Relatório Mensal Agosto/2015

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1 1. Cenário Econômico Relatório Mensal GLOBAL: A ata da reunião de julho do FOMC (Federal Open Market Committee) trouxe um tom mais conciliador. Embora a avaliação em relação à atividade econômica tenha permanecido positiva, com ênfase maior na ausência de pressão inflacionária, não há sinais na ata de que uma alta de juros em setembro seria iminente. Além disso, a elevada volatilidade nos mercados globais, com queda relevante da bolsa americana, e a elevação das incertezas a respeito dos rumos da economia chinesa, são fatores que pesam na decisão da autoridade monetária. Em discurso recente do presidente do FED de NY, Bill Dudley, sugere que a postura do FED não se restringe apenas aos dados econômicos, mas também a performance de outros indicadores, como as condições financeiras. Desta forma, embora a alta de juros em setembro não possa ser descartada, o cenário mais provável é que ela seja postergada para dezembro. Os indicadores de atividade da Zona do Euro não apresentaram grandes surpresas no mês. O PMI Manufatureiro (índice dos gerentes de compras) de agosto permaneceu praticamente inalterado em 52,3 pontos, no mesmo patamar visto desde maio deste ano. Na Grécia, o novo pacote de ajuda ao país foi aprovado e a primeira tranche já foi desembolsada. No cenário político, o país deve passar por novas eleições ainda em setembro, mas o cenário base é a continuidade do atual primeiro-ministro. Em resumo, o risco de um desfecho mais adverso para a situação saiu do radar de curto prazo. Enquanto a inflação na região permanece baixa, o movimento mais recente de queda no preço do petróleo adiciona mais um risco à estratégia do banco central europeu de afastar consistentemente o risco de deflação na região. Dito isso, embora ainda não tenhamos visto nenhuma manifestação clara nesta direção, a pressão sobre o BCE deve aumentar caso a queda no petróleo volte a se intensificar. Na china o governo surpreendeu ao anunciar uma flexibilização de sua moeda, permitindo que flutue de maneira mais livre. Embora a flutuação diária continue restrita a uma banda de +-2% em relação à cotação estipulada pelo Banco Central Chinês, esta última passou a ser definida com base no fechamento da cotação da moeda no dia anterior, e não mais de maneira arbitrária. Dito isso, as evidências sugerem que o governo continua intervindo de maneira pesada no mercado de câmbio, vendendo dólar através dos bancos públicos e evitando maior pressão sobre a moeda. Após a maciça intervenção governamental em julho ter estancado a queda na bolsa chinesa, o Shanghai Composite voltou a cair fortemente em agosto (-12,5%), sugerindo que o governo voltou a intervir com força. Os números mais recentes e as evidências anedóticas continuam sugerindo margem de ociosidade significativa na economia chinesa, e os riscos de uma desaceleração mais rápida e desordenada seguem presentes. NACIONAL: O PIB do 2º trimestre apresentou queda forte de 1,9%, um pouco pior que o esperado. Chama a atenção a forte queda na absorção interna, bem mais intensa do que a vista nas últimas recessões. Os fundamentos de sustentação da demanda interna continuam em trajetória de piora. A taxa de desemprego apresentou forte alta em julho, alcançando 7,3%, alta de 2,2p.p. no ano, enquanto os dados do CAGED mostraram contração líquida de 158 mil empregos (segundo ajuste sazonal).

2 Em relação ao IPCA, o alívio da inflação de alimentos sugerida pelas coletas do atacado se materializou em agosto. Os sinais para o curto prazo ainda são de maior tranquilidade no preço dos alimentos em relação à sazonalidade do período, embora não na magnitude vista em agosto. Destaque no mês para a deterioração do cenário fiscal. Embora o cumprimento da (reduzida) meta fiscal para este ano (0,15% PIB) já estivesse seriamente ameaçada, os sinais na margem indicam que mesmo o déficit de 0,3% permitido pelo abatimento deve ser difícil de ser alcançado. Ainda mais relevante, a meta fiscal para 2016 foi fortemente revisada para baixo, de um superávit de 0,7% do PIB para um déficit de 0,34%. Um rebaixamento da nota de crédito do país, antes já provável, parece agora inevitável. Em meio ao aprofundamento da recessão e a disparada do câmbio como reflexo da piora fiscal, o Banco Central tem emitido sinais de que manterá a calma e só reagirá a divergências significativas de suas projeções em relação à meta. Salvo uma forte pernada adicional de desvalorização do real, acreditamos que a Selic deve se manter estável nos próximos meses. A única boa notícia é a rápida melhora das contas externas. A conta corrente vem se beneficiando da forte contração da demanda interna e da desvalorização do câmbio, que vem sendo suficiente para compensar a queda nos preços das principais commodities exportadas.

3 Nossa carteira Em Agosto o desempenho de nossa renda fixa foi 97,04% do CDI, fechando em 1,07% contra 1,11% do referido índice. Na renda variável nosso desempenho foi de 19,64% do benchmark, visto que nossa carteira fechou em -6,70% contra -8,33% do Ibovespa. Ibovespa O Ibovespa encerrou Agosto aos pontos, registrando baixa de 8,33%. As ações que obtiveram as maiores altas neste mês foram: Mafrig ON PN (20,53%), Hering ON (17,50%), Fibria ON(12,47%) e Braskem PN (+12,20%). As maiores baixas foram: OI PN (44,21%), GOL PN (26,76%) e Usiminas PN (24,17%). Ao analisar as ações que mais impactaram o índice vis a vis nossas carteiras é possível observar o motivo de nossa desempenho. Lembrando que nossa estratégia busca, no longo prazo, agregar valor aos nossos recursos.

4 2. Ativos Investimentos Consolidado Distribuição da Carteira Total

5 3. Perfis de Investimento A partir de outubro de 2013 iniciou-se a vigência de mais 2 perfis de investimento além dos 4 disponibilizados em outubro de 2011 para todos os participantes da Gerdau Previdência ter seus recursos alocados em um percentual de renda fixa e variável. Confira abaixo à rentabilidade acumulada. * Rentabilidade acumulada após a implantação dos perfis de investimento: agosto/2011 ** Perfis vigentes a partir de outubro/2013

6 4. Rentabilidade Perfis Relatório Mensal Mês/Ano PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA (Perfis de Investimento) Super Conservador Conservador I Conservador II** Rentabilidade Benchmark Rentabilidade Benchmark Rentabilidade Benchmark 2011* 5,26% 4,75% 4,65% 3,99% ,84% 8,41% 9,95% 8,49% ,35% 8,05% 6,57% 5,56% 2,46% 1,54% Jan/14 0,75% 0,84% 0,02% 0,00% -0,72% -0,83% Fev/14 0,95% 0,78% 0,92% 0,59% 0,89% 0,40% Mar/14 0,81% 0,76% 1,13% 1,39% 1,44% 2,02% Abr/14 0,90% 0,81% 0,99% 0,97% 1,08% 1,13% Mai/14 0,93% 0,86% 0,90% 0,70% 0,87% 0,54% Jun/14 0,86% 0,82% 1,09% 1,11% 1,32% 1,41% Jul/14 0,97% 0,94% 1,09% 1,11% 1,37% 1,75% Ago/14 0,93% 0,86% 1,55% 1,75% 2,17% 2,64% Set/14 0,86% 0,90% -0,26% -0,36% -1,38% -1,62% Out/14 0,95% 0,94% 1,11% 0,94% 1,26% 0,94% Nov/14 1,01% 0,84% 1,17% 0,77% 1,33% 0,71% Dez/14 0,99% 0,95% 0,20% 0,00% -0,59% -0,96% ,48% 10,81% 10,43% 9,59% 9,36% 8,34% Jan/15 1,04% 0,93% 0,23% 0,21% -0,58% -0,50% Fev/15 0,90% 0,82% 1,68% 1,73% 2,47% 2,65% Mar/15 1,04% 1,03% 1,15% 0,85% 1,27% 0,66% Abr/15 0,99% 0,95% 1,57% 1,84% 2,15% 2,74% Mai/15 1,07% 0,98% 0,55% 0,27% 0,03% -0,45% Jun/15 1,08% 1,06% 1,19% 1,02% 1,31% 0,97% Jul/15 1,30% 1,18% 1,05% 0,64% 0,80% 0,11% Ago/15 1,07% 1,11% 0,30% 0,16% -0,48% -0,78% ,80% 8,35% 7,98% 6,92% 7,14% 5,46% últimos 12 meses 13,00% 12,34% 10,38% 8,36% 7,78% 4,46% últimos 24 meses 25,20% 23,69% 23,46% 20,74% N/A N/A últimos 36 meses 34,92% 32,64% 31,08% 27,04% N/A N/A Desde início Perfil Média acumulada *** 51,93% 47,31% 46,22% 39,54% 20,05% 16,02% 1,06% 0,97% 0,94% 0,81% 0,87% 0,70%

7 Mês/Ano PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA (Perfis de Investimento) Moderado Agressivo I** Agressivo II Rentabilidade Benchmark Rentabilidade Benchmark Rentabilidade Benchmark 2011* 3,42% 2,42% - - 2,16% 0,80% ,09% 8,54% ,09% 8,42% ,05% 0,66% 2,46% 0,77% -0,42% -4,12% Jan/14-1,45% -1,67% -2,19% -2,50% -2,92% -3,34% Fev/14 0,86% 0,20% 0,83% 0,01% 0,80% -0,18% Mar/14 1,76% 2,65% 2,07% 3,28% 2,39% 3,90% Abr/14 1,17% 1,29% 1,26% 1,45% 1,36% 1,61% Mai/14 0,84% 0,38% 0,80% 0,22% 0,77% 0,05% Jun/14 1,55% 1,70% 1,78% 2,00% 2,01% 2,29% Jul/14 1,56% 2,16% 1,76% 2,57% 2,01% 2,29% Ago/14 2,79% 3,54% 3,40% 4,43% 4,02% 5,32% Set/14-2,51% -2,88% -3,63% -4,14% -4,76% -5,40% Out/14 1,42% 0,95% 1,58% 0,95% 1,73% 0,95% Nov/14 1,49% 0,64% 1,65% 0,57% 1,81% 0,51% Dez/14-1,37% -1,92% -2,16% -2,88% -2,95% -3,83% ,26% 7,05% 7,14% 5,72% 5,99% 4,36% Jan/15-1,39% -1,21% -2,19% -1,92% -3,00% -2,64% Fev/15 3,26% 3,56% 4,04% 4,48% 4,83% 5,39% Mar/15 1,39% 0,47% 1,51% 0,28% 1,62% 0,10% Abr/15 2,73% 3,64% 3,32% 4,54% 3,90% 5,44% Mai/15-0,48% -1,16% -1,00% -1,88% -1,52% -2,59% Jun/15 1,42% 0,93% 1,53% 0,88% 1,65% 0,84% Jul/15 0,55% -0,43% 0,30% -0,96% 0,05% -1,50% Ago/15-1,26% -1,72% -2,03% -2,67% -2,81% -3,61% ,28% 3,99% 5,40% 2,50% 4,50% 0,99% últimos 12 meses 5,19% 0,63% 2,61% -3,11% 0,05% -6,78% últimos 24 meses 19,86% 14,73% N/A N/A 16,07% 8,63% últimos 36 meses 23,45% 16,15% N/A N/A 15,90% 5,68% Desde início Perfil 34,98% 24,56% 15,70% 9,20% 24,05% 10,44% Média acumulada *** 0,71% 0,50% 0,68% 0,40% 0,49% 0,21% * Rentabilidade em 2011 somente a partir de agosto (mês de implantação dos perfis de investimento) ** Perfis vigentes a partir de outubro/2013 *** Rentabilidade desde o mês de implantação de cada um dos perfis de investimentos.

Renda Fixa: 88%[(78% [CDI+0,5%]+17% IMAB + 5%IMAB5)+12%(103%CDI)] Renda Variável Ativa = 100%(IBrx+6%) Inv. estruturados = IFM Inv. no exterior = BDRX

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