O BRASIL NO NOVO MANDATO PRESIDENCIAL ( ) 02 de Dezembro de 2014 IFHC

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1 O BRASIL NO NOVO MANDATO PRESIDENCIAL ( ) 02 de Dezembro de 2014 IFHC 1

2 1. Economia Internacional 2. Economia Brasileira 2

3 Cenário Internacional: importante piora nas últimas semanas Zona do Euro Economia mostra sinais de desaceleração; Risco da deflação entrou definitivamente na agenda; O Banco Central pode agir novamente. Ucrânia Queda no preço do Rússia petróleo pressiona produtores EUA Maior contribuição do consumo para o crescimento; Os indicadores macroeconômicos mostram a recuperação da economia; A economia está ganhando velocidade; Discussão sobre aumento de juros ganha espaço, mas deverá vir apenas em 2015, entretanto, os mercados tendem a antecipar o movimento. América Latina Aliança do Pacífico: crescimento acima da média da região; Crise nos bolivarianos. Palestina Iraque Israel China: crescimento em um ritmo um pouco menor que em 2013; realização de reformas propostas; mercado paralelo de crédito está mais perigoso. Japão: aumento de estímulos. Economia entra em recessão 3

4 Zona do Euro: sinais de estagnação 4T07 = 100/ PIB versus o nível pré crise Alemanha +4% França +2% Zona do Euro -2% Irlanda -4% Espanha -5% Portugal -8% Itália -9% Grécia -25% Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 4

5 Zona do Euro: Inflação ao consumidor Crescimento acumulado 12 meses - % 4,0 3,0 Grécia -1,7% Chipre -0,5% Espanha -0,5% Estônia -0,2% Eslovênia -0,2% Bélgica -0,1 2,0 1,0 0,0 Índice Total Zona de Perigo 0,7 0,4-1,0 Núcleo (expurgados alimentos e energia) out/10 out/11 out/12 out/13 out/14 Fonte: BCE. Elaboração: MB Associados. 5

6 Japão: política de estímulos em xeque PIB (Cres. tri/tri anterior anualizado - %) 5,6 3,2 2,4-1,6 6,7-7,3-1,6 I/13 IV/13 III/14 Confiança do consumidor (índice) 38,9 out/10 out/12 out/14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 5,2 3,6 2,0 0,4-1,2 6,0 4,5 3,0 Inflação (Cres. acum. Em 12 meses - % ) 3,3 set/12 set/13 set/14 Taxa de desemprego (%) 3,6 set/02 set/08 set/14 6

7 China: desaceleração lenta PIB (Cres em rel. ao mesmo período do ano anterior- %) Inflação (Var. em rel. ao mesmo período do ano anterior- %) 15 11,0 10 Produtor Consumidor 9,5 8,0 6,5 7, ,6 5,0 3,5-5 -2,2 2,0 I/04 III/07 I/11 III/14-10 out/04 out/09 out/14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 7

8 Preço de commodities Agrícolas (índice) 01/08/ /10/ /12/2014 Aumento da oferta Metais (índice) 01/08/ /10/ /12/2014 Diminuição da demanda Fonte: CRB. Elaboração: MB Associados. 8

9 Evolução do Preço do Petróleo WTI e Brent (spot) US$/Barril Aumento da oferta e diminuição da demanda BRENT 65 01/12/13 01/06/14 01/12/14 WTI 72,3 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados 9

10 Produção de petróleo em milhões de barris/dia Petróleo: aumento de produção EUA Arábia Saudita Venezuela Líbia Iraque Irã Rússia 10,6 9,8 9, out/10 out/11 out/12 out/13 out/14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 3,3 2,8 2,5 0,9 10

11 Petróleo: demanda da China 7,9 7,8 7,7 7,6 7,5 7,4 7,3 PIB (Crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior -%) Consumo de Petróleo (Mbp/d) 11,2 11,1 11,0 10,9 10,8 10,7 10,6 10,5 7,2 mar/13 jun/13 set/13 dez/13 mar/14 jun/14 set/14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados 10,4 11

12 Petróleo: custo de produção Fonte: Cambridge Energy Research Associates ("CERA"). 12

13 1. Economia Internacional 2. Economia Brasileira 13

14 Economia doméstica Desarranjo Macroeconômico Setorial Baixo crescimento Déficit fiscal Inflação acima da meta Déficit em conta corrente Indústria (bens de capital e automotiva) Energia: elétrica, petróleo e etanol Construção Civil Consequência: queda no investimento 14

15 Crescimento do PIB pela ótica da demanda Crescimento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior - % 10,0 6,0 3,8 2,0 0,1 1,9 0,7-2,0-6,0 IV/13 I/14-10,0 II/14 III/14-8,5-14,0 Consumo das famílias Consumo da Adm. Pública Formação Bruta de capital Fixo Exportação Importação Fonte: IBGE. Elaboração: MB Associados. 15

16 PIB e o consumo das famílias Variação em relação ao mesmo trimestre do ano anterior ( % ) 10 8 PIB Consumo das famílias I/10 III/10 I/11 III/11 I/12 III/12 I/13 III/13 I/14 III/14 Fonte: IBGE. Elaboração: MB Associados. 16

17 Investimento do setor de Petróleo é essencial para a retomada da indústria Petróleo responde por 35% do investimento da Indústria. Em R$ bilhões do 1º tri de 2013 Fonte: BNDES Setores Variação (%) Petróleo e Gás Extrativa Mineral (32) Automotivo Papel e Celulose Química Siderurgia (68) Eletroeletrônica Complexo Ind. Saúde Aeronáutica Demais Indústrias Total da Indústria

18 Petrobras: histórico de produção e meta para 2014 Média de produção - em milhões de barris/dia + 6,26% 1, ,70% 2,004 +0,88% 2,022-2,06% 1,980-2,44% 1,932 +6,0% 2,048* 1, Fonte: Petrobrás. Elaboração: MB Associados. (*) Previsão de crescimento pela Petrobrás. 18

19 Petrobras: meta de produção diária de petróleo Em milhões de barris/dia Trajetória de convergência da média de produção diária à meta, caso a empresa tenha ajustado, logo em novembro, a sua produção. 2,248 2,248 Meta original 2014 Descumprimento da meta: 1,5%* abaixo do previsto Projeção Petrobrás ,126 2,076 2,048 jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 Fonte: Petrobrás. Elaboração: MB Associados. (*) Em termo da média de produção diária de

20 Custo de refino por barril Refinaria Local Empresa Custo de refino por barril Data do anúncio Data do início da produção Refinaria do Nordeste (Abreu e Lima) Brasil (Pernambuco) Petrobras US$ 87 mil 2005 Guangdong China Sinopec US$ 45 mil Colômbia Colômbia Ecopetrol US$ 35 mil Port Arthur Estados Unidos (Texas) Aramco e Royal Dutch Shell US$ 29 mil 2007 Jubail Arábia Saudita Aramco e Total US$ 25 mil Elaboração: MB Associados 20

21 Evolução do Nível dos Reservatórios - Diário % da capacidade máxima NE SE/CO S N ,2 (96,80)* /out 30/out 06/nov 13/nov 20/nov 27/nov Fonte: ONS. Elaboração: MB Associados. * Posição em julho de 2001, mês em que começou o racionamento. 28,0 (64,67) 15,2 (26,70) 13,0 (20,94) 21

22 10 Produção de alumínio no Brasil: cenário de crise energética Produção de alumínio variação do mês contra mesmo mês do ano anterior em % ,4-40 out-09 out-10 out-11 out-12 out-13 out-14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 22

23 1. Mais sensíveis à crise da água: Fabricação de cimento; Indústria têxtil e de vestuário; Fabricação de tintas; Fabricação de papel e celulose; Setores 2. Setores que sofrerão com a demanda, além dos já mencionados: Bens não-duráveis e serviços; 3. Único setor preparado para 2015(com a CIDE e desvalorização cambial) Cadeia do agronegócio; 23

24 Mercado de trabalho Crescimento em 12 meses - % Fonte: IBGE. Elaboração: MB Associados. (*) PEA = População economicamente ativa. 24

25 Cresc. acum. 12 meses - % 7, Curva de inflação 2014 e ,0 6,5 6,0 Inflação vai continuar ao redor de 6,5% 6,8 6,5 5,5 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: IBGE. Elaboração: MB Associados 25

26 Jan-96 Sep-96 May-97 Jan-98 Sep-98 May-99 Jan-00 Sep-00 May-01 Jan-02 Sep-02 May-03 Jan-04 Sep-04 May-05 Jan-06 Sep-06 May-07 Jan-08 Sep-08 May-09 Jan-10 Sep-10 May-11 Jan-12 Sep-12 May-13 Jan-14 Sep-14 Déficits gêmeos piorando (% do PIB) Déficit nominal do setor público Conta corrente Fonte: Bacen. Elaboração: MB Associados. 26

27 Milhares Taxa de câmbio: não existe muito espaço para valorização no curto prazo Número de contratos (milhares) 450 Posição comprada dos investidores estrangeiros 400 Taxa de Câmbio (R$/US$) ,70 2,60 2,50 2,40 2,30 2,20 0 2,10 01/02/14 01/04/14 01/06/14 01/08/14 01/10/14 01/12/14 Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados. 27

28 Principais indicadores macroeconômicos PIB (a preços de mercado) - % 2,5 0,1 0,5 Taxa de desemprego (%) - médio 5,4 4,9 5,7 Massa real de rendimentos (Variação %) 2,6 1,9 0,0 Câmbio (final de período) - R$ / US$ 2,4 2,55 2,80 SELIC (final de período) - % aa 10,0 11,5 12,0 IPCA - % 5,9 6,5 6,8 Resultado Nominal (% do PIB) 3,2 6,0 5,3 Fonte: FGV, IBGE e Banco Central Projeções: MB Associados. 28

29 Cenários após o anúncio da nova equipe econômica 29

30 Cenário Mercado Financeiro Dilma fez uma escolha dura, por falta de alternativas. Ademais é necessário conhecer a composição final da equipe; A equipe é boa e vai fazer um ajuste relevante (primário de 1.2, 2.0 e 2.0% do PIB em três anos). 3. O risco de rebaixamento do rating fica afastado. 4. O otimismo aparece e após dois anos duros o Brasil volta a crescer. Problema: é um cenário que, para dar certo, tudo tem que dar certo. Entretanto, o mundo não funciona assim. 30

31 Cenário realista (a meu juízo) Não apenas o ponto de partida do ajuste é ruim, mas ainda vai piorar. A economia mundial não só enfrenta queda forte no petróleo (o que compõe uma tempestade perfeita na Petrobrás), como tem cada vez mais risco de deflação e recessão (Europa, Japão, China, Venezuela, Rússia, Irã e outros produtores). A realidade fiscal tem grande chance de ser pior do que aquela que conhecemos. Petrolão: paralisia e piora na situação da Petrobrás, crise nos fornecedores de bens e serviços e dificuldades para rolar o crédito no setor. 31

32 Cenário realista (a meu juízo) 5. Petrolão 2: contaminação das obras de infraestrutura, da liberdade dos fundos de pensão e de outras estruturas de financiamento (Sete Brasil). 6. Os empresários do lado real e as agencias de rating não se entusiasmarão tão facilmente. 7. O ajuste será seriamente testado nos próximos meses. 8. O suporte político ao ajuste fiscal será bastante complicado. 32

33 OBRIGADO! Rua Henrique Monteiro, 90 Térreo / 12o andar Pinheiros São Paulo SP Brasil Fone: (11)

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