reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities

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1 A Importânca da Educação para a Recente Queda da Desgualdade de Renda Salaral no Brasl: Uma análse de decomposção para as regões Nordeste e Sudeste Valdemar Rodrgues de Pnho Neto Técnco de pesqusa do Insttuto de Pesqusa e Estratéga Econômca do Ceará IPECE. Graduando em economa, UFC-FEAAC. Av. General Afonso Albuquerque Lma, S/N Cambeba Cep Fortaleza / Ceará Fones: (85) E-mal: Flavo Atalba Flexa Daltro Barreto Dretor Geral do Insttuto de Pesqusa e Estratéga Econômca do Ceará IPECE e professor do CAEN/UFC. Doutor em Economa, FGV. Av. General Afonso Albuquerque Lma, S/N Cambeba Cep Fortaleza / Ceará Fones: (85) E-mal: Janaína Rodrgues Feó Bolssta de Incação Centífca (INCT/CNPQ) e Pesqusadora do LEP/CAEN/UFC Graduanda em economa, UFC-FEAAC. Av. da Unversdade, andar Benfca - Fortaleza, CE (85) Fones: (85) E-mal:

2 A Importânca da Educação para a Recente Queda da Desgualdade de Renda Salaral no Brasl: Uma Análse de Decomposção para as Regões Nordeste e Sudeste Resumo A alta concentração de renda é, atualmente, um dos prncpas problemas enfrentados pelo Brasl. A mportânca que deve ser dada às causas da desgualdade, além de estar lgada a questões de equdade socal, ustfca-se também pelo fato dela estar assocada ao crescmento econômco, à pobreza e, conseqüentemente, ao bem-estar da população. Pensando nsso, este trabalho procurou analsar a evolução dos dferencas de rendmentos no período de 2001 a 2008 com base na Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD), buscando entender a conexão exstente entre educação, mercado de trabalho e desgualdade de renda. Um melhor entendmento do que vem ocorrendo no mercado de trabalho permte aos formuladores de polítca públca tomar decsões no sentdo de reduzr a desgualdade de forma menos dspendosa para o Estado. Percebeu-se que a partr de 2001 a concentração de renda no Brasl passou a declnar de forma consstente, ao mesmo tempo em que se observaram melhoras sgnfcatvas na educação. Verfcou-se nesse trabalho, utlzando uma metodologa de decomposção da desgualdade de rendmentos, que a ocorrênca desses dos eventos estão estretamente relaconados. Os resultados obtdos apontaram que os prncpas fatores responsáves pela queda recente da desgualdade de renda foram os avanços observados na educação e as própras mudanças na dnâmca do mercado de trabalho. De modo geral a educação fo responsável por explcar mas de 40% da desgualdade de rendmento regstrada em 2001 e 2008, contrbundo também sgnfcatvamente para sua queda entre esses dos anos. Esses resultados mostraram o mportante papel que a educação teve na redução das dspardades de renda no Brasl e nas regões Nordeste e Sudeste do país, evdencando que o combate às desgualdades socas requer necessaramente uma amplação e melhora do sstema educaconal. Palavras Chaves: desgualdade, educação e mercado de trabalho. Abstract The hgh concentraton of ncome s currently one of the man problems faced by Brazl. The mportance should be gven to the causes of nequalty, as well as beng lnked to ssues of socal equty, s also ustfed by ts beng lnked to economc growth, poverty and, consequently, the well-beng of the populaton. Wth ths n mnd, ths study sought to analyze the evoluton of ncome dfferentals n the perod 2001 to 2008 based on Natonal Sample Survey (PNAD), seekng to understand the connecton between educaton, labor market and ncome nequalty. A better understandng of what s happenng n the labor market allows formulators of publc polcy decsons to reduce nequalty n a less costly for the state. It was noted that from 2001 the concentraton of ncome n Brazl started to declne consstently at the same tme that sgnfcant mprovements n educaton. There was ths work, usng a methodology of decomposton of ncome nequalty, the occurrence of these two events are closely related. The results ndcated that the man factors responsble for the recent fall n ncome nequalty were the advances made n educaton and the very dynamc changes n the labor market. Overall educaton was responsble for explanng more than 40% of ncome nequalty recorded n 2001 and 2008, contrbutng sgnfcantly to hs fall between these two years. These results showed the mportant role that educaton has had n

3 reducng ncome dspartes n Brazl and the Northeast and Southeast regons of the country, showng that the fght aganst socal nequaltes necessarly requre an expanson and mprovement of the educatonal system Keywords: Inequalty, Educaton and Labor Market

4 1. INTRODUÇÃO As questões lgadas à desgualdade socoeconômca em uma socedade, bem como os problemas que surgem devdo a sua exstênca têm sdo obeto de estudos de dversas áreas. Há algum tempo se estuda esse assunto no Brasl, tendo em vsta que as questões relaconadas ao melhor entendmento da dnâmca da desgualdade remetem a nformações relevantes para tomada de decsão e formulação de estratégas de polítcas públcas. A mportânca em se estudar esse tema está relaconada prmeramente ao fato de que, em geral, as socedades têm preferênca por eqüdade, portanto, esta tem um mpacto dreto sobre o bem-estar socal. Além dsso, a desgualdade reduz o efeto potencal que o crescmento econômco tem sobre a redução da pobreza e preudca o própro crescmento ao mpor uma sére de custos socas e econômcos à atvdade produtva e à socedade. Nesse sentdo, a mportânca desse tema torna-se evdente quando se quer analsar o bem-estar da população, pos a elevada concentração da renda dfculta a apropração dos benefícos e dos ganhos advndos do crescmento econômco por parte das pessoas mas pobres (BARRO, 2000). Nesse aspecto, falar smplesmente de crescmento da renda per capta torna-se um tanto lmtado quando se desea avalar o bem-estar da população. Essa lmtação é mas presente ao se fazer comparações entre regões do país com níves dstntos de desgualdade e de dferentes característcas socoeconômcas, como por exemplo, entre as regões Nordeste e Sudeste do país. O Brasl, apesar das melhoras alcançadas recentemente, contnua sendo um país caracterzado por possur uma alta desgualdade de renda, estando entre os 10% dos países com por índce de Gn 1 do mundo. Esse alto nível de concentração se reflete em elevados índces de pobreza e em más condções de vda da população. No entanto, como bem documentado em Ramos (2006), a partr do Plano Real e mas ntensamente após 2001 a desgualdade de renda no Brasl passou a car de forma nnterrupta, sendo que o mesmo padrão se verfca em todas as suas regões. Esse fato pode ser atrbuído à recuperação dos rendmentos reas proporconado pela redução das altas taxas de nflação que exstam nos anos anterores à mplantação do referdo plano e a uma melhora na dstrbução de rendmentos no mercado de trabalho. Ramos e Vera (2000), Ramos (2006) e Soares (2006) caracterzam a recente queda da desgualdade como resultado das mudanças na própra dnâmca do mercado de trabalho, de onde vem a maor parte da renda das pessoas, prncpalmente dos ndvíduos mas pobres, que possuem exclusvamente a força de trabalho como atvo capaz de gerar rquezas. Soares et al (2006) concluem que em méda a renda do trabalho representa algo em torno de 75% da renda total do país, consderando o período Como aponta Hoffmann (2006), utlzando-se de uma metodologa que decompõe o índce de Gn, a contrbução da renda do trabalho para a varação desse índce entre 2001 e 2004 fo de quase 68%, porém, consderando o período de 1995 a 2004, Soares et al (2006) concluem que a contrbução desse componente da renda fo anda maor, em torno de 85%. Dado esse fato, verfca-se a necessdade de um estudo mas detalhado da stuação do país no que se refere à evolução da desgualdade, bem como os determnantes por trás desse fenômeno, nesse aspecto, entender o mercado de trabalho é de extrema mportânca. Outro tema freqüentemente tratado na lteratura sobre desgualdade dz respeto ao fato de que o Brasl, que é um país de grande dmensão terrtoral, sofre de consderáves desequlíbros regonas, como pode ser percebdo ao se comparar os ndcadores socas de suas regões. Nesse sentdo, alguns trabalhos apontam que o dferencal de renda exstente entre as regões brasleras pode, em grande parte, ser explcado pelas dspardades educaconas (PESSOA, 2001, PESSOA et al. 2007). Baseado nsso, esse trabalho avala os fatores determnantes da desgualdade de renda salaral e da sua queda recente, destacando o papel da educação nesse processo e o fato de que as regões do país possuem dnâmcas econômcas dstntas. Dto sso, a nvestgação desenvolvda nesse trabalho será dreconada às regões Nordeste e Sudeste e ao país como um todo. 1 Este índce é calculado tendo como base a curva de Lorenz e mede o grau de desgualdade na dstrbução da renda entre os ndvíduos. Seu valor pode varar teorcamente desde 0, quando não há desgualdade (as rendas de todos os ndvíduos têm o mesmo valor), até 1, quando a desgualdade é máxma (apenas um ndvíduo detém toda a renda da socedade e a renda de todos os outros ndvíduos é nula).

5 O estudo da desgualdade de renda salaral, bem como o seu acompanhamento no tempo, e os fatores que nfluencaram na sua recente queda, torna-se de grande relevânca para se obter um dagnóstco mas precso da dnâmca da desgualdade braslera. Conseqüentemente, essa nvestgação se mostra mportante para a adoção de polítcas públcas mas efetvas, pos nos permte analsar em que medda a concentração de renda é afetada pelo própro desempenho do mercado. A questão central a se nvestgar é, portanto, se a desgualdade de rendmentos está sendo gerada no própro mercado de trabalho ou se esta é apenas um reflexo dos dferencas de educação exstentes entre trabalhadores, pelo fato da educação ser má dstrbuída entre os ndvíduos e afetar dretamente seus atrbutos produtvos. Para atender ao obetvo proposto nesse trabalho, utlzou-se dados da Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) para o ano de 2001, por ser o ano a partr do qual houve uma queda consstente na desgualdade, e A metodologa a ser utlzada decompõe a equação de Mncer e permte medr qual a porcentagem da desgualdade de rendmentos que pode ser atrbuída a cada varável explcatva da equação de saláros. A outra decomposção utlzada nesse trabalho, chamada de decomposção da dferença, tem como obetvo mostrar qual o peso de cada uma destas varáves na mudança de uma medda de desgualdade entre dos períodos de tempo. Esse trabalho está organzado em ses seções. A prmera corresponde a essa ntrodução, que descreve a motvação para se estudar a desgualdade no Brasl e em suas regões. Na segunda parte buscase verfcar evdêncas da recente redução da desgualdade braslera e das melhoras no nível educaconal da população. Na tercera seção encontra-se o referencal teórco que mostra como se dá a relação entre desgualdade de renda e educação no mercado de trabalho e faz-se também uma breve revsão da lteratura, contendo alguns dos resultados e evdêncas á encontradas em trabalhos anterores que nvestgaram esse tema. Na parte quatro há o detalhamento da base de dados utlzada para gerar as estmatvas e descreve a metodologa de decomposção da desgualdade a ser adotada. Na qunta seção encontram-se os resultados das estmatvas obtdas para a regressão de saláros e os resultados da decomposção para o Nordeste, Sudeste e Brasl, no período de 2001 a 2008, quando é possível dentfcar quas os fatores determnantes para a queda da desgualdade observada recentemente. Na sexta parte têmse as consderações fnas do trabalho, onde se resume os prncpas resultados encontrados, e se propõe polítcas voltadas para o mercado de trabalho e sugestões para possíves avanços a essa pesqusa. 2. EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE A DESIGUALDADE DE RENDA E EDUCAÇÃO NO NORDESTE, SUDESTE E BRASIL Como destacado na seção anteror, a partr de 2001 a desgualdade passou a declnar consstentemente e ao mesmo tempo aconteceu um progresso educaconal no país, melhorando dversos ndcadores como anos de estudo e taxa de alfabetzação da população. Além dsso, houve melhoras no acesso da população aos servços educaconas, reduzndo, portanto, a desgualdade de oportundades que antes se mostravam mas presentes. Nesse sentdo, esta seção busca evdencar as modfcações ocorrdas na desgualdade de renda e na educação a partr de A Tabela 1 lustra a recente queda da desgualdade, com base no coefcente de Gn e no índce de Thel 2 da renda domclar per capta, no período de 2001 a 2008 para o país e para as duas regões brasleras seleconadas para a análse. 2 Esse índce, que é baseado nas meddas de entropa generalzada, mede o grau de desgualdade na dstrbução da renda domclar per capta entre os ndvíduos. Ele é representado pelo logartmo da razão entre a méda artmétca e geométrca das rendas. Quanto maor esse índce maor a desgualdade na dstrbução, no caso em que houver perfeta dstrbução da renda, a méda artmétca será gual a geométrca, a razão entre as duas médas será gual a undade e, conseqüentemente o índce de Thel assumrá valor zero.

6 Tabela 1: Evolução da desgualdade de renda domclar per capta Nordeste, Sudeste e Brasl Ano\Regão GINI THEIL Nordeste Sudeste Brasl Nordeste Sudeste Brasl ,60 0,57 0,60 0,79 0,65 0, ,59 0,56 0,59 0,78 0,65 0, ,58 0,56 0,58 0,73 0,62 0, ,58 0,54 0,57 0,74 0,59 0, ,57 0,54 0,57 0,71 0,59 0, ,57 0,54 0,56 0,73 0,58 0, ,57 0,52 0,56 0,68 0,55 0, ,56 0,52 0,55 0,67 0,54 0,61 Fonte: Calculado com base na PNAD. Com base na Tabela 1 se percebe que o Nordeste é a regão com maor nível de desgualdade dentre as regões estudadas, apresentando um coefcente de Gn de 0,60 em 2001, que cau para um valor de 0,56 em 2008, redução sgnfcatva, tendo em vsta que esse coefcente é lmtado entre zero e um. Com base no índce de Thel, chega-se a conclusões semelhantes, com o Nordeste apresentando desgualdade superor ao Sudeste e ao Brasl. Vale destacar que, para as duas regões e para o país observou-se uma redução sgnfcatva da desgualdade durante o período de 2001 a 2008, ndependente do índce que se quera analsar. Para se ter déa mas precsa do nível de concentração, a qual o país anda se depara, a Fgura 1 apresenta, para o ano de 2008, a proporção da renda total aproprada por cada decl da dstrbução, permtndo-se assm, uma análse estratfcada das dspardades exstentes. Tanto no Nordeste quanto no Sudeste e no país exste um elevado grau de concentração de renda nas mãos da décma parte da população consderada mas rca. Para ctar os valores extremos da dstrbução observa-se que no Nordeste, os 10% mas pobres possuem menos de 1% da renda total da regão, enquanto que mas de 45% da renda total está concentrada nas mãos dos 10% mas rcos. Para o Sudeste os 10% mas rcos acumulam 41% da renda enquanto que os 10% mas pobres possuem pouco mas de 1%. Fgura 1: Proporção (%) da renda total da economa aproprada pelos ndvíduos pertencentes a cada decíl da dstrbução de renda - Nordeste, Sudeste e Brasl º 2 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Fonte: Calculado com base na PNAD. Nordeste Sudeste Brasl Como dto anterormente, ao mesmo tempo em que se observaram melhoras na dstrbução de renda, aconteceram também avanços sgnfcatvos na educação do país. Como forma de lustrar esses avanços, a Tabela 2 apresenta a evolução de dos ndcadores educaconas báscos comumente utlzados: Anos médos de estudo das pessoas com 25 anos ou mas e Taxa de analfabetsmo da população acma de 15 anos, para as regões brasleras seleconadas e para o Brasl.

7 Tabela 2: Anos médos de estudo (pessoas de 25 anos ou mas) e Taxa de analfabetsmo (pessoas com 15 anos ou mas) - Nordeste, Sudeste e Brasl Ano\Regão Anos de Estudo Taxa de Analfabetsmo Nordeste Sudeste Brasl Nordeste Sudeste Brasl ,44 6,68 5,96 24,25 7,51 12, ,61 6,83 6,13 23,36 7,18 11, ,74 6,97 6,28 23,15 6,83 11, ,92 7,13 6,39 22,43 6,62 11, ,04 7,24 6,52 21,90 6,58 11, ,25 7,49 6,74 20,73 6,01 10, ,43 7,63 6,88 19,93 5,78 10, ,61 7,80 7,05 19,41 5,81 9,96 Fonte: Calculado com base na PNAD. Os resultados ndcam que houve uma queda na taxa de analfabetsmo nas duas regões analsadas, mostrando que está havendo uma melhora nos níves educaconas da população braslera na últma década. As maores taxas de analfabetsmo são regstradas para o Nordeste, que em 2008 anda possuía quase 20% da população acma de 15 anos na condção de analfabeta. Verfcou-se anda que o Sudeste encontrava-se relatvamente em melhor stuação do que o Nordeste e do que o país. Com relação aos anos de estudo da população acma de 25 anos verfcou-se o mesmo padrão, com o Nordeste em por stuação, com uma méda de 4,44 anos de estudo em 2001 e de 5,61 em Para se ter déa dos desequlíbros regonas exstentes em termos de níves educaconas da população, o Sudeste desde 2001 á apresentava uma stuação melhor do que o Nordeste em 2008, vsto que essa regão á contava com uma méda superor a 6 anos de estudo. Esses dos fatos, queda da desgualdade e melhora na educação, podem estar estretamente relaconados entre s, e a conexão entre eles é feta prncpalmente va mercado de trabalho, por ser o lugar onde as melhoras educaconas passam a refletr-se em maores rendmentos. Deve-se perceber, no entanto, que nem todos os membros da população benefcaram-se gualmente desse avanço educaconal, pos há a possbldade de ndvíduos com guas anos de estudo, ao ngressarem no mercado de trabalho, não consegurem obter os mesmos retornos salaras. Isso faz com que os avanços educaconas não se refltam em melhoras de renda de forma eqütatva. Isso se deve à menor qualdade da educação oferecda à população de mas baxa renda, que os tornam com menor produtvdade e, conseqüentemente, passam a receber saláros nferores. Outra possbldade para explcar esse fato seram as dferentes redes socas de contato a que os ndvíduos estão submetdos, que podem varar de acordo com o nível de renda que estes possuem. Uma dscussão sobre esse assunto pode se encontrada em Martns e Perera (2004) e Bartalott e Leme (2007). 3. ASPECTOS TEÓRICOS E REVISÃO DA LITERATURA O obetvo desta seção é dscutr o arcabouço teórco apresentado na lteratura que serve de base para nvestgar de manera coerente e ntegrada as váras formas de desgualdade e como esta se manfesta, bem como, dentfcar as fontes de produção e reprodução da mesma. Além dsso, nessa seção busca-se mostrar sucntamente alguns dos resultados á encontrados em trabalhos empírcos que nvestgaram sobre esse tema. Para Barros e Mendonça (2007), a dfculdade em se estudar de forma mas abrangente e se explcar completamente os determnantes da desgualdade salaral vem do fato desta ser resultado de uma complexa nter-relação entre fatores socoeconômcos, polítcos e nsttuconas. Os estudos envolvendo desgualdade de renda no Brasl ncaram-se ntensvamente após a década de 60. A atenção dada ao mercado de trabalho nesses estudos é devda ao fato de que a maor parte da renda das pessoas advém dos saláros. Trabalhos recentes mostram que a maor parte da queda na desgualdade de renda per capta ocorrda na últma década fo resultado de mudanças na dstrbução da renda do trabalho, como pode ser vsto em Soares (2006), Ipea (2006), Hoffmann (2006) e Veras et al (2006).

8 Nesse aspecto, a dnâmca e as mudanças nesse mercado tem, potencalmente, um forte mpacto sobre as dspardades de renda exstentes e sobre a sua queda observada na últma década. As teoras atuas relaconadas a esse assunto apontam que o mercado de trabalho é tanto gerador quanto reprodutor de desgualdade. Portanto, devem-se nvestgar as suas dversas fontes de produção e de reprodução, buscando entender como e em que grau cada uma destas se manfesta no mercado. No âmbto da equdade e da ustça socal, Barros e Mendonça (1995) consderam dos tpos de desgualdade, encontradas no mercado de trabalho: desgualdade de condções e desgualdade de resultados. A desgualdade de condções ocorre anda antes de os ndvíduos ngressarem no mercado de trabalho, em uma fase que os autores consderam ser de preparo para a competção. Nesta fase os ndvíduos procuram utlzar-se de suas habldades natas, recursos públcos e prvados para acumular determnados níves de captal humano e posterormente obter bons resultados em termos de saláros. Por outro lado a desgualdade de resultados ocorre á no própro mercado de trabalho, quando se consdera dos componentes: um representado pelas dferenças ndvduas devdo ao tempo de preparação, corroborando com a desgualdade de condções e a teora do captal humano, e outro devdo às dferenças não relaconadas à preparação, como por exemplo, segmentação e dscrmnação no mercado de trabalho. Do ponto de vsta da ustça socal o segundo componente é mas ndeseável e nustfcável, pos representa a parte da desgualdade que é gerada durante a competção. No entanto, a desgualdade de condções pode ser conseqüênca da desgualdade de oportundades, que também não é etcamente nem socalmente deseável. Por outro lado, a fração da desgualdade assocada aos atrbutos produtvos ndvduas obtdos durante o período de preparação para ngresso no mercado de trabalho é mas socal e etcamente ustfcável, pos representa uma desgualdade apenas revelada, e não produzda, pelo mercado de trabalho. Partndo das teoras do captal humano, a reprodução da desgualdade no mercado de trabalho ocorre devdo ao fato de que os trabalhadores são dferentes em termos de qualdade. Assm, a desgualdade de renda depende da dstrbução dos trabalhadores no que se refere aos atrbutos produtvos e depende também do relaconamento entre a referda qualdade do trabalhador e o seu respectvo saláro, ou sea, do retorno proporconado pelo seu captal humano. Assm, a desgualdade salaral aumenta na medda em que se elevam os dferencas de qualdade da mão-de-obra e na medda em que se eleva o retorno salaral da qualdade da mesma. O mercado de trabalho, por tanto, não transformara nenhuma desgualdade se não exstsse prevamente dferencas entre os trabalhadores em termos de produtvdade. Nesse sentdo, a qualdade do fator trabalho pode ser bem representada por dos atrbutos: nível educaconal e experênca. A partr do trabalho de Langon (1973), város outros estudos verfcaram o papel que a educação desempenhou na explcação da desgualdade salaral no Brasl. Observou-se que o sstema educaconal braslero é o prncpal responsável pelos elevados níves de desgualdade percebdos ao longo da década. Com respeto a experênca acumulada ao longo do cclo de vda, percebe-se que esta nfluenca de manera dreta a produtvdade dos trabalhadores, porém, esta nformação não é dretamente observada nas bases de dados exstentes no país, geralmente se usam proxes para representá-la, como a dade do trabalhador. Se todos os trabalhadores e postos de trabalhos fossem homogêneos, o mercado se preocupara apenas em defnr o valor dos saláros pagos, que seram guas para todos, não havendo motvo nenhum para que se remunerem pessoas em guas condções de manera dstnta. No entanto, percebe-se que na realdade trabalhadores com atrbutos produtvos semelhantes recebem remunerações dferentes quando partcpam do mercado de trabalho, o que se trata da cração de desgualdade por parte do mesmo e pode ser consderada uma das mperfeções desse mercado. Nesse sentdo, Ramos e Vera (2000) apontam para dversos fatores que podem contrbur para que haa mudanças na dstrbução de rendmentos, entre eles, a heterogenedade dos trabalhadores, segmentação exstente no mercado de trabalho e a dscrmnação. De acordo com a lteratura esses dos últmos mostram-se como geradores de desgualdade e são provenentes de mperfeções no mercado de trabalho, uma vez que os saláros pagos passam a não refletr corretamente a produtvdade margnal do fator trabalho. Já a heterogenedade dos trabalhadores se mostra como reveladora de desgualdade, pos a

9 remuneração dferente se deve ao fato de que os trabalhadores são também dferentes em termos de dotação de atrbutos produtvos. Barros et al. (2007) e Ramos e Vera (2001) mostram que formas de dferencação salaral por heterogenedade podem ser vstas quando os trabalhadores com característcas ndvduas que os tornam mas produtvos, como maor nível educaconal ou mas experênca, recebem uma maor remuneração. Quando se dferenca os saláros com base no fato do trabalhador ser sndcalzado ou ter cartera assnada, que a prncípo não afetam a produtvdade, tem-se um exemplo de segmentação no mercado de trabalho. Por outro lado, observa-se dscrmnação quando os trabalhadores, devdo à fatores nãoprodutvos, recebem saláros dstntos, ao desempenharem a mesma tarefa e sendo, portanto, perfetamente substtuíves, como exemplo pode-se destacar a dscrmnação por sexo ou por raça. Com base nesse racocíno alguns autores (MENEZES FILHO, 2001; VELLOSO, 1975; BARROS, HENRIQUES e MENDONÇA, 2000; SATTINGER, 1993) chegam à conclusão de que uma consderável parte da desgualdade de rendmentos no Brasl é fruto dos dferencas dos trabalhadores em termos de captal humano. Sendo assm, a educação torna-se um mportante fator para explcar parte da recente queda da desgualdade, tendo em vsta que a dstrbução de saláros é resultado de como a educação está dstrbuída entre os ndvíduos. Corroborando com essa déa, Langon (2005) mostra uma estreta relação exstente entre a desgualdade de renda no Brasl e a lenta expansão do sstema educaconal do país. Na últma década observou-se no Brasl um consderável progresso educaconal ao mesmo tempo em que a desgualdade passou a declnar consderavelmente. Desde então, mutos estudos buscaram analsar as relações exstentes entre esses dos eventos. Duas maneras pelas quas o captal humano podera afetar a desgualdade de rendmentos são freqüentemente tratadas na lteratura. Por um lado, consdera-se o efeto quantdade, onde se percebe que quanto mas desguas forem os trabalhadores em termos de captal humano maor tende a ser a desgualdade de rendmentos, uma vez que, o saláro do trabalhador vara postvamente com o seu nível educaconal. Por outro lado, quanto maor o retorno da educação sobre o rendmento, para uma dada desgualdade de captal humano, maor tende a ser a desgualdade de renda salaral revelada pelo mercado, esse é o chamado efeto preço. Percebe-se, portanto que a contrbução da educação para as modfcações na dstrbução de renda depende de como ela própra está dstrbuída entre os ndvíduos e ao mesmo tempo depende de como a remuneração dos trabalhadores se mostra sensível ao captal humano. Apesar de a lteratura tratar desses dos efetos, preço e quantdade, referndo-se à educação o mesmo argumento é váldo para qualquer atrbuto produtvo ou característca dos ndvíduos, ou sea, a desgualdade salaral depende tanto da dstrbução das característcas ndvduas entre os trabalhadores quanto do retorno que esse atrbuto, ou característca, gera sobre o seu rendmento. Ramos e Res (2008) e Ferrera e Veloso (2003) concluem que a educação dos ndvíduos se mostra com um elevado grau de persstênca entre as gerações o que torna a stuação da desgualdade no país anda mas grave e de dfícl reversão. Isso ocorre por que os ndvíduos com pas mas educados geralmente apresentam um nível médo de escolardade maor. Além dsso, esses estudos revelam que a educação dos pas nfluenca de forma sgnfcatva tanto o rendmento quanto o retorno monetáro de cada ano adconal de estudo dos flhos, o mesmo resultado é encontrado em Lam e Schoen (1994). Assm, percebe-se que no Brasl a mobldade educaconal entre as gerações é, de certa forma lmtada, portanto, essa nérca tem mpacto dreto na desgualdade futura de renda, fazendo com que ela sea bem mas persstente ao longo do tempo. No aspecto regonal, estudos anterores á evdencaram que no Sudeste a educação é mas bem dstrbuída entre os ndvíduos, e que o aumento do acesso aos servços educaconas se reflete em um menor grau de desgualdade de renda entre as pessoas e entre as regões do país. Portanto, a educação afeta tanto as dspardades de renda entre ndvíduos quanto os dferencas de renda méda observado entre as regões, pos, como aponta Salvato et all (2007), mas da metade do dferencal de rendmentos exstente entre Nordeste e Sudeste podem ser atrbuídos às dferenças educaconas que há entre as duas regões. A Fgura 2 apresenta o dagrama que resume o arcabouço teórco utlzado por esse trabalho, mostrando resumdamente os meos pelos quas a desgualdade é gerada e revelada pelo mercado de trabalho, fazendo-se a conexão entre desgualdade de renda, mercado de trabalho e educação.

10 Fgura 2: Dagrama - Resumo do arcabouço teórco Queda recente na desgualdade de renda Parcela devda a mudança nas rendas não dervadas do trabalho Parcela devda a mudança na dstrbução das remunerações do trabalho Reprodução de desgualdade: parcela devda à mudança na dstrbução dos atrbutos produtvos entre os trabalhadores Produção de desgualdade: parcela devda às mperfeções do mercado de trabalho Heterogenedade dos trabalhadores: Educação e experênca Dscrmnação Segmentação Fonte: Elaboração própra. Adaptado de Barros, Franco e Mendonça (2007). 4. METODOLOGIA E BASE DE DADOS Essa seção destna-se à descrção da metodologa de decomposção da equação de saláros, com a qual será possível saber quas os fatores mas mportantes para explcar a desgualdade salaral, bem como sua varação no Brasl e nas regões Nordeste e Sudeste, além dsso, faz-se uma descrção da base de dados a ser utlzada. 4.1 Metodologa Tem sdo tradção na lteratura, economstas e outros pesqusadores socas tentarem entender os determnantes da renda salaral por meo do uso de modelos de regressão de saláros, utlzando-se da estmação da equação de Mncer. De manera geral, o logartmo do saláro do ndvíduo é regreddo sobre uma sére de varáves explcatvas, que representam os atrbutos produtvos e suas característcas ndvduas. No entanto, faz-se necessáro o uso de algum método que use a nformação contda nestas regressões para gerar resultados que explquem não só os determnantes da renda salaral, mas o peso que cada uma das varáves da equação tem na explcação da desgualdade de rendmentos. Felds (2003), baseado no trabalho de Shorrocks (1982), apresentou um novo tpo de metodologa para decomposção da desgualdade de rendmentos, medda pela varânca do logartmo. Esta decomposção parte da estmação de uma regressão de saláros, como á vem sendo feto em város trabalhos centífcos, com a vantagem de ser possível desagregar seus dferentes componentes segundo a

11 sua contrbução para a desgualdade total. A partr dessa metodologa, pode-se obter a contrbução de cada um dos componentes da equação de Mncer na determnação das dspardades salaras. Quando somadas estas contrbuções obtém-se 100%, ndcando que a contrbução de cada varável explcatva para a desgualdade de rendmentos é separadamente adtva. Esta metodologa pode ser dvdda em duas partes: Decomposção em Nível e Decomposção da Dferença Decomposção em Nível A decomposção em nível tem o obetvo de obter a contrbução de cada varável explcatva da equação Mncerana para a desgualdade salaral. Esta decomposção é orgnada de uma equação de saláros do tpo log-lnear: m ln Y x 0 (1) Onde a varável dependente (saláro-hora) é usada na forma de logartmo natural, x representa a -ésma varável explcatva. Para permtr que o modelo tenha um ntercepto faz-se x 0 =1. As varáves explcatvas, x, representam característcas observáves do ndvíduo, conforme será descrto na Tabela 3 da próxma subseção, onde se descreve detalhadamente todas as varáves do modelo. Por causa da propredade de adtvdade, todas as varáves ndependentes devem ser exógenas. O termo de erro aleatóro,, é dado por x m, com m =1, e assummos ser estocástco e atender às propredades clásscas usuas. A partr da equação de Mncer (1), tomando a covarânca dos termos dos dos lados, e supondo a hpótese de adtvdade, temos que: cov( m 0 x,ln Y ) m 0 cov( x,ln Y ) (2) O lado esquerdo da equação (2) é a covarânca da varável dependente, por defnção é a varânca de Assm, temos que: ln Y. ln Y, consgo mesma, que 2 (ln Y ) m 0 cov( x,ln Y ) (3) Dvdndo ambos os lados em (3) por 2 (ln Y ), temos que: 100% m 0 cov( 2 x, ln Y ) (ln Y ) m 0 S (ln Y ) (4) Ou sea, uma vez obtdos os pesos relatvos de desgualdade, S (ln Y ), a soma destes deverá resultar na undade. Assm, a porcentagem da desgualdade explcada por cada componente da equação de saláros pode ser dada por: cov( x,ln Y ) S (ln Y ) 2 (ln Y ) (5) Usando anda o conceto de correlação e fazendo as substtuções necessáras em (5), chega-se ao segunte resultado fnal:

12 S (ln Y ) * ( x )* correl ( x (ln Y ),ln Y ) (6) Onde cada S (ln Y ) representa a parcela da varânca do logartmo da renda, ou sea, da desgualdade, atrbuída a -ésma varável explcatva da equação de saláros, nclundo o erro aleatóro, que é um substtuto das varáves omtdas. Assm, a decomposção em nível pode ser obtda a partr dos coefcentes estmados na equação de saláros, da dspersão, ou desvo padrão, das varáves utlzadas no modelo e da correlação das respectvas varáves explcatvas com a varável dependente. Logo, para o cálculo dos S ' s fo necessáro, além dos resultados da regressão, o uso das nformações contdas na matrz de correlação e na estatístca descrtva dos dados Decomposção da Dferença Dferentemente da decomposção em nível vsta anterormente, a decomposção da dferença tem o obetvo de atrbur pesos às varáves que contrbuíram para a mudança da desgualdade de renda entre dos períodos dstntos, no caso desse trabalho 2001 e Desta manera, este segundo tpo de decomposção pode nformar quas as varáves mas relevantes para explcar a dmnução ou o aumento de um determnado índce de desgualdade escolhdo. A decomposção da dferença obtda por (I(.)), representa a contrbução do -ésmo determnante da renda salaral do ndvíduo para a mudança de um determnado índce de desgualdade I (.). Nesse trabalho o índce de Gn fo escolhdo para fazer a decomposção, por ser amplamente utlzado em trabalhos envolvendo dstrbução de renda e também pelo fato desse ndcador atender a dversas propredades deseáves que um bom ndcador deve atender. Então, segundo Felds (2003), tem-se que: S,2 * I(.) 2 S,1 * I(.) 1 ( I(.)) (7) I(.) I(.) Na decomposção da dferença, assm como na decomposção em nível, a contrbução, ou peso relatvo de cada um dos determnantes da queda/aumento da desgualdade somados deve ser gual à undade, com a dferença que estes podem ser postvos ou negatvos, logo: % S,2 * I(.) I(.) 2 2 S,1 I(.) * I(.) 1 1 ( I(.)) (8) Quando (I(.)) >0, ndca que o -ésmo componente da equação de saláros contrbuu para uma queda da desgualdade, caso (I(.)) <0, percebe-se o contráro, esse componente fez com que a desgualdade se elevasse. É mportante notar que, ao contráro da decomposção em nível, a decomposção da dferença é sensível ao índce escolhdo, pos, pode-se perceber que (I(.)) é uma função de I (.), ou sea, a contrbução do -ésmo fator explcatvo da renda para a decomposção da dferença depende do índce de desgualdade que está se utlzando.

13 Segmentação Dscrmnação Heterogenedade 4.2 Base de Dados Os dados utlzados nesse trabalho foram extraídos da Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) do Insttuto Braslero de Geografa e Estatístca (IBGE). O trabalho pretende captar nformações regonas e fazer uma análse dos determnantes da desgualdade de rendmentos, entre eles a educação, em regões com característcas dstntas. Para sso, foram seleconadas nformações referentes ao Brasl e às regões Nordeste e Sudeste. As estmatvas serão geradas a partr de ses amostras de dos períodos, 2001 e Como é comum em trabalhos que estmam a regressão de saláros, fo necessáro antes fazer um fltro nos dados com o ntuto de dexar a amostra mas homogênea. Assm, os servdores públcos foram excluídos da análse, pos esses possuem uma dnâmca salaral dferente, onde o saláro não é fortemente nfluencado pelas forças do mercado. Além dsso, somente foram analsados trabalhadores com dade superor a 25 anos, e que possuíam nformação para todas as varáves utlzadas. Para se estmar a equação de saláros foram coletadas varáves que representam as característcas dos ndvíduos. Como dto anterormente, a varável dependente é o logartmo natural do saláro-hora da pessoa ocupada. A descrção das varáves utlzadas e a forma como elas entraram na regressão encontrase no Quadro 1. Quadro 1: Descrção das varáves explcatvas utlzadas na estmação Fontes de Desgualdade Varável Descrção da Varável Educação Assume valores de 0 a 15. O valor nulo mostra que o ndvíduo não completou o prmero ano de escolardade. Os valores de 1 a 14 mostram o número de anos de educação completos do ndvíduo. O valor 15 sgnfca que o ndvíduo possu 15 ou mas anos de escolardade. Idade Gênero Vara de 25 a 55 de acordo com os anos completos de dade do ndvíduo. Para mostrar que o logartmo natural dos saláros não vara lnearmente à dade, a varável dade elevada ao quadrado também é utlzada. Varável bnára que assume valor untáro para homens e nulo para mulheres. Raça Varável bnára que toma valor untáro para trabalhadores de raça branca e valor nulo em caso contráro. Formal Varável bnára que assume valor untáro para trabalhadores que possuem cartera assnada. Os trabalhadores que não possuem cartera assnada levam valor nulo. Snd Varável bnára que representa a flação do trabalhador a alguma entdade sndcal. Assume valor untáro quando o trabalhador é sndcalzado e valor nulo em caso contráro. Fonte: PNAD/IBGE.

14 Vale ressaltar que a escolha das varáves explcatvas fo baseada nas três fontes de desgualdade descrtas pela lteratura: heterogenedade, segmentação e dscrmnação. Com o uso dessas varáves é possível perceber em que medda o mercado de trabalho está gerando desgualdade e em que medda ele está apenas reproduzndo uma desgualdade preexstente. As varáves explcatvas utlzadas para se gerar as estmatvas são, em grande parte, varáves dummes, com exceção dos regressores educação e dade, que são meddas de captal humano e da qualdade da mão-de-obra. Após a fltragem e a escolha das varáves a serem utlzadas, a amostra para a regão Nordeste totalzou observações para o ano de 2001 e observações para Para o Sudeste tem-se um total de observações em 2001 e em O número de observações para o Brasl em 2001 e 2008 fo de e , respectvamente. 4.3 Método de Estmação Para se fazer tanto a decomposção em nível quanto a decomposção da dferença, propostas nesse trabalho, faz-se necessáro que antes se estme a equação de saláros. Esta seção tem o obetvo de ustfcar o método de estmação escolhdo. Se a equação de saláros segur todas as hpóteses do modelo clássco de regressão lnear a estmação pode ser feta por Mínmos Quadrados Ordnáros normalmente, mas se alguma das hpóteses for volada é necessáro usar alguma técnca econométrca para resolver ou atenuar possíves problemas. Um dos problemas que pode surgr na estmação da equação de Mncer é a endogenedade. Isto ocorre quando a correlação entre alguma das varáves explcatvas, x, e o erro aleatóro é dferente de zero, ou sea, cov( x, ) 0. Wooldrdge (2002) e Ner (2008) relaconam as prncpas fontes de endogenedade, entre elas: omssão de varáves, erros de medção e smultanedade. No caso desse trabalho a endogenedade está presente na varável educação. Card (1993) e Ner (2008) afrmam que a habldade ndvdual afeta postvamente tanto o saláro quanto a escolardade das pessoas, nesse sentdo, parte do retorno da educação se deve na verdade a uma maor habldade do ndvíduo, e não a educação propramente dta, levando a uma superestmação dos retornos educaconas. Além dsso, como a varável habldade não é faclmente observada em bases de dados brasleras, como na PNAD, por exemplo, sua ausênca no modelo causa uma correlação entre a varável educação e o erro aleatóro, crando problema de vés e nconsstênca na estmatva. Ner (2008) explca que o erro de medda na varável educação ocorre porque as pessoas não descrevem com exatdão a sua escolardade, geralmente nformam acma do valor verdadero, levando a uma subestmação dos retornos de cada ano adconal de estudo. Pode-se perceber que o vés causado por esses dos problemas vão em dreções contráras, gerando uma certa compensação. Além dsso, argumenta-se anda que nas equações de saláros não são levados em consderação outros benefícos não monetáros da escolardade, como retorno nas dmensões polítcas, pscológcas etc. Além deste problema de omssão de varável e erro de medda, outra fonte de endogenedade observada é a smultanedade (dupla causaldade) entre educação e o logartmo dos saláros. Sachda et al. (2004) ao estmar a equação de saláros seguem a recomendação de Wooldrdge (2002) e tentam soluconar este problema por meo da utlzação de mínmos quadrados ordnáros de dos estágos com varáves nstrumentas. Wooldrdge (2002) alerta para o fato de que a estmação da equação (1) por mínmos quadrados ordnáros mplca em estmatvas nconsstentes. O método de varáves nstrumentas possblta uma solução geral para o caso em que exste alguma varável endógena no modelo. Dstrbundo o somatóro na equação (1) e reescrevendo a equação como: ln Y 1x1 2x 2... m 1xm 1 0 (1) e supondo anda que x 1 sea endógena (nesse trabalho x 1 representa a educação do ndvíduo), ou sea, cov( x 1, ) 0, há a necessdade do uso de um nstrumento z, que pode representar uma varável

15 nstrumental ou um vetor de varáves nstrumentas. Este nstrumento deve ser correlaconado com a varável endógena, ou sea, cov( x 1, z ) 0, e não-correlaconado com o erro aleatóro, sto é, cov( z, ) 0. A utlzação do método de mínmos quadrados de dos estágos consste em estmar a varável potencalmente endógena x 1, nesse caso educação, como uma proeção lnear desta sobre todas as outras varáves explcatvas do modelo e a varável z, esse é o chamado prmero estágo. Para utlzar esse método, é precso ter uma varável observável z que srva como nstrumento e não estea na equação (1). Desta forma: x x x.. x z r (10) m 1 m 1 Onde, por defnção r atende as propredades do modelo clássco de regressão lnear, E ( r ) 0 e r não é autocorrelaconado e possu varânca constante. Além dsso, ele não deve ser correlaconado com as varáves explcatvas acma: x 2, x3,..., xm 1 e z. Por fm, é necessáro que 0. Na presença destas duas condções, pode-se dzer que z é um nstrumento da varável endógena do modelo. Após estmar a equação (10) no prmero estágo, obtêm-se o valor prevsto da varável potencalmente endógena x 1, e passa-se então para o estágo dos do método, quando se estma a regressão (1) utlzando-se o valor prevsto obtdo no prmero estágo como proxe para a própra varável endógena, educação. O canddato a nstrumento z escolhdo para ser utlzado na estmação da equação de saláros deste trabalho será a varável número de pessoas na famíla, também extraída das PNAD s de 2001 e A déa para a utlzação deste nstrumento é a de que exste uma relação nversa, entre educação e número de pessoas por famíla, como é explcado no estudo de De la Crox & Doepke (2003). De acordo com estes autores, quanto maor o número de pessoas em uma famíla, menor tende a ser a aqusção de anos de escolardade por parte de cada um de seus membros, devdo à restrção orçamentára. 5. RESULTADOS DA ESTIMAÇÃO E DA DECOMPOSIÇÃO Essa seção encontra-se dvdda em duas partes. Uma contém os resultados da estmação da equação de Mncer, que permte nferr quas os determnantes do nível de saláro dos trabalhadores. Na outra, encontram-se os resultados da decomposção, capaz de explcar os fatores que afetam a dstrbução dos saláros entre os trabalhadores, bem como as varações na desgualdade. De acordo com o que fo dto na seção anteror, o método de estmação escolhdo para o austamento da equação de saláros deste trabalho fo o de mínmos quadrados de dos estágos (2SLS), devdo prncpalmente à endogenedade da varável educação. 5.1 Resultados da Estmação Esta subseção apresenta as estmatvas do segundo estágo da equação de saláros, para as regões Nordeste, Sudeste e para o Brasl. Como dto, as estmatvas foram obtdas para os anos de 2001 e O obetvo da metodologa não é a estmação da equação de saláros em s, mas a possbldade de obter, com base nela, nformações que possbltem nferr como, e em que medda, as característcas ndvduas e os atrbutos produtvos, em especal a educação, têm mpactado na queda de desgualdade. No entanto, para uma melhor compreensão dos fatores que afetam os dferencas de saláros entre os ndvíduos no mercado de trabalho torna-se relevante que se faça antes a nterpretação dos resultados obtdos para as regressões estmadas. Vale destacar que as varáves utlzadas á foram descrtas no Quando 1, apresentado na subseção referente a base de dados. A Tabela 3 apresenta os resultados, untamente com os prncpas testes estatístcos utlzados, percebe-se que no geral os modelos

16 mostraram-se bem austados e os coefcentes apresentaram sgnfcânca estatístca e snas esperados de acordo com a teora. Tabela 3: Estmatvas de segundo estágo da Equação de saláro para o Nordeste, Sudeste e Brasl. Varável dependente: logartmo natural do saláro/hora 2001/2008 Varáves Explcatvas Nordeste Sudeste Brasl Nordeste Sudeste Brasl Educação 0,1557 0,1538 0,1635 0,1418 0,1467 0,1477 Gênero 0,4330 0,3425 0,3939 0,3767 0,3643 0,3690 Raça 0,0248 * 0,1018 0,1064 0,0448 0,0518 0,0977 Idade 0,0568 0,0530 0,0582 0,0473 0,0487 0,0469 Idade2-0,0005-0,0004-0,0005-0,0003-0,0004-0,0003 Formal 0,1748 0,1637 0,1602 0,1666 0,1175 0,1496 Snd 0,1017 0,1319 0,0988 0,0843 0,1193 0,0869 Constante -0,4396-0,0828* -0,3631-0,1780* 0,0329 * -0,0901* R² 0,4031 0,4413 0,4073 0,3306 0,6057 0,3156 Estatístca , , , , , ,47 Prob > 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Hausman* 0,0000 0,0074 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Nº de Observ Fonte: Estmatvas obtdas pelos autores e calculadas com erros robustos de Whte. Resultados obtdos no software Stata 11. * não sgnfcante a um nível de sgnfcânca menor que 1%. Os resultados mostram que nas duas regões estudadas e no Brasl, as pessoas mas educadas recebem uma remuneração sgnfcatvamente maor. Os retornos de cada ano adconal de estudo, em 2008, foram de 14,18% no Nordeste, de 14,67% no Sudeste e 14,77% no Brasl. Com respeto à varável gênero, que vsa analsar se há dscrmnação por sexo no mercado de trabalho, observa-se que, nas duas regões e no país, os homens são mas bem remunerados do que as mulheres. Além dsso, observa-se anda que o coefcente estmado dessa varável é maor do que os coefcentes das demas dummes, ndcando que as mperfeções do mercado de trabalho se encontram mas vsíves quando se trata da dscrmnação salaral entre esses dos grupos. Os resultados obtdos para a varável raça mostram que há dscrmnação racal no mercado de trabalho, com exceção da estmação para o Nordeste em 2001, onde a varável não se mostrou relevante para explcar o logartmo do saláro-hora. Para esse período, os resultados encontrados para o Sudeste foram que os brancos recebem por volta de 10,18% a mas que os negros, para o Brasl essa estmatva é de 10,64%. Para o segundo período observou-se que a dscrmnação racal, apesar de ser estatstcamente sgnfcatva, não é muto grande, prncpalmente no Nordeste, onde se estma que os brancos recebam em méda 4,48% a mas que os negros. Esses resultados são semelhantes aos encontrados por outros autores que nvestgaram a dscrmnação no mercado de trabalho braslero (BARROS et. al., 2007; BARTALOTTI E LEME, 2007; RAMOS E VIEIRA, 2001; SACHIDA et. al., 2004). A varável dade fo sgnfcatva em todas as regressões e, como se esperava, a relação não lnear entre a dade e o saláro mostrou-se válda. A relação côncava pode ser percebda pelo coefcente negatvo da varável dade quando esta é elevada ao quadrado. Conseqüentemente quanto maor a dade, mas alto o saláro-hora. Porém essa relação se nverte após a dade chegar a determnado nível, onde uma dade mas elevada passa a se refletr em menores saláros. Vale destacar que esse resultado corrobora com a teora do captal humano que dá suporte ao modelo econométrco. Quanto à segmentação no mercado de trabalho, os resultados apontam que os trabalhadores nformas recebam menores saláros, tanto nas regões Nordeste e Sudeste quanto no Brasl. As estmatvas para 2008 revelam que o smples fato do trabalhador possur cartera assnada aumenta o saláro em torno de 14,96% no Brasl e 11,75% no Sudeste, para o Nordeste essa estmatva é de 16,66%.

17 Observa-se anda, que o fato do trabalhador ser vnculado a entdades sndcas tem efeto postvo sobre os saláros. Em 2008 o trabalhador sndcalzado no Nordeste receba por volta de 8,43% a mas do que os não sndcalzados, enquanto que essa estmatva para o Sudeste e para o Brasl é de 11,93% e 8,69%, respectvamente. Como á destacado, todos os modelos apresentaram bom auste, pos, os valores dos coefcentes de determnação são grandes o sufcente para se reetar a hpótese nula de que o modelo não é globalmente sgnfcante. Além dsso, observa-se um R² próxmo ao encontrado em város outros trabalhos nessa área. O teste de Hausman ndcou que a hpótese de exogenedade fo reetada, ndcando que a varável educação é endógena na equação de saláros, uma vez que, os p-valores encontram-se muto próxmos de zero. Assm, o uso do método de mínmos quadrados de dos estágos (2SLS) é o mas aproprado se comparado aos mínmos quadrados ordnáros. 5.2 Resultados da Decomposção 3 Essa subseção tem por obetvo mostrar os resultados da decomposção em nível e da decomposção da dferença, no período de 2001 a A Tabela 4 reporta os resultados para o Nordeste e, como pode ser vsto, a educação pode ser consderada o prncpal determnante da desgualdade de saláros nessa regão. Em 2008, os anos de estudo do trabalhador foram responsáves por explcar 44,08% da desgualdade salaral, em 2001 sua contrbução era anda mas expressva, 49,91%. Tabela 4: Contrbução das varáves explcatvas para a desgualdade de renda Decomposção em nível e Decomposção da dferença para o Nordeste /2008 Varáves Explcatvas S(lnY) 2001 S(lnY) 2008 (GINI) Educação 0,4991 0,4408 1,0248 Gênero 0,0279 0,0290 0,0177 Raça 0,0025 0,0039-0,0104 Idade 0,0131 0,0136 0,0089 Formal 0,0403 0,0418 0,0273 Snd 0,0116 0,0090 0,0344 Resíduo 0,4055 0,4619-0,1027 Fonte: Elaborado pelo autor. Resultados obtdos no software Stata 11. Consderando a ordem de mportânca observa-se que, para os dos anos, a dferencação salaral por trabalhador com vínculo formal, tanto em 2001 quanto em 2008, se mostrou ser o segundo fator mas mportante na determnação da desgualdade salaral no Nordeste. Em 2001 o peso atrbuído à varável formal fo de 4,03% e em 2008 fo responsável por explcar 4,18% da desgualdade salaral. A varável gênero fo o tercero determnante mas mportante nos dos anos, sendo responsável por explcar 2,79% da desgualdade em 2001, e 2,90% em As demas varáves mostraram-se pouco relevantes na explcação da desgualdade salaral do Nordeste. Vale ressaltar que a varável raça não fo sequer estatstcamente sgnfcatva na equação de saláros para o ano de 2001, portanto, não se pode fazer nferêncas a seu respeto. Conforme a últma coluna da Tabela 4, que mostra a decomposção da dferença, pode-se conclur que todas as varáves explcatvas contrbuíram para que houvesse uma queda na desgualdade entre 2001 e A educação fo o prncpal fator responsável por essa queda, com uma contrbução líquda 3 A metodologa de decomposção á fo explcada na Seção 4. Porém deve-se destacar que para varáves explcatvas que entram na equação de saláros de forma lnear, seus respectvos S ' s terão uma nterpretação dreta. A nterpretação torna-se dferente para varáves que entram na equação de forma não-lnear, como dade e dade², a contrbução dessa varável para a desgualdade de rendmentos será representada pela soma dos seus dos S ' s - do lnear e do não-lnear.

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