Relatório Econômico Mensal Março de Turim Family Office & Investment Management

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1 Relatório Econômico Mensal Março de 2015 Turim Family Office & Investment Management

2 ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Fed e Curva de Juros...Pág.3 Europa: Melhora dos Indicadores...Pág.4 Economia Brasileira: PIB Pág.5 Dívida Pública...Pág.6 Mercados: Bolsas, Renda Fixa e Moedas...Págs.7,8,9 Índices...Pág.10 2

3 EUA: Fed e Curva de Juros Economia Global Fonte: BCA Conforme esperado pelo mercado, em seu comunicado de março, o Fed retirou a palavra patient e deixou em aberto a possibilidade do início do processo de subida de juros nos EUA neste ano. No entanto, a principal mudança ocorreu nas expectativas dos membros do FED para o valor da taxa de juros nos próximos anos. Isto aconteceu por conta de uma significativa revisão para baixo na taxa natural de desemprego (NAIRU¹), alterando as estimativas do range de 5,2% a 5,5% para o intervalo de 5% a 5,2%. Nesse sentido, a expectativa para a taxa de juros do final de 2015 que era de 1,125%a.a. na reunião de dezembro de 2014 caiu para 0,625%a.a. no último encontro. Houve uma redução semelhante para os juros do final de 2016 e 2017, sinalizando um movimento mais lento de elevação das taxas de juros nos EUA. ¹NAIRU (Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment): taxa de desemprego em que a inflação permanece constante na meta do Banco Central 3

4 Europa: Melhora dos Indicadores Economia Global Fonte: Bloomberg A contínua desvalorização do Euro e a queda nos preços de petróleo começaram a ter impacto nos indicadores europeus, mostrando uma melhora nos dados econômicos. O índice PMI Composite¹ para a Zona do Euro foi a 54,1 em março o maior valor desde Quando o indicador é superior a 50, ele indica uma expansão da atividade na Zona do Euro o PMI Composite mede este sentimento nos setores de serviços e indústria. A moeda mais fraca vem impulsionando as exportações no continente, e apesar das discussões com relação a Grécia, os dados desse mês corroboram à tendência de recuperação da zona europeia. ¹O PMI (Purchasing Managers Index) é um dos principais indicadores de confiança dos empresários 4

5 PIB 2014 Economia Brasileira Fonte: Banco Central A economia brasileira fechou o ano de 2014 com crescimento de apenas 0,1%, apresentando o pior resultado desde a crise de 2008 (quando a Economia recuou 0,2% em 2009). Apesar de fraco, o resultado surpreendeu positivamente os analistas de mercado, que esperavam crescimento zero para o ano de Os setores que mais contribuíram positivamente foram os de Consumo das Famílias (+0,9%) e Serviços (+0,7%), enquanto na ponta oposta, Investimentos recuou -4,4% e a Industria -1,2% no acumulado do ano. Em termos per capita, houve uma queda de -0,7%. 5

6 Dívida Pública Economia Brasileira Fonte: Bloomberg A Dívida Pública Brasileira fechou fevereiro em R$ 2,329 trilhões: sendo 95,01% Interna e 4,99% Externa. O crescimento no mês foi de 5,8% para a parcela externa, e 3,5% para a interna. Com relação ao PIB, a dívida líquida está em 36,3%, sendo fevereiro o segundo mês de queda em sua trajetória. Olhando em termos anuais, o aumento da dívida externa foi muito mais significativo: 25,74% contra 12,69% da dívida interna. No entanto, vale ressaltar que essa dívida externa ainda é coberta com folga pelas reservas internacionais, que hoje estão em USD 371 bilhões. 6

7 Bolsas Mercados 25% S&P500 FTSE100 CAC DAX Nikkei Hang-Seng Bovespa 20% 15% 10% 5% 0% -5% Variação Março Variação em 2015 O programa de afrouxamento quantitativo europeu continuou impulsionando as bolsas europeias, que apresentaram mais um mês de alta. O DAX índice da bolsa alemã, teve valorização de +4,95%, e a bolsa francesa subiu +1,66%. Após apresentar uma forte alta em fevereiro, a bolsa americana desvalorizou-se -1,74% em março. A bolsa brasileira, representada pelo índice Bovespa, teve queda de -0,84%, impactada pela continua piora das perspectivas da economia brasileira. 7

8 Renda Fixa Mercados Os títulos de 10 anos do Governo Americano apresentaram queda de 7 basis points em março, negociando a juros anuais de 1,92%. A reversão das expectativas de subida da taxa de juros, com a divulgação da ata do FED e a divulgação de dados econômicos mais fracos, fizeram com que a curva de juros americana sofresse queda. A piora dos fundamentos da economia brasileira resultaram no aumento do Risco Brasil, medido pelo CDS de cinco anos do Governo Brasileiro. O CDS aumentou 44 basis points, fechando o mês negociando a 282 pontos. Fonte: Reuters 8

9 Moedas Mercados Fonte: Reuters A melhora contínua da economia americana fez com que o Dólar seguisse sua tendência de valorização frente as principais moedas do mercado, representadas pela cesta DXY¹, que apreciou-se +3,22% em março (+8,96% no ano). Vale destacar os movimentos no Euro, que teve desvalorização de -4,15%, da Libra -4,02% e do Franco Suíço -1,89%. No mês de março a moeda brasileira apresentou forte desvalorização, fechando a -11,12% frente ao Dólar. O desempenho do Real foi fortemente impactado pela piora dos indicadores econômicos brasileiros, com o aumento das expectativas de inflação e a previsão de recessão para o PIB em 2015, além de dificuldades no campo político. ¹DXY Dollar Index É um índice do valor do Dólar contra Euro, Yen, Libra, Dólar Canadense, Coroa Sueca e Franco Suíço 9

10 ESTADOS UNIDOS Índices ECONOMIA GLOBAL Variação Março Valor em 31/Fevereiro Variação em 2015 Variação 12 meses Commodities Petróleo WTI -4,34% 47,60-10,64% -53,60% Ouro -2,43% 1.183,68-0,10% -10,76% Moedas (em rel ao US$) Euro -4,15% 1,07-11,30% -22,25% Libra -4,02% 1,48-1,61% -11,51% Yen -0,42% 120,13-0,29% -15,26% Real -11,12% 3,20-16,86% -26,66% Índices S&P500-1,74% 2.067,89 0,44% 11,21% FTSE100-2,50% 6.773,04 3,15% -0,54% CAC 1,66% 5.033,64 17,81% 14,19% DAX 4,95% ,17 22,03% 23,46% Nikkei 2,18% ,99 10,06% 29,42% Hang-Seng 0,31% ,89 5,49% 9,04% Bovespa -0,84% ,16 2,29% 8,61% 10

11 Nossas opiniões são frequentemente baseadas em várias fontes, já que despendemos grande parte de nosso tempo com análises de amplitude global de vários bancos, gestores, corretoras e consultores independentes. Todas as opiniões contidas neste relatório representam nosso julgamento até esta data e podem mudar sem aviso prévio, a qualquer momento. Este material tem caráter meramente informativo, não devendo ser considerado uma oferta de venda de nossos serviços. 11

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