1 INTRODUÇÃO. 1 Segundo Menezes-Filho (2001), brasileiros com ensino fundamental completo ganham, em média, três vezes

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1 INTRODUÇÃO. 1 Segundo Menezes-Filho (2001), brasileiros com ensino fundamental completo ganham, em média, três vezes"

Transcrição

1 A amplação da jornada escolar melhora o desempenho acadêmco dos estudantes? Uma avalação do programa Escola de Tempo Integral da rede públca do Estado de São Paulo 1 INTRODUÇÃO O acesso à educação é uma preocupação comum aos países do mundo todo. Recentemente, o tema tem sdo abordado por mutos estudos e, essa atenção especal pode ser justfcada pelos benefícos que o nvestmento em captal humano proporcona aos ndvíduos e à socedade como um todo. Entre as vantagens ndvduas da educação, destaca-se seu papel na determnação da renda futura dos ndvíduos 1. Além dsso, a educação também tem efetos mportantes sobre o crescmento e desenvolvmento econômco dos países: o desenvolvmento educaconal proporcona, por exemplo, melhoras na qualdade da mão-deobra, que segue acompanhada de aumentos de produtvdade 2. Quando se analsa a questão educaconal, dos pontos são relevantes: o atendmento escolar e a qualdade do ensno. No que tange à nclusão escolar no Brasl, observa-se, a partr dos dados do INEP, uma melhora acentuada nos ndcadores de cobertura escolar. De 1991 a 2000, o atendmento escolar passou de 89% para 96,4%, entre as cranças de 7 a 14 anos, e de 62,3% para 83% para adolescentes de 15 a 17 anos. Por outro lado, a qualdade do ensno não teve o mesmo êxto, já que o Brasl contnua apresentando ndcadores educaconas abaxo dos padrões nternaconas. Essa desfavorável stuação pode ser observada, por exemplo, por meo do Índce de Desenvolvmento da Educação Básca (Ideb), índce desenvolvdo recentemente pelo Inep/MEC. No Brasl como um todo, o índce médo para os anos ncas do ensno fundamental, em 2009, fo de 4,6 pontos, resultado bem aquém da méda 6,0 que corresponde a um sstema educaconal com qualdade semelhante à de países desenvolvdos. A educação braslera também se mostra desfavorável quando observados os resultados do Programa Internaconal de Avalação de Alunos 3 (Psa): em 2009, entre 65 países partcpantes, o Brasl ocupou a 54ª colocação. Todava, deve-se destacar que o Brasl fo um dos três países que apresentou melhor evolução no período de 2000 a Consderando o mportante papel da educação em uma socedade e o cenáro nada favorável à qualdade desta no Brasl, pesqusas voltadas para o entendmento dos determnantes do desempenho educaconal ganham cada vez mas espaço e se fazem necessáras para formulações de polítcas educaconas. É nesse contexto que esse trabalho se nsere. Dversos estudos apontam o background famlar 4 como um dos prncpas determnantes do desempenho educaconal e atrbuem pouca mportânca aos fatores escolares 5. Entretanto, esses últmos fatores são os mas sensíves às ações de polítcas 1 Segundo Menezes-Flho (2001), brasleros com ensno fundamental completo ganham, em méda, três vezes mas que os analfabetos. E aqueles com ensno superor completo apresentam um rendmento salaral médo quase doze vezes superor ao grupo sem escolardade. 2 Barros e Mendonça (1997) evdencam a relevânca do atraso educaconal braslero para o desempenho econômco do mesmo. Os autores mostram que esse atraso leva as taxas de crescmento a valores entre 15 e 30% nferores ao esperado e revelam anda que a elmnação do atraso educaconal tera efetos restrtvos sobre crescmento populaconal e mortaldade e mpactos postvos sobre o desempenho educaconal futuro do país. 3 Avalação nternaconal aplcada, a cada três anos, pela Organzação para Cooperação e Desenvolvmento Econômco (OCDE), que avala o conhecmento de estudantes de 15 anos de dade em matemátca, letura e cêncas. 4 A relevânca das característcas famlares pode ser observada, por exemplo, em estudos brasleros como Barros et al. (2001), Albernaz, Ferrera e Franco (2002) e Felíco e Fernandes (2005). 5 Ver, entre outros, Hanusheck (2003) e Hanusheck (2007).

2 1 educaconas. Dado o atual desenvolvmento tecnológco, a rede públca do Estado de São Paulo acredta que a educação escolar deva ser repensada, a fm de adaptar sua clentela ao contexto atual. Na busca por novos desafos, propõe a amplação da jornada escolar como uma estratéga para uma formação mas completa do aluno, uma formação de qualdade. Facultada pela Le de Dretrzes e Bases da Educação Naconal 6, sanconada em 1996, a proposta da Escola de Tempo Integral (ETI) fo ncada no Estado de São Paulo no ano de 2006, com a pretensão de aprofundar os conhecmentos do aluno, para que o mesmo vvence novas experêncas e anda desenvolva atvdades artístcas e esportvas. Ou seja, com o objetvo de amplar as oportundades dos alunos a partr do enrquecmento currcular. No níco, o programa Escola de Tempo Integral contava com a partcpação de 514 escolas de ensno fundamental da rede públca de ensno do Estado de São Paulo, abrangendo escolas de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª sére. Atualmente, o programa está presente em 399 escolas, em que o aluno permanece daramente por um período de nove horas, ncluído os horáros de lanches e almoço. A Escola de Tempo Integral, por ser um projeto relatvamente novo no Brasl, tem sdo alvo de crítcas e elogos por toda a população. Enquanto alguns vêem a amplação do tempo de permanênca na escola como forma de transformação na qualdade do processo ensno-aprendzagem, outros vêem como um desvo do papel da escola, já que esta passa a assumr o compromsso da proteção socal, que não cabe aos educadores. Nesse sentdo, este estudo busca analsar os efetos da amplação da jornada escolar sobre o rendmento escolar das cranças. A déa é avalar o programa Escola de Tempo Integral, focando o seu mpacto sobre a profcênca méda das escolas da rede públca do Estado de São Paulo, nas avalações de português e matemátca. Para tanto, pretende-se aplcar métodos de pareamento (propensty score matchng) e análses em panel dos dados do SARESP dos anos de 2007 e O pareamento é uma tentatva para soluconar potencas problemas de seleção, já o segundo método conta com a vantagem de controlar efetos específcos de cada ndvíduo e, dessa forma, tenta amenzar possíves problemas de endogenedade. Na lteratura nternaconal, recentes estudos têm abordado a relação entre jornada escolar e desempenho educaconal dos alunos. Quanto aos resultados, anda não exste um consenso: enquanto alguns estudos encontram efetos postvos da amplação do tempo de permanênca na escola, outros observam efetos não sgnfcatvos ou de pequena magntude. Os resultados anda varam de acordo com a dscplna em questão, quantl da dstrbução de notas e local de resdênca 7. Anda se tratando na lteratura nternaconal, alguns trabalhos têm utlzado técncas de análse de tratamento para abordar a relação entre jornada escolar e desempenho acadêmco dos estudantes. Cerdan-Infantes e Vermeersch (2007), por exemplo, analsaram o mpacto do programa Escola de Tempo Integral sobre o desempenho dos estudantes uruguaos da sexta sére. A partr de técncas de propensty score matchng, os autores mostram que os alunos melhoram seu desempenho em matemátca (doma) em 0,07 (0,04) de um desvo padrão a cada ano de partcpação no programa. Na mesma lnha, Belle (2009) analsou o programa Escola de Tempo Integral no Chle, utlzando o método dferenças em dferenças. Seus resultados também apontam efetos postvos do programa sobre o desempenho dos 6 A Le de Dretrzes e Bases da Educação Naconal (LDB) Le nº 9.394/96 prevê o aumento progressvo da jornada escolar para o regme de tempo ntegral (art.34 e 87), a crtéro dos estabelecmentos de ensno. Por sua vez, a Le nº , de 9 de janero de 2001, que nsttuu o Plano Naconal de Educação (PNE), retoma e valorza a Educação Integral, como possbldade de formação ntegral do aluno. 7 Ver, por exemplo, Ede e Showalter (1997), Lee e Barro (2001), Woessman (2003), Pschke (2007), entre outros.

3 2 estudantes, sendo os efetos mas ntensos para os estudantes da zona rural, estudantes de escola públcas e aqueles stuados na parte superor da dstrbução de notas. No Brasl, o tema tem sdo abordado mas por educadores que por economstas. Em geral, os textos têm uma abordagem mas descrtva e pedagógca do problema. Alguns estudos que contemplam a mportânca do tempo educatvo sobre a qualdade de educação acredtam que a amplação da jornada escolar pode alavancar essa qualdade [Kersteneetzky (2006)]. Para outros autores, a extensão do horáro escolar não garante ganhos em termos de qualdade do ensno. Pode ocorrer, em alguns casos, um efeto paradoxal causado pela amplação do tempo de permanênca na escola. Na experênca vvencada pela cdade do Ro de Janero, por exemplo, houve casos em que a jornada ntegral, empobrecda em sua rotna devdo à falta de atvdades dversfcadas, gerou o efeto contráro ao esperado [Cavalere (2002a)]. Resultados sobre a relação entre jornada e desempenho escolar braslero foram reportados no estudo de Franco (2008). Ao analsar o mpacto de característcas de alunos, professores, turmas, dretores e escolas sobre o desempenho dos alunos da 4ª sére no SAEB, a autora mostra, a partr de uma análse em panel, que as cranças que estudam mas de cnco horas na rede prvada têm melhores notas, mas na públca esse efeto não ocorre. Olvera (2008) também explora a amplação da jornada sobre o rendmento escolar em matemátca. Sua amostra compreende os estudantes brasleros da 4ª sére, de escolas da área urbana da rede públca de ensno. Para tanto, foram aplcados estmadores matchng aos dados do Saeb, do ano de Dferentemente da análse de efeto fxo de Franco (2008), os resultados obtdos a partr dos estmadores matchng sugerem a exstênca de um efeto postvo das jornadas escolares ampladas: um aumento de quatro para cnco horas na jornada levou a um aumento de 8,36 pontos na profcênca em matemátca dos alunos. A revsão de lteratura mostra que o tema anda pode ser bastante explorado, prncpalmente a partr de dados educaconas brasleros. Como pode ser observado, teve-se conhecmento de apenas dos estudos que dão tratamento estatístco-econométrco aos dados naconas. De uma manera geral, os resultados não sugerem a exstênca de efetos expressvos da amplação do tempo de permanênca na escola sobre o desempenho dos alunos brasleros. Essa escassez de estudos dá à pesqusa proposta a oportundade de trazer resultados mportantes e necessáros para um melhor entendmento da relação entre Escola de Tempo Integral e desempenho educaconal dos alunos. Em outras palavras, esse estudo contrbu com nformações útes para a expansão desse debate. Este estudo está organzado em mas cnco seções, além desta ntrodução. A segunda e a tercera seção descrevem, respectvamente, o programa e os dados analsados. Nas seções seguntes abordam-se a estratéga de estmação e os resultados obtdos. A últma seção é dedcada às consderações fnas. 2 DESCRIÇÃO DO PROGRAMA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL Como colocado anterormente, o Programa Escola de Tempo Integral da rede públca do Estado de São Paulo teve níco no ano de A proposta é de uma jornada amplada de nove horas dáras, ncluído os horáros de lanches e almoço. As atvdades são dstrbuídas em dos turnos, um com dscplnas do currículo básco e outro com as ofcnas currculares: Hora da Letura, Experêncas Matemátcas, Língua Estrangera Moderna, Informátca Educaconal, Atvdades Artístcas, Esportvas e Motoras e Atvdades de Partcpação Socal.

4 3 Com o propósto de educação com qualdade, o programa Escola de Tempo Integral tem como objetvos: Educar e cudar da construção da magem postva do aluno; Atender às dferentes necessdades de aprendzagem; Promover o sentmento de pertnênca e o desenvolvmento de attudes de compromsso e responsabldade para com a escola e com a comundade, nstrumentalzando-o com as competêncas e habldades necessáras ao desempenho do protagonsmo juvenl e à partcpação socal, Promover a cultura da paz pelo desenvolvmento de attudes de auto-respeto, respeto mútuo, soldaredade, justça e dálogo. Colocados os objetvos geras, apresenta-se, a segur, os objetvos específcos de cada uma das ofcnas que compõe o programa. Vsando a formação de letores, o objetvo da Hora da Letura é otmzar a utlzação do acervo de lvros exstente na escola, utlzando dferentes procedmentos ddátcos motvadores. A ntenção dessa ofcna é enfatzar a letura de gêneros adequados aos alunos e, prncpalmente, fazer com que os alunos desenvolvam o gosto pela letura. Na ofcna Experêncas Matemátcas, são retomados os concetos e procedmentos matemátcos já trabalhados, nclusve em séres anterores. O método utlzado pelo professor deve ter caráter dferencado, ou seja, o processo não pode ser desenvolvdo por meo de breve exposção da teora, dado que o estudo repettvo de conteúdos contrbu para o fracasso escolar em Matemátca. São valorzados, nessa ofcna, o trabalho em equpe, a troca de pontos de vsta e de experêncas e a valorzação dos dversos recursos, sendo estes tecnológcos ou não. Reconhece-se a exstênca de dferentes formas de resolução de stuações-problema e pretende-se anda fazer com que os alunos percebam a característca de jogo ntelectual da matemátca, aspecto que estmula o nteresse, a curosdade, a nvestgação e o desenvolvmento da capacdade para resolver problemas. Como reconhecdo pela Le de Dretrzes e Bases, o conhecmento da língua estrangera é consderado um dreto dos alunos, uma forma de exercer sua cdadana no atual mundo globalzado. Consderando que o contato com outras línguas estmula o desenvolvmento cogntvo, socal e pscológco do aluno, o programa pretende proporconar o conhecmento da língua nglesa aos alunos das prmeras séres do ensno fundamental e de língua espanhola para os alunos de 5ª a 8ª séres. Espera-se, dessa forma, que os alunos consgam se comuncar com o mundo, de forma cratva e responsável. E anda fazer com que os costumes e valores de outras culturas facltem a compreensão da cultura naconal. A quebra de barreras culturas e econômcas e a velocdade com que a nformação é transmtda são algumas justfcatvas da ofcna currcular Informátca Educaconal. O acesso ou não às dversas tecnologas é consderado no ambente escolar como um fator de dstancamento e até dscrmnação. O objetvo é possbltar ao aluno a capacdade de utlzação desses meos, de forma adequada. Pretende-se anda que o aluno desenvolva suas capacdades de analsar, estabelecer relações, sntetzar e avalar conteúdos. Como colocado anterormente, o programa nclu anda atvdades artístcas e esportvas. Teatro, dança, artes vsuas e músca são ntroduzdos no ambente escolar a fm de proporconar aos alunos a cração de formas artístcas, a representação de déas, emoções e sensações. Já o bem-estar físco proporconado pelo esporte é mas uma tentatva do programa para expandr o ntelecto dos alunos. As atvdades esportvas e motoras são consderadas anda formas de manter os jovens longe da volênca, do ndvdualsmo e também estão assocadas ao aumento da auto-estma. Entre seus objetvos, essa ofcna currcular pretende crar nos alunos o hábto da prátca da atvdade físca e anda reverter o quadro de sedentarsmo e das doenças assocadas a ele.

5 4 Consderando as atvdades propostas pelo programa, undades já exstentes foram adaptadas para trabalhar com esse novo modelo de ensno. O crtéro de seleção das escolas fo baseado na dsponbldade de salas ocosas, no período vespertno, nas undades e anda no Índce de Desenvolvmento Humano da regão. A déa da educação em tempo ntegral é desenvolver todas as potencaldades humanas, equlbrando os aspectos cogntvos, afetvos, pscomotores e socas; haja vsta que a evolução dos ndvíduos advém da junção de suas capacdades. Para tanto, pretende-se aplcar uma metodologa partcpatva, abordando uma vsão prátca, voltada para a solução de questões do cotdano dos alunos, de forma a se obter ganhos em termos de motvação e nteresse dos alunos. Entre as justfcatvas para a mplantação do programa, está a déa de que a educação em tempo ntegral pode tornar a escola mas atratva e adequada à realdade de cranças e de adolescentes brasleros, por amplar tempo, espaço e conteúdo. Para Kersteneetzky (2006), a extensão da jornada escolar possblta uma maor exposção a conteúdos ddátcos. Nesse sstema, o aluno receberá maor reforço do aprendzado, o dever de casa será feto com a assstênca de professores e, além dsso, a partcpação dos alunos em atvdades extra currculares, como arte e esportes, podem trazer efetos postvos sobre o desempenho do mesmo. Além dsso, o programa se justfca na necessdade de resposta às atualzações tecnológcas. Consderando que a aprendzagem dos alunos esteja assocada, dentre outros fatores, ao tempo de permanênca das cranças na escola, será que o tempo dedcado à educação no Brasl está aquém do necessáro para proporconar uma formação de qualdade? É essa questão que o estudo buscará responder. 3 DADOS Nesse estudo serão utlzados dados do Saresp (Sstema de Avalação de Rendmento Escolar do Estado de São Paulo), a déa é trabalhar com dados anda pouco explorados pelos estudos educaconas brasleros, que permtam explorar a relação entre as jornadas ampladas de ensno e o desempenho educaconal dos alunos. O Saresp é uma avalação externa que conta com provas cogntvas que avalam competêncas, habldades e conteúdos nas áreas e séres avaladas e questonáros de alunos e de gestão para avalar o sstema de ensno e auxlar, dessa forma, no montoramento das polítcas públcas educaconas. A educação básca no Estado é avalada anualmente, desde 1996, pela Secretara da Educação do Estado de São Paulo. A avalação, realzada ao fnal de cada ano letvo, aborda os alunos do Ensno Fundamental (2ª, 4ª, 6ª e 8ª séres) e do Ensno Médo (3ª sére) das escolas urbanas e ruras da rede estadual na modaldade de ensno regular. As provas compreendem as áreas de Língua Portuguesa, Matemátca, Cêncas e Cêncas da Natureza (Bologa, Físca e Químca). Além dsso, também são coletadas nformações sobre fatores ntra e extra-escolares relaconados ao desempenho dos alunos. Questonáros são aplcados aos pas, alunos, dretores de escola, professores das dscplnas, professores-coordenadores e supervsores de ensno a fm de se obter uma caracterzação bem detalhada dos fatores que nfluencam o desempenho dos alunos. Apesar de a avalação ocorrer desde 1996, apenas a partr de 2007 que se pode contar com a utlzação da Teora de Resposta ao Item 8 (TRI), metodologa que permte a 8 A Teora de Resposta ao Item garante que os mesmos conteúdos sejam avalados em edções dferentes dos testes. Dessa forma, as notas podem ser comparadas entre as dferentes edções, já que os exames têm o mesmo grau de dfculdade.

6 5 comparação dos resultados obtdos no Saresp, ano a ano e, também, com os resultados dos sstemas naconas de avalação, como a Prova Brasl e o Saeb. Em 2008 a avalação passou a ser ajustada com total correspondênca à nova base currcular comum às escolas estaduas. Além das provas, que fornecem uma medda de qualdade do ensno, os questonáros aplcados trazem nformações necessáras para se efetuar estudos que orentem polítcas públcas educaconas. Dessa forma, o Saresp é mas uma tentatva do governo para atngr melhoras da gestão da aprendzagem na sala de aula e é anda um nstrumento do plano de metas das escolas. 4 METODOLOGIA Como colocado anterormente, a questão central desse estudo é analsar se as jornadas escolares ampladas contrbuem para o aprendzado do aluno. Para dentfcar efetos de causaldade entre essas varáves, serão utlzadas duas abordagens metodológcas: modelos de efeto fxo que possbltam controlar os efetos não observados de cada escola e técncas de pareamento (propensty score matchng) para tentar soluconar eventuas problemas de seleção. As estratégas de dentfcação são apresentadas a segur. 4.1 Dados em panel É bastante provável nesse estudo que exstam característcas não observáves que estejam relaconadas tanto com a partcpação da escola no programa varável de nteresse desse estudo como com o aprendzado do aluno. É razoável supor que, dada a utlzação do índce de desenvolvmento humano da regão como crtéro para a mplementação do programa, resultados educaconas mas baxos, por exemplo, podem estar refletndo característcas não observadas da escola e de seus alunos. Modelos que ncorporam os efetos não observáves podem ser apresentados da segunte forma 9 : Y t X c u (1) t t Em que X t é um vetor de característcas observáves, c é o efeto não observável nvarável no tempo e u t representa o termo de erro. Nesse modelo, a exstênca de correlação entre as varáves observáves e não observáves determnam o método a ser utlzado na estmação dos parâmetros. O modelo de efeto aleatóro, por exemplo, adcona o termo de efeto não observado c ao termo de erro u t. Esse método exge a hpótese de exogenedade estrta e anda a de ortogonaldade entre as varáves não observadas e o termo de erro. Já o modelo de efetos fxos apresenta a vantagem de permtr que as varáves observáves X t possam estar correlaconadas com o erro 10. Dessa forma, estmam-se consstentemente os efetos, mesmo que haja varáves não observáves, constante no tempo, que estejam relaconadas ao vetor de característcas observáves X t. A abordagem de efeto fxo nclu uma transformação da equação supractada a fm de elmnar o efeto de c. Para cada cross secton, calcula-se uma méda ao longo do tempo de Y t, X t, c e u. Dado que as característcas não observáves são constantes para cada cross secton, c é 9 Para mas detalhes sobre técncas de estmação para dados em panel, ver Wooldrdge (2002), entre outros. 10 O teste de Hausman dentfca a exstênca ou não de correlação entre essas varáves.

7 6 elmnado ao se subtrar as médas calculadas da equação (1). A partr daí, estma-se a equação transformada por MQO agrupado. Nesse estudo, o desempenho dos alunos será modelado de acordo com a função de produção escolar abaxo: st 0ETIst 1Ast 2Pst 3Dst 4 E st c s u st (2) Em que: st é o desempenho do aluno na escola s no tempo t é a constante ETI dentfca se a escola partcpa do programa Escola de Tempo Integral st st A é o vetor de característcas do aluno na escola s no tempo t P é o vetor de característcas do professor do aluno na escola s no tempo t st D é o vetor de característcas do dretor do aluno na escola s no tempo t st E é o vetor de característcas da escola do aluno no tempo t s st c é o efeto específco não observado da escola u é o termo de erro st A varável dependente empregada nesse estudo é a profcênca méda da escola de otava sére nas dscplnas de português e matemátca. O vetor de característcas do aluno A st nclu cor ou raça, gênero, freqüênca à maternal/pré-escola, escolardade dos pas, ndcadores de renda, nsumos escolares e partcpação dos pas em eventos escolares. O vetor de característcas do professor P st aborda cor/raça, gênero, experênca, número de escolas em que leconam, partcpação no projeto pedagógco da escola, conhecmento dos resultados do Saeb/Prova Brasl e utlzação de computador e nternet em sala de aula. Já os vetores de característcas do dretor e da escola compreendem experênca na carrera, tamanho da escola, tamanho médo das turma, bbloteca, laboratóro de nformátca e volênca no muncípo (número de homcídos por resdênca). 4.2 Métodos de pareamento Nessa segunda abordagem metodológca, o mpacto do programa será obtdo a partr de técncas de pareamento, propensty score matchng (psm). A avalação do mpacto do programa Escola de Tempo Integral sobre o rendmento escolar dos alunos se resume na análse de como tera sdo o desempenho escolar médo das escolas de tempo ntegral, caso elas não tvessem aderdo ao programa. No entanto, dado que não é possível observar essas escolas que partcparam do programa na stuação de não ter partcpado, a solução é crar um grupo de controle a fm de representar tal stuação. Na lnguagem de avalação, o tratamento é a partcpação da escola no programa', ou seja, o grupo de tratamento é formado pelas escolas que aderram ao programa e o grupo de controle é formado pelas escolas que não partcpam do programa. O pareamento leva em conta o grau de semelhança, atrbundo maor peso as undades do grupo de controle que são mas próxmas às undades tratadas. O método basea-se na hpótese de dentfcação de seleção por observáves ou unconfoundness (gnorabldade do tratamento). Ou seja, por hpótese, condconal num vetor de característcas X, não há nada sstemátco que leve uma observação a ser tratada ou não. Em outras palavras,

8 7 pressupõe-se que os determnantes não observáves do desempenho escolar não sejam correlaconados com a partcpação da escola no programa (sto é, com o tratamento). Seja Y 1 a profcênca méda dos alunos da escola de tempo ntegral e Y 0 a profcênca méda dos alunos da escola de jornada tradconal. O mpacto médo do programa E Y Y T 1, onde T 1 ndca que a escola sobre o rendmento dos alunos é 1 0 partcpa do programa e T 0 ndca que a escola não aderu ao programa. Entretanto, como já colocado, não é possível verfcar a mesma escola nessas duas stuações. A déa é eleger um grupo de comparação que represente o grupo tratado na ausênca do tratamento. O objetvo é, então, estmar a dferença entre o rendmento médo dos alunos da escola de tempo ntegral e o rendmento médo dos alunos de escolas de jornada tradconal, de forma que: Y T E Y T 0 E Y T 1 E Y T 0 E (3) O últmo termo do lado dreto de (3) é uma medda do vés de seleção, representando o fato de que o rendmento médo das escolas que não partcpam do programa não corresponde exatamente ao rendmento médo das escolas que partcpam do programa caso tas escolas não tvessem partcpado. Em outras palavras, para dentfcar por meo da comparação com um grupo não-tratado, sera necessáro garantr que E Y T E Y T 0. Esta últma condção sera atendda, caso a desgnação das escolas entre tratamento e controle ( T 0, 1) tvesse ocorrdo de forma aleatóra. No presente exercíco, entretanto, o processo de seleção não é aleatóro. Dzer que a desgnação entre tratamento e controle não é aleatóra sgnfca consderar a possbldade, por exemplo, de exstr uma sobre-representação de escolas que atendem cranças de baxa renda partcpando do programa. Desse modo, as escolas no grupo de tratamento devem ter, em méda, alunos com menor renda e com mães menos escolarzadas. Uma smples comparação das médas de profcênca entre os grupos pode evdencar uma maor profcênca entre as escolas que não partcpam do programa. No entanto, esta dferença deve-se, em parte, ao fato de os alunos pertencentes às escolas tratadas apresentarem menores níves de renda e de educação materna, vsto que um dos efetos mas bem evdencados na lteratura de educação é o efeto postvo da escolardade da mãe sobre o desempenho escolar da crança. Como dscutdo no nco desta seção, a hpótese de dentfcação aqu adotada é que escolas que tenham as mesmas característcas observáves tenham a mesma probabldade de partcpar do programa Escola de Tempo Integral. No caso das estmatvas por propensty score matchng, se garantrmos que o vés de seleção é elmnado por se condconar as estmatvas no vetor de característcas X, segundo Rosembaum e Rubn (1983), vale também a ndependênca condconal, dado o propensty score P(X). Y Y T X E Y X T 1 E Y X, T 0, onde Isto sgnfca assumr que 1, e, denota ndependênca e X o vetor de característcas observáves. Portanto, a plausbldade desta hpótese depende da escolha de X. Evdentemente, sso não garante que não haja dferenças não observáves entre os grupos; a déa é ncorporar um conjunto de observáves que mnmzem essa possbldade. De qualquer forma, assumndo-se esta hpótese, obtém-se: X E Y X, T 1 E Y X, T 0 (4)

9 8 onde X é o mpacto médo do programa sobre o rendmento médo dos alunos, condconal em X. Assm como na abordagem anteror, a varável dependente será a profcênca méda da escola de otava sére nas dscplnas de português e matemátca. Com relação ao vetor de característcas X, além da dummy que capta a partcpação da escola no programa Escola de Tempo Integral, varável de nteresse desse estudo, serão consderadas as mesmas varáves menconadas na subseção anteror. 5 RESULTADOS A amostra analsada é composta por 2976 escolas, nos anos de 2007 e O prmero período conta com 310 escolas partcpantes do programa e, em 2008, esse número se reduz para 237 escolas. O estudo aborda nformações obtdas a partr dos dados do Saresp, de alunos, professores 11 e dretores de escolas de 8ª sére da rede estadual paulsta. As característcas da amostra estão apresentadas na tabela 1. As médas das varáves são acompanhadas dos respectvos desvos padrão. Com relação às característcas dos alunos, nota-se ter havdo uma melhora (pora) no desempenho das escolas na avalação de matemátca (português). Observa-se que, para ambas as dscplnas, os grupos de controle e tratamento não apresentaram dvergêncas acentuadas com relação à profcênca méda das escolas. No que tange às varáves proporção de mennos, proporção de brancos e proporção de cranças que freqüentaram préescola/maternal, todas elas também se dstrbuem de gual manera entre os grupos e os períodos analsados. Na méda, as escolas contam com 50,7% de mennos, 49,7% são brancos e 84,7% ncaram os estudos na pré-escola/maternal. Anda com respeto às característcas dos alunos, nota-se uma queda na proporção de pas e mães com ensno superor completo, tanto para o grupo de controle como para o de tratamento. Poucas dferenças também foram observadas para a varável que capta a presença de lvros nas resdêncas dos alunos. Já quanto aos ndcadores de renda (proporção de cranças que tem mas de um banhero em casa e proporção de cranças que tem mas de uma televsão em casa), para ambos os grupos, ocorreu uma queda nas proporções. E com relação à partcpação dos pas no ambente escolar, observa-se que houve um aumento na proporção de pas que nunca partcparam das reunões da APM, somente para o grupo de controle. 11 Em vrtude de apenas uma pequena amostra de professores ter responddo os questonáros do Saresp no ano de 2007, as nformações dos professores, para este ano, foram obtdas a partr dos dados da Prova Brasl.

10 9 Tabela 1 Característcas dos alunos que compõe a amostra de escolas, por grupo e período: méda e desvo-padrão controle 2007 tratamento 2007 controle 2008 tratamento 2008 Varáves Méda DP Méda DP Méda DP Méda DP profcênca em matemátca 231,5 13,74 232,4 16,86 239,0 16,04 237,7 16,63 profcênca em português proporção de brancos proporção de mennos proporção que fez maternal pas com ensno superor mães com ensno superor proporção com mas de um banhero proporção com mas de uma TV proporção de pas que nunca foram à APM proporção que tem estante de lvros em casa 238,61* 18,57 241,2 19,92 225,4 15,10 224,5 16,94 0,49 0,12 0,49 0,13 0,50 0,13 0,51 0,14 0,50 0,06 0,52 0,08 0,49 0,06 0,52 0,08 0,83 0,10 0,84 0,11 0,85 0,10 0,87 0,09 0,10 0,06 0,10 0,06 0,06 0,05 0,06 0,05 0,09 0,06 0,10 0,06 0,06 0,05 0,06 0,05 0,32 0,09 0,31 0,11 0,27 0,09 0,24 0,11 0,57 0,12 0,56 0,15 0,54 0,12 0,51 0,14 0,08 0,27 0,11 0,31 0,14 0,35 0,10 0,30 0,51 0,09 0,47 0,11 0,54 0,09 0,52 0,12 Observações Fonte: Sstema de Avalação de Rendmento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP. * Méda estatstcamente dstnta daquela do grupo tratamento, ao nível de sgnfcânca de 5%, para o mesmo ano. A tabela 2 apresenta as característcas dos professores da amostra analsada. Pode-se observar que, no período estudado, houve queda na proporção de professores de cor branca. Na méda, os professores trabalhavam em 3,9 escolas, em 2007, número que se reduzu para

11 10 1,6 no ano segunte. Os professores têm, em sua maora, entre 5 e 15 anos de experênca na carrera, sendo as proporções maores para o grupo de controle. Com relação à nteração professor/escola, houve um aumento na proporção de professores que partcparam da elaboração do projeto pedagógco. Quanto a ter conhecmento dos resultados do Saeb/Prova Brasl, pouca alteração fo observada. Os dados também mostram que os professores passaram a utlzar menos computador e nternet em sala de aula, resultado que vale tanto para grupo de controle como para o grupo de escolas tratadas, mas é mportante ressaltar que as proporções, assm como esperado, são sempre maores para as escolas que partcpam do programa. Fnalzando a análse descrtva, apresentam-se na tabela 3 as característcas dos dretores e escolas que compõe a amostra. Como pode ser observado, os dretores tem, em sua maora, entre 5 e 10 anos de experênca na carrera, resultado esse que não apresenta dvergênca entre os grupos analsados. Por outro lado, os grupos de controle e tratamento apresentaram dvergêncas acentuadas, em termos do número de alunos da 8ª sére e do número médo de alunos por classe: as escolas que atuam em tempo ntegral são em geral menores, ou seja, contam com menos alunos por sére e por classe. Com relação à volênca, observa-se uma dferença acentuada entre os grupos: as escolas tratadas apresentam um menor índce de volênca muncpal. Quanto à presença de bbloteca e laboratóro de nformátca nas escolas, pode-se observar uma ocorrênca maor desses entre as escolas que partcpam do programa Escola de Tempo Integral. Resultado esse já esperado, vsto que o programa conta com ofcnas currculares que abordam letura e aulas de nformátca. Em suma, a análse descrtva mostra que algumas varáves da amostra apresentaram dvergêncas entre os grupos de tratamento e controle, o que sugere que, para se dentfcar efetos causas do programa sobre o desempenho médo das escolas estaduas paulstas é necessáro condconar as estmatvas a estas característcas.

12 11 Tabela 2 Característcas dos professores que compõe a amostra de escolas, por grupo e período: méda e desvo-padrão controle 2007 tratamento 2007 controle 2008 tratamento 2008 Varáves Méda DP Méda DP Méda DP Méda DP proporção de brancos 0,77 0,26 0,81 0,27 0,61* 0,32 0,68 0,34 proporção de professoras 0,78 0,22 0,79 0,24 0,79 0,16 0,82 0,16 proporção com até 5 anos de experênca 16,35 21,42 16,79 24,84 18,35* 26,81 22,12 32,36 proporção com até 15 anos de experênca 44,16* 28,91 38,86 32,67 43,83* 34,30 36,80 37,47 proporção com até 20 anos de experênca 22,40 24,14 23,03 28,99 19,93 27,16 19,01 29,61 proporção com mas de 20 anos de experênca 16,75* 22,11 21,20 27,84 17,88* 26,72 22,06 32,62 número de escolas em que trabalha 3,99 0,06 3,99 0,07 1,50* 0,49 1,60 0,60 partcpação no projeto pedagógco 0,79 0,28 0,82 0,29 0,85 0,25 0,85 0,27 proporção que conhece o Saeb 0,51 0,33 0,54 0,38 0,49 0,36 0,52 0,39 proporção que usa computador 0,61* 0,36 0,70 0,34 0,39* 0,36 0,52 0,40 proporção que usa nternet 0,54* 0,37 0,63 0,37 0,35* 0,37 0,50 0,42 Observações Fonte: Sstema de Avalação de Rendmento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP. * Méda estatstcamente dstnta daquela do grupo tratamento, ao nível de sgnfcânca de 5%, para o mesmo ano.

13 12 Tabela 3 Característcas dos dretores e das escolas que compõe a amostra, por grupo e período: méda e desvo-padrão controle 2007 tratamento 2007 controle 2008 tratamento 2008 Varáves Méda DP Méda DP Méda DP Méda DP proporção com até 5 anos de experênca 0,33 0,47 0,29 0,45 0,31 0,46 0,27 0,44 proporção com até 10 anos de experênca 0,37 0,48 0,39 0,49 0,38 0,49 0,40 0,49 proporção com até 15 anos de experênca 0,12 0,32 0,14 0,34 0,10 0,30 0,12 0,32 proporção com até 20 anos de experênca 0,11 0,31 0,08 0,27 0,13 0,33 0,12 0,32 proporção com mas de 20 anos de experênca 0,07* 0,25 0,11 0,31 0,08 0,28 0,09 0,29 número de alunos da escola 125,53* 59,48 68,88 43,45 145,15* 69,20 62,05 25,78 alunos por classe 31,34* 4,16 26,90 5,17 35,39* 4,45 29,51 5,33 proporção com bbloteca 0,87* 0,34 0,94 0,24 0,78* 0,20 0,95 0,08 proporção com laboratóro de nformátca 0,96 0,19 0,98 0,15 0,93* 0,10 0,97 0,05 volênca 396,32* 732,87 281,22 634,35 345,29* 620,74 177,24 459,91 Observações Fonte: Sstema de Avalação de Rendmento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP. * Méda estatstcamente dstnta daquela do grupo tratamento, ao nível de sgnfcânca de 5%, para o mesmo ano. Na tabela 4 são apresentadas as estmatvas do mpacto do programa Escola de Tempo Integral sobre a profcênca méda em matemátca das escolas estaduas paulstas de 8ª sére. Em vrtude do grande número de varáves ncluídas como controle, optou-se por apresentar apenas os resultados referentes à varável de nteresse desse estudo, ou seja, da varável que

14 13 capta a partcpação da escola no programa (varável tratamento ). As característcas dos alunos, professores e dretores, todas menconadas na análse descrtva, foram ncorporadas em todos os modelos estmados. Para abordar o mpacto do programa foram utlzadas técncas para dados em panel (efeto fxo 12 ) e de pareamento (Propensty Score Matchng). Como pode ser observado, a análse em panel revelou um efeto não sgnfcatvo do programa Escola de Tempo Integral. Esse resultado pode ser decorrente da pouca varabldade da varável tratamento entre os anos analsados, já que a maora das escolas que eram tratadas no ano de 2007 contnuaram sendo tratadas em Além dsso, não foram observadas novas escolas ngressando no programa, mas sm escolas dexando de fazer parte do programa. Por essa razão, decdu-se realzar uma segunda análse de efeto fxo, para captar o efeto de saída do grupo de tratamento, ou seja, será que as escolas que partcpavam do programa no ano 2007 e dexaram de partcpar no ano de 2008 tveram uma pora em termos de desempenho escolar? Para responder a essa questão estmou-se um modelo de efeto fxo restrto à amostra de escolas tratadas. Assm, trabalhou-se com uma amostra de 310 escolas: em 2007, todas eram partcpantes do programa, já em 2008, 237 escolas contnuaram partcpando e 73 dexaram de partcpar. Os resultados mostram que, apesar de o efeto ser negatvo, assm como esperado, este não se mostrou estatstcamente dferente de zero, ou seja, o fato da escola dexar de ser tratada não fez com que ela apresentasse alteração em sua profcênca méda. Os efetos tratamento sobre tratados, dentfcados a partr do pareamento, também se assemelham aos obtdos por efeto fxo: os efetos são todos não sgnfcatvos. Pode-se dzer, a partr desses prmeros resultados, que as escolas que partcpam do programa Escola de Tempo Integral teram, de acordo com ambas as metodologas utlzadas, uma varação nula em sua profcênca méda em matemátca. Tabela 4 Impacto do programa Escola de Tempo Integral sobre a profcênca méda das escolas estaduas paulstas de 8ª sére (profcênca méda em matemátca como varável dependente) Varável tratamento Coefcente Erro padrão Número observações R 2 Efeto fxo (todas as escolas) -0,012 1, ,249 Efeto fxo (somente as escolas tratadas) -3,022 2, ,204 Propensty Score Matchng: vznho mas próxmo sem reposção -0,693 0, vznho mas próxmo com reposção -0,667 1, vznhos -0,564 1, Fonte: Elaboração própra. *** Sgnfcatvo ao nível de sgnfcânca de 1%; ** Sgnfcatvo ao nível de 5% de sgnfcânca; * Sgnfcatvo ao nível de 10% de sgnfcânca. 12 A decsão de se trabalhar com efeto fxo e não efeto aleatóro fo tomada com base no Teste de Hausman. Os resultados do teste, para ambas as dscplnas analsadas, rejetaram a hpótese nula de que os efetos específcos não observados estaram correlaconados com as varáves explcatvas.

15 14 Na tabela 5 são apresentadas as estmatvas do mpacto do programa sobre a profcênca méda das escolas em língua portuguesa. Assm como na análse anteror, optouse por apresentar no texto apenas os resultados referentes à varável de nteresse desse estudo, ou seja, da varável tratamento. O mpacto do programa fo explorado pelas mesmas técncas utlzadas. Os efetos dentfcados a partr de técncas de panel, mas uma vez, não se mostraram sgnfcatvos para a amostra completa. Todava, quando analsado o efeto de saída das escolas do grupo de tratamento, assm como explctado anterormente, observou-se um efeto sgnfcatvo e negatvo, ou seja, o fato da escola dexar de partcpar do Programa Escola de Tempo Integral fez com que ela tvesse sua nota méda reduzda em 6,4 pontos. Com relação ao pareamento, os resultados são postvos quando utlzadas as especfcações vznho mas próxmo sem reposção e 3 vznhos. Consderando a avalação de língua portuguesa, os alunos das escolas de período ntegral tveram desempenho melhor que os alunos das escolas tradconas: o fato de a escola ser tratada faz com que sua profcênca méda seja aumentada de 232,2 para 234,6, um efeto de 0,13 de um desvopadrão. Anda que as estmatvas de efeto fxo consgam controlar os efetos não observados de cada escola, a falta de varabldade na varável tratamento faz com que essa técnca não consga captar efetos do programa. Por esta razão, optou-se por consderar as estmatvas geradas pelo pareamento, que amenzam eventuas problemas de seleção, como a metodologa preferda nessa abordagem. Com base nas estmatvas sgnfcatvas geradas pelo pareamento, decdu-se testar a precsão do pareamento realzado. Para tanto, foram realzadas análses gráfcas e análses de méda e varânca das covaradas, antes e após o pareamento. Além dsso, estmou-se um modelo logt para testar se a desgnação entre tratamento e controle se dá de forma aleatóra 13. Os resultados mostraram que, de fato o matchng fo bem realzado, ou seja, a dstrbução das covaradas, após o pareamento, é bastante semelhante entre os grupos de controle e tratamento. Quanto ao modelo logt, assm como esperado, as covaradas são, em sua grande maora, não sgnfcatvas. Dessa forma, acredta-se que as estmatvas geradas pelos métodos de pareamento sejam precsas. 13 Por motvo de lmtação de espaço, esses resultados não estão apresentados no texto.

16 15 Tabela 5 Impacto do programa Escola de Tempo Integral sobre a profcênca méda das escolas estaduas paulstas de 8ª sére (profcênca méda em português como varável dependente) Varável tratamento Coefcente Erro padrão Número observações Efeto fxo (todas as escolas) -0,623 1, ,386 Efeto fxo (somente as escolas tratadas) -6,43** 2, ,508 R 2 Propensty Score Matchng: vznho mas próxmo sem reposção 1,708* 0, vznho mas próxmo com reposção 2,341 1, vznhos 2,382* 1, Fonte: Elaboração própra. *** Sgnfcatvo ao nível de sgnfcânca de 1%; ** Sgnfcatvo ao nível de 5% de sgnfcânca; * Sgnfcatvo ao nível de 10% de sgnfcânca. Em suma, os resultados mostraram que, em relação à amostra de escolas do Saresp, o fato de os alunos permanecerem na escola pelo período de nove horas não surtu efetos sobre o desempenho acadêmco em matemátca dos mesmos. Na avalação de língua portuguesa, os resultados foram postvos, mas de pequena magntude. Vale ressaltar que esses resultados se assemelham àqueles evdencados por outros estudos brasleros sobre o tema. Na análse de Franco (2008), por exemplo, a autora mostrou, a partr dos dados da 4ª sére do SAEB, que as cranças que estudam mas de cnco horas na rede prvada têm melhores notas de matemátca, mas na rede públca o efeto fo nulo. E, anda que Olvera (2008) tenha observado um efeto postvo de 8,36 pontos na profcênca dos alunos, esse resultado não parece tão expressvo quando se consdera que a profcênca méda das escolas brasleras, no SAEB de 2005, fo 174,4 pontos. Consderando os trabalhos de Cerdan-Infantes e Vermeersch (2007) e Belle (2009) 14, que analsam o mpacto de programas de jornada escolar amplada sobre o desempenho em matemátca e domas, no Urugua e Chle, respectvamente, observa-se que: as análses de Cerdan-Infantes e Vermeersch (2007), a partr de técncas de pareamento, apontam um efeto do programa de 0,07 de um desvo padrão, por ano de tratamento, na profcênca méda em matemátca e 0,04 sobre a profcênca em domas. No caso de Belle (2009), os efetos também foram postvos e de pequena magntude: entre 0,05 0,07 de um desvo padrão para domas e entre 0,00 0,12 de um desvo padrão sobre a profcênca em matemátca. Ou seja, em ambos os estudos são encontrados efetos postvos, anda que modestos, sobre as duas dscplnas analsadas. Dessa forma, pode-se dzer que os efetos encontrados por esses autores apresentam semelhanças aos dentfcados nesse estudo, mas somente em relação à profcênca em português, já que não foram encontrados, para as escolas paulstas da rede públca, efetos sobre a profcênca em matemátca. É mportante ressaltar que, no caso do 14 Optou-se por fazer comparação somente a esses estudos em vrtude de esses trabalhos estarem avalando, assm como esse estudo, programas de escola em tempo ntegral e não somente nclundo uma varável para captar a jornada da escola, como feto pelos outros estudos. A escolha também se basea no país de análse: são países em desenvolvmento e, por sso, espera-se que os resultados sejam mas próxmos aos desse estudo.

17 16 programa uruguao, por exemplo, é bastante ressaltado o objetvo do programa em aumentar o desempenho dos alunos de escolas desfavorecdas. Esse fato não se verfca para o programa do Estado de São Paulo, que, de acordo com as dretrzes do programa, objetva de forma mas ntensa a formação completa do aluno. Para dar robustez aos resultados, decdu-se realzar uma abordagem, a partr do método de dferenças em dferenças, dos dados do Censo Escolar do Estado de São Paulo, dos anos de 2005, 2007 e A déa, nessa segunda abordagem, fo avalar os grupos de tratamento e controle antes e após a mplementação do programa 15. As estmatvas obtdas por dferença em dferenças também evdencaram um pequeno efeto do programa Escola de Tempo Integral sobre as taxas de aprovação escolar: o fato de a escola ser tratada fez com que sua taxa de aprovação méda fosse aumentada de 83,9 para 85,7, o que representa um efeto postvo de 0,18 de um desvo padrão. Mas esse resultado não se sustenta quando utlzada a amostra pareada. Dada a ausênca de resultados expressvos do programa sobre o desempenho das escolas estaduas paulstas, decdu-se observar a rotna de duas dessas escolas para tentar entender melhor esses resultados. A experênca fo bastante nteressante por mostrar aspectos que não são captados por meo dos questonáros do Censo Escolar. Observou-se, por exemplo que há números fatores lmtando o bom desenvolvmento do programa, como a falta de coordenação dentro da escola, a falta de professores e, prncpalmente, a falta de motvação dos alunos. Anda que essas nformações possam não refletr a stuação do programa para todo o Estado de São Paulo, elas podem dar ndcatvos dos problemas enfrentados pelas escolas na prátca e do efeto pouco expressvo que o programa tem sobre o desempenho dos alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetvo desse estudo fo analsar os efetos da amplação da jornada escolar sobre o rendmento dos alunos da 8ª sére da rede públca estadual paulsta. A déa fo avalar o programa Escola de Tempo Integral, focando o seu mpacto sobre a profcênca méda das escolas, nas avalações de português e matemátca. Para tanto, foram aplcados métodos de pareamento (propensty score matchng) e análses em panel dos dados do SARESP dos anos de 2007 e A contrbução desse trabalho, além de explorar os dados anda pouco analsados do Saresp, fo evdencar efetos causas de um programa educaconal anda não avalado, ou seja, trouxe evdêncas nteressantes para um melhor entendmento da relação entre jornadas escolares ampladas e desempenho educaconal no Estado de São Paulo. Os resultados mostraram que os alunos das escolas de tempo ntegral não apresentaram grandes dferenças de resultado, em termos de profcênca, relatvamente aqueles que freqüentaram as escolas tradconas. As estmatvas obtdas a partr das técncas de pareamento, aplcadas aos dados do Saresp, mostraram que o programa não teve efeto sobre o desempenho dos alunos em matemátca. Na avalação de língua portuguesa, os resultados foram postvos, mas de pequena magntude. Uma possível explcação para a ocorrênca de resultados dscretos do programa sobre o desempenho das escolas estaduas paulstas estara no curto período de análse, ou seja, são efetos de curto prazo. Acredta-se que, com o tempo, as escolas estejam mas adaptadas a essa nova rotna e maores podem ser os ganhos em termos de desempenho escolar. 15 Por motvo de lmtação de espaço, decdu-se por não apresentar e apenas comentar esses resultados.

18 17 Outra explcação plausível, desconsderados os possíves efetos de transbordamento, sera o fato de que pouco tempo é despenddo em atvdades que possam afetar dretamente a profcênca dos alunos. Isso porque, de acordo com as dretrzes do programa, das dezoto horas semanas dedcadas às ofcnas currculares, apenas quatro horas são despenddas nas atvdades de letura e experêncas matemátcas. Dessa forma, polítcas que vsam ganhos em termos de profcênca poderam aumentar o tempo dedcado às atvdades que dretamente possam afetar a profcênca dos alunos nos testes padronzados. Todava, não se deve menosprezar o tempo despenddo com as outras atvdades, como nformátca, domas, atvdades artístcas e esportvas, já que essas atvdades podem gerar ganhos tão mportantes para os alunos quanto a melhora no desempenho escolar, como a nserção socal do aluno, por exemplo. Outros problemas, como a falta de coordenação dentro das escolas, a falta de materal de trabalho para as atvdades dversfcadas das ofcnas e, prncpalmente, a falta de motvação dos alunos também podem estar lmtando os ganhos do programa. Anda que não se tenha observado ganhos expressvos em termos de desempenho escolar, acredta-se que o programa Escola de Tempo Integral tenha outros efetos mportantes, não mensurados nesse estudo. Por exemplo, o fato de os alunos adqurrem uma formação mas completa, como o aprendzado de nformátca e de outras línguas estrangeras, pode ter efetos postvos sobre sua nserção no mercado de trabalho. Outra conseqüênca postva da escola em período ntegral é que ela lmta a possbldade de ocorrênca de trabalho nfantl. E anda devem-se ressaltar possíves ganhos do programa, em termos de proteção socal, ou seja, o fato de o aluno poder fcar menos tempo exposto a um ambente famlar volento já representa ganhos para ele e para toda a socedade. REFERÊNCIAS ALBERNAZ, A.; FERREIRA, F.; FRANCO, C. Qualdade e Eqüdade na Educação Fundamental Braslero. Pesqusa e Planejamento Econômco, Ro de Janero, v. 33, n. 3, p , BARROS, R. P.; MENDONÇA, R.; SANTOS, D. D.; QUINTAES, G. Determnantes do Desempenho Educaconal no Brasl. Ro de Janero: IPEA, p. (Texto para Dscussão, 834). BARROS, R.P; MENDONÇA, R. Investmentos em Educação e Desenvolvmento Econômco. Ro de Janero: IPEA, p. (Texto para Dscussão, 525). BELLEI, C. Does lengthenng the school day ncrease students academcachevement? Results from a natural experment n Chle. Economcs of Educaton Revew, Amsterdã, v. 28, p , CAVALIERE, A. M. Quantdade e raconaldade do tempo de escola: debates no Brasl e no mundo. Teas, Ro de Janero, v. 6, n. 2, 2002a. CERDAN-INFANTES, P.; VERMEERSCH, C. More Tme s Better: an evaluaton of the full-tme school program n Uruguay. Washngton: World Bank, p. (World Bank Polcy Research Workng Paper, 4167). EIDE, E.; SHOWALTER, M.H. The effect of school qualty on student performance: a quantle regresson. Economcs Letters, London, v. 58, p , 1998.

19 18 FELICIO, F.; FERNANDES, R. O efeto da qualdade da escola sobre o desempenho escolar: uma avalação do ensno fundamental no estado de São Paulo. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA, 2005, Natal. Anas... Natal: ANPEC, p. FRANCO, A.M.P. Os Determnantes da Qualdade de Educação no Brasl p. Tese (Doutorado em Economa) Faculdade de Economa, Admnstração e Contabldade, Unversdade de São Paulo, São Paulo, HANUSHECK, E. The falure of nput-based schoolng polces. Economc Journal, London, v. 113, n. 485, p , HANUSHECK, E. Educaton Producton Functons: developed country evdence. Internatonal Encyclopeda of Educaton, Stanford, v. 3, Dsponível em: <http://edpro.stanford.edu/hanushek/admn/pages/fles/uploads/hanushek%202010%20prod% 20functons%20nternatonal%20encyclopeda.pdf>. Acesso em: 28 mar KERSTENEETZKY, C.L. Escola em tempo ntegral já: quando quantdade é qualdade. Cênca Hoje, São Paulo, v. 39, n. 231, p , LEE, J.W.; BARRO, R.J. Schoolng Qualty n a Cross-Secton of Countres. Economca, London, v. 68, p , MENEZES-FILHO, N. A. A evolução da educação no Brasl e seu mpacto no mercado de trabalho, Não pagnado. Mmeografado. OLIVEIRA, J.M. Custo-efetvdade de polítcas de redução do tamanho da classe e amplação da jornada escolar: uma aplcação de estmadores de matchng p. Dssertação (Mestrado em Economa) Faculdade de Economa, Admnstração e Contabldade, Unversdade de São Paulo, São Paulo, PISHKE, J.S. The mpact of length of the school year on student performance and earnngs: evdence from the German short school years. The Economc Journal, London, v. 117, p , WOESSMAN, L. Schoolng resources, educatonal nsttutons and student performance: the nternatonal evdence. Oxford Bulletn of Economcs and Statstcs, Oxford, v. 65, n. 2, p , 2003.

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação Mnstéro da Educação Insttuto Naconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera Cálculo do Conceto Prelmnar de Cursos de Graduação Nota Técnca Nesta nota técnca são descrtos os procedmentos utlzados

Leia mais

Regressão e Correlação Linear

Regressão e Correlação Linear Probabldade e Estatístca I Antono Roque Aula 5 Regressão e Correlação Lnear Até o momento, vmos técncas estatístcas em que se estuda uma varável de cada vez, estabelecendo-se sua dstrbução de freqüêncas,

Leia mais

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para Objetvos da aula Essa aula objetva fornecer algumas ferramentas descrtvas útes para escolha de uma forma funconal adequada. Por exemplo, qual sera a forma funconal adequada para estudar a relação entre

Leia mais

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma.

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA AV. FERNANDO FERRARI, 514 - GOIABEIRAS 29075-910 VITÓRIA - ES PROF. ANDERSON COSER GAUDIO FONE: 4009.7820 FAX: 4009.2823

Leia mais

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial O mgrante de retorno na Regão Norte do Brasl: Uma aplcação de Regressão Logístca Multnomal 1. Introdução Olavo da Gama Santos 1 Marnalva Cardoso Macel 2 Obede Rodrgues Cardoso 3 Por mgrante de retorno,

Leia mais

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil.

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil. 1 A INSERÇÃO E O RENDIMENTO DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO: UMA ANÁLISE PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL Prscla Gomes de Castro 1 Felpe de Fgueredo Slva 2 João Eustáquo de Lma 3 Área temátca: 3 -Demografa

Leia mais

Cálculo do Conceito ENADE

Cálculo do Conceito ENADE Insttuto aconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera IEP Mnstéro da Educação ME álculo do onceto EADE Para descrever o cálculo do onceto Enade, prmeramente é mportante defnr a undade de observação

Leia mais

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que DESEMPREGO DE JOVENS NO BRASIL I. Introdução O desemprego é vsto por mutos como um grave problema socal que vem afetando tanto economas desenvolvdas como em desenvolvmento. Podemos dzer que os índces de

Leia mais

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel Estmatva da Incerteza de Medção da Vscosdade Cnemátca pelo Método Manual em Bodesel Roberta Quntno Frnhan Chmn 1, Gesamanda Pedrn Brandão 2, Eustáquo Vncus Rbero de Castro 3 1 LabPetro-DQUI-UFES, Vtóra-ES,

Leia mais

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola Nota Técnca Médas do ENEM 2009 por Escola Crado em 1998, o Exame Naconal do Ensno Médo (ENEM) tem o objetvo de avalar o desempenho do estudante ao fm da escolardade básca. O Exame destna-se aos alunos

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnlesteMG Dscplna: Introdução à Intelgênca Artfcal Professor: Luz Carlos Fgueredo GUIA DE LABORATÓRIO LF. 01 Assunto: Lógca Fuzzy Objetvo: Apresentar o

Leia mais

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS Depto de Físca/UFMG Laboratóro de Fundamentos de Físca NOTA II TABELAS E GRÁFICOS II.1 - TABELAS A manera mas adequada na apresentação de uma sére de meddas de um certo epermento é através de tabelas.

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI NA REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS. Uma equação simplificada para se determinar o lucro de uma empresa é:

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI NA REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS. Uma equação simplificada para se determinar o lucro de uma empresa é: UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE TAGUCHI A REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PROJETOS Ademr José Petenate Departamento de Estatístca - Mestrado em Qualdade Unversdade Estadual de Campnas Brasl 1. Introdução Qualdade é hoje

Leia mais

Situação Ocupacional dos Jovens das Comunidades de Baixa Renda da Cidade do Rio de Janeiro *

Situação Ocupacional dos Jovens das Comunidades de Baixa Renda da Cidade do Rio de Janeiro * Stuação Ocupaconal dos Jovens das Comundades de Baxa Renda da Cdade do Ro de Janero * Alessandra da Rocha Santos Cínta C. M. Damasceno Dense Brtz do Nascmento Slva ' Mara Beatrz A. M. da Cunha Palavras-chave:

Leia mais

A mobilidade ocupacional das trabalhadoras domésticas no Brasil

A mobilidade ocupacional das trabalhadoras domésticas no Brasil A mobldade ocupaconal das trabalhadoras doméstcas no Brasl Resumo Kata Sato Escola de Economa de São Paulo Fundação Getúlo Vargas EESP-FGV André Portela Souza Escola de Economa de São Paulo Fundação Getúlo

Leia mais

Introdução e Organização de Dados Estatísticos

Introdução e Organização de Dados Estatísticos II INTRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS 2.1 Defnção de Estatístca Uma coleção de métodos para planejar expermentos, obter dados e organzá-los, resum-los, analsá-los, nterpretá-los e deles extrar

Leia mais

DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO RESUMO

DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO RESUMO Revsta Economa e Desenvolvmento, n. 21, 2009 DETERMINANTES SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DAS ATIVIDADES DOS IDOSOS NO NORDESTE BRASILEIRO Elane Pnhero de Sousa 1 João Eustáquo de Lma 2 RESUMO As mudanças

Leia mais

Equipas Educativas Para uma nova organização da escola. João Formosinho Joaquim Machado

Equipas Educativas Para uma nova organização da escola. João Formosinho Joaquim Machado Equpas Educatvas Para uma nova organzação da escola João Formosnho Joaqum Machado TRANSFORMAÇÕES NA ESCOLA BÁSICA TRANSFORMAÇÕES NA ESCOLA BÁSICA A expansão escolar e a mplementação das polítcas de nclusão

Leia mais

TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDANÇA NO RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ENTRE OS MUNICÍPIOS CEARENSES

TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDANÇA NO RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ENTRE OS MUNICÍPIOS CEARENSES GOVERO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DE PLAEJAMETO E GESTÃO (SEPLAG) Insttuto de Pesqusa e Estratéga Econômca do Ceará (IPECE) TEXTO PARA DISCUSSÃO PROPOSTA DE MUDAÇA O RATEIO DA COTA PARTE DO ICMS ETRE

Leia mais

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento Análse Econômca da Aplcação de Motores de Alto Rendmento 1. Introdução Nesta apostla são abordados os prncpas aspectos relaconados com a análse econômca da aplcação de motores de alto rendmento. Incalmente

Leia mais

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento.

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento. Testando um Mto de Investmento : Efcáca da Estratéga de Investmento em Ações de Crescmento. Autora: Perre Lucena Rabon, Odlon Saturnno Slva Neto, Valera Louse de Araújo Maranhão, Luz Fernando Correa de

Leia mais

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar?

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Sumáro Sstemas Robótcos Navegação Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Carlos Carreto Curso de Engenhara Informátca Ano lectvo 2003/2004 Escola Superor de Tecnologa e Gestão da Guarda

Leia mais

! Superlntenrlencia Reg.onaJ do Ma:toGro$So. Qualificação e Reinserção Profissional dos Resgatados do Trabalho Escravo elou em AÇÃO INTEGRADA

! Superlntenrlencia Reg.onaJ do Ma:toGro$So. Qualificação e Reinserção Profissional dos Resgatados do Trabalho Escravo elou em AÇÃO INTEGRADA ",, 1," ;,,," 1, C?5lMnstérO Públco do "':'1"') Trabalho PRT 23,! Superlntenrlenca RegonaJ do Ma:toGro$So!! (', ' \_ \ '1 j t t' 1 PROJETO: Qualfcação e Renserção Profssonal dos Resgatados do Trabalho

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 XXX.YY 22 a 25 Novembro de 2009 Recfe - PE GRUPO - VI GRUPO DE ESTUDO DE COMERCIALIZAÇÃO, ECONOMIA E REGULAÇÃO DE ENERGIA

Leia mais

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como:

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como: REGRESSÃO LOGÍSTCA. ntrodução Defnmos varáves categórcas como aquelas varáves que podem ser mensurados usando apenas um número lmtado de valores ou categoras. Esta defnção dstngue varáves categórcas de

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL 1 UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL Área 4 - Desenvolvmento, Pobreza e Eqüdade Patríca Ullmann Palermo (Doutoranda PPGE/UFRGS) Marcelo Savno Portugal (Professor do PPGE/UFRGS)

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE. O CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO da Universidade Federal de Sergipe, no uso de suas atribuições legais,

RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE. O CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO da Universidade Federal de Sergipe, no uso de suas atribuições legais, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO RESOLUÇÃO Nº 32/2014/CONEPE Aprova as Normas Geras do Processo Seletvo para

Leia mais

Apostila de Estatística Curso de Matemática. Volume II 2008. Probabilidades, Distribuição Binomial, Distribuição Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna

Apostila de Estatística Curso de Matemática. Volume II 2008. Probabilidades, Distribuição Binomial, Distribuição Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna Apostla de Estatístca Curso de Matemátca Volume II 008 Probabldades, Dstrbução Bnomal, Dstrbução Normal. Prof. Dr. Celso Eduardo Tuna 1 Capítulo 8 - Probabldade 8.1 Conceto Intutvamente pode-se defnr probabldade

Leia mais

Análise da Situação Ocupacional de Crianças e Adolescentes nas Regiões Sudeste e Nordeste do Brasil Utilizando Informações da PNAD 1999 *

Análise da Situação Ocupacional de Crianças e Adolescentes nas Regiões Sudeste e Nordeste do Brasil Utilizando Informações da PNAD 1999 * Análse da Stuação Ocupaconal de Cranças e Adolescentes nas Regões Sudeste e Nordeste do Brasl Utlzando Informações da PNAD 1999 * Phllppe George Perera Gumarães Lete PUC Ro/Depto. De Economa IBGE/ENCE

Leia mais

IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1

IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1 IMPACTO DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS SOBRE O EMPREGO NO BRASIL EM 2011 1 Rcardo Kuresk 2 Glson Martns 3 Rossana Lott Rodrgues 4 1 - INTRODUÇÃO 1 2 3 4 O nteresse analítco pelo agronegóco exportador

Leia mais

Determinantes da adoção da tecnologia de despolpamento na cafeicultura: estudo de uma região produtora da Zona da Mata de Minas Gerais 1

Determinantes da adoção da tecnologia de despolpamento na cafeicultura: estudo de uma região produtora da Zona da Mata de Minas Gerais 1 DETERMINANTES DA ADOÇÃO DA TECNOLOGIA DE DESPOLPAMENTO NA CAFEICULTURA: ESTUDO DE UMA REGIÃO PRODUTORA DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS govanblas@yahoo.com.br Apresentação Oral-Cênca, Pesqusa e Transferênca

Leia mais

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO - SEPLAG INSTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECONÔMICA DO CEARÁ - IPECE NOTA TÉCNICA Nº 29 PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS

Leia mais

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca nº 256/2009-SRE/ANEEL Brasíla, 29 de julho de 2009 METODOLOGIA E ÁLULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca n o 256/2009 SRE/ANEEL Em 29 de julho de 2009. Processo nº 48500.004295/2006-48

Leia mais

Determinantes da Desigualdade de Renda em Áreas Rurais do Nordeste.

Determinantes da Desigualdade de Renda em Áreas Rurais do Nordeste. Determnantes da Desgualdade de Renda em Áreas Ruras do Nordeste. Autores FLÁVIO ATALIBA BARRETO DÉBORA GASPAR JAIR ANDRADE ARAÚJO Ensao Sobre Pobreza Nº 18 Março de 2009 CAEN - UFC Determnantes da Desgualdade

Leia mais

Índice de Oportunidades da Educação Brasileira

Índice de Oportunidades da Educação Brasileira Índce de Oportundades da Educação Braslera Centro de Lderança Públca - CLP Produto 2 METAS 13 de agosto de 2015 Sumáro Sumáro... 2 1. Introdução... 4 O Sstema de Educação Básca no Brasl... 4 2. Especfcação

Leia mais

REGULAMENTO GERAL (Modalidades 1, 2, 3 e 4)

REGULAMENTO GERAL (Modalidades 1, 2, 3 e 4) REGULAMENTO GERAL (Modaldades 1, 2, 3 e 4) 1. PARTICIPAÇÃO 1.1 Podem concorrer ao 11º Prêmo FIEB de Desempenho Socoambental da Indústra Baana empresas do setor ndustral nas categoras MICRO E PEQUENO, MÉDIO

Leia mais

E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL

E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL E FICIÊNCIA EM S AÚDE E C OBERTURA DE P LANOS DE S AÚDE NO B RASIL Clarssa Côrtes Pres Ernesto Cordero Marujo José Cechn Superntendente Executvo 1 Apresentação Este artgo examna se o rankng das Undades

Leia mais

Impactos dos encargos sociais na economia brasileira

Impactos dos encargos sociais na economia brasileira Impactos dos encargos socas na economa braslera Mayra Batsta Btencourt Professora da Unversdade Federal de Mato Grosso do Sul Erly Cardoso Texera Professor da Unversdade Federal de Vçosa Palavras-chave

Leia mais

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL. A FUNÇÃO DE PRODUÇÃO E SUPERMERCADOS NO BRASIL ALEX AIRES CUNHA (1) ; CLEYZER ADRIAN CUNHA (). 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL;.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

Leia mais

Controlo Metrológico de Contadores de Gás

Controlo Metrológico de Contadores de Gás Controlo Metrológco de Contadores de Gás José Mendonça Das (jad@fct.unl.pt), Zulema Lopes Perera (zlp@fct.unl.pt) Departamento de Engenhara Mecânca e Industral, Faculdade de Cêncas e Tecnologa da Unversdade

Leia mais

* Economista do Instituto Federal do Sertão Pernambucano na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional PRODI.

* Economista do Instituto Federal do Sertão Pernambucano na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional PRODI. O desempenho setoral dos muncípos que compõem o Sertão Pernambucano: uma análse regonal sob a ótca energétca. Carlos Fabano da Slva * Introdução Entre a publcação de Methods of Regonal Analyss de Walter

Leia mais

ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1

ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1 ESTIMANDO AS PERDAS DE RENDIMENTO DEVIDO À DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL 1 Márca Regna Godoy*, Gácomo Balbnotto Neto**; Eduardo Pontual Rbero**. *Aluna do Curso de Doutorado em Economa Aplcada do PPGE/UFRGS.

Leia mais

Manual dos Indicadores de Qualidade 2011

Manual dos Indicadores de Qualidade 2011 Manual dos Indcadores de Qualdade 2011 1 Dretora de Avalação da Educação Superor Clauda Maffn Grbosk Coordenação Geral de Controle de Qualdade da Educação Superor Stela Mara Meneghel Equpe Técnca: José

Leia mais

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL Área 11 - Economa Socal e Demografa Econômca Classfcação JEL: I28, H52, C35. André Olvera Ferrera Lourero Insttuto de Pesqusa

Leia mais

Análise logística da localização de um armazém para uma empresa do Sul Fluminense importadora de alho in natura

Análise logística da localização de um armazém para uma empresa do Sul Fluminense importadora de alho in natura Análse logístca da localzação de um armazém para uma empresa do Sul Flumnense mportadora de alho n natura Jader Ferrera Mendonça Patríca Res Cunha Ilton Curty Leal Junor Unversdade Federal Flumnense Unversdade

Leia mais

Oportunidades e desafios no mundo do aquecimento o setor tem crescido a cada ano, é verdade, mas continuar nesse ritmo

Oportunidades e desafios no mundo do aquecimento o setor tem crescido a cada ano, é verdade, mas continuar nesse ritmo -. -. - - - -- - -. ~- -- MERCADO -- -=-- - - -=-=-= - ---=- =-= - ~ Oportundades e desafos no mundo do aquecmento o setor tem crescdo a cada ano, é verdade, mas contnuar nesse rtmo requer a superação

Leia mais

Controle de qualidade de produto cartográfico aplicado a imagem de alta resolução

Controle de qualidade de produto cartográfico aplicado a imagem de alta resolução Controle de qualdade de produto cartográfco aplcado a magem de alta resolução Nathála de Alcântara Rodrgues Alves¹ Mara Emanuella Frmno Barbosa¹ Sydney de Olvera Das¹ ¹ Insttuto Federal de Educação Cênca

Leia mais

Equilíbrio Colusivo no Mercado Brasileiro de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)

Equilíbrio Colusivo no Mercado Brasileiro de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Unversdade de Brasíla Departamento de Economa Mestrado em Economa do Setor Públco Equlíbro Colusvo no Mercado Braslero de Gás Lquefeto de Petróleo (GLP) Orentador: Prof. Rodrgo Andrés de Souza Peñaloza

Leia mais

Vale a pena desarmar? Uma avaliação do impacto da campanha de entrega voluntária de armas sobre as mortes com armas de fogo

Vale a pena desarmar? Uma avaliação do impacto da campanha de entrega voluntária de armas sobre as mortes com armas de fogo Vale a pena desarmar? Uma avalação do mpacto da campanha de entrega voluntára de armas sobre as mortes com armas de fogo Mlena Karla Soares Faculdade de Economa, Admnstração e Contabldade de Rberão Preto

Leia mais

Organização da Aula. Gestão de Obras Públicas. Aula 2. Projeto de Gestão de Obras Públicas Municipais. Contextualização

Organização da Aula. Gestão de Obras Públicas. Aula 2. Projeto de Gestão de Obras Públicas Municipais. Contextualização Gestão de Obras Públcas Aula 2 Profa. Elsamara Godoy Montalvão Organzação da Aula Tópcos que serão abordados na aula Admnstração e Gestão Muncpal Problemas Admnstração e Gestão Muncpal Gestão do Conhecmento

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA COLEGIADO DO CURSO DE DESENHO INDUSTRIAL CAMPUS I - SALVADOR

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA COLEGIADO DO CURSO DE DESENHO INDUSTRIAL CAMPUS I - SALVADOR Matéra / Dscplna: Introdução à Informátca Sstema de Numeração Defnção Um sstema de numeração pode ser defndo como o conjunto dos dígtos utlzados para representar quantdades e as regras que defnem a forma

Leia mais

Análise Fatorial F 1 F 2

Análise Fatorial F 1 F 2 Análse Fatoral Análse Fatoral: A Análse Fatoral tem como prncpal objetvo descrever um conjunto de varáves orgnas através da cração de um número menor de varáves (fatores). Os fatores são varáves hpotétcas

Leia mais

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL: UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA SÉRGIO CASTRO GOMES; MARCELO JOSÉ BRAGA;

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL: UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA SÉRGIO CASTRO GOMES; MARCELO JOSÉ BRAGA; DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL: UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA SÉRGIO CASTRO GOMES; MARCELO JOSÉ BRAGA; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV VIÇOSA - MG - BRASIL scgomes@unama.br

Leia mais

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS.

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS. Snas Lumnosos 1-Os prmeros snas lumnosos Os snas lumnosos em cruzamentos surgem pela prmera vez em Londres (Westmnster), no ano de 1868, com um comando manual e com os semáforos a funconarem a gás. Só

Leia mais

Economias de escala na oferta de serviços públicos de saúde: Um estudo para os municípios paulistas

Economias de escala na oferta de serviços públicos de saúde: Um estudo para os municípios paulistas Economas de escala na oferta de servços públcos de saúde: Um estudo para os muncípos paulstas Enlnson Mattos FGV-SP e CEPESP Fabana Rocha FEA-USP e CEPESP Lucas Novaes FGV-SP e CEPESP Paulo Arvate FGV-SP

Leia mais

COMMITMENT TO THE GOALS OF PARTICIPATORY BUDGETING: A STUDY IN A MEDIUM SIZED FAMILY BUSINESS

COMMITMENT TO THE GOALS OF PARTICIPATORY BUDGETING: A STUDY IN A MEDIUM SIZED FAMILY BUSINESS COMMITMENT TO THE GOALS OF PARTICIPATORY BUDGETING: A STUDY IN A MEDIUM SIZED FAMILY BUSINESS Rosemar José Hall (Unversdade Federal da Grande Dourados UFGD, MS, Brasl) - rosemarhall@ufgd.edu.br Make Bauler

Leia mais

Rastreando Algoritmos

Rastreando Algoritmos Rastreando lgortmos José ugusto aranauskas epartamento de Físca e Matemátca FFCLRP-USP Sala loco P Fone () - Uma vez desenvolvdo um algortmo, como saber se ele faz o que se supõe que faça? esta aula veremos

Leia mais

Controle Estatístico de Qualidade. Capítulo 8 (montgomery)

Controle Estatístico de Qualidade. Capítulo 8 (montgomery) Controle Estatístco de Qualdade Capítulo 8 (montgomery) Gráfco CUSUM e da Méda Móvel Exponencalmente Ponderada Introdução Cartas de Controle Shewhart Usa apenas a nformação contda no últmo ponto plotado

Leia mais

As tabelas resumem as informações obtidas da amostra ou da população. Essas tabelas podem ser construídas sem ou com perda de informações.

As tabelas resumem as informações obtidas da amostra ou da população. Essas tabelas podem ser construídas sem ou com perda de informações. 1. TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIA As tabelas resumem as normações obtdas da amostra ou da população. Essas tabelas podem ser construídas sem ou com perda de normações. As tabelas sem perda de normação

Leia mais

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias 7. Resolução Numérca de Equações Dferencas Ordnáras Fenômenos físcos em dversas áreas, tas como: mecânca dos fludos, fluo de calor, vbrações, crcutos elétrcos, reações químcas, dentre váras outras, podem

Leia mais

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Análse de Regressão Profa Alcone Mranda dos Santos Departamento de Saúde Públca UFMA Introdução Uma das preocupações estatístcas ao analsar dados, é a de crar modelos que explctem estruturas do fenômeno

Leia mais

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado)

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado) 5 Aplcação Neste capítulo será apresentada a parte empírca do estudo no qual serão avalados os prncpas regressores, um Modelo de Índce de Dfusão com o resultado dos melhores regressores (aqu chamado de

Leia mais

www.obconcursos.com.br/portal/v1/carreirafiscal

www.obconcursos.com.br/portal/v1/carreirafiscal www.obconcursos.com.br/portal/v1/carrerafscal Moda Exercíco: Determne o valor modal em cada um dos conjuntos de dados a segur: X: { 3, 4,, 8, 8, 8, 9, 10, 11, 1, 13 } Mo 8 Y: { 10, 11, 11, 13, 13, 13,

Leia mais

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Teoria Econômica e Métodos Quantitativos

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Teoria Econômica e Métodos Quantitativos INFORMAÇÕES ASSIMÉTRICAS NO MERCADO DE CRÉDITO: UMA ABORDAGEM SOBRE O COMPORTAMENTO DOS BANCOS BRUNO FERREIRA FRASCAROLI Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Economa Unversdade Federal da Paraíba

Leia mais

OTIMIZAÇÃO DO FLUXO REVERSO DE PNEUS INSERVÍVEIS ATRAVÉS DE UM MODELO DE LOCALIZAÇÃO DE FACILIDADES: UM ESTUDO DE CASO

OTIMIZAÇÃO DO FLUXO REVERSO DE PNEUS INSERVÍVEIS ATRAVÉS DE UM MODELO DE LOCALIZAÇÃO DE FACILIDADES: UM ESTUDO DE CASO OTIMIZAÇÃO DO FLUXO REVERSO DE PNEUS INSERVÍVEIS ATRAVÉS DE UM MODELO DE LOCALIZAÇÃO DE FACILIDADES: UM ESTUDO DE CASO Felpe Mendonca Gurgel Bandera (UFERSA) felpembandera@hotmal.com Breno Barros Telles

Leia mais

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FELIPE ABAD HENRIQUES ESTUDO DO COMPORTAMENTO DO RETORNO DAS AÇÕES AO REDOR DA DATA EX-DISTRIBUIÇÃO

Leia mais

ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS

ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Insttuto de Cêncas Humanas Departamento de Economa ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DE OFERTA E DEMANDA DE EXPORTAÇÕES E DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS André Gustavo Lacerda Skendzel Orentador:

Leia mais

INTRODUÇÃO AO CÁLCULO DE ERROS NAS MEDIDAS DE GRANDEZAS FÍSICAS

INTRODUÇÃO AO CÁLCULO DE ERROS NAS MEDIDAS DE GRANDEZAS FÍSICAS Físca Laboratoral Ano Lectvo 003/04 ITRODUÇÃO AO CÁLCULO DE ERROS AS MEDIDAS DE GRADEAS FÍSICAS. Introdução.... Erros de observação: erros sstemátcos e erros fortutos ou acdentas... 3. Precsão e rgor...3

Leia mais

ANÁLISE DA POSIÇÃO COMPETITIVA DO BRASIL NO MERCADO INTERNACIONAL DE CARNE BOVINA: UMA APLICAÇÃO DO MÉTODO CONSTANT-MARKET-SHARE (CMS)

ANÁLISE DA POSIÇÃO COMPETITIVA DO BRASIL NO MERCADO INTERNACIONAL DE CARNE BOVINA: UMA APLICAÇÃO DO MÉTODO CONSTANT-MARKET-SHARE (CMS) ANÁLISE DA POSIÇÃO COMPETITIVA DO BRASIL NO MERCADO INTERNACIONAL DE CARNE BOVINA: UMA APLICAÇÃO DO MÉTODO CONSTANT-MARKET-SHARE (CMS) Lenlma Vera Nunes Machado CPF: 425.454.202-04 Economsta do Banco da

Leia mais

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado Varabldade Espacal do Teor de Água de um Argssolo sob Planto Convenconal de Fejão Irrgado Elder Sânzo Aguar Cerquera 1 Nerlson Terra Santos 2 Cásso Pnho dos Res 3 1 Introdução O uso da água na rrgação

Leia mais

Boletim Informativo Eletrónico da EAPN Portugal abril 2011_2

Boletim Informativo Eletrónico da EAPN Portugal abril 2011_2 Boletm Informatvo Eletrónco da EAPN Portugal abrl 2011_2 E U R O P A A proposta de resolução aprovada pelo Parlamento Europeu, no da 09 de março, refere que a Unão Europea deve ntroduzr normas vnculatvas

Leia mais

Desemprego de Jovens no Brasil *

Desemprego de Jovens no Brasil * Desemprego de Jovens no Brasl * Prsclla Matas Flor Palavras-chave: desemprego; jovens; prmero emprego; Brasl. Resumo Este trabalho tem como objetvo analsar a estrutura do desemprego dos jovens no Brasl,

Leia mais

DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL.

DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL. DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL. 1 APRESENTAÇÃO Nos anos 90, o país assstu a vultosas entradas de capal estrangero tanto de curto

Leia mais

RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Defnções RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Problemas de Valor Incal PVI) Métodos de passo smples Método de Euler Métodos de sére de Talor Métodos de Runge-Kutta Equações de ordem superor Métodos

Leia mais

Das ideias ao sucesso

Das ideias ao sucesso www.pwc.pt Das deas ao sucesso PwC Startup Portugal 1 mllon fund project Busness Plan FY 2014/2015 Crou recentemente uma empresa com forte capacdade de crescmento? Tem espírto empreendedor com deas novadoras?

Leia mais

Linha Técnica Sessão III Duplas Diferenças (DD) e Dados em Painel

Linha Técnica Sessão III Duplas Diferenças (DD) e Dados em Painel Lnha Técnca Sessão III Duplas Dferenças (DD) e Dados em Panel Human Development Network Spansh Impact Evaluaton Fund www.worldbank.org/sef Estrutura da sessão Quando usamos Duplas Dferenças? (DD) Estratéga

Leia mais

Área Temática: Economia e Relações Internacionais O INTERCÂMBIO COMERCIAL RIO GRANDE DO SUL - CHINA: CONCENTRAÇÃO, DESEMPENHO E PERSPECTIVAS

Área Temática: Economia e Relações Internacionais O INTERCÂMBIO COMERCIAL RIO GRANDE DO SUL - CHINA: CONCENTRAÇÃO, DESEMPENHO E PERSPECTIVAS Área Temátca: Economa e Relações Internaconas O INTERCÂMBIO COMERCIAL RIO GRANDE DO SUL - CHINA: CONCENTRAÇÃO, DESEMPENHO E PERSPECTIVAS Paulo Rcardo Festel¹ Slva Zanoso Mssagga² Resumo:O objetvo deste

Leia mais

Revisão dos Métodos para o Aumento da Confiabilidade em Sistemas Elétricos de Distribuição

Revisão dos Métodos para o Aumento da Confiabilidade em Sistemas Elétricos de Distribuição CIDEL Argentna 2014 Internatonal Congress on Electrcty Dstrbuton Ttle Revsão dos Métodos para o Aumento da Confabldade em Sstemas Elétrcos de Dstrbução Regstraton Nº: (Abstract) Authors of the paper Name

Leia mais

LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA MÃO DO USUÁRIO UTILIZANDO WII REMOTE. Ricardo Silva Tavares 1 ; Roberto Scalco 2

LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA MÃO DO USUÁRIO UTILIZANDO WII REMOTE. Ricardo Silva Tavares 1 ; Roberto Scalco 2 LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA MÃO DO USUÁRIO UTILIZANDO WII REMOTE Rcardo Slva Tavares 1 ; Roberto Scalco 1 Aluno de Incação Centífca da Escola de Engenhara Mauá (EEM/CEUN-IMT); Professor da Escola de Engenhara

Leia mais

Termodinâmica e Termoquímica

Termodinâmica e Termoquímica Termodnâmca e Termoquímca Introdução A cênca que trata da energa e suas transformações é conhecda como termodnâmca. A termodnâmca fo a mola mestra para a revolução ndustral, portanto o estudo e compreensão

Leia mais

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA Metodologa IHFA - Índce de Hedge Funds ANBIMA Versão Abrl 2011 Metodologa IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA 1. O Que é o IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA? O IHFA é um índce representatvo da ndústra de hedge

Leia mais

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities A Importânca da Educação para a Recente Queda da Desgualdade de Renda Salaral no Brasl: Uma análse de decomposção para as regões Nordeste e Sudeste Valdemar Rodrgues de Pnho Neto Técnco de pesqusa do Insttuto

Leia mais

Palavras-chaves detector infravermelho, transmissão atmosférica, atenuação. I. INTRODUÇÃO

Palavras-chaves detector infravermelho, transmissão atmosférica, atenuação. I. INTRODUÇÃO Atenuação atmosférca da Radação Infravermelha: Influênca de elevados níves hgrométrcos no desempenho operaconal de mísses ar-ar. André Gustavo de Souza Curtyba, Rcardo A. Tavares Santos, Fabo Durante P.

Leia mais

ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO

ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO Roberta Montello Amaral (UNIFESO) amaralroberta@yahoo.com.br Crado em 1990, o Saeb é um sstema de avalação do MEC que, junto à

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 00 ODELOS ATEÁTICOS E CONSUO DE ENERGIA ELÉTRICA Clece de Cássa Franco Cdade Centro Unverstáro Francscano klleyce@hotmal.com Leandra Anversa Foreze Centro Unverstáro Francscano

Leia mais

Estimativa dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro.

Estimativa dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro. Estmatva dos fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e CO 2, sobre cana-de-açúcar, pelo método do coespectro. O. L. L. Moraes 1, H. R. da Rocha 2, M. A. Faus da Slva Das 2, O Cabral 3 1 Departamento

Leia mais

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA 658 Gaudo & Zandonade Qum. Nova Qum. Nova, Vol. 4, No. 5, 658-671, 001. Dvulgação PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Anderson Coser Gaudo

Leia mais

O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS*

O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS* O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS* Sóna Costa** Luísa Farnha** 173 Artgos Resumo As nsttuções fnanceras

Leia mais

Estatística stica Descritiva

Estatística stica Descritiva AULA1-AULA5 AULA5 Estatístca stca Descrtva Prof. Vctor Hugo Lachos Davla oo que é a estatístca? Para mutos, a estatístca não passa de conjuntos de tabelas de dados numércos. Os estatístcos são pessoas

Leia mais

Sistemas de Seguro Depósito: Sugestões para a reformulação do Fundo Garantidor de Créditos *

Sistemas de Seguro Depósito: Sugestões para a reformulação do Fundo Garantidor de Créditos * Sstemas de Seguro Depósto: Sugestões para a reformulação do Fundo Garantdor de Crédtos * Ana Carla Abrão Costa Resumo Sstemas explíctos de seguro depósto vêm sendo adotados por países de todo o mundo,

Leia mais

Externalidade Positiva V.c Qualificação de Mão de Obra e Serviços

Externalidade Positiva V.c Qualificação de Mão de Obra e Serviços Externaldade Postva V.c Qualfcação de Mão de Obra e Servços BRASÍLIA, DF JULHO DE 2014 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 1 1 MODELO MENTAL... 2 2 ANÁLISE DE PERTINÊNCIA E EXPRESSIVIDADE... 3 2.1 Contextualzação

Leia mais

O método de Equação Integral com Quadratura Gaussiana para otimizar os parâmetros do gráfico de controle multivariado de Somas Acumuladas

O método de Equação Integral com Quadratura Gaussiana para otimizar os parâmetros do gráfico de controle multivariado de Somas Acumuladas Unversdade Federal de Santa Catarna Centro Tecnológco Programa de Pós-Graduação em Engenhara de Produção O método de Equação Integral com Quadratura Gaussana para otmzar os parâmetros do gráfco de controle

Leia mais

Hoje não tem vitamina, o liquidificador quebrou!

Hoje não tem vitamina, o liquidificador quebrou! A U A UL LA Hoje não tem vtamna, o lqudfcador quebrou! Essa fo a notíca dramátca dada por Crstana no café da manhã, lgeramente amenzada pela promessa de uma breve solução. - Seu pa dsse que arruma à note!

Leia mais

O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL

O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL O SETOR DE TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: MEDIDAS E IMPACTOS A PARTIR DA MATRIZ INSUMO- PRODUTO INTER-REGIONAL Poema Iss Andrade de Souza * Joaqum José Martns Gulhoto ** Raul da Mota Slvera Neto *** RESUMO

Leia mais

CAPÍTULO 1 Exercícios Propostos

CAPÍTULO 1 Exercícios Propostos CAPÍTULO 1 Exercícos Propostos Atenção: Na resolução dos exercícos consderar, salvo menção em contráro, ano comercal de das. 1. Qual é a taxa anual de juros smples obtda em uma aplcação de $1.0 que produz,

Leia mais

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Matemática e Estatística Econometria

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Matemática e Estatística Econometria Unversdade do Estado do Ro de Janero Insttuto de Matemátca e Estatístca Econometra Revsão de modelos de regressão lnear Prof. José Francsco Morera Pessanha professorjfmp@hotmal.com Regressão Objetvo: Estabelecer

Leia mais

CURVA DE KUZNETS: MENSURAÇÃO DO IMPACTO DO CRESCIMENTO ECONÔMICO SOBRE A DESIGUALDADE DE RENDA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS (1995-2005)

CURVA DE KUZNETS: MENSURAÇÃO DO IMPACTO DO CRESCIMENTO ECONÔMICO SOBRE A DESIGUALDADE DE RENDA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS (1995-2005) CURVA DE KUZNETS: MENSURAÇÃO DO IMPACTO DO CRESCIMENTO ECONÔMICO SOBRE A DESIGUALDADE DE RENDA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS (995-005) Fernando Henrque Taques Mestrando em Economa pelo PEPGEP/PUC-SP Cao

Leia mais

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2 Econometra - Lsta 3 - Regressão Lnear Múltpla Professores: Hedbert Lopes, Prscla Rbero e Sérgo Martns Montores: Gustavo Amarante e João Marcos Nusdeo QUESTÃO 1. Você trabalha na consultora Fazemos Qualquer

Leia mais

Palavras-chave: Índice de Sustentabilidade Empresarial, Q-Tobin e Valor de Mercado.

Palavras-chave: Índice de Sustentabilidade Empresarial, Q-Tobin e Valor de Mercado. ÁREA TEMÀTICA: Gestão Socoambental TÍTULO DO TRABALHO: Sustentabldade Empresaral versus Valor de Mercado: Uma Analse Empírca no Mercado de Captas Braslero AUTORES RONALD MARCELINO ABASTO MONTEIRO Faculdade

Leia mais

Influência dos Procedimentos de Ensaios e Tratamento de Dados em Análise Probabilística de Estrutura de Contenção

Influência dos Procedimentos de Ensaios e Tratamento de Dados em Análise Probabilística de Estrutura de Contenção Influênca dos Procedmentos de Ensaos e Tratamento de Dados em Análse Probablístca de Estrutura de Contenção Mara Fatma Mranda UENF, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasl. Paulo César de Almeda Maa UENF, Campos

Leia mais