Relatório Econômico Mensal Julho de Turim Family Office & Investment Management

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1 Relatório Econômico Mensal Julho de 2016 Turim Family Office & Investment Management

2 ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Após maio fraco, geração de empregos volta a acelerar... Europa: Até agora, impacto do Brexit restrito ao Reino Unido... Pág.3 Pág.4 Japão: Foco migrando para a política fiscal... Pág.5 Economia Brasileira: Atividade: Retomada da produção industrial... Pág.6 Fiscal: Déficit nominal chega a 10% do PIB... Pág.7 Mercados: Bolsas, Renda Fixa e Moedas... Pág.8 Índices... Pág.11 2

3 Fonte: Reuters EUA: Após maio fraco, geração de empregos volta a acelerar Economia Global Após o resultado extremamente fraco da criação de empregos na economia americana em maio, surgiram questionamentos a respeito da sustentabilidade da expansão da atividade e da queda na taxa de desemprego no país. A divulgação do dado de junho, com forte criação de empregos, mostra que o mês anterior foi de fato uma anomalia, conforme já havia sido sugerido por outros indicadores do mercado de trabalho. Desta forma, embora o conjunto de informações sugira uma moderação da criação de empregos nos últimos meses, esta se mostra gradual e o ritmo permanece suficiente para manter a taxa de desemprego em trajetória de queda. 3

4 Fonte: JP Morgan Europa: Até agora, impacto do Brexit restrito ao Reino Unido Economia Global GDP PMI O resultado do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido (UK) da União Europeia elevou a incerteza na região, com o processo provavelmente se estendendo por um longo período. Com esta maior incerteza, empresas e famílias postergam decisões de investimento/consumo, com impacto adverso sobre a atividade econômica. As fortes quedas observadas em alguns indicadores em julho, caso não se revertam no curto prazo, elevam significativamente a probabilidade de uma recessão no Reino Unido. A boa notícia é que os indicadores já divulgados na Zona do Euro não mostram, até agora, nenhum impacto relevante, e as condições financeiras também mostraram recuperação após a piora inicial. Dito isso, ainda é cedo para avaliar com algum grau de precisão o impacto do evento sobre o restante da região. 4

5 Fonte: Financial Times Japão: Foco migrando para a política fiscal Economia Global A economia japonesa vem sofrendo com crescimento baixo e ameaça deflacionária há um longo período. A estratégia para reativar a economia adotada pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe foi inicialmente concentrada em uma política monetária fortemente expansionista, tendo sucesso inicial em depreciar a moeda e gerar elevação das expectativas de inflação. Dito isso, frente à recente estagnação dos avanços, o foco parece estar migrando para políticas fiscais mais expansionistas. Com o endividamento público já muito elevado, a fronteira que separa a política fiscal da monetária começa a ser aos poucos questionada e propostas ousadas de financiamento monetário da dívida embora de uma maneira disfarçada vão ganhando corpo. 5

6 Fonte: Reuters Atividade: Retomada da produção industrial Economia Brasileira A produção industrial brasileira apresentou em junho a quarta expansão mensal consecutiva, tendo subido 3,5% em relação à mínima alcançada em fevereiro deste ano. Olhando pelas categorias de uso, destaca-se Bens de Capital, com a sexta alta seguida (totalizando 13,9% no ano). Este movimento é condizente com uma melhora na atividade doméstica sendo puxada pelos investimentos, que vêm sofrendo há vários trimestres, e não pelo consumo privado, tendo em vista o desemprego ainda muito elevado. Para os próximos meses, os indicadores de confiança da indústria continuam sugerindo que há espaço para a continuidade desta melhora. 6

7 Fonte: Banco Central Fonte: Banco Central Fiscal: Déficit nominal chega a 10% do PIB Economia Brasileira No acumulado em 12 meses, o déficit nominal do setor público (inclui pagamento de juros) alcançou impressionantes 10,2% do PIB, o pior resultado da série quando excluímos o impacto dos swaps cambiais. Isto reflete não só um resultado primário muito negativo (-2,5% do PIB), mas também um pagamento de juros muito elevado (7,7% do PIB). Embora o pagamento de juros já tenha sido até maior do que este montante por volta de 2003/2004 (chegou a 9,5% do PIB), existem duas diferenças muito relevantes em relação à situação atual: (i) na época o primário era positivo em cerca de 3,0% PIB; (ii) o crescimento da economia girava em torno de 3%. Logo, estes números enfatizam a necessidade da aprovação das reformas anunciadas pelo governo, de maneira a permitir uma gradual melhora nos resultados fiscais, além de uma redução na carga de juros com a volta da confiança. 7

8 Bolsas Mercados 40% S&P500 FTSE100 CAC DAX Nikkei Shanghai Comp Bovespa 30% 20% 10% 0% -10% -20% Variação Julho Variação em 2016 Após uma reação inicial de aversão a risco global na esteira do Brexit, os ativos de risco voltaram a operar com um tom positivo ao longo do mês uma mistura de expectativa de mais afrouxamento monetário por parte dos bancos centrais e uma reavaliação do impacto de curto prazo do evento para o restante da economia global. Desta forma, as bolsas das principais economias apresentaram alta ao longo do mês de julho. No Brasil, o otimismo com a perspectiva de aprovação de reformas fiscais seguiu firme e o Ibovespa voltou a ser destaque em julho (+11,2%), mantendo o posto de melhor bolsa do ano. 8

9 Renda Fixa Mercados O ambiente de elevada liquidez global, amplificado pelos novos estímulos anunciados por alguns bancos centrais e pela postergação da expectativa de alta de juros nos EUA, continuou mantendo as taxas de juros dos títulos dos países desenvolvidos em patamares muito baixos. No Brasil, prosseguiu o movimento de redução da percepção de risco, com o CDS medida de risco país alcançando 283 basis points (ou 2,83%), patamar mais baixo desde meados de Fonte: Reuters 9

10 Moedas Mercados O índice DXY dólar contra uma cesta de moedas continua não mostrando tendência clara, o que na verdade vem sendo observado desde meados de Por mais que a posição da economia americana dentro de um ciclo de recuperação continue muito mais favorável do que a grande maioria das demais economias desenvolvidas, o banco central americano vem se mostrando cauteloso no processo de alta de juros, constantemente revisando para frente as datas previstas para a subida dos Fed Funds. Fonte: Reuters Desta forma, o processo de valorização global do dólar que seria o caminho mais natural par a moeda tendo em vista as perspectivas melhores da economia americana vem sendo contido por esta política monetária mais acomodatícia do FED. 10

11 ESTADOS UNIDOS Índices ECONOMIA GLOBAL Variação Julho Valor em 27/Julho Variação em 2016 Variação 12 meses Commodities Petróleo WTI -13,93% 41,60 12,31% -11,71% Ouro 2,18% 1.351,00 27,28% 23,29% Moedas (em rel ao US$) Euro 0,61% 1,12 2,87% 1,73% Libra -0,61% 1,32-10,22% -15,31% Yen 1,12% 102,06 17,79% 21,39% Real -1,10% 3,25 21,91% 5,31% Índices S&P500 3,56% 2.173,60 6,34% 3,32% FTSE100 3,38% 6.724,43 7,72% 0,42% CAC 4,77% 4.439,81-4,25% -12,65% DAX 6,79% ,50-3,77% -8,59% Nikkei 6,38% ,27-12,95% -19,51% Shanghai Comp 1,70% 2.979,34-15,82% -18,68% Bovespa 11,22% ,21 32,20% 12,67% 11

12 Nossas opiniões são frequentemente baseadas em várias fontes, já que despendemos grande parte de nosso tempo com análises de amplitude global de vários bancos, gestores, corretoras e consultores independentes. Todas as opiniões contidas neste relatório representam nosso julgamento até esta data e podem mudar sem aviso prévio, a qualquer momento. Este material tem caráter meramente informativo, não devendo ser considerado uma oferta de venda de nossos serviços. 12

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