Relatório Econômico Mensal Fevereiro de Turim Family Office & Investment Management

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1 Relatório Econômico Mensal Fevereiro de 2016 Turim Family Office & Investment Management

2 ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Recuperação da atividade... Pág.3 Europa: Inflação baixa... Pág.4 China: Afrouxamento monetário... Pág.5 Economia Brasileira: Dívida Pública... Pág.6 Inflação... Pág.7 Mercados: Bolsas, Renda Fixa e Moedas... Pág.8 Índices... Pág.11 2

3 EUA: Recuperação da atividade Economia Global Após uma sequência de dados piores, a economia americana voltou a apresentar números positivos ao longo de fevereiro. Destaca-se a surpresa positiva nas vendas no varejo, em particular no indicador que exclui vendas de automóveis, gasolina e materiais de construção, que avançou 0,6% contra o mês anterior, maior alta desde maio de Fonte: Reuters Além disso, destaca-se a melhora no índice de atividade do setor industrial (ISM), que embora tenha permanecido abaixo dos 50 pontos, indicando ainda contração na margem, surpreendeu positivamente as expectativas (49,5 vs. 48,5 esperado). Tendo em vista que a principal dúvida em relação à economia americana é se o fraco desempenho que vem sendo observado no setor industrial poderia contaminar o setor de serviços (que é bem mais relevante), o resultado serve para reduzir os receios de recessão. 3

4 Europa: Inflação baixa Economia Global Fonte: Reuters A inflação ao consumidor na Zona do Euro surpreendeu negativamente em fevereiro, voltando a mostrar deflação (-0,2% YoY¹ vs. 0,0% projetado pelos analistas). Além do impacto da forte queda no preço das commodities, em particular do petróleo, o núcleo de inflação também desacelerou mais que o esperado (0,7% YoY). Frente a este cenário de inflação muito baixa assim como expectativas de inflação em queda e o aperto das condições financeiras visto nos últimos meses, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a sinalizar mais estímulos monetários. Os comentários do presidente do BCE Mario Draghi sugerem que o novo pacote de afrouxamento monetário pode incluir juros ainda mais negativos e elevação do montante de compras mensais do QE (Quantitative Easing). ¹YoY = Year over Year (ano contra ano) ou seja, mudanças registradas no período de um ano. 4

5 China: Afrouxamento monetário Economia Global Fonte: Reuters A economia chinesa continua mostrando fragilidade, com os estímulos anunciados pelo governo ao longo dos últimos meses não ganhando tração como visto no passado. A demanda global ainda fraca, a grande capacidade ociosa do setor industrial pressionando tanto os preços para baixo como reduzindo a demanda por novos investimentos e o elevado grau de alavancagem na economia tornam frágil o balanço de riscos para a atividade local. A divulgação do Caixin PMI¹ manufatureiro de fevereiro, que recuou para 48,0 pontos, corrobora este cenário. Desta forma, dando continuidade às medidas pontuais de estímulo já adotadas, foi anunciado um corte de 50 pontos-base (ou 0,50%) na taxa de depósito compulsório. É provável que novos estímulos sejam anunciados em breve, e desta vez possivelmente pela via fiscal, tendo em vista que novos estímulos monetários poderiam ter como efeito colateral uma aceleração da saída de capitais do país, gerando mais pressão sobre a taxa de câmbio. ¹ Purchasing Managers Index : indicador econômico do setor manufatureiro 5

6 Fonte: Reuters Dívida Pública Economia Brasileira Em meio à forte queda na arrecadação federal que colapsa junto com a atividade e o engessamento das despesas públicas, o governo propôs uma alteração na sua meta de superávit primário para 2016, incluindo bandas de flutuação, conforme defendido pelo Ministro da Fazenda. Desta forma, o governo federal poderá abater até R$ 84 bilhões da meta, o que resultaria em déficit primário de 1,0% do PIB. Dito isso, mesmo esse resultado já reduzido não deve ser fácil de ser alcançado, tendo em vista o cenário econômico ainda muito adverso. Com a incapacidade de gerar resultados fiscais positivos mesmo com a forte contenção das despesas de investimento combinada com a queda da atividade e juro reais ainda elevados, a dinâmica da dívida pública deve seguir pressionada no horizonte relevante. 6

7 Fonte dos dados: IBGE Inflação Economia Brasileira A inflação segue pressionada, com surpresa altista nas divulgações mais recentes do IPCA. Embora parte do resultado seja explicado por questões climáticas, com as fortes chuvas pressionando o preços dos alimentos in natura, vemos também sinais de repasse defasado da desvalorização cambial para o preço de alguns bens duráveis cujos estoques a preços mais baixos começam a ser substituídos além da indexação presente na formação de preços de alguns serviços. Dito isso, a forte recessão e o consequente impacto sobre o mercado de trabalho tem ajudado a conter os preços de serviços intensivos em mão-de-obra. Vale também ressaltar que as expectativas de inflação coletadas na pesquisa Focus do Banco Central do Brasil começaram a mostrar uma elevação mais relevante ao longo do mês, principalmente após a mudança de postura da autoridade monetária antes da reunião do Copom de janeiro, se estabilizando acima do centro da meta nos próximos anos. 7

8 Bolsas Mercados 10% S&P500 FTSE100 CAC DAX Nikkei Hang-Seng Bovespa 5% 0% -5% -10% -15% -20% Variação Fevereiro Variação em 2016 O cenário de aversão ao risco continuou durante fevereiro. Além das preocupações com queda do petróleo e a situação da China, a divulgação de resultados ruins no setor financeiro gerou questionamento sobre as margens do setor num ambiente de juros nominais negativos. A bolsa americana apresentou ligeira queda de 0,41%. A bolsa europeia (Eurostoxx50) caiu 3,26% e o índice Nikkei (Japão) teve queda de 8,51%. Contra esta tendência, aqui no Brasil o Ibovespa teve alta de 5,91%. 8

9 Renda Fixa Mercados Com a continuação do movimento de aversão ao risco nos mercados, o título do Tesouro Americano de 10 anos se valorizou ainda mais e seu retorno até o vencimento fechou o mês de fevereiro em 1,73%. O mercado espera que o FED seja bastante gradual no processo de alta de juros e a queda das taxas longas em países como Alemanha, Japão e Suíça puxaram para baixo a taxa deste benchmark americano. O CDS Brasil (Credit Default Swap) medida de risco do país teve queda adicional e fechou o mês em aproximadamente 430 basis points. Fonte: Reuters 9

10 Moedas Mercados O dólar americano, conforme medido pela cesta DXY (cesta com as principais moedas do mercado), apresentou queda de 1,40% em fevereiro. A revisão para baixo das expectativas de aumento de juros pelo FED tirou a pressão de alta do dólar. Na China, após a alta volatilidade no mês passado, a moeda interrompeu o movimento de queda e se valorizou ligeiramente. Fonte: Reuters Na Europa, o movimento de destaque ficou por conta da libra, que se desvalorizou 2,30%. As dúvidas com relação à potencial saída do Reino Unido da União Europeia estão pesando fortemente sobre a moeda, que no ano já cai 5,56% ante ao dólar americano. 10

11 ESTADOS UNIDOS Índices ECONOMIA GLOBAL Variação Fevereiro Valor em 29/Fevereiro Variação em 2016 Variação 12 meses Commodities Petróleo WTI 0,39% 33,75-8,88% -32,17% Ouro 10,78% 1.238,74 16,71% 2,10% Moedas (em rel ao US$) Euro 0,39% 1,09 0,10% -2,88% Libra -2,30% 1,39-5,56% 0,00% Yen 7,50% 112,69 6,68% 6,16% Real -0,42% 4,02-1,37% -29,25% Índices S&P500-0,41% 1.932,23-5,47% -8,19% FTSE100 0,22% 6.097,09-2,33% -12,23% CAC -1,44% 4.353,55-6,11% -12,08% DAX -3,09% 9.495,40-11,61% -16,72% Nikkei -8,51% ,76-15,80% -14,74% Hang-Seng -2,90% ,93-12,79% -23,01% Bovespa 5,91% ,86-1,28% -17,04% 11

12 Nossas opiniões são frequentemente baseadas em várias fontes, já que despendemos grande parte de nosso tempo com análises de amplitude global de vários bancos, gestores, corretoras e consultores independentes. Todas as opiniões contidas neste relatório representam nosso julgamento até esta data e podem mudar sem aviso prévio, a qualquer momento. Este material tem caráter meramente informativo, não devendo ser considerado uma oferta de venda de nossos serviços. 12

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