SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL

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1 SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL Elaine Aparecida Fernandes RESUMO: Diane da consaação de que os spreads bancários brasileiros (diferença enre as axas de juros de capação e aplicação dos bancos) se enconram em níveis exremamene elevados, o presene rabalho busca analisar as possíveis razões que levaram a esse alo valor mesmo com reduções da axa básica de juros da economia (Selic). Poseriormene, preende-se realizar uma análise de co-inegração para verificar se modificações na axa de juros Selic geram efeios significaivos no spread. Sugere-se que os moivos ciados pelo BANCO CENRAL (1999) em seu esudo, oneram enormemene o spread. Enreano, exisem ouras razões, como poder de monopólio dos bancos, para as alas axas de juros de aplicação em relação às de capação. Essas razões fazem pare da esruura do sisema e conribuem para que os valores dos spreads não caiam, de forma significaiva, ao longo do empo. Com base na análise de co-inegração, observou-se que a axa de juros Selic pode não esar influenciando o spread bancário oal como desejado, já que pelos resulados obidos nesse esudo, a Selic somene esaria influenciando spread pessoa física mas não de pessoa jurídica. PALAVRAS-CHAVE: spread, bancos, axa de juros. 1. INRODUÇÃO As esaísicas confirmam que, aualmene, a axa de juros brasileira é uma das mais elevadas do mundo. Isso se deve, em pare, às condições macroeconômicas que caracerizaram o período recene. No enano, essa é só pare da explicação, pois a diferença enre as axas de juros básicas (de capação) e as axas finais (cuso ao omador), a qual denomina-se spread, ambém em sido expressiva. A parir dessa consaação, o debae sobre a axa de juros brasileira passa a dar imporância ambém aos spreads cobrados pelos bancos aos omadores finais de emprésimos, nas suas diversas modalidades. Com efeio, evenuais reduções da axa básica de juros, ainda que ragam benefícios em ermos da melhora do perfil da dívida pública a médio e longo prazo, podem não ser capazes de proporcionar uma reomada do crescimeno se os juros praicados pelos bancos não se reduzirem de forma expressiva. Um esudo realizado pelo BANCO CENRAL (1999) mosra que, ao se analisarem os dados de forma agregada, a inadimplência é o cuso que mais onera o spread bancário. Em ermos médios, a inadimplência significou 35% do spread no período mai-jul de ambém imporanes na composição do spread são os valores associados ao mark-up dos bancos como despesas adminisraivas (22%), imposo de renda/csll (11%) e o lucro líquido (18%). Os imposos indireos, inclusive CPMF (sobre a incidência dos diversos imposos e da CPMF, em paricular), represenaram 14% do spread bancário. O presene rabalho procura, inicialmene, analisar as quesões supraciadas, idenificando as possíveis razões do elevado spread bancário brasileiro, para pessoa física e jurídica, mesmo com reduções da axa básica de juros da economia (Selic). Poseriormene, preende-se realizar uma análise de co-inegração para verificar se 1

2 modificações na axa de juros Selic geram efeios significaivos nessa variável. As informações obidas consiuirão insrumeno imporane de inervenção pública no combae a níveis alos dos spreads. Esse arigo é composo de rês seções além dessa primeira. Na segunda seção foi descrio o méodo de análise uilizado no rabalho que consise, basicamene, numa análise de co-inegração. Na erceira seção, os resulados foram apresenados e discuidos. Na úlima seção, expuseram-se as principais conclusões. 2. MEODOLOGIA 2.1. Análise de raiz uniária A idenificação da ordem de inegração das variáveis é de fundamenal imporância por permiir que se verifique se a série possui raiz uniária ou se é esacionária. Dese modo, o comporameno espúrio enre as variáveis pode ser eviado. É de suma imporância observar que os pressuposos esaísicos usuais de que a média e a variância são consanes ao longo do empo somene permanecem válidos quando as variáveis em nível são esacionárias. Um ese de esacionariedade que se ornou popular na lieraura economérica é conhecido como ese de raiz uniária de DICKEY & FULLER (1979). Esse ese caracerizase por ser simples e, muias vezes, suficiene para deecar problemas de não-esacionariedade das séries (GUJARAI, 2000). Considere o seguine modelo: (1) em que, = Y Y + u Y é o valor da variável na aualidade, Y é o valor defasado em um período dessa variável e u é o ermo de erro esocásico, conhecido como ruído branco. Assim, E ( u ) = 0 V ( u ) = σ 2 u COV ( u, u K ) = 0, K Enão, em-se: Y Y = u (2) Logo, por meio da equação (3) pode-se esar a hipóese de nulidade da esacionariedade dessa série. Seja, Y = ρ Y + u (3) A hipóese nula a ser esada, nese caso, é Ho : ρ = 1. De forma alernaiva: Y Y = ρy Y + u Y Y = δy = ( ρ ) Y + u + u 2

3 Agora, a hipóese a ser esada é Ho : δ = 0 (hipóese nula) conra H 1 : δ < 0 (hipóese alernaiva). É ineressane noar que, a esaísica de suden não pode ser uilizada. Nesse caso, uiliza-se o τ (au) 1, cujos valores críicos foram abulados por Dickey e Fuller com base em simulações de Mone Carlo. O ese de DICKEY & FULLER (1979), que uiliza modelos esimados pelo méodo dos mínimos quadrados ordinários, é aplicado nas seguines formas: a) Y = δ Y + u, nese caso, o modelo é sem inercepo e sem endência; b) Y = β o + δy + u, nese caso, o modelo é com inercepo e sem endência; c) Y = β o + β 1 + δy + u, nese caso, o modelo possui inercepo e endência; k 1 1 α + i= 1 d) Y = β o + β + δy + i Y i u, que é o modelo de Dickey-Fuller-Expandido Análise de co-inegração Quando exise relação de longo prazo esável enre duas ou mais séries econômicas, diz-se que as mesmas são co-inegradas. Enreano, para não haver problemas de regressão espúria ou fala de confiabilidade dos resulados enconrados as variáveis analisadas devem er a mesma ordem de inegração. Forças de equilíbrio endem a fazer com que essas variáveis caminhem junas, no longo prazo. Pode-se adoar, segundo JOHANSEN (1988), a seguine forma para esimar as relações de co-inegração enre as variáveis, considerando um modelo de auo-regressão veorial VAR (P) não esacionário: Y = θ1y 1 + θ2y θpy p + BX + ε (7) em que Y é um veor de varáveis esocásicas; X represena um veor de variáveis exógenas e ε é o veor de erros. Reparamerizando, ou seja, reescrevendo o modelo em-se: Y = Γ1 Y 1 + Γ2 Y Γp Y (p) + πy + BX + ε (8) onde p Γi = θ j e π = θ i I. Deve-se observar que odos os ermos dessa equação são j= i+ 1 p i= 1 esacionários, exceo π Y 1, assim, a mariz π conrola as propriedades ou caracerísicas de esacionariedade do sisema. Se exisirem combinações lineares esacionárias, as variáveis serão co-inegradas. Observa-se que o número de relações (veores) de co-inegração deve ser igual ao número de raízes caracerísicas (λ) esaisicamene diferenes de zero, possibiliando as seguines considerações: a) r = k, enão o veor Y é esacionário; b) r = 0, enão Y é / esacionário; e c) 0 < r < k, enão exisem marizes α e β ais que π = αβ. Quando faz-se a 1 Essa esaísica pode ser enconrada em DICKEY & FULLER (1979). 3

4 / subsiuição de π por αβ obêm-se o modelo de correção de erro veorial (VEC) descrio abaixo: ' Y = Γ1 Y 1 + Γ2 Y Γp Y (p) + αβ Y + BX + ε (9) onde o ermo β ' Y 1 represena os r veores de co-inegração e definem o equilíbrio de longo prazo enre as variáveis; α é um veor de coeficienes de ajusameno que força o equilíbrio enre as variáveis; e Γ i mosra a dinâmica de curo prazo enre as variáveis. O ese do raço e o ese do auo-valor máximo são uilizados para a idenificação da presença (quanificação) e ausência de relações de co-inegração enre as variáveis. Os valores críicos de ambos os eses são uilizados para verificar a exisência do número máximo de veores de co-inegração (JOHANSEN & JUSELIUS, 1990). O ese esaísico do raço, segundo ENDERS (1995), é dado pela expressão a seguir: P (ro) = n Ln(1 λ ro + 1 i ) (10) em que ro = 0, 1,..., k-1, quando λ i é o i-ésimo auo-valor; P é a esaísica de raço e é o número de observações. O ese de raço esa a seguine hipóese : H o : r ro H a : r > ro Ainda de acordo com o auor supraciado, o ese do auo-valor máximo é dado pela seguine expressão: P (ro, ro + 1) = ln(1 - λ ro+1 ) (11) em que se esa a hipóese: H o : r = ro H a : r = ro Fone de dados Os dados para a axa de juros de capação (axa Selic) foram obidos no sie do IPEA. Já para as axas de juros de aplicação (Cona Garanida e Cheque Especial) foram obidos no sie do Banco Cenral. O período considerado corresponde a janeiro/1999 aé julho/2003. A escolha do período e das variáveis analisadas deveu-se, principalmene, a disponibilidade de dados exisenes. 3. RESULADOS E DISCUSSÃO 3.1 Deerminanes do comporameno do spread bancário no Brasil Como exposo aneriormene, o esudo realizado pelo BANCO CENRAL (1999) idenifica que o risco de crédio em sido um faor deerminane do elevado cuso das operações de emprésimo, o que ambém explica a dificuldade ou mesmo a não concessão de emprésimos pelos bancos. Sendo assim, quando fazem operações de crédio, os bancos querem er a cereza de receber de vola os valores empresados, mais os juros pacuados, pois os inermediários financeiros êm obrigações para com os seus deposianes. Como essa cereza não exise, os bancos sempre cobram um adicional a íulo de risco de crédio, ou seja, um valor associado à probabilidade de não receber o monane empresado. Nesse conexo, os bancos comerciais alegam que diane do risco elevado de concessão de crédio e alas axas de recolhimenos compulsórios, principalmene, ornase necessária à cobrança de axas de juros de aplicação mais alas que as de capação dos agenes econômicos, pois esses faores supraciados inibem a capacidade do sisema bancário de muliplicar meios de pagamenos. 4

5 Pode-se observar aravés da análise da Figura 2 que a axa de juros para pessoa física (Cheque Especial) é bem mais elevada que a axa para pessoa jurídica (Cona Garanida), resulando conseqüenemene, em um spread (diferença enre as duas axas e a Selic) mais significaivo para a primeira. Denre os possíveis moivos para essa diferença esão, segundo o Banco Cenral, os cusos incorridos com a inadimplência que são bem maiores para a pessoa física. É imporane ressalar, que essas duas axas de juros foram as únicas possíveis de serem analisadas devido à dificuldade e indisponibilidade de dados sobre o spread bancário Jan/99 Abr/99 Jul/99 Ou/99 Cona garanida Jan/00 Abr/00 Jul/00 Ou/00 Jan/01 Abr/01 Jul/01 Ou/01 Jan/02 Cheque especial Abr/02 Jul/02 Ou/02 Jan/03 Abr/03 Jul/03 Figura 1. axas de juros de aplicação pessoa física (Cheque Especial) e pessoa jurídica (Cona Garanida 2 ) Jan/99 Abr/99 Jul/99 Ou/99 Jan/00 Abr/00 Jul/00 Ou/00 Jan/01 Abr/01 Jul/01 Ou/01 Jan/02 Abr/02 Jul/02 Ou/02 Jan/03 Abr/03 Jul/03 axa selic Cheque especial Cona garanida Figura 2. axas de juros de aplicação pessoa física (Cheque Especial), pessoa jurídica (Cona Garanida) e axa de juros over Selic. Essa elevada axa de juros sobre Cheque Especial induz a um expressivo spread que, a rigor, não em correspondência com o risco de crédio ou com os cusos adminisraivos (Figura 3). O acesso às operações de Cheque Especial normalmene é concedido apenas a clienes dios especiais, com bom cadasro juno aos bancos, o que 2 A cona garanida é um Cheque Especial para empresas, ou seja, é um crédio associado à conacorrene de pessoa jurídica, com um deerminado limie pré - disponibilizado pelo banco. 5

6 eoricamene afasa a hipóese de elevada inadimplência 3 e da necessidade de grandes acréscimos a íulo de risco de crédio. Da mesma forma, com a informaização das operações bancárias, não se jusificam grandes acréscimos às axas em função de despesas adminisraivas. Afinal, os bancos normalmene já cobram arifas quando dos conraos de aberura de crédio especial e renovação de cadasro. No que se refere ao lucro líquido dos bancos, a siuação é exremamene favorável não sendo porano, a causa dos elevados spreads. O nível de lucro de uma aividade econômica só se reduz se houver decréscimo da imporância dessa aividade ou incremeno na concorrência. Não se pode afirmar, segundo JÚNIOR (2003), que a aividade bancária esá em decréscimo, pelo conrário, deve-se desacar que as renabilidades dos bancos no Brasil (inclusive os esrangeiros) esão siuadas enre as maiores do mundo. Mesmo com esses lucros exraordinários, a paricipação dos bancos no recolhimeno de imposos caiu, durane o governo Fernando Henrique. Ela era de 10,4%, em 1994, e passou para 7,7%, em 2001 (COSA, 2002). Por ouro lado, a concorrência vem aumenando com a enrada de bancos esrangeiros, mas ambém aqui, o efeio para o pequeno empresário e para pessoas físicas é pequeno, pois são os grandes bancos de varejo, quase odos nacionais, que operam as linhas de crédio que aendem a eses segmenos. Observa-se que, além dos moivos ciados pelo Banco Cenral no seu esudo, exisem ouros que alvez esejam onerando de forma mais significaiva à diferença enre as axas de juros de capação e aplicação das insiuições bancárias brasileiras. Assim, reduções da inadimplência, dos imposos ec., podem não implicar, necessariamene, em reduções no spread. 3.1 Impacos na Selic e o comporameno dos spreads pessoa física e jurídica A verificação ou não da ocorrência de endência (não esacionariedade) em uma série emporal é de primordial imporância para a análise de co-inegração. Diane desse fao, as séries de axa de juros Selic, spread pessoa física (SPF) e spread pessoa jurídica (SPJ) foram submeidas ao ese de raiz uniária de Dickey-Fuller (DF), de modo a observar se apresenam raiz uniária. Por meio da abela 1, uilizando-se o ese de DF, pôde-se observar que as séries SPF, SPJ e axa de juros Selic foram não esacionárias a 1% de probabilidade. Isso significa que a série possui raiz uniária, e porano, exibem um componene de endência definido ao longo do empo. abela 1. Esimaivas do ese de raiz uniária Dickey- Fuller. 3 Para minimizar os cusos da inadimplência, reduzindo porano os prêmios de risco implícios nos spreads, o governo insiuiu a Cédula de Crédio Bancário (CCB), um insrumeno de crédio de râmie judicial simplificado. O principal objeivo do novo insrumeno é dar maior agilidade aos processos de cobrança levados ao Judiciário. A regulamenação da emissão das CCBs foi aprovada pelo Conselho Moneário Nacional em 2002, incluindo disposiivos para faciliar sua negociação no mercado inerbancário. 6

7 Variável DF Valor críico Selic -0,726-2,611*** SPF -2,929-4,137*** SPJ -1,823-4,136*** ***, significa 1% de significância. Fone: Dados da pesquisa. As relações de co-inegração foram definidas a parir do ese de JOHANSEN & JUSELIUS (1990), para o modelo VAR com uma defasagem. Verifica-se, pela esaísica de raço e do máximo valor, que se rejeia a hipóese nula R = 0 e aceia-se que R é inferior ou igual a 2, a 1% de probabilidade, podendo-se concluir que há uma relação de co-inegração ou relação de longo prazo ligando as rês séries. abela 2. ese JOHANSEN & JUSELIUS (1990) para co-inegração. Hipóese nula Esaísica do raço Máximo Valor R = 0 91,264 ns 57,569 ns R 1 33,694 ns 27,076 ns R 2 1,347*** 1,347*** ***, significa 1% de significância. (ns), significa não significaivo. Fone: Dados da pesquisa. Dados os resulados dos eses raiz uniária e co-inegração, esimou-se o modelo de correção de erro com uma defasagem. Na abela 3, apresenam-se as esimaivas da equação e os respecivos eses esaísicos de cada parâmero. 2 Os valores dos coeficienes R apresenam valores acima de 50%, indicando que o modelo esimado explica as variações percenuais do logarimo neperiano das séries macroeconômicas. abela 3. Parâmeros esimados do modelo VAR/VCE Variável: SELIC SPF SPJ E 1-0,644 0,309 0,065-0,187-0,057-0,094 [-3,438] [5,434] [0,694] E 2 1,178-0,563-0,117-0,342-0,104-0,172 [3,442] [-5,424] [-0,681] SELIC -1 0,044-0,093 0,071-0,163-0,049-0,082 [0,270] [-1,884] [0,862] SPF -1 0,054-0,236 0,336-0,320-0,097-0,160 [0,16892] [-2,436] [2,093] 7

8 SPJ -1 0,474 0,100 0,156-0,239-0,072-0,120 [1,986] [1,387] [1,302] R 2 0,513 0,752 0,501 AIC -1,635-4,022-3,013 SC -1,412-3,799-2,790 Por meio do ese de causalidade de Granger, pode-se noar que a relação enre a axa de juros Selic e o spread para pessoa jurídica não é definida ao longo do empo. Na verdade, a axa de juros Selic não esá causando, no senido de Granger, o spread de pessoa jurídica. Por ouro lado, a axa parece influenciar o spread pessoa física (abela 4). Esse resulado mosra que diminuições na Selic podem significar diminuições no spread pessoa física mas não possui correspondência direa com spread pessoa jurídica. Uma provável conseqüência, diane do supraciado, seria o possível não decrescimeno do spread bancário oal diane de uma queda da axa de juros Selic, quando ponderado pelo monane de emprésimos. abela 4. ese de causalidade de Granger para as variáveis SPF, SPJ e axa de juros over Selic. Hipóese nula Obs F-Esaísico Probabilidade Selic não causa no senido de Granger SPF Selic não causa no senido de Granger SPJ Pela análise gráfica (Figura 3 e 4) das elasicidades-impulso pode-se evidenciar em quano empo os efeios de variações na axa de juros Selic afearão os spreads ano de pessoa física quano de pessoa jurídica. 8

9 M eses após o choque Figura 3. Resposa do spread pessoa física a um choque na Selic M eses após o choque Figura 4. Resposa do spread pessoa jurídica a um choque na Selic. Observa-se que variações na Selic inesperadas acarream variações nos spreads pessoa física e jurídica, sendo que o impaco maior parece ser em pessoas físicas, como já comenado aneriormene. Nesse caso, choques não esperados na Selic elevam os spreads para um paamar superior ao inicial. De modo conrário, uma inovação não esperada da 9

10 Selic induz os speads de pessoa jurídica, no longo prazo, ao mesmo monane anerior. Em adição, observa-se que os spreads de pessoa física e jurídica levam respecivamene 10 e 33 meses, em média, para se ajusarem aos choques sobre o nível de equilíbrio de longo prazo. Os resulados enconrados para a decomposição da variância das variáveis em esudo esão exposos nas abelas 5 e 6. Esses resulados evidenciam o quano cada variável explica a variância ocorrida nela própria. ABELA 5. Decomposição da variância de previsão da variável spread pessoa física. Período Desvio Padrão. SELIC SPF 1 0, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,61727 ABELA 6. Decomposição da variância de previsão da variável spread pessoa jurídica. Período Desvio Padrão SELIC SPJ 1 0, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,07139 Os resulados referenes à decomposição da variância dos erros de previsão para spread pessoa física mosram que a sua variância de previsão é explicada inicialmene, em sua maioria, por choques na própria variável. No enano, com o passar do empo (mais precisamene no nono mês após o choque), observa-se que a axa de juros Selic passa a explicar a maior pare da variância do comporameno do spread. Enreano, o mesmo não foi observado para o spread de pessoa jurídica. A análise sugere que mais de 90% de sua variância é causada por variações nessa própria variável. Diane do exposo, observa-se que a uilização da axa de juros como insrumeno de políica moneária possui um efeio significaivo no spread de pessoa física, mas não parece er relação com o spread pessoa jurídica. Essa consaação preocupa ao se verificar que uma ferramena imporane de políica moneária do governo, o conrole da axa Selic, pode não esar sendo efeiva para influenciar o mercado 10

11 de emprésimos bancários quando se considera o spread oal. Em conseqüência, a esperança do omador de emprésimos de que diminuições na Selic levarão a reduções no spread provavelmene não se concreizará. 4. CONCLUSÃO Por meio da consaação de que os spreads bancários esão em níveis exremamene elevados, onerando o consumidor e o seor produivo, o presene rabalho buscou idenificar, num primeiro momeno, as possíveis razões para esse comporameno. Poseriormene, foi realizada uma análise de co-inegração para verificar se modificações na axa de juros Selic geram efeios significaivos no spread bancário brasileiro. Uma causa imporane dos elevados spreads e que não foi mencionada pelo esudo do Banco Cenral se refere ao poder de monopólio dos bancos. Esse poder se perpeua ao longo do empo e é difícil de ser derroado rapidamene, especialmene para o omador de recursos em Cheque Especial. Ele resula da baixa concorrência exisene nesse mercado e a conseqüene concenração de aivos enre as maiores insiuições 4. Com efeio, em face de uma cobrança de juros elevada, a melhor resposa do omador seria rocar de banco, negociando uma axa menor. Infelizmene, isso não é ão fácil. A obenção de um limie de Cheque Especial é normalmene conseguida depois que o banco passa a conhecer as caracerísicas de crédio do cliene, o que demanda um cero empo. Assim, a roca de insiuição financeira, para o omador de recursos nessa modalidade, envolve alo cuso. Sabendo disso, a insiuição financeira pode aproveiar-se cobrando axas de emprésimo elevadas. Oura possível razão para os alos spreads, sejam eles agora de qualquer naureza, diz respeio à ala renabilidade das operações de esouraria com íulos públicos e câmbio aliada à preferência pela liquidez dos bancos no Brasil, que manêm o máximo possível seus recursos direcionados para o curo prazo. Assim, pode-se dizer que o spread não cairá subsancialmene enquano o governo for um dos maiores clienes dos bancos, dos quais depende para rolar a dívida pública. Quano à axa de juros Selic, sua variação pode não esar influenciando o spread bancário oal como desejado, já que pelos resulados obidos nesse esudo, a Selic somene esaria influenciando spread pessoa física mas não de pessoa jurídica. Sendo assim, a uilização da axa de juros básica da economia como insrumeno de políica moneária pode não esar sendo efeiva para influenciar o mercado de emprésimos bancários quando se considera o spread oal. Em conseqüência, as alas axas cobradas pelos bancos, nos seus emprésimos em relação as suas capações, oneram os omadores dificulando o crédio, seja paras as pessoas físicas ou para o seor produivo. Quando se considera o seor produivo, menores crédios significam ambém menores invesimenos. 4 As dez maiores insiuições conrolavam 60% dos aivos oais dos bancos e caixas econômicas em Ese percenual se eleva para 64% em ais números mosram que ese é um mercado com elevado grau de concenração, no qual se observa a exisência de enormes barreiras à enrada, inclusive de naureza insiucional. Ese grau de concenração se elevou ainda mais nos úlimos dois anos em face à coninuidade do processo de fusões e aquisições quando, enão, o número de bancos comerciais e múliplos se reduziu para 165 em dezembro de 2002 (FAGUNDES & SOBREIRA, 2003). 11

12 Deve-se desacar que o presene esudo apresena algumas limiações imporanes. Devido à indisponibilidade de dados, foram analisadas apenas duas axas de juros de aplicação, a Cona Garanida e Cheque Especial, dificulando uma análise mais aprofundada do comporameno geral do spread bancário brasileiro. Por fim, é ineressane ressalar que os moivos ciados pelo BANCO CENRAL (1999) em seu esudo, oneram enormemene o spread. Enreano, exisem ouras razões, como comenado aneriormene, para as alas axas de juros de aplicação em relação às de capação. Essas razões fazem pare da esruura do sisema e conribuem enormemene para que os valores dos spreads não caiam, de forma significaiva, ao longo do empo. Assim, a redução dos spreads não depende de medidas isoladas, como por exemplo, diminuições na Selic, na inadimplência ou nos imposos, nem é facível de ser obida de imediao, em razão dos faores implícios que o compõem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BANCO CENRAL DO BRASIL. Juros e spread bancário no Brasil. Disponível em 11/11/2003. (hp:// COSA, N.F; Dívida e dúvida. Disponível em 11/03/03. (hp:// DICKEY, D.A.; FULLER, W. Disribuion of he esimaors for auoregressive ime series wih uni roo. Journal of he American Saisical Associaion, Washingon, v. 74, n. 366, p , ENDERS, W. Applied economeric ime series. New York: John Wiley and Sons, 433p, EVIEWS 4.1 User s Guide. Quaniaive Micro Sofware, LLC, FAGUNDES, J.; SOBREIRA, R. Defesa da concorrência e spreads bancários. Disponível em 30/10/03 (hp:// GUJARAI, D.N. Economeria básica. 3.ed. São Paulo: Markron Books, p. IPEA. Conjunura econômica. Disponível em 9/10/2003 (hp:// JOHANSEN, S., JUSELIUS, K. Maximum likelihood esimaion and inference on coinegraion: wih applicaions o he demand for money. Oxford Bullein of Economics and Saisics, n. 52, p , JOHANSEN, S. Saisical analysis of coinegraion vecors. Journal of Economic Dynamics and Conrol, v.12, p ,

13 JÚNIOR, W.E. Spread bancário. Disponível em 12/11/2003. (hp:// 13

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