INFORMATIVO 2015 GRUPO 4

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1 INFORMATIVO 2015 GRUPO 4

2 Considerar a criança como sujeito é levar em conta, nas relações que com ela estabelecemos, que ela tem desejos, ideias, opiniões, capacidade de decidir, de criar, e de inventar, que se manifestam, desde cedo, nos seus movimentos, nas suas expressões, no seu olhar, nas suas vocalizações, na sua fala. É considerar, portanto, que essas relações não devem ser unilaterais do adulto para a criança mas relações dialógicas entre adulto e criança -, possibilitando a constituição da subjetividade da criança como também contribuindo na contínua constituição do adulto como sujeito. Currículo na Educação Infantil Fátima R. Dias e Vitória Barreto de Faria

3 INFORMATIVO 2015 Sabendo que, em cada momento de seu desenvolvimento, as crianças têm diferentes condições de aprendizagem, planejamos atividades de forma a adequar os conteúdos às suas possibilidades reais, organizando-os da seguinte forma: IDENTIDADE E AUTONOMIA RELAÇÃO COM O MEIO FÍSICO E SOCIAL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA (Inglês na Educação Infantil) LINGUAGEM MATEMÁTICA LINGUAGEM CORPORAL LINGUAGEM PLÁSTICA LINGUAGEM MUSICAL

4 IDENTIDADE E AUTONOMIA O processo de construção de relações no ambiente escolar acontece no convívio diário, quando a criança vivencia e desenvolve atitudes de respeito, cuidado e cooperação. Para isso, é importante sua participação nos trabalhos coletivos, pois as situações de interação são importantes para que, além de conhecer as singularidades dos outros, possa ir conhecendo as suas próprias. Dessa forma, vai construindo também a sua identidade e autonomia, na medida em que vai se tornando independente, capaz de se cuidar e se relacionar, percebendo-se como um ser único. Assim, visamos desenvolver os seguintes conteúdos: Respeito às características pessoais, relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura, etc. Construção de uma imagem positiva de si mesmo, ampliando a sua autoconfiança, identificando, progressivamente, suas características e qualidades; Comunicação e expressão dos desejos, desagrados, necessidades e preferências nas atitudes cotidianas; Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas do seu convívio, respeitando as diferenças; Utilização do diálogo como forma de lidar com os conflitos; Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo, adquirindo noções básicas de prevenção e autocuidado. Respeito às regras simples de convivência; Participação em pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de cooperação e ajuda na relação com os outros. Respeito às regras e organização nos diferentes contextos; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo.

5 RELAÇÃO COM O MEIO FÍSICO E SOCIAL Desde cedo, as crianças interagem com o meio natural e social em que vivem. Muitos por quês são ditos, buscando a compreensão dos acontecimentos no mundo. As vivências significativas proporcionadas propiciam à criança uma melhor apreensão do mundo real, dando-lhe possibilidade de explorar, analisar, refletir, confrontar idéias e adquirir novos conhecimentos para que possa estabelecer, progressivamente, a diferenciação entre as explicações do senso comum e do conhecimento científico. O trabalho integrado com conteúdos de outras linguagens possibilita relações entre o dia-a-dia das crianças e as vivências sócio-culturais, formando uma teia de interações. Esses conteúdos, no entanto, são meios que viabilizam a exploração, portanto, possuem um caráter de aproximação de múltiplos saberes e não necessariamente de sistematização. A depender dos projetos de investigação, alguns conteúdos serão desenvolvidos, outros, poderão ser abordados de forma assistemática: Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos, danças e canções que digam respeito às tradições culturais mais relevantes de sua comunidade e de outros grupos. Inserção e participação progressiva em contextos sociais diversos, ampliando as possibilidades de atuação. Conhecimento do modo de ser, viver e trabalhar de alguns grupos sociais. Identificação e valorização de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convívio. Observação da paisagem local. Curiosidade em relação ao planeta Terra e ao universo. Noções de relações entre os elementos e fenômenos da natureza, identificando a sua ação sobre o ambiente. Conhecimento de algumas espécies da fauna e flora. Conhecimento de alguns cuidados básicos de pequenos animais e plantas, valorizando a vida. Percepção e prática de alguns cuidados necessários à preservação do ambiente. Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a vivência sobre movimento, ação da luz, calor, som e força; Noções sobre algumas propriedades físicas dos objetos.

6 Utilização de recursos tecnológicos como ferramenta para ampliar a percepção acerca do ambiente físico e natural. Valorização e prática de atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo. Os conteúdos dessa dimensão são meios que viabilizam a exploração das crianças, portanto, possuem um caráter de aproximação de múltiplos saberes e não, necessariamente, de sistematização dos saberes.

7 LINGUAGEM ORAL E ESCRITA A linguagem é fruto das inter-relações que a criança estabelece entre a sua maneira de pensar e as informações que recebe do mundo externo. De caráter social, ela é fundamental para a criança interagir, construir conhecimento e se constituir como sujeito. O desenvolvimento da linguagem na escola se dá através das diversas situações proporcionadas diariamente, a fim de ampliar as possibilidades de comunicação. Durante as atividades são promovidas situações de leitura de imagens, conversas, músicas, relatos, histórias, dramatizações, jogos, práticas de escrita, leitura de textos diversos, que contribuem para a aquisição dos seguintes conteúdos: Uso da linguagem oral para conversar, comunicar suas vivências e expressar desejos, vontades, opiniões e ideias nas diversas situações de interação presentes no cotidiano. Participação em situações de leitura de diferentes gêneros feitos pelo adulto como contos, adivinhas, parlendas, trava-línguas, etc.; Produção de textos individuais e/ou coletivos, tendo o professor como escriba; Leitura de expressões, símbolos e imagens; Manuseio de materiais impressos diversificados; Reconhecimento e escrita do próprio nome; Participação em situações em que experimenta a escrita, utilizando o conhecimento que dispões no momento. Distinção entre desenho e escrita; Conhecimento e reprodução de jogos verbais, poemas, canções, contos e adivinhações; Reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com a ajuda do professor. Representação de ideias por meio de desenhos. Relato de experiências vividas e narração de fatos em sequência temporal e causal. Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e escrita, feitas pelo professor Leitura de rótulos através de objetos significativos, como lanches, potes de tinta, sucatas, jogos, etc. Contato com letras para apropriação gradativa do alfabeto.

8 Inglês na Educação Infantil O Inglês na Educação Infantil é construído de forma lúdica e natural, sendo o objetivo principal criar um vínculo afetivo entre a criança e a nova linguagem. Quatro encontros semanais proporcionam uma exposição constante e adequada ao idioma, sendo organizados a partir de vivências significativas pelas quais a criança começa a compreender a 2ª língua. A orientação metodológica envolve brincadeiras, jogos, músicas, contação de histórias e outras atividades que assegurem o desenvolvimento da autonomia e da autoestima do aluno. A contextualização dos conteúdos trabalhados em Inglês com os projetos de sala de aula desenvolvidos na língua materna, amplia a compreensão do próprio Português, pois esta integração beneficia a transferência de habilidades nas duas línguas, provocando uma maior sensibilidade às diferentes linguagens. O Inglês vivenciado em todas as interações sociais entre o teacher e os alunos favorece o uso do idioma em um contexto de linguagem mais autêntico, impulsionando o processo de comunicação. Os conteúdos abordados compreendem estruturas simples de linguagem e vocabulário referente à família, à rotina escolar, às ações do universo infantil, bem como aos diferentes conteúdos desenvolvidos na língua materna, sempre dentro de uma abordagem comunicativa apropriada ao desenvolvimento lingüístico próprio de sua faixa etária. LINGUAGEM MATEMÁTICA Muitas atividades realizadas pelas crianças no seu dia-a-dia estão inseridas no universo matemático. Essa vivência natural, associada à participação em propostas lúdicas promovidas para o grupo, possibilita e encoraja a exploração de idéias matemáticas, desenvolvendo o prazer e a curiosidade concernentes a essa dimensão do conhecimento. O jogo, as brincadeiras, a exploração do espaço, o calendário, a coleção de objetos, as músicas, histórias e a pesquisa oferecem inúmeras situações problematizadoras para que as crianças pensem, aprofundem e construam novos sentidos para seus conhecimentos. Sendo assim, exploramos os seguintes conteúdos: Participação em situações que possibilite a contagem oral de diferentes elementos. Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral e/ou registros não convencionais. Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram.

9 Reconhecer e valorizar os números e as contagens orais como ferramentas necessárias no seu cotidiano. Contato com o calendário, desenvolvendo noções de tempo, sequência numérica, reconhecimento de numerais e percepção de sua função social. Participação em diferentes situações que possibilitem a associação entre número e pequenas quantidades. Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas. Exploração de estratégias para resolver situações-problema, utilizando conhecimentos prévios. Ampliação do vocabulário matemático, aplicando-o em diversos contextos reais. Vivência em situações que possibilitem noções de medida, de comprimento, peso, volume e tempo. Manuseio, exploração e comparação entre objetos, construindo conhecimentos sobre algumas características relativas ao tamanho, cor, forma, volume, etc. Confecção e representação de objetos bidimensionais e tridimensionais, ampliando o conhecimento sobre formas, tamanhos, texturas, etc. Comunicação da posição de pessoas e objetos, utilizando o vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e em outras situações do cotidiano. Exploração e percepção de propriedades geométricas de objetos e figuras como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade e tridimensionalidade, etc. Identificação e descrição de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço. Vivência de situações em que o contato com objetos possibilite ações, como: empilhar, transvasar, rolar, encaixar, enfiar, equilibrar, etc, possibilitando o desenvolvimento de alguns conceitos matemáticos.

10 LINGUAGEM CORPORAL O ato de brincar leva a criança a explorar, experimentar e conhecer a realidade porque aciona o pensar, o sentir e o agir com emoção. Sua finalidade é desenvolver a capacidade expressiva e, como consequência, possibilita a utilização do corpo, por meio de brincadeiras, jogos, circuitos com obstáculos, representação de experiências através dos movimentos, dramatização. Assim, no ato de brincar são desenvolvidos os seguintes conteúdos. Apropriação gradativa da imagem global de si mesmo, desenvolvendo atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo. Expressão de sensações corporais por meio de gestos, posturas, choro e da linguagem oral. Percepção das alterações das sensações corporais após a participação em atividades de movimento e pausa. Utilização de gestos, palavras e expressões para se comunicar. Manuseio de materiais de diferentes texturas, temperaturas, cheiros, volume, ampliando as percepções sensoriais. Vivências em situações do cotidiano que proporcionam noções de cuidado e higiene corporal, com e sem a ajuda do adulto. Exploração de objetos que possibilitem movimentos de preensão, encaixe, empilhamento, lançamento, etc. Manuseio de recursos diversos para desenvolvimento da motricidade fina. Exploração do espaço e atividades que proporcionam exercícios, como andar, saltar, correr, engatinhar, escorregar, rolar, etc., ampliando o controle dos movimentos corporais. Coordenação progressiva de habilidades motoras como força, velocidade, flexibilidade e equilíbrio. Ampliação das possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação. Desenvolvimento gradativo da autoconfiança nas suas possibilidades motoras.

11 LINGUAGEM PLÁSTICA Através da arte a criança pode se expressar, comunicar e atribuir sentido a sensações, sentimentos, pensamentos e à realidade. Essa linguagem indica à criança possibilidades estéticas, de transformação e de criação. No fazer artístico, ela constrói painéis, desenhos, recortes, colagens e modelagens; observa e representa obras de artes e faz uso de materiais alternativos como caixas, tecidos, latas, garrafas plásticas e embalagens diversas, explorando os seguintes conteúdos: Expressão de emoções, sentimentos e ideias através de recursos artísticos. Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar e modelar. Criação de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir do seu próprio repertório e da utilização de elementos da linguagem plástica: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura, etc. Produção e exploração de espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seus projetos artísticos. Leitura de obras de artes a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e objetos. Apreciação e valorização de suas produções, das de outras crianças e de artistas, por meio da observação e da leitura de alguns elementos da linguagem plástica. Participação em situações em que a escuta, o respeito e a tolerância à diversidade de interpretações sejam valorizados. Cuidado com os materiais e com os trabalhos produzidos individualmente e em grupo. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes. A apreciação das produções possibilitará à criança o desenvolvimento do respeito, cuidado e valorização dessas ações artísticas, assim como o senso crítico e estético.

12 LINGUAGEM MUSICAL A música é veículo de emoções, sentimentos, imagens e mensagens. Em suas diferentes manifestações, ela evidencia a busca da humanidade por expressar e significar suas experiências; é fruto da criatividade humana e de sua interação com o mundo. Essa linguagem visa estimular a vivência musical através de jogos que enfatizam o fazer musical, a expressão corporal, a manipulação de instrumentos, o ouvir e discriminar as fontes sonoras e musicais. É importante conhecer e coletivizar o repertório pessoal de cada aluno. Esses momentos oportunizam trabalharmos a escuta de todos, trazendo suas experiências prévias para serem compartilhadas. O trabalho desenvolvido na Escola pretende sensibilizar o aluno para sua realidade sonora, ampliando seu repertório cultural com audições de diferentes gêneros musicais, como também exercitar o canto e a expressão artística, estimulando a improvisação, criação e composição. O mais importante, porém, é desencadear no indivíduo o prazer de desfrutar dessa arte. Dessa forma, trabalhamos conteúdos como: Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais, das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura, duração, intensidade e timbre. Participação em jogos e brincadeiras que envolvam o ritmo e/ou a improvisação musical. Repertório de canções para desenvolver memória musical, o ritmo e a expressão corporal.

13 AVALIAÇÃO Entendemos a avaliação como atividade contínua que consiste na observação do professor para investigar as aquisições das crianças em vista do processo vivido, atentando para as necessidades e conquistas, na perspectiva do seu crescimento individual. No final de cada semestre, será enviado um relatório contendo uma síntese do processo de desenvolvimento de cada criança. COMO A FAMÍLIA PODE AJUDAR DURANTE O PROCESSO? Estabelecendo rotinas, pois ajudam na organização interna da criança. Reservando horário para as brincadeiras, pois ajudam a educar a criança para o convívio social e amadurecem as habilidades motoras. Sendo pontual. A primeira atividade é muito importante para inserir o aluno na rotina do dia. E a demora, no final da jornada, poderá deixá-lo inseguro. Conversando sobre os projetos e ajudando a criança a selecionar materiais que possam enriquecê-los. Estimulando a autoestima.

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