Curva de Juros volta a cair ajudada por Copom e dados da economia americana;

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1 04-abr-2014 Curva de Juros volta a cair ajudada por Copom e dados da economia americana; Dólar voltou a se depreciar (1,1%) na semana frente ao real, influenciado pelos leilões de rolagem de swap cambial e dados da economia americana; Ibovespa sobe 2,64% na semana, superando 51 mil pontos. As taxas de juros no mercado futuro voltaram a cair durante a semana passada, sobretudo na parte mais curta da curva. O contrato DI Jan15 caiu 5 bps, encerrando a semana a 11,06% ao ano e o contrato do DI Jan21 também recuou 5 bps na semana, cotado a 12,75% ao ano. O Banco Central decidiu subir a taxa Selic em 0,25 p.p., para 11% a.a., por unanimidade. Com a alteração do comunicado em relação à reunião anterior, nossa expectativa é de que a autoridade monetária encerre o ciclo de aperto monetário, apesar de a inflação mostrar resistência no curto prazo. As taxas de juros dos vértices de curto prazo apresentaram maiores quedas relativas às taxas de prazo mais longas. Também contribuiu para esse movimento a divulgação do dado de criação de empregos nos Estados Unidos na última sexta-feira. Apesar de sair em linha com as expectativas do mercado, os investidores interpretaram que a economia americana continua sua trajetória de recuperação, porém em ritmo moderado. O dólar norte-americano encerrou a semana com baixa ante ao real de 1,1%, cotado a R$ 2,24. Pela terceira semana consecutiva, a moeda brasileira se apreciou frente ao dólar. A moeda brasileira seguiu o comportamento de outras moedas de países emergentes (exs.: lira turca, won sul coreano, peso colombiano), que também foram influenciadas por dados moderados de atividade econômica nos Estados Unidos. Além disso, a expectativa de que o Banco Central Brasileiro mantenha o volume diário dos leilões de swap cambial também contribuiu para a apreciação do real na semana. O Ibovespa encerrou a semana com alta de 2,64%, cotado a pontos. O movimento foi em linha com outras bolsas de países emergentes. O fluxo positivo de recursos para os mercados acionários nos países emergentes atingiram a maior alta dos últimos 12 meses, ainda que o nível de oscilação dos mercados (volatilidade) se mantenha alto. Após encerrar a terceira semana consecutiva em alta, a bolsa brasileira reduziu a perda no ano para -0,83% até dia 4 de abril.

2 Indicadores de Mercado Nome Unidade Nível % dia % mês % ano % 12m % 24m Fonte Renda Fixa (d-1 para índices da ANBIMA) CDI % ao ano 10.80% 0.04% 0.20% 2.60% 8.96% 17.14% CETIP IRFM 1 Índice % 2.45% 8.40% 16.95% ANBIMA IRFM 1+ Índice % 3.31% -2.43% 17.76% ANBIMA IMA Ex-C Índice % 2.90% 1.82% 14.30% ANBIMA IMA B5 Índice % 3.41% 5.45% 18.73% ANBIMA IMA B5+ Índice % 2.71% % 6.93% ANBIMA Inflação IPCA % % 1.24% 5.68% 12.12% IBGE IGP-M % % 2.55% 7.30% 15.94% FGV Prêmio de Risco / Commodities CRB Índice % 0.10% 8.85% 5.79% -0.50% BBG Moedas Dólar R$ % -4.27% -4.84% 12.71% 22.76% BCB Euro USD % -0.21% -0.02% 5.77% 4.92% BBG Euro R$ % -1.65% -5.27% 19.15% 29.06% BBB Ações - Brasil (em Reais) Ibovespa Índice % 2.72% 0.54% -5.93% % BM&FBOVESPA Ibovespa USD % 4.29% 6.13% % % BM&FBOVESPA IBX Índice % 2.52% 0.34% 1.39% -1.29% BM&FBOVESPA IDIV Índice % 2.18% -0.72% -0.12% -0.23% BM&FBOVESPA SMLL Índice % 1.09% -4.42% % % BM&FBOVESPA ISE Índice % 1.46% -2.16% 1.15% 5.33% BM&FBOVESPA Ações - Mundo (Índice - em moeda local) S&P500 EUA % -0.87% 0.42% 19.49% 32.76% BBG FTSE Inglaterra % 0.40% -1.85% 5.99% 15.74% BBG DAX Alemanha % -0.39% -0.35% 24.29% 40.49% BBG Nikkey Japão % -0.13% -9.10% 15.39% 52.85% BBG

3

4 Por dentro do cenário O COPOM elevou a taxa de juros Selic em 0,25 p.p. para 11,00% ao ano, em linha com o esperado pela Itaú Asset Management e pela mediana das expectativas do mercado. O COPOM alterou bastante o comunicado em comparação ao anterior, sendo a mudança mais importante a inclusão da frase O Comitê irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária. Ao substituir o termo dando prosseguimento pelo atual, o comitê sinaliza que as próximas decisões de política monetária serão ainda mais dependentes dos dados do que tem sido até agora. Além disso, o uso desta expressão no passado foi associado a sinais de que o ciclo monetário está próximo do fim ou esta prestes a ser iniciado. Embora o comunicado não exclua a possibilidade de um ajuste final da taxa de juros na próxima reunião, nossa expectativa é que o ciclo de aperto monetário tenha sido encerrado. Mesmo com a taxa de inflação corrente em nível elevado, acreditamos que a autoridade monetária julgue que este nível elevado é apenas temporário, causado por um choque adverso de preços de alimentos, que deve se reverter no futuro próximo. Porém em nossa visão, a inflação está mostrando um elevado grau de persistência, devendo terminar este ano em 6,4%. Nossa expectativa é que essa ausência de melhora na questão inflacionária fará com que o Banco Central inicie outro ciclo de ajuste monetário no quarto trimestre, com a Selic indo para 11,5% no final deste ano. A ata (próxima quinta-feira) será fundamental para avaliar o balanço de riscos em termos de atividade econômica e da inflação, proporcionando assim mais sinais sobre a probabilidade de diferentes cenários para a taxa Selic. Também nessa semana foi divulgada a produção industrial de fevereiro, que apresentou expansão de 0,4% contra janeiro (dessazonalizado) e de 5,0% no ano em fevereiro. O resultado foi ligeiramente acima da nossa estimativa, mas em linha com a expectativa do mercado. O setor de bens duráveis foi o destaque, apresentando a maior variação positiva (+3,3% no mês contra janeiro). Por outro lado, apesar da produção de bens de capital ter apresentado pequena alta (0,31% no mês), a nossa proxy dos investimentos voltou a cair devido a forte queda das importações de bens de capital e diante do fraco desempenho da construção civil. Por fim, a produção de veículos apresentou queda mensal de 1,7% em março (ajustado sazonalmente). A baixa demanda da Argentina foi o principal motivo. Com isso, os estoques subiram e atingiram 44 dias de vendas. Acreditamos que o nível de produção sofra ajustes nos próximos meses, com impacto negativo sobre a atividade econômica.

5 Agenda da semana 0

6 Glossário Renda Fixa IRFM 1; IRFM 1+; IMA B5; IMA B5+; e IMA Ex-C são componentes do IMA. O IMA Índice de Mercado ANBIMA é uma família de índices que representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos e serve como benchmark para o segmento. Com o objetivo de atender às necessidades dos diversos tipos de investidores e das suas respectivas carteiras, o IMA é atualmente subdividido em quatro subíndices, de acordo com os indexadores dos títulos prefixados (IRFM), indexados ao IPCA (IMA B), indexados ao IGP-M (IMA C) e pós-fixados (IMA S). Com exceção das carteiras teóricas de títulos indexados ao IGP-M e pós-fixados (IMA-S), para as demais carteiras, são calculados subíndices com base nos prazos dos seus componentes. Adicionalmente, em virtude da intenção explícita da STN de não mais emitir títulos indexados ao IGP-M (NTN-C) e, ainda, devido à baixa liquidez observada neste segmento, foi determinada a construção de um índice agregado aos mesmos moldes do IMA-Geral, mas sem a participação do IMA-C, denominado IMA-Geral Ex-C. IRFM 1 LTN e NTN-F com prazo < 1 ano IRFM 1+ LTN e NTN-F com prazo >/= 1 ano IMA B5 NTN-B com prazo < 5 anos IMA B5+ NTN-B com prazo >/= 5 anos Fonte: ANBIMA / Adaptação: Itaú Asset Management Prêmio de Risco Spread over treasury do CDS (Credit Default Swap) de 5 anos. Variação em bps. Commodities Índice de uma cesta de commodities em dólares. Ações - Brasil IDIV Índice Dividendos SMLL Índice Small Cap ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial Fonte: BM&FBOVESPA / Elaboração: Itaú Asset Management Disclaimer A Conjuntura Semanal é uma publicação da Itaú Asset Management. As informações contidas no informativo foram produzidas dentro das condições atuais de mercado e conjuntura. Todas as recomendações e estimativas aqui apresentadas derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O Banco Itaú não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base nos dados aqui divulgados. Cotações às 17hs30min da 6ª feira.

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