Painel: O desempenho econômico brasileiro no cenário mundial

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1 XIX Congresso Brasileiro de Economia Painel: O desempenho econômico brasileiro no cenário mundial Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda Bonito, 09 de Setembro de Page 1

2 Economia internacional pós-crise de 2008: taxas de juros de curto prazo (%) 7,00 6,00 Euro Dólar Iene Libra Esterlina 5,75 5,00 5,25 4,25 4,00 3,25 3,00 2,00 1,00 0,30 0,00 Dez/00 Mar/04 Set/08 Ago/11 Page 2 Fonte: FED, BCE, BoJ e BoE / Elaboração: ACLacerda

3 Países selecionados: maiores reservas Internacionais (em US$ bilhões) status Agosto/ China Japão 840 Eurosystem 525 Rússia 352 Brasil Índia 316 Coréia do Sul Hong Kong Page 3 Alemanha 243 Cingapura 242 Malásia 133 México 131 Indonesia 120 Argentina 52 Chile 35 Reservas PIB Nominal Internacionais (A) 2010 (B) China Rússia Coréia do Sul Índia Japão Brasil Chile Indonésia Argentina África do Sul Turquia México Países Fonte: FMI / The Economist / Elaboração: ACLacerda % PIB (A/B) 56% 36% 30% 22% 21% 17% 17% 17% 14% 14% 13% 13%

4 PIIGS: indicadores macroeconômicos Os PIIGS correspodem a 35% do PIB da Zona do Euro Indicadores Portugal Irlanda Itália Grécia Espanha PIB Em US$ bi. preços correntes Var. (%) do PIB a.a. Desemprego % da força de trabalho total Inflação Preços ao consumidor (% a.a.) Resultado do Setor Público Dívida Bruta, em % do PIB Déficit, em % do PIB Transações Correntes Déficit, em % do PIB Reservas Internacionais Em US$ bilhões 229,3 204, ,0 305, ,0 1,4-1,0 1,3-4,5-0,1 11,0 13,6 8,5 12,5 20,0 1,4-1,6 1,6 4,7 2,0 83,3 96,0 119,0 142,0 60,0 7,3 32,3 4,6 9,6 9,2 9,8 0,7 3,5 10,4 4,5 22,4 2,2 164,0 6,7 34,1 Page 4 Fonte: Eurostat, Comissão Européia, ECB, FMI, OCDE, referentes a 2010 / Elaboração: ACLacerda

5 Países selecionados: déficit nominal e dívida líquida pública (% PIB)* 120,7 Déficit Nominal 109,5 Dívida Líquida 98,9 58,7 54,1 65,8 74,5 55,2 78,9 68,8 32,3 40,4 4,5 9,2 11,1 8,0 9,6 4,6 9,7 7,3 10,1 2,5 Alemanha Espanha EUA França Grécia Irlanda Itália Japão Portugal Reino Unido Brasil Page 5 Fonte: FMI / Tesouro Nacional dos Países / Elaboração: ACLacerda *Em dezembro/2010.

6 EUA, Europa e Japão: evolução do PIB (Var. %, tri/tri. imediatamente anterior) 2,5 2,3 2,0 1,5 1,0 0,9 1,0 0,8 0,5 0,0 0,3-0,1-0,3 0,2-0,5-1,0-1,5 Q4-09 Q1-10 Q2-10 Q3-10 Q4-10 Q1-11 Q2-11 Europa EUA Japão Page 6 Fonte: Eurostat, Comissão Européia, ECB, FMI, OCDE / Elaboração: ACLacerda

7 Page 7 E o Brasil?

8 Ranking das Maiores Economias do Mundo PIB 2010 (US$ bi. preços correntes) O Brasil saltou da 10a. em 2008 para a 7a. posição em 2010 no ranking das maiores economias. 1º EUA % 2º China % 3º Japão % 4º Alemanha % 5º 6º França Reino Unido % % 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º Brasil Itália Canadá Rússia Índia Espanha Austrália México Coréia do Sul % % % % % % 986 2% 3% 3% PIB Nominal Global: US$ 62,0 tri. Participação % no PIB nominal global Page 8 Fonte: FMI / Elaboração: ACLacerda

9 Brasil comércio varejista: indicadores apontam para uma desaceleração da expansão 130% (Índice Jan/09=100) 125% 120% 115% 110% 105% 100% Período Varejista (Var. %) Ampliado (Var. %) Jun-11 / Mai-11 +0,2 +0,5 Acum. 12 meses até Jun-11 +6,3 +8,9 95% Jan-09 Mar-10 Jun-11 Varejista Ampliado Page 9 Fonte: IBGE / Elaboração: ACLacerda * Comércio Varejista Ampliado = Comércio Varejista + Automotores + Mat. Construção.

10 Brasil: indicadores denotam que a produção industrial já demonstra sinais de estagnação Evolução da produção industrial (Índice Base jan/02=100) Jul-06 Jan-09 Indústria Geral Bens de Capital Bens Intermediários Bens de Consumo Evolução da Produção industrial (Var. %) Jul-11 Categorias Jul-11 / Jun-11 Acum Acum. 12 meses até Jul-11 Bens de Capital +1,7 +5,5 +8,3 Bens Intermediários -0,7 +0,6 +2,6 Bens de Consumo +3,5 +0,8 +1,7 Duráveis +2,9 +1,9 +1,8 Indústria Geral +0,5 +1,4 +2,9 Page 10 Fonte: IBGE / Elaboração: ACLacerda

11 Brasil: produção Industrial por setores selecionados (Var. %, acum. 12 meses até Jul-11) Industria Geral Bens de Consumo Alimentos Bebidas Vesturário e Calçados Artigos de couro Bens Intermediários Madeira Papel e Celulose Petróleo e Gás Farmacêutico Químico e Petroquímico Borracha e Plástico Minérios Metais Bens Duráveis Informática Eletroeletrônicos Automotivo Bens de Capital Máquinas e Equipamentos Equipamentos de Comunicações Equipamentos de Medicina Equipamentos de Transportes -5,2% -4,7% -0,3% -1,4% - 2,9% 1,7% 0,9% 0,8% 2,6% 5,9% 1,3% 1,3% 3,4% 0,3% 2,6% 5,2% 1,4% 1,8% 0,5% 9,9% 8,3% 5,9% 10,7% 21,9% Page 11 Fonte: IBGE / Elaboração: ACLacerda

12 Países Selecionados: Risco Soberano (EMBI+, em pontos-base) e Taxas de Juros de Longo Prazo (%) /1 O risco soberano brasileiro está em queda e abaixo da média dos países em desenvolvimento América Latina EMBI Ásia Brasil 0 Mar-07 Jul-08 Jan-09 Mai-10 Jul11 Fonte: JP Morgan / Elaboração: ACLacerda EMBI+ = inclui todos os países em desenvolvimento. no entanto, permanece no Brasil uma elevada taxa de juros de longo prazo. Grécia 15,8 Brasil 12,0 Irlanda 10,8 Portugal 9,8 Espanha 5,2 Itália 4,6 França EUA 3,0 3,3 Fonte: Bancos Centrais dos Países Elaboração: ACLacerda /1 Juros anuais para Títulos Públicos de 10 anos / Status: Julho/11. Page 12 Alemanha 3,0

13 Inflação elevada é um fenômeno internacional Países Selecionados: inflação ao consumidor (Var. % Acum. em 12 meses até Julho/11) Venezuela Argentina Rússia Índia Brasil China África do Sul EUA Chile México Zona do Euro Japão 0,3% 4,6% 3,6% 3,4% 3,3% 2,7% 6,7% 6,4% 8,7% 9,7% 9,4% 24,0% Brasil: evolução da inflação (IPCA, Var. % Acum. em 12 meses até dez.) 7,0% Limite Superior: 6,5% a.a. 6,0% Page 13 5,0% Meta de Inflação: 4,5% a.a. 4,0% Inflação Efetiva 3,0% Limite Inferior: 2,5% a.a. 2,0% (p) 2012(p) Fonte: Bancos Centrais dos Países, IBGE, BCB / Elaboração e Prognóstico (p): Chief Economist Siemens Brasil

14 Brasil: taxa de juros nominal e real e (% em dez.) 26,50 juros nominais 18,50 17,32 16,00 19,50 15,75 juros reais 13,60 10,74 11,43 11,12 12,50 9,50 11,75 10,25 10,75 7,07 5,88 4,58 Page 14 Fonte: BCB / Elaboração: ACLacerda

15 Brasil: juro privado real projetado e futuro Juro real projetado: Swap 360 (% a.a.) 6,8 6,6 6,4 6,2 6,0 5,8 5,6 5,4 Dez-09 Mai-10 Out-10 Mar-11 Ago-11 DI Futuro/Swaps (% a.a.) 13,0 12,8 12,6 12,4 12,2 12,0 11,8 11,6 11,4 11,2 11,0 Taxa de 1 mês até a data de referência Taxa de 1 semana até a data de referência Taxa de Agosto-11até a data de referência Set-11 Jan-13 Set-13 Set-14 Page 15 Fonte: BCB-Focus e Valor Data / Elaboração: ACLacerda

16 Brasil: superávit primário, custo de financiamento da dívida e déficit nominal (% PIB) 7,40% 6,80% 6,10% 5,50% 5,40% 5,30% 5,20% 3,80% 3,20% 3,30% 3,40% 2,80% 3,00% 2,00% -3,60% -3,60% -2,80% -2,10% -3,40% -2,50% -2,20% (p) Superávit Primário Custo de financiamento da dívida Déficit nominal Page 16 Fonte: Tesouro Nacional, BCB / Elaboração: ACLacerda

17 Crédito tem um enorme potencial de crescimento no Brasil 50,0 45,0 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 28,4 24,6 25,7 16,0 15,2 15,2 Brasil: crédito por segmento (% PIB) 44,4 46,9 47,0 Total 40,5 35,2 30,9 24,4 25,3 25,2 Empresas 22,9 19,2 17,1 7,9 9,2 11,0 12,3 14,3 15,5 17,1 17,5 17,5 1,5 1,3 1,4 1,5 1,7 2,1 2,9 3,8 4, (p) Consumo Imobiliário Países Selecionados: endividamento das famílias (% Renda Líquida /1 ) Reino Unido 171 Canadá 148 Japão 126 França EUA Alemanha 99 Itália 88 Page 17 Brasil Fonte: BCB / Elaboração e Prognóstico (p): ACLacerda /1 Renda Bruta menos Impostos

18 O Real está excessivamente valorizado (1/2) Moedas em relação ao Dólar dos EUA (índice base Jan-09=100) ,3 Real ,3 Cesta moedas* Jan-09 Nov-09 Ago ,0 Dólar-EUA Page 18 Fonte: BCB / Elaboração: ACLacerda *Cesta=Euro+Yen+Libra+Dólar Canadense+Franco Suíço

19 O Real está excessivamente valorizado (2/2) Taxa de câmbio real efetiva /1 (R$/US$) 200,0 180,0 160,0 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 Dez/79 Dez/84 Dez-89 Ago-96 Jul-02 Abr-05 Ago-11 Page 19 /1 Taxa de câmbio nominal (R$ / US$) comparativamente àcesta das 16 moedas dos principais parceiros comerciais do Brasil, deflacionadas pelo seu respectivo Índice de Preços por Atacado (IPA). Fonte: BCB / Elaboração: ACLacerda

20 Brasil: participação % da Indústria de Transformação no PIB A desindustrialização precoce brasileira 28,0% 26,0% 27,2% 24,0% 22,0% 20,0% 18,0% 16,0% 14,0% 15,8% 12,0% 10,0% Page 20 Fonte: Apresentação de José Ricardo Roriz Coelho Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego Política Industrial Decomtec-FIESP

21 Balança comercial brasileira de produtos sofisticados é fortemente deficitária.. Balança Comercial por intensidade tecnológica (em US$ bi) Total - Industria de média-baixa tecnologia (I) Industria de alta e média-alta tecnologia (II) Produtos não industriais Page 21 Fonte: SECEX/MDIC/ABINEE/IBGE / Elaboração: ACLacerda

22 Brasil: saldo comercial por intensidade tecnológica (US$ milhões) O déficit comercial de produtos de maior valor agregado tem aumentado o. Sem./2007 1o. Sem./2008 1o. Sem./2009 1o. Sem./2010 1o. Sem./2011 Bens Não Industrializados Indústria de Média Baixa Tecnologia Indústria de Média Alta Tecnologia Indústria de Baixa Tecnologia Indústria de Alta Tecnologia Total 1o. Sem./2007 1o. Sem./2008 1o. Sem./2009 1o. Sem./2010 1o. Sem./2011 Indústria de Alta Tecnologia Indústria de Média-Alta Tecnologia Indústria de Média-Baixa Tecnologia Indústria de Baixa Tecnologia Indústria de Transformação Bens Não Industrializados Total Geral Page 22 Fonte: IEDI com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

23 Brasil: Composição das exportações brasileiras (% do total) 70% A reprimarização acentuou-se nos anos % 59% 50% 45% 40% 39% 30% 20% 10% 23% 15% 14% 0% Produtos primários Produtos semimanufaturados Produtos manufaturados Page 23 Fonte: Funcex / Elaboração: ACLacerda

24 Brasil: transações correntes (US$ bi. e % PIB) 20,0 0,0-4,2% -7,6 4,2 11,7 14,0 13,6 +1,7% -1,7% US$ bi. -20,0-40,0-24,2-23,2-28,2-24,3-47,4-60,0-80,0-60,0-65,0-2,5% -100, (p) 2012(p) Page 24 Fonte: BCB / Elaboração: ACLacerda

25 A coordenação das políticas fiscal e monetária para a redução da taxa de juros no médio prazo Política Monetária: Diferenciação dos juros títulos dos longo, médio e curto prazos; Desindexação de contratos e tarifas públicas; Sistema de metas de inflação: ampliar horizonte temporal e indicadores; Ampliar leque de captação de expectativas. Política Fiscal-Tributária: Programa de melhoria da eficácia do setor público; Reduzir o custo de financiamento da dívida pública; Desonerar investimentos e exportações. Política Cambial: Reduzir o espaço para as operações de arbitragem: < diferencial de juro doméstico x internacional; aprimorar controles cambiais; tributação. Influenciar a agenda internacional regulação e fluxos. Page 25 Fonte: ACLacerda

26 XIX Congresso Brasileiro de Economia Painel: O desempenho econômico brasileiro no cenário mundial Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda Bonito, 09 de Setembro de Page 26

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