I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que

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1 DESEMPREGO DE JOVENS NO BRASIL I. Introdução O desemprego é vsto por mutos como um grave problema socal que vem afetando tanto economas desenvolvdas como em desenvolvmento. Podemos dzer que os índces de desemprego representam a falta de capacdade da economa de um país em prover ocupação produtva para todos que a desejam. Nas últmas décadas, houve uma deteroração do mercado de trabalho em todo o mundo, com o aumento da taxa de desemprego e dmnução da taxa de emprego (Korenman & Neumark, 1997). O emprego e o desemprego dos jovens são questões que vêm sendo objeto de preocupação crescente por parte dos governos e da socedade como um todo. Nossa contrbução será mostrar a concentração do desemprego dos jovens e analsar seus determnantes. Com esse conhecmento, pode-se desenhar polítcas de longo prazo e programas socas de suporte. Ou seja, o conhecmento da estrutura do desemprego juvenl e seus determnantes permte dentfcar o perfl dos trabalhadores desempregados e ntegrá-los ao mercado, melhor focando polítcas de geração de emprego. A taxa de desemprego juvenl é, e sempre fo, mas alta que a de adultos e dosos, não só no Brasl, como em todo o mundo, e, mesmo em períodos que apresentam crescmento econômco e queda dos níves de desemprego global, o desemprego juvenl não dmnu, pelo menos na mesma proporção, sendo também comum a sua expansão exatamente nestes períodos. É nessa faxa etára que se concentra a maor parte das pessoas que procuram ncorporar-se ao mercado de trabalho pela prmera vez. Um argumento recorrente é que a causa do alto desemprego juvenl está na dfculdade do jovem em consegur o prmero emprego (alguns estudos nsstem em destacar característcas própras da juventude, como a procura por ocupações ncompatíves com sua qualfcação e/ou necessdades do mercado). Outro argumento assoca o alto desemprego a um sstema de educação nadequado dante das exgêncas do mercado de trabalho e a uma ncapacdade de mutos jovens permanecerem na escola. Quanto maor o nível de escolardade, maor o tempo de procura de emprego porque as exgêncas dos jovens passam a ser maores, e, desse modo, o elevado desemprego juvenl, para alguns analstas, sera um resultado quase natural, uma vez que é longo o tempo de busca de uma nserção estável no mercado de trabalho (Centerfor/OIT, 1997, apud Madera & Rodrgues, 1998). Então, não faz sentdo dzer que o aumento da escolardade do jovem não está resolvendo o problema do desemprego juvenl. A mportânca da formação dos recursos humanos não tera relação alguma com a questão do desemprego em geral, e sm seu papel estara em atuar sobre os níves de produtvdade e contrbur para o desenvolvmento da economa. Outros estudos, como o de Slva (2001), destacam attudes preconcetuosas, como a opção, por parte dos empresáros, por trabalhadores adultos, que somam experênca e hábtos de trabalho mas sedmentados, o que sera mas um obstáculo para a colocação do jovem no mercado de trabalho, prncpalmente para a obtenção do prmero emprego. Dante dessas consderações, temos as possíves justfcatvas para o desemprego juvenl. Porém, não consegumos dentfcar qual segmento dessa categora 1 faz com que esse desemprego seja tão elevado, e em qual stuação ele se encontra 2. O objetvo deste trabalho é analsar a estrutura do desemprego juvenl (de 14 a 24 anos de dade), e procurar dentfcar os determnantes da tão elevada taxa de desemprego dessa categora. Para tal, verfcaremos emprcamente o que acontece no caso braslero, 1 Dvdremos a categora dos jovens em dos segmentos: os jovens que estão em busca do prmero emprego, e os jovens que já trabalharam antes da pesqusa. 2 Neste estudo, o jovem pode encontrar-se e transtar por três estados do mercado de trabalho: emprego, desemprego e natvdade.

2 com base nos dados da Pesqusa Mensal de Emprego (PME), nas ses prncpas regões metropoltanas do Brasl 3, de 1983 a Além desta ntrodução, o trabalho está dvddo em mas quatro seções. A segunda traz uma rápda revsão da lteratura naconal e nternaconal. Na tercera seção, faremos uma decomposção da taxa de desemprego de jovens, adultos e dosos, baseada em um modelo de contratação, e, assm, veremos qual componente, a duração do desemprego ou a taxa de entrada no desemprego (rotatvdade), faz com que essas três categoras sejam dferentes uma da outra. Uma vez com esse resultado, faremos uma nova decomposção deste componente somente para a categora de jovens, separando a parte que é explcada pelos jovens que já trabalharam antes da pesqusa e a parte que é explcada pelos jovens que nunca trabalharam e estão em busca do prmero emprego. Na quarta seção, apresentaremos as probabldades de transção, e as taxas de desemprego assocadas a elas, entre os três estados do mercado de trabalho, de jovens e adultos. Testaremos como sera a reação da taxa de desemprego caso as probabldades do jovem fossem guas às do adulto, e vce-versa, fazendo substtuções nas respectvas matrzes de transção. Então, poderemos responder a segunte questão: será mesmo a dfculdade em obter o prmero emprego que faz com que os jovens apresentem uma taxa de desemprego tão alta, ou será a alta rotatvdade no mercado de trabalho juvenl? Caso o motvo estver assocado ao prmero emprego, sso pode ser consderado um problema passível de ntervenção governamental. Entretanto, o prncpal motvo pode ser, smplesmente, a maor taxa de transção do emprego para o desemprego, ou seja, o jovem entra e sa de um emprego em um curto período de tempo. Fnalmente, a qunta seção apresenta a conclusão deste trabalho, com uma dscussão a respeto do prmero emprego. II. Revsão da Lteratura Os jovens apresentam uma taxa de desemprego elevada e muto maor que a de trabalhadores mas velhos, e sso acontece em todo o mundo. Estudos sobre a questão do desemprego juvenl são mas freqüentes na lteratura nternaconal. Parte desses trabalhos detém-se aos programas de combate ao desemprego em cada país, e seus respectvos resultados. Entre eles, estão os trabalhos de Burgess et al. (1998) e Fougère et al. (2000). Há estudos que procuram medr a contrbução de mudanças na estrutura populaconal para as mudanças no mercado de trabalho de jovens. Um desses trabalhos é o de Korenman & Neumark (1997), o qual conclu que mudança na população não tem muto efeto a fm de reduzr os problemas de emprego nas economas desenvolvdas. Para os Estados Undos, Shmer (1999) chega a um resultado de que um aumento na parcela de jovens reduz tanto a taxa de desemprego juvenl quanto a de adultos, sendo uma possível explcação a mgração de trabalhadores jovens para os estados com baxas taxas de desemprego (mplcando em uma maor rotatvdade por parte dos jovens). Já Blanchflower & Freeman (2000) constatam que, apesar da partcpação dos jovens na população ter caído na maora dos países, da oferta de emprego ter se dreconado aos setores que empregavam relatvamente mutos jovens, e do crescente número de jovens que se dedcam apenas a estudar, a stuação do jovem no mercado de trabalho porou em relação ao adulto: saláros e taxas de emprego caíram, e as taxas de desemprego subram em todos os países, embora mutos esperassem que os problemas do jovem acabassem quando a geração baby boom se tornasse mas velha e em seu lugar entrasse um menor número de jovens. Alguns trabalhos entram mas especfcamente na questão do prmero emprego. Lassblle et al. (2001) analsam a entrada dos jovens no mercado de trabalho focando, por um lado, a duração do desemprego depos de completo o período escolar, e, por outro, a transção entre o estudo e o trabalho. Eles comparam os jovens que dexaram a escola antes de ngressar em uma faculdade e os que têm nível superor; concluem que estes últmos têm menor dfculdade em achar o prmero emprego. 3 As ses prncpas regões metropoltanas no Brasl são: São Paulo, Belo Horzonte, Ro de Janero, Porto Alegre, Recfe e Salvador. 2

3 Outros estudos procuram explorar a abordagem que leva em consderação as causas da alta taxa de desemprego enfrentada pelos jovens. Nessa lnha de estudo, para os Estados Undos, podemos ctar o trabalho de Clark & Summers (1982), onde fazem uma análse da dnâmca do desemprego juvenl, e levantam duas explcações prncpas: a vsão da rotatvdade enfatza movmentos freqüentes de entrada e saída do emprego; uma segunda vsão sugere que o problema real é a falta de vagas de emprego (grande parte do desemprego juvenl deve-se a um grupo relatvamente pequeno de jovens que apresenta dfculdade em achar trabalho e sofre longos períodos sem emprego, a maora dos períodos de desemprego são curtos devdo às altas taxas de desstênca da força de trabalho, e não devdo ao encontro de emprego). Outro trabalho é o de Leghton & Mncer (1979), que mostra que, para jovens, a rotatvdade é maor que a duração (com adultos ocorre o contráro), conclundo que o desemprego ca com a dade não por causa da dade, mas devdo ao tempo de experênca em um emprego (é por ter pouco tempo de emprego que o jovem tem uma ncdênca maor no desemprego). Conclusões essas que também são apontadas por Freeman (1979) e Fsher (2001). Apesar da maor atenção dada à questão do desemprego nos últmos anos, na lteratura sobre o mercado de trabalho braslero, poucos são os estudos sobre a estrutura do desemprego dos jovens, apesar das altas taxas de desemprego que esta categora sempre apresentou. Recentemente, a estrutura do desemprego e seus determnantes começaram a ser mas estudados. Alguns destes trabalhos são de Bvar (1993); Corseul (1994); Corseul et al. (1996); Rocha (1993); Barros et al. (1997); Fernandes & Pcchett (1999); Menezes-Flho & Pcchett (2000) e Avelno (2001). Especfcamente sobre os jovens, mas não necessaramente sobre sua estrutura do desemprego, podemos ctar Sarrera et al. (2000); Corseul et al. (2001) e Slva (2001), além de duas coletâneas publcadas pela Comssão Naconal de População e Desenvolvmento (CNPD) (1998). Em seu trabalho sobre a estrutura do desemprego no Brasl, Barros et al. (1997) nvestgam a ncdênca e a duração do desemprego ao longo de ses dmensões, sendo uma delas a dade. Seus resultados mostram a categora de adolescentes com altas taxas de desemprego, baxas durações médas, elevada probabldade de entrada no desemprego e alta rotatvdade. A taxa de desemprego ca com a dade, fato assocado a uma queda na probabldade de entrada no desemprego ou a um crescmento na probabldade de saída do desemprego, ou a ambos. Resultados esses que são semelhantes, no que referese à dade, aos de Fernandes & Pcchett (1999), que analsam a estrutura do desemprego para o Brasl metropoltano, entre dferentes dmensões sóco-econômcas da população. A alta rotatvdade do jovem também fo encontrada no trabalho de Menezes-Flho & Pcchett (2000), que fazem uma análse dos determnantes da duração do desemprego, e usam, entre outras varáves, a dade, se a pessoa já hava trabalhado alguma vez, e o tempo do últmo emprego. Outros resultados foram que aqueles que já trabalharam têm probabldade de contnuarem desempregados nferor aos que estão procurando pela prmera vez; e que, quanto maor a dade, maor o tempo de duração esperado de desemprego. Neste trabalho, nossa ntenção é procurar explorar as causas da alta taxa de desemprego enfrentada pelos jovens no Brasl, analsando seus determnantes, e, como em Clark & Summers (1982), fazendo uma análse da dnâmca do desemprego juvenl, porém, com uma nvestgação mas aprofundada das matrzes de transção. Enquanto eles analsam até as probabldades de transção, nós vamos além analsando as frações de tempo que o ndvíduo em cada estado do mercado de trabalho e as taxas de desemprego geradas por elas. Depos, anda vamos recalcular essas taxas de cada categora, substtundo uma de cada vez nas matrzes, as probabldades de transção da outra categora. Desse modo, poderemos avalar onde se encontra o problema do desemprego dos jovens no Brasl. III. Fluxos de Emprego e Desemprego Nesta seção, o objetvo é analsar a estrutura do desemprego dos jovens, entre os anos de 1983 e 2002, em ses regões metropoltanas do Brasl, com base nos dados da PME. Baseando em um modelo de contratação, vamos decompor a taxa de desemprego em dos determnantes, duração méda e taxa de 3

4 entrada no desemprego, das três categoras, jovens, adultos e dosos. Por uma questão de smplfcação, consderaremos apenas dos estados do mercado de trabalho, emprego e desemprego. Com sso, teremos o que dferenca as categoras e faz com que o desemprego juvenl seja mas elevado que a de adultos e dosos. Assm, usando somente a categora dos jovens, faremos a decomposção desse determnante em um componente que leva em consderação apenas jovens que já trabalharam e um que consdera apenas os que estão à procura do prmero emprego. Com esses resultados, teremos qual dessas sub-categoras dos jovens é mas responsável pelo alto desemprego juvenl braslero. Fonte de Dados A base de nformações utlzada nesse estudo, como já menconado anterormente, será a Pesqusa Mensal de Emprego (PME), realzada nas ses prncpas regões metropoltanas do Brasl, entre os anos de 1983 e A PME adota um esquema de rotação de panés. Um panel equvale a um conjunto de domcílos seleconados e é dvddo em quatro partes ou remessas correspondentes cada qual a uma semana do mês. A rotação de panés estabelece que, a cada mês, seja substtuída uma das remessas. Por esse esquema, se em um determnado mês for aplcado um dado panel, no mês segunte será aplcado apenas 75% do seu todo, entrando ¼ do panel segunte, e assm sucessvamente. Assm, há uma garanta de que 75% dos domcílos são comuns a dos meses consecutvos. Por outro lado, um panel será nvestgado por quatro meses consecutvos, descansa nos oto meses subseqüentes e retorna para outro período de quatro meses, sendo, então, defntvamente excluído. Desse modo, a cada par de anos, 100% da amostra se repete. Aqu, consderamos apenas a prmera entrevsta de cada ndvíduo, desde que este estvesse empregado ou desempregado, gerando uma amostra composta por observações, no total das ses regões e dos vnte anos consderados, onde 60% são homens e 40% são mulheres, 27% jovens, 70% adultos e 3% dosos. A dade méda dos jovens na amostra é de 20 anos, a dos adultos é de 38, e a de dosos é de 66 anos. Para este estudo, a população economcamente atva será defnda como a população com 14 anos de dade ou mas que trabalhava (emprego) ou procurava trabalho na semana de referênca da pesqusa (desemprego). Como desempregados serão ncluídos aqueles que não tveram trabalho na semana de referênca, mas que procuravam trabalho nesta semana. A duração do desemprego será entendda como o número de meses de desemprego decorrdo até a data de referênca da pesqusa. Dvdremos essa amostra da população nas seguntes categoras: jovens (de 14 a 24 anos de dade), adultos (de 25 a 59 anos de dade) e dosos (com mas de 60 anos de dade). Metodologa Nesta seção, nosso foco são os fluxos entre emprego e desemprego, ou seja, anda não será levada em consderação a natvdade. Na próxma seção, apresentaremos um quadro mas completo do mercado de trabalho juvenl, onde examnaremos os movmentos de entrada e saída da força de trabalho, com os três estados do mercado de trabalho: emprego, desemprego e natvdade. Para fazer a análse da duração méda e da taxa de entrada no desemprego, a déa, aqu, basea-se na função contratação 5. Serão utlzados três ndcadores báscos: a taxa de desemprego de estado estaconáro para a categora; a taxa de entrada no desemprego da categora (que será a taxa na qual as pessoas dexam o emprego para o desemprego); e a duração méda do desemprego para os desempregados da categora (que será, em estado estaconáro, o tempo médo para aquele que entra no desemprego e permanece lá). Em estado estaconáro, é convenente pensar a taxa de desemprego como: 4 Para o ano de 2002, os dados se restrngem apenas aos ses prmeros meses do ano (janero a junho). 5 Para uma explcação mas detalhada, ver Layard et. al. (1991). 4

5 Taxa de desemprego = Taxa de entrada x Duração méda. Neste estudo, consderaremos a taxa de desemprego (U/N) de uma dada categora como a razão entre o número de pessoas desempregadas (U) e o número de pessoas empregadas (N), segundo a metodologa adotada por Layard et. al. (1991). A taxa de entrada no desemprego (S/N) será a razão entre o número de pessoas que estavam desempregadas por um mês ou menos (S) 6 e o número de pessoas empregadas. E, a duração méda do desemprego (U/S) será a razão entre o número de pessoas desempregadas e o número de pessoas que estavam desempregadas por um mês ou menos. Portanto, U N S U (1) N S Layard et al. (1991) apresentam a decomposção da taxa de desemprego e suas varações para os Estados Undos e Inglaterra. Para os Estados Undos, as varações no desemprego se devem tanto à duração méda quanto à taxa de entrada. Já para a Inglaterra, elas se devem prncpalmente à duração. Barros et al. (1997) também assumem a dstrbução de tempo como exponencal. Assm, exstram duas razões que levaram a que a duração méda dos epsódos completos fosse dferente da duração méda dos epsódos em andamento até o momento da pesqusa. A prmera é que a duração méda dos epsódos em andamento subestma a duração dos epsódos completos uma vez que parte da duração destes não é computada, ou seja, há uma nterrupção dos epsódos de desemprego. A segunda razão é que a amostra de desempregados em um ponto no tempo tende a super-representar os epsódos de longa duração, por estarem em andamento no momento da pesqusa, o que leva a uma superestmação da duração méda. Porém, quando a dstrbução da duração dos epsódos é exponencal, estes dos efetos se cancelam. Faremos, prmeramente, uma decomposção da taxa de desemprego em duração e taxa de entrada no desemprego de jovens, adultos e dosos, e a questão abordada será qual desses componentes dferenca a taxa de desemprego dos jovens, fazendo com que ela seja mas alta, a duração ou a taxa de entrada no desemprego (rotatvdade no mercado de trabalho juvenl). Em seguda, será feta a decomposção da taxa de entrada no desemprego juvenl em jovens que buscam o prmero emprego e jovens que já trabalharam antes (transção do emprego para o desemprego), explctando, assm, o quão mportante é a questão da dfculdade em se achar o prmero emprego para explcar uma taxa de desemprego juvenl tão alta. Resultados As estmatvas anuas para os ndcadores utlzados (taxa de desemprego, taxa de entrada e duração méda no desemprego) para cada categora nvestgada (jovem, adulto e doso), em cada uma das ses regões metropoltanas, mostram que a taxa de desemprego dos jovens, nesse período de vnte anos, fo sempre maor e menos estável que a de adultos e dosos. Como lustração, na Tabela 1, temos a méda desse período de cada ndcador 7 para a regão metropoltana de São Paulo. 6 Quando consderamos a entrada no desemprego gual a saída no desemprego, temos o estado estaconáro. A saída do desemprego, aqu, é dentfcada como uma contratação, e sso gnora dos problemas. Prmero, mutas pessoas são contratadas já estando empregadas, e não necessaramente desempregadas. Outras vêm dreto de fora da força de trabalho. Segundo, mutas das pessoas que dexam o desemprego saem da força de trabalho, prncpalmente jovens. 7 Além da taxa de desemprego, taxa de entrada no desemprego e duração méda, apresentamos mas uma estmatva de duração méda do desemprego. A prmera segue o modelo acma descrto, onde a duração méda é a razão entre o número de desempregados e o número de pessoas que entraram no desemprego em um mês ou menos (U/S). A segunda é resultado da razão entre a soma da duração do desemprego de cada ndvíduo desempregado e o número total de desempregados, que é maor que a prmera, possvelmente porque os ndvíduos podem superestmar o tempo que eles estão desempregados. 5

6 TABELA 1 Méda das taxa de desemprego, taxa de entrada, duração méda completa e ncompleta do desemprego, segundo faxa etára, regão metropoltana de São Paulo, de duração méda completa taxa de entrada no duração méda taxa de desemprego do desemprego (estado desemprego ncompleta do Categora (U/N) estaconáro) (S/N) desemprego (corrente) (%) (U/S) (%) (meses) (meses) JOVEM 13,39 3,73 3,59 4,31 ADULTO 4,48 1,09 4,11 4,61 IDOSO 1,15 0,26 4,42 6,64 Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Esse fato fca claro no gráfco abaxo, que faz essa comparação entre as taxas de desemprego de cada categora, para a regão metropoltana de São Paulo, lembrando que as outras cnco regões seguem a mesma tendênca. Percebemos a magntude do problema do desemprego dos jovens no Brasl quando observamos que nas regões metropoltanas de São Paulo, Belo Horzonte, Ro de Janero e Porto Alegre, a taxa de desemprego juvenl é o trplo da taxa de desemprego dos adultos, chegando a ser quatro vezes maor em alguns anos; e nas regões metropoltanas de Recfe e Salvador, ela vara de duas a três vezes a de adultos (a não ser nos anos de 1999 e 2000 em Salvador, quando a taxa de desemprego dos jovens ca muto e fca abaxo da taxa de adultos). Gráfco 1 - Taxa de desemprego segundo faxa etára - São Paulo 25,00 taxa de desemprego (%) 20,00 15,00 10,00 5,00 0, ano jovem adulto doso Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo A decomposção da taxa de desemprego em taxa de entrada e duração méda do desemprego, será melhor analsada com o auxílo dos gráfcos abaxo, que apresentam os resultados para as categoras jovem e adulto, na regão metropoltana de São Paulo. Os resultados para o doso assemelham-se muto aos para o adulto, a dferença é que a taxa de entrada de dosos no desemprego é mas baxa, mas a tendênca é a mesma. Do mesmo modo, as outras cnco regões metropoltanas apresentam a mesma 6

7 tendênca que a de São Paulo. Verfcamos, então, que, ndependente da regão, a taxa de entrada no desemprego de adultos e dosos é baxa e a duração méda, alta. Portanto, o prncpal responsável pela magntude da taxa de desemprego, dessas duas categoras, é a duração méda do desemprego. Para os jovens, essa dferença não se verfca, ambas as meddas contrbuem pratcamente com gualdade para a alta taxa de desemprego juvenl. Porém, a duração méda dos jovens é tão alta quanto a dos adultos e dosos, enquanto a taxa de entrada no desemprego é maor. Gráfco 2 - Taxa de entrada e duração méda no desemprego - jovem/sp 7,00 tx entrada (%) e duração (meses) 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 0, ano taxa de entrada no desemprego duração méda no desemprego Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Gráfco 3 - Taxa de entrada e duração méda no desemprego - adulto/sp tx entrada (%) e duração (meses) 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 0, ano taxa de entrada no desemprego duração méda no desemprego Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Desse modo, concluímos que o que dferenca a taxa de desemprego de jovens da taxa de adultos e de dosos é a taxa de entrada no desemprego, uma vez que a duração méda do desemprego para as três categoras é muto parecda, e a taxa de entrada de jovens no desemprego é bem maor que a das outras 7

8 duas categoras. Assm, o próxmo gráfco mostra a decomposção da taxa de entrada no desemprego 8, de modo a evdencar quanto desta taxa (S/N) cabe aos jovens que estão procurando o prmero emprego (S p /N), e quanto cabe aos jovens que tveram empregos anterores (S np /N), ou seja: S N S S np = p +. N N (2) Gráfco 4 - Taxa de entrada no desemprego de jovens segundo procura por emprego - SP tx entrada (%) 4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0, ano prmero emprego não prmero emprego Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo O gráfco dexa claro que a taxa de entrada no desemprego dos jovens que já trabalharam antes é bem maor do que a dos que estão em busca do prmero emprego. Os resultados mostram que: na regão metropoltana de São Paulo (acma), pouco mas de 10% dos jovens que entram no desemprego, nesse período estudado, estão à procura do prmero emprego, enquanto mas de 80% deles já tveram empregos anterormente; em Belo Horzonte e Porto Alegre, apenas 10 a 20% dos jovens que entram no desemprego nunca trabalharam; na regão metropoltana de Recfe esse número fca entre 15 a 30%; e, nas regões do Ro de Janero e Salvador, 10 a 30% desses jovens que entram no desemprego, no período, procuram pelo prmero emprego. Com esses resultados, sendo a taxa de entrada no desemprego o prncpal determnante pela elevada taxa de desemprego juvenl braslero, podemos conclur que a parcela de jovens que já trabalharam antes da realzação da pesqusa é a prncpal responsável, entre os jovens, pela alta taxa de entrada no desemprego. Logo, a outra parcela, a de jovens que procuram o prmero emprego, não tem muta nfluênca nessa elevada taxa de desemprego juvenl. O que temos, então, é que a alta taxa de entrada no desemprego juvenl sgnfca uma alta taxa de rotatvdade (freqüente entrada e saída do desemprego) entre os jovens no mercado de trabalho braslero. E, apesar de não ser nossa ntenção avalar a mportânca dos prncpas determnantes da taxa de rotatvdade, neste estudo, é nteressante ressaltar que a questão da rotatvdade da mão-de-obra, segundo Barros, et al. (1997), responde a fatores econômcos e nsttuconas: 8 Novamente, como lustração, temos a taxa méda de entrada no desemprego dos jovens (S/N), no período na regão metropoltana de São Paulo, sendo de 3,73%. E, quando decomposta, a taxa méda de entrada do jovem que procura o prmero emprego (Sp/N) é de 0,50%, enquanto a taxa méda de entrada do jovem que já trabalhou anterormente (Snp/N) é de 3,23%. 8

9 ... Do ponto de vsta puramente econômco, quanto maor a nstabldade da demanda pelo produto de um dado setor e quanto menor o custo de trenamento de um certo tpo de trabalhador maor será a taxa de rotatvdade. Além dsso, quanto menos nformação tverem os trabalhadores sobre as frmas e vce-versa, (...) maor será a taxa de rotatvdade. Do ponto de vsta nsttuconal, por um lado, as demssões são freadas por elevados custos de demssão e ncentvadas por dspostvos nsttuconas (...) que por vezes requerem que os saláros cresçam a taxas maores que a produtvdade. Por outro lado, os deslgamentos voluntáros ou nduzdos são estmulados por dspostvos nsttuconas (como o FGTS e o seguro-desemprego) que fazem com que o custo do deslgamento para o trabalhador declne com a duração da relação de trabalho.... (Barros, et al., 1997, p. 28) É mportante lembrar que, nesta seção, consderamos apenas os ndvíduos empregados e desempregados, sem levar em consderação os natvos, e que Clark & Summers (1982) crtcam essa vsão do desemprego juvenl como resultado de altas taxas de rotatvdade, por não consderar os movm entos de entrada e saída da força de trabalho. Desse modo, na próxma seção, analsaremos, de forma mas completa, a dnâmca do mercado de trabalho juvenl braslero, utlzando os movmentos de transção entre os três estados do mercado de trabalho: emprego, desemprego e natvdade. IV. Fluxos de Entrada e Saída da Força de Trabalho Na seção anteror, chegamos à conclusão que a elevada taxa de desemprego dos jovens é causada pela alta taxa de entrada no desemprego da parte dos jovens que já tveram empregos anterores, sgnfcando uma alta taxa de entrada e saída do emprego. Porém, Clark & Summers (1982) crtcam essa vsã o do desemprego juvenl como resultado da alta rotatvdade, pos sob essa vsão, o desemprego juvenl não é devdo a poucos empregos para os jovens. Ao nvés dsso, ocorrera porque os jovens... são ncapazes de segurar seus empregos por muto tempo. Essa vsão da rotatvdade foca nos fluxos entre desemprego e emprego. Menos atenção é a dada aos movmentos de entrada e saída da força de trabalho.... Desse modo, nesta seção, apresentaremos um retrato mas detalhado, examnando os movmentos dos ndvíduos da amostra entre os três estados do mercado de trabalho (emprego, desemprego e natvdade). A dvsão desses fluxos brutos pelo tamanho do grupo leva a estmatvas das probabldades de transção mensas médas (a proporção de pessoas em cada estado do mercado de trabalho que dexa esse estado e ruma para outro até o mês segunte). Adotaremos uma metodologa baseada em Clark & Summers (1990), onde serão calculadas, para jovens e adultos, as probabldades de transção entre os estados 9 e a fração de tempo gasto em cada um dos estados. Com sso, obteremos as taxas de desemprego de cada categora. E, para podermos avalar onde se encontra o problema da elevada taxa de desemprego dos jovens no Brasl, recalcularemos as taxas de desemprego de estado estaconáro de cada uma das duas categoras, substtundo uma de cada vez, nas matrzes de transção, as probabldades de transção da outra categora. Por exemplo, usando a matrz dos jovens, substtuímos a prmera lnha, ou seja, as probabldades de transção do emprego para os três estados, pela prmera lnha da matrz dos adultos; assm, temos como sera o comportamento da taxa de desemprego dos jovens, caso eles tvessem as mesmas probabldades dos adultos. No que se refere ao mercado de trabalho, torna-se ndspensável conhecermos os fluxos dos trabalhadores entre as categoras, movmentos estes que se dão de forma dnâmca, todos smultaneamente, mesmo que não na mesma ntensdade, esteja a economa em crescmento ou não. A taxa de desemprego de uma categora podera ser mantda elevada se seus membros têm dfculdades em 9 Como estamos usando três estados do mercado de trabalho, nove fluxos mensas são calculados para cada categora. 9

10 encontrar emprego uma vez que estejam desempregados, porque têm dfculdades (por motvos voluntáros ou nvoluntáros) em permanecer empregados uma vez que um emprego seja encontrado ou porque entram e saem freqüentemente da força de trabalho. A polítca aproprada a ser adotada dependerá do tamanho relatvo desses fluxos mensas de um estado do mercado de trabalho para o outro e de quas fluxos são mas responsáves pela taxa elevada. Os resultados nos nformam sobre a extensão pela qual a alta taxa de desemprego dos jovens é causada pelos valores de cada uma de suas probabldades de transção. Uma vez que dferentes polítcas governamentas provavelmente afetarão dferentes probabldades de transção, chegar a essas conclusões pode sugerr os tpos de meddas a serem ntensfcadas ao se buscar a estrutura das taxas de desemprego da população. Fonte de Dados A base de nformações utlzada, nesse capítulo, mas uma vez, será a Pesqusa Mensal de Emprego (PME), para o ano de 2001 nas ses regões metropoltanas, e para os anos de 1986, 1991 e 1996 apenas para a regão metropoltana de São Paulo. Queremos, com sso, descartar a possbldade de que os resultados sejam váldos apenas para uma das regões ou que sejam um fato solado no tempo. Consderamos os dados de duas entrevstas mensas segudas dos ndvíduos, com a ntenção de captar suas transções de um estado do mercado de trabalho para outro. Para o cálculo da taxa de desemprego fo usada a segunda das entrevstas de cada ndvíduo, do respectvo ano. Aqu, consderamos apenas as duas prmeras entrevstas do ano de cada ndvíduo, gerando uma amostra composta por observações, no total das ses regões no ano de 2001 mas a regão metropoltana de São Paulo nos anos de 1986, 1991 e 1996, onde 48% são homens e 52% são mulheres, 31% jovens e 69% adultos. A dade méda dos jovens na amostra é de 19, e a dos adultos é de 40 anos. A população será dvdda em duas categoras, jovens (de 14 a 24 anos de dade) e adultos (de 25 a 59 anos de dade), e em três segmentos que mas dretamente dzem respeto ao mercado de trabalho e à própra dnâmca de formação de saláros e emprego na economa: empregados e (ndvíduos ocupados), desempregados u (ndvíduos desocupados) e natvos n (ndvíduos em dade atva, mas fora da força de trabalho). Metodologa Como menconado anterormente, a metodologa adotada será baseada no trabalho de Clark & Summers (1990). Apresentaremos os fluxos de entrada e saída do mercado de trabalho. Assumndo que o comportamento ndvdual pode ser caracterzado por uma matrz de probabldade de transção p, onde p é a probabldade do ndvíduo estar no estado k em t + 1, dado que ele estava no estado j no jk período t, e que π seja a fração de tempo que o ndvíduo gasta no estado j: j p ee peu pen p = pue puu pun, pne pnu pnn π e π = π u (3) π n Da matrz de probabldade de transção p, é possível calcular a proporção do tempo que o ndvíduo gasta em cada um dos três estados da força de trabalho. O Teorema Básco das Cadeas de Markov dz que qualquer sstema caracterzado por ta l matrz alcançará um estado estaconáro que é ndependente de condções ncas. Esta proporção de estado estaconáro em cada estado deve ser achada 10

11 como uma função da matrz de transção ntera. A relação entre π t e π t 1 deve ser escrta na forma matrcal como: π p π. (4) t = ' t 1 Em estado estaconáro, π t = π t 1. Logo, assumndo que as probabldades de transção entre os estados são ndependentes do tempo que o ndvíduo permanece em um estado partcular 10, e usando a condção de estado estaconáro, podemos mostrar que: pee pue p ne π e π e p ' π = π peu puu pnu π u = π u (5) pen p un pnn π n π n p π + p π + p π = π p p ee eu en e e ue uu u u ne nu n π + p π + p π = π e un u nn n π + p π + p π = π n e u n (6) onde uma equação do sstema lnear descrto é uma combnação lnear das outras equações. Porém, podem os usar a relação + π e π u + π n =1, substtundo em qualquer das equações, e, então, resolver o sstema. A taxa de desemprego, a fração da força de trabalho que está desempregada, é dada por π u /(π u + π e ), em estado estaconáro, onde as probabldades da população são guas às médas das probabldades ndvduas. Fazemos, então, uma comparação com a taxa de desemprego efetva da PME, calculada segundo a fórmula U/(U +E), que representa a razão entre o número de pessoas desempregadas e o número de pessoas na força de trabalho no mês (aqu, estamos utlzando a segunda das entrevstas do ndvíduo). Após o cálculo das taxas de desemprego de estado estaconáro, para avalar as dferenças entre as duas categoras, recalculamos essas taxas de uma das categoras substtundo, uma de cada vez, as probabldades de transção da outra categora. Por exemplo, quando queremos ver o que acontecera com a taxa de desemprego do jovem caso suas probabldades de transção do emprego se comportassem como as do adulto, substtuímos a prmera lnha da matrz p do jovem pela prmera lnha da matrz p do adulto, uma vez que cada lnha soma um e é ndependente das outras duas lnhas da matrz. Estamos, assm, fazendo com que o jovem que está empregado tenha a mesma probabldade do adulto de contnuar empregado, fcar desempregado ou natvo. O mesmo procedmento será realzado para as outras duas lnhas da matrz do jovem e para as três lnhas da do adulto. Resultados Apresentaremos, a partr de agora, os resultados referentes somente à regão metropoltana de São Paulo, para o ano de 2001, lembrando que eles refletem bem o que acontece nos outros anos e nas outras regões metropoltanas. As probabldades de transção mensas entre os três estados do mercado de 10 Estamos consderando a hpótese de que as transções entre os estados do mercado de trabalho são tratadas como um processo de Markov, no qual o desenvolvmento futuro do processo, dado que está em um estado, depende apenas do estado e não de como o processo chegou a esse estado. O uso das matrzes de transção de Markov envolve a hpótese que as decsões de transção dos ndvíduos não dependem do tempo que eles têm estado em um dos estados do mercado de trabalho. 11

12 trabalho (emprego, desemprego e natvdade) para as duas categoras demográfcas (jovens e adultos) estão apresentadas abaxo, na Tabela 2. TABELA 2 Probabldades de transção de jovens e adultos, na regão metropoltana de São Paulo, no ano de 2001 TRANSIÇÕES JOVENS CATEGORIAS ADULTOS 1 P ee 0,899 0,946 P eu 2 0,030 0,016 P en 3 0,071 0,038 P 4 0,186 0,261 ue P uu 5 0,493 0,450 P un 6 P ne 7 0,321 0,289 0,071 0,096 P 8 0,049 0,034 nu P 9 0,880 0,870 nn Fonte: Constru ído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo 1 P ee : probabldade de um ndvíduo empregado no período t, contnuar empregado em t P eu : probabldade de um ndvíduo empregado em t, fcar desempregado em t P en : probabldade de um ndvíduo empregado em t, sar da força de trabalho em t P ue : probabldade de um ndvíduo desempregado em t, consegur um emprego em t P uu : probabldade de um ndvíduo desempregado em t, contnuar desempregado em t P un : probabldade de um ndvíduo desempregado em t, sar da força de trabalho em t P ne : probabldade de um ndvíduo natvo em t, entrar na força de trabalho como empregado em t P nu : probabldade de um ndvíduo natvo em t, entrar na força de trabalho desempregado em t +1 9 P nn : probabldade de um ndvíduo natvo em t, contnuar natvo em t + 1 Percebemos, de acordo com a tabela, que, quando o jovem encontra-se empregado em t, ele tem uma grande probabldade de contnuar empregado em t + 1; quando desempregado, maores são as probabldades de contnuar no desemprego, sendo alta também a probabldade de desstr de procurar emprego e sar do mercado de trabalho 11 ; e estando natvo, o jovem tem uma alta probabldade de contnuar natvo. Comparando essas probabldades de jovens e adultos, vemos que, se o ndvíduo encontra-se empregado, a probabldade de contnuar no emprego é maor quando ele é adulto (94,6%) do que quando é jovem (89,9%); caso o ndvíduo esteja desempregado em um determnado mês, ocorre o contráro, a probabldade dele contnuar desempregado no próxmo mês é maor se for jovem (49,3% contra 45% do 11 Segundo Clark & Summers (1982), a alta taxa de saída da força de trabalho entre jovens desempregados sustenta a conclusão de que a procura por emprego, para o jovem, é um processo passvo, no qual o prncpal elemento é a espera por uma oportundade de emprego ser apresentada. Os autores argumentam que mutos jovens que dexaram a força de trabalho não teram feto sso se uma oportundade de emprego tvesse dsponível no mês anteror à desstênca. 12

13 adulto) ; no caso da natvdade, a dferença é pequena, porém, a probabldade de contnuar natvo também é maor para o jovem (88% dos jovens contnuam natvos contra 87% dos adultos). Estando empregado, a probabldade do jovem perder o emprego é quase o dobro (3%) da do adulto (1,6%); e a probabldade do jovem r do emprego para fora da força de trabalho de um mês para o outro é de 7,1% contra 3,8% do adulto. Encontrando-se desempregado, a probabldade do jovem estar empregado no próxmo mês é bem menor que a do adulto, 18,6% contra é 26,1%; e a probabldade do jovem desstr e sar do mercado de trabalho 32,1% contra 28,9% do adulto. Fnalmente, ao se encontrar fora da força de trabalho, o adulto tem maor probabldade de entrar dretamente empregado (9,6%) que o jovem (7,1%); e a probabldade do jovem entrar para o mercado va desemprego é 4,9% contra 3,4% do adulto. Com esses resultados, concluímos que, ndependente da dade, em t + 1, maores são as probabldades do ndvíduo contnuar no mesmo estado em que se encontrava em t. Estando em qualquer dos três estados em t, o adulto sempre tem maor probabldade de estar empregado em t + 1 que o jovem. E, do mesmo modo, em qualquer dos três estados, o jovem tem maor chance que o adulto de encontrar-se desempregado ou natvo no próxmo mês. Vamos, então, mostrar as estmatvas para as frações de tempo gasto em cada estado do mercado de trabalho (π e, π u, π n ) para jovens e adultos, e suas respectvas taxas de desemprego de estado estaconáro e efetva da PME, na Tabela 3. TABELA 3 Fração de tempo gasto em cada estado do mercado de trabalho e Taxa de desemprego de jovens e adultos, na regão metropoltana de São Paulo, ano de 2001 TAXA DE FRAÇÃO DE TEMPO DESEMPREGO CATEGORIAS π e (no emprego) π u (no desemprego) π n (na natvdade) π u /(π u + π e ) (%) U/(U+E) (%) JOVENS 0,461 0,072 0,467 13,5 13,8 ADULTOS 0,681 0,037 0,282 5,2 5,1 Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de E mprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Para os jovens da amostra, a maor parte do tempo é gasta na natvdade, quase a mesma porcentagem é gasta no emprego, e apenas 7,2% do tempo os jovens estão desempregados. Resultados esses que geraram uma taxa de desemprego de estado estaconáro de 13,5%, enquanto a taxa calculada, levando em consderação o número de pessoas (U/(U + E)), ou seja, a taxa de desemprego efetva na PME, fo de 13,8%. Para os adultos, grande parte do tempo eles encontram-se empregados, pouco mas de ¼ do tempo eles estão natvos, e apenas 3,7% é gasta no desemprego, gerando uma taxa de desemprego de estado estaconáro de 5,2%, enquanto a taxa efetva é de 5,1%. Comparando jovens e adultos, temos que os adultos passam mas tempo empregados, e os jovens passam mas tempo desempregados e na natvdade, resultando em uma taxa de desemprego juvenl que é mas que o dobro da do adulto. Taxas de desemprego efetva e calculada pela matrz tão próxmas ndcaram que a hpótese forte de Markov não está vesando os resultados. A partr de agora, vamos realzar o mesmo exercíco para achar a fração do tempo que cada categora gasta em cada estado do mercado de trabalho, porém, ao nvés de usar a matrz completa da categora, vamos substtur, uma de cada vez, as lnhas da matrz de uma categora pela da outra. Prmeramente, usando a matrz de probabldade de transção dos jovens e substtundo a prmera lnha, ou seja, as probabldades de transção do emprego para os três estados, pela prmera lnha da matrz dos adultos, observamos como sera o tempo gasto em cada estado e o comportamento da taxa de desemprego caso o jovem tvesse as mesmas probabldades de transção do emprego dos adultos; e, do mesmo modo, 13

14 usando a matrz dos adultos e substtundo a prmera lnha pela dos jovens, observamos como sera o comportamento da taxa do adulto caso tvesse as probabldades de transção do emprego dos jovens. Os resultados encontram-se na Tabela 4, abaxo: TABELA 4 Fração de tempo gasto em cada estado do mercado de trabalho e Taxa de desemprego de jovens e adultos, substtundo a prmera lnha da matrz, de uma categora pela da outra, na regão metropoltana de São Paulo, no ano de 2001 TAXA DE FRAÇÃO DE TEMPO DESEMPREGO CATEGORIAS π e (no emprego) π u (no desemprego) π n (na natvdade) π u /(π u + π e ) (%) JOVENS 0,615 0,052 0,333 7,8 ADULTOS 0,533 0,055 0,412 9,4 Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Com as probabldades do adul to, o jovem aumentara sensvelmente seu tempo no emprego (de 46,1% para 61,5%) e dmnura o tempo no desemprego (de 7,2% para 5,2%) e na natvdade (de 46,7% para 33,3%) ; assm co mo a taxa de desemprego dmnuu quase pela metade (de 13,5% para 7,8%). O adulto, com as probabldades do jovem, dmnura seu tempo no emp rego (de 68,1% para 53,3%) e aument ara o tempo no desemprego (de 3,7% para 5,5%) e na natvdade (de 28,2% para 41,2%); a taxa de desemprego quase dobra de valor (de 5,2% para 9,4%). Por enquanto, observamos uma mportânca sgnfcatva da probabldade de transção do emprego para a determnação da alta taxa de desemprego do jovem e da relatva baxa taxa do adulto. Da mesma manera como fo feto na tabela acma, na Tabela 5, substturemos a segunda lnha da matrz de cada categora pela da outra. Teremos como resultados, o comportamento do jovem caso suas probabldades de transção do desemprego para os três estados fossem como as do adulto, e o comportamento do adulto com as probabldades de desemprego do jovem: TABELA 5 Fração de tempo gasto em cada estado do mercado de trabalho e Taxa de desemprego de jovens e adultos, substtundo a segunda lnha da matrz, de uma categora pela da outra, na regão metropoltana de São Paulo, no ano de 2001 TAXA DE FRAÇÃO DE TEMPO DESEMPREGO CATEGORIAS π e (no emprego) π u (no desemprego) π n (na natvdade) π u /(π u + π e ) (%) JOVENS 0,486 0,066 0,448 12,0 ADULTOS 0,664 0,041 0,295 5,8 Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo Observamos que essa substtução das probabldades de transção do desemprego de uma categora pela da outra não gera uma dferença muto sgnfcatva nos resultados, nem para jovens nem para adultos. A taxa de desemprego do jovem ca (de 13,5% p ara 12% ), mas não tanto como fo na substtução anteror, e a do adulto sobe (de 5,2% para 5,8%), mas também não muto. Por esses 14

15 resultados, não podemos dzer que a transção do desemprego é tão mportante na determnação da magntude da taxa de desemprego. Novamente, na Tabela 6, substturemos a tercera lnha da matrz de cada categora pela da outra. Os resultados mostrarão os comportamentos de jovens e adultos, e suas respectvas taxas de desemprego, caso suas probabldades de transção da natvdade para os três estados fossem como as da outra categora: TABELA 6 Fração de tempo gasto em cada estado do mercado de trabalho e Taxa de desemprego de jovens e adultos, substtundo a tercera lnha da matrz, de uma categora pela da outra, na regão metropoltana de São Paulo, no ano de 2001 TAXA DE FRAÇÃO DE TEMPO DESEMPREGO CATEGORIAS π e (no emprego) π u (no π π n (na natvdade) u /(π u + π e ) desemprego) (%) JOVENS 0,514 0,059 0,427 10,3 ADULTOS 0,639 0,047 0,314 6,9 Fonte: Construído com base na Pesqusa Mensal de Emprego (PME/IBGE) para a regão metropoltana de São Paulo De acordo com a tabela acma, vemos uma pequena melh ora na taxa de desemprego do jovem, mas anda alta (de 13,5% para 10,3%), e um aumento na do adulto (de 5,2% par 6,9%). Essa melhora da taxa de desemprego do jovem vem de pequenas varações nas frações de tempo gasto nos estados de mercado de trabalho, com aumento no emprego, e dmnução no desemprego e na natvdade. O aumento na taxa do adulto também é devdo a pequenas varações, com dmnução no tempo de emprego e aumento no tempo de desemprego e de natvdade. Apesar dessa substtução (natvdade) gerar uma dferença maor do que a anteror (desemprego), em relação aos resultados orgnas, ela anda não é tão sgnfcante como a substtução das probabldades de transção do emprego. A partr desses testes, constatamos que a menor probabldade de contnuar empregado, a maor probabldade de fcar desempregado ou sar da força de trabalho, em relação ao adulto, que o jovem apresenta uma vez empregado, é o prncpal determnante da sua alta taxa de desemprego. Concluímos, assm, que estando o jovem empregado, o comportamento da transção do emprego para os três estados do mercado de trabalho é o responsável por uma taxa de desemprego tão alta, uma vez que ao substtuí-la pelo comportamento dos adultos a taxa de desemprego dos jovens dmnuu sensvelmente; e, tendo a transção do emprego comportando-se como a do jovem, o adulto apresenta uma alta taxa de desemprego. Portanto, mas uma vez, constatamos que o comportamento da transção do emprego para os três estados do mercado de trabalho é fator determnante da taxa de desemprego, ndependente da categora consderada. Esse resultado sugere, novamente, que as questões da rotatvdade e da responsabldade dos jovens que já tveram empregos anterores, têm grande nfluênca na elevada taxa de desemprego juvenl braslera. V. Conclusão Entender e saber dentfcar a dnâmca do desemprego juvenl é muto mportante, pos conhecendo sua estrutura e determnantes é possível dentfcar o perfl dos trabalhadores desempregados e desenhar polítcas de geração de emprego que tenham um enfoque mas adequado para ntegrá-los ao mercado. E, como já fo dto, os índces de desemprego juvenl são muto altos (e superores aos de 15

16 trabalhadores mas velhos) em todo o mundo, o que leva a questão do desemprego juvenl a ser muto debatda nos trabalhos nternaconas sobre mercado de trabalho, com exceção do Brasl, onde o tema apresenta poucos estudos. Recentemente, o emprego e o desemprego dos jovens são questões que vêm sendo objeto de preocupação crescente por parte dos governos e da socedade como um todo, e nossa contrbução, neste trabalho, fo mostrar a concentração do desemprego dos jovens aqu no Brasl, analsar seus determnantes e sua dnâmca, melhor avalando, assm, onde se encontra o problema do desemprego juvenl. Como é nessa faxa etára que se concentra a maor parte das pessoas que procuram ncorporar-se ao mercado de trabalho pela prmera vez, um dos argumentos para a causa do elevado desemprego é que o jovem tem dfculdade em consegur o prmero emprego. Mas, na tercera seção deste trabalho, mostramos que a duração do desemprego de jovens e de trabalhadores mas velhos é muto semelhante, e o que dfere um grupo do outro é a taxa de entrada no desemprego, a qual, para jovens, é muto maor. Decompomos a taxa de entrada no desemprego e constatamos que a parcela de jovens que está entrando na força de trabalho e procurando o prmero emprego não é tão sgnfcante como a grande maora que está entrando no desemprego va emprego. Na quarta seção, ao testar as probabldades de transção do mercado de trabalho, verfcamos que, seja jovem ou adulto, o fator determnante da alta ou baxa taxa de desemprego é a transção do emprego. Esse fatos ndcam que os jovens apresentam uma alta rotatvdade no mercado de trabalho, ou seja, trocam de emprego com mas freqüênca. Assm, a duração no emprego é que é baxa, e não a duração no desemprego que é alta. Com sso, então, já podemos responder a questão proposta na ntrodução desse estudo: será mesmo a dfculdade em obter o prmero emprego que faz com que os jovens apresentem uma taxa de desemprego tão alta, ou será a alta rotatvdade no mercado de trabalho juvenl? Constatamos que o prncpal motvo é a maor taxa de transção do emprego para o desemprego, ou seja, o jovem entra e sa de um emprego em um curto período de tempo. A dfculdade está, pos, em permanecer no emprego por um período de tempo mas longo, e não em encontrar o emprego, seja ele o prmero ou não. Isso faz sentdo, uma vez que o jovem está começando a trabalhar e é longo o tempo de busca de uma nserção estável no mercado de trabalho. Portanto, o jovem que já trabalhou é o prncpal responsável por uma taxa de desemprego tão elevada na sua faxa etára, e não o que nunca trabalhou e está em busca do seu prmero emprego. Referêncas Bblográfcas AVELINO, R. R. G. (2001). Os Determnantes da Duração do Desemprego em São Paulo, Textos para Dscussão, n. 11/2001, IPE/USP, São Paulo. BARROS, R. P., CAMARGO, J. M. & MENDONÇA, R. (1997). A Estrutura do Desemprego no Brasl, Ro de Janero, IPEA, Texto para Dscussão, n BIVAR, W. S. B. (1993). Aspectos da estrutura do desemprego no Brasl: composção por sexo e duração, Ro de Janero: BNDES. 17 o Prêmo BNDES de Economa. Tese (M) PUC-RJ. BLANCHFLOWER, Davd G. & FREEMAN, Rchard B. (2000). The Declnng Economc Status of Young Workers n OECD Countres, n Davd G. Blanchflower and Rchard Freeman, eds. Youth Employment and Joblessness n Advanced Countres, NBER and Unversty of Chcago Press. CENTERFOR/OIT (1997). El empleo y la capactacón para el empleo de jóvenes en Amérca Latna, Montevdeu, OJI/OIT. 16

17 CHAHAD, J. P. Z. & FERNANDES, R. (2002). Unemployment nsurance and transtons n the labor market: An evaluaton of the Brazlan program, Brazlan Revew of Econometrcs, Ro de Janero, vol. 22, n. 2, p CLARK, Km B. & SUMMERS, Lawrence H. (1982). The Dynamcs of Youth Unemployment, n Rchard Freeman and Davd Wse, eds. The Youth Labor Market Problem: Its Nature, Causes and Consequences, p , Chcago: Unversty of Chcago Press. CLARK, Km B. & SUMMERS, Lawrence H. (1990). Unemployment nsurance and labor market transtons, n L. H. Summers, Understandng Unemployment, The MIT Press, Cambrdge, Massachusetts. CORSEUIL, C. H. L. (1994). Desemprego: aspectos teórcos e o caso braslero, Ro de Janero: IPEA, abrl (Sére Semnáros, 4/94). CORSEUIL, C. H. L., GONZAGA, G. & ISSLER, J. V. (1996). Desemprego regonal no Brasl: uma abordagem empírca, Ro de Janero: IPEA, julho (Sére Semnáros, 09/96). CORSEUIL, C. H. L., SANTOS, D. D. & FOGUEL, M. N. (2001). Decsões crítcas em dades crítcas: a escolha dos jovens entre estudo e trabalho no Brasl e em outros países da Amérca Latna, Revsta Economa Aplcada, vol. 5, n. 4. FERNANDES, R. & PICCHETTI, P. (1999). Uma Análse da Estrutura do Desemprego e da Inatvdade no Brasl Metropoltano, Pesqusa e Planejamento Econômco, vol. 29, n. 1. FISHER, A. (2001). The kds are all rght, Fortune, 30/abr., vol. 143,. 9, p. 28. FOUGÈRE, D., KRAMARZ, F. & MAGNAC, T. (2000). Youth employment polces n France, European Economc Revew, vol. 44,. 4-6, ma., p FREEMAN, R. B. (1979). Why s there a youth labor market problem?, NBER Workng Paper, 365. KORENMAN, Sanders & NEUMARK, Davd (1997). Cohort crowdng and youth labor markets: a cross-natonal analyss, NBER Workng Paper, 6031, mao. LASSIBILLE, G., GÓMEZ, L. N., RAMOS, I. A. & SÁNCHEZ, C. O. (2001). Youth transton from school to work n Span, Economc of Educaton Revew, vol. 20,. 2, ab., p LAYARD, R., NICKELL, S. & JACKMAN, R. (1991). Unemployment: Macroeconomc Performance and the Labour Market, Oxford Unversty Press. LEIGHTON, Lnda & MINCER, Jacob (1979). Labor Turnover and Youth Unemployment, NBER Workng Paper, 378, agosto. MADEIRA, Felíca Recher & RODRIGUES, Elana Montero (1998). Recado dos Jovens: Mas Qualfcação, n Jovens Acontecendo na Trlha das Polítcas Públcas, Brasíla: Comssão Naconal de População e Desenvolvmento (CNPD), vol. 1, p

18 MENEZES-FILHO, N. & PICCHETTI, P. (2000). Os Determnantes da Duração do Desemprego em São Paulo, Pesqusa e Planejamento Econômco, vol. 30, n. 1. ROCHA, S. (1993). Metropolzação da pobreza: uma análse nucleoperférca, Perspectvas da Economa Braslera. Ro de Janero: IPEA, vol. 2, p SARRIERA, J. C., CÂMARA, S. G. & BERLIM, C. S. (2000). Elaboração, desenvolvmento e avalação de um programa de nserção ocupaconal para jovens desempregados, Pscologa: Reflexão e Crítca, vol. 13, n.1, Porto Alegre, PUC-RS. SHIMER, Robert (1999). The Impact of Young Workers on the Aggregate Labor Market, NBER Workng Paper, 7306, agosto. SILVA, N. D. V. (2001). Jovens brasleros: o conflto entre estudo e trabalho e a crse de desemprego, Praccaba. 131 p. Tese (Doutorado) ESALQ/USP. 18

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