O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS*

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS*"

Transcrição

1 O COMPORTAMENTO DOS BANCOS DOMÉSTICOS E NÃO DOMÉSTICOS NA CONCESSÃO DE CRÉDITO À HABITAÇÃO: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS MICROECONÓMICOS* Sóna Costa** Luísa Farnha** 173 Artgos Resumo As nsttuções fnanceras não doméstcas têm tdo um papel mportante na suavzação do processo de desalavancagem da economa portuguesa, contrbundo em partcular para uma menor desaceleração do crédto à habtação. O peso dos novos empréstmos conceddos por bancos não doméstcos aumentou sgnfcatvamente ao longo de Adconalmente, os bancos não doméstcos têm pratcado taxas de juro mas reduzdas nos novos empréstmos do que os bancos doméstcos. A dferença entre as taxas pratcadas pelos dos tpos de nsttução aumentou, em meados de 2010, com o agravamento da crse da dívda soberana. Neste artgo utlzam-se dados mcroeconómcos relatvos a novos contratos de crédto à habtação para analsar se os bancos doméstcos e não doméstcos têm um comportamento dferencado relatvamente à restrtvdade aplcada na concessão de crédto. Os resultados apontam para que os bancos doméstcos sejam mas sensíves ao grau de rsco dos devedores do que os não doméstcos. Este comportamento ter-se-á acentuado no período de alargamento do dferencal de taxas de juro entre os bancos doméstcos e não doméstcos. 1. Introdução O processo de desalavancagem do setor prvado, fnancero e não fnancero, é um aspeto crucal do ajustamento em curso na economa portuguesa. Com o agudzar da crse da dívda soberana na área do euro tornou-se partcularmente evdente que os atuas níves de endvdamento dos város setores são nsustentáves. A necessára correção das despesas em consumo e nvestmento por parte das famílas começou entretanto a verfcar-se, refletndo-se num abrandamento da procura de crédto. Num contexto de aumento do rsco de crédto dos devedores, de dfculdade dos bancos portugueses no acesso aos mercados de fnancamento por grosso e de necessdade de re-estruturação dos seus balanços, os efetos do lado da oferta têm contrbuído também para o enfraquecmento do crédto. A contração da oferta de crédto pode traduzr dferentes comportamentos por parte dos bancos. Os bancos podem mpor condções contratuas mas exgentes de forma generalzada a todos os devedores, aplcando, por exemplo, taxas de juro mas elevadas. Podem também optar por aumentar relatvamente mas a restrtvdade na concessão de crédto aos devedores de rsco mas elevado. Os bancos podem anda decdr não conceder crédto aos devedores com maor probabldade de ncumprmento, mesmo * As autoras agradecem a Susana Narcso e Susana Salvado do Departamento de Supervsão Comportamental do Banco de Portugal os esclarecmentos prestados sobre a base de dados do crédto à habtação e a Antóno Antunes pela dscussão dos resultados. As opnões expressas no artgo são da responsabldade das autoras, não concdndo necessaramente com as do Banco de Portugal ou do Eurosstema. Eventuas erros e omssões são da exclusva responsabldade das autoras. ** Banco de Portugal, Departamento de Estudos Económcos.

2 II que estes estvessem dspostos a pagar o prémo de rsco 1. Estes város tpos de comportamento têm consequêncas dferentes no que respeta à qualdade méda dos novos devedores das nsttuções de crédto e, por sso, mplcações dstntas em termos de establdade fnancera. Assm, tentar dentfcar o tpo de comportamento segudo pelos bancos doméstcos, no contexto atual, é uma questão relevante. 174 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 A presença de nsttuções não doméstcas no mercado de crédto poderá ser muto útl na análse desta questão dado que o seu comportamento é, em prncípo, dferencado do das nsttuções em que a orgem do captal é doméstca. Estas nsttuções têm a vantagem face às nsttuções portuguesas de poderem fnancar-se junto das respetvas casas-mãe, as quas fazem em geral parte de grupos fnanceros nternaconas com carteras de atvos dversfcadas e estão localzadas em mercados onde as nsttuções enfrentam menores problemas de acesso ao fnancamento. Além dsso, as nsttuções que são sucursas não estão sujetas aos requstos de captal e de desalavancagem mas exgentes assocados ao processo de ajustamento da economa portuguesa. As nsttuções fnanceras não doméstcas têm tdo um papel mportante na suavzação do cclo de crédto na economa portuguesa, em partcular no caso do crédto à habtação 2. De facto, os novos empréstmos à habtação conceddos pelo conjunto dos bancos doméstcos têm regstado nos últmos anos uma tendênca de redução, a qual só se começou a observar no caso dos bancos não doméstcos em Neste contexto, o peso dos novos empréstmos conceddos por bancos não doméstcos, que se stuava em cerca de 20 por cento em 2009, aumentou sgnfcatvamente ao longo de 2010, stuando-se desde meados desse ano em cerca de 35 por cento, um valor muto superor à quota de mercado destes bancos no total do stock de crédto à habtação. Além dsso, os bancos não doméstcos têm pratcado taxas de juro mas reduzdas nos novos empréstmos do que os bancos doméstcos, o que se ntensfcou em meados de 2010, com o agravamento da crse da dívda soberana. Esta evolução dferencada das taxas de juro pode dever-se ao facto de ter aumentado a proporção dos devedores com maor rsco nas nsttuções doméstcas face às não doméstcas (efeto composção) e/ou a uma aplcação de crtéros mas restrtvos na concessão de crédto por parte das nsttuções doméstcas. As consequêncas para a establdade fnancera são dferentes num ou noutro caso. Este artgo tenta dar um contrbuto para esclarecer esta questão. Neste artgo utlzam-se dados mcroeconómcos relatvos a novos contratos de crédto à habtação para analsar se os bancos doméstcos e não doméstcos têm um comportamento dferencado relatvamente à restrtvdade aplcada na concessão de crédto. O estudo benefcou da dsponbldade de uma base de dados relatva a contratos de crédto à habtação recolhda pelo Departamento de Supervsão Comportamental (DSC) do Banco de Portugal. Esta base de dados contém nformação detalhada ao nível dos contratos de crédto, tendo a vantagem de permtr relaconar o montante do empréstmo com a respetva taxa de juro, controlando ao mesmo tempo outras característcas dos contratos e determnadas característcas das nsttuções fnanceras (como, por exemplo, a orgem doméstca/não doméstca do captal). Desta base de dados fo seleconada uma amostra de novos empréstmos para os quas fo possível obter as condções ncas dos contratos. Uma lmtação da base de dados do DSC consste no facto de não nclur nformação sobre as característcas do devedor. Adconalmente, a amostra de novos empréstmos seleconada a partr desta base de dados cobre um período temporal relatvamente curto (de outubro de 2009 a setembro de 2010), nclundo assm poucos meses após o agravamento da crse de dívda soberana que ocorreu em meados de 2010 e que acabou por mplcar o peddo de assstênca fnancera de Portugal em abrl de Com o objetvo de colmatar estas lmtações utlzam-se também neste artgo os dados da Central de Responsabldades de Crédto (CRC) do Banco de Portugal relatvos aos saldos de crédto conceddo a 1 É o caso de raconamento do crédto apresentado por Stgltz e Wess (1981). 2 Ver Caxa 4.1 O papel mtgante das nsttuções fnanceras resdentes não doméstcas no processo de desalavancagem da economa portuguesa, Banco de Portugal, Relatóro de Establdade Fnancera, Mao de 2011.

3 partculares, para o período de abrl de 2009 a junho de Com estes dados calcularam-se ndcadores de ncumprmento no sstema bancáro para os devedores com novos empréstmos à habtação, os quas permtem ter uma dea aproxmada sobre a qualdade méda do crédto conceddo por bancos doméstcos e não doméstcos. O artgo está organzado da segunte forma: na secção 2 efetua-se uma breve revsão da lteratura relatva ao papel das nsttuções não doméstcas na oferta de crédto do país de acolhmento; na secção 3 apresentam-se as bases de dados utlzadas; a secção 4 nclu uma análse descrtva dos dados, a qual permte caracterzar a evolução recente dos empréstmos à habtação conceddos por bancos doméstcos e não doméstcos; a secção 5 apresenta os resultados de regressões efetuadas com o objetvo de analsar se os bancos doméstcos e não doméstcos têm um comportamento dferencado relatvamente à restrtvdade aplcada na concessão de crédto; por fm a secção 6 nclu as prncpas conclusões. 175 Artgos 2. Lteratura Uma parte da lteratura empírca recente sobre o efeto da entrada/presença de nsttuções fnanceras não doméstcas sobre a establdade económca e fnancera no país de acolhmento procura avalar se aquela entrada/presença contrbu para atenuar ou amplfcar os choques macroeconómcos. Os fundamentos teórcos para esta lteratura baseam-se quase sempre no modelo desenvolvdo por Holmstrom, Bengt e Trole (1997) ou em extensões deste modelo. Este artgo centra-se nos efetos da ntegração fnancera e conclu que esta tende a amplfcar o mpacto dos choques negatvos que afetem o valor do colateral porque, no caso de ocorrer um choque deste tpo, os bancos não locas tenderão a deslocalzar-se. No caso de o choque ncdr sobre o própro sstema bancáro, a presença de bancos não locas tende a ter um efeto establzador porque estes têm mas facldade em mportar recursos fnanceros do exteror para fnancar projetos locas. Dado que os dos tpos de choques acontecem frequentemente em smultâneo é dfícl saber à partda qual o efeto domnante. De acordo com Clarke et al. (2005), a presença de bancos não locas de maor dmensão, com um maor nível de compromsso com a economa, traduzdo numa estratéga de longo prazo, tendera a mnmzar o prmero efeto sendo mas provável obter um resultado global no sentdo da establzação. A lteratura empírca reflete esta dualdade de posções. Goldberg (2002), por exemplo, conclu que a presença de bancos amercanos em mercados emergentes contrbu para establzar a oferta de crédto em caso de flutuações no crescmento e nas taxas de juro nestes mercados. No entanto, conclu também que os mercados nos países de acolhmento fcam sensíves às flutuações da economa dos EUA. Morgan e Strahan (2004) tratam a questão do ponto de vsta das consequêncas da ntegração fnancera dentro dos EUA, estendendo a análse a um conjunto de países. Tanto quanto fo possível averguar, não exstem na lteratura empírca estudos dretamente comparáves com a análse que se apresenta neste artgo. Os estudos empírcos recentes que analsam, ao nível mcroeconómco, os prncpas fatores determnantes das taxas de juro dos empréstmos à habtação e outros empréstmos conceddos às famílas, põem sobretudo ênfase nas característcas dos devedores. Por exemplo, Edelberg (2003, 2006) e Magr e Pco (2011), respetvamente para o caso dos EUA e de Itála, centram-se sobretudo no efeto do rsco de crédto sobre as taxas de juro. 3. Dados a. Dados de contratos de crédto à habtação Neste artgo utlza-se uma base de dados de contratos de crédto à habtação recolhda pelo Departamento de Supervsão Comportamental (DSC) do Banco de Portugal junto das nsttuções de crédto, com o objetvo de proceder ao acompanhamento deste mercado. Esta base de dados contém nformação sobre

4 II 176 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 as prncpas característcas de todos os contratos vvos em 30 de setembro de 2010, nomeadamente a dentfcação da nsttução de crédto que concedeu o empréstmo, as datas de níco e de termo do contrato, o montante ncal do empréstmo, o montante em dívda e as taxas de juro (taxa nomnal e taxa anual efetva) em 30 de setembro de A base de dados tem anda nformação sobre o regme de taxa de juro, o tpo de ndexante e o spread, a duração do período da taxa fxa, o regme de prestações, o tpo de crédto e a modaldade de amortzação dos empréstmos 3. Para além das característcas dos empréstmos vvos a 30 de setembro, a base de dados contém nformação sobre re-embolsos antecpados e renegocações dos empréstmos à habtação que tenham ocorrdo entre 1 de outubro de 2009 e 30 de setembro de A nformação sobre as renegocações dos empréstmos permtu construr, para o período entre outubro de 2009 e setembro de 2010, uma base de dados dos novos empréstmos contratados em cada mês, os quas são o objeto de estudo deste artgo. Em partcular, os dados relatvos às renegocações de prazos e de spreads efetuadas entre 1 de outubro de 2009 e 30 de setembro de 2010 foram utlzados para se obterem as taxas de juro e os prazos no níco do contrato 4. Assm, na análse, não foram utlzados os dados dos empréstmos contratados no período anteror a outubro de 2009, uma vez que para estes não é possível obter as condções ncas dos contratos. Além dsso, excluíram-se os empréstmos com taxas de juro ndexadas a uma taxa não especfcada, com taxas mstas, e aqueles em que ocorreram renegocações que envolveram alterações no regme de taxa de juro. Para todos estes contratos não é possível obter o valor da taxa ncal. Por fm, refra-se que não foram utlzados os dados relatvos a crédto conexo, a empréstmos com regmes de prestações dferentes de constantes e a empréstmos com períodos de carênca de captal e juros. A exclusão destes dados fo motvada pelo facto das característcas muto específcas dos contratos serem dfíces de controlar numa análse de regressão. Além dsso, evta-se a perturbação causada nos dados pela eventual mprecsão na utlzação de algumas destas classfcações. Os dados utlzados dzem assm respeto a novos empréstmos, com data de níco entre outubro de 2009 e setembro de Destes, correspondem a empréstmos conceddos por bancos não doméstcos. A perodcdade consderada é mensal. b. Dados da Central de Responsabldades de Crédto A base de dados da CRC do Banco de Portugal contém nformação envada mensalmente ao Banco de Portugal por todas as nsttuções de crédto a operar no país. Para cada par nsttução de crédto/ devedor, a nformação sobre os saldos de crédto está desagregada por nível de responsabldade do crédto (ndvdual ou conjunto), tpo de produto fnancero, stuação do crédto, prazo orgnal e resdual do crédto e, anda, classe de crédto vencdo (para o crédto em stuação de vencdo). Desde o níco de 2009, a nformação sobre o tpo de produto permte dentfcar nequvocamente o crédto à habtação. A nformação sobre o crédto vencdo permte construr ndcadores de ncumprmento do crédto e relaconá-los com determnadas característcas das nsttuções de crédto, dos devedores e dos empréstmos. 3 Os regmes de taxa de juro consderados são taxa fxa, varável ou msta. Os ndexantes da taxa varável consstem nas taxas de juro Eurbor a 3, 6 e 12 meses ou outro ndexante. As prestações podem ser constantes, progressvas ou ter outro regme. O tpo de contrato nclu as categoras de crédto à habtação e de crédto conexo. As modaldades de amortzação dos empréstmos ncluem amortzações clásscas ou contratos com períodos de carênca ncal de captal ou de captal e juros (até 6 meses, 6 meses 1 ano, mas de 1 ano) e/ou com uma percentagem de captal dferdo para a últma prestação. 4 O prazo no momento ncal fo obtdo subtrando ao prazo a 30 de setembro a soma das alterações de prazo que tenham eventualmente ocorrdo até essa data devdo a renegocações. O mesmo procedmento fo segudo para calcular o spread no momento do contrato. No caso dos empréstmos ndexados às taxas de juro Eurbor a 3, 6 e 12 meses, os valores destes ndexantes na data de níco do contrato, em smultâneo com os spreads calculados, permtram obter a taxa de juro nomnal estabelecda na data de níco do contrato. No caso dos empréstmos de taxa fxa consderou-se que o valor da taxa de juro ncal é gual ao valor da taxa em 30 de setembro, o que é uma hpótese razoável uma vez que, segundo a nformação da base de dados, os períodos de fxação destas as taxas são sempre guas ou superores a 1 ano.

5 Na CRC não exste nformação que permta dentfcar de forma nequívoca os empréstmos novos, os quas são o objeto da análse deste trabalho. Assm, a dentfcação dos novos empréstmos resultou da comparação dos saldos do crédto à habtação para os mesmos devedores e com as mesmas característcas, na mesma nsttução de crédto, em três meses consecutvos. Num determnado mês, consderou-se que um saldo corresponde a um novo empréstmo se tver um montante padronzado (múltplo de 100 euros) e se nos dos meses anterores o devedor não tver qualquer crédto ou tver apenas crédtos com característcas muto dferentes. Dada a natureza aproxmada destes dados, os ndcadores obtdos com base na CRC devem ser nterpretados com um cudado especal. No entanto, no período comparável, a nformação sobre novos crédtos na CRC obtda desta forma parece ser consstente com a da base de dados do DSC. A utlzação destes dados tem a vantagem de se poder alargar o período temporal de junho de 2009 a junho de Além dsso, permte calcular os ndcadores de ncumprmento, suprndo parcalmente a falta de nformação ao nível do devedor na base de dados do DSC. Uma das prncpas lmtações da CRC é não dspor de nformação sobre taxas de juro assocadas aos crédtos. Os ndcadores de ncumprmento da CRC não podem assm ser utlzados para estmar o modelo apresentado na secção 5 para analsar a restrtvdade dos crtéros de concessão de crédto das nsttuções doméstcas e não doméstcas. Neste contexto, os ndcadores de ncumprmento são utlzados como uma fonte de nformação complementar à análse de regressão. Em partcular, estes ndcadores permtem ter alguma dea sobre o nível e evolução da qualdade nerente aos novos empréstmos conceddos por nsttuções doméstcas e não doméstcas. 177 Artgos 4. Análse descrtva No gráfco 1a apresenta-se a evolução, entre outubro de 2009 e setembro de 2010, do número de novos empréstmos à habtação consderados na amostra retrada da base de dados do DSC. O número de contratos estabelecdos por bancos doméstcos é superor ao dos bancos não doméstcos, contudo a dferença entre ambos reduz-se bastante a partr do prmero trmestre de Enquanto o número de empréstmos conceddos por bancos doméstcos regsta uma tendênca claramente decrescente, passando de cerca de 5000 em outubro de 2009 para menos de 3000 em setembro de 2010, o número de contratos dos bancos não doméstcos aumentou lgeramente (de cerca de 1200 para cerca de 1400). Os dados da CRC confrmam esta evolução, mas ndcam que desde o níco de 2011 o número de empréstmos conceddos por bancos não doméstcos estará gualmente a reduzr-se (Gráfco 1b). A nformação sobre o montante total de crédto conceddo pelos dos tpos de nsttuções, apresentada no gráfco 2, confrma que o peso dos bancos não doméstcos na concessão de novos empréstmos à habtação terá aumentado sgnfcatvamente entre fnas de 2009 e setembro de 2010, permanecendo depos relatvamente estável até junho de Quanto às característcas dos contratos, observa-se que o montante médo por contrato é sempre superor no caso das nsttuções não doméstcas (méda mensal de 94 ml euros para os bancos doméstcos e 117 ml euros para os bancos não doméstcos, segundo os dados do DSC), tendo-se mantdo relatvamente estável ao longo do período em análse (Gráfco 3). A estrutura dos prazos dos novos empréstmos conceddos pelos dos tpos de bancos regsta algumas alterações durante o período em análse (Gráfco 4). De acordo com os dados do DSC, nas nsttuções doméstcas reduzu-se claramente o peso dos empréstmos com prazos mas longos, o que é vsível ao longo de todo o período no caso do prazo de mas de 45 anos (Gráfco 4a). Por sua vez, nas nsttuções não doméstcas parece ter dmnuído a mportânca dos prazos na classe anos e aumentado o peso dos prazos mas longos (Gráfco 4b). Entre outubro de 2009 e setembro de 2010, o prazo médo dos novos empréstmos aumentou cerca de dos anos nos bancos não doméstcos e reduzu-se cerca de um ano nos doméstcos. Na CRC, os prazos só estão dsponíves em ntervalos, o que lmta a comparabldade com os dados do DSC, tanto mas que não exste desagregação para os prazos superores a 30

6 Gráfco 1a Gráfco 1b II NÚMERO DE CONTRATOS DE NOVOS EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO DADOS DSC DADOS CRC BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 Nº de contratos Out-09 Dez-09 Fev-10 Abr-10 Jun-10 Ago-10 Fonte: Banco de Portugal. Gráfco 2a Gráfco 2b MONTANTE TOTAL DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO DADOS DSC DADOS CRC Nº de contratos Não doméstcos / Total (esc. dr.) Não doméstcos Doméstcos Jun-09 Out-09 Fev-10 Jun-10 Out-10 Fev-11 Jun Mlhares de euros Mlhares de euros Out-09 Dez-09 Fev-10 Abr-10 Jun-10 Ago Jun-09 Dez-09 Jun-10 Dez-10 Jun-11 Não doméstcos / Total (esc. dr.) Não doméstcos Doméstcos Fonte: Banco de Portugal. anos, onde se concentram a maor parte dos empréstmos à habtação e onde parecem ter ocorrdo as maores alterações. Estes dados sugerem que tanto as nsttuções doméstcas, como as não doméstcas terão reduzdo no período mas recente o peso dos prazos superores a 30 anos (Gráfcos 4c e 4d). Como contrapartda, os bancos doméstcos terão aumentado o peso dos empréstmos com prazos mas curtos (nferores a 10 anos) e os não doméstcos o peso de prazos ntermédos (10-25 anos). As taxas de juro médas mplíctas nos dados do DSC são sempre nferores no caso dos empréstmos

7 Gráfco 3a Gráfco 3b MONTANTE MÉDIO POR CONTRATO DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO DADOS DSC DADOS CRC Artgos Mlhares de euros Mlhares de euros Out-09 Dez-09 Fev-10 Abr-10 Jun-10 Ago Jun-09 Out-09 Fev-10 Jun-10 Out-10 Fev-11 Jun-11 Não doméstcos / Doméstcos (escala da dreta) Não doméstcos Doméstcos Fonte: Banco de Portugal. conceddos por nsttuções não doméstcas e apresentam tanto nos bancos doméstcos como nos não doméstcos uma tendênca crescente a partr do prmero trmestre de 2010 (Gráfco 5a), num contexto de expectatvas de aumento de taxas de juro por parte do BCE. A dferença entre as taxas dos bancos doméstcos face às dos não doméstcos alargou-se sgnfcatvamente durante o segundo e o tercero trmestres de Os dados obtdos a partr das Estatístcas Monetáras e Fnanceras do Banco de Portugal, apontam para que no período mas recente tenha ocorrdo uma redução do dferencal entre as taxas de juro dos dos tpos de bancos, contnuando, contudo, as taxas dos bancos não doméstcos a apresentar um nível nferor (Gráfco 5b). Fnalmente, apresentam-se, no gráfco 6, dos ndcadores de ncumprmento calculados com base nos dados da CRC para os devedores com novos empréstmos à habtação por tpo de nsttução. O prmero ndcador corresponde ao ráco entre o número de devedores com novos empréstmos à habtação que têm algum crédto vencdo no sstema bancáro e o número total de devedores com novos empréstmos à habtação (Gráfco 6a). O segundo ndcador refere-se à méda ponderada dos rácos, por devedor, entre o seu crédto vencdo e o seu crédto total no sstema bancáro (Gráfco 6b). Como ponderador utlzou-se o peso do novo crédto conceddo a cada devedor no total do novo crédto por tpo de banco (doméstco ou não doméstco). Os dos ndcadores têm sempre um nível superor nos bancos doméstcos, o que sugere que a qualdade méda dos devedores a quem concedem novos empréstmos é nferor à dos bancos não doméstcos. Até ao tercero trmestre de 2010 parece observar-se contudo alguma aproxmação da qualdade de crédto conceddo pelos dos tpos de bancos, determnada prncpalmente pela redução dos ndcadores de ncumprmento no caso dos bancos doméstcos. Esta stuação é contudo em grande parte revertda no período posteror. Em resumo, de acordo com estes dados, ao longo do período analsado, os bancos não doméstcos concederam crédto à habtação a devedores de qualdade méda superor, o que é sugerdo tanto pelo nível médo mas elevado dos montantes dos empréstmos 5, como pelos ndcadores de ncumprmento. 5 O montante ncal dos empréstmos à habtação está fortemente correlaconado com o valor do colateral, tendo assm em geral, como se va ver na secção 5, uma relação postva com a qualdade de crédto do devedor.

8 II 180 Gráfco 4a PRAZO DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO DADOS DSC BANCOS DOMÉSTICOS 35 Gráfco 4b DADOS DSC BANCOS NÃO DOMÉSTICOS 35 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro < >45 Anos Gráfco 4c Gráfco 4d PRAZO DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO < >45 Anos 2009T4 2010T1 2010T2 2010T3 DADOS CRC BANCOS DOMÉSTICOS DADOS CRC BANCOS NÃO DOMÉSTICOS < >30 Anos 0 < >30 Anos 2009T3 2009T4 2010T1 2010T2 2010T3 2010T4 2011T1 2011T2 Fonte: Banco de Portugal. Esta stuação pode, pelo menos em parte, justfcar o nível mas reduzdo das taxas de juro nos bancos não doméstcos. Na maor parte do período analsado observa-se um aumento sgnfcatvo da quota de mercado dos bancos não doméstcos, em smultâneo com um aumento do dferencal postvo das taxas de juro dos bancos doméstcos face às dos não doméstcos. Não parece exstr evdênca de que esta evolução das taxas de juro seja justfcada por um efeto composção, ou seja, por uma melhora relatva da qualdade da cartera de crédto dos bancos não doméstcos face à dos doméstcos. De facto, no período de alargamento do dferencal das taxas de juro, os montantes médos dos empréstmos não sofrem alterações sgnfcatvas e os ndcadores de ncumprmento não apontam para uma melhora da qualdade relatva dos novos devedores dos bancos não doméstcos. Neste contexto, uma possível explcação para a evolução dferencada das taxas de juro podem ser dferenças ao nível da exgênca

9 Gráfco 5a Gráfco 5b TAXA DE JURO MÉDIA DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS DADOS DSC ESTATÍSTICAS MONETÁRIAS E FINANCEIRAS Artgos Pontos percentuas Pontos percentuas Out-09 Dez-09 Fev-10 Abr-10 Jun-10 Ago Jan-09 Jun-09 Nov-09 Abr-10 Set-10 Fev-11 Jul Não doméstcos - Doméstcos (esc. dr.) Não doméstcos Doméstcos Fonte: Banco de Portugal. Gráfco 6a Gráfco 6b INDICADORES DO RISCO DE CRÉDITO DOS NOVOS DEVEDORES NO CRÉDITO À HABITAÇÃO PERCENTAGEM DE NOVOS DEVEDORES COM INCUMPRIMENTO NO SISTEMA BANCÁRIO (a) MÉDIA PONDERADA DA PERCENTAGEM POR DEVEDOR DO SEU CRÉDITO VENCIDO NO SISTEMA BANCÁRIO NO CRÉDITO TOTAL NO SISTEMA BANCÁRIO (b) DADOS DSC DADOS CRC (mm3 centrada) Pontos percentuas Pontos percentuas 0.0 Jul-09 Out-09 Jan-10 Abr-10 Jul-10 Out-10 Jan-11 Abr Jul-09 Out-09 Jan-10 Abr-10 Jul-10 Out-10 Jan-11 Abr Não doméstcos / Doméstcos (esc. dr.) Não doméstcos Doméstcos Fonte: Banco de Portugal. Notas: (a) do número de devedores com novos empréstmos à habtação nos bancos doméstcos (ou não doméstcos) que têm algum crédto vencdo no sstema bancáro, no número de devedores total com novos empréstmos à habtação nos bancos doméstcos (ou não doméstcos). (b) por devedor do seu crédto vencdo no seu crédto total no sstema bancáro ponderada pelo peso do crédto conceddo por bancos doméstcos (ou não doméstcos) a esse devedor no total do crédto conceddo pelos bancos doméstcos (ou não doméstcos).

10 dos crtéros aplcados na concessão de crédto para o mesmo tpo de devedores. Esta hpótese será analsada na próxma secção. II 182 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 Refra-se anda que os dados dsponíves para fnas de 2010 e para o prmero semestre de 2011 lustram uma nterrupção da tendênca de aumento do peso dos bancos não doméstcos na concessão de crédto à habtação e uma maor proxmdade das taxas de juro pratcadas, sugerndo alguma reaproxmação do comportamento dos dos tpos de nsttuções. 5. Análse de regressão a. Metodologa e varáves O objetvo desta secção é dentfcar os prncpas fatores que explcam o nível das taxas de juro aplcadas por nsttuções de crédto doméstcas e não doméstcas na concessão de crédto à habtação. Um aspeto central da análse é testar a exstênca de dferenças no comportamento dos dos tpos de nsttuções bem como a exstênca de eventuas alterações temporas nesse comportamento. É de esperar que as taxas de juro do crédto estejam relaconadas com característcas das nsttuções (em partcular o país de orgem do captal), característcas dos devedores (em partcular o seu grau de rsco), característcas dos empréstmos (em partcular o prazo) e anda com condções do enquadramento económco-fnancero que afetam da mesma forma todas as nsttuções a operar no mesmo país. Assm, procedeu-se a uma análse de regressão, começando por se estmar um modelo do segunte tpo: TAN = b + b NDom + b DReemb + b lnmont + b Prazo + b DIsol k k n n b DIndex k 6 åb DTme e 7 n å + + () 1 Neste modelo, a varável a explcar é a taxa de juro nomnal TAN aplcada ao empréstmo na data de níco do contrato. Como varáves explcatvas ncluíram-se varáves que captam as característcas da nsttução de crédto que concedeu o empréstmo e que são consderadas relevantes para explcar dferenças entre as taxas de juro. Em partcular, ncluu-se no modelo uma varável dummy que ndca se a orgem do captal da nsttução de crédto que concedeu o empréstmo é doméstca ou não doméstca ( NDom ). Esta varável toma o valor 1 no caso de a nsttução ser não doméstca e 0 no caso contráro. Além dsso, o modelo nclu uma varável dummy que toma o valor 1 nos casos em que a nsttução não pertence a um grupo bancáro ( DIsol ), o que só acontece no caso de algumas nsttuções doméstcas 6. A varável DReemb é uma varável dummy que toma o valor 1 no caso de, no período em análse, ter havdo algum re-embolso antecpado do empréstmo e o valor 0 no caso oposto. A nclusão deste ndcador destnou-se a captar o efeto da qualdade do crédto assocada ao devedor do empréstmo. A nclusão desta varável pressupõe que os re-embolsos são tpcamente efetuados por ndvíduos com uma melhor stuação fnancera e, por sso, apresentam um menor rsco de crédto. O modelo nclu também como varáves explcatvas as prncpas característcas do empréstmo no momento ncal: montante lnmont - e prazo Prazo. O montante é meddo pelo logartmo do valor 6 Tentou-se nclur no modelo outras varáves que representassem característcas das nsttuções de crédto que à partda parecam relevantes para explcar dferenças de taxas de juro, tas como a dmensão, rácos de rendbldade, de solvabldade ou de lqudez. No entanto, o facto de não se dspor destes ndcadores para o grupo a que pertencem as nsttuções não doméstcas mas apenas para as flas e sucursas a operar em Portugal parece dstorcer os resultados estmados para os respetvos coefcentes. Refra-se que a nclusão destas varáves não altera de forma sgnfcatva os efetos estmados para as restantes varáves.

11 ncal do empréstmo em mlhares de euros, e o prazo é meddo em anos. À partda, para devedores com um grau de rsco gual, sera de esperar uma relação postva entre o montante do empréstmo e a taxa de juro, uma vez que quanto maor o montante emprestado maor o valor da perda para a nsttução de crédto assocada à eventual materalzação do rsco de crédto. No entanto, é de esperar que o montante do empréstmo que, no caso do crédto à habtação, está em geral fortemente correlaconado com o valor do colateral, possa captar em grande parte a qualdade de crédto dos dferentes devedores. Assm, o coefcente assocado à varável montante deve ser nterpretado levando em consderação estes dos efetos possíves. Refra-se que, por exemplo, Magr e Pco (2011) e Edelberg (2003) obtêm um efeto negatvo e sgnfcatvo do montante sobre a taxa de juro dos empréstmos à habtação, em regressões que ncluem também uma varável destnada a medr especfcamente o rsco do devedor (credt score). 183 Artgos Quanto ao efeto da varável prazo do empréstmo, espera-se que, controlando o rsco do devedor, a prazos maores correspondam taxas mas elevadas, dada a exstênca de um prémo de rsco para compensar a maor ncerteza assocada a prazos mas longos. O modelo nclu também quatro varáves dummy DIndex que controlam o regme de taxa de juro. Três destas varáves referem-se aos casos em que os ndexantes são as taxas de juro Eurbor a 3, 6 e 12 meses e a quarta varável refere-se ao caso de empréstmos com taxa de juro fxa. Espera-se que, em prncípo, quanto maor for o prazo de renovação das taxas maor será o rsco para a nsttução de crédto e, por sso, mas elevada a taxa aplcada ao empréstmo. n Fnalmente, ncluíram-se no modelo dummes mensas DTme, que captam o efeto das condções varáves no tempo mas que afetam de forma semelhante todas as nsttuções e devedores. Anda que a dmensão temporal da amostra seja lmtada, os dados cobrem um período de alguma nstabldade fnancera assocada ao agravamento da crse da dívda soberana na área do euro, pelo que se justfca a nclusão destas dummes. O modelo dado pela equação (1) mpõe que os coefcentes estmados assocados às característcas dos empréstmos sejam dêntcos para nsttuções de crédto dferentes, nomeadamente para as doméstcas e não doméstcas. No entanto, um aspeto essencal da análse apresentada neste artgo é o de saber se, perante um empréstmo de característcas semelhantes, a taxa de juro aplcada por nsttuções de crédto doméstcas e não doméstcas é ou não dferente. Assm, a partr da especfcação base, estmou-se um modelo em que se admte a possbldade de os coefcentes estmados assocados às varáves explcatvas mas relevantes ( lnmont, Prazo, DReemb ) poderem ser dferentes no caso de empréstmos conceddos por bancos doméstcos e não doméstcos, que corresponde à segunte equação: k ( 1 ) ( 1 ) ( 1 ) ( 1 ) TAN = b NDom + b - NDom + b NDom DReemb + b - NDom DReemb b NDom lnmont + b - NDom lnmont + b NDom Prazo + b - NDom Prazo å å k k n n DIsol + DIndex + DTme k n b b b e () 2 A estmação da especfcação segunte, obtda através de uma reparametrzação do modelo dado pela equação (2):

12 II 184 b ( b b ) b b b ( b b ) ( b b ) ( b b ) TAN = + - NDom + DReemb + lnmont + Prazo + - NDom DReemb + - NDom lnmont + - NDom Prazo å å k k n n DIsol + DIndex + DTme k n b b b e ( 2' ) BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 permte testar se os efetos das varáves lnmont, Prazo, DReemb, sobre as taxas de juro são sgnfcatvamente dferentes no caso de empréstmos conceddos por nsttuções de crédto doméstcas e não doméstcas 7. Fnalmente, com o objetvo de testar a possível exstênca de alterações temporas no comportamento dos dos tpos de nsttuções, estmou-se uma especfcação anda mas geral que admte a possbldade de os coefcentes assocados ao montante, ao prazo e aos re-embolsos poderem ser dferentes não só entre nsttuções mas também na prmera e na segunda parte do período amostral. De facto, de acordo com a análse efetuada na secção anteror o aumento da quota de mercado das nsttuções não doméstcas fo mas acentuado na segunda metade do período da amostra. Neste período observou-se gualmente um acréscmo no dferencal de taxas de juro entre os dos tpos de nsttuções. Esta evolução poderá ser justfcada por alguma alteração no comportamento das nsttuções num contexto de agravamento da crse de dívda soberana, que dfcultou anda mas a capacdade de fnancamento dos bancos doméstcos nos mercados de dívda por grosso. Assm, estmou-se também o modelo segunte: g g g ( ) ( 1 ) ( 1- NDom ) DReemb DAntes + g ( 1- NDom ) DReemb DDepos + NDom lnmont DAntes + g NDom lnmon g ( 1 33 ) ( 1 ) ( 1- NDom ) Prazo DAntes + g ( 1- NDom ) Prazo DDepos + k k n n + å + å + TAN = NDom DAntes + NDom DDepos + - NDom DAntes + g - NDom DDepos + g NDom DReemb DAntes + g NDom DReemb DDepos + g g k n t DDepos + - NDom lnmont DAntes + g - NDom lnmont DDepos + g NDom Prazo DAntes + g NDom Prazo DDepos + g g DIsol g DIndex g DTme e ( 3) Nesta especfcação DAntes e DDepos são varáves dummy que tomam o valor 1 para as observações antes e depos de Abrl de 2010, respetvamente. A estmação das reparametrzações adequadas deste modelo permtem testar se as dferenças nos efetos das varáves dummy de re-embolsos, montante e prazo são estatstcamente dferentes para os bancos doméstcos e não doméstcos em cada um dos períodos temporas e se, os coefcentes estmados são estatstcamente dferentes para o mesmo conjunto de bancos (doméstcos ou não doméstcos) na prmera e na segunda parte do período temporal. Refra-se anda que, para se nterpretar melhor o efeto da naconaldade do captal sobre as taxas de juro do crédto, para cada um dos modelos se estmaram também especfcações em que se nclu como varável explcatva adconal a taxa de juro das obrgações de dívda públca a 10 anos no país de orgem 7 Note-se que testar a sgnfcânca estatístca dos coefcentes assocados às varáves multplcatvas NDom DReemb, NDom lnmont e NDom Prazo é equvalente a testar se as dferenças entre os coefcentes assocados às varáves dummy de re-embolsos, montante e prazo nas duas sub-amostras (bancos doméstcos e não doméstcos) são estatstcamente sgnfcatvas.

13 do captal, medda em médas mensas. No contexto da crse atual em que as taxas de juro das obrgações dos bancos se encontram muto correlaconas com as taxas de juro da dívda públca, esta varável pretende dentfcar, de forma mas precsa, o mpacto das dfculdades de fnancamento dos bancos e da necessdade de desalavancagem dos seus balanços, nas taxas de juro que aplcam aos seus devedores. b. Resultados das estmações 185 Artgos Especfcação base Na prmera coluna do quadro 1 apresentam-se os resultados da estmação do modelo dado pela equação (1) que corresponde à especfcação de base. No que respeta ao efeto das característcas das nsttuções de crédto, observa-se que o coefcente estmado assocado à dummy que toma o valor 1 no caso de as observações corresponderem a empréstmos de nsttuções não doméstcas ( NDom ) é negatvo e sgnfcatvo, sugerndo que os empréstmos destas nsttuções têm, em méda, taxas de juro mas baxas mesmo quando apresentam característcas dêntcas. Os resultados sugerem também que as nsttuções doméstcas soladas apresentam em méda taxas de juro sgnfcatvamente mas elevadas, o que pode refletr o facto de estas nsttuções não benefcarem das vantagens de economas de escala e acesso a nformação que se espera estarem assocadas ao comportamento das nsttuções que pertencem a um grupo. O coefcente estmado para a dummy assocada à exstênca de re-embolsos antecpados do empréstmo ( Re ) D emb é negatvo e sgnfcatvo, sugerndo que esta varável estará, como se pretenda, a captar a qualdade do devedor em termos de rsco de crédto. De facto, espera-se que os devedores com uma stuação fnancera mas sólda tenham uma maor propensão para realzar re-embolsos antecpados dos seus empréstmos. Assm, o coefcente negatvo obtdo na estmação sugere, como sera de esperar, que os devedores com menor rsco de crédto negoceam com os bancos taxas de juro mas reduzdas em méda. Relatvamente ao efeto das característcas dos contratos, é de realçar que o montante ( ln ) Mont apresenta um coefcente negatvo e sgnfcatvo. Esta stuação sugere que esta varável deve, em grande parte, captar a qualdade do devedor, ou seja, o facto de em geral empréstmos de montantes mas elevados serem conceddos a devedores com um nível de rendmento e/ou rqueza mas elevado, aos quas estará assocado um menor rsco de crédto. O coefcente assocado ao prazo do empréstmo ( Prazo ) apresenta um snal postvo e sgnfcatvo, tal como esperado, que reflete o prémo de rsco que se deve à maor ncerteza assocada a prazos mas elevados. Os coefcentes assocados ao regme de taxa sugerem que as taxas de juro dos empréstmos com taxa varável aumentam com o prazo do ndexante e que os empréstmos com taxa fxa têm em méda taxas de juro mas elevadas. Estes efetos estão de acordo com o que sera de esperar num período em que não exstam expectatvas de reduções das taxas de juro por parte do BCE. Na segunda coluna do quadro 1 apresentam-se os resultados da estmação de um modelo dêntco ao anteror em que se nclu adconalmente como regressor a taxa de juro de dívda públca a dez anos do país de orgem da nsttução de crédto. O coefcente estmado assocado a esta varável é postvo e sgnfcatvo como sera de esperar. Quando se comparam os resultados das duas prmeras colunas do quadro 1 conclu-se que o prncpal mpacto da nclusão da taxa de juro da dívda públca é uma redução do efeto, em termos de magntude e sgnfcânca estatístca, assocado à dummy relatva às nsttuções não doméstcas. Esta stuação parece confrmar que uma das prncpas razões para o nível mas elevado das taxas de juro das nsttuções doméstcas são as suas maores dfculdades de fnancamento decorrentes da crse de dívda soberana.

14 Quadro 1 II 186 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 RESULTADOS DA REGRESSÃO SEM DISTINÇÃO DE ACORDO COM O PERÍODO AMOSTRAL Sem dstnção entre bancos doméstcos e não doméstcos (1) (1b) Bancos doméstcos (2a) Com dstnção entre bancos doméstcos e não doméstcos Bancos não doméstcos (2b) Dferença (2b)-(2a) Constante (82.6) (65.65) (71.46) (38.37) (-28.69) Dummy banco não doméstco ( ) (-85.28) Taxa de juro da dívda públca 0.16 (31.47) Dummy banco solado (8.49) (8.51) (8.36) Logartmo do montante (-43.79) (-44.15) (-40.85) (-17.12) (19.77) Prazo (anos) (19.07) (18.78) (17.06) (13.29) (-1.44) Dummy ocorrênca de reembolsos (-10.30) (-10.09) (-9.99) (-1.92) (4.56) Dummy ndexante eurbor 6 meses (64.39) (53.75) (64.92) Dummy ndexante eurbor 12 meses (8.08) (7.9) (7.74) Dummy taxa fxa (8.96) (8.29) (8.78) Número de observações Root MSE Fonte: Banco de Portugal. Nota: t-rácos entre parêntess Inclusão de efetos dferencados por tpo de nsttução (doméstca/ não doméstca) Nas últmas três colunas do quadro 1 apresentam-se os resultados da estmação da equação (2), ou seja, da especfcação em que se consdera a possbldade do montante, do prazo e da dummy que ndca a exstênca de re-embolsos terem coefcentes dferentes para bancos doméstcos e não doméstcos. A tercera e quarta colunas apresentam, respetvamente, os coefcentes estmados, e correspondentes t-rácos, para o caso dos bancos doméstcos e dos não doméstcos. A últma coluna apresenta as dferenças entre os coefcentes estmados para os bancos doméstcos e os não doméstcos e os t-rácos assocados ao teste da gualdade entre estes coefcentes, obtdos com base na equação (2 ). Os coefcentes estmados assocados ao montante e à dummy de re-embolsos são negatvos e sgnfcatvos, embora de magntude sgnfcatvamente nferor no caso dos bancos não doméstcos do que nos doméstcos. No sentdo em que estas varáves parecem estar a captar o rsco de crédto do devedor, as dferenças entre os coefcentes podem ser nterpretadas como evdênca de que as taxas de juro apl-

15 cadas pelos bancos doméstcos terão sdo, neste período, mas sensíves ao grau de rsco dos devedores. Relatvamente ao prazo não exste evdênca de um comportamento dferente por parte dos dos tpos de nsttuções. Inclusão de efetos dferencados por tpo de nsttução e período temporal (antes e depos de abrl de 2010) 187 O quadro 2 nclu os resultados da estmação das regressões em que se permte que os coefcentes assocados ao montante, ao prazo, à dummy que ndca a exstênca de re-embolsos e à dummy que ndca se o empréstmo fo conceddo por uma nsttução não doméstca sejam dferentes na prmera e na segunda parte do período amostral (outubro de 2009 a março de 2010 e abrl de 2010 a setembro de 2010). A prmera parte do quadro corresponde aos resultados da estmação do modelo dado pela equação (3). As prmeras quatro colunas apresentam os coefcentes estmados, e correspondentes t-rácos, para o caso dos bancos doméstcos e dos não doméstcos antes e depos de abrl de As quatro colunas seguntes apresentam as dferenças entre os coefcentes bem como os t-rácos assocados ao teste da gualdade entre os coefcentes 8. Artgos As dferenças estmadas para a constante do modelo captam o facto de as taxas de juro terem aumentado, tanto no caso dos bancos doméstcos, como no dos não doméstcos, na segunda parte do período amostral, mas de forma mas acentuada nos bancos doméstcos. A dummy relatva aos re-embolsos tem, tal como no modelo anteror, um snal negatvo de maor magntude para as nsttuções doméstcas do que para as não doméstcas, não parecendo ter havdo alterações sgnfcatvas da prmera para a segunda parte do período amostral. A nterpretação das dferenças entre os dos sub-períodos no efeto desta varável deve ser efetuada com cautela. Dado que só se conhecem os re-embolsos ocorrdos até setembro de 2010, os empréstmos contratados em datas próxmas deste mês têm naturalmente um reduzdo número de ocorrêncas. No caso do montante, o coefcente negatvo acentua-se entre os dos sub-períodos para as nsttuções doméstcas e não se altera sgnfcatvamente no caso das não doméstcas, o que pode sugerr que a maor dferencação do rsco de crédto por parte das nsttuções doméstcas se possa ter acentuado lgeramente no tempo. Por fm, os resultados para o prazo apontam para que, na prmera parte do período amostral, os bancos não doméstcos possam ter estado a exgr prémos menores nas taxas de juro quando a maturdade do contrato aumenta do que os bancos doméstcos. Esta stuação pode sugerr que as nsttuções não doméstcas terão facltado a extensão do prazo mpondo uma penalzação menos forte em termos de taxa de juro para manter a possbldade de alvar as prestações. As nsttuções de crédto doméstcas terão, atualmente, mas dfculdade em prossegur esta prátca. Este comportamento está de acordo com a evolução dferencada observada nos prazos dos empréstmos analsada na secção anteror. A dferença entre o comportamento dos bancos relatvamente ao prazo parece, contudo, ter-se esbatdo na segunda parte do período amostral. Na segunda parte do quadro 2 apresentam-se os resultados de uma regressão dêntca à anteror, mas em que se nclu adconalmente a taxa de juro das obrgações de dívda públca dos países de orgem das nsttuções doméstcas. Como sera de esperar, as taxas de juro das obrgações da dívda públca têm um mpacto sgnfcatvamente maor nas taxas de juro dos empréstmos na segunda metade da amostra, refletndo o agravamento da crse da dívda soberana. Com a ntrodução desta varável os níves médos das taxas de juro cobradas pelos bancos (dados pelas constantes ) dexam de aumentar sgnfcatvamente da prmera para a segunda parte da amostra. Esta stuação sugere que o aumento das taxas de juro no período entre abrl e setembro de 2010, expurgado do efeto da evolução da qualdade de crédto dos devedores e das característcas dos contratos, será em grande parte explcado pelas dferenças ao nível das necessdades de desalavancagem dos bancos. Os restantes resultados mantêm-se nalterados face à regressão em que não se ncluem as taxas de juro da dívda públca. 8 Testa-se a gualdade entre os coefcentes para os bancos doméstco e não doméstcos em cada um dos sub- -períodos e a gualdade entre os coefcente para o mesmo tpo de bancos nos dos sub-perodos.

16 II 188 BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 Quadro 2 RESULTADOS DA REGRESSÃO COM DISTINÇÃO DE ACORDO COM O PERÍODO AMOSTRAL Dferenças Segunda parte do período amostral Prmera parte do período amostral Dferenças Segunda parte do período amostral Prmera parte do período amostral Bancos não doméstcos (4b) (3b) - (3a) (4b) - (4a) (4a) - (3a) (4b) - (3b) Bancos doméstcos Bancos não doméstcos (3b) Bancos doméstcos Bancos não doméstcos (2b) (1b) - (1a) (2b) - (2a) (2a) - (1a) (2b) - (1b) Bancos doméstcos Bancos não doméstcos (1b) Bancos doméstcos (4a) (3a) (2a) (1a) Constante (53.73) (29.37) (53.59) (34.19) (-18.49) (-22.17) (6.88) (2.37) (40.37) (21.41) (40.52) (25.58) (-18.07) (-20.25) (1.42) (-1.38) Taxa de juro da dívda públca (8.41) (33.51) (6.18) Dummy banco solado (8.33) (8.39) Logartmo do montante (-30.01) (-13.03) (-27.88) (-11.78) (12.69) (15.34) (-2.27) (1.45) (-30.01) (-13.00) (-27.92) (-12.83) (12.77) (16.15) (-2.31) (1.69) Prazo (anos) (12.45) (6.89) (11.52) (13.00) (-1.84) (-0.04) (1.51) (3.11) (12.19) (6.49) (11.43) (12.75) (-1.96) (-0.72) (1.60) (2.74) Dummy ocorrênca de reembolsos (-8.26) (-2.45) (-5.22) (-2.00) (3.01) (2.02) (-1.02) (-0.47) (-8.16) (-2.51) (-4.83) (-3.16) (2.86) (1.02) (-0.70) (-1.33) Dummy ndexante eurbor 6 meses (63.57) (52.15) Dummy ndexante eurbor 12 meses (7.70) (7.49) Dummy taxa fxa (8.55) (8.14) Número de observações Root MSE Fonte: Banco de Portugal. Notas: Os coefcentes das varáves para as quas não se estmaram efetos cruzados são guas em todos os modelos. t-rácos entre parêntess.

17 6. Conclusões Entre fnas de 2009 e o tercero trme stre de 2010, os bancos não doméstcos aumentaram a sua quota no mercado de crédto à habtação em Portugal. Para esta stuação terão contrbuído as maores dfculdades de fnancamento enfrentadas pelos bancos portugueses, assm como a necessdade de desalavancagem dos seus balanços no contexto do processo de ajustamento da economa portuguesa. Durante o segundo e tercero trmestres de 2010, o aumento da quota de mercado dos bancos não doméstcos ocorreu em smultâneo com uma subda do dferencal postvo entre as taxas de juro dos bancos doméstcos e as dos não doméstcos. 189 Artgos Os resultados de regressões efetuadas com dados mcroeconómcos para os novos contratos de crédto à habtação no período de outubro de 2009 a setembro de 2010 apontam para que os bancos doméstcos sejam mas sensíves ao grau de rsco dos devedores do que os não doméstcos. Este comportamento ter-se-á acentuado no período de alargamento do dferencal de taxas de juro entre os bancos doméstcos e não doméstcos, ou seja, os bancos doméstcos terão cobrado neste período taxas de juro anda mas dferencadas para devedores com dferentes qualdades de crédto. Os resultados sugerem também que os bancos não doméstcos possam ter estado a exgr prémos de taxas de juro menores do que os bancos doméstcos, para maturdades maores dos contratos. De acordo com os ndcadores de ncumprmento calculados para os novos devedores, embora os bancos não doméstcos concedam em méda crédto a devedores com rsco de crédto nferor, não terá ocorrdo uma melhora da qualdade relatva dos novos devedores dos bancos não doméstcos, face à dos doméstcos, durante o período de alargamento do dferencal das taxas de juro. Neste contexto a redução das taxas de juro dos bancos não doméstcos face às dos doméstcos não terá ocorrdo em smultâneo com uma alteração na composção da qualdade dos devedores entre os dos tpos de bancos. Os dados agregados dsponíves para fnas de 2010 e o prmero semestre de 2011 apontam para uma nterrupção da tendênca de aumento do peso dos bancos não doméstcos na concessão de crédto à habtação e uma maor proxmdade das taxas de juro pratcadas, sugerndo alguma reaproxmação do comportamento dos bancos doméstcos e não doméstcos. A análse dos mecansmos subjacentes a esta evolução só será possível efetuar quando estverem dsponíves dados mcroeconómcos para este período.

18 Referêncas II 190 Clarke, Cull, Pera e Sanchez (2005) Bank lendng to small busnesses n Latn Amerca: does bank orgn matter?, Journal of Money, Credt and Bankng, Edelberg (2003) Rsk-based prcng of nterest rates n household loan markets, Fnance and Economc Dscusson Seres, No. 62, Board of Governors of the Federal Reserve System. BANCO DE PORTUGAL RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA Novembro 2011 Edelberg (2006) Rsk-based prcng of nterest rates for consumer loans, Journal of Monetary Economcs, 53, Goldberg (2002) When s US bank lendng to emergng markets volatle?, Unversty Of Chcago Press. Holmstrom, Bengt e Trole (1997) Fnancal Intermedaton, Loanable Funds, and the Real Sector, Quarterly Journal of Economcs, CXII, Magr e Pco (2011) The rse of rsk-based prcng of mortgage nterest rates n Italy Journal of Bankng and Fnance, 35 (2011), Morgan e Strahan (2003) Foregn bank entry and busness volatlty: Evdence from US states and other countres, Natonal Bureau of Economc Research (Cambrdge, EUA). Stgltz e Wess (1981) Credt Ratonng n Markets wth Imperfect Informaton, The Amercan Economc Revew, Vol. 71, No. 3, June,

Prof. Benjamin Cesar. Onde a(n, i) é o fator de valor atual de uma série de pagamentos. M: montante da renda na data do último depósito.

Prof. Benjamin Cesar. Onde a(n, i) é o fator de valor atual de uma série de pagamentos. M: montante da renda na data do último depósito. Matemátca Fnancera Rendas Certas Prof. Benjamn Cesar Sére de Pagamentos Unforme e Peródca. Rendas Certas Anudades. É uma sequênca de n pagamentos de mesmo valor P, espaçados de um mesmo ntervalo de tempo

Leia mais

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado)

5.1 Seleção dos melhores regressores univariados (modelo de Índice de Difusão univariado) 5 Aplcação Neste capítulo será apresentada a parte empírca do estudo no qual serão avalados os prncpas regressores, um Modelo de Índce de Dfusão com o resultado dos melhores regressores (aqu chamado de

Leia mais

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS Depto de Físca/UFMG Laboratóro de Fundamentos de Físca NOTA II TABELAS E GRÁFICOS II.1 - TABELAS A manera mas adequada na apresentação de uma sére de meddas de um certo epermento é através de tabelas.

Leia mais

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Cálculo do Conceito Preliminar de Cursos de Graduação Mnstéro da Educação Insttuto Naconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera Cálculo do Conceto Prelmnar de Cursos de Graduação Nota Técnca Nesta nota técnca são descrtos os procedmentos utlzados

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES O Danel Slvera pedu para eu resolver mas questões do concurso da CEF. Vou usar como base a numeração do caderno foxtrot Vamos lá: 9) Se, ao descontar uma promssóra com valor de face de R$ 5.000,00, seu

Leia mais

CAPÍTULO 1 Exercícios Propostos

CAPÍTULO 1 Exercícios Propostos CAPÍTULO 1 Exercícos Propostos Atenção: Na resolução dos exercícos consderar, salvo menção em contráro, ano comercal de das. 1. Qual é a taxa anual de juros smples obtda em uma aplcação de $1.0 que produz,

Leia mais

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento

Análise Econômica da Aplicação de Motores de Alto Rendimento Análse Econômca da Aplcação de Motores de Alto Rendmento 1. Introdução Nesta apostla são abordados os prncpas aspectos relaconados com a análse econômca da aplcação de motores de alto rendmento. Incalmente

Leia mais

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA

Análise de Regressão. Profa Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Análse de Regressão Profa Alcone Mranda dos Santos Departamento de Saúde Públca UFMA Introdução Uma das preocupações estatístcas ao analsar dados, é a de crar modelos que explctem estruturas do fenômeno

Leia mais

ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DE CUSTOS SALARIAIS: EVIDÊNCIA MICROECONÓMICA COM INFORMAÇÃO QUALITATIVA *

ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DE CUSTOS SALARIAIS: EVIDÊNCIA MICROECONÓMICA COM INFORMAÇÃO QUALITATIVA * ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DE CUSTOS SALARIAIS: EVIDÊNCIA MICROECONÓMICA COM INFORMAÇÃO QUALITATIVA * 39 Danel A. Das ** Carlos Robalo Marques *** Fernando Martns **** Artgos Resumo Este artgo nvestga a forma

Leia mais

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ

PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS DO CEARÁ GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO - SEPLAG INSTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECONÔMICA DO CEARÁ - IPECE NOTA TÉCNICA Nº 29 PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA OS MUNICÍPIOS E DISTRITOS

Leia mais

Introdução à Análise de Dados nas medidas de grandezas físicas

Introdução à Análise de Dados nas medidas de grandezas físicas Introdução à Análse de Dados nas meddas de grandezas físcas www.chem.wts.ac.za/chem0/ http://uregna.ca/~peresnep/ www.ph.ed.ac.uk/~td/p3lab/analss/ otas baseadas nos apontamentos Análse de Dados do Prof.

Leia mais

Sistemas de Filas: Aula 5. Amedeo R. Odoni 22 de outubro de 2001

Sistemas de Filas: Aula 5. Amedeo R. Odoni 22 de outubro de 2001 Sstemas de Flas: Aula 5 Amedeo R. Odon 22 de outubro de 2001 Teste 1: 29 de outubro Com consulta, 85 mnutos (níco 10:30) Tópcos abordados: capítulo 4, tens 4.1 a 4.7; tem 4.9 (uma olhada rápda no tem 4.9.4)

Leia mais

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2

Aplicando o método de mínimos quadrados ordinários, você encontrou o seguinte resultado: 1,2 Econometra - Lsta 3 - Regressão Lnear Múltpla Professores: Hedbert Lopes, Prscla Rbero e Sérgo Martns Montores: Gustavo Amarante e João Marcos Nusdeo QUESTÃO 1. Você trabalha na consultora Fazemos Qualquer

Leia mais

MACROECONOMIA I LEC 201

MACROECONOMIA I LEC 201 ACROECONOIA I LEC 20 3.2. odelo IS-L Outubro 2007, sandras@fep.up.pt nesdrum@fep.up.pt 3.2. odelo IS-L odelo Keynesano smples (KS): equlíbro macroeconómco equlíbro no mercado de bens e servços (BS). odelo

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CCSA - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas Curso de Economia

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CCSA - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas Curso de Economia CCSA - Centro de Cêncas Socas e Aplcadas Curso de Economa ECONOMIA REGIONAL E URBANA Prof. ladmr Fernandes Macel LISTA DE ESTUDO. Explque a lógca da teora da base econômca. A déa que sustenta a teora da

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 3259 RESOLVEU:

RESOLUÇÃO Nº 3259 RESOLVEU: Resolução nº 3259, de 28 de janero de 2005. RESOLUÇÃO Nº 3259 Altera o dreconamento de recursos captados em depóstos de poupança pelas entdades ntegrantes do Sstema Braslero de Poupança e Empréstmo (SBPE).

Leia mais

Os modelos de regressão paramétricos vistos anteriormente exigem que se suponha uma distribuição estatística para o tempo de sobrevivência.

Os modelos de regressão paramétricos vistos anteriormente exigem que se suponha uma distribuição estatística para o tempo de sobrevivência. MODELO DE REGRESSÃO DE COX Os modelos de regressão paramétrcos vstos anterormente exgem que se suponha uma dstrbução estatístca para o tempo de sobrevvênca. Contudo esta suposção, caso não sea adequada,

Leia mais

PARTE 1. 1. Apresente as equações que descrevem o comportamento do preço de venda dos imóveis.

PARTE 1. 1. Apresente as equações que descrevem o comportamento do preço de venda dos imóveis. EXERCICIOS AVALIATIVOS Dscplna: ECONOMETRIA Data lmte para entrega: da da 3ª prova Valor: 7 pontos INSTRUÇÕES: O trabalho é ndvdual. A dscussão das questões pode ser feta em grupo, mas cada aluno deve

Leia mais

Elaboração: Fevereiro/2008

Elaboração: Fevereiro/2008 Elaboração: Feverero/2008 Últma atualzação: 19/02/2008 E ste Caderno de Fórmulas tem por objetvo esclarecer aos usuáros a metodologa de cálculo e os crtéros de precsão utlzados na atualzação das Letras

Leia mais

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma.

TEORIA DE ERROS * ERRO é a diferença entre um valor obtido ao se medir uma grandeza e o valor real ou correto da mesma. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA AV. FERNANDO FERRARI, 514 - GOIABEIRAS 29075-910 VITÓRIA - ES PROF. ANDERSON COSER GAUDIO FONE: 4009.7820 FAX: 4009.2823

Leia mais

Caderno de Exercícios Resolvidos

Caderno de Exercícios Resolvidos Estatístca Descrtva Exercíco 1. Caderno de Exercícos Resolvdos A fgura segunte representa, através de um polígono ntegral, a dstrbução do rendmento nas famílas dos alunos de duas turmas. 1,,75 Turma B

Leia mais

Métodos de Monitoramento de Modelo Logit de Credit Scoring

Métodos de Monitoramento de Modelo Logit de Credit Scoring Métodos de Montoramento de Modelo Logt de Credt Scorng Autora: Armando Chnelatto Neto, Roberto Santos Felíco, Douglas Campos Resumo Este artgo dscute algumas técncas de montoramento de modelos de Credt

Leia mais

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL; 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL. A FUNÇÃO DE PRODUÇÃO E SUPERMERCADOS NO BRASIL ALEX AIRES CUNHA (1) ; CLEYZER ADRIAN CUNHA (). 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA, MG, BRASIL;.UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GOIANIA, GO, BRASIL.

Leia mais

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS.

Sinais Luminosos 2- CONCEITOS BÁSICOS PARA DIMENSIONAMENTO DE SINAIS LUMINOSOS. Snas Lumnosos 1-Os prmeros snas lumnosos Os snas lumnosos em cruzamentos surgem pela prmera vez em Londres (Westmnster), no ano de 1868, com um comando manual e com os semáforos a funconarem a gás. Só

Leia mais

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola

Nota Técnica Médias do ENEM 2009 por Escola Nota Técnca Médas do ENEM 2009 por Escola Crado em 1998, o Exame Naconal do Ensno Médo (ENEM) tem o objetvo de avalar o desempenho do estudante ao fm da escolardade básca. O Exame destna-se aos alunos

Leia mais

Estatística stica Descritiva

Estatística stica Descritiva AULA1-AULA5 AULA5 Estatístca stca Descrtva Prof. Vctor Hugo Lachos Davla oo que é a estatístca? Para mutos, a estatístca não passa de conjuntos de tabelas de dados numércos. Os estatístcos são pessoas

Leia mais

Elaboração: Novembro/2005

Elaboração: Novembro/2005 Elaboração: Novembro/2005 Últma atualzação: 18/07/2011 Apresentação E ste Caderno de Fórmulas tem por objetvo nformar aos usuáros a metodologa e os crtéros de precsão dos cálculos referentes às Cédulas

Leia mais

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA

Metodologia IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA Metodologa IHFA - Índce de Hedge Funds ANBIMA Versão Abrl 2011 Metodologa IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA 1. O Que é o IHFA Índce de Hedge Funds ANBIMA? O IHFA é um índce representatvo da ndústra de hedge

Leia mais

QUOTAS DE MERCADO DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE NOS PRINCIPAIS MERCADOS DE EXPORTAÇÃO*

QUOTAS DE MERCADO DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE NOS PRINCIPAIS MERCADOS DE EXPORTAÇÃO* Artgos Verão 2006 QUOTAS DE MERCADO DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE NOS PRINCIPAIS MERCADOS DE EXPORTAÇÃO* Sóna Cabral** Paulo Soares Esteves** 1. INTRODUÇÃO As quotas de mercado das exportações

Leia mais

ESTATÍSTICAS E INDICADORES DE COMÉRCIO EXTERNO

ESTATÍSTICAS E INDICADORES DE COMÉRCIO EXTERNO ESTATÍSTICAS E INDICADORES DE COÉRCIO ETERNO Nota préva: O texto que se segue tem por únco obectvo servr de apoo às aulas das dscplnas de Economa Internaconal na Faculdade de Economa da Unversdade do Porto.

Leia mais

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X

ANEXO II METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca nº 256/2009-SRE/ANEEL Brasíla, 29 de julho de 2009 METODOLOGIA E ÁLULO DO FATOR X ANEXO II Nota Técnca n o 256/2009 SRE/ANEEL Em 29 de julho de 2009. Processo nº 48500.004295/2006-48

Leia mais

ESTATÍSTICA MULTIVARIADA 2º SEMESTRE 2010 / 11. EXERCÍCIOS PRÁTICOS - CADERNO 1 Revisões de Estatística

ESTATÍSTICA MULTIVARIADA 2º SEMESTRE 2010 / 11. EXERCÍCIOS PRÁTICOS - CADERNO 1 Revisões de Estatística ESTATÍSTICA MULTIVARIADA º SEMESTRE 010 / 11 EXERCÍCIOS PRÁTICOS - CADERNO 1 Revsões de Estatístca -0-11 1.1 1.1. (Varáves aleatóras: função de densdade e de dstrbução; Méda e Varânca enquanto expectatvas

Leia mais

DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL.

DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL. DESEMPENHO COMERCIAL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 90: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL. 1 APRESENTAÇÃO Nos anos 90, o país assstu a vultosas entradas de capal estrangero tanto de curto

Leia mais

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para

Objetivos da aula. Essa aula objetiva fornecer algumas ferramentas descritivas úteis para Objetvos da aula Essa aula objetva fornecer algumas ferramentas descrtvas útes para escolha de uma forma funconal adequada. Por exemplo, qual sera a forma funconal adequada para estudar a relação entre

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 XXX.YY 22 a 25 Novembro de 2009 Recfe - PE GRUPO - VI GRUPO DE ESTUDO DE COMERCIALIZAÇÃO, ECONOMIA E REGULAÇÃO DE ENERGIA

Leia mais

CAP RATES, YIELDS E AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS pelo método do rendimento

CAP RATES, YIELDS E AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS pelo método do rendimento CAP RATES, YIELDS E AALIAÇÃO DE IMÓEIS pelo étodo do rendento Publcado no Confdencal Iobláro, Março de 2007 AMARO NAES LAIA Drector da Pós-Graduação de Gestão e Avalação Ioblára do ISEG. Docente das caderas

Leia mais

Controlo Metrológico de Contadores de Gás

Controlo Metrológico de Contadores de Gás Controlo Metrológco de Contadores de Gás José Mendonça Das (jad@fct.unl.pt), Zulema Lopes Perera (zlp@fct.unl.pt) Departamento de Engenhara Mecânca e Industral, Faculdade de Cêncas e Tecnologa da Unversdade

Leia mais

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias

7. Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias 7. Resolução Numérca de Equações Dferencas Ordnáras Fenômenos físcos em dversas áreas, tas como: mecânca dos fludos, fluo de calor, vbrações, crcutos elétrcos, reações químcas, dentre váras outras, podem

Leia mais

7 - Distribuição de Freqüências

7 - Distribuição de Freqüências 7 - Dstrbução de Freqüêncas 7.1 Introdução Em mutas áreas há uma grande quantdade de nformações numércas que precsam ser dvulgadas de forma resumda. O método mas comum de resumr estes dados numércos consste

Leia mais

RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Defnções RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Problemas de Valor Incal PVI) Métodos de passo smples Método de Euler Métodos de sére de Talor Métodos de Runge-Kutta Equações de ordem superor Métodos

Leia mais

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial

O migrante de retorno na Região Norte do Brasil: Uma aplicação de Regressão Logística Multinomial O mgrante de retorno na Regão Norte do Brasl: Uma aplcação de Regressão Logístca Multnomal 1. Introdução Olavo da Gama Santos 1 Marnalva Cardoso Macel 2 Obede Rodrgues Cardoso 3 Por mgrante de retorno,

Leia mais

CAPÍTULO VI Introdução ao Método de Elementos Finitos (MEF)

CAPÍTULO VI Introdução ao Método de Elementos Finitos (MEF) PMR 40 - Mecânca Computaconal CAPÍTULO VI Introdução ao Método de Elementos Fntos (MEF). Formulação Teórca - MEF em uma dmensão Consderemos a equação abao que representa a dstrbução de temperatura na barra

Leia mais

Introdução e Organização de Dados Estatísticos

Introdução e Organização de Dados Estatísticos II INTRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS 2.1 Defnção de Estatístca Uma coleção de métodos para planejar expermentos, obter dados e organzá-los, resum-los, analsá-los, nterpretá-los e deles extrar

Leia mais

Decisão de Recompra de Ações: Intenção de Blindagem em Período de Turbulência Financeira?

Decisão de Recompra de Ações: Intenção de Blindagem em Período de Turbulência Financeira? Decsão de Recompra de Ações: Intenção de Blndagem em Período de Turbulênca Fnancera? Resumo Autora: Llam Sanchez Carrete Este trabalho tem como objetvo avalar se o anúnco de programas de recompra de ações

Leia mais

EFICIÊNCIA DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE DE FRONTEIRA DE PRODUÇÃO ESTOCÁSTICA*

EFICIÊNCIA DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE DE FRONTEIRA DE PRODUÇÃO ESTOCÁSTICA* Artgos Prmavera 2007 EFICIÊNCIA DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS PORTUGUESAS: UMA ANÁLISE DE FRONTEIRA DE PRODUÇÃO ESTOCÁSTICA* Manuel Coutnho Perera** Sara Morera** 1. INTRODUÇÃO As classfcações obtdas pelos estudantes

Leia mais

Análise de Projectos ESAPL / IPVC. Taxas Equivalentes Rendas

Análise de Projectos ESAPL / IPVC. Taxas Equivalentes Rendas Análse de Projectos ESAPL / IPVC Taxas Equvalentes Rendas Taxas Equvalentes Duas taxas e, referentes a períodos dferentes, dzem-se equvalentes se, aplcadas a um mesmo captal, produzrem durante o mesmo

Leia mais

EFEITO SOBRE A EQUIDADE DE UM AUMENTO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO*

EFEITO SOBRE A EQUIDADE DE UM AUMENTO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO* Artgos Prmavera 2007 EFEITO SOBRE A EQUIDADE DE UM AUMENTO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO* Isabel Correa**. INTRODUÇÃO Apesar das reformas fscas serem um fenómeno recorrente nas últmas décadas em

Leia mais

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar?

Sistemas Robóticos. Sumário. Introdução. Introdução. Navegação. Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Sumáro Sstemas Robótcos Navegação Introdução Onde estou? Para onde vou? Como vou lá chegar? Carlos Carreto Curso de Engenhara Informátca Ano lectvo 2003/2004 Escola Superor de Tecnologa e Gestão da Guarda

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnlesteMG Dscplna: Introdução à Intelgênca Artfcal Professor: Luz Carlos Fgueredo GUIA DE LABORATÓRIO LF. 01 Assunto: Lógca Fuzzy Objetvo: Apresentar o

Leia mais

Custo de Capital. O enfoque principal refere-se ao capital de longo prazo, pois este dá suporte aos investimentos nos ativos permanentes da empresa.

Custo de Capital. O enfoque principal refere-se ao capital de longo prazo, pois este dá suporte aos investimentos nos ativos permanentes da empresa. Custo e Captal 1 Custo e Captal Seguno Gtman (2010, p. 432) o custo e Captal é a taxa e retorno que uma empresa precsa obter sobre seus nvestmentos para manter o valor a ação nalterao. Ele também poe ser

Leia mais

ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO

ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO ISEP - ÍNDICE DE SHARPE ESCOLAR A PARTIR DA PROVA BRASIL: CRIAÇÃO E ESTUDO Roberta Montello Amaral (UNIFESO) amaralroberta@yahoo.com.br Crado em 1990, o Saeb é um sstema de avalação do MEC que, junto à

Leia mais

PROPOSTA DE METODOLOGIA PADRÃO PARA MENSURAÇÃO DE RISCOS DE MERCADO COM VISTAS À ALOCAÇÃO DE CAPITAL

PROPOSTA DE METODOLOGIA PADRÃO PARA MENSURAÇÃO DE RISCOS DE MERCADO COM VISTAS À ALOCAÇÃO DE CAPITAL PROPOSTA DE METODOLOGIA PADRÃO PARA MENSURAÇÃO DE RISCOS DE MERCADO COM VISTAS À ALOCAÇÃO DE CAPITAL RISCO DE TAXA DE JUROS 1. Introdução O rsco de taxas de juros é a exposção da condção fnancera de um

Leia mais

Professor Mauricio Lutz CORRELAÇÃO

Professor Mauricio Lutz CORRELAÇÃO Professor Maurco Lutz 1 CORRELAÇÃO Em mutas stuações, torna-se nteressante e útl estabelecer uma relação entre duas ou mas varáves. A matemátca estabelece város tpos de relações entre varáves, por eemplo,

Leia mais

F E ESTUDOS I. Cidadania, Instituição e Património. Economia e Desenvolvimento Regional. Finanças e Contabilidade. Gestão e Apoio à Decisão

F E ESTUDOS I. Cidadania, Instituição e Património. Economia e Desenvolvimento Regional. Finanças e Contabilidade. Gestão e Apoio à Decisão ESTUDOS I Cdadana, Insttução e Patrmóno Economa e Desenvolvmento Regonal Fnanças e Contabldade Gestão e Apoo à Decsão Modelos Aplcados à Economa e à Gestão A Faculdade de Economa da Unversdade do Algarve

Leia mais

COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA AVALIAÇÃO DOS PESOS DA TAXA DE CÂMBIO EFECTIVA*

COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA AVALIAÇÃO DOS PESOS DA TAXA DE CÂMBIO EFECTIVA* COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS: UMA AVALIAÇÃO DOS PESOS DA TAXA DE CÂMBIO EFECTIVA* Paulo Soares Esteves Carolna Res 1. INTRODUÇÃO Uma Taxa de Câmbo Efectva (TCE) é um ndcador que agrega váras

Leia mais

Cálculo do Conceito ENADE

Cálculo do Conceito ENADE Insttuto aconal de Estudos e Pesqusas Educaconas Aníso Texera IEP Mnstéro da Educação ME álculo do onceto EADE Para descrever o cálculo do onceto Enade, prmeramente é mportante defnr a undade de observação

Leia mais

Camila Spinassé INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA PARA ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Camila Spinassé INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA PARA ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Camla Spnassé INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA PARA ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Vtóra Agosto de 2013 Camla Spnassé INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA PARA ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Leia mais

Análise Fatorial F 1 F 2

Análise Fatorial F 1 F 2 Análse Fatoral Análse Fatoral: A Análse Fatoral tem como prncpal objetvo descrever um conjunto de varáves orgnas através da cração de um número menor de varáves (fatores). Os fatores são varáves hpotétcas

Leia mais

Regressão e Correlação Linear

Regressão e Correlação Linear Probabldade e Estatístca I Antono Roque Aula 5 Regressão e Correlação Lnear Até o momento, vmos técncas estatístcas em que se estuda uma varável de cada vez, estabelecendo-se sua dstrbução de freqüêncas,

Leia mais

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como:

REGRESSÃO LOGÍSTICA. Seja Y uma variável aleatória dummy definida como: REGRESSÃO LOGÍSTCA. ntrodução Defnmos varáves categórcas como aquelas varáves que podem ser mensurados usando apenas um número lmtado de valores ou categoras. Esta defnção dstngue varáves categórcas de

Leia mais

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento.

Testando um Mito de Investimento : Eficácia da Estratégia de Investimento em Ações de Crescimento. Testando um Mto de Investmento : Efcáca da Estratéga de Investmento em Ações de Crescmento. Autora: Perre Lucena Rabon, Odlon Saturnno Slva Neto, Valera Louse de Araújo Maranhão, Luz Fernando Correa de

Leia mais

Análise do Retorno da Educação na Região Norte em 2007: Um Estudo à Luz da Regressão Quantílica.

Análise do Retorno da Educação na Região Norte em 2007: Um Estudo à Luz da Regressão Quantílica. Análse do Retorno da Edcação na Regão Norte em 2007: Um Estdo à Lz da Regressão Qantílca. 1 Introdcão Almr Rogéro A. de Soza 1 Jâno Macel da Slva 2 Marnalva Cardoso Macel 3 O debate sobre o relaconamento

Leia mais

SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE

SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE SALÁRIO DE RESERVA E DURAÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM DADOS DA PESQUISA DE PADRÃO DE VIDA DO IBGE Vctor Hugo de Olvera José Ramundo Carvalho Resumo O objetvo do presente estudo é o de analsar

Leia mais

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL

UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE COMBATE AO ANALFABETISMO NO BRASIL Área 11 - Economa Socal e Demografa Econômca Classfcação JEL: I28, H52, C35. André Olvera Ferrera Lourero Insttuto de Pesqusa

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL,

ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL, ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUTIVIDADE SETORIAL DO TRABALHO ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS: DECOMPOSIÇÕES USANDO O MÉTODO ESTRUTURAL- DIFERENCIAL, 1980/2000 2 1. INTRODUÇÃO 2 2. METODOLOGIA 3 3. ANÁLISE COMPARATIVA

Leia mais

GST0045 MATEMÁTICA FINANCEIRA

GST0045 MATEMÁTICA FINANCEIRA GST0045 MATEMÁTICA FINANCEIRA Concetos Báscos e Smbologa HP-12C Prof. Antono Sérgo A. do Nascmento asergo@lve.estaco.br GST0045 Matemátca Fnancera 2 Valor do dnhero no tempo q O dnhero cresce no tempo

Leia mais

Avaliação da Tendência de Precipitação Pluviométrica Anual no Estado de Sergipe. Evaluation of the Annual Rainfall Trend in the State of Sergipe

Avaliação da Tendência de Precipitação Pluviométrica Anual no Estado de Sergipe. Evaluation of the Annual Rainfall Trend in the State of Sergipe Avalação da Tendênca de Precptação Pluvométrca Anual no Estado de Sergpe Dandara de Olvera Félx, Inaá Francsco de Sousa 2, Pablo Jónata Santana da Slva Nascmento, Davd Noguera dos Santos 3 Graduandos em

Leia mais

IV - Descrição e Apresentação dos Dados. Prof. Herondino

IV - Descrição e Apresentação dos Dados. Prof. Herondino IV - Descrção e Apresentação dos Dados Prof. Herondno Dados A palavra "dados" é um termo relatvo, tratamento de dados comumente ocorre por etapas, e os "dados processados" a partr de uma etapa podem ser

Leia mais

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA

PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA 658 Gaudo & Zandonade Qum. Nova Qum. Nova, Vol. 4, No. 5, 658-671, 001. Dvulgação PROPOSIÇÃO, VALIDAÇÃO E ANÁLISE DOS MODELOS QUE CORRELACIONAM ESTRUTURA QUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Anderson Coser Gaudo

Leia mais

Y X Baixo Alto Total Baixo 1 (0,025) 7 (0,175) 8 (0,20) Alto 19 (0,475) 13 (0,325) 32 (0,80) Total 20 (0,50) 20 (0,50) 40 (1,00)

Y X Baixo Alto Total Baixo 1 (0,025) 7 (0,175) 8 (0,20) Alto 19 (0,475) 13 (0,325) 32 (0,80) Total 20 (0,50) 20 (0,50) 40 (1,00) Bussab&Morettn Estatístca Básca Capítulo 4 Problema. (b) Grau de Instrução Procedênca º grau º grau Superor Total Interor 3 (,83) 7 (,94) (,) (,33) Captal 4 (,) (,39) (,) (,3) Outra (,39) (,7) (,) 3 (,3)

Leia mais

7.4 Precificação dos Serviços de Transmissão em Ambiente Desregulamentado

7.4 Precificação dos Serviços de Transmissão em Ambiente Desregulamentado 64 Capítulo 7: Introdução ao Estudo de Mercados de Energa Elétrca 7.4 Precfcação dos Servços de Transmssão em Ambente Desregulamentado A re-estruturação da ndústra de energa elétrca que ocorreu nos últmos

Leia mais

Covariância e Correlação Linear

Covariância e Correlação Linear TLF 00/ Cap. X Covarânca e correlação lnear Capítulo X Covarânca e Correlação Lnear 0.. Valor médo da grandeza (,) 0 0.. Covarânca na propagação de erros 03 0.3. Coecente de correlação lnear 05 Departamento

Leia mais

Despacho Econômico de. Sistemas Termoelétricos e. Hidrotérmicos

Despacho Econômico de. Sistemas Termoelétricos e. Hidrotérmicos Despacho Econômco de Sstemas Termoelétrcos e Hdrotérmcos Apresentação Introdução Despacho econômco de sstemas termoelétrcos Despacho econômco de sstemas hdrotérmcos Despacho do sstema braslero Conclusões

Leia mais

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que

I. Introdução. inatividade. 1 Dividiremos a categoria dos jovens em dois segmentos: os jovens que estão em busca do primeiro emprego, e os jovens que DESEMPREGO DE JOVENS NO BRASIL I. Introdução O desemprego é vsto por mutos como um grave problema socal que vem afetando tanto economas desenvolvdas como em desenvolvmento. Podemos dzer que os índces de

Leia mais

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities

reducing income disparities in Brazil and the Northeast and Southeast regions of the country, showing that the fight against social inequalities A Importânca da Educação para a Recente Queda da Desgualdade de Renda Salaral no Brasl: Uma análse de decomposção para as regões Nordeste e Sudeste Valdemar Rodrgues de Pnho Neto Técnco de pesqusa do Insttuto

Leia mais

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado

Variabilidade Espacial do Teor de Água de um Argissolo sob Plantio Convencional de Feijão Irrigado Varabldade Espacal do Teor de Água de um Argssolo sob Planto Convenconal de Fejão Irrgado Elder Sânzo Aguar Cerquera 1 Nerlson Terra Santos 2 Cásso Pnho dos Res 3 1 Introdução O uso da água na rrgação

Leia mais

Variáveis dummy: especificações de modelos com parâmetros variáveis

Variáveis dummy: especificações de modelos com parâmetros variáveis Varáves dummy: especfcações de modelos com parâmetros varáves Fabríco Msso, Lucane Flores Jacob Curso de Cêncas Econômcas/Unversdade Estadual de Mato Grosso do Sul E-mal: fabrcomsso@gmal.com Departamento

Leia mais

Bruno Flora Sales. Dissertação de Mestrado 2006 FGV /EPGE - RJ

Bruno Flora Sales. Dissertação de Mestrado 2006 FGV /EPGE - RJ Bruno Flora Sales Dssertação de Mestrado 2006 FGV /EPGE - RJ DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIA DE RATING BASEADO NO MODELO ORDERED PROBIT Bruno Flora Sales Dssertação apresentada à Banca Examnadora da Escola

Leia mais

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil.

Palavras-chave: jovens no mercado de trabalho; modelo de seleção amostral; região Sul do Brasil. 1 A INSERÇÃO E O RENDIMENTO DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO: UMA ANÁLISE PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL Prscla Gomes de Castro 1 Felpe de Fgueredo Slva 2 João Eustáquo de Lma 3 Área temátca: 3 -Demografa

Leia mais

Controle Estatístico de Qualidade. Capítulo 8 (montgomery)

Controle Estatístico de Qualidade. Capítulo 8 (montgomery) Controle Estatístco de Qualdade Capítulo 8 (montgomery) Gráfco CUSUM e da Méda Móvel Exponencalmente Ponderada Introdução Cartas de Controle Shewhart Usa apenas a nformação contda no últmo ponto plotado

Leia mais

RECESSÕES ECONÔMICAS REDUZEM A TAXA DE MORTALIDADE? EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL

RECESSÕES ECONÔMICAS REDUZEM A TAXA DE MORTALIDADE? EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL RECESSÕES ECONÔICAS REDUZE A TAXA DE ORTALIDADE? EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL Resumo Este artgo analsa a relação entre taxa de emprego e taxa de mortaldade no Brasl durante o período de 1981-2002. A fundamentação

Leia mais

ECONOMIAS E DAS EMPRESAS

ECONOMIAS E DAS EMPRESAS FACULDADE DE ECONOIA, UNIVERSIDADE DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 1G203 ECONOIA INTERNACIONAL INDICADORES DA INTERNACIONALIZAÇÃO DAS ECONOIAS E DAS EPRESAS Nota préva: O texto que se segue tem por únco

Leia mais

Uso dos gráficos de controle da regressão no processo de poluição em uma interseção sinalizada

Uso dos gráficos de controle da regressão no processo de poluição em uma interseção sinalizada XXIII Encontro Nac. de Eng. de Produção - Ouro Preto, MG, Brasl, 1 a 4 de out de 003 Uso dos gráfcos de controle da regressão no processo de polução em uma nterseção snalzada Luz Delca Castllo Vllalobos

Leia mais

LQA - LEFQ - EQ -Química Analítica Complemantos Teóricos 04-05

LQA - LEFQ - EQ -Química Analítica Complemantos Teóricos 04-05 LQA - LEFQ - EQ -Químca Analítca Complemantos Teórcos 04-05 CONCEITO DE ERRO ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS Embora uma análse detalhada do erro em Químca Analítca esteja fora do âmbto desta cadera, sendo abordada

Leia mais

RISCO. Investimento inicial $ $ Taxa de retorno anual Pessimista 13% 7% Mais provável 15% 15% Otimista 17% 23% Faixa 4% 16%

RISCO. Investimento inicial $ $ Taxa de retorno anual Pessimista 13% 7% Mais provável 15% 15% Otimista 17% 23% Faixa 4% 16% Análse de Rsco 1 RISCO Rsco possbldade de perda. Quanto maor a possbldade, maor o rsco. Exemplo: Empresa X va receber $ 1.000 de uros em 30 das com títulos do governo. A empresa Y pode receber entre $

Leia mais

A Matemática Financeira nos Financiamentos Habitacionais

A Matemática Financeira nos Financiamentos Habitacionais 2013: Trabalho de Conclusão de Curso do Mestrado Profssonal em Matemátca - PROFMAT Unversdade Federal de São João del-re - UFSJ Socedade Braslera de Matemátca - SBM A Matemátca Fnancera nos Fnancamentos

Leia mais

III. Consequências de um novo padrão de inserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na região metropolitana de São Paulo

III. Consequências de um novo padrão de inserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na região metropolitana de São Paulo CEPAL - SERIE Polítcas socales N 60 III. Consequêncas de um novo padrão de nserção das mulheres no mercado de trabalho sobre o bem-estar na regão metropoltana de São Paulo A. Introdução Rcardo Paes de

Leia mais

Governança Corporativa e Estrutura de Propriedade no Brasil: Causas e Conseqüências

Governança Corporativa e Estrutura de Propriedade no Brasil: Causas e Conseqüências Governança Corporatva e Estrutura de Propredade no Brasl: Causas e Conseqüêncas Anaméla Borges Tannús Dam (UFU - Unversdade Federal de Uberlânda) Pablo Rogers (UFU - Unversdade Federal de Uberlânda) Kárem

Leia mais

MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL

MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL MIGRAÇÃO INTERNA E SELETIVIDADE: UMA APLICAÇÃO PARA O BRASIL RESUMO Francel Tonet Macel 1 Ana Mara Hermeto Camlo de Olvera 2 O objetvo deste trabalho fo verfcar possíves fatores determnantes da decsão

Leia mais

Probabilidade e Estatística. Correlação e Regressão Linear

Probabilidade e Estatística. Correlação e Regressão Linear Probabldade e Estatístca Correlação e Regressão Lnear Correlação Este uma correlação entre duas varáves quando uma delas está, de alguma forma, relaconada com a outra. Gráfco ou Dagrama de Dspersão é o

Leia mais

INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO Área Centfca Curso Matemátca Engenhara Electrotécnca º Semestre º 00/0 Fcha nº 9. Um artgo da revsta Wear (99) apresenta dados relatvos à vscosdade do óleo e ao desgaste do aço maco. A relação entre estas

Leia mais

3ª AULA: ESTATÍSTICA DESCRITIVA Medidas Numéricas

3ª AULA: ESTATÍSTICA DESCRITIVA Medidas Numéricas PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EGEHARIA DE TRASPORTES E GESTÃO TERRITORIAL PPGTG DEPARTAMETO DE EGEHARIA CIVIL ECV DISCIPLIA: TGT41006 FUDAMETOS DE ESTATÍSTICA 3ª AULA: ESTATÍSTICA DESCRITIVA Meddas umércas

Leia mais

Como aposentadorias e pensões afetam a educação e o trabalho de jovens do domicílio 1

Como aposentadorias e pensões afetam a educação e o trabalho de jovens do domicílio 1 Como aposentadoras e pensões afetam a educação e o trabalo de jovens do domcílo 1 Rodolfo Hoffmann 2 Resumo A questão central é saber como o valor da parcela do rendmento domclar formada por aposentadoras

Leia mais

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel

Estimativa da Incerteza de Medição da Viscosidade Cinemática pelo Método Manual em Biodiesel Estmatva da Incerteza de Medção da Vscosdade Cnemátca pelo Método Manual em Bodesel Roberta Quntno Frnhan Chmn 1, Gesamanda Pedrn Brandão 2, Eustáquo Vncus Rbero de Castro 3 1 LabPetro-DQUI-UFES, Vtóra-ES,

Leia mais

Universidade Estadual de Ponta Grossa/Departamento de Economia/Ponta Grossa, PR. Palavras-chave: CAPM, Otimização de carteiras, ações.

Universidade Estadual de Ponta Grossa/Departamento de Economia/Ponta Grossa, PR. Palavras-chave: CAPM, Otimização de carteiras, ações. A CONSTRUÇÃO DE CARTEIRAS EFICIENTES POR INTERMÉDIO DO CAPM NO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO: UM ESTUDO DE CASO PARA O PERÍODO 006-010 Rodrgo Augusto Vera (PROVIC/UEPG), Emerson Martns Hlgemberg (Orentador),

Leia mais

CQ110 : Princípios de FQ

CQ110 : Princípios de FQ CQ110 : Prncípos de FQ CQ 110 Prncípos de Físco Químca Curso: Farmáca Prof. Dr. Marco Vdott mvdott@ufpr.br Potencal químco, m potencal químco CQ110 : Prncípos de FQ Propredades termodnâmcas das soluções

Leia mais

Universidade Salvador UNIFACS Cursos de Engenharia Cálculo IV Profa: Ilka Rebouças Freire. Integrais Múltiplas

Universidade Salvador UNIFACS Cursos de Engenharia Cálculo IV Profa: Ilka Rebouças Freire. Integrais Múltiplas Unversdade Salvador UNIFACS Cursos de Engenhara Cálculo IV Profa: Ilka ebouças Frere Integras Múltplas Texto 3: A Integral Dupla em Coordenadas Polares Coordenadas Polares Introduzremos agora um novo sstema

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL

UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL 1 UM ESTUDO SOBRE A DESIGUALDADE NO ACESSO À SAÚDE NA REGIÃO SUL Área 4 - Desenvolvmento, Pobreza e Eqüdade Patríca Ullmann Palermo (Doutoranda PPGE/UFRGS) Marcelo Savno Portugal (Professor do PPGE/UFRGS)

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO (SEPLAG) INSTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECONÔMICA DO CEARÁ (IPECE)

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO (SEPLAG) INSTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECONÔMICA DO CEARÁ (IPECE) IPECE ota Técnca GOVERO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLAEJAMETO E GESTÃO (SEPLAG) ISTITUTO DE PESQUISA E ESTRATÉGIA ECOÔMICA DO CEARÁ (IPECE) OTA TÉCICA º 33 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA OVA LEI DO ICMS

Leia mais

Programa de reforma agrária Cédula da Terra: medindo a eficiência dos beneficiários

Programa de reforma agrária Cédula da Terra: medindo a eficiência dos beneficiários Programa de reforma agrára Cédula da Terra: medndo a efcênca dos benefcáros RESUMO Hldo Merelles de Souza Flho Mguel Rocha de Sousa Antôno Márco Buanan José Mara Slvera Marcelo Marques Magalhães Esse artgo

Leia mais