Perspectivas para a economia brasileira e a América Latina. Ilan Goldfajn Economista-Chefe e sócio Itaú Unibanco

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1 Perspectivas para a economia brasileira e a América Latina Ilan Goldfajn Economista-Chefe e sócio Itaú Unibanco Abril

2 Roteiro Internacional Recuperação moderada. Riscos de quebra menores, mas volatilidade permanece. América Latina: condições favoráveis e crescimento divergente entre países. Brasil Desemprego baixo e crescimento fraco: paradoxo? Inflação volta a preocupar no curto prazo. O impacto do câmbio. Copom sobe taxa de juros. Até quanto? Novas projeções de balanço de pagamentos. 2

3 Mundo: perspectiva de crescimento moderado Mundo EUA Zona do Euro Japão China Fonte: Itaú Unibanco, Haver, CEIC, Bloomberg 3

4 Crescimento global heterogêneo PIB real Índice, 2007 = projeção Mundo EUA Zona do Euro Fonte: Itaú Unibanco, BEA, Haver Analytics 4

5 Condições divergentes nos EUA e Europa Dívida privada vs. dívida pública Crédito vs. preços de casas Dívida privada (ex-bancos) Var. preços de casas (12m/12m) 290% 10.0% 270% 250% 230% Espanha França 8.0% 6.0% 4.0% 2.0% Alemanha EUA 210% 190% 170% 150% 130% Alemanha EUA Itália 0.0% -2.0% -4.0% -6.0% -8.0% -10.0% Itália Espanha França 110% 70% 80% 90% 100% 110% 120% 130% Dívida pública -12.0% -6% -4% -2% 0% 2% 4% 6% Concessões de crédito (12m/12m) Fonte: Itaú Unibanco, Eurostat, Haver Analytics 5

6 Condições divergentes nos EUA e Europa Desemprego vs. crescimento PIB Custo unitário do trabalho vs. juros 10Y Crescimento 3% Juros 10Y 5 Espanha 2% EUA 4 Itália 1% Alemanha 3 0% França -1% 2 EUA França -2% Espanha 1 Alemanha Itália -3% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Desemprego Custo unitário do trabalho (em USD) Fonte: Itaú Unibanco, Eurostat, Haver Analytics 6

7 Bancos centrais mantêm estímulos Ativos dos bancos centrais (% PIB) 60% projeção 50% 40% 30% 20% 10% 0% FED BOJ Fonte: Itaú Unibanco, Haver Analytics 7

8 Riscos menores, mas ainda há volatilidade Títulos de 10 anos, Espanha e Itália média móvel de 5 dias, % ao ano 8% OMT 7% 6% Crise bancária no Chipre Escândalo Rajoy 5% 4% Eleições na Itália 3% fev-11 abr-11 jun-11 ago-11 out-11 dez-11 fev-12 abr-12 jun-12 ago-12 out-12 dez-12 fev-13 abr-13 Espanha Itália Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg 8

9 Commodities seguem elevadas, crescimento heterogêneo na América Latina Índice Itaú de Commodities MM6M, preços reais (dez 2012=100) Projeção de crescimento do PIB em % 300 6% 250 5% 200 4% 150 3% 100 2% 50 1% % Argentina Brasil Chile Colômbia México Peru Fonte: Itaú Unibanco 9

10 Investimento e crescimento relacionados na Américo Latina Taxa de investimento vs. crescimento do PIB Crescimento do PIB, 2013 (P) 7% Peru 6% 5% Chile 4% Brasil México Colômbia 3% 2% Argentina 1% 0% 15.0% 17.5% 20.0% 22.5% 25.0% 27.5% 30.0% Taxa de investimento, 2012 (% PIB) Fonte: Itaú Unibanco, Haver Analytics 10

11 Brasil: o que esperamos para o curto prazo Atividade econômica PIB (%) Inflação IPCA (%) Política monetária Taxa SELIC (%) Fiscal Superávit primário (% PIB) Balança de pagamentos Câmbio (dez) Conta corrente (% PIB) Fonte: Itaú Unibanco, BCB 11

12 Retomada moderada em 2013 Variação do PIB ante o trimestre anterior (com ajuste sazonal) 2.5% 2.0% 2.0% Contribuição da agropecuária no PIB = 0.5% 1.5% 1.5% 1.2% 1.0% 0.5% 0.9% 0.9% 0.8% 0.6% 0.3% 0.4% 0.6% 0.7% 0.7% 0.8% 0.0% 0.1% 0.1% -0.1% -0.5% 2010 T T T T T T T T3 Fonte: Itaú Unibanco, BCB 12

13 Sinais mistos para frente Investimento em alta no primeiro trimestre, mas crescimento não é disseminado. Investimento crescimento no trimestre formação bruta de capital fixo, com ajuste sazonal 15% 90% Conjunto amplo de dados - difusão 10% 5% 80% 70% 60% 0% 50% -5% -10% 40% 30% 20% -15% Proxy investimento Investimento 10% mês MM3M média histórica Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 13

14 O mercado de trabalho irá seguir apertado? No nosso cenário básico, com o PIB crescendo cerca de 3% em 2013, não acontece arrefecimento do mercado de trabalho. Taxa de desemprego %, com ajuste sazonal Salário médio real índice com ajuste sazonal(2003=100) Média no ano Variação no ano % % % Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 14

15 Demografia e composição do crescimento explicam mercado de trabalho apertado PIB - Indústria vs. serviços Crescimento médio anualizado, 2010T2-2012T4 Ocupação por setor Média de % 2.2% 16% 2.0% 8% 1.5% 75% Indústria* C. Civil Serviços** Outros 1.0% 0.5% 0.4% 4% 3% População economicamente ativa taxa de crescimento 2.8% 0.0% 2% Indústria Serviços 0.9% 1% Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 0%

16 Inflação preocupa no curto prazo: o impacto dos bens industriais IPCA índice de difusão MM3M, com ajuste sazonal 70% IPCA industriais vs. serviços MM12M, com ajuste sazonal 10% 9% 65% 8% 7% 6% 60% 5% 4% 55% 3% 2% 1% 50% Média 0% Non-tradables Serviços Difusão - com ajuste sazonal Tradables Industriais Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 16

17 Política cambial preocupada com inflação Variação intradiária da taxa de câmbio Real vs. moedas Exportadores de commodities* cesta de moedas = real em out Real Média de moedas - Commodities* banda percebida jan-12 abr-12 jul-12 out-12 jan-13 abr *México, Chile, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Noruega e Canadá Fonte: Itaú Unibanco, BCB 17

18 Impacto do câmbio na inflação Pass-through da taxa de câmbio desvalorização de 10% do real 0.8% 0.7% 0.6% 0.5% 0.5% 0.6% 0.7% 0.4% 0.3% 0.2% 0.1% 0.0% 0.1% Trimestres após desvalorização Taxa de câmbio IPCA % 6.0% 6.3% Fonte: Itaú Unibanco 18

19 IPCA deve recuar no segundo semestre Desonerações e alimentos contribuem para aliviar a inflação no curto prazo. IPCA variação % 0.90% 7.0% 0.75% 6.2% 6.6% 6.6% 6.1% 6.5% 0.60% 6.2% 6.0% 0.45% 0.30% 5.6% 5.5% 0.15% 4.9% 5.0% 0.00% jan-12 abr-12 jul-12 out-12 jan-13 abr-13 jul-13 out % Mensal 12 meses (direita) Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 19

20 Elevação de juros pode ser menor que precificado O Copom votou uma subida de 25 b.p. na semana passada, iniciando um novo ciclo de aperto monetário. O mercado precifica subidas adicionais até Precificação da SELIC implícita na curva de juros 14% 6.50 Taxa de juros real- títulos longos (NTN-B 50) 13% % 11% % % 8% 7% % Yield SELIC Curve implícita Pricing of Selic Rate 3.50 jul-11 jan-12 jul-12 jan-13 Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg 20

21 Desonerações maiores em 2013 Últimas desonerações anunciadas: Cesta básica: R$ 7 bilhões (2014). Folha de pagamentos para mais 14 setores: R$ 6 bilhões (2014). IPI de automóveis: R$ 2 bilhões (2013). Renúncias tributárias (i.e., reduções de impostos) anunciadas recentemente R$ bilhões % do PIB % do PIB % do PIB Já Already anunciado announced Esperado Expected Fonte: Itaú Unibanco, Ministério da Fazenda 21

22 Evolução do balanço de pagamentos US$ bilhões Média Transações correntes IED IE Portfólio Outros Saldo do BP Fonte: Itaú Unibanco, BCB 22

23 Conclusão Mundo: crescimento melhorou, mas é heterogêneo e menor do que o esperado. Riscos de cauda diminuíram, mas volatilidade ainda é um fator importante. Brasil: esperamos recuperação moderada da atividade, mas sinais são incipientes. Inflação se tornou prioridade no curto prazo. Conta corrente será financiada por IED e outros fluxos. Esperamos que aperto da Selic seja de no máximo 100 b.p. 23

24 A votação da revista Institutional Investor já começou O Itaú Unibanco concorre nas categorias: Best Research Team e Best Sales Team. Contamos com seu voto! Saiba mais em itauunibanco.com ou 24

25 Cenário do longo prazo 25

26 Simulações de desemprego: maior produtividade para crescer A dinâmica da taxa de desemprego (ut) é determinada pela equação: E: emprego. Depende do crescimento do PIB e dos salários no longo prazo PEA: oferta de trabalho. Depende da demografia Taxa de desemprego (%) PIB cresce 1% ao ano PIB cresce 3% ao ano Crescimento a apenas 3% mantém pleno emprego. Crescimento mais alto aumentaria salários e inflação. Seria necessário maior produtividade ou mais investimento em capital PIB cresce 4% ao ano Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 26

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