DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1

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1 DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1 ópco: Dspardades regonas - estudos comparados de desenvolvmento e gestão terrtoral Márco Antôno Salvato 2 Paola Fara Lucas de Souza 3 Resumo: A Desgualdade de renda é para o Brasl um dos grandes problemas econômcos e socas, sendo levantado na lteratura como um dos fatores que contrbuem para o baxo desenvolvmento do país. Este trabalho tem o ntuto de avalar a contrbução dos prncpas fatores, lstados na lteratura, determnantes da desgualdade de renda. Neste estudo abordaremos a desgualdade de renda medda pelo índce -hel e sua decomposção herárquca, numa adaptação da metodologa usada por Atka (2000). A decomposção do índce é realzada em ses níves tendo os componentes as desgualdades nter-regões geográfcas, nter-área metropoltana, nter-gêneros, nter-racal, nter-grupos educaconas e ntra-grupos educaconas. As estmações foram fetas para o Brasl a partr das nformações da Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) do IBGE para os anos de 1995, 1999 e de 2002 a 2006, tendo em vsta a análse da queda recente da desgualdade de renda, como mostrado nos trabalhos do IPEA. Como prncpas resultados podem-se ctar: (a) apesar da queda no período a desgualdade permaneceu alta; (b) desgualdade da regão nordeste se mostrou a maor entre as regões brasleras, sendo a menor encontrada na regão sul do país; (c) áreas metropoltanas e não metropoltanas têm dspardades parecdas; (d) desgualdade entre os homens superor à entre mulheres; (e) maor desgualdade no grupo racal de pessoas brancas comparatvamente ao de não brancas; (f) componente nter-regões geográfcas responsável por cerca de 5% da desgualdade braslera; (g) desgualdade nter-área metropoltana gerando cerca de 2% da dspardade total; (h) componente nter-gêneros causador de 2,5% aproxmadamente; () componente nter-racal fca entre 5 e 6,5%; (j) componente nter-grupos educaconas para todas as regões fo consderado responsável por cerca de 30% da desgualdade; (k) maor componente da desgualdade fo o de desgualdade ntragrupo educaconal, ou seja não causado por nenhum dos fatores levados em consderação, cerca de 50%. Palavras chave: Desgualdade de renda, Decomposção, hel- Abstract: he Brazl ncome nequalty s a mportant economc and socal problem, beng rased n the lterature as one of the factors that contrbute for the country low development. hs paper has the purpose of assessng the contrbuton of the major factors, lsted n the lterature, ncome nequalty determnants. In ths study we dscuss the ncome nequalty measured by the -hel ndex and ts herarchy decomposton, on an adaptaton of the Atka (2000) methodology. he ndex decomposton s held n sx levels and the nequaltes components are: between-geographcal regons, between-metropoltan areas, between-gender, between-racal, between and wthn-educatonal groups. he estmates were made for Brazl from nformatons of Natonal Survey of Household Sample (PNAD) of the IBGE for 1995, 1999 and 2002 to 2006, to exam the recent fall n ncome nequalty, as shown n the IPEA papers. he man results nclude: (a) despte the nequalty fall n the perod t remaned hgh, (b) nequalty n the regon northeast was the hghest among Brazlan regons, and the lowest s found n the south regon, (c) metropoltan and non-metropoltan areas have smlar dspartes, (d) nequalty between men s hgher than among women, (e) greater nequalty n the racal group of whte people compared to non-whte, (f) component between-geographcal regons responsble for about 5% of Brazlan nequalty, (g) nequalty between-metropoltan areas generates about 2% of the total dsparty, (h) component between-gender cause approxmately 2.5%, () between-racal component s between 5 and 6.5%, (j) component between-educatonal groups for all regons was consdered responsble for about 30% of nequalty, (k) largest nequalty component was the educaton wthn-group, that s not caused by any of factors studed, around 50%. Key-words: Income nequalty, Decomposton, hel- Classfcação JEL: O15, D63, I20 1 rabalho desenvolvdo do Projeto de Pesqusa Pesqusador Mnero (SHA APQ 5688) aprovado em julho 2007, pela FAPEMIG e com duração de 2 anos, sendo coordenador o professor Márco Antôno Salvato. 2 Doutor em Economa pela EPGE, Professor do IBMEC MG 3 PUC Mnas

2 DECOMPOSIÇÃO HIERÁRQUICA DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1. Introdução A desgualdade braslera é fato constante e hstórco, em 1981 o país era o segundo mas desgual no rankng do Banco mundal e apesar da melhora após esta data anda em 2004 o Brasl era o décmo país mas desgual do mundo, atrás apenas da Bolíva, Botsuana, Áfrca Central, Guatemala, Hat, Lesoto, Namíba, Áfrca do Sul e Zmbábue. Esta desgualdade tem conseqüêncas dretas para toda a nação sendo contrbundo para a pobreza e menor desenvolvmento do país como um todo. A desgualdade no Brasl é anda um dos fatores que levam o baxo efeto do crescmento sobre a redução da pobreza, que é conhecdo na lteratura como hpótese de Bourgunon [SALVAO, ARAUJO JR e MESQUIA (2007)]. Segundo BARROS, HENRIQUES e MENDONÇA (2000d) é o auto grau de desgualdade braslero que o coloca em stuação por a nível de pobreza comparatvamente a países com renda per capta smlar. Mutos fatores são destacados como nfluencadores deste nível de desgualdade, dentre outros fatores os mas destacados na lteratura são a educação, regão de morada e/ou trabalho, gênero e raça. A educação é um dos fatores consderados com veemênca como sendo muto correlaconado com a dstrbução de renda. Por sso os benefícos do nvestmento em captal humano, prncpalmente em educação, afrma Wang (2001), ajudam a atngr outras dmensões do desenvolvmento como a segurança, justça socal (prncpalmente na melhora da nclusão socal), melhor aprovetamento de recursos naturas, maor produtvdade e sustentabldade. Um aumento do nível de escolardade proporcona, no longo prazo, uma maor produtvdade, dada a rápda adaptação aos novos processos produtvos; um maor nível de renovação tecnológca, dado o empreendedorsmo que o nvestmento em captal humano pode levar e promove anda a nclusão socal. Assm, quando o captal humano (estoque educaconal) é mas bem dstrbuído à população, a alocação da renda também deve ser mas bem dstrbuída, consderando-o como um dos prncpas determnantes da dspardade de renda. O problema da desgualdade lgada a fatores educaconas e regonas é levantado por mutos autores como PESSOA et all (2007) que snalzam que a desgualdade de renda entre as regões brasleras é muto mas um problema de desgualdade de recursos produtvos, com ênfase na desgualdade educaconal entre as regões, que aspectos puramente regonas. SALVAO, DUARE e FERREIRA (2006) realzam um exercíco contrafactual para avalar o quanto que a educação explca da dstânca entre as dstrbuções de renda do nordeste e sudeste e consderando que o nível educaconal dos habtantes no nordeste fosse aquele verfcado no sudeste, os autores concluem que pelo menos 1/3 da dferença entre as dstrbuções pode ser atrbuída às dferenças educaconas de seus habtantes. Pode-se destacar anda a lgação da desgualdade com fatores racas e de gênero. QUADROS (2004) aponta que mulheres ganham em méda menos que os homens, e se tratando de mulher negra este dferencal é anda maor. FERREIRA et all (2006) encontra parte da desgualdade sendo explcada por fatores de dscrmnação racal e de gênero. 1

3 O foco deste trabalho é a dstrbução de renda, medda aqu pelo nível salaral. A medda de dstrbução de renda utlzada é o índce hel-, usado em larga escala na lteratura, dada as suas propredades como a da adtvdade que permte que o índce seja decomposto em parcelas que possam ser adconadas para achar o índce completo. Fo esta propredade que nos chamou atenção neste índce que aqu também será decomposto segundo a decomposção herárquca descrta por Atka (2000), porém modfcada. O autor realza uma decomposção a três níves (regão-provínca-dtrto) que aqu fo estendda para ses níves, sendo consderados como fatores causadores da dstrbução de renda: regão de morada (as cnco grandes regões geográfcas brasleras), área de morada (metropoltana e não metropoltana), gênero (homem, mulher), raça (não brancos e brancos) e escolardade (medda por anos de estudo). Vale destacar que um exercíco de decomposção é muto dferente de um exercíco econométrco de procura por determnantes da desgualdade. No exercíco de decomposção do índce de hel-, os fatores decomponíves são agregatvos de forma herárquca, em que o resíduo de cada etapa é decomposto na etapa segunte. Portanto, o resíduo na últma etapa não depende de nenhuma hpótese estabelecda a pror sobre estrutura de erros de um modelo econométrco, e portanto não cabem testes de nferênca. A decomposção é apenas uma forma de desagregar herarqucamente os fatores objetvos que defnem a desgualdade. Como base de dados utlza-se a Pesqusa Naconal por Amostra de Domcílos (PNAD) do IBGE, dos anos de 1995, 1999 e de 2002 a 2006, pos estes anos são destacados pela equpe do IPEA de redução da desgualdade. Além desta ntrodução este trabalho descreve na segunda seção um pouco mas sobre a lteratura de dstrbução de renda e decomposção, na tercera seção é demonstrada a decomposção do índce hel-. Na quarta parte estão descrtos os resultados encontrados no trabalho. E por ultmo estão descrtas as consderações fnas sobre este tema. 2. O que determna a desgualdade? São mutos os fatores levantados como nfluencadores do quão concentrado é a renda, dentre eles destacam-se gênero, raça, regão de morada, dade e escolardade. Este últmo fator é levantado pela lteratura como prncpal determnante da dstrbução de rendmentos. Especfcamente no mercado de trabalho RAMOS e VIEIRA (2000) destacam alguns fatores que levam a dspardades salaras: (a) forma de compensação, por postos de trabalho que tem dferenças como rsco de acdente, nsalubrdade, mas ocupados por trabalhadores com gual potencal produtvo; (b) heterogenedade de trabalhadores como educação e experênca; (c) segmentação no mercado entre trabalhadores gualmente produtvos sem base em crtéros tangíves, como posção geográfca; (d) atrbutos não produtvos, dscrmnatóros, como cor e sexo. Assm sendo, o mercado de trabalho é tanto gerador quanto revelador de desgualdades. Mutos autores colocam a educação não apenas como fator que aumenta a produtvdade, mas também capaz de promover maor gualdade a medda que é bem dstrbuída contrbundo para a mobldade socal [ver BARROS, HENRIQUE e MENDONÇA (2000c), HENRIQUES (2002), WANG 2

4 (2001)]. Segundo HENRIQUES (2002) a educação é parte do conjunto mínmo de oportundades socas báscas que geram equdade e justça socal, contrbundo dretamente para melhora de qualdade de vda e ntegração do ndvduo na socedade, assm a educação se mostra como mportante varável para mudar a stuação desgual dos ndvíduos de dferentes raças. BARROS, HENRIQUES e MENDONÇA (2000c) afrmam, anda, que a prncpal fonte de desgualdade salaral corresponde a dferenças de produtvdade ocasonadas por dferenças educaconas. Para os autores, não é descartada a nfluênca da dscrmnação de gênero e raça na dferencação de saláros, mas a educação é apontada como prncpal determnante e uma polítca públca que conduza a uma redução da desgualdade salaral deve buscar uma queda sgnfcatva da heterogenedade educaconal. A nfluênca da educação na desgualdade salaral, segundo BARROS, HENRIQUE e MENDONÇA (2000c), depende de dos fatores: nível de desgualdade educaconal e como a desgualdade educaconal é traduzda na desgualdade salaral pelo mercado de trabalho, ou seja, o retorno da educação. Quanto maor for a remuneração por um ano a mas de escolardade, maor será a dspardade salaral ocasonada por cada nível de desgualdade educaconal. A educação e a regão de morada segundo sua nfluênca sobre a dspardade de renda do trabalho fo foco do trabalho de SALVAO et all (2006), comparando as densdades para as regões mas pobre e mas rca do País: Sudeste e Nordeste. Para sto os autores construíram densdades contrafactuas, colocando para análse na regão mas pobre o nível educaconal da mas rca, ou seja, estmaram a dstrbução de renda do trabalho reponderando as amostras dsponíves de forma que possam compor uma população com o perfl de escolardade que se deseja. A dstrbução de renda reponderada pela educação mostra que pelo menos 30% do dferencal de renda do trabalho entre as regões pode ser explcado pela dferença de escolardade. BARROS e MENDONÇA (1994) fzeram um estudo onde compararam os países ndustralzados com o Brasl encontrando no nível educaconal prncpal explcação entre a dferença entre o nível de renda per capta braslera e desses países. Segundo FERREIRA (2000) o Brasl se destaca negatvamente no contexto nternaconal pela sua grande dspardade de renda. As prncpas causas destacadas pelo autor são: (1) dferenças entre ndvíduos em suas característcas natas (raça, gênero, ntelgênca ou rqueza ncal); (2) dferenças entre característcas ndvduas adqurdas (nível educaconal, experênca profssonal); (3) mecansmos em que o mercado de trabalho age sobre os tpos de ndvíduos ctados acma em 1 e 2, transformando as dferenças ndvduas em dferenças no rendmento do trabalho, estes mecansmos são dscrmnação (raça, gênero), segmentação (entre postos de trabalhos dstntos ocupados por trabalhadores dêntcos), projeção (retorno de acordo com as característcas observadas no trabalhador como escolardade e experênca); (4) os mercados de captal que ao serem mperfetos, são segmentados por exemplo no acesso ao crédto; (5) fatores demográfcos como formação de domclo, de fertldade, coabtação ou separação domclar. Esta grande desgualdade, segundo FERREIRA (2000), tem efetos negatvos sobre o desempenho agregado da economa. Neste sentdo, o mercado de trabalho desempenha papel amplfcador da desgualdade educaconal ao passo que a transforma em desgualdade salaral. FERREIRA (2000) demonstra um modelo em que a desgualdade educaconal gera alto nível de 3

5 desgualdade de renda, o que por sua vez pode levar a uma dstrbução desgual do poder polítco, ao passo que a rqueza tem nfluênca sobre o poder polítco. Esta desgualdade do poder polítco rá reproduzr a desgualdade educaconal, pos o sstema públco de educação não é utlzado pelos mas rcos que assm não se nteressam pela sua qualdade, então a desgualdade é aprofundada na medda em que os pobres não têm acesso a escolas partculares e nem tão pouco têm poder polítco para melhorar as escolas públcas. NÉRI (2003) destaca que no Brasl a desgualdade socal, explcada por dferencas regonas, de gênero, raça e educação têm grandes efetos sobre condções de vda, saúde e mortaldade da população. Decompondo o índce de hel-, o autor estuda a contrbução de defcentes físcos para a desgualdade de renda. Os resultados encontrados pelo autor, consderando a população entre 15 e 65 anos, apontam que portadores de defcênca têm pouca contrbução à desgualdade de renda braslera, tendo o índce de hel varando de 0,10% a 1,13%; já a educação comparatvamente tem um efeto muto maor, com um índce de hel varando de 36,5% a 42,07%. HENRIQUES (2002) destaca a educação como tendo papel mportante para mobldade socal, prncpalmente no que se refere às desgualdades racas, apesar de poder ocultar a dscrmnação racal ao passo que o dferencal de educação entre negros e brancos são utlzados para justfcar as desgualdades de rendas entre as raças. O autor anda destaca que apesar de mulheres terem escolardade acma da dos homens, a gualdade salaral só é alcançada com uma dferença de pelo menos 5 anos a mas de escolardade, sendo que quando a mulher é negra esta dferença sobe para 8 anos, confgurando o aspecto dscrmnatóro do mercado de trabalho, a despeto do controle da educação. A dscrmnação racal, segundo demonstrado por CAMPANE, CRESPO e LEIE (2004), tem um caráter eltsta, aumentado na medda em que se avança na dstrbução dos saláros. Mostram anda que a educação da mãe é varável mportante para explcar o dferencal de saláros e que os fatores regonas são mportantes a medda em que o mercado de trabalho surge como lócus mas mportante da questão racal no Sudeste que no Nordeste. Conforme QUADROS (2004), a herarquzação de grupos segundo sua desgualdade socal destaca os homens brancos no topo, segudos das mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. Apesar das mulheres brancas revelarem melhor perfl de escolardade, seus rendmentos médos são pores do que os dos homens brancos e negros quando se dvde a população por grupos de escolardade. No geral as mulheres brancas ganham mas que os homens negros por se encontrarem em maor parte nos níves superores de escolardade. As mulheres negras têm nível de escolardade também maor do que o dos homens negros, tendo rendmentos nferores tanto em grupos educaconas quanto no total da população. Neste sentdo, há uma tendênca geral de que as mulheres precsam de maor escolardade para se nserrem no mercado de trabalho e recebendo anda menos que os homens. O autor coloca como prncpal problema o acesso às ocupações melhor remuneradas para explcar no geral o dferencal de renda. Como medda de dspardade RAMOS e VIEIRA (2000) utlzaram o índce hel- e anda uma medda de desgualdade sugerda por SHORROCKS (1980), analsando o desempenho na década de 4

6 1990 no Brasl. Os autores encontram como resultado que a educação, tanto em nível de contrbução bruta quanto em nível de contrbução margnal, se mostra como grande determnante da desgualdade: em 1995, a contrbução bruta da educação para a desgualdade chegou a 30,3% sendo a contrbução margnal de 23,4%. RAMOS (2007) usa o índce hel- para descrever o comportamento da desgualdade braslera, mostrando a nfluênca das varações no nível de escolardade sobre a dstrbução de renda ndvdual. Os resultados apontam que a educação teve papel mportante para a queda da desgualdade de renda entre 1995 e Segundo o autor a fonte dessa desgualdade pode ser mensurada pela decomposção do índce hel- para determnado grupo da população, sendo possível observar assm a desgualdade entre e ntra-grupos. Avalando aspectos da dstrbução de renda, város autores destacaram a péssma dstrbução que ocorre no Brasl prncpalmente por causa da alta assmetra à dreta, denotando a alta concentração da renda nas mãos de poucos brasleros. FERREIRA e LICHFIELD (2000) apresentam algumas meddas de desgualdade para renda, tas como o coefcente de Gn e o Coefcente de hel- L e hel-, e anda a méda e medana para o período de 1981 a Os autores mostram que a renda medana é metade da renda méda, o que caracterza o vés à dreta, ou seja, 50% das pessoas recebem menos que a metade da méda artmétca da renda. Anda é observado um aumento da desgualdade no período pelos demas índces: coefcentes de Gn, hel e pelo coefcente de varação. Segundo HOFFMAN (2000), a desgualdade entre regões é componente mportante da desgualdade, sendo que em sua decomposção do índce hel- representou 9% da desgualdade total, sendo o componente de desgualdade ntra-regonal mas mportante. HOFFMAN (2000) anda destaca que os homens ganham mas que as mulheres, mas estas têm para dados de 1997, em méda, 1,6 anos a mas de escolardade que os homens. Mostra anda que pessoas que trabalham na área urbana ganham mas que pessoas que habtam a área rural. Hoffman (2000) destaca a educação como camnho clássco para a ascensão socal e anda que pessoas negras ganham menos que as brancas, denotando o aspecto dscrmnatóro. SIQUEIRA e SIQUEIRA (2006) colocam, entre outras meddas de desgualdade, os índces de hel e Gn por estes poderem ser decompostos para dferentes subgrupos da população. Segundo estes, na decomposção as característcas ndvduas como educação, gênero, ocupação e localzação urbana ou rural são determnantes mportantes da renda. Estes autores colocam que há dos elementos responsáves pela desgualdade: o fator nter-grupos, que emerge entre os grupos dentfcáves e o fator ntra-grupo que se desenvolve dentro dos grupos especfcados. Estes destacam que meddas de desgualdade como o índce de hel são adtvamente decomponíves se puderem ser decompostas de forma que ao fnal a desgualdade seja a soma de desgualdades ntra e ntergrupos. Estes autores encontraram que a maor parte da desgualdade é determnada por fatores ntra-regonas, sendo o fator nter regonal de menor proporção. FERREIRA et all (2006) consderam técncas usuas de decomposção de meddas de desgualdade como o de hel, que satsfaz a propredade da adtvdade. Estes autores colocam que a 5

7 partr de 1993 ocorre uma queda da desgualdade de renda, e dentre os fatores que mas contrbuíram destaca-se a queda da desgualdade de rendmentos entre grupos educaconas. O período fo marcado por uma sgnfcatva convergênca da renda das famílas localzadas em áreas ruras e urbanas e a cobertura dos programas governamentas de transferênca de renda. A decomposção dos índces é realzada segundo os seguntes grupos: Idade do chefe; escolardade do chefe; tpo de domclo; regão; raça do chefe; localzação rural ou urbana e sexo do chefe. Ao fnal, tem-se uma decomposção em fatores de desgualdade nter-grupos e ntra-grupos. Como resultado observam que pelo índce hel- em 2004 a educação explcou 38% da desgualdade, o gênero 10%, a raça 11%, tpo de domclo 11%, regão 8%, e área rural ou urbana 5%. O período analsado é de 1981 a 2004 e o componente que apresentou a maor queda fo o da área, passando de 17% em 1981 para 5% em 2004, o que segundo os autores pode ter sdo causado tanto pela redução da população rural quanto pelas evdêncas de crescmento do agronegóco a partr da lberação comercal da década de WAQUIL e MAOS (2002) estudam a pobreza especfcamente do meo rural, salentando que entre as causas dessa pobreza estão as raízes hstórcas, nstabldade de marcos polítcos, adoção de modelos macroeconômcos e de polítcas de desenvolvmento, a elevada concentração fundára juntamente com a baxa rentabldade das atvdades agrícolas, os baxos nvestmentos em captal humano e socal e em nfra-estrutura rural, dfculdades de consderação da heterogenedade de questões étncas e de gênero no meo rural. Os autores apontam que a renda méda no meo rural é nferor à no meo urbano, porém a desgualdade é acentuada em ambos, apesar de ser menor na área rural, contudo esta tem fcado estagnada enquanto a desgualdade urbana apresenta queda. HENRIQUES (2002) ressalta anda que a desgualdade de renda braslera esta muto assocada à desgualdade de dstrbução de educação para a população. O dferencal salaral é em parte gerado no nteror do sstema educaconal e outra parte dervada da herança da dscrmnação educaconal na geração dos pas dos estudantes. Cerca de 49% da dferença salaral entre brancos e negros é devdo a dferenças de nível de escolardade entres as raças, sendo 27% destes dervados do sstema educaconal e os outros 22% dervados da escolardade dos pas. Dessa forma constatou-se que área de morada (rural urbana), sexo, raça e nível de escolardade podem ter uma grande capacdade para explcar o dferencal de renda. E anda que a propredade de adtvdade do índce de dspardade hel- nos leva a conclur que este é um bom índce para demonstrar os efetos das varáves acma sobre a dstrbução salaral. Sendo assm, na próxma secção está demonstrada a forma de decomposção deste índce. FERREIRA, LEIE e LICHFIELD (2006) estudaram a evolução da desgualdade braslera entre 1981 e Os autores destacam que o crescmento da desgualdade nos anos 80 pode ter sdo guada pela maor atenção dada à educação nesse período, assocada à nflação alta e crescente. Com as técncas de decomposção. A queda da desgualdade começa em 1993, e é assocada a queda da nflação e por quatro mudanças estruturas e polítcas: retornos decrescentes da educação, convergênca rural-urbana, crescmento de programas de transferênca e assstênca socal para os pobres e a possível queda na desgualdade racal (que também pode ter sdo causada pela queda dos retornos da educação). Base de dados utlzada fo a PNAD de 1981 a As técncas de 6

8 decomposção usadas por Cowell e Jenkns separam a desgualdade em componentes de desgualdade ntra e nter grupos o objetvo dos autores é procurar possíves canddatos a determnantes às mudanças nos níves de desgualdade e pobreza. Os atrbutos utlzados para a decomposção são regão de morada, status de urbano ou rural, dade, gênero, raça e educação. Segundo os autores a dstrbução de renda além de afetar as característcas ndvduas levam a dferenças ao acesso a empregos formas e varação real do acesso a captal e transferênca de renda. O estudo nvestga a estrutura da desgualdade braslera feta para 1981, 1993 e 2004, foram realzadas decomposções segundo: regão, urbano-rural status, composção demográfca como dade, gênero, raça e educação. Estes autores encontraram os seguntes resultados, o componente de desgualdade nter educaconal representava cerca de 38% da desgualdade em 2004, raça 11%, Regão8%, rural-urbano 5%, dade 2%. MAURICIO, SOARES e BENEGAS (2004) também analsaram a desgualdade causada nter e ntra-regões. O objetvo do trabalho fo saber sobre a desgualdade de produtvdade dos estados, usando a renda per capta como proxy da produtvdade. Segundo os autores a desgualdade pode ocorrer pela dspersão da renda meda entre os estados de uma mesma regão ou entre as regões, sendo a desgualdade total a soma dos dos fatores. Assm fo calculada a desgualdade de renda entre regões e entre os estados em uma mesma regão, utlzando o índce de hel devdo sua propredade da adtvdade onde a medda total pode ser formada pela soma das meddas ntra e nter-grupos. No estudo os autores constatam que a renda é menos concentrada na regão Centro-oeste, embora seja a únca regão que apresentou crescmento de desgualdade, anda mostram que a desgualdade do Norte e Nordeste estão acma da braslera, enquanto a das demas regões está abaxo. Outro resultado encontrou fo que a desgualdade ntra-regonal dmnu e a desgualdade nter-regonal aumenta ocorrendo então uma deteroração da desgualdade total no país segundo os autores. 3. Decomposção do Índce hel- em ses níves Dentre os índces utlzados para o cálculo da desgualdade está o coefcente de hel. Este índce é utlzado em grande escala e segundo BARROS et all (2000a), ele derva da noção de entropa, destacada por também por Hoffman (1998). A concentração de renda é maor quando o ndce de hel é maor, porém este índce não tem máxmo como o índce de Gn. As prncpas vantagens do hel em relação a outros índces de desgualdade é, sua sensbldade aos dferencas de observações na varável verfcados nas proxmdades da cauda nferor da dstrbução e sua possbldade de decomposção adtva por subgrupos populaconas. É baseada nessa propredade de decomposção que AKIA (2000) propõe uma decomposção herárquca de 3 níves da dstrbução regão-provínca-dstrto, que aqu é adaptada em ses níves para regão 4 -área 5 -gênero-raça-escolardade. Dessa forma busca-se observar os componentes da desgualdade de renda vnculados a outras desgualdades como: regão de morada (aqu defnda como 4 O componente regão engloba as 5 grandes regões geografcas brasleras: Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro Oeste. 5 Area é o componente de dferença entre as áreas metropoltana e não metropoltana. 7

9 as grandes regões brasleras), área metropoltana e não metropoltana, sexo, raça 6 escolardade. A adequação feta pode ser descrta pelo segunte índce de hel-: e nível de mlrjk mlrjk = ln (1) m l r j k / N em que Y mlrjk é a renda do ndvíduo k da raça r, no grupo j de escolardade, do gênero l, estando ou não na área m e na regão geográfca ; Y = é a renda agregada e m l r j k N = n mlrjk é o total da população. m l r j k A desgualdade de renda entre os ndvíduos resdentes na regão geográfca,, pode ser assm demonstrada pela equação a segur, donde se pode começar a observar a decomposção do índce de dspardade de renda hel-: em que Y mlrjk mlrjk mlrjk = ln (2) m l r j k / N Dessa forma a prmera equação pode ser decomposta em: = Y Y Y / N ln (3) / N + + BR = WR + Y = BR (4) Y = Y mlrjk é o total da renda na regão geográfca, N = m l r j k n mlrjk m l r j k / N total da população na regão geográfca, BR = ln mensura a desgualdade de renda / N entre as regões geográfcas. Observe anda que o prmero termo da equação representa a desgualdade dentro das regões, WR, calculado por uma méda ponderada dos. Desta forma, temos uma prmera decomposção do índce de hel- em desgualdade ntra-regonal ( WR ) ou seja, a que é causada dentro da regão e nter-regonal ( BR ) ou seja a parte da desgualdade causada pelo dferencal de área. Mas uma etapa da decomposção do índce pode ser explanada defnndo m para mensurar a desgualdade de renda na área m na regão geográfca : m = mlrjk l r j k m m mlrjk ln (5) m / N em que Y = é o total de renda da área metropoltana ou não metropoltana na regão m Y mlrjk l r j k geográfca, N m é o total da população que é ou não da área metropoltana na regão geográfca. Assm a desgualdade dos ndvíduos na regão geográfca,, pode ser decomposta da segunte é o 6 Como raça consderamos 2 grupos um de brancos e outro de não brancos que nclu pretos, pardos, amarelos e ndígenas. Vale anda lembrar que as nformações de raça são fetas pelo auto-julgamento do entrevstado. 8

10 forma: m Y = + l m m m m / Nm ln (6) / N m = m + BM = WM + BM m Y (7) A desgualdade entre as áreas metropoltanas e não metropoltanas m na regão geográfca é medda por m Ym / Nm = BM ln m /. É possível observar anda que o prmero termo da equação N (7) representa a desgualdade de renda devdo a desgualdade dentro da área metropoltana ou na não metropoltana na regão geográfca, ou seja, é uma méda ponderada dos jm, o qual chamaremos de WM. Se substturmos o da equação (7) no da equação (4), teremos: = m m + BM + m BR Observe que o termo entre colchetes representa a desgualdade nter e ntra-gêneros para cada área. Logo, o prmero termo é smplesmente a méda ponderada para estes efetos, usando as proporções da renda aproprada pela regão geográfca como ponderador, podendo ser reescrto por, = m m + BM + WM m BM BR = + + (10) BR A equação (10) é a equação de decomposção do índce de hel- em três componentes: desgualdade ntra-área ( WM ), desgualdade nter-área ( BM ) e desgualdade nter-regonal ( BR ). Pode-se decompor em mas um nível, tomando o prmero termo da equação (10), desgualdade ntra-área, decompondo-a por gênero. Defnndo ml para mensurar a desgualdade de renda para o gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, em que ml = mlrjk r j k ml ml (8) (9) mlrjk ln (11) ml / N Y = é o total de renda do gênero l na área metropoltana ou não e na regão ml Y mlrjk r j k geográfca, N ml é o total da população do gênero l e na área metropoltana ou não da regão geográfca. Assm a desgualdade dos ndvíduos na áreas metropoltana ou não metropoltana na regão geográfca, m, pode ser demonstrada na segunte equação: m ml Y = + ml l m l ml ml m ml + BG = m WG + m l Y m m ml / Nml ln (12) m / Nm = BG (13) m 9

11 em que ml Yml / Nml = BG ln m l m / é a desgualdade entre os gêneros l na área metropoltana ou m Nm não e na regão geográfca. O prmero termo da equação (12) representa a desgualdade de renda devdo a desgualdade dentro de cada gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, ou seja, é uma méda ponderada dos ml, o qual chamaremos de equação (13) no da equação (9), teremos: = m ml ml + BG + BM + m m l m BR WG m. Se substturmos o m da Observe que o termo entre colchetes representa a desgualdade nter e ntra-gêneros, para as áreas metropoltana ou não nas regões geográfcas. Logo, o prmero termo expressa a méda ponderada para estes efetos, usando as proporções da renda aproprada pela regão metropoltana ou não na regão como ponderador, podendo ser reescrto por, = ml m ml + BG + BM + l WG m l BG BM BR m BR (14) (15) = (16) A equação (16) é a equação de decomposção do índce de hel- em quatro componentes. Uma nova decomposção pode ser feta utlzando o prmero componente da equação 16, ou seja, a desgualdade dentro dos gêneros, este componente será decomposto em desgualdade ntra e nter-racas r. Para tanto utlzaremos a desgualdade de brancos e não brancos tomados aqu como grupos racas do gênero l nas áreas metropoltanas ou não m das regões geográfcas, mlr, descrto abaxo: mlr = j k mlrjk mlr mlrjk ln (17) mlr / Nmlr em que Y = é o total de renda da raça r, do gênero l, na regão metropoltana ou não e na mlr Y mlrjk j k regão, N mlr é o total da população da raça r, do gênero l, na regão metropoltana ou não e na regão. Assm a desgualdade dos ndvíduos do gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, ml, pode ser decomposta em: ml mlr Y = + mlr r ml r mlr ml mlr / Nmlr ln (18) ml / Nml mlr ml = mlr + BA = ml WA + ml BAml r Y (19) ml A desgualdade entre as raças r, do gênero l, na área metropoltana ou não e na regão geográfca é medda por Y mlr Ymlr / Nmlr = BA ln ml r ml /. É possível observar anda que o prmero ml Nml termo da equação (12) representa a desgualdade de renda devdo a desgualdade dentro de cada 10

12 grupo racal pertencente ao gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, ou seja, é uma méda ponderada dos jl, o qual chamaremos de da equação (16) teremos: = WA ml ml mlr mlr + BA + BG + BM + ml m l r ml. Se substturmos o mj da equação (19) no Observe que o termo entre colchetes representa a desgualdade nter e ntra-racal r para cada gênero l, na área metropoltana ou não e na regão geográfca. Logo, o prmero termo expressa a méda ponderada para estes efetos, usando as proporções da renda aproprada pelo gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca como ponderador, podendo ser reescrto por: = mlr mlr mlr + BA + BG + BM + ml WA m l BA r BG BM BR r BR BR (20) (21) = (22) A partr da equação (22) pode-se fazer uma outra decomposção utlzando o prmero termo da equação (22), a desgualdade ntra-racal. Esta decomposção será feta em componentes ntra e ntergrupos educaconas. Utlzaremos cada ano de estudo como um grupo educaconal. A desgualdade dos grupos educaconas j nos grupos racas r, do gênero l nas áreas metropoltanas ou não m das regões geográfcas, mlr, descrto abaxo: em que mlrj = k mlrjk mlrj mlrjk ln (23) mlrj / Nmlrj Y = é o total de renda do grupo de escolardade j, na raça r, do gênero l, na área mlrj Y mlrjk k metropoltana ou não e na regão geográfca, N mlrj é o total da população do grupo de escolardade j, da raça r, do gênero l, na área metropoltana ou não e na regão geográfca. Assm a desgualdade dos ndvíduos da raça r no gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, mlr, pode ser decomposta em: mlr mlrj = + mlrj j mlr j mlrj mlr mlrj / Nmlrj ln (24) mlr / Nmlr mlrj mlr = mlrj + BE = mlr WE + mlr BEmlr j Y (25) mlr A desgualdade entre os grupos educaconas nas raças r, do gênero l, na área metropoltana ou não e na regão geográfca é medda por mlrj mlrj / Nmlrj = BE ln mlr j mlr /. É possível observar anda mlr Nmlr que o prmero termo da equação (25) representa a desgualdade de renda devdo a desgualdade dentro de cada grupo educaconal j na raça r pertencente ao gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca, ou seja, é uma méda ponderada dos mlr, o qual chamaremos de substturmos o mlr da equação (25) no da equação (22), teremos: WE mlr. Se 11

13 = mlr mlrj mlrj + BE + BA + BG + BM + mlr m l r j mlr Observe que o termo entre colchetes representa a desgualdade nter e ntra-grupos educaconas para a raça r para cada gênero l, na área metropoltana ou não e na regão geográfca. Logo, o prmero termo expressa a méda ponderada para estes efetos, usando as proporções da renda aproprada pela raça r no gênero l na área metropoltana ou não e na regão geográfca como ponderador, podendo ser reescrto por: = mlrj mlrj mlrj + BE + BA + BG + BM + mlr WE m l r j BE BA BG BM j BR BR BR (26) (27) = (28) A equação (29) chega ao objetvo fnal desta metodologa, que é a equação de decomposção do índce de hel- em ses componentes: desgualdade ntra-grupos educaconas ( WE ), desgualdade nter-grupos educaconas ( BE ), desgualdade nter-racal ( BR ), desgualdade nter-gêneros ( BG ), desgualdade nter-área metropoltana ou não ( BM ) e desgualdade nter-regonal ( BR ). O componente ntra-grupo educaconal é estmado por resíduo e representa a parte da desgualdade restante que não é explcada pelos fatores anterores. 4. RESULADOS Os resultados foram separados em duas partes, a prmera descreve a stuação da desgualdade braslera e das grandes regões geográfcas com dvsões por subgrupos da socedade. Na segunda parte está exposta a decomposção da desgualdade braslera. 4.1 Análse da dspardade de renda braslera A concentração de renda braslera é reconhecdamente um dos problemas brasleros, sendo maor que város países com renda per capta smlar. Através da análse do índce de dspardade hel- pode-se observar quão desgual é o Brasl e anda observa-se os dados por regões geográfcas. Estes dados estão demonstrados na tabela a segur: ABELA 1 - Índce de dspardade hel- para o Brasl e grandes regões geográfcas 1995, 1999, 2002 a Ano Brasl Sudeste Sul Norte Nordeste Centro Oeste ,6798 0,6185 0,6139 0,6649 0,7657 0, ,6276 0,5485 0,5825 0,5902 0,7421 0, ,6385 0,5821 0,5352 0,6377 0,7187 0, ,6183 0,5686 0,5577 0,5482 0,6806 0, ,6103 0,5478 0,5439 0,5460 0,7096 0, ,6094 0,5659 0,5264 0,5025 0,6799 0, ,6024 0,5625 0,5038 0,5092 0,7248 0,5904 Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a É possível notar que a queda da desgualdade salaral a nível braslero entre 1995 e 1999 fo de 7,7%, entre 1999 e %, uma queda total de 11,4%. No Sudeste pode-se observar uma queda de 7,6% de 1995 a 1999 e entre 1999 e 2006 aumentou em 2,5%, uma queda de 9,5% no período. No Sul 12

14 a queda entre 1999 e 2006 fo maor, de 13,51% enquanto entre 1995 e 1999 de 5%, um total no período de 17,9%. Já no Norte a queda fo a maor no período, de 23,43%, sendo entre 1995 e 1999 de 11,24% e entre 1999 e ,73%. Para a regão Nordeste observa-se a menor queda entre as regões, de cerca de 5% no período como um todo, sendo a queda entre 1995 e 1999 de 3% e entre 1999 e ,3%. Para o Centro Oeste nota-se uma queda somente no período entre 1999 e 2006, cerca de 12,47%, porém a ntensdade da queda no período é prejudcada pelo aumento na desgualdade entre 1995 e 1999, de quase 3%, sendo assm a queda do período como um todo fo de 9,9%. Em nível notamos que a desgualdade braslera esta acma da desgualdade de todas as regões exceto do Nordeste durante todo o período, sendo a menor desgualdade encontrada no Sul do país. Como já salentado na metodologa são mutos os fatores levantados como responsáves pela desgualdade de renda, entre eles está o fator lgado à regão. Notamos pela análse da desgualdade de cada regão geográfca separadamente que realmente a dspardade de renda é dvergente entre elas sendo assm um ndíco de que este é um fator de nfluênca na desgualdade total braslera. Outra separação também consderada regonal é quando consderamos áreas metropoltanas e não metropoltanas, podemos notar as desgualdades meddas pelo índce hel-, consderando esta separação na tabela 2 abaxo: ABELA 2 Desgualdade nas áreas metropoltana e não metropoltana para o Brasl e para as grandes regões Geográfcas nos anos de 1995, 1999 e de 2002 a Brasl Sudeste Sul Norte Nordeste Centro Oeste Ano Não metrop Metrop Não metrop Metrop Não metrop Metrop Não metrop Metrop Não metrop Metrop Não metrop Metrop ,6693 0,6271 0,6124 0,5911 0,5848 0,6280 0,6616 0,6515 0,7295 0,7522 0,6402 0, ,6217 0,5794 0,5431 0,5259 0,5846 0,5556 0,5756 0,6543 0,6947 0,7549 0,6089 0, ,6302 0,5995 0,5790 0,5620 0,5182 0,5492 0,6298 0,6641 0,6749 0,7122 0,6522 0, ,6183 0,5784 0,5766 0,5425 0,5567 0,5488 0,5406 0,5820 0,6739 0,6304 0,5372 0, ,5995 0,5887 0,5395 0,5392 0,5032 0,6079 0,5427 0,5643 0,6959 0,6728 0,6300 0, ,5792 0,6073 0,5297 0,5774 0,4962 0,5670 0,4951 0,5436 0,6336 0,6963 0,6162 0, ,5956 0,5764 0,5553 0,5529 0,4971 0,5097 0,5044 0,5317 0,7339 0,6451 0,5224 0,5988 Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a Pôde-se notar que em geral a desgualdade entre as duas áreas consderadas estveram em queda no período no Brasl e em todas as regões. A desgualdade nas áreas não metropoltanas tendem a ser maores a nível braslero e para o Sudeste, sendo a queda da desgualdade não metropoltana a nível braslero de 11% e do Sudeste de 9,3%, na área metropoltana a nível braslero de 8% e no sudeste de 6,4%. No Sul, apenas no ano de 2003 a desgualdade na área não metropoltana se mostrou acma da desgualdade metropoltana. Para o Nordeste há uma certa nstabldade, sendo a desgualdade não metropoltana maor que a metropoltana a partr de 2003, com exceção de 2005, uma mudança na tendênca sendo assm nota-se que a desgualdade não metropoltana no Nordeste se demonstrou tomando os extremos do período alta de 0,6%, enquanto a área metropoltana mostrou uma queda de 14,2%. Já o Sul teve desgualdade na área metropoltana menor que da área não metropoltana apenas nos anos 1999, 2003, apresentando queda na área metropoltana de 18,8%, e na não metropoltana de 13

15 15%. No Norte a desgualdade Metropoltana é maor que a desgualdade não metropoltana em pratcamente todo o período, sendo o contráro apenas em 1995, a queda observada no período fo para a área não metropoltana de 23,8%, e metropoltana de 18,9%. No Centro Oeste observou-se um aumento na área metropoltana de 9,7%, e para a não metropoltana observa-se uma queda de 18,4%, o que fez com que a desgualdade na área metropoltana fosse no níco do período menor que a da não metropoltana e no fm do período essa ordem se nvertesse. Observando a méda da dferença de desgualdade entre as áreas metropoltana e não metropoltana nota-se que a desgualdade metropoltana braslera é em méda 3,5% menor que a não metropoltana. Para o sudeste a desgualdade não metropoltana também se mostrou menor, 1%. Nas demas regões observamos o contraro do observado para Brasl e Sudeste, em méda a regão metropoltana se mostrou mas desgual que a não metropoltana, sendo para o Sul na ordem de 6,4%, o mesmo encontrado para o Norte, para o Nordeste é apenas 0,8% e para o Centro Oeste 3,7%. A desgualdade entre gêneros também é fator destacado como nfluencador da desgualdade de renda total. Na tabela 3 nota-se a dferença da concentração de renda entre mulheres e entre homens no Brasl e nas grandes regões brasleras. Observe que a nível braslero, de Sudeste e Sul a desgualdade entre homens é maor que a desgualdade entre mulheres em todos os anos, apesar de ambas se mostrarem em queda no período. Para o Brasl a desgualdade entre homens era 8% maor que a entre mulheres em 1995, chegando a 12,2% em 2005, mas chegando ao fm do período em 5%. Já no Sudeste a dferença em 1995 é parecda com a maor dferença entre os dos grupos para o Brasl, 12,3%, mas chega a 2006 nos 7,5%, aumentando a dferença relatvamente ao nível braslero. No Sul está a maor dferença, em 1995 a desgualdade entre homens é 16% maor que a desgualdade entre mulheres, tendo chegado a 21% em 2003 sendo a maor queda dessa dferença, chegando em 2006 a 6%. Quanto ao Norte Nordeste e Centro Oeste, note que não é constante durante o período um dos grupos com maor desgualdade. No Norte a desgualdade entre 4% e 9% respectvamente, já nos demas anos, ou seja entre 1999 e 2005 a desgualdade entre homens se mostrou maor que a entre mulheres, entre 1% e 5%. Para o Centro Oeste a desgualdade no grupo dos homens é maor que no grupo das mulheres no níco do período 4%, e 2% no fm do período. Ano ABELA 3 Desgualdade por gêneros para o Brasl e para as grandes regões Geográfcas nos anos de 1995, 1999 e de 2002 a Brasl Sudeste Sul Norte Nordeste Centro Oeste Mulher Homem Mulher Homem Mulher Homem Mulher Homem Mulher Homem Mulher Homem ,619 0,670 0,542 0,609 0,525 0,609 0,730 0,619 0,773 0,741 0,660 0, ,598 0,619 0,519 0,539 0,555 0,567 0,569 0,580 0,729 0,734 0,664 0, ,592 0,640 0,537 0,579 0,490 0,527 0,624 0,628 0,711 0,714 0,647 0, ,560 0,624 0,513 0,568 0,465 0,564 0,571 0,524 0,648 0,686 0,617 0, ,550 0,617 0,495 0,545 0,466 0,547 0,508 0,546 0,676 0,715 0,629 0, ,562 0,613 0,525 0,560 0,458 0,530 0,496 0,493 0,652 0,685 0,636 0, ,570 0,600 0,518 0,557 0,466 0,495 0,500 0,503 0,768 0,697 0,588 0,577 Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a

16 A queda da desgualdade em ambos os grupos e regões é fator em comum, sendo a queda a nível braslero de 7,9% para mulheres e 10,5% para homens. A maor queda dentre as regões no grupo das mulheres fo no Norte, com 18% de queda, segudo do Sul e Centro Oeste, ambos fcando em torno dos 11% de queda de desgualdade, o Sudeste apresentou queda de 4%, enquanto o Nordeste teve apenas 0,6% de queda de desgualdade entre mulheres. Já no grupo dos homens a maor queda fo no Sul e no Norte, com queda de 18,7% em cada um, segudos do Sudeste e do Centro Oeste, que apresentaram 8,5% de queda, sendo a menor queda observada no Nordeste, 6%. Outro fator mportante é a desgualdade causada pela dferença de raças, consderamos apenas dos grupos de raças para fazer uma analse do índce de dspardade hel-, brancos e não brancos. Estes dados podem ser observados na tabela 4 abaxo. ABELA 4 Desgualdade nas áreas metropoltana e não metropoltana para o Brasl e para as grandes regões Geográfcas nos anos de 1995, 1999 e de 2002 a Brasl Sudeste Sul Norte Nordeste Centro Oeste Ano Não branco Branco Não branco Branco Não branco Branco Não branco Branco Não branco Branco Não branco Branco ,590 0,646 0,482 0,615 0,495 0,611 0,645 0,649 0,665 0,811 0,568 0, ,523 0,601 0,429 0,542 0,463 0,578 0,542 0,605 0,582 0,833 0,531 0, ,522 0,621 0,438 0,583 0,371 0,539 0,530 0,722 0,583 0,814 0,556 0, ,497 0,601 0,423 0,570 0,383 0,560 0,482 0,602 0,564 0,764 0,490 0, ,518 0,594 0,427 0,550 0,432 0,544 0,481 0,601 0,597 0,800 0,575 0, ,492 0,606 0,424 0,577 0,419 0,529 0,442 0,581 0,556 0,780 0,512 0, ,481 0,600 0,402 0,576 0,382 0,507 0,431 0,603 0,586 0,847 0,494 0,614 Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a A queda da desgualdade no período é observada em todos os grupos e localdades, bem como o fato do grupo de brancos apresentarem desgualdade maor que o grupo de não brancos. A queda da desgualdade é de 18,4% para não brancos e 7,1% para brancos a nível braslero. A análse da desgualdade femnna nos mostra que a maor queda ocorreu no Norte, 33,1%, segudo do Sul com 22,8%, Sudeste 16,6%, Centro Oeste 13,1% e Nordeste com a menor queda, 11,9%. Para o grupo dos brancos nota-se que a maor queda esta bem abaxo da maor queda de não brancos, 17% no Sul, sendo as demas quedas bem menores, 7,1% no Norte, 6,8% no Centro Oeste, 6,3 no Sudeste e 4,5% no Nordeste. A desgualdade entre brancos fca em méda 18,2% maor que a desgualdade entre não brancos no período, no Sudeste este número é bem maor, 33%, no sul é de 32,1%, no Norte 24,2%, no Nordeste está a maor dferença méda, 37%, e no Centro Oeste encontramos uma méda de 26,5%. Notamos então nesta parte do estudo que a desgualdade braslera esta acma da desgualdade de todas as regões exceto do Nordeste durante todo o período, sendo a menor desgualdade encontrada no Sul do país. Quanto à queda da desgualdade a queda braslera fo de 11,4%, sendo a maor queda apresentada pela regão Norte 23,43% e a menor pela regão Nordeste 5%. Fato nstgante é que a queda entre 1995 e 1999 é maor que a encontrada entre 1999 e 2006, tendo este últmo período apresentado até mesmo aumentos de desgualdade em algumas regões. Os dados referente a áreas metropoltana e não metropoltana mostraram que apesar da queda observada em ambos os grupos para todas as regões, exceto para a área não metropoltana do Nordeste (com aumento de 0,6% em sua desgualdade no período), não há uma establdade no que ser refere ao grupo mas desgual. Os dos grupos se revezam como lderes de desgualdade, contudo em 15

17 méda a área metropoltana braslera é menos desgual que a área não metropoltana, o mesmo ocorre para o Sudeste. Já para Sul, Norte, Nordeste e Centro Oeste nota-se que quando se tra uma meda a desgualdade metropoltana no período se apresenta maor que a desgualdade não metropoltana. Quanto à área não metropoltana notamos que a maor queda da desgualdade se deu no Norte,23,8%,, e a menor fo o crescmento da desgualdade observado no Nordeste, 0,6%. Quanto à área metropoltana a maor queda da desgualdade se deu no Sul,18,8%, e a menor no Sudeste, 6,5%. Quanto à desgualdade entre gêneros notamos também notamos queda em ambos os grupos e regões, e homens se mostraram em méda mas desguas que mulheres em todas as localdades analsadas exceto para o Nordeste. A maor queda de desgualdade entre as mulheres fo no Norte 31,5%, sendo a menor o Nordeste 0,6%. Quanto aos homens a maor queda observada fo no Sul e Norte 18,7%, sendo a menor também no Nordeste 6%. A queda da desgualdade é maor no grupo de não brancos no período, sendo também este o grupo que é vsualmente o grupo que apresenta a menor desgualdade entre os dos grupos nas localdades analsadas. A dferença de desgualdade é a nível braslero em torno dos 18%, varando entre as regões entre 24 e 37%. Entre os não brancos a maor queda da desgualdade fo no Norte, 33,1%, enquanto a menor se deu no Nordeste 11,9%. Entre os brancos a maor queda da desgualdade fo no Sul, 17% e a menor também no Nordeste, 4,5%. Os fatores que levantamos aqu para o cálculo da desgualdade são dferenças que causam separações de grupo destacadas na lteratura como nfluencadores da dspardade de renda. Os dados aqu analsados realmente nos trazem ndícos de que estes podem ser fatores mportantes para determnar a concentração de renda braslera, serão estes fatores, assocados a mas um, o do nível educaconal que serão levados em consderação para decompor a desgualdade de renda braslera, representada pelo índce hel-, que será feta na próxma seção. 4.2 Decomposção da desgualdade braslera ses níves Segundo o racocíno da seção anteror aqu decomporemos a dspardade salaral braslera em fatores destacados como separadores de grupos, são eles: fator regonal, consderado em dos níves, o prmero regão geográfca, e a segundo área metropoltana ou não; fator gênero, homens e mulheres; fator racal, brancos e não brancos; fator educaconal, meddo por anos de estudo. Esses fatores levam à decomposção ses níves. Prmeramente o fator regonal será levado em consderação, como destacado este será tomado em dos níves: regão geográfca, área metropoltana ou não metropoltana. A regão geográfca são as grandes regões brasleras: Sudeste, Sul, Norte, Nordeste, Centro Oeste. A prncpo analsaremos esta separação de grupos encontrando então fatores nter-regonas, causado pela dferença de regão geográfca de morada 7, e ntra regonas causado por outros fatores que não o fator de regão geográfca de morada. Esta é a prmera decomposção do Índce hel-, e está demonstrada na tabela 5 a segur: 7 Consderamos que o trabalhador more e trabalhe na mesma regão geográfca. 16

18 ABELA 5 Decomposção do índce de dspardade de renda hel- em desgualdade ntra e nter regões geográfcas para o Brasl nos anos de 1995, 1999, e de 2002 a 2006 Brasl Ano WR BR hel 0,6436 0,0362 0, (94,68%) (5,32%) (100%) 0,5959 0,0317 0, (94,94%) (5,06%) (100%) 0,6060 0,0325 0, (94,91%) (5,09%) (100%) 0,5855 0,0328 0, (94,70%) (5,30%) (100%) 0,5822 0,0282 0, (95,38%) (4,62%) (100%) 0,5796 0,0298 0, (95,12%) (4,88%) (100%) 0,5766 0,0259 0, (95,71%) (4,29%) (100%) Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a Obs.: WR desgualdade ntra-regonal, BR desgualdade nter-regonal Observe que o fator de desgualdade nter-regões geográfcas (BR) representa em 1995, 5,3% da desgualdade braslera e chega a 4,29% em 2006, uma queda de 19,36%. Uma queda grande de representabldade, apesar do aumento no fator entre os anos de 1999 e 2003 onde chegou perto do nível de 1995, ou seja 5,3%. A queda deste fator nos leva a crer que a queda do índce hel- total, que fo de 11,38% se deve em parte pela queda deste fator. A queda da representabldade do fator nter-regões geográfcas sgnfca um aumento de representabldade de outros fatores que não o fator regões geográfcas para a explcação da desgualdade, ou seja, sgnfca um aumento da dspardade ntra-regões geográfcas. O fato de nossa decomposção ser herárquca enrquece nossa análse ao passo que nos permte analsar um grupo trando o efeto analsado anterormente ou seja, no próxmo passo de nossa análse não teremos mas que nos preocupar com o efeto nter-regonal pos estaremos analsando o fator que sobrou na decomposção anteror, ou seja o fator ntra-regonal, para sto consegumos analsar dentro de cada regão geográfca a decomposção nos fatores ntra e nter áreas metropoltanas e não metropoltanas. Os dados para a regão geográfca estão descrtos a segur: 17

19 ABELA 6 Decomposção do índce de dspardade de renda hel- das regões geográfcas em fatores ntra e nter áreas metropoltanas e não metropoltanas nos anos de 1995, 1999, e de 2002 a 2006 Sudeste Sul Norte Ano WM BM WM BM WM BM 0,6004 0,0181 0,6185 0,5990 0,0149 0,6139 0,6598 0,0051 0, (97,08%) (2,92%) (100%) (97,57%) (2,43%) (100%) (99,23%) (0,77%) (100%) 0,5338 0,0147 0,5485 0,5756 0,0069 0,5825 0,5874 0,0028 0, (97,32%) (2,68%) (100%) (98,82%) (1,18%) (100%) (99,52%) (0,48%) (100%) 0,5699 0,0122 0,5821 0,5283 0,0069 0,5352 0,6369 0,0008 0, (97,91%) (2,09%) (100%) (98,70%) (1,30%) (100%) (99,88%) (0,12%) (100%) 0,5588 0,0098 0,5686 0,5543 0,0034 0,5577 0,5481 0,0001 0, (98,27%) (1,73%) (100%) (99,39%) (0,61%) (100%) (99,98%) (0,02%) (100%) 0,5393 0,0085 0,5478 0,5374 0,0064 0,5439 0,5460 0,0000 0, (98,45%) (1,55%) (100%) (98,82%) (1,18%) (100%) (100%) (0,00%) (100%) 0,5549 0,0110 0,5659 0,5196 0,0068 0,5264 0,5025 0,0000 0, (98,05%) (1,95%) (100%) (98,71%) (1,29%) (100%) (100%) (0,00%) (100%) 0,5541 0,0085 0,5625 0,5010 0,0028 0,5038 0,5087 0,0004 0, (98,50%) (1,50%) (100%) (99,45%) (0,55%) (100%) (99,92%) (0,08%) (100%) Ano Nordeste Centro Oeste WM BM WM BM 0,7368 0,0289 0,7657 0,6122 0,0430 0, (96,23%) (3,77%) (100%) (93,44%) (6,56%) (100%) 0,7136 0,0285 0,7421 0,6295 0,0450 0, (96,16%) (3,84%) (100%) (93,33%) (6,67%) (100%) 0,6872 0,0314 0,7187 0,6464 0,0426 0, (95,62%) (4,38%) (100%) (93,81%) (6,19%) (100%) 0,6607 0,0198 0,6806 0,5659 0,0423 0, (97,09%) (2,91%) (100%) (93,05%) (6,95%) (100%) 0,6887 0,0209 0,7096 0,6326 0,0390 0, (97,05%) (2,95%) (100%) (94,19%) (5,81%) (100%) 0,6541 0,0258 0,6799 0,6127 0,0391 0, (96,20%) (3,80%) (100%) (94,00%) (6,00%) (100%) 0,7059 0,0189 0,7248 0,5457 0,0447 0, (97,40%) (2,60%) (100%) (92,43%) (7,57%) (100%) Obs.: é a desgualdade na regão geográfca; WM é a desgualdade ntra área metropoltana e não metropoltana na regão geográfca ; BM é a desgualdade nter áreas metropoltana e não metropoltana na regão geográfca. Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a Observe que os fatores de desgualdade ntra e nter áreas metropoltanas e não metropoltanas compõe a desgualdade das regões geográfcas, assm pode-se fazer a analse de quão mportante é este fator na regão geográfca. Constata-se que o componente da desgualdade que se deve à dferença de morar em área metropoltana ou não metropoltana, ou seja o componente nter-áreas para o Sudeste varou de 2,92% em 1995, para 1,5% da desgualdade em 2006, uma queda de 28,6%. Já no Sul observamos que em 1995 a 2,43% passou para 0,55% em 2006, queda total de 77%. No Norte o que se observa é a menor representabldade do fator nter-áreas, que chega a não ser representatvo nos anos de 2004 e 2005, estando em 1995 no nível dos 0,77% e passando para os 0,08% em 2006, consderando os extremos do período observou-se uma queda de 90% da representabldade deste componente na desgualdade total. Para o Nordeste a representabldade do fator é 3,77% em 1995 chegando a 2,6% em 2006, apesar do aumento entre 1995 e 2002 de 16%, a análse do período como um todo traz uma queda de 31%, ou seja no período entre 2002 e 2006 a queda fo maor para consegur superar o aumento anteror, esta queda fo na ordem dos 40%.Já para o Centro Oeste observamos a maor representabldade deste fator, 6,56% em 1995 e ao contraro do ocorrdo nas demas regões, este fator aumentou no período passando para os 7,57% em 2006 um aumento de 18

20 15,4%. Regonalmente o fator de nter-áreas metropoltana e não metropoltana mostrou menor representabldade no Norte, e maor representabldade no Centro Oeste. Foram também estes os estados que apresentaram a maor e a menor queda de representabldade deste mesmo fator no período, no Norte observamos a maor queda de representabldade, 90%, enquanto no Centro Oeste observou-se um aumento da representabldade do fator, 15,4%. A ponderação pela proporção de renda aproprada por cada grupo no total da população nos leva a decomposção geral do índce hel- braslero, estes dados estão representados na tabela a segur: ABELA 7 Decomposção da desgualdade braslera em fatores nter e ntra áreas metropoltana e não metropoltana e fator nter regões geográfcas, nos anos de 1995, 1999 e de 2002 a Ano WM BM BR hel 0,6233 0,0204 0,0362 0, (91,69%) (3,00%) (5,32%) (100,00%) 0,5785 0,0174 0,0317 0, (92,18%) (2,77%) (5,06%) (100,00%) 0,5897 0,0162 0,0325 0, (92,36%) (2,54%) (5,09%) (100,00%) ,5730 0,0124 0,0328 0,6183 (92,68%) (2,01%) (5,30%) (100,00%) 0,5700 0,0122 0,0282 0, (93,39%) (1,99%) (4,62%) (100,00%) 0,5653 0,0143 0,0298 0, (92,77%) (2,35%) (4,88%) (100,00%) 0,5649 0,0117 0,0259 0, (93,77%) (1,94%) (4,29%) (100,00%) Fonte: Cálculos dos autores a partr das PNAD s de 1995, 1999 e de 2002 a Obs.: WM desgualdade ntra-áreas; desgualdade nteráreas ( BM ) e desgualdade nter-regão geográfca ( BR ) Os dados da tabela 7 mostram que a desgualdade devdo à dferença de área metropoltana e não metropoltana, ou seja o componente nter-áreas a nível naconal representa em % da desgualdade total braslera, chegando a 2006 representando 1,94%, ou seja com uma queda de 35% no período, apesar do aumento ocorrdo em Observe que o fator ntra-áreas representa anda grande parte da desgualdade, é a partr deste fator que realzaremos as próxmas decomposções, vsando encontrar quão mportantes são os demas fatores já destacados para a desgualdade braslera. O próxmo passo é a decomposção segundo gêneros. Em um prmero momento tomamos esta decomposção dentro das regões geográfcas, por área metropoltana e não metropoltana. Estes dados estão dspostos na tabela 8 a segur. Observamos que o componente de desgualdade causado pela dferença de sexo entre os ndvíduos, ou seja, o componente nter-gêneros há três dferentes tendêncas. A prmera encontrada no Sudeste e no Sul onde em 1995 o componente nter gêneros se mostrava maor na área metropoltana a despeto da área não metropoltana, já no fm do período a área a qual o componente nter-gêneros tem maor representabldade é a não metropoltana. A segunda tendênca é a observada no Nordeste e no Centro Oeste que mantêm embora em sentdos nversos a mesma área como tendo maor representabldade em todo o período, no Nordeste observa-se em todo o período que a área metropoltana tem o fator nter gêneros com maor representabldade, já no Centro 19

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