Menor volatilidade de emergentes e dados mais fracos fazem juros ceder na semana;

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1 Semana de 03 a 07 de Fevereiro Menor volatilidade de emergentes e dados mais fracos fazem juros ceder na semana; Dólar se deprecia diante de indicadores menos positivos de atividade americana; Ibovespa sobe diante de safra de balanço e recuo de pessimismo com emergentes. As taxas de juros futuros encerraram a semana em queda. O contrato do DI Jan15 recuou 31 bps ao longo da semana, encerrando-a cotado a 11,37% ao ano. Nos vencimentos mais longos a mesma magnitude foi observada, tendo o contrato do DI Jan21 recuado 32 bps fechando a,11% ao ano. A produção industrial mais fraca de dezembro e o menor IPCA de janeiro ajudaram no movimento de recuo dos juros futuros na semana. Além disso, o receio com as economias emergentes também foi menor em relação às duas semanas anteriores. O dólar se depreciou 1,39% na semana, encerrando-a cotado a R$ 2,379. A diminuição do receio com os mercados emergentes contribuiu para a depreciação da moeda americana. Os dados mais fracos de economia americana, de ISM e ADP abaixo das expectativas, além do menor número de payroll de janeiro reforçaram o movimento de depreciação do dólar frente às outras moedas. O Ibovespa subiu 0,91% na semana, encerrando cotada aos pontos, após cinco semanas consecutivas de queda. Os resultados acima do esperado do balanço de empresa do setor financeiro no 4T divulgado no início da semana passada implicaram em forte valorização das ações. Além disso, fatores como o eventual racionamento de energia, a acomodação da atividade e a alta dos juros já estariam implícitos nos preços das ações de modo geral. Os dados de mercado de trabalho abaixo do esperado implicaram em preços na queda, mas em analise posterior tanto aqui como nos mercados americanos, a leitura foi de que a abertura dos números foi boa, melhorando o sentimento positivo em relação à dinâmica da economia norte-americana. Somando tudo isso, as ações no Brasil recuperaram parte das perdas registradas em janeiro.

2 Indicadores Indicadores de Mercado Nome Unidade Nível % dia % mês % ano % 12m % 24m Fonte Renda Fixa (d-1 para índices da ANBIMA) CDI % ao ano 10,29% 0,04% 0,19% 1,03% 8,39% 17,09% CETIP IRFM 1 Índice - - 0,24% 0,63% 7,51% 16,93% ANBIMA IRFM 1+ Índice - - 0,85% 0,33% -3,10% 23,28% ANBIMA IMA Ex-C Índice - - 0,64% -0,16% -0,65%,98% ANBIMA IMA B5 Índice - - 0,80% 0,00% 3,01% 17,64% ANBIMA IMA B5+ Índice - - 1,11% -2,76% -17,62% 7,23% ANBIMA Inflação IPCA % - - 0,55% 0,55% 5,59% 12,08% IBGE IGP-M % - - 0,48% 0,48% 5,66% 14,02% FGV Prêmio de Risco / Commodities CRB Índice 289,42 0,77% 2,15% 3,30% -3,83% -8,12% BBG Moedas Dólar R$ 2,379-0,17% -1,61% 0,98% 20,87% 37,75% BCB Euro USD 1,362 0,24% 1,01% -0,88% 1,67% 2,72% BBG Euro R$ 3,238-0,01% -0,49% -0,23% 22,83% 41,65% BBB Ações - Brasil (em Reais) Ibovespa Índice 48073,60 0,70% 0,91% -6,67% -17,64% -27,07% BM&FBOVESPA Ibovespa USD 20223,63 0,91% 2,43% -7,26% -31,86% -47,06% BM&FBOVESPA IBX Índice 19721,75 0,69% 0,83% -7,39% -8,43% -10,29% BM&FBOVESPA IDIV Índice 3173,96 0,02% 0,50% -6,79% -7,41% -0,16% BM&FBOVESPA SMLL Índice 1188,44 0,43% -0,81% -9,23% -23,02% -12,44% BM&FBOVESPA ISE Índice 2314,53 0,63% 0,20% -6,66% -4,35% 4,50% BM&FBOVESPA Ações - Mundo (Índice - em moeda local) S&P500 EUA 1792,62 1,08% 0,56% -3,02% 18,76% 33,08% BBG FTSE Inglaterra 6571,68 0,20% 0,94% -2,63% 5,51% 11,57% BBG DAX Alemanha 9301,92 0,49% -0,05% -2,62% 22,54% 37,72% BBG Nikkey Japão 14462,41 2,17% -3,03% -11,23% 27,34% 62,18% BBG

3 jan/ fev/ mar/ abr/ mai/ jun/ jul/ ago/ set/ out/ nov/ dez/ jan/14 fev/14 jan- fev- mar- abr- mai- jun- jul- ago- set- out- nov- dez- jan-14 fev-14 jan/ fev/ mar/ abr/ mai/ jun/ jul/ ago/ set/ out/ nov/ dez/ jan/14 fev/14 Conjuntura semanal 14,0,0 12,0 11,0 10,0 9,0 8,0 7,0 Taxas de juros nominais - Mercado futuro (%) Jan/15 Jan/17 Jan/21 2,5 Dólar 2,4 2,3 2,2 2,1 2,0 1, Ibovespa vs S&P Ibovespa S&P500 Fontes: BM&F Bovespa, BCB, BM&F Bovespa e Bloomberg respectivamente. Elaboração: Itaú Asset Management

4 Por dentro do cenário A produção industrial de dezembro surpreendeu ao recuar 3,5% MoM AS (na série ajustada sazonalmente), mais do que nossa projeção apontava (-2,3%) e do consenso do mercado (-1,7%). Houve queda em todas as categorias de uso, com destaque para o segmento de bens de capital, que caiu 11,6% na mesma comparação acima. A queda de dezembro foi bastante influenciada pelo setor de caminhões, que contribuiu com -0,4% para o resultado geral da indústria. Além disso, de acordo com as informações das montadoras automobilísticas, tal queda deve ser revertida em janeiro. Além disso, o índice de difusão em nível muito baixo reforça a percepção de queda disseminada entre os diversos setores da indústria. No ano de 20, a produção industrial avançou apenas 1,2%, recuperando apenas parcialmente a retração de 2,5% registrada na atividade industrial em O fraco desempenho indústria no 4T deve ser compensado por dinâmica melhor dos demais setores, como do varejo por exemplo. Com isso, mantemos nossa projeção para o PIB do 4T de 0,8% QoQ SA. No ano, o PIB deve ter crescido 3,2%, segundo nossas estimativas. O PIB será divulgado dia 27 de fevereiro. Para 2014, fica mantida nossa projeção de alta para o PIB de 2,1%. O saldo da balança comercial foi deficitário em US$ 4,1 bilhões em janeiro, levemente melhor do que apontavam as estimativas (-US$ 4,5 bi). Janeiro é um mês sazonalmente ruim (geralmente há déficit), mas mesmo excluindo tal efeito, o saldo foi negativo foi de -US$ 0,3 bilhão. Os manufaturados foram o grande destaque pelo lado das exportações. E pelo lado das importações a alta foi disseminada entre os setores, com destaque para os combustíveis, que voltou a subir. Esperamos que o superávit comercial feche 2014 em US$ 12 bilhões de US$ 2,6 bilhões em 20. A taxa de câmbio mais depreciada, bem como a esperada maior produção de petróleo, justificam a expectativa de maior superávit neste ano. O IPCA de janeiro ficou em 0,55%, próximo da nossa estimativa (0,57%) e abaixo da mediana de 0,61%. Houve recuo importante em relação ao IPCA registrado em dezembro, de 0,92%. Os preços dos alimentos explicam parte relevante da menor alta. Em 12 meses, o índice desacelerou para 5,59% de 5,91%. Para fevereiro, projetamos alta de 0,6%. Contudo, diante da menor inflação registrada em janeiro, reduzimos a projeção para 2014 de 5,9% para 5,8%. No cenário internacional, as estatísticas de mercado de trabalho nos Estados Unidos apontaram para um janeiro mais fraco. Os dados de payroll não foram de todo ruim, apesar da alta inferior à esperada pelo mercado (de 142 mil vs 185 mil estimado). A composição do dado foi boa, especialmente no setor privado e de construção. Além disso, a taxa de desemprego caiu pelo segundo mês consecutivo, atingimento o patamar de 6,6% em janeiro. A criação de novas vagas explicou a queda da taxa no mês passado. A proximidade da taxa de desemprego de 6,5% pode levar a uma mudança na comunicação do FOMC em relação ao foward guidance. Essa mudança de tom pode aparecer durante a semana. Na 3ªf a diretora do FED, Janet Yellen, falará na Câmara.

5 Glossário Renda Fixa IRFM 1; IRFM 1+; IMA B5; IMA B5+; e IMA Ex-C são componentes do IMA. O IMA Índice de Mercado ANBIMA é uma família de índices que representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos e serve como benchmark para o segmento. Com o objetivo de atender às necessidades dos diversos tipos de investidores e das suas respectivas carteiras, o IMA é atualmente subdividido em quatro subíndices, de acordo com os indexadores dos títulos prefixados (IRFM), indexados ao IPCA (IMA B), indexados ao IGP- M (IMA C) e pós-fixados (IMA S). Com exceção das carteiras teóricas de títulos indexados ao IGP-M e pósfixados (IMA-S), para as demais carteiras, são calculados subíndices com base nos prazos dos seus componentes. Adicionalmente, em virtude da intenção explícita da STN de não mais emitir títulos indexados ao IGP-M (NTN-C) e, ainda, devido à baixa liquidez observada neste segmento, foi determinada a construção de um índice agregado aos mesmos moldes do IMA-Geral, mas sem a participação do IMA-C, denominado IMA-Geral Ex-C. IRFM 1 IRFM 1+ IMA B5 IMA B5+ LTN e NTN-F com prazo < 1 ano LTN e NTN-F com prazo >/= 1 ano NTN-B com prazo < 5 anos NTN-B com prazo >/= 5 anos Fonte: ANBIMA / Adaptação: Itaú Asset Management Prêmio de Risco Spread over treasury do CDS (Credit Default Swap) de 5 anos. Variação em bps. Commodities Índice de uma cesta de commodities em dólares. Ações - Brasil IDIV SMLL ISE Índice Dividendos Índice Small Cap Índice de Sustentabilidade Empresarial Fonte: BM&FBOVESPA / Elaboração: Itaú Asset Management Disclaimer A Conjuntura Semanal é uma publicação da Itaú Asset Management. As informações contidas no informativo foram produzidas dentro das condições atuais de mercado e conjuntura. Todas as recomendações e estimativas aqui apresentadas derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O Banco Itaú não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base nos dados aqui divulgados. Cotações às 17hs30min da 6ª feira (27/09)

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