Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito

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1 1 Universidade Federal de Peloas Deparameno de Economia Conabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lisa de Exercícios I - Gabario 1. Idenifique na lisa abaixo quais variáveis são e fluxo e quais são de esoque: moeda aivos financeiros renda invesimeno produção per capia depreciação riqueza número de desempregados dívida pública défici público consumo quanidade de capial na economia. Fluxo Esoque Renda; Produção; ; per capia; Moeda, Aivos Financeiros, Riqueza; Número de Depreciação; Défici Público; Consumo e desempregados e quanidade de capial na Invesimeno. economia. 2. Qual a medida macroeconômica uilizada para se descrever o crescimeno econômico de longo prazo? per capia. 3. Se o nível de preço de um país medido pelo Deflaor do Produo aumena em 5% em um ano e o produo real em 10%. Responda de quano é o crescimeno do Produo nominal ou correne. Sabemos que: VOL R 1 D 1, 1, R 1 1 (1) (2) - Essas equações esão no início da página 39 da 4ª edição. Onde: R 1 = é o de +1 a preços de. ( real) 1 = é o do ano +1 a preços correnes ( nominal) = é o do ano a preços correnes. ( nominal) Podemos dividir (1) por (2) R 1 VOL R 1, D 1 D 1, 1, 1 VOL 1 (3) 1, A axa de crescimeno do nominal pode ser definida pela seguine fórmula:

2 Subraindo 1 dos dois lados de (3) eremos: VOL 1 1, D 1, 1 1 (3) Pelo exercício sabemos que: VOL 1, aumena em 10% e D 1, aumena 5%. Iso quer dizer que: = (1+0,1) =1,1 Essa é a suileza o real aumena 10%. VOL, 1 ( 1,1) R 1 (1) E o deflaor aumena em 5% = (1+0,05) = 1,05 D 1, Inserindo essas informações em (3): ( 1,1*1,05) (3) 0, (3) Em ermos percenuais: 15,5% 1 1 (3) 4. Os exercícios abaixo se referem a uma economia fechada com governo. a) São conhecidos os valores das seguines rubricas das conas do governo, em um ano, em bilhões de reais: - imposos arrecadados = 70 - ransferência = 40 - ouras receias correnes do governo = 65 - subsídios = 45 Se o saldo do governo em cona correne (SCC) é de R$ 40 bilhões, calcule o monane dos gasos do governo no período. SCC = Sg RLG = (Imposos + Ouras Receias) (Subsídios + Transferências) RLG= (45+40)=50 Sg = RLG G G= RLG Sg G= =10

3 3 b) Calcule a renda disponível privada para uma economia com as seguines informações em bilhões de reais: - Renda Nacional = Défici orçamenário = 40 - Gasos correnes do governo = 150 RNB = RDB TUR Em uma economia fechada: RNB=RDB Sg = RLG G (Noe que o saldo em cona correne do governo é negaivo) RLG = =110 RDB= RLG + RPD RPD= =690 c) Seja Y = RNB, C = Consumo Final, F = Transferências e Subsídios do Governo, J = Juros da Dívida Pública e T = Imposos. Escreva a idenidade da Poupança Privada. Y = C+S+RLG Y=C+I+G Y= RLG + RPD RLG = T-(F+J) S+Sg = I Sg = RLG-G = T-(F+J)-G S = I Sg RLG+RPD = C+S+ RLG S=RPD C 5. Os exercícios abaixo referem-se a uma economia abera com governo. a) Considere uma economia com um de R$ 200 bilhões e gasos domésicos em bens de serviço de R$ 180 bilhões. De quano oalizam as exporações líquidas? Pela óica da absorção domésica: C+I+G = A = 180 Y = 200 Y = A+ NX = NX 20 = NX

4 4 b) Considere as informações em bilhões de reais no ano: - Poupança privada = Défici do Balanço de Transações Correnes - Défici orçamenário = 50 = 10 Calcule o volume de invesimeno da economia no ano. S = 200 Sg= -50 TC= -10 significa que a poupança exerna é posiiva, ou seja, SE = 10 SE + Sg+ S =I = I 160 = I 6. Considere as seguines informações em unidades moneárias para uma economia hipoéica: - Poupança privada = Défici do Balanço de Pagamenos em cona correne = 50 - Saldo do governo em cona correne = 30 Qual o monane da poupança brua? S= 110 TC=-50 Sg= 30 SE+Sg+S= I = 190 A poupança brua é exaamene igual ao invesimeno. 7. Considere uma economia que produziu em 2002 quinhenas unidades ao preço uniário de $2 e em 2003 seiscenas ao preço uniário de $3. Qual o valor do em cada ano. Calcule o de 2003 a preços de Calcule o crescimeno real da economia (variação em volume). Calcule o deflaor do. Produção Preço nominal ( 2003 a preços de 2002) 2003, VOL 2003, % D 2003, % 1200

5 5 8. Conhecendo as informações de uma economia hipoéica em unidades moneárias: - Imporação de bens e serviços = Renda nacional brua = Exporação de bens e serviços = Despesas de consumo final = Renda líquida enviada ao exerior = 50 - Variações de esoque = 80 Calcule a formação brua de capial fixo. = C+I+G+ (X-M) = RNB+RLEE = = 1055 C+G = 500 (despesas de consumo final) 1055 = I + ( ) =I 455 = I I - E = FBCF = FBCF 375= FBCF 9. Considere as seguines informações conábeis em unidades moneárias para uma economia abera e sem governo: - Poupança = Formação brua de capial fixo = Variação de esoque = 40 Calcule o saldo de ransações correnes. I = FBCF + E = 160 SD = S + Sg = 110 SD + SE =I I SD = SE = SE 50 = SE - 50 = TC

6 6 10. Considere as seguines informações em milhões de reais da cona capial para o ano de 2002, segundo as conas nacionais do Brasil: - Poupança brua = FBCF = Valor dos esoques = Transferência de capial enviadas ao exerior = 89 - Transferência de capial recebidas do exerior = Consrua a cona de capial e deduza a necessidade de financiameno da economia. SD + Trans. I = SE ( ) ( ) = SE SE = Como SE é negaivo emos que o SCC>0, o que significa que a economia é credora inernacional. 11. Apresene a meodologia de regisro conábil de odas as eapas de um emprésimo de regularização, do FMI, para o Banco Cenral do Brasil, no balanço de pagameno do Brasil. (simplificada) Faz um crédio em ouros invesimenos e um débio em haveres do Banco Cenral. 12. Em 2006 a Companhia Vale do Rio Doce comprou a minerador canadense Inco, pelo valor de US$ 18 bilhões, sendo esa operação financeira inegralmene por emprésimos juno ao bancos esrangeiros. Como esa operação foi conabilizada no balanço de pagamenos do Brasil? Débio de 18 bilhões na cona de invesimeno direio e crédio de 18 bilhões na cona ouros invesimenos. 13. Em 2001 a Argenina suspendeu o pagameno de sua dívida exerna. Como isso foi regisrado no balanço de pagamenos da Argenina? E no balanço de pagamenos dos credores da Argenina? Débio de X em invesimeno em careira, crédio em X em haveres do Banco Cenral, Crédio de r (juros da dívida) em haveres do Banco Cenral e débio de r em serviços financeiros. 14. Em 1994, após cinco anos de negociações, o Brasil renegociou sua dívida exerna, rocando US$ 42,7 bilhões de dívida velha por um valor equivalene de dívida nova, na forma de íulos de renda fixa. Como esa operação foi conabilizada no balanço de pagameno brasileiro? Débio de 42.7 em Invesimeno em Careira e crédio de 42.7 em haveres do Banco Cenral. Dívida Nova: Crédio de X em invesimeno em careira Débio de X em haveres do Banco Cenral Juros da Dívida Nova: Crédio de X em invesimeno em careira Débio de X em serviços financeiros

7 7 15. Por que o perdão da dívida exerna não em nenhum impaco imediao sobre o saldo dos balanços de pagamenos do país que perdoa e do país que é perdoado? Represena apenas uma operação conábil no BP. 16. Com base na ligação enre o balanço de pagamenos e a idenidade enre poupança e invesimeno, apresene a ligação conábil enre o invesimeno direo exerno, de um lado, e o invesimeno em capial fixo das conas nacionais, do ouro lado. BP = SCC + CK + CF + EO CK = cona capial CF = Cona Financeira EO = Erros e Omissões SCC = SD-I BP = SD I + CK + CF (ignorando EO) I = SD + CK + CF BP CK = ID + IC (forma simplificada) ID = Invesimeno Direo IC = Invesimeno em Careira I = ID + IC + SD + CF - BP 17. Julgue as seguines afirmaivas: (0) Cero país maném o saldo em ransações correnes sempre igual a zero. Enre os anos 1 e 2,os gasos de consumo e invesimeno do governo aumenaram, enquano os gasos privados de consumo e invesimeno se maniveram consanes. Logo, podemos concluir que o necessariamene aumenou. Falso. RNB = RLEE TC = (X-M) RLEE RNB = C+I+G +(X-M) RLEE RNB = C+I+G +TC TC =0, G>0, C e I são consanes. Podemos concluir que a RNB aumenou, mas não o, pois Y = RNB+ RLEE. É possível que a RNB e a RLEE variem na mesma proporção, mas em direções oposas. (1) Enre os anos 1 e 2, a poupança do seor privado se maneve consane e a poupança do governo diminui, mas o invesimeno bruo aumenou. Logo, podemos concluir que o saldo em ransações correnes necessariamene diminui. Verdadeiro. S+Sg+SE=I S= consane

8 8 Sg = diminuiu I = aumenou. Ou seja, SE aumena para compensar a queda em Sg. Como SE é o inverso do SCC a afirmaiva é verdadeira. (2) O pagameno de maiores salários aos servidores públicos e o aumeno das ransferências de assisência social, como Bolsa-Família, êm impaco semelhane sobre o consumo do governo, nas conas nacionais. Falso. O impaco dos salários do funcionalismo afea direamene o consumo do governo. O aumeno dos benefícios de ransferências de renda não afeam direamene a função consumo do governo, mas ão somene as suas disponibilidades, iso é, a Renda Líquida do Governo. Todavia, ambas as siuações afeam a poupança do governo Sg. (3) O, a preços correnes, foi de $ 200 no ano 1 e de $ 246 no ano 2; a preços do ano anerior, o do ano 2 foi de $ 205. Logo, conclui-se que a variação do deflaor do, enre os anos 1 e 2, foi de 23%. Falso 246 D2, % V 2, ,5% 200 (4) No caso de uma economia abera e sem governo, a diferença enre Produo Inerno Bruo e a renda nacional líquida é a renda líquida enviada pra o exerior mais depreciações. Verdadeiro RNB = RLEE RNL = RLEE - Depreciação 18. Uma economia é consiuída por uma única empresa, cujos proprieários são não residenes no país: uma fábrica de auomóveis. Em 2007, a produção da fábrica foi de $100, dos quais $60 referem-se a venda a consumidores residenes no país e $40 a não residenes. A fábrica gasa $30 em aço imporado e paga $60 em salários a residenes no país. Os lucros são inegralmene remeidos aos proprieárias da empresa, no exerior. Calcule o saldo em ransações correnes dessa economia no ano VP (valor da produção) = 100 Consumo = C = =90 VA (valor adicionado) = Lucro = 10 Esse lucro é remeido para o exerior, iso é o conceio de RLEE. X= 40

9 9 M = 30 RLEE = 10 TC = (X-M) RLEE = (40-30) -10 = Avalie as proposições: (0) O balanço de pagamenos regisra as ransferências, os pagamenos inernacionais e o comércio de bens e serviços enre um país e o reso do mundo. Verdadeiro. É o conceio do BP. (1) A aquisição por invesidor esrangeiro de ações da Perobrás é regisrada como crédio na cona capial brasileira. Verdadeiro. Como houve enrada de recursos do exerior lança-se a crédio a rubrica de invesimeno em careira na cona de capial. (2) Se um país em superávi no balanço de pagamenos, suas exporações líquidas serão posiivas. Falso. Não há relação imediaa enre essas variáveis. (3) Numa economia abera, o Produo Nacional Bruo é deerminado pelos gasos em produos domésicos efeuados por residenes e não residenes do país. Falso. Apenas para os residenes. (4) O acúmulo de esoques indesejados é conabilizado como invesimenos nas conas nacionais. Verdadeiro. I= FBCF+ E 20. De acordo com o sisema de conas nacionais, calcule o consumo final do governo com base nas seguines informações: - Formação de brua de capial fixo = 40 - Transferências do governo = 15 - Défici em ransações correnes = 10 - Subsídios = 25 - Imposos direos = 20 - Imposos indireos = 50 - Poupança do seor privado =20 - Variação dos esoques = 10 - Ouras receias líquidas do governo = 60 I= FBCF+ E= = 50 RLG = Imposos (Transferências + Subsídios) + Ouras Receias RLG = (20+50) (25+15) + 60 = 90 Sg = RLG G SE = -SCC = 10 S+Sg+SE = I 20+(RLG G)+10 = = G

10 10 G= Com base nos princípios da conabilidade nacional, julgue as afirmaivas: (0) Em uma economia abera, a absorção coincidirá com o produo, independene do sinal do saldo comercial do país. Falso. RDB A = SCC -RLEE = A + NX RLEE RNB = A + SCC RNB = A, se SCC = 0. (1) A poupança brua, em uma economia fechada e sem governo, é idênica à soma da formação brua de capial fixo mais a variação de esoques. Verdadeiro. Y=C+I = C+S I=S e I=FBCF+ E (2) Em uma economia abera e sem governo, são regisradas como imporações apenas as aquisições de bens e serviços que não correspondem ao pagameno de faores de produção. Ese úlimo é compuado no cálculo da renda líquida enviada ao exerior. Verdadeiro. Esa é a própria definição de imporações. (3) O oal de crédios da cona de produção, em uma economia abera e com governo, é a soma do consumo oal, do invesimeno bruo e das imporações. Porano, o oal dos crédios represena a soma da despesa inerna brua mais exporações. Falso. VP+M+IP = CI+ C + FBCF + VE + X (4) Na apuração da renda nacional, são incluídos os ganhos auferidos na revenda de ações de empresas e na especulação imobiliária. Falso. Tano a revenda de ações, quano de imóveis são ransações não incluídas no cálculo do e por seguine, não fazem pare da Renda Nacional. Se você pudesse vender sua experiência pelo preço que ela lhe cusa, ficaria rico. J.P.Morgan

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