mais desaque para imporância dos salários de reserva, ema normalmene menos esudado enre os macroeconomisas. 6.2 Esimaiva para a NAIRU no Brasil Nesa seção esimamos uma medida para a axa de desemprego não-inflacionária (Non-Acceleraiong Rae of Inflaion Unemploymen ou NAIRU). Esimamos ano uma equação de salários (wage equaion segundo a nomenclaura de Blanchard e Kaz, 1997) quano uma curva de Phillips usando a inflação no seor de serviços como medida de inflação. A NAIRU relaciona a variação no desemprego com a variação da inflação

16 enquano a equação de salários relaciona a variação dos salários à variação no desemprego conforme o modelo simples exposo abaixo 8 : p = π = a + w + v (6.3) 1 1, w = a + π β ( u u ) + v (6.4) N 2 1 2, Subsiuindo (4.1) em (4.2) chegamos a uma versão simples da NAIRU: π = a + π β ( u u ) + v N 1 onde a = a + a e v = v + v , 2, (6.5) Nesa formulação simples há uma relação negaiva enre a inflação (ou inflação dos salários) dada pelo coeficiene β. Na figura abaixo ilusramos esa relação negaiva enre o desemprego e a salários no Brasil nos úlimos anos usando ano dados da pesquisa de emprego e desemprego do IBGE quano do Seade/Dieese. Fig. 8: Crescimeno dos salários e axa de desemprego 8a: Dieese/Seade: b: IBGE : % 5,0% Crescimeno da Renda Real 4% 2% 0% 8% 10% 12% 14% 16% 18% 20% 22% -2% -4% -6% -8% y = -0,8892x + 0,1275 R² = 0,5362 Crescimeno da Renda Real 4,5% 4,0% 3,5% 3,0% 2,5% 2,0% 1,5% 1,0% 0,5% y = -0,3841x + 0,0665 R² = 0, % Taxa de Desemprego 0,0% 5% 6% 7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% Taxa de Desemprego Fone: IBGE e Dieese (cálculo do auor). Fone: IBGE (cálculo do auor). Nese rabalho vamos esimar uma NAIRU a parir dos dados de salários ao invés de usar a inflação. A principal razão para iso é que a modelagem da inflação parece mais complexa que a modelagem da equação de salários. A principal explicação para iso é que a relação cíclica enre salários e desemprego é facilmene observada do que a relação enre desemprego e inflação. Como esa relação será esimada usando o méodo de componenes não-observados esimado a parir do Filro de Kalman, quano mais simples e direa a relação, maior a convicção nos resulados. Modelos mais complexos para a deerminação da NAIRU foram esimados mas os resulados foram insaisfaórios em diversos aspecos como fala de convergência nas ierações do filro e/ou resulados eoricamene inconsisenes. O resulado desas esimações não será apresenado. 8 Esa ilusração esá baseada em Blanchard e Kaz (1997).

17 O modelo simples que preendemos esimar para deerminar a NAIRU é composo pelas seguines equações: y = µ + β ( u uˆ ) + ε 1, π = aπ + b( u uˆ ) + ε uˆ 1 2, µ = µ + ψ + ε 1 1 3, ψ = ψ + ε 1 4, = uˆ + ε 1 5, (6.6) (6.7) (6.8) (6.9) (6.10) As equações (6.6) a (6.10) represenam um modelo esruural de series de empo com nível ( µ ) e inclinação ( ψ ) esocásica. As series foram ajusadas sazonalmene e o componene de sazonalidade não foi incluído no modelo para reduzir o número de parâmeros a serem esimados. O componene cíclico foi subsiuído pelo chamado hiao do desemprego. As equações (6.6) a (6.9) represenam um modelo esruural de series de empo com variáveis exógenas (regression effecs na linguagem de Durbin & Koopman (2012)). Além da uilização da modelagem uilizando a especificação de componenes não-observados, esimamos ambém o modelo uilizando como proxy para u ˆ a série filrada usando o filro HP. Os resulados da esimação pelo filro de Kalman e uilizando o filro HP juno com esimações por OLS são similares como pode ser viso na abela 8 e figura 9. O calculo foi feio uilizando a axa de desemprego oal, que inclui ano o desemprego abero quano o desemprego oculo (rabalhadores "desalenados" ou em siuação precária). Nos úlimos anos, o desemprego oculo foi de aproximadamene 4% ano nos dados do Dieese quano nos dados do IBGE 9. Logo, a axa mosrada abaixo precisa ser descolada para baixo em cerca de quaro ponos percenuais para ser comparada às esimaivas para a NAIRU feias uilizando a base de dados do IBGE. Tabela 8: Impaco do desemprego nos salários e inflação (eq. 6.6 e 6.7) Méodo: HP Méodo: STM β -0,737 (0,327) -1,224 (0,326) b -0,083 (0,113) -0,087 (n.a.) Figura 9: Nairu (eq. 6.7 e 6.10) 20% 18% 16% No modelo com o filro HP a equação (6.7) foi esimada separadamene. Desvio-padrão enre parênesis. 14% 12% Nairu UCM Nairu HP 10% 8% 6% 1q1998 3q1998 1q1999 3q1999 1q2000 3q2000 1q2001 3q2001 1q2002 3q2002 1q2003 3q2003 1q2004 3q2004 1q2005 3q2005 1q2006 3q2006 1q2007 3q2007 1q2008 3q2008 1q2009 3q2009 1q2010 3q2010 1q2011 3q2011 1q2012 3q2012 1q2013 Modelos esimados com dados rimesrais desde 1998Q1. A equação da Curva de Phillips foi esimada por OLS no modelo com o filro HP. Nos demais casos, a esimação foi feia uilizando o Filro de Kalman. 9 Os desalenados são raados como População Não-Economicamene Aiva (PNEA) e, porano, excluídos do cálculo da axa de desemprego. Lembrando que PIA=PEA + PNEA. A axa de desemprego é calculada usando apenas a PEA.

18 O desemprego é significane na equação dos salários mas pouco significane na curva de Phillips. A dificuldade de ober coeficienes significanes na curva de Phillips já foi indicada por diversos ouros esudos na lieraura. No Brasil, a esimação da curva de Phillips é dificulada por diversos faores como período curo nas esimações e diversos choques no período como em 1999 e Além disso, não há bons dados de expecaivas de inflação para um período longo de empo. O impaco do desemprego na inflação esimado em nosso modelo é um pouco menor do que o esimado por Mazali e Divino (2010) uilizando uma base de dados um pouco diferene. Nossos resulados esão em linha com o esimado por Laubach (2001) uilizando uma abordagem similar: os coeficienes esimados por Laubach oscilaram enre 0,05 e 0,25 sendo que em muios países os coeficienes não foram significanes. Esimamos ambém um modelo VAR similar ao proposo por Hofmann, Peersman e Sraub (2012) mas os resulados ambém não foram saisfaórios. 7 Conclusão As principais conclusões dese rabalho são: a) há uma diferença grande enre as medidas de desemprego mas o desemprego diminuiu nos úlimos 10 a 15 anos em odas elas; b) a redução da paricipação de jovens na força de rabalho e a redução do crescimeno da população economicamene aiva foram os principais faores por rás da redução do desemprego; c) a aceleração do crescimeno econômico deve conribuição pequena na redução do desemprego; d) a NAIRU parece er diminuído no Brasil nos úlimos anos mas a incereza com relação à mensuração da NAIRU é basane elevada; e) o baixo crescimeno da PEA esperado para os próximos anos deve er impaco imporane sobre o crescimeno poencial do PIB no Brasil. Durane boa pare dos anos 80 e 90 a população economicamene aiva mosrou crescimeno elevado em função do crescimeno populacional e aumeno da axa de paricipação. O aumeno da expecaiva de vida e a enrada da mulher no mercado de rabalho são alguns dos faores que explicam o aumeno da axa de paricipação, que fez com que o crescimeno da PEA fosse ainda maior do que o crescimeno elevado da PIA observado nos anos 80 e 90. A redução do crescimeno da PEA eve impaco imporane na redução do desemprego nos anos A redução da paricipação dos jovens na força de rabalho ambém foi um faor imporane para redução do desemprego. Durane odo o período analisado, a axa desemprego enre os jovens foi bem maior do que a axa de desemprego para o oal da PEA. A paricipação dos jovens na PEA diminuiu acenuadamene enre 1998 e 2012, conribuindo para reduzir o desemprego no país. A aceleração do crescimeno econômico e a conseqüene aceleração no crescimeno da população ocupada iveram impaco menos imporane na redução do desemprego. Méodos diferenes para a deerminação da NAIRU no Brasil indicam que a axa de desemprego não-inflacionária diminuiu. Conudo, a precisão das esimaivas da NAIRU parecem ser baixas. Acrediamos que ese é um dos faores que poderiam ser melhores explorados no fuuro, incluindo ano avanços nas écnicas economéricas uilizadas quano na eoria econômica por rás da NAIRU. Ese é um pono imporane para fuuras discussões uma vez que o desemprego no Brasil se aproxima de paamares muio baixos ano considerando nossa experiência quano a experiência de ouros países. O baixo desemprego e a expecaiva de crescimeno baixo da população economicamene aiva indicam que o aspeco populacional deve conribuir para reduzir o crescimeno poencial do país nos próximos anos. Iso indica que o crescimeno poencial do PIB será reduzido a menos que ouros faores aparecem para compensar o impaco negaivo que o baixo crescimeno populacional erá sobre o PIB poencial.

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