EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

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1 EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação com seu ambiente, as pessoas que a cercam e seus valores culturais. A partir desse propósito, pretendemos buscar situações nas quais as crianças possam estabelecer relações entre novos conteúdos e os conhecimentos prévios, usando para isso os recursos de que dispõem. Esse processo possibilitará a elas modificarem seus conhecimentos prévios, matizálos, ampliá-los ou diferenciá-los em função de novas informações, capacitandoas a realizar novas aprendizagens, tornado-as significativas. ( RCN Vol I ) Essas situações visam o desenvolvimento de habilidades lingüísticas, psicomotoras, afetivas, conceituais, psicossociais, possibilitando assim a noção própria de sua identidade. O processo de conhecimento dá-se principalmente através do lúdico, que é utilizado como uma forma de estimular, gerando o prazer, a curiosidade, o que remete à criança à descoberta. Enfim, enquanto a criança brinca, está em permanente contato e interação com os fatores externos, com as outras crianças e por conseqüência, com as relações existentes entre os diversos objetos e ela. Pretende-se assim, uma formação integral de nossas crianças, respeitando suas características e necessidades reais enquanto crianças. LINGUAGEM ORAL E ESCRITA Premissas básicas: A língua escrita deverá ser compreendida enquanto um objeto sóciocultural, que cumpre duas funções sociais básicas: servir para conservar ou recuperar conhecimento ao longo do tempo e para transmitir e receber informação através do tempo. Aprender a ler e a escrever não é receber de fora uma habilidade acabada, mas um processo de aproximação paulatina às propriedades e aos usos da língua escrita.

2 Ler não é converter as grafias em sons, não é decodificar. Ler é sinônimo de interpretar um texto; o principal e o primeiro nos processos de leitura é a obtenção de um significado. Ensinar língua escrita em aula significa ensinar que serve para comunicar-se em contextos específicos. A língua escrita, despojada de suas circunstâncias de uso e de suas funções, deixa de ser língua escrita. Ensinar a escrever fazendo correspondências entre sons e letras isoladas ( b + a = ba...), ou por frases sem coerência ( Vovó viu a uva.), transmite às crianças uma idéia errônea sobre a escrita: a não-funcionalidade. MATEMÁTICA Diretrizes para a Ação Pedagógica: Proporcionar situações didáticas que favoreçam as crianças na construção da regularidade e dos arranjos dos algarismos para representar uma quantidade no nosso Sistema de Numeração (se reconhecemos que o Sistema de Numeração é um objeto de conhecimento muito complexo, reconheceremos também que sua compreensão não pode se realizar simplesmente através de explicações sobre o valor das dezenas ou das centenas). Promover o uso de cálculos numéricos, em situações com função social definida, que possibilitem a construção de seus significados e sua apropriação pelas crianças. Propor atividades interativas que possibilitem o confronto de pontos de vista e a contínua descentração do pensamento, na busca de superação das contradições surgidas. Provocar a contínua representação gráfica das relações pensadas como concretização do fazer matemático, explicitado em linguagem não convencional ou em linguagem matemática formal, considerando-se que o rigor da linguagem convencional é o ponto de chegada e não o de partida na atividade matemática. Evitar as limitações de um formalismo precoce, não exigindo o uso das técnicas operatórias convencionais (contas armadas ou algoritmos), antes que as crianças compreendam as leis que regem o nosso Sistema de Numeração. Enxergar o erro como hipótese, aspecto positivo e inerente a todo processo de construção de conhecimento. NATUREZA E SOCIEDADE

3 O ensino de Ciências Naturais tem como objetivo ajudar as crianças na elaboração e apropriação do conhecimento científico acumulado, para a interpretação do mundo em que vivem. Diretrizes Norteadoras para a Ação Pedagógica As noções e teorias espontâneas das crianças sobre os fatos que observam mostram seu desejo de entender, e esforço para explicar o mundo que as rodeia. Mais do que saber informações sobre determinados assuntos, é preciso que as crianças sejam estimuladas a explicitar suas idéias, sua percepção sobre os fatos e fenômenos. O importante no processo de evolução do pensamento e ampliação de conceitos é que as crianças façam reflexões, desestruturem e criem hipóteses, construindo, por aproximações sucessivas, um saber cada vez mais próximo do conhecimento científico. Nossa proposta didática é criar situações que possibilitem às crianças: Buscar e fazer uso social dos conhecimentos já acumulados pela ciência. Compreender que o conhecimento científico é inacabado, que está em constante processo de revisão e aprimoramento, sujeito a rápidas transformações, sobretudo atualmente. CIÊNCIAS SOCIAIS O ensino de Ciências Sociais deve permitir que o aluno compreenda melhor o mundo em que vive e consiga atuar dentro dele. Diretrizes para a Ação Pedagógica A aprendizagem de História e Geografia não se reduz à memorização de fatos, datas e nomes; ela se dá a partir de uma análise crítica da ação do homem no mundo. O estudo não deve se reduzir à observação e sistematização de dados imediatos e aparentes, o confronto com outras realidades, no tempo e no espaço, é elemento chave para a reflexão do presente. O conhecimento não tem um tempo zero. É necessária a compreensão da importância do passado histórico, para se entender o presente e para o avanço futuro. Proposta Didática Nossos eixos condutores serão a pesquisa e a investigação. O estudo deverá contemplar, inicialmente, os conhecimentos prévios das crianças (o que elas já sabem sobre o tema, seja através de sua experiência de vida, ou de leituras e informações anteriores) e, finalmente, a

4 explicitação dos novos conhecimentos construídos. Para tanto, o envolvimento ativo das crianças durante este processo é condição sine qua non. Estabelecendo um diálogo entre o social e o individual, respeitamos a tendência natural de aprendizagem humana: abrir caminho para a inovação e criação. ARTES VISUAIS O conceito de arte que a criança estrutura, está relacionado aos recursos e conhecimentos prévios que ela traz, como também à sua interação com o meio social. A escola pode, e deve, ser um espaço que amplie possibilidades para a compreensão da arte como um objeto de conhecimento, onde interagem influências políticas, sociais, históricas e culturais. MÚSICA Reconhecemos, portanto, que o ensino de artes visuais: Deve ter como objetivo a formação de sujeitos capazes de criar e de apreciar, ativamente, a produção artística social. Não pode ser esvaziado de seu significado sócio-cultural, com práticas alienadas da produção artística do meio onde a escola está inserida. Deve possibilitar a compreensão da arte como importante no desenvolvimento de uma cultura. O trabalho com a música será embasado pela função lúdica e criativa que as linguagens possuem, proporcionando assim atividades nas quais as crianças desfrutem e experimentem situações de prazer, mediante a exploração, a ação e a participação em ocasiões nas quais intervenham a música. O trabalho com a música deve favorecer: A estruturação do tempo por parte da criança, vivenciando os ritmos mediante canções, etc. A educação do ouvido, ou seja, o desenvolvimento da capacidade de poder discriminar sons por meio da audição e progressivamente ir entoando canções, reproduzindo sons e ruídos. Desenvolvimento da capacidade de simbolização ampliando gradativamente a possibilidade de expressar sensações, sentimentos e pensamentos por meio de improvisações, composições e interpretações musicais. A reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano. IDENTIDADE E AUTONOMIA Educação para o pensar.

5 Ao longo do processo de ensino-aprendizagem, deverá ser oferecido condições e oportunidades para o aluno: Exercitar a capacidade de pensar por si mesmo. Aprimorar as habilidades de pensamento, compreendidas como habilidades de raciocínio, de organização de informações, de tradução e de investigação. Desenvolver atitudes e posturas filosóficas próprias ao diálogo e à construção de uma comunidade de investigação. Desenvolver as atitudes e as posturas filosóficas ligadas à capacidade de analisar, avaliar, elaborar e respeitar regras e normas. Desenvolver as atitudes e as posturas filosóficas de investigação e de construção do conhecimento. Investigar os fundamentos éticos da vida moral. Desenvolver valores e comportamentos construtivos de respeito à diversidade, de participação na coletividade, de não dogmatismo e de coerência entre pensamento, discurso e ação. MOVIMENTO Pensamos uma Educação Física pautada pela educação para a qualidade de vida e que preconize, acima de tudo, o corpo e o movimento. Baseados em estudiosos da área, temos a cultura corporal como eixo fundamental para os conteúdos a serem trabalhados, quais sejam: a ginástica, a dança, o jogo e o esporte. Toda ação pedagógica será permeada pelo respeito às características sócio-culturais e individuais, objetivando a coletividade. Desta forma, a Educação Física será um importante aliado para a formação integral do educando, bem como para o desenvolvimento da plena cidadania. Para operacionalizar a proposta curricular ora apresentada serão elaborados, durante o período letivo, diferentes projetos de aprendizagem que privilegiem: A participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar, para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e movimento. Utilização dos movimentos de preensão, encaixe, lançamento, para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos. Valorização de suas conquistas corporais.

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