CENÁRIO ECONÔMICO PLANO UNIFICADO 2º TRI/2015

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1 CENÁRIO ECONÔMICO PLANO UNIFICADO 2º TRIMESTRE DE

2 CENÁRIO ECONÔMICO O segundo trimestre do ano de 2015 demonstrou uma aceleração da deterioração dos fatores macroeconômicos no Brasil, com aumento da inflação, dos juros e do desemprego, sinais claros de um período de ajustes na economia. O governo e a nova equipe econômica, se por um lado conseguiram reduzir gastos e aumentar impostos, por outro perderam em arrecadação de impostos (por conta da desaceleração econômica), praticamente anulando os ganhos incorridos até então. A maior parte dos analistas já não acredita que será possível atingir a meta de superávit primário (1,2% do PIB) proposta para esse ano. A estratégia de utilizar um aperto monetário aliado ao aperto fiscal resultou em um aumento nos custos da dívida e brusca redução da atividade econômica, sem sinais claros de controle inflacionário no curto prazo. A taxa básica de juros da economia (taxa SELIC) encerrou o trimestre a 13,75% ante 12,75% do trimestre anterior. O cenário internacional também foi negativo para os países emergentes, com desaceleração da economia chinesa e início do estouro da bolha do mercado de ações chinês, além da incerteza em relação aos possíveis desdobramentos da crise Grega. Ao longo do segundo trimestre as commodities demonstraram certa recuperação, com alta nos preços do minério de ferro e do petróleo. A variação do Dólar ante o Real no período foi de +0,32%, o CDI do período foi de 3,02%, o INPC de 4,04% e o IPCA de 3,61%. A bolsa teve valorização de 3,77% no período, bastante impulsionada pela recuperação dos papéis de Petrobrás (+30,6%). O desemprego passou de 5,9% para 6,7% no período. Este cenário demonstra os desafios que a gestão de investimentos terá de enfrentar ainda em 2015, com a previsão de continuidade de alta nos juros, inflação elevada e baixa perspectiva para atividade econômica nesse ano. 1

3 DISTRIBUIÇÃO DOS INVESTIMENTOS A Fundação Copel, assim como todas as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), administra os recursos dos planos dentro dos limites estabelecidos pela legislação (Resolução CMN 3792/2009) e pelos parâmetros definidos pela Política de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fundação. Estes normativos fixam os limites de alocação dos investimentos nos seguintes segmentos: Renda Fixa, Renda Variável, Imóveis, Empréstimos a Participantes, Investimentos Estruturados e Investimentos no Exterior. A alocação dos recursos é definida a partir de um estudo que busca otimizar a composição da carteira de investimentos visando atender o compromisso previdenciário com os participantes, de forma a ter condições de pagar até o último benefício do último participante ou dependente do Plano. O quadro a seguir apresenta a distribuição dos recursos do plano entre os segmentos, em 30 de junho de 2015: DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PLANO ENTRE OS SEGMENTOS R$ mi % Renda Fixa 4.584,8 93,5 Renda Variável 147,2 3,0 Imóveis 120,0 2,5 Empréstimos a Participantes 30,2 0,6 Investimentos Estruturados 20,0 0,4 Total 4.902,2 100,0 Observa-se que a maior parte dos recursos está alocada no segmento de renda fixa, que representa mais de 93% do total dos recursos do Plano, enquanto 3% dos recursos estão alocados em renda variável. Nos demais segmentos estão alocados menos de 4% dos recursos do Plano. 2

4 RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS As rentabilidades obtidas pelos investimentos nos primeiros trimestres de 2015, e os indicadores para o mesmo período, podem ser observadas no quadro a seguir: RENTABILIDADES TRIMESTRAIS E BENCHMARKS Segmentos Rentabilidades (%) Benchmarks (%) 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim 2015 Renda Fixa 4,84 3,88 8,91 5,67 3,93 9,83 Renda Variável -0,53 2,34 1,80 2,29 3,77 6,15 Imóveis 2,72 2,46 5,25 5,67 3,93 9,83 Empréstimos 4,55 5,24 10,04 5,67 3,93 9,83 Estruturados -0,42-8,11-8,49 6,33 4,72 11,35 Plano 4,58 3,77 8,52 5,67 3,93 9,83 No segundo trimestre de 2015, a rentabilidade global da carteira do Plano foi 3,77%, abaixo do benchmark (INPC + 5,75% a.a.), que no período foi de 3,93%. No acumulado do ano o plano atingiu uma rentabilidade de 8,52% vs 9,83% do benchmark. A forte alta da inflação, registrada nos seis primeiros meses do ano (6,80%, medida pelo INPC), elevou consideravelmente o benchmark do plano, a taxa mínima atuarial. A maior parte dos investimentos em renda fixa do plano está atrelada ao IPCA, historicamente esses dois índices tendem a ter um comportamento semelhante, contudo, neste ano o IPCA registrou alta de 6,17%, ocasionando um descasamento de aproximadamente 0,6%, diferença que prejudica o desempenho do plano em relação à meta atuarial. Dessa forma, mesmo com a relevante exposição em renda fixa, que representa mais de 93% dos recursos do Plano, não foi possível superar o benchmark no período. A seguir serão abordados os resultados obtidos em cada um dos segmentos. 3

5 RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS Renda Fixa No segundo trimestre de 2015 a carteira de renda fixa apresentou rentabilidade de 3,88%, ligeiramente abaixo do benchmark (3,93%). Essa pequena diferença de rentabilidade entre a carteira e o benchmark se justifica, em parte, pela diferença entre os títulos indexados ao IPCA, que variou no período 2,26% e o benchmark indexado ao INPC que teve variação de 2,49% no mesmo período. Como aproximadamente 92% da nossa carteira de títulos públicos indexados à inflação estão marcados pela curva do papel, esse plano acabou não se beneficiando do fechamento de taxas que ocorreram nesses papéis com vencimentos mais longos. Importante destacar que a legislação permite a utilização de duas formas de precificação para os títulos da carteira de renda fixa: precificação a mercado e pela curva. Na precificação a mercado os títulos são valorizados pelo preço em que são negociados no dia a dia e refletem o resultado da oferta e da demanda pelos títulos, enquanto na precificação pela curva os títulos são valorizados pela taxa que foram adquiridos, independente do preço que estão sendo negociados. Se mantidos na carteira até o vencimento, a rentabilidade dos títulos será a mesma, e a condição para precificar os títulos pela curva é justamente mantê-los até o vencimento. Em razão das características do plano, e visando amenizar a volatilidade, cerca de 92% dos títulos da carteira de renda fixa estão precificados pela curva e 8% a mercado. Atualmente a carteira de renda fixa do Plano Unificado é gerida exclusivamente pela equipe interna da Fundação Copel. 4

6 RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS Renda Variável A carteira do segmento de renda variável registrou retorno de 2,34% no segundo trimestre, abaixo do benchmark, o Ibovespa, que apresentou valorização de 3,77% no mesmo período. O desempenho abaixo do Ibovespa no período é em parte explicado pela menor participação de ações da Petrobrás na Carteira da Fundação Copel em relação à carteira do índice, dado que as ações da Petrobras tiveram uma alta de mais de 30% no trimestre. A menor alocação nessas ações ocorre pelo entendimento da equipe de gestão de que estas ações continuarão sofrendo uma grande volatilidade em função dos desdobramentos, ainda incertos, da operação Lava Jato. Aliado ao cenário interno desafiador, há uma incerteza em relação à sobre valorização da bolsa chinesa e possibilidade de aumento dos juros americanos no segundo semestre deste ano, gerando mais turbulência para este segmento e certamente influenciando no desempenho das ações. O atual ambiente econômico recessivo, onde a confiança dos principais agentes permanece muita baixa, se torna bastante desafiador para as empresas, pois, muitas delas veem suas receitas diminuírem como consequência da queda no consumo, trazendo insegurança para os empresários realizarem novos investimentos em expansão. 5

7 RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS Imóveis Investimentos Estruturados O segmento é composto por três imóveis locados para patrocinadoras da Fundação Copel. A carteira de imóveis do plano Unificado manteve-se com a rentabilidade abaixo do seu benchmark neste 2º trimestre, fechando com retorno de 2,46% (1,47% abaixo do seu benchmark). A razão do desempenho menor que o do benchmark no trimestre se dá pela inadimplência temporária de parte do aluguel de um dos imóveis da carteira, cujo valor representa 32% do total de recebimentos dessa carteira. A expectativa é equacionar essa situação nos próximos meses. O baixo retorno do segmento de investimentos estruturados já era esperado, pois são investimentos recentes em Fundos de Investimentos em Participações, que levam mais tempo para maturar e dos quais se espera retornos expressivos no longo prazo. O volume investido neste segmento ainda é bastante pequeno, representa menos de 0,5% do total dos recursos do Plano. Entretanto, cabe ressaltar que a carteira de imóveis foi reavaliada no 4º trimestre de 2014, quanto apresentou valorização de 37,21% no período e 50,72% no acumulado do ano passado. Conforme determina a legislação, pelo menos a cada três anos os imóveis devem ser reavaliados. 6

8 José Carlos Lakoski Diretor Financeiro Bruno Maueler da Cruz Gerente de Investimentos Equipe de Investimentos Anderson Fernandes Nery, Carlos Eduardo Valgrande Augusto, Carlos José Ruiz, Daniel Alves dos Santos, e Luiz Carlos Ferdinando. 7

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