Determinantes da Adoção da Tecnologia de Despolpamento na Cafeicultura 1

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1 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura 1 Edson Zambon Monte* Erly Cardoso Texera** Resumo: Os cafecultores de Venda Nova do Imgrante, ES, que em sua maora são agrcultores famlares, têm adotado novas tecnologas para melhorar a qualdade do café arábca produzdo na regão. O objetvo deste trabalho é dentfcar os fatores que determnam a adoção da tecnologa de despolpamento pelos cafecultores do muncípo. O modelo Logt é utlzado como nstrumento metodológco. Observa-se, pelos resultados, que os aspectos relatvos a assocatvsmo, escolardade, captal própro, produtvdade, rentabldade e trenamento determnam a adoção da tecnologa de despolpamento. As varáves que mas contrbuem para a adoção da tecnologa de despolpamento são rentabldade, assocatvsmo e trenamento. Palavras-chave: cafecultura, adoção tecnológca, despolpamento. Classfcação JEL: C21, O3 e Q55 Abstract: The famly farm coffee producers from Venda Nova do Imgrante, ES, have adopted the pulpng technology to mprove Arabc co- 1 Os autores agradecem aos professores Fátma Maríla Andrade de Carvalho, João Eustáquo de Lma e José Luís dos Santos Rufno, pelos valosos comentáros e sugestões a este trabalho. * Economsta; Banco de Desenvolvmento do Espírto Santo - BANDES. ** Ph.D.; Professor Ttular do Departamento de Economa Rural da Unversdade Federal de Vçosa.

2 202 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura ffee qualty. The objectve of ths paper s to dentfy the adopton determnants of the pulpng technology by the coffee producers. The Logt model s appled for data analyss. The pulpng technology adopton s determned by the varables: coop afflaton, years of school, own captal stock, yeld, proftablty and tranng. The varables wth greater margnal mpact on coffee pulpng technology adopton are: proftablty, coop afflaton and tranng. Key words: coffee plantaton, technology adopton, pulpng. JEL Classfcaton: C21, O3 & Q55 1. Introdução O aumento no preço dos fatores de produção e nsumos agrícolas, alado às osclações constantes no preço do café, tem ocasonado, nos últmos anos, queda na renda e na compettvdade da cafecultura. Para superar este problema, os cafecultores buscam novas tecnologas, com o objetvo de aumentar a produtvdade e melhorar a qualdade do produto. Desde o estudo ponero de Solow, o progresso tecnológco tem sdo arrolado como determnante do desenvolvmento econômco, uma vez que os aumentos de produção observados não eram explcados pela proporconal utlzação de fatores convenconas. Em meados da década de 1960, esse conceto passou a ser aplcado dretamente à agrcultura, reconhecendo-se o mportante papel da pesqusa para os ncrementos na produção e produtvdade, por meo da geração de novas técncas produtvas em forma de conhecmentos dretamente aplcáves à produção, e de conhecmentos ncorporados em fatores utlzados no processo produtvo 2. Segundo BARROS e MANOEL (1988), no Brasl, a utlzação dos nsumos modernos na agropecuára se expandu, prncpalmente, a partr do fnal dos anos 60, e mas ntensamente a partr da década de 1970, devdo ao ncentvo à produção nterna, sendo alguns deles proporconados pelo II PND (Segundo Plano Naconal de Desenvolvmento, 1974/1979). Anda de acordo com BARROS e MANOEL (1988), o pro- 2 Esses aspectos são mas bem abordados por SILVA e CAMARGO (1986). RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

3 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 203 cesso de modernzação da agrcultura braslera somente se ntensfcou após a década de Neste contexto de modernzação da agrcultura, ALVES (1979) destaca o papel fundamental da educação e dos gastos públcos em pesqusa agronômca e extensão, no aumento da produtvdade agrícola. O reconhecmento da contrbução da pesqusa agronômca para o crescmento da produção e da produtvdade agrícola realçou sua relevânca na geração de novas técncas produtvas. Um dos prncpas problemas da modernzação está no custo e na transferênca da tecnologa dos nsumos consderados modernos. Normalmente, esses nsumos são produzdos em países mas desenvolvdos, cuja transferênca para outras regões não tem o mesmo resultado, devdo ao clma, solo, etc. Por sso, SCHULTZ (1965) enfatzou a mportânca do nvestmento no País, o qual sera utlzado na formação de centros de pesqusas, no setor ndustral para a produção dos nsumos pesqusados e na agrcultura, medante dsponblzação de crédto, melhora na educação, etc. Para HAYAMI e HUTTAN (1988), a mudança técnca é obtda, ao longo de uma trajetóra efcente, por snas de preço de mercado, desde que estes refltam efcentemente mudanças na demanda e na oferta de produtos e fatores, e que haja nteração efetva entre os produtores ruras, nsttuções públcas de pesqusa e empresas agrícolas. Dferentemente do modelo de Hayam e Ruttan, no modelo de nvestmento e mudança tecnológca endógena, CAVALLO e MUNDLAK (1982) manfestam que os movmentos nos preços dos fatores não são a únca nem a mas mportante causa da mudança tecnológca. A escolha da tecnologa pode ser lmtada pela dsponbldade de captal dentro da economa ou setor. A acumulação de captal na economa favorece a adoção da técnca moderna. Além dsso, os agentes econômcos, quando deparam com uma oportundade de nvestmento, preocupam-se com a rentabldade do nvestmento, ou seja, como e onde aplcar seus recursos de forma a maxmzar o retorno do captal nvestdo. Neste partcular, GARCIA e TEIXEIRA (1991) demonstraram que, no Brasl, o processo de mudança tecnológca é mas ntensvo no subsetor agrícola exportador do que nos demas setores da economa, em vrtude de sua maor acumulação de captal. RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

4 204 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura De acordo com SHUMPETER (1985), quando o empresáro utlza o própro captal, o lucro provocado pela venda desse bem é acrescentado ao captal, já convertdo em meos de produção, promovendo a captalzação do empresáro e estmulando-o a conceber novas combnações na busca do aumento do lucro. Assm, o rsco de adoção de novas tecnologas dmnu quando o empresáro utlza o própro captal. Uma vez que o avanço tecnológco é fundamental para que o produtor consga um produto de melhor qualdade e tenha, conseqüentemente, boa lucratvdade, alguns trabalhos têm sdo desenvolvdos com o propósto de determnar quas fatores são responsáves pela adoção de novas tecnologas. SILVA (2002), procurou dentfcar, juntamente com grandes produtores, quas fatores são determnantes da adoção na tecnologa planto dreto na cultura de soja em Goás. Pelos resultados, verfcou-se que as varáves determnantes da mudança tecnológca são trenamento, rentabldade, área, produtvdade, nvestmento e captal própro. A cafecultura somente ganhou mas destaque, em relação às tecnologas de produção e de pós-colheta, a partr da década de 1990, quando ocorreu a lberalzação de mercado para a cultura. Isto promoveu o ncentvo à melhora da qualdade do café produzdo e consumdo nternamente, assm como dos cafés exportados. Esse aumento de qualdade fo causado, também, pela vnda de multnaconas para o Brasl ao longo dos anos 90, fazendo com que os agentes do agronegóco aumentassem sua produtvdade na cultura. No Espírto Santo, vsando à melhora da qualdade do café produzdo, fo lançado, em 1999, um projeto que deu grande mpulso à produção de café nas montanhas do Estado: o Programa de Sustentabldade para o Café das Montanhas do Espírto Santo. O projeto tem o objetvo de promover uma agrcultura sustentável para a Regão de Montanhas, na qual está nserdo o muncípo de Venda Nova do Imgrante, mapeando as áreas produtoras, traçando um perfl da qualdade do café nela produzdo e promovendo a melhora da qualdade do produto (VENDA NOVA, 2004). Venda Nova do Imgrante produz em méda 50 ml sacas de café por ano, com predomnânca do café arábca. A regão tem, portanto, na cafecultura, uma das prncpas fontes de renda. Além dsso, ao RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

5 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 205 consderar-se como propredades famlares àquelas que possuem no máxmo quatro módulos fscas (PRONAF, 2005), e que em Venda Nova do Imgrante um módulo fscal corresponde a 18 hectares, a maora das propredades do muncípo, cerca de 90%, pode ser consderada como de agrcultura famlar. Alguns cafecultores do muncípo, apoados pela Cooperatva dos Cafecultores das Montanhas do Espírto Santo (PRONOVA), têm adotado novas tecnologas, com o propósto de melhorar a qualdade do café arábca, sendo uma delas o despolpamento 3. Logo, o objetvo deste trabalho é dentfcar os fatores que determnam a adoção da tecnologa de despolpamento pelos cafecultores da regão. 2. Metodologa O tpo de amostra utlzado fo o aleatóro smples. Para a seleção dos produtores representantes da amostra fo feto sorteo entre os elementos da população de cafecultores exstentes no muncípo. De acordo com FONSECA e MARTINS (1996), o cálculo para amostras de uma população fnta apresenta-se na Expressão 1: n d 2 Z 2. p. q. N ( N 1) Z 2. p. q (1) em que n é tamanho da amostra; Z, abscssa da curva normal padrão; p, estmatva da verdadera proporção de um dos níves da varável escolhda, expresso em decmas; q 1 p; N, tamanho da população; e d, erro amostral admtdo, expresso em decmas. Segundo a Secretara Muncpal de Agrcultura de Venda Nova do Imgrante, o muncípo possu aproxmadamente 400 produtores de café. No entanto, não exste uma lsta com todos os nomes dos produtores cadastrados, o que reduzu o número de cafecultores para 323, os quas representaram a população de cafecultores da regão. Ademas, utlzou-se para fns de cálculo mínmo de entrevstas um 3 O despolpamento consste na retrada da casca dos frutos maduros ou cerejas utlzando-se um descascador mecânco, segudo da retrada ou não, da muclagem (EM- BRAPA, 2005). RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

6 206 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura nível de probabldade de 90% ( Z 1,645), uma margem de erro de 10 % e um valor ( p ) de 50%, já que a proporção de produtores de café que adotam as tecnologas de pós-colheta é desconhecda. Conseqüentemente, o valor (q) fo de 50%. Ao realzarem-se os cálculos fo encontrado um valor amostral (n) de 56, ou seja, da população total 56 produtores de café foram entrevstados. As entrevstas foram realzadas em janero de Para verfcar a nfluênca das varáves estudadas na probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento, fo especfcado o modelo em que a varável dependente admte valores dscretos, zero e um varável bnára. Um dos prncpas objetvos dos modelos de resposta bnára é calcular a probabldade de um ndvíduo, com determnado conjunto de atrbutos, decdr sobre um dado evento. A probabldade de ocorrênca de cada resposta bnára é decorrente de um conjunto de atrbutos dos ndvíduos, como nível educaconal, renda, dade do agrcultor, sexo etc. (GUJARATI, 2000). No modelo Logt é usada a função de dstrbução acumulada logístca, dada por: L X 1 1 e X em que L representa a função de dstrbução logístca; X, vetor de varáves ndependentes;, vetor de parâmetros; e e, base do logartmo natural. Ao decdr sobre adotar ou não determnada tecnologa, o produtor certamente avalará as vantagens e as desvantagens. Como os parâmetros desta decsão não são observáves para cada propredade, podese defnr uma varável latente ou não observada, Y, * como (2) Y * X (3) * em que Y é varável dependente, 1,..., n ;, parâmetro; X, conjunto de varáves explcatvas, 1,..., n ; e, o erro aleatóro. A decsão de adoção pode ser descrta pela varável bnára, Y, tal que Y 1, se o produtor adota tecnologa e Y 0, se não a adota. Esses * valores observados de Y estão relaconados com Y, como segue: RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

7 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 207 Y 1, se Y 0 ; e, Y 0, se Y 0 ; Prob Prob * * Y 1 = Prob Y * 0 = Prob X 0 Y * 0 = Prob X Y = Prob (4). (5) O modelo é estmado pelo Método de Máxma Verossmlhança. A probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento (a) e a probabldade de não-adoção da tecnologa (b) podem ser calculadas pelas seguntes expressões: X 1 (a) P e e (b) 1 X 1 P, (6) X e 1 e sendo P gual à probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento; 1 P, probabldade de não-adoção da tecnologa de despolpamento; X, varáves explcatvas do modelo; e, coefcente das varáves explcatvas. De forma a determnar os fatores que promovem a adoção de novos processos produtvos pelos produtores de café de Venda Nova do Imgrante, consderou-se como varável dependente, para este estudo, a adoção da tecnologa de despolpamento, com valor um se o produtor adota a tecnologa de despolpamento, e zero se não a adota. As varáves ndependentes são defndas a segur. a) Área (AREA) Medda como a área total explorada com a cafecultura, composta pela área explorada própra e pela arrendada, em hectares. O efeto margnal esperado é postvo, ou seja, um aumento na área explorada com café elevará a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. b) Assocatvsmo (AS) Dado pela partcpação dos produtores de café de Venda Nova do Imgrante na cooperatva de produtores do muncípo (PRONOVA). A varável é bnára e admte valor um para os cafecultores que são só- RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

8 208 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura cos da cooperatva e zero para os que não o são. Espera-se um efeto margnal postvo, ou seja, quando o produtor partcpa da cooperatva ele tem maores nformações sobre a tecnologa de despolpamento, logo maor a probabldade de adoção de tal tecnologa. c) Captal própro (KP) Meddo pela proporção de captal própro convertdo pelo produtor em nvestmentos na propredade, seja em benfetoras, máqunas ou equpamentos, em relação ao volume total de gastos realzados (captal própro para custeo da safra agrícola e nvestmento, mas crédto de custeo, mas crédto de nvestmento), em méda, nas últmas cnco safras agrícolas. O resultado esperado do efeto margnal é postvo, ou seja, quanto mas captalzado estver o produtor, menor será sua aversão ao rsco, sendo maor a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. d) Crédto de custeo e de nvestmento (CRED) Representado pelo valor médo de crédto de custeo e crédto de nvestmento, gasto pelo produtor para custear a safra agrícola e adqurr máqunas e equpamentos, nas últmas cnco safras. Acredta-se que, quanto maor a utlzação do crédto de custeo e de nvestmento pelo produtor, maor a possbldade de adoção das tecnologas de pós-colheta. e) Escolardade (ES) Medda pelo total de anos que o produtor freqüentou a escola. Espera-se que quanto maor o nível de escolardade, maor a facldade de compreensão e assmlação da nova tecnologa e, conseqüentemente, maor a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. f) Produtvdade (PROD) Determnada pela produtvdade méda alcançada nas últmas cnco safras, em sacas por hectare, para corrgr a sazonaldade do cclo produtvo. O resultado esperado do efeto margnal é postvo, dado que a RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

9 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 209 maor produtvdade sgnfca uso mas efcente dos fatores e menor custo untáro, favorecendo a adoção das tecnologas de pós-colheta. g) Rentabldade (R) Representada pelo preço recebdo pelo produtor. Optou-se pelo uso da varável bnára da segunte forma: no momento da comercalzação da últma safra, se o produtor consderar baxo o preço recebdo, a varável admtrá valor gual a zero; se consderá-lo médo/alto (médo ou alto), a varável admtrá valor gual a um. Espera-se que quanto maor a rentabldade ou o preço recebdo, maor a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. h) Trenamento (T) 4 Representado pela partcpação do produtor, do admnstrador e dos funconáros em cursos de natureza técnca, com vstas em sua capactação no manuseo de máqunas e equpamentos e no desenvolvmento correto das técncas de pós-colheta, como forma de melhorar a qualdade do café produzdo, e/ou pelo recebmento de assstênca técnca durante a safra. A varável admte valor um para quem já recebeu algum tpo de trenamento e zero para quem não recebeu. O resultado esperado no efeto margnal é postvo, ou seja, com efetvação de trenamento, aumenta a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. Para determnar o efeto margnal de cada varável sobre a probabldade de adoção de uma dada tecnologa, é necessáro usar os valores médos das varáves explcatvas. O efeto margnal da varável X sobre a varável dependente é descrto pela expressão: P X 1 1 e consderando-se X e 1 e X X 1 P 1 e X, (7) X e e 1 P. X 1 e 4 Assstênca técnca fo consderada como trenamento. RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

10 210 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura Observa-se que o efeto margnal da cada varável explcatva sobre a probabldade não é constante, vsto que depende do valor médo de cada varável X. 3. Resultados e dscussões Nesta seção, ncalmente é feta uma caracterzação dos cafecultores que adotam a tecnologa de despolpamento e daqueles que não a adotam. Posterormente, são apresentados os resultados estmados pelo modelo Logt, segudo da nterpretação das varáves determnantes da adoção da tecnologa de despolpamento Característcas dos produtores e determnantes da adoção de despolpa de café Caracterzação dos cafecultores Em Venda Nova do Imgrante, 42,86% dos cafecultores despolpam o café, e 57,14% não o fazem. A área méda das propredades é de 22,71 hectares, com ampltude de três a 125 hectares. No que se refere à área explorada com café, a méda é de 16,52 hectares, com ampltude de dos a 110 hectares. Quanto à adoção de novas tecnologas, 70% dos cafecultores aguardam os resultados dos vznhos ou dos produtores novadores para depos aderrem ou não às novações que o mercado oferece. Cerca de 20% utlzam as novas tecnologas de acordo com o orçamento e planejamento, e apenas 10% utlzam-nas à prmera vsta. Na Fgura 1 é apresentado o grau de escolardade dos cafecultores. Nota-se que os produtores que despolpam café possuem maor grau de nstrução do que aqueles que não o fazem. Para a faxa com nível educaconal superor, o percentual de cafecultores que adotam novas tecnologas é o dobro dos que não adotam-nas. Já para a faxa com 1º grau completo, ocorre predomnânca de produtores de café que não despolpam. RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

11 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 211 Fgura 1 Grau de escolardade dos cafecultores, em percentuas, de acordo com a adoção ou não da tecnologa de despolpamento, em Venda Nova do Imgrante, ES, ,4 64,7 66,7 30,6 35,3 33,3 1º grau c omplet o 2º grau c omplet o 3º grau c omplet o Não adot am Adotam Fonte: Elaborado a partr dos questonáros aplcados na pesqusa. Na Tabela 1 são apresentados os valores médos das varáves determnantes da tecnologa de despolpamento. Os cafecultores que adotam tal tecnologa têm para as varáves contínuas, valores médos maores do que aqueles que não a adotam. O teste de dferenças de médas fo estatstcamente não-sgnfcatvo, a 5% de sgnfcânca, para AREA e CRED, ou seja, as médas de cada uma dessas duas varáves podem ser consderadas guas, o que mplca que os dos grupos de cafecultores vêm da mesma população. Portanto, essas varáves não afetam a probabldade de adoção. Para as varáves AS, ES, KP e PROD, o teste fo estatstcamente sgnfcatvo a 5% de probabldade. Tabela 1 Valores médos das varáves contínuas determnantes da adoção da tecnologa de despolpamento, em Venda Nova do Imgrante, ES, 2005 Varáves Méda geral Méda para os que não Méda para os que (1) adotam (2) adotam (3) AREA 16,52 12,16 b 22,34 b CRED 2.915, ,38 b 4.670,83 b ES 7,77 6,31 a 9,71 a PROD 26,10 21,97 a 31,61 a KP 0,50 0,36 a 0,69 a Fonte: Elaborado a partr dos questonáros aplcados na pesqusa. Nota: 1) Nível de sgnfcânca estatístca das médas: 5% (a = estatstcamente sgnfcatvo, b = não-sgnfcatvo); 2) AREA = área explorada com a cultura de café; CRED = valor médo de crédto de custeo e de nvestmento, utlzado na safra agrícola; ES = escolardade do produtor; KP = captal própro convertdo em nvestmentos na propredade; e PROD = produtvdade (sc/ha). RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

12 212 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura Dentre as varáves contínuas, destaca-se o captal própro (KP). Esta apresentou méda geral de 0,50, o que ndca a proporção de recursos própros convertdos em nvestmentos na propredade, seja em benfetoras, máqunas ou equpamentos, em relação ao volume total de gastos (captal própro para custeo da safra agrícola, mas crédto de custeo, mas crédto de nvestmento), ou seja, para cada real aplcado na cultura de café, em méda R$ 0,50 (cnqüenta centavos) são de captal própro, sto é, a metade dos recursos é própra e aplcada em nvestmentos. Para os cafecultores que não utlzam a tecnologa de despolpamento, a méda fo de R$ 0,36 (trnta e ses centavos) e, para aqueles que a utlzam, fo de R$ 0,69 (sessenta e nove centavos) Fatores que determnam à adoção da tecnologa de despolpamento Na Tabela 2 são apresentados os coefcentes estmados por meo do modelo Logt, para os fatores que determnam à adoção da tecnologa de despolpamento com as respectvas sgnfcâncas estatístcas. O índce de razão de verossmlhança encontrado após o ajustamento da equação, que representa a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento, fo de 0,72, ou seja, 72% das varações que ocorrem na probabldade de adoção são explcadas pelas varações das varáves ndependentes do modelo. No modelo ajustado foram dentfcadas ses varáves estatstcamente sgnfcatvas, a saber: assocatvsmo (AS), escolardade do produtor (ES), captal própro (KP), produtvdade (PROD), rentabldade (R) e trenamento (T). Assm, os coefcentes dessas varáves são estatstcamente dferentes de zero, nfluencando na probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. As varáves área explorada com a cultura cafeera (AREA) e crédto de custeo e nvestmento (CRED) não foram estatstcamente sgnfcatvas, ou seja, não determnam a adoção da tecnologa de despolpamento. RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

13 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 213 Tabela 2 Coefcentes estmados do modelo Logt para os determnantes da adoção da tecnologa de despolpamento, em Venda Nova do Imgrante, ES, 2005 Varáves Coefcentes Erro-padrão Valor de Z Prob. C AREA ns AS *** CRED ns ES * KP ** PROD ** R *** T * Obs. com varável dependente = 0 32 Obs. com varável dependente = 1 24 Total obs.: 56 Índce de razão de verossmlhança 0,72 Probabldade (LR estat.) 1.51E-09 Fonte: Elaborado a partr dos dados da pesqusa. 1) *** Sgnfcatvo a 1%, ** Sgnfcatvo a 5%, * Sgnfcatvo a 10%, ns Não-sgnfcatvo a 10%; 2) C = constante; AREA = área explorada com a cultura de café; AS = assocatvsmo; CRED = valor médo de crédto de custeo e de nvestmento, utlzado na safra agrícola; ES = escolardade do produtor; KP = captal própro convertdo em nvestmentos na propredade; PROD = produtvdade (sc/ha); R = rentabldade (preço recebdo pela saca de café, consderado baxo ou médo/alto); e T = trenamento (partcpação em cursos de natureza técnca e presença de assstênca técnca). A varável assocatvsmo (AS) possu grande efeto sobre a adoção da técnca de despolpamento, uma vez que a maor parte do café despolpado do muncípo é comercalzada va (PRONOVA), e esta oferece város cursos e trenamentos voltados para o manuseo de novas tecnologas na cultura cafeera. O coefcente da varável escolardade (ES) fo estatstcamente sgnfcatvo. Maor nível de escolardade faclta a compreensão e assmlação de novas tecnologas e, conseqüentemente, eleva a probabldade de adoção de novas tecnologas. O captal própro (KP) nfluenca na adoção da tecnologa de despolpamento. Quando o empresáro utlza seu própro captal, o lucro provocado pela venda desse bem é acrescentado ao captal, já convertdo em meos de produção, promovendo a captalzação do empresáro e estmulando-o a conceber novas combnações na busca do aumento RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

14 214 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura do lucro. Portanto, quanto mas captalzado estver o produtor, menor o rsco de adoção de novas tecnologas (SHUMPETER, 1985). A rentabldade (R) é a varável mas mportante na adoção da tecnologa de despolpamento. Quanto maor a dferença entre as taxas de retorno da nova e da velha técnca, mas rápda a mudança nas técncas, ou seja, níves mas avançados de tecnologa serão desejados à medda que estejam assocados à expectatva de retornos mas elevados (CAVALLO e MUNDLAK, 1982). No que se refere à varável produtvdade (PROD), esta apresentou-se estatstcamente sgnfcatva. Os produtores que despolpam aplcam melhores técncas de lavagem, secagem, benefcamento, que são responsáves pela maor produtvdade de café de melhor qualdade. O trenamento (T) tem mpacto postvo, dado que novas tecnologas necesstam de maores conhecmentos para serem trabalhadas de forma adequada. Os coefcentes das varáves explcatvas, estmados pelo modelo Logt, não refletem o efeto margnal dessas sobre a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento. Para determnação do efeto margnal de cada varável sobre a probabldade de adoção, são usados os valores médos das varáves explcatvas, apresentados na Tabela 1, coluna 1, de acordo com a expressão 7. Na Tabela 3 são apresentados os valores dos efetos margnas das varáves assocatvsmo (AS), escolardade (ES), captal própro (KP), produtvdade (PROD), rentabldade (R) e trenamento (T), sobre a adoção da tecnologa de despolpamento. A varável AS teve efeto margnal gual a 0,4834, o que sgnfca que a partcpação do cafecultor na cooperatva de produtores provoca aumento na probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento de 48,34 pontos percentuas. A ES teve efeto margnal gual a 0,0417, o que mplca que, para cada ano a mas de escolardade, a probabldade de o produtor despolpar café eleva-se em 4,17 pontos percentuas. Maor conhecmento é necessáro para ldar com as novas tecnologas; logo, maor nível de escolardade é fundamental para o produtor nvestr de forma correta. A varável KP obteve efeto margnal de 0,2796, ou seja, à medda em que aumenta a proporção de captal própro convertdo em nvestmentos na propredade, em relação ao total de gastos, a probabldade RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

15 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 215 de adoção se eleva em 27,96 pontos percentuas. O efeto margnal da varável PROD fo de 0,0211, logo, para cada saca a mas por hectare, há elevação na probabldade de adoção de 2,11 pontos percentuas. Tabela 3 Efetos margnas das varáves determnantes da adoção da tecnologa de despolpamento, pelo modelo Logt, em Venda Nova do Imgrante, ES, 2005 Varáves Efeto margnal AS 0,4834 ES 0,0417 KP 0,2796 PROD 0,0211 R 0,5774 T 0,3058 Fonte: Elaborado a partr dos dados da pesqusa. Nota: 1) AS = varável bnára assocatvsmo; ES = escolardade do produtor; KP = captal própro convertdo em nvestmentos na propredade; PROD = produtvdade (sc./ha); R = varável bnára rentabldade (preço recebdo pela saca de café, consderado alto, médo ou baxo); T = varável bnára trenamento. O efeto margnal da varável (R), consderada a mas mportante, é gual a 0,5774, o que mplca que, na presença de rentabldade méda/ alta, a probabldade de adoção eleva-se em 57,74 pontos percentuas. Com maor lucratvdade, o cafecultor se sente mas propenso a nvestr, uma vez que, ao fnal da safra, os custos da produção poderão ser compensados com o lucro advndo da cultura. Para a varável T o efeto margnal fo de 0,3058, ou seja, com trenamento, a probabldade de adoção da tecnologa de despolpamento aumenta em 30,58 pontos percentuas. Como a técnca de despolpamento é recente na regão, os cursos e trenamentos referentes a tal tecnologa são fundamentas para que os cafecultores a manuseem de forma correta, o que torna o efeto margnal da varável T expressvo. 4. Conclusões Em Venda Nova do Imgrante, devdo às condções clmátcas, o emprego de novas tecnologas é fundamental para que o cafecultor consga maor rentabldade e compettvdade na cultura. Neste contexto, a RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

16 216 Determnantes da Adoção da Tecnologa de Despolpamento na Cafecultura tecnologa de despolpamento apresenta-se como a mas mportante no processo de pós-colheta do café, pos gera melhor qualdade do produto, e conseqüentemente, maor lucratvdade e compettvdade. As varáves rentabldade (R), assocatvsmo (AS), captal própro (KP) e trenamento (T) são as mas mportantes quanto à adoção da tecnologa de despolpamento, respectvamente. O despolpamento do café eleva os custos de produção, tanto na colheta como na pós-colheta. Portanto, para sua utlzação, é necessáro um preço mas elevado pelo produto, que cubra tas custos e gere maor lucratvdade para o cafecultor. Além dsso, é uma tecnologa, que para ser trabalhada de forma adequada, requer capactação, que provém de cursos e trenamentos. Os resultados deste trabalho assemelham-se aos encontrados por SILVA e TEIXEIRA (2002), para grandes produtores de soja, no Estado de Goás. Assm, a adoção de novas tecnologas, tanto para grandes produtores quanto para agrcultores famlares, parece ser determnada pelos mesmos fatores, prncpalmente rentabldade (R), assocatvsmo (AS), trenamento (T) e captal própro (KP). Portanto, polítcas governamentas que ncentvem os produtores ruras, neste caso partcular os cafecultores, a buscarem novas tecnologas, são necessáras para melhora da qualdade do café e aumento da compettvdade da cultura cafeera. Dentre estas polítcas, destacam-se os gastos públcos em pesqusa agronômca e extensão, dado que aumentam a produtvdade agrícola (ALVES, 1979). Também são mportantes os nvestmentos nternos na formação de centros de pesqusa, e na agrcultura, medante dsponblzação de crédto, melhora na educação, etc. (SCHULTZ, 1965). Referêncas bblográfcas ALVES, E. R. A. A produtvdade da agrcultura. Brasíla: EMBRAPA. 1979, 56 p. BARROS, J. R. M.; MANOEL A. Insumos agrícolas: evolução recente e perspectvas. In: BRANDÃO, A. S. P. Os prncpas problemas da agrcultura braslera: análse e sugestões, Ro de Janero, IPEA/INPES, 1988, p RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

17 Edson Zambon Monte e Erly Cardoso Texera 217 CAVALLO, D., MUNDLAK, Y. Agrculture and economc growth n an open economy: the case of Argentna. Washngton, D. C.: Internatonal Food Polcy Research Insttute. 1982, 162 p. (Research Report, n. 36). EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA EMBRAPA. Servços Sstema de Produção Café. Dsponível em: <http://www. cnpab.embrapa.br>. Acesso em: 08 de agosto de FONSECA, J. S.; MARTINS, G. A. Curso de estatístca. São Paulo: 6ª ed. São Paulo: Atlas, p. GARCIA, S.; TEIXEIRA, E. Investmento e mudança tecnológca na economa braslera. Revsta braslera de economa, v. 45, n. 4, p , GUJARATI, D. N. Econometra básca. São Paulo: MAKRON Books, 2000, 845 p. HAYAMI, Y., RUTTAN, V. Desenvolvmento agrícola: teora e experêncas nternaconas. Brasíla: EMBRAPA, p. PROGRAMA NACIONAL DE FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR PRONAF. Quem somos? Perguntas. Dsponível em: <http://www.pronaf.gov.br>. Acesso em: 21 de agosto de SCHULTZ, T. W. A transformação da agrcultura tradconal. Ro de Janero: Zahar, p. SCHUMPETER, J. A. A teora de desenvolvmento econômco. São Paulo: Nova Cultura, p. SILVA, G. L. S. P.; CAMARGO, H. C. E. Como medr a produtvdade agrícola: concetos, métodos e aplcações. IEA/SP. Relatóro de pesqusa, n. 3, 29 p SILVA, S. P. ; TEIXEIRA, E. C. Determnantes da adoção da tecnologa planto dreto na cultura da soja em Goás. Revsta de Economa e Socologa Rural. v. 40, n. 2, p , VENDA NOVA (2004). Hstórco Hstóra da cdade. Dsponível em: <http://www.vendanova.com.br>. Acesso em: 11 de feverero de Recebdo em novembro de 2005 e revsto em abrl de 2006 RER, Ro de Janero, vol. 44, nº 02, p , abr/jun 2006 Impressa em junho 2006

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