José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS ( )

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1 José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS ( ) Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002

2 José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS ( ) Disseração apresenada ao curso de mesrado do Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisio parcial à obenção do Tíulo de Mesre em Economia. Orienador: Prof. Dr. Frederico Gonzaga Jayme Júnior Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002

3 AGRADECIMENTOS Agradeço à minha mãe e à minha namorada pelo apoio que me deram sempre que precisei. Às minhas irmãs, ao meu pai, à minha Tia Maria Tereza e ao meu Padrinho Avelar pela confiança em mim demonsrada. Ao professor Frederico pela sua orienação e ensinamenos. À professora Viviane e ao professor Adalmir por suas ajudas e sugesões. À odos os familiares e amigos, principalmene, Andrey, Fabiano, Ruelly, Leonardo e ao pessoal da FIEMG, que pariciparam aivamene desa viória. À Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mais precisamene ao Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional (CEDEPLAR) pelo apoio insiucional. À Coordenação de Aperfeiçoameno de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que disponibilizou a bolsa de esudo durane o curso de mesrado.

4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...1 CAPÍTULO 1 MODELOS DE HIATOS O Modelo de Três Hiaos Hiao de Poupança Hiao de Divisas Hiao Fiscal Inerações enre os Três Hiaos Hiaos de Poupança e de Divisas Hiaos de Poupança e Fiscal Hiaos de Divisas e Fiscal A Evidência para o Brasil O Endividameno Exerno e sua Subsiuição por Dívida Inerna O Ajuse Exerno, a Esabilidade de Preços e a Dívida Pública Inerna Noas Conclusivas...18 CAPÍTULO 2 A ECONOMIA BRASILEIRA NA DÉCADA DE A Aberura Econômica O Crescimeno da Dívida Pública Inerna Relação enre Dívida Pública Inerna e Passivo Exerno Líquido...29 CAPÍTULO 3 ANÁLISE DA ECONOMIA BRASILEIRA ATRAVÉS DO MODELO DE HIATOS Considerações Meodológicas Teses de Raiz Uniária Co-Inegração Hiao Fiscal Hiao de Poupança Produo Poencial Esimaiva da Produividade Toal dos Faores (PTF) Esimaiva do Produo Poencial Esimaiva do Hiao de Poupança Análise dos Componenes que Formam a Poupança Hiao de Divisas Uma Versão do Modelo de Thirlwall para Países em Desenvolvimeno Esimaiva do Hiao Exerno para a Economia Brasileira, CONCLUSÕES...58 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...60 ANEXO...64

5 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Balança Comercial Mensal de 1994 e 1995 (US$ bilhões)...22 Gráfico 2 Saldo em Transações Correnes do Balanço de Pagamenos (US$ milhões)...23 Gráfico 3 Passivo Exerno Líquido (US$ bilhões)...25 Gráfico 4 Relação enre Passivo Exerno Líquido e Renda de Capiais Enviada ao Exerior...25 Gráfico 5 Dívida Inerna Líquida do Seor Público (% do PIB)...27 Gráfico 6 Pagameno de Juros Reais (% do PIB)...27 Gráfico 7 Superávi Primário (% do PIB)...28 Gráfico 8 Relação enre Dívida Pública Inerna e Passivo Exerno Líquido (% do PIB).30 Gráfico 9 Invesimenos Privados (I P ) e Invesimenos do Seor Público (I G ) no período de 1970 a 2000 (R$ bilhões a preços consanes de 1998)...38 Gráfico 10 Índice da Produividade Toal dos Faores (PTF) Gráfico 11 Produo Efeivo e Produo Poencial (R$ bilhões 1998)...47 Gráfico 12 Invesimeno Efeivo e IS (R$ bilhões, a preços consanes de 1998)...48 Gráfico 13 Hiao de Poupança...49 Gráfico 14 Taxa de Invesimeno (a preços consanes de 1998)...50 Gráfico 15 PIB Efeivo e PIB Esimado (índice 1955=100)...56 Gráfico 16 Fluxo Líquido de Capiais Esrangeiros * (índice 1955=-100)...57 Gráfico 1A - Taxa Selic (% ao ano)...66

6 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Balança Comercial Brasileira de 1987 a 2000 (US$ milhões)...21 Tabela 2 Fluxos Líquidos de Invesimenos Exernos (em US$ milhões)...24 Tabela 3 Tese de Raiz Uniária: sem inercepo nem endência linear...36 Tabela 4 Tese de Raiz Uniária: com inercepo sem endência linear...36 Tabela 5 Tese de Raiz Uniária: com inercepo e endência linear...37 Tabela 6 Tese de Co-Inegração enre I G e I * P...37 Tabela 7 Coeficienes de Correlação enre I G e I P...38 Tabela 8 Taxas Reais de Crescimeno Acumulado...45 Tabela 9 Taxa de invesimeno e Cuso Relaivo do Invesimeno de 1970 a Tabela 10 Taxas Médias de Poupança a Preços Correnes (% do PIB) 1981/ Tabela 11 Tese de Raiz Uniária: sem inercepo nem endência linear...54 Tabela 12 Tese de Raiz Uniária: com inercepo sem endência linear...55 Tabela 13 Tese de Raiz Uniária: com inercepo e endência linear...55 Tabela 14 Tese de Co-Inegração enre Y e X...56 Tabela 1A Esoque e Fluxo de Invesimeno Esrangeiro Direo por Seor de Aividade 65 Tabela 2A Necessidades de Financiameno do Seor Público...67

7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Hiaos de Poupança e de Divisas...8 Figura 2 Hiaos de Poupança e Fiscal (1)...9 Figura 3 - Hiaos de Poupança e Fiscal (2)...9 Figura 4 Hiaos de Divisas e Fiscal...10

8 RESUMO O objeivo dese rabalho é analisar as resrições ao crescimeno econômico brasileiro baseado na versão dos modelos de hiaos desenvolvida por BACHA (1990). Embora discuidos com grande freqüência no Brasil nos anos seena e oiena, modelos desa naureza há algum empo êm sido pouco uilizados para analisar a economia brasileira. No enano, em que pesem as ransformações ocorridas no país a parir de 1990, com a aberura comercial e as reformas esruurais, as resrições ao crescimeno econômico manifesam-se quando diminuem as disponibilidades de divisas exernas, revelando que a resrição exerna ceramene possui um papel significaivo no baixo desempenho econômico do Brasil. O modelo de rês hiaos, no enano, conribui para avaliar em que senido, não só a resrição exerna, mas ambém a de poupança e fiscal conribuem para ese fao e aqui se preende esimar o papel de cada uma dessas resrições ao crescimeno no Brasil. O período analisado foi maior possível dada a disponibilidade de dados para a esimação ( ).

9 ABSTRACT The aim of his disseraion is o sudy he consrains o growh in Brazil using Gap Models firs developed by BACHA (1990). Alhough more used in 1970s and 1980s, here is no conemporaneous discussion of Gap Models for he Brazilian Economy. Despie he srucural reforms and rade liberalizaion afer 1990, balance of paymens seems o consrain economic growh in Brazil. Indeed, when capial inflows reduce, growh is consrained by foreign resources. Gap Models conribue no only o analyze exernal consrains o growh, bu also fiscal and saving resrains o growh. The period was chosen o sudy due o availabiliy of daa, as well as being a period in which one of each of hese consrains appeared. The resuls confirm ha economic growh in Brazil is consrained by exernal and saving gaps, alhough i was no possible o confirm ha fiscal gap explains i.

10 1 INTRODUÇÃO O objeivo desa disseração é o de esudar as resrições ao crescimeno econômico em uma economia em desenvolvimeno, especificamene o Brasil. Durane a década de oiena a economia brasileira assisiu a uma crise sem precedenes, iniciada com o colapso do crédio exerno, que havia sido fundamenal na garania do crescimeno econômico desde meados dos anos sessena. As conseqüências desa crise foram esagnação, ala inflação e desequilíbrios fiscais e moneários. Nos anos novena, a aberura comercial e financeira, aliada a um aumeno do fluxo de capiais volunários para economias emergenes, viabilizaria a esabilização, embora não garanisse a reomada susenada do crescimeno econômico. A hipóese desa disseração é a de que a dificuldade em recuperar o crescimeno susenado enconra nas resrições reais e financeiras a sua principal causa. Especificamene procura-se, nese rabalho, invesigar o papel dos consrangimenos fiscais, de poupança e de divisas ao crescimeno de longo prazo no Brasil. Após um longo período de elevado crescimeno do PIB, com média anual de 7,63% enre , o Brasil passou por um período ( ) em que o crescimeno médio foi significaivamene menor, 2,17%. Nos anos de maior prosperidade, enre 1955 e 1980, o crescimeno eseve foremene arelado aos invesimenos do seor público financiados pelo aumeno do endividameno exerno e/ou pela arrecadação de imposo inflacionário. Duas conseqüências direas deses ipos de financiameno foram a eclosão da crise da dívida exerna e a elevação das axas de inflação na década de Eses problemas, assim como as medidas omadas na enaiva de soluciona-los, resularam em graves reduções nas axas de invesimeno e de crescimeno da economia. A redução duradoura da inflação só ocorreu após a recuperação do fluxo de capiais forâneos em 1993 e o programa de esabilização em 1994 (o Plano Real), além do aprofundameno da aberura comercial e financeira. Ese úlimo iniciado aravés da liberalização comercial, com a série de reduções de arifas de imporação realizadas a parir de julho de 1988 e com a eliminação de barreiras não-arifárias, a parir de 1990; e inensificada com o aumeno dos invesimenos esrangeiros, verificado a parir de Porém, apesar do sucesso do plano de esabilização da economia, o crescimeno coninuou modeso, média de 3,04% ao ano enre A fim de dar subsídios à discussão sobre as alernaivas para a reomada do crescimeno econômico no Brasil, ese rabalho irá analisar as resrições ao crescimeno baseado na versão do modelo de rês hiaos desenvolvida por BACHA (1990). Embora discuidos com grande freqüência no Brasil nos anos 1970 e 1980, modelos desa naureza há algum empo êm sido pouco uilizados para analisar a economia brasileira. No enano, em que pesem as ransformações ocorridas no país a parir de 1990, com a aberura comercial e as reformas esruurais, as resrições ao crescimeno econômico se manifesam

11 2 quando diminuem as disponibilidades de divisas exernas, revelando que a resrição exerna ceramene possui um papel significaivo no baixo desempenho econômico do Brasil. O modelo de rês hiaos, no enano, conribui para avaliar em que senido, não só a resrição exerna, mas ambém a de poupança e fiscal conribuem para ese fao e aqui se preende esimar o papel de cada uma dessas resrições ao crescimeno no Brasil. O período analisado foi maior possível dada a disponibilidade de dados para a esimação ( ). Para se aingir o objeivo geral, que é analisar as limiações ao crescimeno da economia brasileira, dividiu-se a disseração em rês capíulos, cada um com seus objeivos específicos. O primeiro capíulo dedica-se a uma descrição do modelo de rês hiaos, à discussão sobre suas aplicações empíricas e os faos esilizados que sugerem a validade dese ipo de modelo para economia brasileira. Há, ambém, uma discussão sobre alguns rabalhos que abordam assunos imporanes para o esudo dos auais deerminanes dos hiaos. O segundo capíulo raa das profundas mudanças ocorridas na economia do País na década de 1990, denre as quais desacam-se a aberura econômica e o crescimeno da dívida pública inerna e do passivo exerno líquido. O objeivo é mosrar os efeios de ais mudanças sobre as resrições ao crescimeno. O erceiro capíulo incumbe-se de apresenar os procedimenos meodológicos uilizados para a esimação das resrições e de analisar os resulados das esimaivas dos hiaos fiscal, de poupança e de divisas, respecivamene. Cabe ressalar, enreano, que a meodologia uilizada necessia esudar cada hiao separadamene, não sendo possível deerminá-los simulaneamene. Desa forma, é possível analisar o(s) hiao(s) que mais foremene limiou(aram) o crescimeno econômico em deerminado ano ou período. Por úlimo, na pare desinada às conclusões, são ressalados os resulados mais imporanes obidos ao longo dos rês capíulos anecedenes.

12 3 CAPÍTULO 1 MODELOS DE HIATOS Poucos modelos de crescimeno econômico foram desenvolvidos para analisar, especificamene, economias de países em desenvolvimeno. Um desses modelos, o modelo de dois hiaos, foi concebido durane década de 1950 por Hollis Chenery e formalizado por CHENERY & BRUNO (1962). Nese modelo exisem dois enraves imporanes ao invesimeno e, por conseguine, ao crescimeno econômico de países em desenvolvimeno, o hiao de divisas e o hiao de poupança. Chenery desenvolveu o modelo como uma enaiva de esender a formulação de Harrod-Domar, que analisava a relação enre a crescimeno econômico e a ofera de poupança, incorporando o conceio de esrangulameno exerno desenvolvido por economisas da Comissão Econômica para América Laina e Caribe (CEPAL) da Organização das Nações Unidas (ONU) com desaque para Raul Prebisch. 1 O modelo de dois hiaos demonsra que um país com acesso limiado ao mercado de capial inernacional, usualmene por fala de credibilidade quano à capacidade de pagameno de sua dívida, passa a er resrições ao crescimeno da economia. Iso aconece porque, ao mesmo empo em que em suas imporações limiadas (hiao de divisas), o país ransia da siuação de recepor líquido de recursos para a siuação em que é forçado a ransferir pare da renda domésica aos credores esrangeiros (poupança exerna negaiva), o que pode desesimular o processo de acumulação de capial do país devedor. Sem que haja uma elevação equivalene na poupança domésica e/ou na produividade do capial insalado, o envio de recursos ao exerior pode prejudicar a capacidade de crescimeno do produo, quando forem esgoadas as margens de ociosidade. (FRITSCH & MODIANO, 1988). Exisem diferenes formalizações eóricas do modelo além da versão de Chenery e Bruno. 2 Há, ambém, diversas inovações e novas versões do modelo de dois hiaos, conforme dealhado por TAYLOR (1994). Uma das mais imporanes inovações é a inrodução de uma erceira resrição aos invesimenos, o hiao fiscal. O modelo que incorpora essa nova resrição é o modelo de rês hiaos, que será descrio nas duas próximas seções com base na formalização proposa por BACHA (1990). Em seguida, serão revisadas algumas experiências empíricas dos modelos de hiaos aplicadas ao caso brasileiro, para, poseriormene, descrever faos esilizados que sugerem a validade dese ipo de modelo para economia brasileira. Por úlimo, serão apresenados alguns rabalhos sobre a políica de esabilidade de preços e a dívida pública inerna relevanes para o esudo dos auais deerminanes dos hiaos. 1 Para maiores dealhes ver, por exemplo, PREBISCH (1950). 2 Ver, por exemplo, MCKINNON (1964) e BACHA (1982).

13 O Modelo de Três Hiaos O modelo de rês hiaos considera que o invesimeno e, conseqüenemene, o crescimeno econômico podem ser limiados por resrições na disponibilidade de poupança privada, pública e exerna (hiao de poupança), pela insuficiência de reservas em moedas esrangeiras (hiao de divisas) e/ou pela fala de capacidade de invesimeno do seor público (hiao fiscal). Desa forma, o nível máximo de invesimeno ( I * ) na economia será limiado pela menor das axas de invesimeno imposas pelos hiaos, ou seja: { IS, IE IT} I * = min, (1.1) onde IS é o limie do invesimeno definido pela disponibilidade de poupança, IE aquele definido pela resrição de divisas e IT o limie definido pelo hiao fiscal Hiao de Poupança O hiao de poupança pode er efeios negaivos sobre os invesimenos produivos quando não há uma disponibilidade adequada de poupança. Ademais, a ofera de crédio pode ser insuficiene e/ou er cusos excessivamene elevados (juros alos) para aender às necessidades de odos os seores econômicos, principalmene no que se refere a financiamenos de longo prazo. A formalização do hiao de poupança, inicia-se pela idenidade macroeconômica básica: Y = C + I + ( X nf M nf ) (1.2) onde Y é o PIB, C é o consumo privado e do governo e ( X nf M nf ) são as exporações menos as imporações de bens e serviços não-faores. Da equação (1.2) obém-se: ( Y C) + ( ) I = M nf X nf (1.3) Do balanço de pagamenos, observa-se que: M X = F J (1.4) ( ) ( ) nf nf onde F é a enrada líquida de capiais 3 e J o pagameno líquido de serviços relaivos a faores de produção. Subsiuindo (1.4) em (1.3): I ( Y C) + ( F J ) = (1.5) Desagregando Y em renda privada ( Y P em consumo privado ( C ) e consumo do governo ( G ), em-se: P ) e renda do governo (T ) 4, assim como C 3 A enrada líquida de capiais, F, inclui o fluxo de capiais compensaórios. 4 Líquida de pagamenos de juros da dívida inerna, de subsídios e de ransferências ao seor privado.

14 5 ( T G) + ( F J ) P I = S + (1.6) P P P onde S ( Y C ) = é a poupança privada. Quando a renda ainge seu limie poencial, deerminado pelo hiao de poupança: onde S ( T G) + ( F J ) * Y, obém-se o invesimeno máximo P IS = S * + (1.7) P P P * = Y * C é a poupança privada poencial Hiao de Divisas Os países em desenvolvimeno, de modo geral, possuem diversas deficiências em suas esruuras produivas, sendo que uma das mais imporanes é verificada no seor de bens de capial. Ese ipo de deficiência orna-se um problema na medida em que, quano maiores forem os invesimenos em aumeno da capacidade produiva da economia em geral, maior deverá ser a ofera de divisas esrangeiras para cobrir as necessidades de imporação de máquinas e equipamenos não produzidos em escala suficiene ou simplesmene não produzidos no país. Para suprir ese aumeno das necessidades de divisas inernacionais é preciso que haja um aumeno das exporações e/ou do fluxo líquido de capiais esrangeiros. Caso conrário o crescimeno econômico será limiado pelo hiao de divisas. Para formalizar ese argumeno, as compras exernas serão divididas em imporações de bens de capial ( M K ) e ouras imporações ( M O ): M K = mi (1.8) onde 0 < m < 1 é o coneúdo imporado dos invesimenos. As exporações líquidas são definidas como: E = X (1.9) M O Subsiuindo (1.8) e (1.9) em (1.4), obém-se: I ( m) [ E + ( F J )] = 1 (1.10) * Assumindo E como sendo o nível máximo das exporações líquidas deerminado exogenamene pela demanda mundial, obém-se o maior invesimeno possível dado o limie imposo pelo hiao de divisas: [ ] * ( m) E + ( F J ) IE = 1 (1.11) * Dessa maneira, E pode ser inerpreado como a capacidade máxima do esforço exporador para susenar as imporações de bens de capial e, por conseguine, o F J represena um acréscimo a essa capacidade e m represena as invesimeno. ( )

15 6 caracerísicas da esruura indusrial do país, quano maior seu valor, maior será a resrição imposa pelo hiao de divisas. O parâmero m esá direamene relacionado com a elasicidade-renda das imporações. MCCOMBIE & THIRLWALL (1999) desacam que países com a mesma axa de crescimeno das exporações podem er diferenes níveis de resrição exerna, uma vez que o crescimeno de uma economia com a elasicidade-renda das imporações elevada irá demandar aumenos das imporações a axas maiores que as de países com uma elasicidade relaivamene baixa. Iso afeará, em úlima insância, o crescimeno econômico. Para esses auores, é o hiao exerno o principal limiador do crescimeno econômico dos países. A explicação é que, além de ser um dos principais deerminanes da capacidade de imporar, o aumeno das exporações induz o crescimeno da demanda agregada aravés do efeio muliplicador de Harrod Hiao Fiscal A resrição fiscal baseia-se na hipóese de que os invesimenos esaais, em infraesruura e indúsrias básicas, desempenham papel cenral nas economias em desenvolvimeno. A formalização desse conceio inicia-se com a divisão dos invesimenos em privados ( I P ) e do governo ( I G ): I = I P + I G (1.12) onde: I _ * P = I + k I G, sendo k * > 0 (1.13) De acordo com a equação (1.13), o invesimeno privado é função do invesimeno * público e k é o coeficiene que deermina a dimensão desse efeio crowding in. Subsiuindo a equação (1.12) em (1.6), obém-se: I G ( S I ) + ( T G) + ( F J ) = (1.14) P P onde se supõe que oda enrada líquida de recursos ( F ) é desinada para financiar o orçameno do governo e que odo o pagameno líquido de serviços relaivos a faores de produção ( J ) é realizado com a receia do governo. Para financiar seu défici orçamenário, o governo uiliza a capação do excedene da poupança privada ( S P I P ) aravés do imposo inflacionário (ii ) e da emissão de íulos da dívida pública ( B ) 5 : 5 Em regimes de câmbio fixo, quando o governo se financia com a emissão moneária, os agenes uilizam o excesso de moeda para comprar divisas inernacionais, e o défici acaba sendo financiado pela redução de reservas do Banco Cenral. Aé o pono em que as reservas acabam e há um aaque especulaivo. (KRUGMAN, 1995).

16 7 ( S I ) = ii + B P (1.15) P Subsiuindo (15) em (14) e seu resulado em (12), além disso, subsiuindo (13) em (12), enconra-se o invesimeno máximo permiido pelo hiao fiscal: _ * ( + k ) ii + B + ( F J ) + ( T G) [ ] IT = I + 1 (1.16) A inrodução do hiao fiscal no modelo abre a possibilidade de que o invesimeno oal fique aquém do nível permiido pelos hiaos de poupança e de divisas. Se houver algum problema no financiameno das despesas do governo que resrinja seus invesimenos, o invesimeno da economia como um odo será prejudicado Inerações enre os Três Hiaos As inerações enre as rês resrições ao crescimeno econômico são resulanes da iner-relação enre as diversas variáveis macroeconômicas que afeam, de maneira diferenciada, a formação de poupança, o acúmulo (ou perda) de reservas inernacionais e os invesimenos do seor público. Inicialmene, serão analisadas as relações enre os hiaos de poupança e exerno, que é objeo de esudo do radicional modelo de dois hiaos. Depois, serão analisadas as relações enre os hiaos de poupança e fiscal e enre os hiaos exerno e fiscal Hiaos de Poupança e de Divisas A ineração enre o invesimeno e o fluxo líquido de capiais esrangeiros (definido pela diferença enre a enrada líquida de capiais e o pagameno líquido de serviços relaivos a faores de produção) é ilusrada pela Figura 1, onde o fluxo líquido de capiais é represenado no eixo horizonal e o invesimeno é no eixo verical. O hiao de poupança da equação (1.7) é represenado pela curva IS e o hiao de divisas, da equação (1.11), pela curva IE. Sendo 0 < m < 1, ( 1 m ) > 1, a inclinação da curva IE é maior que a inclinação de IS e, assumindo que ( 1 m)e < S P * + ( T G), garane-se que, se ( F J ) = 0, a resrição exerna prevalece.

17 8 Figura 1 Hiaos de Poupança e de Divisas I IE IS I I I III IS IE I I II IE (F-J) II (F-J) I F-J Como ilusrado na Figura 1, quando o fluxo líquido de capiais esrangeiros é igual a ( F J )', o invesimeno é limiado ano pela resrição de poupança como pela resrição de divisas. Caso haja uma redução do fluxo de capiais, para ( F J )' ', o invesimeno cai de I para I, de acordo com o hiao de divisas. Desa maneira, o invesimeno fica aquém do máximo deerminado pelo hiao de poupança. Haverá, por conseqüência, um ajuse aos moldes keynesianos, no qual o nível de produo ficaria abaixo de seu poencial, sendo deerminado pela demanda agregada por bens nacionais. No médio prazo, se o país possuir um parque indusrial significaivo, as exporações indusriais poderão crescer aé que o produo alcance seu nível poencial. O resulado é uma recuperação parcial do invesimeno, de I para I, onde a resrição de poupança é novamene aiva Hiaos de Poupança e Fiscal As inerações enre os hiaos de poupança e fiscal serão, inicialmene, analisadas aravés da Figura 2, onde o invesimeno é represenado pelo eixo verical e a axa de inflação pelo eixo horizonal. A curva IS é a resrição de poupança, dada pela equação (1.7), e a curva IT é a resrição fiscal, dada pela equação (1.16). Suponha que essas duas resrições prevaleçam sobre a economia, com o F J, invesimeno I e a inflação p. Se houver uma redução do fluxo de capiais ( ) ambas as curvas são deslocadas para baixo, de IS para IS e de IT para IT. Como * k + 1 >, o deslocameno da curva IT é maior. À axa inicial de inflação, p, a resrição ( ) 1 fiscal orna-se aiva e o invesimeno cai para I, gerando uma capacidade ociosa. A fim de recuperar o crescimeno, a melhor opção de políica econômica seria o aumeno do superávi primário das conas públicas. Assim, IS e IT volariam para suas

18 9 posições originais, devido à recomposição das capacidades de poupança e de invesimeno do governo. Uma segunda opção para recuperar o crescimeno da economia seria o financiameno dos invesimenos do seor público aravés de imposo inflacionário. Com iso, haveria um deslocameno ao longo da curva IT aé o máximo permiido por IS, com a recuperação parcial do invesimeno e o aumeno da inflação. Figura 2 Hiaos de Poupança e Fiscal (1) I I II I III I I IT I IS I IS II IT II p I p II Considere agora um aumeno na enrada líquida de capiais exernos, de ( F J )' para ( F J )' ', conforme ilusrado na Figura 3 em que o invesimeno fica no eixo verical e fluxo de capiais no eixo horizonal. Nese caso, o hiao de poupança passa a prevalecer o invesimeno eleva-se para I, e não para I, como possibiliado pelo hiao fiscal. Uma alernaiva que poderia gerar benefícios para oda sociedade é a uilização de pare do aumeno da enrada de capiais para reduzir a senhoriagem. Iso permiiria uma redução da inflação e, poseriormene, a liberação de poupança privada para financiar invesimenos. Tais resulados correspondem a um deslocameno da resrição fiscal, de IT para IT. Figura 3 - Hiaos de Poupança e Fiscal (2) I IT IT I I III IS I II I I IS IT (F-J) I (F-J) II F-J

19 Hiaos de Divisas e Fiscal A Figura 4 demonsra a ineração enre o hiao de divisas (IE) e o hiao fiscal (IT). As inclinações desas curvas dependem dos coeficienes k * e m. Nesa figura, supõe-se que o país em análise enconra-se em eságio relaivamene avançado de indusrialização e em grande paricipação do Esado na economia. Porano, m é menor que k *, de forma que 1 m > 1+ k e a curva IE apresena uma inclinação maior que a curva IT. ( ) * Figura 4 Hiaos de Divisas e Fiscal I IE IT I I I III IT IE I I II IE (F-J) II (F-J) I F-J Caso ocorra uma redução da enrada líquida de capiais esrangeiros, de ( F J )' para ( F J )' ', o invesimeno ambém será reduzido, de I para I, devido à resrição de divisas. Segundo BACHA (1990), uma seqüência ípica de evenos seria: primeiro, o governo deixaria as reservas inernacionais diminuírem (o que raria F J emporariamene para a direia); depois, quando as reservas esivessem exauridas, o invesimeno do seor público seria reduzido e seria implanado um conrole sobre o câmbio. Com isso, haveria uma redução do invesimeno privado, levando o invesimeno oal para I, ao longo da curva IE. A próxima eapa consisiria num aumeno das exporações. O fao do coeficiene m ser relaivamene pequeno indica que esa é uma economia em desenvolvimeno relaivamene avançada. Logo, seria possível expandir as exporações indusriais e deslocar a curva IE para IE, permiindo uma recuperação parcial do invesimeno.

20 A Evidência para o Brasil Esudos empíricos sobre a economia brasileira que uilizam os modelos de hiaos daam de diferenes períodos. MEIRA (1983), com base no modelo de dois hiaos, conclui que o faor que limiou as possibilidades de crescimeno da economia brasileira no período de foi a resrição de divisas. O argumeno eórico uilizado pare do pono de que, quano maior for o crescimeno do produo poencial, maior deverá ser a ofera de divisas esrangeiras para cobrir as necessidades de imporação de máquinas, equipamenos e insumos básicos; dadas as deficiências dos seores de bens de produção e de bens inermediários brasileiros. Cabe ressalar que esse argumeno é válido aé hoje, devido às elevadas elasicidades das imporações em relação produo. 6 FRITSCH & MODIANO (1988) descrevem que o Brasil país que absorvia recursos reais do exerior aé 1982, quando houve a inerrupção dos fluxos de emprésimos volunários passou a er resrições ao crescimeno da economia. Inicialmene, porque eve suas imporações limiadas pela resrição de divisas, sendo forçado, nos anos poseriores, a ransferir pare da renda domésica aos credores esrangeiros aravés de expressivos superávis comerciais para cumprir os pagamenos de juros da dívida exerna. Com base em uma aplicação empírica do modelo de dois hiaos, FRITSCH & MODIANO (1988) concluem que, como não houve uma elevação equivalene na poupança domésica e/ou na produividade do capial insalado, o envio de recursos ao exerior prejudicou a capacidade de crescimeno do produo quando foram esgoadas as margens de ociosidade em Baseados em cenários projeados para a economia brasileira, na ausência de novos emprésimos exernos, a economia deveria crescer modesamene em 1987, recuperando-se aé o fim da década, embora sempre resria pelo hiao de divisas. Para a década de 1990, o modelo previa que, mesmo com um aumeno da poupança domésica e sob cenários esáveis da evolução da economia mundial, o crescimeno brasileiro deveria coninuar a ser limiado pela disponibilidade de divisas. No caso da economia brasileira na década de 1980, ALMEIDA NETO (1991) faz um esudo com base no modelo de rês hiaos descrio na seção anerior. Ese esudo demonsra que, aé 1982, nenhuma resrição ao invesimeno era aiva. Em 1983, o hiao de divisas orna-se aivo, ou seja, a escassez de divisas passa a limiar os invesimenos. A parir de 1984, no enano, esa resrição deixa de ser auane devido à melhora das conas exernas. De 1985 a 86 há uma piora do hiao de poupança e uma piora ainda maior do hiao fiscal, resrição auane no período. No enano, a parir de 1987, há um relaxameno 6 A diferença é que, aualmene, a elasicidade-renda é ainda maior para bens de consumo duráveis. (CARNEIRO, 2001).

21 12 das resrições e o modelo passa a ser insuficiene para explicar a manuenção de baixas axas de invesimenos no período de 1987 a Alguns rabalhos dão desaque especial à resrição de poupança. No modelo de rês hiaos apresenado por CÂNDIDO JÚNIOR (1998), a axa de poupança é considerada o cenro da análise, sendo que as demais resrições fiscal e de divisas são ransformadas em resrições de poupança pública e de poupança exerna. No enano, as poupanças pública e exerna já eram levadas em consideração na deerminação do hiao de poupança, como é possível ver na equação (1.7). O que esse rabalho faz, porano, é desconsiderar os possíveis efeios idenificados pelo modelo de rês hiaos analisado nas seções aneriores das resrições fiscal e de divisas, conforme as equações (1.11) e (1.16). De acordo com as simulações para , o auor sugere uma resrição ao crescimeno econômico aé o máximo de 4% ao ano devido aos baixos níveis de poupança. Para a redução desse hiao seria necessária a adoção de reformas fiscais (ribuária e previdenciária), uma vez que a principal resrição ao crescimeno da poupança domésica seria a fiscal. Deixando de lado a resrição exerna, ALÉM & GIAMBIAGI (1997) fazem uma análise quaniaiva da imporância da resrição de poupança para a reomada do crescimeno a axas mais elevadas. Esse rabalho mosra que, após apresenar um aumeno na segunda meade dos anos 1980 devido à queda do salário real, a axa de poupança privada volou a cair com a implemenação do Plano Real em Isso ocorreu principalmene porque, com a redução do imposo inflacionário, houve um significaivo crescimeno do consumo privado. A fim de mensurar o rade-off enre consumo e invesimeno, foram feias algumas simulações onde se demonsrou que, quano maior for o esforço inicial de poupança, maior será a axa de crescimeno, não só do PIB, mas do próprio consumo no longo prazo. Os auores ressalam que não se raa de diminuir o consumo, que coninuaria a aumenar em valores absoluos, mas somene de fazer com que o mesmo se orne menor como proporção do PIB. O argumeno de ALÉM & GIAMBIAGI (1997) é que há evidências concreas de que o Brasil não apresena capacidade ociosa em escala suficiene para viabilizar novos invesimenos sem a conenção do aumeno do consumo. Esses auores baseiam-se na esimaiva de CARVALHO (1996) sobre a evolução do hiao de produo em relação ao seu produo poencial. De acordo com esa esimaiva, a ocupação da capacidade aingiu o máximo em 1986 e, devido aos baixos níveis de invesimenos observados desde enão, 7 Cabe ressalar que esse esudo possui diversas limiações no que se refere aos dados e às écnicas economéricas uilizadas. Foram esimadas regressões aravés do méodo dos Mínimos Quadrados Ordinários sem considerar a possibilidade das séries emporais uilizadas erem ou não raiz uniária. 8 No período pós-real, houve ambém uma redução da poupança do governo e um aumeno da poupança exerna.

22 13 mesmo o nível mais baixo de ocupação (de 93% em 1990) pode ser considerado relaivamene alo. Já no ano de 1995 (úlimo ano da série esimada), o nível de ocupação ainge 98%. Uilizando uma meodologia diferene, SILVA FILHO (2001) esima que o PIB aingiu níveis próximos aos do produo poencial nos anos de 1995, 1996 e, principalmene, É razoável concluir, face à pequena margem de ociosidade, que o aumeno do invesimeno não pode ser efeivado sem um esforço simulâneo para limiar o crescimeno do consumo, ou seja, conclui-se que a resrição de poupança esava afeando o crescimeno poencial da economia. Conforme desacado aneriormene, exisem diversos esudos sobre a economia brasileira que uilizam os modelos de hiaos. Enreano, as profundas mudanças sofridas pela economia brasileira, principalmene após a inrodução do Plano Real em de 1994, jusificam uma reavaliação das causas dos hiaos e de suas conseqüências sobre o invesimeno e o crescimeno econômico. Denre as causas dos hiaos enconradas nos esudos aneriores, pode-se desacar o problema da dívida exerna, sobreudo a pública, que causaria o hiao de divisas; a baixa axa de poupança, que causaria o hiao de poupança; e a piora das conas fiscais, que limiara os invesimenos do governo gerando o hiao fiscal. No período de 1994 a 2000, a principal causa da resrição de divisas passa a ser o grande passivo exerno líquido 9, que gera uma saída significaiva de divisas e do qual a dívida pública exerna é apenas um dos componenes. A resrição de poupança é deerminada, sobreudo, pela redução da poupança privada e pela elevação da dívida pública inerna, que gera necessidades de financiameno do seor público cada vez maiores e, como conseqüência, pressões sobre a escassa poupança privada. Iso significa que, no lugar de financiar os invesimenos produivos privados (fundamenais para o crescimeno econômico), a poupança privada inerna esá financiando o défici público (poupança pública negaiva). Dessa forma, a quesão fiscal é imporane para explicar a baixa axa de invesimeno, aravés da piora do hiao de poupança. Conudo, a validade do conceio de hiao fiscal é colocada em quesão. Iso porque, nese período, houve uma redefinição do papel do governo na economia, que deixou de ser o principal invesidor, uma vez que os invesimenos privados deixaram de depender ano dos invesimenos do governo como no passado hipóese básica para a validade do hiao fiscal. 9 Passivo exerno líquido é a soma da dívida exerna líquida (dívida brua subraídas as reservas em moeda esrangeira) com o esoque de capial esrangeiro (incluindo porifólio) líquido do esoque de capial brasileiro no exerior.

23 O Endividameno Exerno e sua Subsiuição por Dívida Inerna A capacidade de pagameno da dívida pública exerna de um país é deerminada por dois faores: a resrição orçamenária do seor público e o balanço de pagamenos. O primeiro é definido pela diferença enre a geração de receias (superávi primário, crescimeno da dívida inerna líquida, emprésimos exernos, ganhos de senhoriagem e com juros das reservas inernacionais) e a absorção de recursos (juros da dívida inerna e acumulação de reservas cambiais). O segundo faor é definido pela diferença enre a geração de divisas (superávi na balança de bens e serviços não-faores, juros das reservas cambiais e dos haveres exernos do seor privado, ransferências unilaerais líquidas recebidas, invesimenos e financiamenos esrangeiros líquidos) e a perda de divisas em moeda esrangeira (défici na balança de bens e serviços não-faores, serviço da dívida exerna, remessa líquida de lucros e dividendos, invesimenos líquidos de residenes no exerior, aumeno das reservas inernacionais e dos haveres exernos). Iso pode ser formalizado na seguine equação: onde: ( R G) + d I g ib + i H i i ib * * ( H B ) + d[ E( H B )] ib h i * EB * + i h* EH * = dm + (1.16) d = diferencial R = receias do seor público líquidas de ransferências e de subsídios ao seor privado, exclusive receias de juros G = consumo do seor público g I = invesimeno do seor público i = axa de juros nominal da dívida pública ib B = dívida pública inerna brua h i = axa de juros nominal dos haveres públicos inernos i H = haveres inernos do seor público * i = axa de juros nominal da dívida pública exerna E = axa de câmbio (R$/US$) * B = dívida exerna do seor público (em US$) h* i = axa de juros nominal dos haveres públicos exernos * H = haveres exernos do seor público (em US$) M = base moneária O lado esquerdo da equação (1.16) represena as receias e despesas do seor público, ao passo que o lado direio demonsra como o saldo dessas conas é financiado nos mercados inerno e exerno. (MEYER e GONZALEZ, 1994).

24 15 Em meados da década de 70, a economia mundial enfrenava sérios problemas gerados pela primeira crise do peróleo. O Brasil ambém sofreu pressões devido ao aumeno do valor das imporações, causado pela ala no preço do peróleo, e ainda eve suas exporações prejudicadas pela queda no crescimeno econômico mundial. Não obsane esas adversidades, o país opou por coninuar a crescer com base em invesimenos esaais definidos pelo Segundo Plano Nacional de Desenvolvimeno (II PND) e seus efeios de crowding-in, o que só foi possível dada a grande ofera de crédio exerno a juros baixos (os bancos europeus esavam repleos dos chamados perodólares). 10 Aravés do endividameno exerno, o país conseguiu superar as resrição de divisas e a resrição fiscal, eviando que a crise de 1974 gerasse uma recessão, e pôde ober elevadas axas de crescimeno econômico. Isso foi possível aé A parir de 1981, a economia brasileira assisiu à redução de sua axa de crescimeno devido ao fechameno do mercado inernacional de capial aos países em desenvolvimeno e à conseqüene queda dos invesimenos esaais. Ou seja, o hiao de divisas gerou o hiao fiscal, dado que os emprésimos exernos financiavam boa pare dos invesimenos do seor público, e eses foram os primeiros deerminanes para a piora do desempenho da economia brasileira. O fechameno do mercado financeiro inernacional eve início com a elevação das axas de juros americanas em 1979, após o segundo choque do peróleo, que ambém resulou em uma deerioração das relações de roca do Brasil (ao aumenar ainda mais o valor das imporações de peróleo). As axas de juros inernacionais ambém aumenaram, aingindo o recorde hisórico em 1981, fazendo com que o cuso da dívida exerna, que já consumia grande pare das exporações, aumenasse significaivamene. Ainda assim, foi possível financiar o pagameno dos juros com a conraação de novos emprésimos aé 1982, quando a moraória do México marcou o agravameno da crise de confiança quano à capacidade de pagameno da dívida, reduzindo bruscamene o crédio aos países em desenvolvimeno. Com o objeivo de coner o desequilíbrio das ransações correnes, o Governo implemenou, já em 1981, políicas de esímulo às exporações e de desesímulo às imporações. Foram uilizadas políicas moneárias conracionisas para coner a demanda agregada e a políica cambial agressiva para reduzir o défici em cona correne. 11 Em ouras palavras, o Governo eve que forçar a redução da absorção inerna (consumo e 10 Foi esse o segundo grande impulso ao endividameno exerno brasileiro (o primeiro foi no período de , quando os emprésimos iveram como conraparida principal a formação de reservas). (CRUZ, 1984). 11 A desvalorização do câmbio eve efeios negaivos sobre as conas públicas, pois a dívida exerna, medida em moeda local, aumenava na mesma proporção da desvalorização. Esse efeio foi poencializado devido ao aumeno da paricipação do seor público no endividameno exerno oal causado pelo processo de esaização da dívida (iniciado na década de 70 e agravado no início dos anos 80) (CRUZ, 1993).

25 16 invesimeno) para que fossem gerados excedenes comerciais capazes de aender à necessidade de pagameno de juros. O resulado foi que a axa de crescimeno do PIB caiu de 7,2% em 1980 para -1,6% em 1981 e o saldo comercial ornou-se posiivo em mais de um bilhão de dólares. Porém, esse saldo posiivo não foi suficiene para equilibrar as conas exernas, o que conduziu a uma crise cambial grave já no final de Somene a parir de 1983, o Brasil conseguiu ober elevados superávis comerciais, que passaram a financiar pare significaiva da ransferência de recursos ao exerior (CAVALCANTI, 1988; REIS e al, 1988). O fim dos crédios volunários levou o Brasil a renegociar com os agenes inernacionais (bancos, FMI e Clube de Paris) o endividameno exerno. CAVALCANTI (1988) analisa odas as eapas do refinanciameno da dívida no Banco Cenral, insiuição que execuou a arefa de inermediária no processo de renegociação. Os acordos firmados englobavam rês ipos de operação: obenção de recursos novos (ambém chamados de dinheiro novo ); reescalonameno de amorizações do principal; prorrogameno de linhas comerciais de curo prazo e de linhas inerbancárias. O Governo, como maior devedor em moeda esrangeira, eve dificuldades para financiar a ransferência de recursos ao exerior somene com o core de gasos e de invesimenos. Por ese moivo, foi forçado a recorrer à poupança privada por meio de lançameno de íulos públicos e/ou expansão moneária. Para eviar que essa pressão fosse refleida em expansão moneária, o que poderia prejudicar a obenção dos elevados superávis comerciais ão imporanes no momeno, o Governo viu-se obrigado a aumenar significaivamene sua dívida inerna. Foi assim que se deu, grosso modo, a subsiuição de dívida exerna por dívida inerna. Sendo a poupança privada uilizada crescenemene para compra de íulos públicos, houve uma fore pressão sobre o mercado financeiro nacional, que se refleiu em aumeno da axa de juros e, por conseguine, em desequilíbrio no orçameno público, pelo fao de que as despesas com juros aumenaram com a elevação das axas (realimenando assim o endividameno inerno). Uma conseqüência grave desse hiao de poupança foi a redução dos invesimenos públicos e privados, que vieram a compromeer o crescimeno econômico no médio prazo. Segundo WERNECK (1987), a reomada do crescimeno dependeria da disponibilidade de poupança que permiisse o financiameno adequado da recuperação da axa agregada de invesimeno, o que só seria possível aravés do resabelecimeno da capacidade de geração de poupança do seor esaal. Fica claro, porano, que a melhora observada nas conas exernas, gerada pelos mega-superávis comerciais, foi obida com um indesejado desajuse inerno. Apesar dessa melhora nas conas exernas, o Governo prosseguiu em um longo processo de renegociação da dívida com as insiuições financeiras inernacionais, durane o qual o País nunca cumpria as meas esabelecidas nos acordos, principalmene no que se

26 17 refere aos resulados das conas públicas. Em julho de 1989, o Brasil suspendeu os pagamenos dos juros da dívida exerna conraada juno a bancos privados esrangeiros, por causa de uma grave crise cambial que provocou uma fuga expressiva de capial. Foi quando o Governo americano lançou um programa de securiização da dívida exerna de países severamene endividados, chamado de Plano Brady, iniciado com a reesruuração da dívida mexicana no mesmo ano. Devido às adversidades políicas presenes durane o período, as negociações com o Brasil demoraram aé abril de 1994, quando foi concluído o acordo para a roca da dívida velha por íulos com 30 anos de mauridade (chamados de Brady Bonds ou Bradies), garanidos pelos Zero-cupon bonds do Tesouro nore-americano. Além de er conseguido a adesão de mais de 97% dos bancos credores, esse acordo eve a vanagem de não impor o moniorameno formal por pare de insiuições mulilaerais (CARNEIRO, p. 21 e 22, 1996) O Ajuse Exerno, a Esabilidade de Preços e a Dívida Pública Inerna A solução de pendências financeiras exernas foi visa por MEYER & BATISTA Jr. (1990) como fundamenal para o sucesso de um plano de combae à inflação. E, de fao, o bem sucedido Plano Real foi precedido da reesruuração da dívida exerna com o Plano Brady e, ambém, do imporane reorno do fluxo de capiais volunários esrangeiros às chamadas economias emergenes. Esses auores uilizam vários argumenos para susenar sua eoria. O primeiro é que as pendências exernas dificulam a acumulação de reservas em moeda esrangeira necessárias para dar esabilidade ao valor exerno da moeda nacional. Sem a redução dos pagamenos ao exerior, a susenação do nível de reservas ende a ser conseguida aravés de freqüenes desvalorizações reais do câmbio, o que esimula o crescimeno da inflação, acabando com a esabilidade moneária inerna. O segundo argumeno é o de que a margem de manobra da políica de combae à inflação é influenciada pela possibilidade de complemenar a ofera domésica de bens com as imporações. Dessa maneira, é possível perceber a imporância da resolução do problema do hiao de divisas, não só para o crescimeno, mas ambém para a esabilização da economia. Por úlimo, os auores argumenam que o serviço da dívida prejudica o reequilíbrio financeiro do seor público, ão necessário para um programa de esabilização. BEVILAQUA & WERNECK (1997) consideram que o sucesso do Plano Real foi conseguido em pare devido às condições fiscais favoráveis que permiiram ao seor público ober um superávi primário de aproximadamene 5,3% do PIB em Esa siuação favorável das conas públicas não durou por muio empo, uma vez que, em 1995, o superávi primário caiu para 0,3% do PIB e, em 1996, o seor público eve um défici primário de 0,1% do PIB.

27 18 A combinação da políica de juros alos com a ausência de uma políica fiscal resriiva eve como conseqüência o agravameno do problema da dívida pública inerna líquida. A políica de juros alos foi uilizada inensamene no período de ala inflação da década de 80 e início da década de 90, junamene com o mecanismo de correção moneária, a fim de eviar a hiperinflação. Enreano, mesmo com o sucesso do plano de esabilização em meados de 1994, o governo eve que maner a políica de juros elevados. Inicialmene, o objeivo era coner o excesso de demanda agregada ao mesmo empo em que garania um maior fluxo de capiais esrangeiros gerado pelo aumeno do consumo (logo após a queda brusca da inflação) e pela a piora das conas públicas em 1995 [BEVILAQUA & WERNECK (1998)]. Esse crescimeno da demanda agregada poderia er gerado a vola da inflação, no lugar de um crescimeno maior da economia. Essa é, porano, uma indicação de que o hiao de poupança limiou o crescimeno, haja viso que a axa de ocupação da capacidade produiva, segundo SILVA FILHO (2001), aingiu níveis próximos à axa máxima no período de 1995 a 97. Trabalhos que uilizam meodologias, períodos e variáveis diferenes como SILVA & CAVALCANTI (2000) e BEVILAQUA & GARCIA (1999), enre ouros, desacam a axa de juros como o faor mais imporane para o crescimeno da dívida. Porém, o crescimeno da dívida inerna líquida deve-se ambém a ouros moivos como o aparecimeno de passivos coningenes (esqueleos) 12 e a desvalorização cambial, que aumenou bruscamene a dívida indexada ao dólar Noas Conclusivas Primeiramene, nese capíulo, foi apresenado o modelo eórico dos rês hiaos, em seguida, foram apresenados rabalhos empíricos sobre esse ipo de modelo e evidências hisóricas da presença dos hiaos na economia brasileira. Como foi possível observar nas seções aneriores, há uma vasa lieraura sobre o endividameno exerno do período que cobre a década de 70 aé a renegociação de A ransferência de dívida exerna para dívida inerna na década de 80 ambém esá bem dealhada pela lieraura. 13 No que se refere ao agravameno do endividameno inerno a parir de 1994, exisem diversos rabalhos que raam de diferenes aspecos do problema. De acordo com a abordagem proposa no presene rabalho, o aumeno da dívida pública inerna seria o principal faor de pressão sobre a poupança privada e, por conseguine, sobre a disponibilidade de recursos para financiamenos ao seor privado. 12 Passivos coningenes (esqueleos) correspondem a dívidas juridicamene reconhecidas pelo Governo, de valor cero, e represenaivas de déficis passados não conabilizados (o efeio econômico já ocorreu no passado). (BANCO CENTRAL DO BRASIL, p. 90, 2000). 13 Ver CAVALCANTI (1988).

28 19 Dessa maneira, é reconhecida a imporância do problema fiscal como enrave ao crescimeno econômico, mas o mesmo é analisado de um modo diferene do proposo no modelo de rês hiaos. Denro dessa proposa de explicar os novos deerminanes dos hiaos, as grandes lacunas da lieraura esão na fala de rabalhos que raem do problema do passivo exerno e que expliquem a relação enre as dinâmicas desse passivo e da dívida inerna do seor público no período de 1994 a 2000 e de que maneira esses dois problemas podem afear o desempenho da economia brasileira. 14 A fim de conribuir para preencher essas lacunas da lieraura, no próximo capíulo, será feia uma discussão sobre o crescimeno do passivo exerno líquido e a dívida pública inerna com base nos dados de algumas das principais variáveis relacionadas com eses problemas; e, no capíulo poserior, será desenvolvida uma aplicação empírica do modelo de hiaos para a economia brasileira no período de com o objeivo de esclarecer quais foram as principais resrições ao crescimeno da economia brasileira nesse período. 14 A maior pare dos rabalhos que se refere à quesão das conas exernas raa apenas do problema da dívida exerna, um dos poucos rabalhos que uiliza dados sobre o passivo exerno é o GIAMBIAGI (1997).

29 20 CAPÍTULO 2 A ECONOMIA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 1990 Anes de proceder à análise do modelo de hiaos sobre as resrições ao crescimeno da economia brasileira, é fundamenal levar em consideração algumas imporanes mudanças que ocorreram no final da década de 1980 e ao longo de oda década de 1990 na economia brasileira. Nesse senido, primeiro, serão descrios os impacos da aberura econômica caracerizada pelo aumeno da comercialização de bens e serviços com o exerior e pelo aumeno do fluxo de invesimenos esrangeiros sobre a necessidade de divisas e sobre a poupança exerna do Brasil. Em seguida, será discuido o significaivo crescimeno da dívida pública inerna, que resulou num expressivo aumeno das despesas do governo com juros e na conseqüene deerioração da poupança pública. Finalmene, será descria a relação enre o passivo exerno líquido e a dívida pública inerna, faor de imporância singular na discussão sobre os impedimenos ao crescimeno econômico no Brasil. Com isso, será possível definir de que maneira os problemas deerminanes dos hiaos de poupança e exerno esão inerligados enre si e qual é a origem e o papel de cada um A Aberura Econômica O processo de aberura econômica foi deflagrado a parir da liberalização comercial brasileira, iniciada com as reformas arifárias de julho de 1988 e seembro de Em 1990, a liberalização foi inensificada com a eliminação das barreiras não-arifárias, como o Anexo C (suspensão de guias de imporação para ceros produos), as quoas de imporação das empresas e os regimes especiais de imporação. Com o mesmo objeivo, a parir de 1991, foi efeuada uma série de reduções arifárias. (PINHEIRO & ALMEIDA, 1994). Apesar do impaco inicial da liberalização comercial verificado em 1989 e 1990, as imporações brasileiras maniveram-se em orno de US$ 20,7 bilhões nos 2 anos seguines, 1990 e 1992, conforme se pode observar na Tabela 1. KUME (1996) desaca que esse desempenho das imporações pode ser explicado por rês faores: ambiene macroeconômico recessivo, câmbio subvalorizado e aumeno de produividade da indúsria nacional. Nos anos de 1988 e 1992, quando houve crescimenos negaivos do PIB (-0,06% e -4.35%, respecivamene), verificou-se uma redução das imporações. Iso mosra que o ambiene macroeconômico recessivo foi o faor preponderane para deerminar o comporameno das imporações brasileiras do período. Somene a parir de 1993 as compras exernas passam a apresenar crescimeno elevado, embora a balança comercial ainda enha obido um significaivo saldo posiivo aé 1994.

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