Economia e Finanças Públicas Aula T21. Bibliografia. Conceitos a reter. Livro EFP, Cap. 14 e Cap. 15.

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1 Economia e Finanças Públicas Aula T Resrição Orçamenal, Dívida Pública e Susenabilidade A resrição orçamenal e as necessidades de financiameno A divida pública A susenabilidade da dívida e os criérios do Traado da UE e do Paco de Esabilidade. EFP-ISEG 1 Bibliografia Livro EFP, Cap. 14 e Cap. 15. Cap. 14: P e Cap. 15: (3ª ed.) Cap. 14: P e Cap. 15: (2ª Ed.) EFP-ISEG 2 Conceios a reer Dívida Pública Necessidades de financiameno líquidas Necessidades de financiameno bruas Paco de Esabilidade e Crescimeno EFP-ISEG 3 1

2 Resrição Orçamenal e necessidades de Financiameno Como referido no Cap. 12, o Orçameno do Esado esá sempre equilibrado, pois êm de haver receias para cobrir odas as despesas. Quando se fala em défice orçamenal esá-se a referir que as receias efecivas (não financeiras) são inferiores às despesas efecivas. Nese caso é necessário recorrer-se à emissão de dívida pública. EFP-ISEG 4 Resrição Orçamenal e Necessidades de Financiameno A resrição orçamenal do governo (excluindo receias de privaizações e emissão moneária) iguala a variação posiiva (negaiva) no esoque da dívida ao défice (superavie) orçamenal: B B = r B G R Ou seja, a emissão de dívida (líquida) iguala o défice orçamenal (segundo membro da equação). Com B - sock da dívida; r axa de juro real; G despesa primária; R receias efecivas EFP-ISEG 5 Resrição Orçamenal e necessidades de Financiameno Um rearranjo da equação anerior dá B = (1 + r ) B 1 + G R 1. Se o saldo primário (G-R), for nulo enão o défice orçamenal iguala os encargos com os juros (r.b) que êm de ser financiados com emissão de dívida. Logo o sock da dívida (B) cresce a uma axa igual à axa de juro real (r). 2. Se o saldo primário for negaivo (G-R>) o sock da dívida cresce a uma axa superior a r. EFP-ISEG 6 2

3 Resrição Orçamenal e necessidades de Financiameno (Fig de EFP) % PIB (Rec, Des, Div) % PIB (Saldo) Saldo orçamenal Despesa oal Receia oal Dívida pública EFP-ISEG 7 Figura 14.1 (Concl.) O aumeno do sock da dívida enre 74 e 84 eseve associado aos persisenes défices orçamenais. A parir dessa daa se a dívida não aumenou foi resulado das receias de privaizações. EFP-ISEG 8 A dívida pública A dívida pública engloba o conjuno de íulos emiidos e não amorizados pelos quaro subsecores das adminisrações públicas no mercado de capiais. No essencial desina-se a capar os recursos necessários para financiar défices orçamenais. EFP-ISEG 9 3

4 A dívida pública (quadro 14.3) 1. Denominada em euros [2+7] 2. Transaccionável (euros) [ ] 3. Bilhees do Tesouro 4. Obrigações do Tesouro 5. OTRV 6. Ouros 7. Não ransaccionável (euros) [8+9+1] 8. Cerificados de Aforro (CA) 9. CEDIC 1. Oura 11. Não denominada em euros 12. Dívida oal [1+11] , EFP-ISEG 1 Necessidades de financiameno Num dado ano as necessidades de financiameno bruas (nova emissão de dívida pública) visam cobrir no essencial: Défice orçamenal (+) Aquisição líquida de acivos financeiros (+) Amorização da dívida pública (+) Deduz-se Receia de privaizações (-) Venda de parimónio (-) EFP-ISEG 11 Necessidades de financiameno Num dado ano as necessidades de financiameno líquidas (NFL) são a variação líquida da dívida pública (B -B-1): NFL=NF-Amorizações da dívida NFL= Défice orçamenal (+) Aquisição líquida de acivos financeiros (+) Receia de privaizações (-) Venda de parimónio (-) EFP-ISEG 12 4

5 Necessidades de financiameno do Esado em 29P (milhões de euros) 1. NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO LÍQUIDAS [ ] Défice Orçamenal Aquisição Líquida de Acivos Financeiros Regularização de Dívidas e Assunção de Passivos 5. Receia de Privaizações aplicadas na amorização de dívida AMORTIZAÇÕES E ANULAÇÕES [ ] Cerificados de Aforro Dívida de curo prazo em euros Dívida de médio e longo prazo em euros Dívida em moedas não euro 11. Fluxos de capial de swaps (líq.) NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO BRUTAS [1+6] FONTES DE FINANCIAMENTO [ ] Saldo de financiameno de orçamenos aneriores 15. Emissões de dívida relaivas ao Orçameno do ano Emissões de dívida no Período Complemenar Saldo de financiameno para exercícios seguines [13-12] EFP-ISEG 13 Paco de Esabilidade (inrod.) e Susenabilidade da dívida A supervisão da Políica Orçamenal faz-se em função de: 1. Perspecivas de longo prazo de susenabilidade das finanças públicas (Programa de Esab. E Crescc.) 2. Valores de referência (Tra. Maasrich e Paco): Saldo global: -3% PIB Dívida pública: 6% PIB 3. Evolução dos saldos, em paricular do saldo esruural (SE). Melhoria de.5 p.p. ano aé ao equilíbrio a médio prazo EFP-ISEG 14 Paco de Esabilidade (inrod.) e Susenabilidade da dívida Porquê 3% e 6% do PIB? Demonsra-se que: 1. A variação no rácio dívida produo ( b) é aproximadamene igual à diferença enre o rácio do défice orçamenal (d) e o produo da axa de crescimeno nominal do PIB pelo rácio da dívida produo do ano anerior: b = d nb 1 2. O rácio da dívida no PIB converge no longo prazo para d/n. EFP-ISEG 15 5

6 Paco de Esabilidade (inrod.) e Susenabilidade da dívida Com base em 1. b = d nb 1 Quesão: Se a axa de crescimeno real do PIB é de 1,5% e a axa de inflacção de 2,5% e o rácio dívida produo de 7%, qual deverá ser o défice orçamenal para não agravar o rácio da dívida? EFP-ISEG 16 Paco de Esabilidade (inrod.) e Susenabilidade da dívida Resula da endência de longo prazo do rácio da dívida produo (em 2.) b > d /...que: 1. Se o défice orçamenal é 3% do PIB e a axa de crescimeno nominal do PIB é de 5% (crescimeno real do PIB de 2,5% e a axa de inflacção de 2,5%) o rácio dívida produo vai ender a convergir no longo prazo para...? 2. E se a axa de crescimeno nominal do PIB for de 4%? n EFP-ISEG 17 Paco de Esabilidade (inrod.) e Susenabilidade da dívida Apesar dos valores consanes do Paco de Esabilidade poderem ser ouros (em vez de 3% défice e 6% dívida compaíveis com crescimeno nominal de 5%, poderia ser 5% défice e 1% dívida com a mesma axa de crescimeno do produo) exise uma relação enre ese par de valores. Obviamene que se poderia er escolhido ouro par de valores. EFP-ISEG 18 6

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