Relatório Mensal de Câmbio e Macroeconomia. Dezembro

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1 Relatório Mensal de Câmbio e Macroeconomia Dezembro

2 Aviso Legal A negociação de derivativos, tais como futuros, opções e swaps pode não ser adequada para todos os investidores. A negociação de derivativos envolve riscos substanciais de perda, e você deve compreender completamente esses riscos antes de negociar. Resultados financeiros passados não são necessariamente indicativos de desempenho futuro. Todas as referências à negociação de futuros/opções são feitas exclusivamente em nome da INTL FCStone. Todas as referências à execução de swaps e swaps bilaterais são feitas exclusivamente em nome da INTL FCStone. A INTL FCStone realizará o clearing de swaps quando for aplicável. Swaps estão disponíveis somente para contrapartes elegíveis. Este material não deve ser interpretado como uma solicitação de estratégias de negociação e/ou serviços de negociação prestados pela INTL FCStone observados nesta apresentação. A INTL FCStone não é responsável por qualquer redistribuição deste material por terceiros, ou quaisquer decisões comerciais tomadas por pessoas às quais este material não se destina. As informações contidas neste documento foram obtidas de fontes que acreditados ser de confiança, mas não há garantias quanto à sua exatidão. Entre em contato com o pessoal designado da INTL FCStone para consultoria específica em negociações que atendam às suas preferências comerciais. Estes materiais representam as opiniões e pontos de vista do autor, e não necessariamente refletem os pontos de vista e estratégias de negociação empregadas pela INTL FCStone. Todas as declarações de previsões feitas dentro desse material representam as opiniões do autor, salvo indicação do contrário. Informações factuais tomadas como confiáveis foram usadas para formular estas declarações de opinião, e nós não podemos garantir a exatidão e integridade das informações que estão sendo invocadas. Dessa forma, estas declarações não refletem necessariamente os pontos de vista e estratégias de negociação empregadas pela INTL FCStone. Todas as previsões de condições de mercado são inerentemente subjetivas e especulativas, e resultados reais e previsões subsequentes podem variar significativamente em relação a essas previsões. Nenhuma garantia é feita de que essas previsões serão alcançadas. Todos os exemplos são fornecidos apenas para fins ilustrativos, e não significam que nenhuma pessoa poderá ou terá probabilidade de conseguir lucros ou perdas similares àqueles dos exemplos. A reprodução ou o uso em qualquer formato sem autorização são proibidos. Todos os direitos reservados.

3 Panorama geral Mercados Financeiros Em dezembro, investidores ao redor do mundo reagiram à decisão do Fomc de elevar a taxa de juros e continuaram a formar suas expectativas em relação ao governo do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. Fugindo ao usual, a moeda brasileira encerrou dezembro em alta, impulsionada pelo fluxo cambial positivo, pela melhora na relação entre os poderes com a revogação da liminar que afastava Renan Calheiros e veto de Temer ao programa de renegociação das dívidas dos estados. O Fomc decidiu retomar o processo de normalização da política monetária nos EUA, elevando os juros em 0,25 p.p. e sinalizando a possibilidade de três altas da taxa de referência em O crescimento moderado da atividade econômica e do emprego justificou a medida. Em dezembro, o PMI da Caixin/Markit da indústria chinesa registrou sua maior aceleração em três anos, passando de 50,9 pontos no mês anterior para 51,9 pontos. O número é indicativo da estabilização da atividade econômica do país, surpreendendo o mercado que esperava um recuo. Os mercados europeus foram abalados em dezembro pelos ataques terroristas em Berlim, Ancara e Zurique, que levaram o euro a se aproximar da paridade com a moeda americana. Esses eventos favorecem o crescimento de movimentos eurocéticos, que podem enfraquecer o bloco.

4 Mercados Financeiros

5 Fonte: Bloomberg. Real fecha 2016 em forte alta Evolução das principais moedas (var. mensal %) Yen Real japonês Rand Sul-africano Real Rand Coroa Sul-africano Sueca Dólar Canadense Euro Coroa Dólar Canadense Norueguesa Franco Coroa SuíçoSueca Coroa Dinamarquesa Neozelandesa Coroa Peso Dinamarquesa Mexicano Peso Yuan Chinês Mexicano Dólar Won de Singapura sul-coreano Dólar Libra de esterlina Singapura Coroa Norueguesa Franco Suíço Dólar Dólar Taiwanês Taiwanês Dólar Neozelandês Yuan Chinês Yen japonês Euro Dólar Australiano Dólar Australiano Libra esterlina Won sul-coreano -2,5% -3,2% -1,4% -0,2% -0,4% -0,6% -0,7% -1,8% -2,1% -2,2% -0,7% -0,8% -0,9% -1,3% -1,4% 0,0% -0,2% -0,6% 5,4% 2,5% 4,4% 1,3% 3,6% 0,7% 3,4% 2,6% 1,1% 1,0% 0,7% 0,6% 0,4% 0,3% 0,2% 3,9% -8%-6%-4%-2%0%2%4%6%8%10% -6% -3% 0% 3% 6% Evolução das principais moedas (var. 12 meses) 10,8% 17,8% 11,2% 8,4% 3,2% 4,8% 2,9% 3,8% 2,7% 3,6% 2,3% 2,3% -1,5% 1,6% -2,0% 1,1% -1,5% -2,9% -1,7% -4,0% -2,0% -4,4% -2,6% -5,4% -2,9% -6,3% -6,9% -6,9% -11,9% -7,9% -16,3% -14,0% -20,5% -19,5% -30% -30%-20% -20%-10% -10% 0% 0% 10% 10% 20% 20% 30% Yen Real japonês Coroa Rand Neozelandesa Sul-africano Libra Euroesterlina Dólar Australiano Canadense Coroa Yen japonês Sueca Coroa Dinamarquesa Norueguesa Dólar de Taiwanês Singapura Euro Dólar Australiano Franco Dólar Neozelandês Suíço Dólar Franco Canadense Suíço Yuan Dólar Chinês de Singapura Dólar Won Taiwanês sul-coreano Won Coroa sul-coreano Dinamarquesa Coroa Yuan Norueguesa Chinês Peso Coroa Mexicano Sueca Real Libra esterlina Rand Peso Sul-africano Mexicano A moeda brasileira encerrou 2016 em alta de 17,8%, revertendo parcela da desvalorização observada no ano anterior em função do cenário político mais calmo e da aprovação de medidas econômicas bem recebidas pelo mercado. Em dezembro, diferente do usual, o real apresentou alta de 3,9% devido ao fluxo cambial positivo.

6 Fonte: Thomson Reuters. Fomc eleva juros e oferece suporte ao dólar O Dollar Index manteve trajetória de alta em dezembro com a decisão do Fomc de elevar os juros sinalização de três novas altas em O mercado precificava o movimento, reagindo à melhora nos indicadores da economia americana e às perspectivas de uma retomada mais rápida da inflação com a eleição de Trump à presidência.

7 Fonte: Thomson Reuters. Dólar avança ante moedas emergentes Com a retomada do processo de normalização da política monetária nos Estados Unidos, e diante das incertezas associadas às mudanças propostas no direcionamento da política econômica do país, as moedas de economias emergentes se mantiveram pressionadas em relação ao dólar. Destaque para o peso mexicano, entre as moedas que mais se desvalorizaram em 2016, que recuou fortemente após a eleição de Donald Trump.

8 Fonte: Thomson Reuters. Mercados acionários encerram dezembro em alta Mesmo com a decisão do Fomc de elevar os juros, os mercados acionários nos EUA mantiveram trajetória de alta em dezembro, refletindo a perspectiva de recuperação mais rápida do nível da atividade econômica e de melhora no ambiente de negócios no país com a eleição de Donald Trump. No Brasil, o Ibovespa encerrou 2016 em valorização acumulada de 38,9%, a primeira em 3 anos. Os papeis da Petrobras e da Vale, que estão entre as maiores companhias da bolsa brasileira, registraram valorização de mais de 100% ao longo do ano.

9 Fonte: Thomson Reuters. Fonte: Bloomberg. CRB encerra o ano em alta de 10% Commodity Preço Var. anual Var. mensal Energia Petróleo WTI (US$/bar) 53,72 20,5% 6,7% Petróleo Brent (US$/bar) 56,82 23,4% 8,2% Gasolina (c/gal) 167,09 31,6% 12,0% Óleo para calefação (US$/gal) 172,82 24,6% 8,8% Óleo combustível (US$/t) 504,75 23,2% 10,7% Gás Natural (US$/MI btu) 3,724 30,0% 10,9% Ouro (US$/oz) Metais 1147,5 8,1% -2,2% Prata (US$/oz) 15, ,0% -3,5% Alumínio (US$/t) ,3% -2,3% Cobre (US$/t) 5535,5 17,7% -5,0% Agricultura Milho (c/bu) ,4% 1,0% Trigo (c/bu) ,4% 1,3% Soja (c/bu) ,6% -3,6% Café (c/lb) 137,05-0,2% -9,0% Açúcar (c/lb) 19,51 29,2% -1,5% Algodão (c/lb) 70,65 8,7% -1,3% Cacau (US$/t) ,6% -11,0% Farelo de soja (US$/t) 316,6 13,0% -1,4% Óleo de soja (US$/lb) 34,66 9,4% -7,0% Os preços do petróleo encerraram dezembro em alta, reagindo à aprovação do acordo de corte da produção dos membros da OPEP e de outros exportadores do hidrocarboneto liderados pela Rússia. Esse avanço foi percebido apesar da alta do Dollar Index no período, que tende a tornar o petróleo mais caro e desincentivar sua demanda. Apoiado na alta dos preços do petróleo e de commodities agrícolas, o CRB encerrou o ano com recuperação de 10%.

10 Brasil

11 Fonte: Banco Central do Brasil IPCA converge para o teto da meta de inflação As projeções do mercado para o IPCA sofreram forte correção ao longo de dezembro, recuando para próximo do teto da meda de inflação do Banco Central. No último boletim Focus do ano, o mercado considerava o indicador oficial de inflação em 6,4% para o fim de 2016 e em 4,9% para o fim de 2017.

12 Fonte: Reuters. fev-17 ago-17 fev-18 ago-18 fev-19 ago-19 fev-20 ago-20 fev-21 ago-21 fev-22 ago-22 fev-23 ago-23 fev-24 ago-24 fev-25 ago-25 fev-26 ago-26 fev-27 ago-27 fev-28 ago-28 DIs preveem corte mais intenso da Selic em ,00% Curva de juros futuros - DI 13,50% 13,00% 12,50% 12,00% 11,50% 30/11/ /12/ /10/ ,00% No encerramento de 2016, os contratos mais próximos de juros futuros encerraram em queda em relação ao mês anterior, com viés de baixa na ponta longa da curva. O mercado precificava queda de 0,50 p.p. da Selic em janeiro, com probabilidade menor de um corte de 0,75 p.p. Para 2017 e 2018, os contratos de futuros de DI passaram a exibir curva mais inclinada, sinalizando a expectativa de um processo mais acelerado de afrouxamento monetário.

13 Fonte: IBGE, FGV e Fipe IPCA recua para a banda superior da meta O IBGE divulgou o IPCA para o mês de dezembro, concluindo o levantamento do índice de preços para Enquanto a mediana dos analistas consultados esperava que o número oficial da inflação ficasse em 0,34% no mês, acumulando 6,34% em 12 meses, o IPCA de dezembro foi computado ligeiramente abaixo, em 0,30%, totalizando no ano 6,29%. Assim, o índice teve sua trajetória corrigida, recuando em um ano dos 10,67% aferidos em dezembro de 2015 para dentro do teto da meta em 2016, de 6,50%. Por sua vez, os antecedentes de inflação medidos pelo IPA, componente do IGP-M, reverteram a trajetória do mês anterior e voltaram a se acelerar. Em novembro, o IPA registrou alta de 0,69%.

14 jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13 set/13 jan/14 mai/14 set/14 jan/15 mai/15 set/15 jan/16 mai/16 set/16 Fonte: Banco Central do Brasil jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13 set/13 jan/14 mai/14 set/14 jan/15 mai/15 set/15 jan/16 mai/16 set/16 fev/11 jun/11 out/11 fev/12 jun/12 out/12 fev/13 jun/13 out/13 fev/14 jun/14 out/14 fev/15 jun/15 out/15 fev/16 jun/16 out/16 R$ bilhões Déficit primário de novembro atinge R$39,1 bi 72,5% 70,0% 67,5% 65,0% 62,5% 60,0% 57,5% 55,0% 52,5% 50,0% Dívida bruta e resultado primário (% PIB) Dívida bruta Resultado primário 4% 3% 2% 1% 0% -1% -2% -3% -4% Resultado primário do setor público consolidado 200,00 150,00 Mensal 12 meses 100,00 50,00 0,00-50,00-100,00-150,00-200,00-250,00 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% Déficit nominal (% PIB) Em novembro, o resultado primário do setor público praticamente anulou o superávit verificado em outubro em função dos recursos arrecadados com o RERCT registrando déficit de R$39,14 bilhões. O resultado de novembro corresponde ao segundo pior déficit da série de dados do BC, iniciada em 2002, ficando atrás apenas do déficit de R$71,73 bilhões de dezembro de Com o resultado de novembro, o déficit primário do setor público voltou a responder por uma fração maior do PIB, agora em 2,50%. A dívida bruta do governo geral em relação ao PIB também se aprofundou, atingindo a máxima histórica de 70,5%

15 Fonte: IBGE Fonte: CAGED Desemprego avança e atinge 12,1 mi de pessoas No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação medida pela PNAD renovou suas máximas para 11,9%. A população desocupada no período chegou a 12,1 milhões de pessoas, maior contingente desde o início da pesquisa.

16 Fonte: FGV. Confiança reverte trajetória Os índices setoriais de confiança da FGV registraram reversão de tendência nas última aferições, com destaque para a leitura menos otimista de consumidores e empresários dos serviços em relação à conjuntura e aos próximos meses.

17 Fonte: MDIC Superávit comercial fecha 2016 com recorde Em dezembro, o superávit comercial atingiu US$4,42 bilhões, acumulando US$47,7 bilhões em 12 meses. Trata-se do melhor resultado para um ano na série histórica do MDIC, resultante da queda anual de 3,5% das exportações ante recuo mais intenso das importações, de 20,1%.

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%)

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%) 1 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 CRESCIMENTO DO PIB

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