A mobilidade ocupacional das trabalhadoras domésticas no Brasil

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A mobilidade ocupacional das trabalhadoras domésticas no Brasil"

Transcrição

1 A mobldade ocupaconal das trabalhadoras doméstcas no Brasl Resumo Kata Sato Escola de Economa de São Paulo Fundação Getúlo Vargas EESP-FGV André Portela Souza Escola de Economa de São Paulo Fundação Getúlo Vargas EESP-FGV O trabalho doméstco é a ocupação da maora das trabalhadoras brasleras. São mas de 6 mlhões de mulheres nesta ocupação. Este estudo tem como objetvo analsar a mobldade ocupaconal destas trabalhadoras. O trabalho examna até que ponto o fato de ter tdo o prmero emprego como trabalhadora doméstca afeta as trabalhadoras na escolha futura de sua ocupação.estma-se o efeto do prmero emprego como trabalhadora doméstca sobre a probabldade de ter a ocupação de doméstca atualmente. Para tanto, utlza-se o método de varáves nstrumentas de modo a controlar o vés de endogenedade entre a escolha da prmera ocupação e a ocupação atual. Os resultados mostram que o fato de ter tdo como prmero emprego o trabalho doméstco aumenta a probabldade das trabalhadoras permanecerem nesta mesma ocupação em comparação com quem não começou como doméstca. Quando o resultado é comparado com a estmação pelo Método de Mínmos Quadrados, ou seja, sem controlar por um possível vés de endogenedade, o resultado é três vezes maor. Estes resultados sugerem uma mobldade ocupaconal onde a escolha de nserção como empregada doméstca pode levar a uma armadlha de ocupação. Palavras-chave: trabalho doméstco, mobldade ocupaconal, método de varáves nstrumentas Abstract Domestc servant s the occupaton of the majorty of the Brazlan female workers. There are more than 6 mllon women n ths occupaton. Ths study analyzes the occupatonal moblty of these workers. It examnes the mpact of havng the frst job occupaton as servant worker n the lkelhood of beng a servant worker currently. Instrumental varable estmators are used n order to control for the potental endogenety bas of occupatonal choces and labor market outcomes. The results found show that a worker that starts as a servant worker has a hgher probablty of beng a servant worker currently compared to a worker that started to work n another occupaton. The IV results are three tme stronger than the OLS results, suggestng the exstence of mmoblty such that the startng and a domestc servant leads to an occupatonal trap. Key-words: Domestc servant, occupatonal moblty, nstrumental varable estmators. Área Anpec: Economa do trabalho Classfcação JEL: J24; J31; J62; O15. 1

2 1. Introdução O trabalho doméstco é a ocupação da maora das trabalhadoras brasleras, com 17,9% da população ocupada femnna empregada neste servço. São mas de 6 mlhões de trabalhadoras, segundo dados de 2006 da Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) do Insttuto Braslero de Geografa e Estatístca (IBGE). Apenas a título de comparação, a segunda e a tercera maores ocupações são o setor de educação, saúde e servços socas e o setor de comérco e reparação que possuem, respectvamente, 16,4% e 16,1% da população femnna ocupada. O objetvo do trabalho é examnar até que ponto o fato de tdo o prmero emprego como empregada doméstca afeta as trabalhadoras na escolha futura de suas ocupações. O fato de ter o prmero emprego como doméstca aumenta a probabldade de manter-se nesta mesma ocupação? Entender os determnantes do servço doméstco e as conseqüêncas sobre o emprego é fundamental para o entendmento do mercado de trabalho braslero e elaboração de les e polítcas públcas voltadas para melhora do bem estar do trabalhador doméstco. Portanto, este trabalho pretende analsar os determnantes e as conseqüêncas do trabalho doméstco a partr de nferêncas causas do trabalho doméstco sobre a ocupação atual. Procura-se responder as seguntes questões: 1. Quas são os determnantes do trabalho doméstco em relação às outras ocupações? a. Que característcas socoeconômcas observáves estão mas assocadas à probabldade de ser trabalhador doméstco em comparação às demas ocupações? b. Que característcas socoeconômcas estão mas assocadas ao fato de ter tdo como prmero emprego o trabalho doméstco em comparação às demas ocupações? 2. Quas as conseqüêncas do prmero emprego ter sdo o trabalho doméstco sobre os resultados do ndvíduo no mercado de trabalho corrente? a. Qual o mpacto da prmera ocupação ter sdo empregada doméstca sobre a probabldade de estar ocupado hoje nesta mesma ocupação em comparação com quem começou em outra ocupação? As respostas a estas perguntas podem ajudar a elucdar a questão de mobldade ocupaconal das trabalhadoras brasleras. Será que ngressar no mercado de trabalho como doméstca permte a ela encontrar um camnho de ascensão socal através de ocupações que de outra manera não sera possível? Ou se torna uma armadlha onde a pessoa não consegue progredr ocupaconalmente posterormente? Este estudo está dvddo em 6 seções, nclundo esta ntrodução. Na segunda seção são apresentados os trabalhos exstentes tanto em relação à mobldade socal como em relação ao servço doméstco. Na tercera seção é apresentada a metodologa empregada e a base de dados utlzada. Na quarta seção é realzada uma análse descrtva das trabalhadoras em relação ao prmero emprego e ao emprego atual. A qunta seção apresentada os resultados das estmações. Por fm, na sexta seção são apresentadas as conclusões. 2. Resenha da lteratura Um dos prmeros trabalhos realzados sobre mobldade socal fo realzado por Pastore (1979) a partr de dados coletados em 1973 pelo IBGE. Recentemente este trabalho fo atualzado por Pastore e Slva (2000). Neste estudo, os autores analsam a mobldade ntrageraconal de ocupação ou de carrera, ou seja, a mobldade que se dá após a entrada do ndvíduo no mercado de trabalho, que é medda usualmente pela comparação entre a prmera ocupação e a ocupação atual do ndvíduo. Os resultados encontrados mostraram que a educação afeta postvamente as trajetóras de carrera, mesmo quando controlada pela ocupação de entrada no mercado de trabalho. Para os estratos mas altos, os autores chegam à conclusão de que não há carreras propramente dtas, pos a varável experênca não se mostrou sgnfcante. Neste caso, a mobldade sera grande, pos quem nca a carrera em tas estratos permanecera nesses estratos. 2

3 A partr de uma dvsão maor de estratos ocupaconas, Rbero (2005) analsa a mobldade socal no Brasl entre 1973 e São utlzados 6 estratos ocupaconas herarqucamente ordenados, sendo um deles o servço doméstco. Estes estratos ocupaconas são classfcados em três setores: setor de trabalho manual urbano, ao qual se enquadra o servço doméstco; setor de trabalho não manual urbano e trabalho rural. Neste estudo o autor mostra que grande parte do recrutamento para o servço doméstco vem de trabalhadores pertencentes ao setor de trabalho manual urbano. No entanto, a absoluta maora dos trabalhadores doméstcos não é recrutada na mesma classe (ou seja, os trabalhadores provêm de outras classes do setor de trabalho manual urbano). O autor mostra que a mobldade é pequena na classe servço doméstco, pos grande parte dos trabalhadores dexa esta classe para trabalhar no setor de trabalho manual urbano. No entanto, os dados mostram uma baxa porcentagem de trabalhadores doméstcos que conseguem mudar para fora do setor de trabalho manual urbano. Quanto à lteratura referente ao trabalho doméstco, Melo (1998) mostra que o servço doméstco remunerado tem um papel mportante na absorção de mulheres de menor escolardade e sem experênca profssonal no mercado de trabalho. As mgrantes ruras-urbanas teram nessas atvdades o camnho de socalzação na cdade (...) o abrgo, a comda, a casa e a famíla, porta de entrada para o mercado de trabalho urbano, as mulheres ncavam esse trabalho nas casas de famíla a título de ajuda (pág. 6). A partr da análse dos dados da PNAD de 1985 e 1995 a autora chega à conclusão de que o servço doméstco remunerado é a porta de entrada no mercado de trabalho urbano, já que a partcpação de mulheres de 10 a 17 anos no servço doméstco remunerado passou de 17,23% em 1985 para 26,67% em Em um trabalho segunte, Melo (2000) analsa o perfl e as característcas dos trabalhadores doméstcos nos grupos ocupaconas utlzando dados da PNAD para os anos de 1993 e A autora chega à conclusão a partr da análse das faxas etáras no período que o servço doméstco não é mas apenas o prmero emprego e sm uma opção de trabalho, pos a partcpação de mulheres doméstcas de 25 a 49 anos passou de 47,97% em 1993 para 56,62% em 1998 em relação a todas as doméstcas. Além dsso, a autora constata que esta ocupação, em comparação com outras, apresenta o menor grau de formalzação, os mas baxos rendmentos e maor jornada de trabalho. O estudo especal sobre o Emprego Doméstco na Grande São Paulo elaborado pelo SEADE em 1988 mostra que a geração desse tpo de emprego tem relação mas dreta com as necessdades e com a renda ndvdual ou famlar dos trabalhadores, enquanto que no caso das demas atvdades econômcas, dependem dos nvestmentos e/ou expansão das empresas. Havera uma relação entre o emprego doméstco e os movmentos mas geras da economa, de tal manera que parcela dos trabalhadores se desloca do emprego doméstco para o emprego em empresas no momento em que essas se amplam. Além dsso, a própra renda famlar, determnante medato do emprego doméstco, é o resultado da nserção de um ou mas componentes da famíla nas atvdades produtvas... (op. ct. p. B-3). Já em um estudo realzado a partr de nformações do Estado do Ceará, Jacquet (2003) mostra que as doméstcas partcparam atvamente da formação da população urbana braslera ao mgrarem da zona rural para a zona urbana. A autora analsa os determnantes da emgração das doméstcas em dreção às cdades através de dados da população de trabalhadores doméstcos de Fortaleza em Segundo a autora, o emprego doméstco consttu um canal de acesso e de estabelecmento na cdade, pos para 88% das doméstcas entrevstadas em Fortaleza a mgração aconteceu junto com o ngresso no mercado de trabalho doméstco. Além dsso, a grande partcpação das mgrantes natvas da zona rural (68,5%) se deve ao fato da mgração das jovens (84% delas dexaram seu muncípo com dades entre dez e dezenove anos) estar relaconado às asprações de ascensão socal. Isto estara relaconado prncpalmente às transformações socoeconômcas ocorrdas desde os anos 1950 na agrcultura cearense que levaram à precaredade da condção e da posção do pequeno propretáro. Por fm, Barros et al. (2000) fazem uma análse restrta ao trabalho doméstco nfantojuvenl no Brasl partr dos dados da PNAD de 1998 e nvestgam os fatores determnantes do trabalho doméstco nfantl. Pelo lado da oferta os fatores poderam ser classfcados em dos 3

4 grupos: ) característcas pessoas e ) característcas do ambente famlar. Pelo lado da demanda dos fatores seram fundamentas: ) atratvdade do mercado de trabalho e ) atratvdade da escola. Para os autores, a análse do trabalho doméstco nfantl no Brasl permte conclur que um ambente mas rco e educado, representado pela renda domclar e o nível de escolardade da mãe, reduz a probabldade do trabalho nfantl, nclusve nas atvdades doméstcas. Além dsso, para cranças e jovens os resultados mostraram que o saláro relatvo local no servço doméstco não nfluenca o emprego neste setor. Além dos determnantes, os autores analsam as conseqüêncas de longo prazo do trabalho doméstco nfantl, pos uma das prncpas preocupações dos autores é procurar saber qual o efeto do servço doméstco exercdo na nfânca sobre a escolardade e a nserção futura das pessoas no mercado de trabalho. Com base nas nformações da Pesqusa sobre Padrões de Vda (PPV), os autores estmam o mpacto do trabalho nfantl doméstco sobre a renda e a probabldade de estar ocupado com as seguntes varáves explcatvas: escolardade do ndvíduo, a dade e um vetor de característcas pessoas. Os autores concluem que o fato do prmero trabalho ter sdo doméstco não afeta dretamente a probabldade de estar ocupado, nem a renda dos ocupados posterormente ao longo do cclo de vda, mas afeta negatvamente a escolardade méda atngda. Entretanto, a escolardade é um fator sgnfcatvo na explcação da renda dos ocupados, ou seja, ndvíduos com maor escolardade apresentam maor renda. Assm, o trabalho nfantl em geral e o trabalho doméstco nfantl em especal lmtam a escolardade atngda dos ndvíduos e, por sso, afetam ndretamente a renda da ocupação desses ndvíduos. A maora destes estudos se concentra em realzar análses descrtvas da evolução deste setor nos últmos anos. Somente Barros et al. (2000) procura analsar os determnantes e as conseqüêncas de longo prazo do trabalho doméstco, no entanto, este trabalho lmta-se ao trabalho doméstco nfantl. Este trabalho vsa contrbur para o entendmento da relação causal do ngresso no mercado de trabalho como doméstca sobre a condção de ocupação posterormente. 3. Metodologa e base de dados Para responder as questões formuladas na ntrodução utlzaremos o Método de Varáves Instrumentas. Propõe-se o segunte sstema de equações, composto pelas quatro equações abaxo: 1. Y 1X 2Et 3ICT 4EDPO v 2. E X Z. 3. ICT X Z. 4. EDPO X Z. A prmera equação relacona a probabldade de ser trabalhadora doméstca ( Y ) em função da escolardade ( E ), da dade em que começou a trabalhar ( ICT ), da prmera ocupação como empregada doméstca ( EDPO ) e de um vetor de atrbutos observados para o ndvíduo, X, que de acordo com a lteratura são assocados a Y: educação dos pas, dade, cor e regão de nascmento. Já as três equações seguntes relaconam as varáves E, ICT e EDPO com o mesmo vetor de atrbutos X e o vetor de nstrumentos Z. Artgos exstentes sobre o trabalho doméstco no Brasl realzam análse descrtvas ou correlações parcas entre varáves como, por exemplo, saláro do emprego doméstco e anos de estudo. Além dsso, em mutos casos é assumdo que a dreção da causaldade é conhecda e que, portanto, o erro v neste sstema de equações não estara correlaconado com X, E, ICT e EDPO, ou seja, v,, e são ortogonas a X. No entanto, é muto provável que a varável esteja correlaconada com o dstúrbo aleatóro não observado, o erro, na equação da probabldade de ser doméstca. Isto pode ocorrer, por exemplo, devdo ao vés de habldade. Indvíduos com grande habldade podem obter maor nível educaconal e escolher melhores ocupações. Se sso ocorrer, o coefcente estará superestmado, conforme descrto por Grlches e Mason (1972). 4

5 A decsão de trabalhar como empregada doméstca está provavelmente correlaconada como a decsão de educação e com a dade com que começou a trabalhar. Uma maor habldade, por exemplo, também pode fazer com que as trabalhadoras decdam não trabalhar como empregada doméstca. Outro fator que pode fazer com que a varável explcatva esteja correlaconada com o dstúrbo aleatóro não observado é o erro de medda. Erros de medda nduzem uma correlação negatva entre o erro da equação 1 e a escolardade observada, fazendo com que o estmador fque subestmado. Quando a varável explcatva é correlaconada com o erro, a estmação feta pelo Método de Mínmos Quadrados Ordnáros (MQO) não é aproprada, pos este método supõe que a covarânca desta varável com o erro seja zero. Neste caso, não sera possível estmar parâmetros de forma consstente e não vesada. Para resolver este problema e assm obter estmadores consstentes, Wooldrdge (2002) propõe o uso do método de Varáves Instrumentas. Neste método, a estmação dos efetos da educação, da dade em que começou a trabalhar e do fato da prmera ocupação ter sdo o trabalho doméstco são realzados nclundo um grupo de regressores Z que afetam as três varáves ctadas acma, mas não explca os a probabldade de ser doméstca. Como condção para ser um nstrumento, o grupo de regressores precsa ser sufcentemente correlaconado com as varáves explcatvas E, ICT e EDPO e não ser correlaconada com o erro da equação da probabldade de ser doméstca. Formalmente, segundo Wooldrdge (2002), é necessára uma matrz de varáves nstrumentas observáves, Z, não ncluída na equação que desejamos estmar, que satsfaça as seguntes condções de ortogonaldade: ) E( Z ' v ) 0, onde v é o erro da equação de rendmento. Ou seja, esta varável precsa ser exógena; ) Posto E( Z ' A ) K, onde K é o número de colunas da matrz e A é o vetor ( E, ICT, EDPO ). Ou seja, as colunas desta matrz precsam ser lnearmente ndependentes. A partr dos resultados da estmação poderemos obter os coefcentes de nteresse que são:, 2 3 e 4. Estes coefcentes medem respectvamente o efeto margnal da educação, da dade em que começou a trabalhar e do fato do prmero emprego ter sdo trabalho doméstco sobre a probabldade de ser doméstca. Conforme ressalta Card (2001) a escolha das varáves nstrumentas nem sempre é trval. Duflo (2001), Card (1993) e Cameron e Taber (2004) utlzam como nstrumento para educação a proxmdade de acesso à escola. Este nstrumento é uma proxy dos custos dretos para educação. Já Cameron e Taber também usam como proxy para os custos de oportundade o saláro que prevaleca na regão que o ndvíduo morava na época de sua dade escolar. Para o Brasl, Machado e Gonzaga (2006) utlzam o Método de Varáves Instrumentas para estmar o efeto da renda famlar e do nível educaconal dos pas sobre a probabldade das cranças terem defasagem dade-sére. Os nstrumentos utlzados pelos autores foram: ) um nstrumento nsttuconal a ntrodução da le de dretrzes e bases da educação de 1971 que amplou a escolardade fundamental obrgatóra de 4 para 8 anos; ) méda do total de escolas de cada estado quando os pas estavam em dade escolar (7 a 14 anos de dade), e ) a dferença entre a escolardade dos pas e dos avós. Segundo Texera (2006) o número de escolas é uma varável mportante para a escolarzação das pessoas, pelo menos ao ndvíduo que deseja ter mas de um ano de estudo e completar o ensno prmáro. Além dsso, os estados com maor PIB apresentaram maor probabldade de escolarzação no que se refere à alfabetzação e conclusão do ensno prmáro. O autor utlza o número de escolas, a população e a partcpação do PIB estadual no PIB regonal como nstrumentos para calcular o retorno da educação em termos de rendmento. A escolha dos nstrumentos para este estudo fo baseada em Emerson e Souza (2006) que utlzam o número de escolas, número de professores e o PIB per capta como nstrumentos para medr o efeto do trabalho nfantl sobre os rendmentos do ndvíduo quando adulto. Este estudo 5

6 utlzará os mesmos nstrumentos. A segur são apresentadas as razões e as característcas dos três nstrumentos escolhdos. 3.1 Instrumentos Oferta de escolas A presença de um maor número de escolas no mesmo estado do ndvíduo dmnu o custo de r à escola, pos o custo de se deslocar até a escola dmnu e aumentam as chances do estudante morar em sua casa e r à escola. Um menor custo da educação aumentara os nvestmentos em educação, o que podera retardar a entrada no mercado de trabalho e também dmnur as chances de ser empregado doméstco, pos o ndvíduo podera consegur um emprego com uma melhor remuneração. A varação no custo da educação é exógena para a decsão do ndvíduo e não deve ser correlaconada com a probabldade de ser doméstca se o background famlar for controlado. Para refletr a oferta de escolas em cada ano, fo utlzado o número de escolas por crança em dade escolar. A evolução do número de escolas por ano e por undade da federação fo extraída das Séres Hstórcas do IBGE de 2003 e o número de cranças em dade escolar fo retrado dos Censos do IBGE. O Apêndce I apresenta a metodologa utlzada para utlzação destas nformações. Fgura 1. Número de escolas no por ml cranças (5 a 19 anos) Fgura 2. Crescmento do número de escolas por ml cranças ( ) 1 escolabrml ano Pauí Baha Maranhão Paraíba Goás Tocantns Ceará Alagoas Acre Ro Grande do Rorama Pernambuco Pará Dstrto Federal Mnas Geras Mato Grosso Mato Grosso do Sul Rondôna Espírto Santo Sergpe Amazonas Ro de Janero Paraná Ro Grande do Sul Santa Catarna São Paulo Amapá -100% 0% 100% 200% 300% 400% 500% Fonte: Séres hstórcas do Século XX e Censos do IBGE. O número de escolas por cranças fo crescente até meados da década de 1970, passando de cerca de 2,5 escolas por ml cranças para 5,15 escolas por ml cranças em No entanto, após este período, o número de escolas por crança recuou para uma relação próxma de 4,0 em Esta relação, no entanto, não apresentou uma regulardade entre os estados no período analsado. Por exemplo, enquanto o Pauí mas do que quadruplcou o número de escolas entre 1940 e 2000, há outros estados que tveram queda no número de escolas por cranças. São Paulo, por exemplo, apresentou uma queda na relação de escolas por ml cranças de 44% no mesmo período Número de professores O número de professores por escola é potencalmente uma varável exógena sobre o benefíco e o custo de r à escola e está relaconado à qualdade da escola. Um maor número de professores pode ndcar um menor número de alunos por sala. Portanto, sto podera estar relaconado à escolardade dos alunos. Neste caso, dvdmos o total de professores pelo total de escolas. A sére de número de professores também fo retrada das Séres Hstórcas do IBGE. 1 Para os estados de Rondôna, Rorama e Amapá as taxas foram calculadas a partr de 1950 e para o Dstrto Federal fo calculado a partr de

7 Fgura 3. Número de professores por escola Fgura 4. Taxa de crescmento do número de professores por escola 2 profescbr Amapá Santa Catarna São Paulo Paraná Ro Grande do Sul Mato Grosso Mato Grosso do Sul Sergpe Mnas Geras Espírto Santo Ro Grande do Norte Dstrto Federal Ro de Janero Alagoas Pernambuco Goás Tocantns Rorama Paraíba Ceará Amazonas Maranhão Baha Acre Pará Pauí Rondôna ano 0% 100% 200% 300% 400% 500% 600% 700% Fonte: Séres hstórcas do IBGE. Elaboração da autora. Podemos observar que durante 1940 e 2000, houve um aumento do número de professores por escola de 2,5 professores por escola no níco do período para 9,85 professores por escola no fnal do período. Esta relação se manteve crescente em pratcamente todos os estados. No entanto, as taxas de crescmento apresentaram bastante varação entre os Estados, como mostra a fgura abaxo. Em comparação com a evolução do número de escolas por crança, observa-se que estados que apresentaram um grande crescmento do número de escolas por crança, apresentaram um menor crescmento do número de professores por escola PIB per capta Já o PIB per capta é utlzado como uma medda das condções do mercado de trabalho local, ou seja, do custo de oportundade da trabalhadora. Esta medda fo escolhda devdo a não exstênca de uma sére de rendmentos para todo o período. Mudanças nas condções do mercado de trabalho são exógenas à decsão do ndvíduo e são correlaconadas com a decsão de entrar no mercado de trabalho e, consequentemente, de sar da escola. Os dados de PIB por estado e por ano foram obtdos das séres hstórcas do Insttuto de Pesqusa Econômca Aplcada (IPEA). Devdo à nexstênca de dados de PIB para alguns estados, para o cálculo do PIB per capta optou-se por agregar alguns estados da regão Norte em duas sub-regões de acordo com a proxmdade de cada estado: ) Regão I: Acre, Amazonas, Rorama e Rondôna e ) Regão II: Amapá e Pará. Já os dados de população por estado e por ano foram obtdos dos resultados dos Censos do IBGE. O Apêndce I apresenta os cálculos realzados para utlzação das séres. Os gráfcos abaxo apresentam a evolução do PIB per capta braslero entre 1940 e 2000 e as taxas de crescmento ao ano por estado. 2 Para os estados de Rondôna, Rorama e Amapá as taxas foram calculadas a partr de 1944 e para o Dstrto Federal fo calculado a partr de

8 Fgura 5. Evolução do PIB per capta 1940 a 2000 (preços de 2000) Fgura 6. Crescmento ao ano do PIB per capta por estado ( ) 8,000 7,000 6,000 5,000 4,000 3,000 2,000 1, Dstrto Federal Espírto Santo Santa Catarna Mnas Geras Goás + Tocantns Baha Ceará Sergpe Ro Grande do Norte Mato Grosso Paraíba Paraná Ro Grande do Sul Regão I Alagoas Pernambuco São Paulo Maranhão Regão II Pauí Ro de Janero 0.0% 0.5% 1.0% 1.5% 2.0% 2.5% 3.0% 3.5% 4.0% 4.5% Fonte: Ipeadata e IBGE. Elaboração da autora. 3.2 Amostra seleconada Os dados utlzados para o estudo são provenentes da Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) de Especfcamente a pesqusa de possu nformações relaconadas a característcas referentes à mobldade socal de moradores de 15 anos ou mas de dade cuja condção no domcílo era pessoa de referênca ou cônjuge. Incalmente, foram mulheres com 15 anos ou mas e que são chefes de famíla ou cônjuges, pos conforme dto, os dados de mobldade socal estão dsponíves apenas estas pessoas. Além dsso, outra razão para nclur somente chefes de famíla ou cônjuges se deve ao fato de evtar algum vés em relação às doméstcas que resdem no local de trabalho, pos nestes casos a remuneração declarada na pesqusa pode não levar em conta os as remunerações ndretas que a trabalhadora recebe (ex: gastos com água, luz, etc.). Para evtar um possível vés de seleção na decsão de partcpar do mercado de trabalho e obter uma amostra onde a mulher trabalhadora já tenha tdo algum tempo de experênca, a amostra fo restrngda para mulheres entre 25 e 55 anos. Por fm, restrngu-se a amostra para aquelas mulheres trabalhadoras que começaram a trabalhar entre 7 e 25 anos e que tenham as nformações de característcas observáves váldas A tabela abaxo mostra o número de observações da amostra cada vez que um crtéro é ncluído. Amostra Tabela 1. Número de observações da amostra Número de observações Porcentagem do total de mulheres Total de mulheres ,0% Mulheres nascdas no Brasl ,6% Mulheres chefes de famíla ou cônjuges com mas de 15 anos ,9% Mulheres de 25 a 55 anos ,2% Mulheres atvas no ano ,9% Mulheres ocupadas no ano ,8% Mulheres com nformação de ocupação atual ,9% Mulheres com nformação de prmera ocupação ,0% Mulheres com nformação de escolardade ,0% Mulheres que ncaram a trabalhar entre 7 e 25 anos ,6% Fonte: PNAD Elaboração da autora. 4. Análse descrtva 3 As pesqusas de 1988 também possuem estas nformações. 8

9 A análse das nformações sobre prmero emprego das trabalhadoras brasleras mostra que as trabalhadoras que entraram no mercado de trabalho como doméstcas são o segundo maor grupo com 22%, sendo o maor grupo formado pelas trabalhadoras empregadas com 52,3%. Além destes dos grupos, destaca-se também a partcpação das trabalhadoras não remuneradas membros da undade domclar como tercero maor grupo (18,9%). Tabela 2. Número de observações segundo posção na ocupação Posção na prmera ocupação Códgo Observações Partcpação (%) Partcpação acumulada (%) Empregado ,35 52,35 Trabalhador doméstco ,49 74,83 Conta-própra ,09 78,92 Empregador ,36 79,28 Trabalhador não remunerado membro da undade domclar ,92 98,2 Outro trabalhador não remunerado ,42 98,62 Trabalhador na produção para o própro consumo ,34 99,96 Não aplcável 9 7 0, Total Fonte: PNAD Além dsso, as trabalhadoras que começaram como doméstca possuem menos anos de estudo e ncaram a trabalhar mas cedo em comparação com trabalhadoras que entraram no mercado de trabalho com outra ocupação. A entrada precoce no mercado de trabalho pode ter mpeddo a crança de obter maor escolardade. Ou, nversamente, já que as cranças decdram não contnuar os seus estudos, elas entram no mercado de trabalho com uma profssão que não exge um alto grau de escolardade. Fgura 7. Proporção de pessoas por anos de estudo (%) Fgura 8. Proporção de pessoas dade em que começou a trabalhar (%) 25 Doméstca Outros 60 Doméstca Outros < 1ano 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 7 anos 8 anos 9 anos 10 anos 11 anos 12 anos 13 anos 14 anos 15 anos ou a 9 anos 10 a 14 anos 15 a 17 anos 18 a 19 anos 20 a 24 anos 25 anos Fonte: PNAD Quanto à ocupação atual das trabalhadoras, os dados da PNAD para a posção na ocupação no trabalho prncpal no ano possuem uma abertura maor em comparação com as nformações da prmera ocupação. As ocupações em relação ao servço doméstco são classfcadas em três categoras: ) com cartera, ) sem cartera e ) sem declaração. As trabalhadoras doméstcas (com cartera, sem cartera e sem declaração) que possuem de 25 a 55 anos representaram a tercera maor posção na ocupação das trabalhadoras (16%) em 1996, sendo a prmera posção ocupada pelas empregadas com cartera (25,6%), segudo das trabalhadoras por conta-própra (19,3%). Tabela 3. Posção na ocupação no trabalho prncpal no ano Posção na ocupação atual Códgo Observações Partcpação (%) Partcpação acumulada (%) Empregado com cartera 1 4, Mltar

10 Posção na ocupação atual Códgo Observações Partcpação (%) Partcpação acumulada (%) Funconáro públco estatutáro 3 2, Outros empregados com cartera 4 1, Empregados sem declaração de cartera Trabalhador doméstco com cartera Trabalhador doméstco sem cartera 7 2, Trabalhador doméstco sem declaração de cartera Conta-própra 9 3, Empregador Trabalhador na produção para o própro consumo 11 1, Trabalhador na construção para o própro consumo Não remunerado 13 1, Sem declaração Fonte: PNAD Total 18, A análse do perfl das empregadas doméstcas em 1996 em comparação com o restante das trabalhadoras brasleras mostra que a stuação deste grupo de trabalhadores é bastante dferente quando são comparadas característcas como anos de estudo e dade em que começou a trabalhar, mas muto próxma às característcas das mulheres que tveram o servço doméstco como prmera ocupação. O número de anos de estudos das doméstcas também é muto baxo e se concentra nos prmeros anos do prmáro. Fgura Proporção de trabalhadoras por anos de estudo (%) Fgura 10. Proporção de trabalhadoras por dade com que começou a trabalhar (%) < 1ano 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos Doméstca 7 anos 8 anos 9 anos 10 anos 11 anos Outros 12 anos 13 anos 14 anos 15 anos ou a 9 anos 10 a 14 anos 15 a 17 anos 18 a 19 anos 20 a 24 anos 25 anos Doméstca Outros Fonte: PNAD Por fm, a análse do grau de mobldade ocupaconal das trabalhadoras é medda comparando a prmera ocupação de uma trabalhadora e sua ocupação em Em 1996 cerca de 40% das trabalhadoras que começaram como doméstca contnuavam na mesma ocupação. Já entre as trabalhadoras que não começaram como doméstca apenas 9% eram doméstcas em Tabela 4. Prmera ocupação x Ocupação atual como doméstca Prmera ocupação Doméstca em 1996 como doméstca Não Sm Total Não ,91 9,09 100,00 83,94 43,92 77,51 Sm ,98 40,02 100,00 16,06 56,08 22,49 Total ,95 16,05 100,00 100,00 100,00 100,00 Fonte: PNAD

11 A probabldade de ter a ocupação de doméstca, portanto, é cerca de quatro vezes maor para uma pessoa que teve sua prmera ocupação o trabalho doméstco em comparação com que não começou como trabalhadora doméstca. A dferença é de aproxmadamente 30 pontos percentuas. 5. Resultados das estmações Para responder às questões apresentadas na ntrodução, foram cradas duas varáves dummes. A prmera varável é gual a um se a pessoa fo classfcada como trabalhadora doméstca na categora posção na ocupação no prmero emprego e zero caso contráro. Já a segunda possu valor um se a pessoa fo classfcada como trabalhadora doméstca na categora posção na ocupação no emprego atual e zero caso contráro. Foram realzados dos métodos de estmação: o Método de Mínmos Quadrados Ordnáros (OLS) e o Método de Varáves Instrumentas conforme apresentado na Seção 3. Conforme apresentado anterormente, supõe-se que os nstrumentos sejam correlaconados com as varáves endógenas (entrada no mercado de trabalho como doméstca, dade com que a pessoa começa a trabalhar e escolardade), mas não correlaconadas com a decsão em relação à ocupação das trabalhadoras. Utlzou-se os seguntes nstrumentos: ) número de escolas por crança em dade escolar quando a crança tnha 14 anos; ) número de professores por escola quando a crança tnha 14 anos; ) pb per capta quando a crança tnha 12 anos; v) nteração entre o número de escolas por crança em dade escolar com uma varável dummy de analfabetsmo do pa e v) nteração entre o número de professores por escola com uma varável dummy de analfabetsmo do pa. A escolha dos nstrumentos relaconados ao número de escolas e número de professores quando a crança tnha 14 anos se devem ao fato de representar os custos dretos de contnuar os estudos após o ensno secundáro ou o prmero grau. Já como o PIB per capta é utlzado como uma medda do mercado de trabalho, ou seja, dos custos de oportundade. Para cada trabalhadora, é utlzado o valor do PIB per capta quando a trabalhadora tnha dade de 12 anos, pos esta era a dade mínma com que se poda trabalhar até Adconalmente, foram ncluídas duas varáves de nteração, pos supõe-se que o efeto do aumento de escolas e de professores é maor para cranças cujos pas são analfabetos. 5.1 Método de Mínmos Quadrados Ordnáros O resultado da estmação dos determnantes da prmera equação mostram que quanto maor o número de anos de estudo, maor a dade com que a pessoa começa a trabalhar e maor a dade, menor a probabldade de ter o prmero emprego como trabalhadora doméstca. Esta probabldade também é menor para pessoas brancas e para pessoas cujos pas têm maores anos de escolardade. Os maores efetos encontrados foram nas característcas de cor ou raça e da educação dos pas. Ser branca ou amarela dmnu em 10 pontos percentuas a probabldade de ter como prmero emprego o trabalho doméstco. Já pessoas cujos pas são mas educados possuem uma probabldade menor em comparação com pas analfabetos. A probabldade de ncar como doméstca dmnu em méda 1,5% a cada ano de estudo adconal. No caso da dade com que começou a trabalhar e a dade, as reduções são menores, de 0,2% e 0,4%, respectvamente, para cada ano adconal. Por fm, em comparação com a regão Norte, a probabldade de ncar como doméstca é maor nas regões Sudeste e Centro Oeste. Já o resultado da estmação da probabldade de possur a ocupação de doméstca mostra que o fato de ter tdo a prmera ocupação como trabalhadora doméstca aumenta em 24 pontos percentuas a probabldade de contnuar nesta mesma ocupação quando não são consderados potencas veses de endogenedade na estmação. Conforme esperado, a escolardade tem um efeto negatvo sobre a probabldade de trabalhar como doméstca. Um ano adconal de estudo dmnura em 1,3% esta probabldade. Este efeto negatvo também é observado para trabalhadoras mas velhas e para brancas ou amarelas. 11

12 Nesses casos, no entanto, o efeto é menor, de 0,2% para um ano adconal e 0,3 pontos percentuas para o fato de ser branca ou amarela. Quanto à educação dos pas, da mesma forma como fo observado para a prmera ocupação, maor número de anos de estudo afeta negatvamente a probabldade de ser doméstca. Por fm, em relação às regões, em comparação com a regão Norte, as regões Sul, Sudeste e Centro Oeste apresentam uma probabldade maor de ser doméstca. Tabela 5. Determnantes do prmero emprego como doméstca e da ocupação atual Varável dependente: Prmero emprego como trabalhadora doméstca Ter a ocupação de doméstca hoje Coefcente Padrão Coefcente Padrão Prmera ocupação doméstca *** Anos de estudo *** *** Idade com que começou a trabalhar *** Idade *** *** 0 Ser branca ou amarela *** *** Pa com Ensno Elementar ncompleto ** ** Pa com Ensno Elementar completo *** *** Pa com Ensno Médo 1o cclo ncompleto * *** Pa com Ensno Médo 1o cclo completo *** Pa com Ensno Médo 2o cclo ncompleto * Pa com Ensno Médo 2o cclo completo *** ** Pa com Ensno Superor ncompleto *** Pa com Ensno Superor completo *** ** Pa com Mestrado ou doutorado completo Pa não sabe nformar / Ignorado Sem nformação de escolardade do pa *** Mãe com Ensno Elementar ncompleto *** *** Mãe com Ensno Elementar completo *** *** Mãe com Ensno Médo 1o cclo ncompleto *** *** Mãe com Ensno Médo 1o cclo completo *** *** Mãe com Ensno Médo 2o cclo ncompleto *** *** Mãe com Ensno Médo 2o cclo completo *** *** Mãe com Ensno Superor ncompleto *** Mãe com Ensno Superor completo *** *** Mãe com Mestrado ou doutorado completo *** ** Mãe não sabe nformar / Ignorado *** Sem nformação de escolardade da mãe *** * Nordeste *** ** Sudeste 0.04 *** *** Sul *** Centro-Oeste *** ** Constante *** *** Obs: Obs: F( 30, 753) 94.8 F( 31, 753) Prob > F 0 Prob > F 0 R-squared R Root MSE Root MSE *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. 5.2 Método de Varáves Instrumentas Os resultados utlzando o Método de Varáves Instrumentas também mostram que a dade, o fato de ser branca e a escolardade dos pas tem um efeto negatvo na probabldade de ter a prmera ocupação como trabalhadora doméstca. Quanto aos nstrumentos, o número de escolas por crança em dade escolar, de professores por escola e do pb per capta também afetam negatvamente a probabldade de começar como trabalhadora doméstca. Melhores condções em 12

13 relação ao ambente que a trabalhadora vve e que são ndependentes de suas preferêncas, portanto, teram um efeto postvo em fazer com que as trabalhadoras comecem com outro tpo de ocupação. Além dsso, o nstrumento de nteração entre o número de professores por escola e a educação do pa mostra que este efeto sera maor para pessoas cujos pas são analfabetos. Já o nstrumento de nteração entre a escola e a educação do pa mostrou um efeto negatvo, porém estatstcamente não sgnfcante. No caso da escolardade das trabalhadoras, a educação dos pas e o fato de ser branca afetam postvamente a escolardade das trabalhadoras. Já quanto maor a dade da trabalhadora menor é a sua escolardade. Quanto aos nstrumentos, todos mostraram afetar postvamente a escolardade das trabalhadoras brasleras, com exceção do pb per capta. No entanto, esta últma varável não se mostrou estatstcamente sgnfcante. Por fm a dade com que a trabalhadora começa a trabalhar é afetada postvamente pelo fato de ser branca e quanto maor for a escolardade dos pas. Já a varável dade mostra que as pessoas mas velhas começaram a trabalhar mas cedo. No caso dos nstrumentos, os nstrumentos relaconados às escolas e professores afetam postvamente a dade com que a pessoa começa a trabalhar. Já no caso do PIB per capta, utlzado como uma medda do mercado de trabalho, mostra que quanto melhor forem as condções do mercado de trabalho, mas cedo a trabalhadora começa a trabalhar. Tabela 6. Prmero estágo para estudo da mobldade ocupaconal Varável dependente: Prmera ocupação como doméstca Escolardade Idade com que começou a trabalhar Coef. Padrão Idade *** *** ** Ser branca *** *** *** Pa com Ensno Elementar ncompleto *** *** Pa com Ensno Elementar completo *** *** Pa com Ensno Médo 1o cclo ncompleto *** *** Pa com Ensno Médo 1o cclo completo ** *** *** Pa com Ensno Médo 2o cclo ncompleto *** *** Pa com Ensno Médo 2o cclo completo *** *** *** Pa com Ensno Superor ncompleto *** *** Pa com Ensno Superor completo *** *** *** Pa com Mestrado ou doutorado completo *** *** Pa não sabe nformar / Ignorado *** *** Sem nformação de escolardade do pa *** *** *** Mãe com Ensno Elementar ncompleto *** *** *** Mãe com Ensno Elementar completo *** *** *** Mãe com Ensno Médo 1o cclo ncompleto *** *** *** Mãe com Ensno Médo 1o cclo completo *** *** *** Mãe com Ensno Médo 2o cclo ncompleto *** *** *** Mãe com Ensno Médo 2o cclo completo *** *** *** Mãe com Ensno Superor ncompleto *** *** *** Mãe com Ensno Superor completo *** *** *** Mãe com Mestrado ou doutorado completo *** * Mãe não sabe nformar / Ignorado *** *** *** Sem nformação de escolardade da mãe *** *** Nordeste *** * Sudeste ** *** Sul *** *** Centro-Oeste *** *** Número de escola aos 14 anos ** ** Número de professores aos 14 anos *** *** PIB per capta aos 12 anos ** *** Interação escola e educação do pa ** * Interação professores e educação do pa *** *** **

14 Varável dependente: Prmera ocupação como doméstca Coef. Escolardade Padrão Idade com que começou a trabalhar Constante *** *** *** Obs: F (33, 753) ,53 Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE Partal R-squared of excluded nstruments: Test of excluded nstruments: F (5,753) Prob > F *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. Ter a ocupação de doméstca Tabela 7. Segundo estágo do estudo de mobldade ocupaconal Coef. padrão Prmera ocupação doméstca *** Escolardade Idade com que começou a trabalhar Idade Ser branca Pa com Ens. Elem. ncompleto Pa com Ens. Elem. completo Pa com 1o cclo ncompleto Pa com 1o cclo completo Pa com 2o cclo ncompleto Pa com 2o cclo completo Pa com Ens. Sup. Incompleto Pa com Ens. Sup. Completo Pa com Mestr. ou doutorado completo Pa não sabe nformar / Ignorado Sem nform. de esc. do pa Mãe com Ens. Elem. ncompleto Mãe com Ens. Elem. completo Mãe com 1o cclo ncompleto Mãe com 1o cclo completo Mãe com 2o cclo ncompleto Mãe com 2o cclo completo Ter a ocupação de doméstca Coef. padrão Mãe com Ens. Sup. ncompleto Mãe com Ens. Sup. completo Mãe com Mestr. ou doutorado completo Mãe não sabe nformar / Ignorado Sem nform. de esc. da mãe Nordeste Sudeste *** Sul *** Centro-Oeste *** _cons Obs: F( 31, 748) 1.93 Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE 0.38 Hansen J statstc (overdentfcaton test of all nstruments): Ch-sq(2) P-val = *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. O resultado do segundo estágo mostra que o fato de ter tdo o prmero emprego como doméstca afeta postvamente a probabldade de ser trabalhadora doméstca hoje. Tal fato aumenta em 65 pontos percentuas a probabldade de ser trabalhadora doméstca. Há um efeto maor, portanto, que o obtdo com o Método de Mínmos Quadrados. Quanto aos efetos das varáves observáves como escolardade, cor ou raça, educação dos pas, todas não se mostraram estatstcamente sgnfcantes. Apenas as regões Sudeste, Sul e Centro-Oeste mostraram ter maor probabldade em relação à regão Norte. Testes de Robustez Como forma de avalar a robustez do resultado foram realzadas três estmações com dferentes especfcações: ) mgração como varável endógena, ) PIB per capta aos 25 anos como varável de controle e ) ambas as varáves anterores. No prmero caso, a mgração pode estar relaconada com o fato de ncar a trabalhar como doméstca e, portanto, pode ser também consderada uma varável endógena. Fo crada uma varável dummy que dentfca se a trabalhadora atualmente mora no mesmo estado em que nasceu. 14

15 A varável recebeu valor gual a um para uma resposta negatva e zero caso contráro. O resultado, apresentado no Anexo II, mostra que neste caso o efeto do prmero emprego também se mostra postvo em relação ao fato de ser trabalhadora doméstca hoje. Este efeto, no entanto, se mostrou muto maor neste caso (92 pontos percentuas). Na segunda especfcação fo ncluída como controle a varável PIB per capta aos 25 anos. A razão para nclusão desta varável se deve ao fato da nclusão como nstrumento o PIB per capta aos 12 anos. Caso o PIB per capta aos 12 anos tenha um efeto que perdura no tempo, a nclusão do PIB per capta aos 25 anos serve para controlar este efeto. O resultado da estmação também mostra um efeto postvo e estatstcamente sgnfcante do prmero emprego sobre o emprego atual. Neste caso o efeto estmado fo de 75 pontos percentuas. Por fm, a tercera estmação fo realzada com a nclusão das duas varáves: varável dummy de mgração e PIB per capta aos 25 anos. O resultado estmou um efeto de 81 pontos percentuas da prmera ocupação como trabalhadora doméstca sobre a probabldade de ser doméstca hoje. Pode-se conclur, portanto, que o fato de ter tdo como prmero emprego o trabalho doméstco afeta postvamente a probabldade de ser trabalhadora doméstca hoje. Há, neste caso, uma baxa mobldade das trabalhadoras doméstcas. 6. Conclusão O objetvo do trabalho fo examnar como o efeto do prmero emprego como empregada doméstca afeta as trabalhadoras na escolha futura de suas ocupações. Conforme apresentado, trabalho doméstco é a maor ocupação das trabalhadoras brasleras, com 17,9% da população ocupada femnna empregada neste servço. São mas de 6 mlhões de trabalhadoras. A análse das nformações da PNAD de 1996 mostrou que a escolardade, a dade com que a pessoa começa a trabalhar, a escolardade dos pas e o fato de ser branca ou amarela afeta negatvamente a probabldade de começar como doméstca. Isto pode ser verfcado tanto através da estmação por mínmos quadrados como através da utlzação de nstrumentos (prmero estágo do método de varáves nstrumentas). O fato de ter tdo a prmera ocupação como doméstca também mostrou afetar postvamente o trabalho atual da trabalhadora como doméstca. Enquanto a análse descrtva dos dados mostrou que a probabldade de uma pessoa contnuar como doméstca é trnta pontos percentuas maor do que uma pessoa que começou com outra ocupação, a estmação por Mínmos Quadrados Ordnáros mostrou um efeto um pouco menor, vnte e quatro pontos percentuas. Já o efeto estmado pelo método de Varáves Instrumentas é três vezes maor que o estmado pelo Método de Mínmos Quadrados. Estes resultados sugerem uma mobldade ocupaconal onde a escolha de nserção como empregada doméstca pode levar a uma armadlha de ocupação. Bblografa Barros. R. P; Mendonça. R; Delberall. P. P.; Baha. M. O trabalho nfanto-juvenl no Brasl. Ro de Janero. OIT/IPEA Cameron. S. V.; Taber. C. Estmaton of educatonal borrowng constrants usng returns to schoolng. Journal of Poltcal Economy, vol. 112, Card. D. Estmatng the return to schoolng: progress on some persstent econometrc problems. Econometrca, vol. 69, número 5, Setembro Card. D. Usng geographc varaton n college proxmty to estmate return to schoolng. Workng Paper N Natonal Bureau of Economc Research. Outubro, Duflo. E. Schoolng and labor market consequences of school constructon n Indonesa: Evdence from an unusual polcy experment. Amercan Economc Revew. Setembro, Fundação SEADE. Pesqusa de Emprego e Desemprego na Grande São Paulo, n. 45, setembro de

16 Greene. W. H. Econometrc Analyss. Prentce Hall, 5ª edção, Grlches. Z.; Mason. W.M. Educaton. Income and Ablty. The Journal of Poltcal Economy, Vol. 80, N. 03, Parte 2: Investment n Educaton: The Equty-Effcency Quandary (Mao-Junho 1972), págnas S74 a S103. Insttuto Braslero de Geografa e Estatístca (IBGE). Estatístcas do Século XX. Insttuto de Pesqusa Econômca Aplcada (IPEA). Ste: Jacquet. C. Urbanzação e emprego Doméstco. Revsta Braslera de Cêncas Socas. vol. 18. número 52. junho de Le número de 11 de dezembro de Dsponível em Le número de 23 de março de Dsponível em Machado. D. C; Gonzaga. G. O mpacto dos fatores famlares sobre a defasagem dadesére de cranças no Brasl. Artgo apresentado no XXVIII Encontro Braslero de Econometra da Socdade Braslera de Econometra em Melo. H. P. O servço doméstco remunerado no Brasl: de cradas a trabalhadoras. Texto para dscussão n 565. IPEA Melo. H. P. de. Trabalhadoras doméstcas: o eterno lugar femnno uma análse dos grupos ocupaconas. Ro de Janero: OIT/IPEA Mnstéro do Trabalho e Emprego (MTE). Trabalho doméstco: dretos e deveres: orentações. 2. ed. Brasíla: MTE. SIT Dsponível em: Moras. L. P. Mercado de Trabalho e os Servços Pessoas e Domclares no Brasl Contemporâneo: modernzação ou volta ao passado? Menção Honrosa no Concurso de Monografas. Prêmo IPEA-CAIXA Organzação Internaconal do Trabalho (OIT). Mas trabalho decente para trabalhadoras e trabalhadores doméstcos no Brasl. Dsponível em: Pastore. J.; do Valle Slva. N. Mobldade Socal no Brasl. Makron Books. São Paulo Rbero Flho. C. A. C. Mobldade socal e estrutura ocupaconal: desgualdade de oportundade no mercado de trabalho braslero (1973 a 1996). Segundo lugar no Concurso de Monografas. Prêmo IPEA-CAIXA Romanell. O. Hstóra da Educação no Brasl (1930/1973). Edtora Vozes. Petrópols. Segunda Edção Souza. A.P; Emerson. P.M. Is Chld Labor Harmful? The Impact of Workng Earler n Lfe on Adult Earnngs Texera. W. M. Equações de rendmentos e a utlzação de nstrumentos para o problema de endogenedade da educação. Tese de Doutorado. Faculdade de Economa. Admnstração e Contabldade da Unversdade de São Paulo, Wooldrdge. J. M. Econometrc Analyss of Cross Secton and Panel Data. Cambrdge MA. MIT Press Anexo 1: Nota sobre a utlzação dos dados do IBGE Estatístcas do Século XX A publcação Estatístcas do Século XX do IBGE possu nformações populaconas, socas, polítcas, culturas e econômcas, publcadas ao longo do século XX e produzdas pelo IBGE e outros órgãos públcos 4. Para este estudo utlzamos os seguntes dados referentes à educação: ) número de escolas e ) número de professores. Estas nformações estão dsponíves para o período de 1908 a Cabe ressaltar, no entanto, que não há uma regulardade em relação à abertura destas nformações. Desta forma, fo necessáro realzar um ajuste na sére apresentado a segur. 4 Dados dsponíves em 16

17 Para o período entre 1963 e 1966 há nformações sobre número de escolas e número de cursos por undade da federação. Já para o período entre 1967 e 1977 não estão dsponíves o número de escolas. Há somente número de cursos. Desta forma, para este período optamos por estmar o número de escolas. Como para o período entre 1963 e 1966 há ambas as nformações, fo calculada a razão méda entre numero de cursos e número de estabelecmentos neste período. Esta méda fo aplcada para o período de 1967 e 1977 para obter o número de escolas na Undade da Federação. Fo consderado somente o número ntero calculado. Para os casos em que o número de cursos fo menor que a razão méda calculada anterormente, para que o valor fnal de undades escolares não fosse zero fo consderado o número de cursos como sendo o número de undades escolares. (o numero de escolas não pode ser zero quando o número de cursos não é zero). Dados populaconas Para o cálculo dos nstrumentos número de escolas por crança em dade escolar e pb per capta fo utlzado as estmatvas de população apresentados nos dversos Censos publcados pelo IBGE. As nformações sobre população também constam nas Estatístcas do Século XX, no entanto, optou-se por não utlzar esses dados, pos a séres apresentam muta dvergênca em relação aos números apresentados pelo Censo. Como o Censo é realzado geralmente uma vez a cada 10 anos, fo necessáro crar uma sére anual da população por estado. Esta sére fo crada a partr do cálculo da taxa anual de crescmento geométrca entre os períodos em que há nformações do Censo e esta taxa fo aplcada para a obtenção dos dados anuas. Estados Durante do século XX város estados foram crados ou ncorporados a outros no Brasl. Para que fosse possível compatblzar os dados hstórcos fo precso agrupar alguns estados. Os Estados que não exstem mas e que foram ncorporados a outros são: ) Terrtóro do Iguaçu que fo ncorporado ao Paraná; ) Terrtóro de Ponta-Porã que fo ncorporado ao Mato Grosso e ) Guanabara que fo: ncorporado ao Ro de Janero. Já os Estados crados a partr da dvsão de outros estados, estes foram agrupados ao estado de orgem. Desta forma, o Mato Grosso do Sul fo ncorporado ao Mato Grosso e o Tocantns fo ncorporado ao estado de Goás. Por fm, três antgos terrtóros federas foram transformados em estados. São eles: ) Terrtóro de Ro Branco: separado do estado do Amazonas em 1943, se tornou Terrtóro de Rorama em 1962 e estado de Rorama em 1988; ) Terrtóro de Guaporé: separado de parte do Estado do Amazonas e do Estado de Mato Grosso em 1943, se tornou Terrtóro de Rondôna em 1956 e estado de Rondôna em 1981 e ) Terrtóro do Amapá: separado do estado do Pará em 1943 se tornou estado do Amapá em Anexo 2: Estatístcas descrtvas e resultados dos testes de robustez Varável Obs. Méda Padrão Mínmo Máxmo Ter a ocupação de doméstca Prmero emprego como doméstca Anos de escolardade Idade com que começou a trabalhar Número de escolas aos 7 anos Número de escolas aos 14 anos Número de professores aos 7 anos Número de professores aos 14 anos PIB per capta do estado aos 12 anos Idade Branco Pa com Elementar ncompleto Pa com Elementar completo Pa com Médo 1o cclo ncompleto

18 Varável Obs. Méda Padrão Mínmo Máxmo Pa com Médo 1o cclo completo Pa com Médo 2o cclo ncompleto Pa com Médo 2o cclo completo Pa com Superor ncompleto Pa com Superor completo Pa com Mestrado ou doutorado completo Pa não sabe nformar / Ignorado Sem nformação de escolardade do pa Mãe com Elementar ncompleto Mãe com Elementar completo Mãe com Médo 1o cclo ncompleto Mãe com Médo 1o cclo completo Mãe com Médo 2o cclo ncompleto Mãe com Médo 2o cclo completo Mãe com Superor ncompleto Mãe com Superor completo Sem nformação de escolardade da mãe PIB per capta do estado aos 25 anos Resultados do prmero estágo Varável dependente: Mgração como varável endógena Prmera ocupação como doméstca Escolardade Idade com que começou a trabalhar Mgrantes Núm. de escola aos 14 anos ** ** *** Núm. de professores aos 14 anos *** *** *** PIB per capta aos 12 anos ** *** *** Interação escola e educação do pa ** * ** Interação professores e educação do pa 0.01 *** *** ** Constante *** *** *** *** Obs: F Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE Partal R-squared of excluded nstruments: Test of excluded nstruments: F Prob > F *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. Demas controles são: dade, ser branca ou amarela, educação do pa, educação da mãe e regão de nascmento. Varável dependente: PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Prmera ocupação como doméstca Escolardade Coef. Padrão Idade com que começou a trabalhar Coef. Padrão PIB per capta aos 25 anos *** Número de escola aos 14 anos ** Número de professores aos 14 anos *** PIB per capta aos 12 anos * *** *** Interação escola e educação do pa *** * Interação professores e educação do pa *** *** ** Constante *** *** *** Obs:

19 F Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE Partal R-squared of excluded nstruments: Test of excluded nstruments: F Prob > F *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. Mgração como varável endógena e PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Varável dependente: Prmera ocupação como doméstca Escolardade Idade com que começou a trabalhar Mgrantes PIB per capta aos 25 anos *** *** Número de escola aos 14 anos ** *** Número de professores aos 14 anos *** *** PIB per capta aos 12 anos * *** *** *** Interação escola e educação do pa *** * ** Interação professores e educação do pa 0.01 *** *** ** Constante *** *** *** *** Obs: F Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE Partal R-squared of excluded nstruments: Test of excluded nstruments: F Prob > F *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. Resultados do segundo estágo Ter a ocupação de doméstca Mgração como varável endógena Coef. Padrão PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Coef. Padrão Mgração como varável endógena e PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Coef. Padrão Prmera ocupação doméstca *** *** 0.3 Escolardade * Idade com que começou a trabalhar Ser mgrante Idade Ser branca Pa com Elementar ncompleto Pa com Elementar completo Pa com Médo 1o cclo ncompleto Pa com Médo 1o cclo completo Pa com Médo 2o cclo ncompleto Pa com Médo 2o cclo completo Pa com Superor ncompleto Pa com Superor completo Pa com Mestrado ou doutorado completo Pa não sabe nformar / Ignorado Sem nformação de escolardade do pa ** Mãe com Elementar ncompleto Mãe com Elementar completo Mãe com Médo 1o cclo ncompleto

20 Mgração como varável endógena PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Mgração como varável endógena e PIB per capta aos 25 anos como varável de controle Mãe com Médo 1o cclo completo Mãe com Médo 2o cclo ncompleto Mãe com Médo 2o cclo completo Mãe com Superor ncompleto Mãe com Superor completo Mãe com Mestrado ou doutorado completo Mãe não sabe nformar / Ignorado Sem nformação de escolardade da mãe Nordeste Sudeste 0.06 *** ** ** Sul ** * Centro-Oeste PIB per capta aos 25 anos _cons Number of obs F( 32, 753) Prob > F Centered R Uncentered R Root MSE Hansen J statstc (overdentfcaton test of all nstruments): Ch-sq(2) P-val = *** p-valor <= 1%, ** p-valor entre 1% e 5%, * p-valor > 5% e <=10%. *** 20

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial O mgrante de retorno na Regão Norte do Brasl: Uma aplcação de Regressão Logístca Multnomal 1. Introdução Olavo da Gama Santos 1 Marnalva Cardoso Macel 2 Obede Rodrgues Cardoso 3 Por mgrante de retorno,

Leia mais

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil.

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil. 1 A INSERÇÃO E O RENDIMENTO DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO: UMA ANÁLISE PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL Prscla Gomes de Castro 1 Felpe de Fgueredo Slva 2 João Eustáquo de Lma 3 Área temátca: 3 -Demografa

Leia mais

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para Objetvos da aula Essa aula objetva fornecer algumas ferramentas descrtvas útes para escolha de uma forma funconal adequada. Por exemplo, qual sera a forma funconal adequada para estudar a relação entre

Leia mais

Situação Ocupacional dos Jovens das Comunidades de Baixa Renda da Cidade do Rio de Janeiro *

Situação Ocupacional dos Jovens das Comunidades de Baixa Renda da Cidade do Rio de Janeiro * Stuação Ocupaconal dos Jovens das Comundades de Baxa Renda da Cdade do Ro de Janero * Alessandra da Rocha Santos Cínta C. M. Damasceno Dense Brtz do Nascmento Slva ' Mara Beatrz A. M. da Cunha Palavras-chave:

Leia mais

DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO RESUMO

DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO RESUMO Revsta Economa e Desenvolvmento, n. 21, 2009 DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO Elane Pnhero de Sousa 1 João Eustáquo de Lma 2 RESUMO As mudanças

Leia mais

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma.

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA AV. FERNANDO FERRARI, 514 - GOIABEIRAS 29075-910 VITÓRIA - ES PROF. ANDERSON COSER GAUDIO FONE: 4009.7820 FAX: 4009.2823

Leia mais

Análise da Situação Ocupacional de Crianças e Adolescentes nas Regiões Sudeste e Nordeste do Brasil Utilizando Informações da PNAD 1999 *

Análise da Situação Ocupacional de Crianças e Adolescentes nas Regiões Sudeste e Nordeste do Brasil Utilizando Informações da PNAD 1999 * Análse da Stuação Ocupaconal de Cranças e Adolescentes nas Regões Sudeste e Nordeste do Brasl Utlzando Informações da PNAD 1999 * Phllppe George Perera Gumarães Lete PUC Ro/Depto. De Economa IBGE/ENCE

Leia mais

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que DESEMPREGO DE JOVENS NO BRASIL I. Introdução O desemprego é vsto por mutos como um grave problema socal que vem afetando tanto economas desenvolvdas como em desenvolvmento. Podemos dzer que os índces de

Leia mais

Cálculo do Conceito ENADE

Cálculo do Conceito ENADE Insttuto aconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera IEP Mnstéro da Educação ME álculo do onceto EADE Para descrever o cálculo do onceto Enade, prmeramente é mportante defnr a undade de observação

Leia mais

Determinantes da Desigualdade de Renda em Áreas Rurais do Nordeste.

Determinantes da Desigualdade de Renda em Áreas Rurais do Nordeste. Determnantes da Desgualdade de Renda em Áreas Ruras do Nordeste. Autores FLÁVIO ATALIBA BARRETO DÉBORA GASPAR JAIR ANDRADE ARAÚJO Ensao Sobre Pobreza Nº 18 Março de 2009 CAEN - UFC Determnantes da Desgualdade

Leia mais

Regressão e Correlação Linear

Regressão e Correlação Linear Probabldade e Estatístca I Antono Roque Aula 5 Regressão e Correlação Lnear Até o momento, vmos técncas estatístcas em que se estuda uma varável de cada vez, estabelecendo-se sua dstrbução de freqüêncas,

Leia mais

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel Estmatva da Incerteza de Medção da Vscosdade Cnemátca pelo Método Manual em Bodesel Roberta Quntno Frnhan Chmn 1, Gesamanda Pedrn Brandão 2, Eustáquo Vncus Rbero de Castro 3 1 LabPetro-DQUI-UFES, Vtóra-ES,

Leia mais

Biocombustíveis e inclusão social: impacto das normas ambientais sobre o mercado de trabalho

Biocombustíveis e inclusão social: impacto das normas ambientais sobre o mercado de trabalho Bocombustíves e nclusão socal: mpacto das normas ambentas sobre o mercado de trabalho Márca Azanha Ferraz Das de Moraes ESALQ/USP Colaboração: Fabíola Crstna Rbero de Olvera Luz Gustavo Antono de Souza

Leia mais

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como:

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como: REGRESSÃO LOGÍSTCA. ntrodução Defnmos varáves categórcas como aquelas varáves que podem ser mensurados usando apenas um número lmtado de valores ou categoras. Esta defnção dstngue varáves categórcas de

Leia mais

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação Mnstéro da Educação Insttuto Naconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera Cálculo do Conceto Prelmnar de Cursos de Graduação Nota Técnca Nesta nota técnca são descrtos os procedmentos utlzados

Leia mais

Desemprego de Jovens no Brasil *

Desemprego de Jovens no Brasil * Desemprego de Jovens no Brasl * Prsclla Matas Flor Palavras-chave: desemprego; jovens; prmero emprego; Brasl. Resumo Este trabalho tem como objetvo analsar a estrutura do desemprego dos jovens no Brasl,

Leia mais

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS Depto de Físca/UFMG Laboratóro de Fundamentos de Físca NOTA II TABELAS E GRÁFICOS II.1 - TABELAS A manera mas adequada na apresentação de uma sére de meddas de um certo epermento é através de tabelas.

Leia mais

Linha Técnica Sessão III Duplas Diferenças (DD) e Dados em Painel

Linha Técnica Sessão III Duplas Diferenças (DD) e Dados em Painel Lnha Técnca Sessão III Duplas Dferenças (DD) e Dados em Panel Human Development Network Spansh Impact Evaluaton Fund www.worldbank.org/sef Estrutura da sessão Quando usamos Duplas Dferenças? (DD) Estratéga

Leia mais

Introdução e Organização de Dados Estatísticos

Introdução e Organização de Dados Estatísticos II INTRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS 2.1 Defnção de Estatístca Uma coleção de métodos para planejar expermentos, obter dados e organzá-los, resum-los, analsá-los, nterpretá-los e deles extrar

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CCSA - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas Curso de Economia

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CCSA - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas Curso de Economia CCSA - Centro de Cêncas Socas e Aplcadas Curso de Economa ECONOMIA REGIONAL E URBANA Prof. ladmr Fernandes Macel LISTA DE ESTUDO. Explque a lógca da teora da base econômca. A déa que sustenta a teora da

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1 Segundo Menezes-Filho (2001), brasileiros com ensino fundamental completo ganham, em média, três vezes

1 INTRODUÇÃO. 1 Segundo Menezes-Filho (2001), brasileiros com ensino fundamental completo ganham, em média, três vezes A amplação da jornada escolar melhora o desempenho acadêmco dos estudantes? Uma avalação do programa Escola de Tempo Integral da rede públca do Estado de São Paulo 1 INTRODUÇÃO O acesso à educação é uma

Leia mais

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola Nota Técnca Médas do ENEM 2009 por Escola Crado em 1998, o Exame Naconal do Ensno Médo (ENEM) tem o objetvo de avalar o desempenho do estudante ao fm da escolardade básca. O Exame destna-se aos alunos

Leia mais

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento Análse Econômca da Aplcação de Motores de Alto Rendmento 1. Introdução Nesta apostla são abordados os prncpas aspectos relaconados com a análse econômca da aplcação de motores de alto rendmento. Incalmente

Leia mais

E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL

E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL Clarssa Côrtes Pres Ernesto Cordero Marujo José Cechn Superntendente Executvo 1 Apresentação Este artgo examna se o rankng das Undades

Leia mais

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL. A FUNÇÃO DE PRODUÇÃO E SUPERMERCADOS NO BRASIL ALEX AIRES CUNHA (1) ; CLEYZER ADRIAN CUNHA (). 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL;.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

Leia mais

Apostila de Estatística Curso de Matemática. Volume II 2008. Probabilidades, Distribuição Binomial, Distribuição Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna

Apostila de Estatística Curso de Matemática. Volume II 2008. Probabilidades, Distribuição Binomial, Distribuição Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna Apostla de Estatístca Curso de Matemátca Volume II 008 Probabldades, Dstrbução Bnomal, Dstrbução Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna 1 Capítulo 8 - Probabldade 8.1 Conceto Intutvamente pode-se defnr probabldade

Leia mais

* Economista do Instituto Federal do Sertão Pernambucano na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional PRODI.

* Economista do Instituto Federal do Sertão Pernambucano na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional PRODI. O desempenho setoral dos muncípos que compõem o Sertão Pernambucano: uma análse regonal sob a ótca energétca. Carlos Fabano da Slva * Introdução Entre a publcação de Methods of Regonal Analyss de Walter

Leia mais

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Análse de Regressão Profa Alcone Mranda dos Santos Departamento de Saúde Públca UFMA Introdução Uma das preocupações estatístcas ao analsar dados, é a de crar modelos que explctem estruturas do fenômeno

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI NA REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS. Uma equação simplificada para se determinar o lucro de uma empresa é:

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI NA REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS. Uma equação simplificada para se determinar o lucro de uma empresa é: UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI A REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS Ademr José Petenate Departamento de Estatístca - Mestrado em Qualdade Unversdade Estadual de Campnas Brasl 1. Introdução Qualdade é hoje

Leia mais

Controlo Metrológico de Contadores de Gás

Controlo Metrológico de Contadores de Gás Controlo Metrológco de Contadores de Gás José Mendonça Das (jad@fct.unl.pt), Zulema Lopes Perera (zlp@fct.unl.pt) Departamento de Engenhara Mecânca e Industral, Faculdade de Cêncas e Tecnologa da Unversdade

Leia mais

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO - SEPLAG INSTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECONÔMICA DO CEARÁ - IPECE NOTA TÉCNICA Nº 29 PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS

Leia mais

Análise do Retorno da Educação na Região Norte em 2007: Um Estudo à Luz da Regressão Quantílica.

Análise do Retorno da Educação na Região Norte em 2007: Um Estudo à Luz da Regressão Quantílica. Análse do Retorno da Edcação na Regão Norte em 2007: Um Estdo à Lz da Regressão Qantílca. 1 Introdcão Almr Rogéro A. de Soza 1 Jâno Macel da Slva 2 Marnalva Cardoso Macel 3 O debate sobre o relaconamento

Leia mais

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2 Econometra - Lsta 3 - Regressão Lnear Múltpla Professores: Hedbert Lopes, Prscla Rbero e Sérgo Martns Montores: Gustavo Amarante e João Marcos Nusdeo QUESTÃO 1. Você trabalha na consultora Fazemos Qualquer

Leia mais

PREVISÃO DE PARTIDAS DE FUTEBOL USANDO MODELOS DINÂMICOS

PREVISÃO DE PARTIDAS DE FUTEBOL USANDO MODELOS DINÂMICOS PREVISÃO DE PRTIDS DE FUTEBOL USNDO MODELOS DINÂMICOS Oswaldo Gomes de Souza Junor Insttuto de Matemátca Unversdade Federal do Ro de Janero junor@dme.ufrj.br Dan Gamerman Insttuto de Matemátca Unversdade

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnlesteMG Dscplna: Introdução à Intelgênca Artfcal Professor: Luz Carlos Fgueredo GUIA DE LABORATÓRIO LF. 01 Assunto: Lógca Fuzzy Objetvo: Apresentar o

Leia mais

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado)

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado) 5 Aplcação Neste capítulo será apresentada a parte empírca do estudo no qual serão avalados os prncpas regressores, um Modelo de Índce de Dfusão com o resultado dos melhores regressores (aqu chamado de

Leia mais

IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1

IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1 IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1 Rcardo Kuresk 2 Glson Martns 3 Rossana Lott Rodrgues 4 1 - INTRODUÇÃO 1 2 3 4 O nteresse analítco pelo agronegóco exportador

Leia mais

Determinantes da adoção da tecnologia de despolpamento na cafeicultura: estudo de uma região produtora da Zona da Mata de Minas Gerais 1

Determinantes da adoção da tecnologia de despolpamento na cafeicultura: estudo de uma região produtora da Zona da Mata de Minas Gerais 1 DETERMINANTES DA ADOÇÃO DA TECNOLOGIA DE DESPOLPAMENTO NA CAFEICULTURA: ESTUDO DE UMA REGIÃO PRODUTORA DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS govanblas@yahoo.com.br Apresentação Oral-Cênca, Pesqusa e Transferênca

Leia mais

DETERMINANTES DA CRIMINALIDADE NO ESTADO DO PARANÁ fcccassuce@yahoo.com.br

DETERMINANTES DA CRIMINALIDADE NO ESTADO DO PARANÁ fcccassuce@yahoo.com.br DETERMINANTES DA CRIMINALIDADE NO ESTADO DO PARANÁ fcccassuce@yahoo.com.br Apresentação Oral-Desenvolvmento Rural, Terrtoral e regonal JONAS MAURÍCIO GONÇALVES; FRANCISCO CARLOS DA CUNHA CASSUCE; VALDIR

Leia mais

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL Área 11 - Economa Socal e Demografa Econômca Classfcação JEL: I28, H52, C35. André Olvera Ferrera Lourero Insttuto de Pesqusa

Leia mais

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Matemática e Estatística Econometria

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Matemática e Estatística Econometria Unversdade do Estado do Ro de Janero Insttuto de Matemátca e Estatístca Econometra Revsão de modelos de regressão lnear Prof. José Francsco Morera Pessanha professorjfmp@hotmal.com Regressão Objetvo: Estabelecer

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE. O CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO da Universidade Federal de Sergipe, no uso de suas atribuições legais,

RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE. O CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO da Universidade Federal de Sergipe, no uso de suas atribuições legais, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE Aprova as Normas Geras do Processo Seletvo para

Leia mais

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS.

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS. Snas Lumnosos 1-Os prmeros snas lumnosos Os snas lumnosos em cruzamentos surgem pela prmera vez em Londres (Westmnster), no ano de 1868, com um comando manual e com os semáforos a funconarem a gás. Só

Leia mais

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar?

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Sumáro Sstemas Robótcos Navegação Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Carlos Carreto Curso de Engenhara Informátca Ano lectvo 2003/2004 Escola Superor de Tecnologa e Gestão da Guarda

Leia mais

ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1

ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1 ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1 Márca Regna Godoy*, Gácomo Balbnotto Neto**; Eduardo Pontual Rbero**. *Aluna do Curso de Doutorado em Economa Aplcada do PPGE/UFRGS.

Leia mais

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca nº 256/2009-SRE/ANEEL Brasíla, 29 de julho de 2009 METODOLOGIA E ÁLULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca n o 256/2009 SRE/ANEEL Em 29 de julho de 2009. Processo nº 48500.004295/2006-48

Leia mais

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities A Importânca da Educação para a Recente Queda da Desgualdade de Renda Salaral no Brasl: Uma análse de decomposção para as regões Nordeste e Sudeste Valdemar Rodrgues de Pnho Neto Técnco de pesqusa do Insttuto

Leia mais

TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDANÇA NO RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ENTRE OS MUNICÍPIOS CEARENSES

TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDANÇA NO RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ENTRE OS MUNICÍPIOS CEARENSES GOVERO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DE PLAEJAMETO E GESTÃO (SEPLAG) Insttuto de Pesqusa e Estratéga Econômca do Ceará (IPECE) TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDAÇA O RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ETRE

Leia mais

Modelos estatísticos para previsão de partidas de futebol

Modelos estatísticos para previsão de partidas de futebol Modelos estatístcos para prevsão de partdas de futebol Dan Gamerman Insttuto de Matemátca, UFRJ dan@m.ufrj.br X Semana da Matemátca e II Semana da Estatístca da UFOP Ouro Preto, MG 03/11/2010 Algumas perguntas

Leia mais

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA Metodologa IHFA - Índce de Hedge Funds ANBIMA Versão Abrl 2011 Metodologa IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA 1. O Que é o IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA? O IHFA é um índce representatvo da ndústra de hedge

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL 1 UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL Área 4 - Desenvolvmento, Pobreza e Eqüdade Patríca Ullmann Palermo (Doutoranda PPGE/UFRGS) Marcelo Savno Portugal (Professor do PPGE/UFRGS)

Leia mais

A influência das regiões de fronteira e de variáveis socioeconômicas na criminalidade no estado do Paraná

A influência das regiões de fronteira e de variáveis socioeconômicas na criminalidade no estado do Paraná PERSPECTIVA ECONÔMICA v. 6, n. 2:23-44 jul/dez 2010 ISSN 1808-575X do: 10.4013/pe.2010.62.02 A nfluênca das regões de frontera e de varáves socoeconômcas na crmnaldade no estado do Paraná Jonas Mauríco

Leia mais

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA 658 Gaudo & Zandonade Qum. Nova Qum. Nova, Vol. 4, No. 5, 658-671, 001. Dvulgação PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Anderson Coser Gaudo

Leia mais

WORKING PAPERS IN APPLIED ECONOMICS

WORKING PAPERS IN APPLIED ECONOMICS Unversdade Federal de Vçosa Departamento de Economa Rural WORKING PAPERS IN APPLIED ECONOMICS CLUBES DE CONVERGÊNCIA NOS MUNICIPIOS MINEIROS: UMA ANÁLISE VIA MODELO THRESHOLD Rcardo Bruno Nascmento dos

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL,

ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL, ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL, 1980/2000 2 1. INTRODUÇÃO 2 2. METODOLOGIA 3 3. ANÁLISE COMPARATIVA

Leia mais

Despacho Econômico de. Sistemas Termoelétricos e. Hidrotérmicos

Despacho Econômico de. Sistemas Termoelétricos e. Hidrotérmicos Despacho Econômco de Sstemas Termoelétrcos e Hdrotérmcos Apresentação Introdução Despacho econômco de sstemas termoelétrcos Despacho econômco de sstemas hdrotérmcos Despacho do sstema braslero Conclusões

Leia mais

PARTE 1. 1. Apresente as equações que descrevem o comportamento do preço de venda dos imóveis.

PARTE 1. 1. Apresente as equações que descrevem o comportamento do preço de venda dos imóveis. EXERCICIOS AVALIATIVOS Dscplna: ECONOMETRIA Data lmte para entrega: da da 3ª prova Valor: 7 pontos INSTRUÇÕES: O trabalho é ndvdual. A dscussão das questões pode ser feta em grupo, mas cada aluno deve

Leia mais

SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE

SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE Vctor Hugo de Olvera José Ramundo Carvalho Resumo O objetvo do presente estudo é o de analsar

Leia mais

ÁREA DE INTERESSE: TEORIA ECONÔMICA E MÉTODOS QUANTITATIVOS

ÁREA DE INTERESSE: TEORIA ECONÔMICA E MÉTODOS QUANTITATIVOS ÁREA DE INTERESSE: TEORIA ECONÔMICA E MÉTODOS QUANTITATIVOS TÍTULO: ECONOMETRIA NÃO PARAMÉTRICA E EXPECTATIVA DE VIDA NOS MUNICÍPIOS DO NORDESTE: UMA APLICAÇÃO DO ESTIMADOR DE NADARAYA-WATSON. Palavras-Chaves:

Leia mais

ESTUDO SOBRE A EVASÃO ESCOLAR USANDO REGRESSÃO LOGÍSTICA: ANÁLISE DOS ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUVERAVA

ESTUDO SOBRE A EVASÃO ESCOLAR USANDO REGRESSÃO LOGÍSTICA: ANÁLISE DOS ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUVERAVA ESTUDO SOBRE A EVASÃO ESCOLAR USANDO REGRESSÃO LOGÍSTICA: ANÁLISE DOS ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUVERAVA STUDY ON THE TRUANCY USING LOGISTIC REGRESSION: ANALYSIS OF THE

Leia mais

Impactos dos encargos sociais na economia brasileira

Impactos dos encargos sociais na economia brasileira Impactos dos encargos socas na economa braslera Mayra Batsta Btencourt Professora da Unversdade Federal de Mato Grosso do Sul Erly Cardoso Texera Professor da Unversdade Federal de Vçosa Palavras-chave

Leia mais

Física. Setor B. Índice-controle de Estudo. Prof.: Aula 23 (pág. 86) AD TM TC. Aula 24 (pág. 87) AD TM TC. Aula 25 (pág.

Física. Setor B. Índice-controle de Estudo. Prof.: Aula 23 (pág. 86) AD TM TC. Aula 24 (pág. 87) AD TM TC. Aula 25 (pág. Físca Setor Prof.: Índce-controle de studo ula 23 (pág. 86) D TM TC ula 24 (pág. 87) D TM TC ula 25 (pág. 88) D TM TC ula 26 (pág. 89) D TM TC ula 27 (pág. 91) D TM TC ula 28 (pág. 91) D TM TC evsanglo

Leia mais

2 Máquinas de Vetor Suporte 2.1. Introdução

2 Máquinas de Vetor Suporte 2.1. Introdução Máqunas de Vetor Suporte.. Introdução Os fundamentos das Máqunas de Vetor Suporte (SVM) foram desenvolvdos por Vapnk e colaboradores [], [3], [4]. A formulação por ele apresentada se basea no prncípo de

Leia mais

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento.

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento. Testando um Mto de Investmento : Efcáca da Estratéga de Investmento em Ações de Crescmento. Autora: Perre Lucena Rabon, Odlon Saturnno Slva Neto, Valera Louse de Araújo Maranhão, Luz Fernando Correa de

Leia mais

Uma Análise da Convergência Espacial do PIB per capita para os Municípios da Região Sul do Brasil (1999-2008)

Uma Análise da Convergência Espacial do PIB per capita para os Municípios da Região Sul do Brasil (1999-2008) Uma Análse da Convergênca Espacal do PIB per capta para os Muncípos da Regão Sul do Brasl (1999-2008) Letíca Xander Russo 1 Wesley Olvera Santos 2 José Luz Parré 3 Resumo Este artgo nvestga a hpótese de

Leia mais

www.obconcursos.com.br/portal/v1/carreirafiscal

www.obconcursos.com.br/portal/v1/carreirafiscal www.obconcursos.com.br/portal/v1/carrerafscal Moda Exercíco: Determne o valor modal em cada um dos conjuntos de dados a segur: X: { 3, 4,, 8, 8, 8, 9, 10, 11, 1, 13 } Mo 8 Y: { 10, 11, 11, 13, 13, 13,

Leia mais

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES ESTUDO DO COMPORTAMENTO DO RETORNO DAS AÇÕES AO REDOR DA DATA EX-DISTRIBUIÇÃO

Leia mais

DETERMINANTES DO DESMATAMENTO EM PEQUENAS PROPRIEDADES NA AMAZÔNIA: UM ESTUDO DE CASO EM URUARÁ PA 1

DETERMINANTES DO DESMATAMENTO EM PEQUENAS PROPRIEDADES NA AMAZÔNIA: UM ESTUDO DE CASO EM URUARÁ PA 1 Rtaumara de J. Perera, Wlson da Cruz Vera, João Eustáquo de Lma & Marcellus Marques Caldas DETERMINANTES DO DESMATAMENTO EM PEQUENAS PROPRIEDADES NA AMAZÔNIA: UM ESTUDO DE CASO EM URUARÁ PA 1 Rtaumara

Leia mais

EFEITOS REDISTRIBUTIVOS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E REDUÇÃO TRIBUTÁRIA NOS SETORES AGROPECUÁRIO E AGROINDUSTRIAL

EFEITOS REDISTRIBUTIVOS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E REDUÇÃO TRIBUTÁRIA NOS SETORES AGROPECUÁRIO E AGROINDUSTRIAL Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos ISSN Santos Res 1679-1614 EFEITOS REDISTRIBUTIVOS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E REDUÇÃO TRIBUTÁRIA NOS SETORES AGROPECUÁRIO E AGROINDUSTRIAL Vladmr

Leia mais

Análise logística da localização de um armazém para uma empresa do Sul Fluminense importadora de alho in natura

Análise logística da localização de um armazém para uma empresa do Sul Fluminense importadora de alho in natura Análse logístca da localzação de um armazém para uma empresa do Sul Flumnense mportadora de alho n natura Jader Ferrera Mendonça Patríca Res Cunha Ilton Curty Leal Junor Unversdade Federal Flumnense Unversdade

Leia mais

Sempre que surgir uma dúvida quanto à utilização de um instrumento ou componente, o aluno deverá consultar o professor para esclarecimentos.

Sempre que surgir uma dúvida quanto à utilização de um instrumento ou componente, o aluno deverá consultar o professor para esclarecimentos. Insttuto de Físca de São Carlos Laboratóro de Eletrcdade e Magnetsmo: Transferênca de Potênca em Crcutos de Transferênca de Potênca em Crcutos de Nesse prátca, estudaremos a potênca dsspada numa resstênca

Leia mais

Otimização de Custos de Transporte e Tributários em um Problema de Distribuição Nacional de Gás

Otimização de Custos de Transporte e Tributários em um Problema de Distribuição Nacional de Gás A pesqusa Operaconal e os Recursos Renováves 4 a 7 de novembro de 2003, Natal-RN Otmzação de ustos de Transporte e Trbutáros em um Problema de Dstrbução Naconal de Gás Fernanda Hamacher 1, Fernanda Menezes

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES O Danel Slvera pedu para eu resolver mas questões do concurso da CEF. Vou usar como base a numeração do caderno foxtrot Vamos lá: 9) Se, ao descontar uma promssóra com valor de face de R$ 5.000,00, seu

Leia mais

TAXA DE INADIMPLÊNCIA NAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO QUE SE TRANSFORMARAM PARA A MODALIDADE DE LIVRE ADMISSÃO

TAXA DE INADIMPLÊNCIA NAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO QUE SE TRANSFORMARAM PARA A MODALIDADE DE LIVRE ADMISSÃO TAXA DE INADIMPLÊNCIA NAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO QUE SE TRANSFORMARAM PARA A MODALIDADE DE LIVRE ADMISSÃO Resumo Nos últmos cnco anos, ocorreram mportantes alterações normatvas no Brasl relaconadas ao

Leia mais

Controle de qualidade de produto cartográfico aplicado a imagem de alta resolução

Controle de qualidade de produto cartográfico aplicado a imagem de alta resolução Controle de qualdade de produto cartográfco aplcado a magem de alta resolução Nathála de Alcântara Rodrgues Alves¹ Mara Emanuella Frmno Barbosa¹ Sydney de Olvera Das¹ ¹ Insttuto Federal de Educação Cênca

Leia mais

CAMARÁ MUNICIPAL DE FORTALEZA

CAMARÁ MUNICIPAL DE FORTALEZA PROJETQ DE DECRETO LEGISLATIVO /2015. "Concede o título de cdadãl de Fortaleza ao artsta plástco Ramundo Pnhero Pedrosa, conhecdo como Bruno Pedrosa". A CAMARÁ MUNICIPAL DE FORTALEZA DECRETA: Art. 1 -

Leia mais

MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL

MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL RESUMO Francel Tonet Macel 1 Ana Mara Hermeto Camlo de Olvera 2 O objetvo deste trabalho fo verfcar possíves fatores determnantes da decsão

Leia mais

Análise espacial da criminalidade no Rio Grande do Sul

Análise espacial da criminalidade no Rio Grande do Sul Análse espacal da crmnaldade no Ro Grande do Sul Crstano Aguar de Olvera 1 Resumo: Este artgo faz uma análse espacal da crmnaldade no Estado do Ro Grande do Sul. Para este fm, é apresentado um modelo econométrco

Leia mais

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado Varabldade Espacal do Teor de Água de um Argssolo sob Planto Convenconal de Fejão Irrgado Elder Sânzo Aguar Cerquera 1 Nerlson Terra Santos 2 Cásso Pnho dos Res 3 1 Introdução O uso da água na rrgação

Leia mais

Estimativa dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro.

Estimativa dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro. Estmatva dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro. O. L. L. Moraes 1, H. R. da Rocha 2, M. A. Faus da Slva Das 2, O Cabral 3 1 Departamento

Leia mais

III. Consequências de um novo padrão de inserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na região metropolitana de São Paulo

III. Consequências de um novo padrão de inserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na região metropolitana de São Paulo CEPAL - SERIE Polítcas socales N 60 III. Consequêncas de um novo padrão de nserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na regão metropoltana de São Paulo A. Introdução Rcardo Paes de

Leia mais

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2. MATERIAIS E MÉTODOS AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS MODELOS DO IPCC-AR4 NO NORDESTE SETENTRIONAL DO BRASIL QUANTO À VARIABILIDADE PLURIANUAL DA PRECIPITAÇÃO NO SÉCULO XX RESUMO--- Os modelos globas do Intergovernmental Panel

Leia mais

DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1

DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1 DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1 ópco: Dspardades regonas - estudos comparados de desenvolvmento e gestão terrtoral Márco Antôno Salvato 2 Paola Fara Lucas de Souza 3 Resumo:

Leia mais

1 Princípios da entropia e da energia

1 Princípios da entropia e da energia 1 Prncípos da entropa e da energa Das dscussões anterores vmos como o conceto de entropa fo dervado do conceto de temperatura. E esta últma uma conseqüênca da le zero da termodnâmca. Dentro da nossa descrção

Leia mais

ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS

ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Insttuto de Cêncas Humanas Departamento de Economa ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS André Gustavo Lacerda Skendzel Orentador:

Leia mais

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias 7. Resolução Numérca de Equações Dferencas Ordnáras Fenômenos físcos em dversas áreas, tas como: mecânca dos fludos, fluo de calor, vbrações, crcutos elétrcos, reações químcas, dentre váras outras, podem

Leia mais

Covariância e Correlação Linear

Covariância e Correlação Linear TLF 00/ Cap. X Covarânca e correlação lnear Capítulo X Covarânca e Correlação Lnear 0.. Valor médo da grandeza (,) 0 0.. Covarânca na propagação de erros 03 0.3. Coecente de correlação lnear 05 Departamento

Leia mais

O impacto do efeito de terceira pessoa em propagandas de plano de saúde. Renata Chagas Universidade Federal de Sergipe, Brazil.

O impacto do efeito de terceira pessoa em propagandas de plano de saúde. Renata Chagas Universidade Federal de Sergipe, Brazil. O mpacto do efeto de tercera pessoa em propagandas de plano de saúde Renata Chagas Unversdade Federal de Sergpe, Brazl E-mal: renata.voss@gmal.com Resumo Este artgo pretende verfcar o mpacto de anúncos

Leia mais

REGULAMENTO GERAL (Modalidades 1, 2, 3 e 4)

REGULAMENTO GERAL (Modalidades 1, 2, 3 e 4) REGULAMENTO GERAL (Modaldades 1, 2, 3 e 4) 1. PARTICIPAÇÃO 1.1 Podem concorrer ao 11º Prêmo FIEB de Desempenho Socoambental da Indústra Baana empresas do setor ndustral nas categoras MICRO E PEQUENO, MÉDIO

Leia mais

Influência dos Procedimentos de Ensaios e Tratamento de Dados em Análise Probabilística de Estrutura de Contenção

Influência dos Procedimentos de Ensaios e Tratamento de Dados em Análise Probabilística de Estrutura de Contenção Influênca dos Procedmentos de Ensaos e Tratamento de Dados em Análse Probablístca de Estrutura de Contenção Mara Fatma Mranda UENF, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasl. Paulo César de Almeda Maa UENF, Campos

Leia mais

ABERTURA COMERCIAL, CRESCIMENTO ECONÔMICO E TAMANHO DOS ESTADOS: EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL.

ABERTURA COMERCIAL, CRESCIMENTO ECONÔMICO E TAMANHO DOS ESTADOS: EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL. ABERTURA COMERCIAL, CRESCIMENTO ECONÔMICO E TAMANHO DOS ESTADOS: EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL. André Matos Magalhães Vctor Carvalho Castelo Branco 2 Tago Vasconcelos Cavalcant 3 Resumo Este trabalho consste

Leia mais

Avaliação da Tendência de Precipitação Pluviométrica Anual no Estado de Sergipe. Evaluation of the Annual Rainfall Trend in the State of Sergipe

Avaliação da Tendência de Precipitação Pluviométrica Anual no Estado de Sergipe. Evaluation of the Annual Rainfall Trend in the State of Sergipe Avalação da Tendênca de Precptação Pluvométrca Anual no Estado de Sergpe Dandara de Olvera Félx, Inaá Francsco de Sousa 2, Pablo Jónata Santana da Slva Nascmento, Davd Noguera dos Santos 3 Graduandos em

Leia mais

Distribuição de Massa Molar

Distribuição de Massa Molar Químca de Polímeros Prof a. Dr a. Carla Dalmoln carla.dalmoln@udesc.br Dstrbução de Massa Molar Materas Polmércos Polímero = 1 macromolécula com undades químcas repetdas ou Materal composto por númeras

Leia mais

RELATÓRIO TÉCNICO Pronatec Bolsa-Formação Uma Avaliação Inicial Sobre Reinserção no Mercado de Trabalho Formal

RELATÓRIO TÉCNICO Pronatec Bolsa-Formação Uma Avaliação Inicial Sobre Reinserção no Mercado de Trabalho Formal RELATÓRIO TÉCNICO Pronatec Bolsa-Formação Uma ção Incal Sobre Renserção no Mercado de Novembro/2015 Relatóro Técnco Pronatec Bolsa-Formação: Uma ção Incal sobre Renserção no Mercado de Equpe Técnca 1 Fernando

Leia mais

Escolha do Consumidor sob condições de Risco e de Incerteza

Escolha do Consumidor sob condições de Risco e de Incerteza 9/04/06 Escolha do Consumdor sob condções de Rsco e de Incerteza (Capítulo 7 Snyder/Ncholson e Capítulo Varan) Turma do Prof. Déco Kadota Dstnção entre Rsco e Incerteza Na lteratura econômca, a prmera

Leia mais

Oportunidades e desafios no mundo do aquecimento o setor tem crescido a cada ano, é verdade, mas continuar nesse ritmo

Oportunidades e desafios no mundo do aquecimento o setor tem crescido a cada ano, é verdade, mas continuar nesse ritmo -. -. - - - -- - -. ~- -- MERCADO -- -=-- - - -=-=-= - ---=- =-= - ~ Oportundades e desafos no mundo do aquecmento o setor tem crescdo a cada ano, é verdade, mas contnuar nesse rtmo requer a superação

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 XXX.YY 22 a 25 Novembro de 2009 Recfe - PE GRUPO - VI GRUPO DE ESTUDO DE COMERCIALIZAÇÃO, ECONOMIA E REGULAÇÃO DE ENERGIA

Leia mais

Como aposentadorias e pensões afetam a educação e o trabalho de jovens do domicílio 1

Como aposentadorias e pensões afetam a educação e o trabalho de jovens do domicílio 1 Como aposentadoras e pensões afetam a educação e o trabalo de jovens do domcílo 1 Rodolfo Hoffmann 2 Resumo A questão central é saber como o valor da parcela do rendmento domclar formada por aposentadoras

Leia mais

14. Correntes Alternadas (baseado no Halliday, 4 a edição)

14. Correntes Alternadas (baseado no Halliday, 4 a edição) 14. orrentes Alternadas (baseado no Hallday, 4 a edção) Por que estudar orrentes Alternadas?.: a maora das casas, comérco, etc., são provdas de fação elétrca que conduz corrente alternada (A ou A em nglês):

Leia mais

O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL

O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL Poema Iss Andrade de Souza * Joaqum José Martns Gulhoto ** Raul da Mota Slvera Neto *** RESUMO

Leia mais