EVOLUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA NO BRASIL ( ) SETOR DE AGROPECUÁRIA

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1 documnto d anális EVOLUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA NO BRASIL ( ) SETOR DE AGROPECUÁRIA coordnação TÉcnica imaflora instituto d manjo crtificação florstal agrícola Quip TÉcnica marina piatto ciniro costa junior Luís frnando Guds pinto rvisão vivian romiro (World rsourcs institut Wri) R agosto, 2015

2 Coordnação Gral do SEEG Tasso Rznd d Azvdo Coordnação Técnica do Stor d Agropcuária Imaflora Instituto d Manjo Crtificação Florstal Agrícola Equip Técnica dst rlatório Marina Piatto Ciniro Costa Junior Luís Frnando Guds Pinto Rvisão Vivian Romiro (World Rsourcs Institut WRI) Facilitação GVcs Produção ditorial Walkyria Garotti (dsign) Sandro Falstti (infografia) José Julio do Espirito Santo (rvisão d txto) Ralização Apoio Documnto d anális [rcurso ltrônico] : volução das missõs d gass d fito stufa no Brasil ( ) : stor agropcuário / Instituto d Manjo Crtificação Florstal Agrícola (IMAFLORA). São Paulo : Obsrvatório do Clima, p. 1. Efito stufa (Atmosfra). 2. Brasil Indústrias Aspctos ambintais. 3. Política ambintal. 4. Agropcuária Brasil. 5. Políticas públicas. 6. Mudanças climáticas. I. Instituto d Manjo Crtificação Florstal Agrícola (IMAFLORA). II. Título. CDU Ficha catalográfica laborada pla Bibliotca Karl A. Bodckr da Fundação Gtulio Vargas - SP. EMiSSõES DE GEE SEtOR AGROPECUáRiO 2

3 Sumário Sumário Excutivo 1 Introdução 1.1 As missõs d GEE na agropcuária brasilira ntr A contribuição dos stados brasiliros nas missõs d GEE no stor agropcuário 1.3 O rbanho bovino as missõs d GEE: do Mato Grosso m dirção à Amazônia 1.4 Frtilização nitrognada, missão d GEE produtividad: como conciliar? 1.5 Cana-d-Açúcar: a proibição da quima rduziu as missõs d GEE m São Paulo 1.6 Tratamnto dos djtos animais podm rduzir as missõs do Sul Sudst do Brasil 1.7 A produção d arroz irrigado no Rio Grand do Sul as stratégias d mitigação 2 Trajtória, Mtas Compromissos d rdução d missõs 2.1 Plano Nacional sobr Mudança do Clima (Plano Clima) 2.2 Política Nacional sobr Mudança do Clima (PNMC) 2.3 Plano d Agricultura d Baixo Carbono (Plano ABC) 2.4 Programa ABC: crédito agrícola 2.5 O Plano Safra o volum d crédito dstinado ao Programa ABC 2.6 PRONAF 2.7 Plano Mais Pcuária 2.8 Intnsifica Pcuária 2.9 Pagamntos por Srviços Ambintais Rsumo dos objtivos, açõs mtas d rdução d missõs dos planos políticas públicas para o stor agropcuário 3 Considraçõs finais 4 Limitaçõs futuras mlhorias para as stimativas do SEEG 5 Rfrências Anxo Emissõs d GEE no Stor d Agropcuária (Mt CO 2 )

4 Índic d Figuras Figura 1: volução das missõs brutas d CO 2 pla agropcuária no Brasil... 9 Figura 2: missõs dirtas indirtas provnints da agropcuária brasilira m Figura 3: Top 10 d missõs d GEE do mundo Figura 4: missõs d CO 2 por substor da agropcuária brasilira Figura 5: missõs da agropcuária brasilira (418 Mt CO 2 ) por substors fonts missoras m Figura 6: ranking das missõs d GEE mundiais pla agropcuária m Figura 7: missõs totais na agropcuária (mil t CO 2 ) a volução do rbanho bovino (mil cabças) das principais culturas agrícolas (mil t) ntr Figura 8: missõs históricas staduais pla agropcuária brasilira ( ) a participação da pcuária d cort Figura 9: ranking stadual das missõs d GEE pla agropcuária brasilira m 2013 (418 Mt d CO 2 ) Figura 10: participação dos stados nas missõs dirtas d GEE pla agropcuária no Brasil as atividads qu compõm ssas missõs m Figura 11: participação histórica stadual na missão total plo Brasil Figura 12: participação histórica das missõs d GEE da pcuária d cort por stado no Brasil Figura 13: crscimnto do rbanho d bovino d cort nacional nos stados do Mato Grosso da Amazônia Lgal (Acr, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima Tocantins) d 1970 a Figura 14: consumo d frtilizants nitrognados no Brasil as missõs d GEE rsultants d sua aplicação ntr Figura 15: produção d milho, algodão cana-d-açúcar as missõs d GEE históricas pla aplicação d frtilizants nitrognados nos principais stados produtors brasiliros Figura 16: nódulos formados nas raízs das lguminosas Figura 17: missõs d GEE provnints da quima d cana-d-açúcar a produção dssa cultura no Brasil no stado d São Paulo ntr Figura 18: missõs d GEE (Mt CO 2 ) provnints d djtos animais m Figura 19: participação dos principais stados produtors d suínos avs nas missõs d GEE plo manjo d djtos dsss animais no Brasil m Figura 20: sistma d manjo d djtos das principais catgorias animais no Brasil o númro d animais com potncial d inclusão m projtos d mitigação d GEE via manjo d djtos Figura 21: missõs d GEE (Mt) do cultivo d arroz irrigado nas cinco rgiõs brasiliras no stado do Rio Grand do Sul m Figura 22: tipos d prparo do solo no cultivo do arroz irrigado sus fators d missão d CH 4 no Rio Grand do Sul Figura 23: missõs d GEE da agropcuária brasilira projtadas sob a hipóts d crscimnto do PIB a 5% stimadas plo SEEG (Mt CO 2 ) Figura 24: missõs rmoçõs d gass d fito stufa m sistmas agropcuários Figura 25: participação do Programa ABC no total dos rcursos dstinados ao financiamnto da agropcuária brasilira (Plano Safra R$ 187,7 bilhõs) Figura 26: conjunto d tcnologias mcanismos d gstão (pontos d control) da linha d crédito m laboração Intnsifica Pcuária Figura 27: bnfícios aos produtors à mdida qu cumprirm os rquisitos da linha d crédito m laboração Intnsifica Pcuária

5 Índic d tablas Tabla 1: açõs d mitigação dscritas no Dcrto nº 7.390, sobr PNMC Tabla 2: subprogramas do Plano ABC potncial d mitigação por rdução d missão d GEE (MAPA, 2010) Tabla 3: crédito disponibilizado dsmbolso do Programa ABC no Plano Agrícola Pcuário brasiliro Tabla 4: Plano Safra 2015/2016: rcursos programados para custio invstimnto

6 sumário xcutivo A mudança do clima é considrada um dos principais problmas ambintais do século. Ess problma tm sido causado plo aumnto da concntração d gass d fito stufa (GEE) na atmosfra, os quais são mitidos por atividads antrópicas rfrnts aos stors da agropcuária, d nrgia, do tratamnto d rsíduos do uso da trra. A agropcuária spcificamnt é rsponsávl por crca d 10-12% das missõs globais, sndo font d missão d três GEE: dióxido d carbono (CO 2 ), óxido nitroso (N 2 O) mtano (CH 4 ). Entrtanto, a Agência das Naçõs Unidas para Agricultura Alimntação (FAO) aponta crscimntos ntr 15% 40% na dmanda global por divrsos tipos d alimntos nas próximas décadas, fato qu lva a agropcuária mundial a nfrntar o dsafio d produzir para alimntar uma crscnt população ao msmo tmpo m qu tm a obrigação d rduzir suas missõs d GEE. Por sr um dos maiors produtors d alimntos do mundo, o Brasil srá um dos principais paíss a lvar sua produção xportação agropcuária d modo a atndr a st aumnto d dmanda. No ntanto, o Brasil já stá ntr os dz maiors missors d GEE do mundo é o sgundo maior missor pla produção agropcuária, com 418 Gt d quivalnts d CO 2 mitidos por ss stor m 2013, o qu rprsnta quas um trço das missõs nacionais. Dssa manira, ssa tndência torna-s ao msmo tmpo um risco ao aqucimnto global, mas também uma oportunidad m planjar um crscimnto basado m baixas missõs d carbono alta ficiência produtiva. Para conhcr as fonts d missão d GEE na agropcuária brasilira ntndr como as políticas nacionais stão influnciando ssas missõs, a Plataforma SEEG (Sistma d Estimativas d Emissõs d GEE), disponibiliza stimativas d missõs d GEE para todos os stados brasiliros, cobrindo um príodo histórico d 1970 a 2013 (Anxo 1). Já st Rlatório Analítico d Emissõs d GEE intrprta os dados do SEEG, propõ mdidas d mitigação rlaciona o impacto das políticas agrícolas nas missõs. O rsultado dstas análiss rvla qu m pouco mais d 40 anos as missõs d GEE do stor agropcuário aumntaram crca d 160%. Durant as décadas d 1970 a 1990, as missõs ram prdominantmnt provnints dos stados do Sul Sudst do país. Entrtanto, ssas missõs s dslocaram para stados do cntro-ost, mais rcntmnt, para o nort, avançando rumo à Amazônia à mdida qu a frontira agrícola s xpand nssa dirção. Ess fato pod sr vidnciado plo prfil das missõs d GEE staduais. No comço dos anos 1970, o Rio Grand do Sul ra o principal rsponsávl plas missõs da agropcuária dvido às grands áras d arroz irrigado atualmnt o Mato Grosso ocupa ssa posição, mitindo 13% do total, com su rbanho bovino d quas 30 mil cabças d gado. Estados como Pará Rondônia, qu ants ocupavam as últimas posiçõs do ranking d missõs, hoj contribum conjuntamnt com mais d 10% das missõs da agropcuária dvido ao crscimnto da pcuária d cort nsss stados. No Brasil, a bovinocultura d cort é a principal font d missão d GEE do stor, rsponsávl também pla xpansão da frontira agrícola brasilira sob baixa ficiência d produção, utilizando apnas 33% da capacidad das pastagns instaladas (Strassburg t al., 2014). 6

7 Por outro lado, tm-s visto qu a combinação d psquisa, assistência técnica política pública pod atuar ftivamnt m rduzir as missõs d GEE. Ess é o caso das missõs pla quima d rsíduos da cana-d-açúcar no Estado d São Paulo plo cultivo d arroz irrigado no Rio Grand Sul. As missõs m São Paulo rduziram m 70% dvido ao Protocolo Agroambintal qu dtrmina a liminação da quima da cana-d-açúcar para colhita. No Rio Grand do Sul, psquisas assistência técnica vêm consolidando práticas d cultivo do arroz irrigado qu mantêm a produtividad promovm o uso mais ficint da água d insumos, rfltindo m uma rdução d 25% nas missõs quando comparado a sistmas convncionais d cultivo. Quanto às políticas nacionais, com o lançamnto do Plano ABC m 2010, houv a possibilidad d dar início a implmntação d práticas d mitigação das missõs d GEE pla agropcuária nacional. Incorporado ao Plano Safra, a linha d crédito Programa ABC financia a adoção d práticas d baixo carbono, como a rcupração d pastagns dgradadas intgração lavoura-pcuária-florsta. Contudo, mnos d 1,6% do orçamnto do Plano Safra 2015/2016 é dstinado ao Programa ABC, qu atualmnt possui uma taxa d juros similar a outras linhas d crédito grand burocracia para obtnção do crédito. Adicionalmnt, poucos sforços têm sido fitos para monitorar o fito dos rcursos dss plano nas missõs nacionais d GEE. O sistma d monitoramnto foi laborado pla EMBRAPA, mas ainda não stá oprando na prática, o qu impd o govrno d contabilizar a rdução das missõs promovidas plo Plano ABC. Conjuntamnt ao atraso no monitoramnto, o govrno brasiliro também tm atrasado a rvisão do Plano Clima, o qual dvria sr fito bianulamnt dsd 2008 sofru apnas uma atualização. A agropcuária brasilira tm um grand potncial m rduzir suas missõs, porém todas as políticas agrícolas prcisam tr o foco m práticas produtivas d baixas missõs alto squstro d carbono, ond o sistma squstra mais do qu mit. Contudo, nota-s qu o Brasil ainda tm muito trabalho pla frnt para rvrtr ss quadro transformar o problma m oportunidad. Est rlatório mostra qu a rcupração d pastos dgradados, a intnsificação modrada das pastagns a intgração lavoura-pcuária-florsta têm potnciais fantásticos d squstro rdução d missõs d carbono, porém prcisam sr implmntadas m larga scala m um curto príodo d tmpo para qu o aqucimnto global sja frado. Avançar na coordnação dos stors produtivos políticas públicas, atribuindo mtas d rdução ambiciosas m todas as linhas d financiamnto agropcuário, prmitiria qu o Brasil cumpriss não apnas com os compromissos climáticos firmados, mas também incorporass um modlo d crscimnto gstão basado m baixas missõs d GEE. 7

8 1 introdução O Brasil já sofr impactos com as mudanças climáticas atualmnt é mais vulnrávl a vntos naturais d maior intnsidad. Essa foi uma das conclusõs do Painl intrgovrnamntal sobr Mudanças Climáticas (ipcc) do Painl Brasiliro d Mudanças Climáticas (PBMC) m 2013, qu rlataram qu o Brasil foi um dos paíss ond houv maior aumnto da tmpratura na rgião costira (crca d 2,5 º C) d 1901 a 2012 (SAE, 2014). D acordo com a Scrtaria d Assuntos Estratégicos da Prsidência da Rpública (SAE), os fitos do aqucimnto global são um problma d agnda d dsnvolvimnto comum m dcisõs d invstimnto público rqurm uma stratégia d alocação d rcursos m difrnts açõs compatívis com as ncssidads do momnto. Em 2014, o Obsrvatório do Clima (OC) lançou a sgunda vrsão da Plataforma SEEG, qu disponibiliza o rsultado das stimativas d missõs brasiliras d GEE, basada na mtodologia utilizada no invntário Brasiliro d Emissõs Rmoçõs Antrópicas d Gass d Efito Estufa nas dirtrizs do ipcc. Essas stimativas d missõs foram calculadas m nívl stadual para o príodo d 1970 a 2013 para cinco stors: agropcuária, nrgia, mudança d uso da trra, indústria rsíduos. Essa abordagm possibilita visualizar a contribuição d cada um dsss stors nas missõs brasiliras d GEE, suas tndências históricas rgionais, assim pod orintar a laboração rvisão d políticas públicas planos storiais spcíficos. Os rsultados da sgunda vrsão da Plataforma SEEG mostram qu o Brasil mitiu crca d 1,5 bilhão d tonladas (1.500 Mt) d CO 2 m 2013, do qual apnas o stor da agropcuária contribuiu dirtamnt com crca d 30% (418 Mt CO 2 ) (SEEG, 2014). As missõs dirtamnt causadas spcificamnt pla agropcuária são distribuídas m cinco grupos d atividads: produção animal vgtal, uso d frtilizants nitrognados na agricultura, disposição d djtos animais cultivo d organossolos. Entrtanto, a agricultura chga a sr rsponsávl por quas 60% das missõs brasiliras quando as mis- sõs rlacionadas indirtamnt com a produção agropcuária são contabilizadas. São las: missõs provnints do dsmatamnto dos cossistmas naturais para xpansão agrícola, do uso d combustívis fóssis na agricultura do tratamnto d flunts industriais. EMiSSõES DE GEE SEtOR DE RESÍDUOS 8

9 Por outro lado, a agropcuária brasilira aprsnta grand potncial m rduzir suas missõs d GEE através d inúmras opçõs d práticas d mitigação, principalmnt aqulas rlacionadas ao aumnto da ficiência d uso das pastagns no Brasil. Contudo, para qu as tcnologias d mitigação aumnto do squstro d carbono chgum ao produtor, é ncssário qu políticas públicas promovam a implmntação dssas práticas m larga scala, conciliando a consrvação dos rcursos naturais ao aumnto da ficiência da produção agrícola para suprir a dmanda global por alimntos. Nss sntido, com intuito d subsidiar aumntar a capacidad d tomada d dcisão quanto a ss safio, transformar o problma m oportunidad, o imaflora analisou as missõs d gass d fito stufa (GEE) no stor agropcuário brasiliro a partir das stimativas da Plataforma do Sistma d Estimativa d Emissõs d GEE (SEEG), lançado m 2013, fz uma anális do impacto das políticas públicas dos planos storiais nas missõs dss stor. Est trabalho também traz rcomndaçõs d açõs govrnamntais para uma agropcuária d baixo carbono d mlhorias das stimativas d missõs d d- GEE. 1.1 AS EmiSSõES de GEE na AGropEcuáriA brasileira EntrE 1970 E 2013 Sgundo as stimativas do SEEG, as missõs d GEE brasiliras vêm crscndo continuamnt dsd 1970 totalizaram crca d 1500 Mt CO 2 no ano d 2013, das quais a agropcuária foi rsponsávl por crca d 30% dst total (SEEG, 2014). Ao transformar as missõs dsss GEE m uma unidad comum, o CO 2 quivalnt (CO 2 ), é possívl notar qu as missõs dirtas do stor agropcuário crscram m quas 160% dsd 1970, alcançando 418 Mt CO 2 m 2013 (Figura 1) Emissão d GEE (Mt CO 2 ) Figura 1: volução das missõs brutas d CO 2 pla agropcuária no Brasil EMiSSõES DE GEE SEtOR AGROPECUáRiO 9

10 Entrtanto, é important lmbrar qu xistm missõs qu são rlacionadas indirtamnt com a produção agropcuária qu stão contabilizadas m outros stors dvido à mtodologia do IPCC, sndo las: missõs por dsmatamnto dos cossistmas naturais para xpansão agrícola (mudança do uso da trra), missõs provnints do uso d combustívis fóssis na agricultura (nrgia) missõs rsultants do tratamnto d flunts industriais (rsíduos) (Figura 2). Essas missõs indirtas não stão computadas nsts 30%, mas, ao srm adicionadas, a agricultura chga a sr rsponsávl por quas 60% das missõs brasiliras. Esss númros potncialmnt mantêm o Brasil ntr os dz maiors paíss missors d GEE (Figura 3). Emissõs totais da agropcuária 982 Mt CO 2 Emissõs dirtas 418 Mt CO 2 43% Agricultura pcuária 542 Mt CO 2 Emissõs indirtas 564 Mt CO 2 55% Mudança d uso da trra 418 Mt CO 2 2% Uso d combustívis fóssis na agricultura 19 Mt CO 2 0,3% Rsíduos agrícolas industriais 3 Mt CO 2 Figura 2: missõs dirtas indirtas provnints da agropcuária brasilira m Emissõs d GEE totais xcluindo mudanças no uso da trra Emissõs d GEE totais incluindo mudanças no uso da trra 8 Gt CO 2 (2011) China EUA União Europia Índia Rússia Indonésia Brasil Japão Canadá México (Font: WRI Figura 3: Top 10 d missõs d GEE do mundo 10

11 Dntr os stors da agropcuária, as missõs por frmntação ntérica do rbanho d ruminants (prdominantmnt bovinos d cort) é a causa da maior fatia d missõs d GEE do stor. Em sgundo lugar vêm as missõs rsultants das atividads m solos agrícolas (qu inclui os frtilizants sintéticos, o adubo d origm animal, os djtos animais dpositados m pastagm, os cultivos d solos orgânicos os rstos d culturas agrícolas). Postriormnt vêm as missõs do manjo d djtos d animais, as missõs provnints do cultivo d arroz irrigado da quima d rsíduos agrícolas, como a cana-d-açúcar (Figura 4). Emissão d GEE (Mt CO 2 ) Solos agrícolas Quima d rsíduos agrícolas Manjo d djtos animais Frmntação ntérica Cultivo d arroz Figura 4: missõs d CO 2 por substor da agropcuária brasilira S as missõs form divididas por substors da agricultura pcuária, nota-s qu 84% das missõs do stor são provnints da produção animal (76% provnints da bovinocultura d cort lit); aproximadamnt 7%, da produção vgtal; 7%, da aplicação d frtilizants nitrognados; os 2% rstants, d outras fonts (Figura 5). Sgundo o World Rsourcs Institut (WRI), sts númros lvam o Brasil a ocupar o 2 lugar no ranking das missõs m atividads agropcuárias do mundo (Figura 6). Frmntação ntérica 236 Mt CO 2 57% 64% 267 Mt CO 2 Bovinos d cort Solos agrícolas Manjo d djtos Quima d rsíduos Cultivo d arroz 150 Mt CO 2 17 Mt CO 2 5 Mt CO 2 10 Mt CO 2 36% 4% 1% 2% 12% 2% 2% 4% 7% 1% 4% 50 Mt CO 2 10 Mt CO 2 9 Mt CO 2 15 Mt CO 2 31 Mt CO 2 5 Mt CO 2 15 Mt CO 2 Bovinos d lit Suínos Avs Outros animais Frtilizants Solos orgânicos Rsíduos agrícolas 1% 5 Mt CO 2 Cana-d-açúcar 2% 10 Mt CO 2 Arroz Figura 5: missõs da agropcuária brasilira (418 Mt CO 2 ) por substors fonts missoras m

12 4º EUA 7,8% 3º UE 8,2% 1º China 11,7% 2º Brasil 9,9% (Font: WRI Figura 6: ranking das missõs d GEE mundiais pla agropcuária m 2011 O crscimnto das missõs na agropcuária nas ultimas décadas, principalmnt no príodo ntr , acompanha o aumnto da produção agrícola, principalmnt das principais commoditis brasiliras: soja, milho carn (Figura 7). Até 2022/23, as projçõs do Ministério da Agricultura, Pcuária Abastcimnto (MAPA) mostram qu o Brasil irá abastcr mais d 200 milhõs d brasiliros grar xcdnts xportávis para algo m torno d vint paíss (MAPA, 2013). S ss avanço na produção não adotar técnicas d baixas missõs d GEE alto squstro d carbono, a tndência srá a d aumntar as missõs nacionais agravar o procsso d mudanças no clima Emissõs Totais (mil t CO 2 ) Bovino Total (mil cabças) Soja (mil t) Milho (mil t) Mandioca (mil t) Arroz (mil t) Algodão (mil t) Fijão (mil t) Figura 7: missõs totais na agropcuária (mil t CO 2 ) a volução do rbanho bovino (mil cabças) das principais culturas agrícolas (mil t) ntr Historicamnt, as missõs d GEE pla agropcuária brasilira ram majoritariamnt provnints dos stados do sudst sul do país, m spcial dos stados d Minas Grais Rio Grand do Sul. Entrtanto, a xpansão agrícola para a rgião Cntro-Ost a partir da década d 1970 gradativamnt aumntou a contribuição dssa rgião nas missõs d GEE brasiliras, tornando o Mato Grosso o maior missor nacional m Assim, ao longo dos últimos 40 anos tm havido uma constant rconfiguração das principais rgiõs missoras d GEE ao longo do trritório nacional, acompanhando a xpansão da atividad agropcuária no Brasil. A frontira agrícola caminha m dirção à Amazônia, os stados do nort do Brasil aumntam rapidamnt sua participação nas missõs agropcuárias nos últimos anos. 12

13 1.2 A contribuição dos stados brasiliros nas missõs d GEE no stor agropcuário A agropcuária brasilira mitiu, ntr , crca d Mt CO 2 (missão acumulada). Somnt os stados d Minas Grais, Rio Grand do Sul, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul Mato Grosso rspondm por crca d 60% dstas missõs durant o príodo. Essas missõs foram têm sido prdominantmnt drivadas da pcuária d cort (Figura 8) % Outros ,81 Mt 57 13% MG 13% RS 10% GO % MT 86 8% MS 89 9% SP Participação da pcuária d cort (%) 54 Figura 8: missõs históricas staduais pla agropcuária brasilira ( ) a participação da pcuária d cort Assim, nota-s qu a rgião Sudst, uma das primiras rgiõs agrícolas brasiliras, é o local qu possui a maior missão acumulada d GEE nacional (soma das missõs anuais d 1970 a 2013). Entrtanto, é no Cntro-Ost qu as missõs dsss gass vêm aumntando. Atualmnt, o Mato Grosso lidra o ranking nacional dvido ao xtnso rbanho produção d grãos, sguido por Minas Grais com su rbanho litiro Rio Grand do Sul com arroz irrigado, com o sgundo trciro lugars no ranking, rspctivamnt (Figura 9). SC 3% RO 4% BA 5% PR 7% Outros 16% SP 7% 418 Mt CO 2 PA 7% MS 8% MT 12% GO 9% MG 11% RS 11% Figura 9: ranking stadual das missõs d GEE pla agropcuária brasilira m 2013 (418 Mt CO 2 ) 13

14 Atualmnt, Mato Grosso, Minas Grais, Rio Grand do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará São Paulo são os stados brasiliros qu mais mitm GEE pla produção agropcuária d forma dirta, somando quas 70% das missõs nacionais dss stor m As principais fonts d missão são a pcuária d cort o uso d frtilizants nitrognados sintéticos m quas todos os stados. Porém, a produção d soja no Mato Grosso, o cultivo d arroz irrigado no Rio Grand do Sul, a pcuária d lit m Minas Grais a produção d cana-d-açúcar m São Paulo também contribum significativamnt m rgiõs spcíficas (Figura 10). 4% Rsíduos da soja 9% Frtilizants sintéticos 78% Gado d cort 28% Outras 13% Frtilizants sintéticos 9% Outras 49 Mt CO 2 MT RS 45 Mt CO 2 43% Gado d cort 16% Arroz SP MG 48% Gado d cort 10% Cana-d-açúcar 11% Gado d lit 15% Outras 48 Mt CO 2 28 Mt CO 2 19% Frtilizants sintéticos 26% Gado d lit 14% Outras 12% Frtilizants sintéticos 45% Gado d cort % da missão d GEE total m 2013 (418 Mt CO 2 ) 0,0-2,0 2,1-4,0 4,1-6,0 6,1-8,0 8,1-10,0 > 10,0 Figura 10: participação dos stados nas missõs dirtas d GEE pla agropcuária no Brasil as atividads qu compõm ssas missõs m 2013 É intrssant notar qu durant os últimos 40 anos os focos d missão d GEE ao longo do trritório brasiliro acompanharam a xpansão agrícola nacional. Nos anos 70, por xmplo, 60% das missõs d GEE brasiliras stavam concntradas nos stados do Sul Sudst, dominados plas produçõs d carn lit nos stados do Rio Grand do Sul, Minas Grais São Paulo. À mdida qu o Brasil xpand sua frontira agrícola, aproximadamnt 30% das missõs nacionais foram dslocadas para a rgião Cntro-Ost, 14

15 spcialmnt para o stado do Mato Grosso como mostram os mapas a sguir (Figura 11). Atualmnt, ss stado é uma das principais frontiras agrícolas do mundo, concntrando o maior rbanho bovino a maior produção d soja nacional, produtos qu são xportados principalmnt para a Europa Ásia. Mais rcntmnt, a prssão por novas áras agrícolas além do Cntro-Ost lvou a uma drástica mudança nos padrõs d missão d GEE nos stados do Nort, principalmnt Pará, Acr Rondônia. Nas décadas d , os stados da Amazônia contribuíam com mnos d 2% das missõs nacionais atualmnt participam com crca d 9% (Figura 11) % na missão d GEE total 0,0-2,0 2,1-4,0 4,1-6,0 6,1-8,0 8,1-10,0 > 10,0 Figura 11: participação histórica stadual na missão total plo Brasil Adicionalmnt, com o dslocamnto da pcuária para os stados do Cntro-Ost Nort, part das pastagns dos stados do Sul Sudst dram lugar a culturas agrícolas, como a cana-d-açúcar milho. Essas culturas aumntaram significativamnt a dmanda por frtilizants sintéticos nitrognados, outra important font d missão d GEE, qu rprsnta 7% das missõs totais brasiliras. Esss stados do Sul Sudst mitiram 65% do total das missõs provnints d frtilizants no Brasil m As culturas agrícolas por sua vz, dram suport ao aumnto da criação d suínos avs, principalmnt na rgião Sul do país, o qu lvou as missõs plo manjo d djtos dsss animais m 85% dsd Atualmnt ssa font rprsnta 4,2% das missõs nacionais. Nss msmo sntido, s dstaca o impacto das missõs d GEE plo cultivo do arroz irrigado no Rio Grand do Sul. Somnt ss stado gra 79% das missõs causadas plo cultivo do arroz. 15

16 1.3 O rbanho bovino as missõs d GEE: do Mato Grosso m dirção à Amazônia O rbanho da pcuária d cort no Brasil crscu d 82 milhõs cabças m 1970 para 189 milhõs m 2013 (IBGE, 2014), mantndo o país m sgundo lugar no ranking d maior produtor d carn bovina do mundo maior xportador mundial. Em 2014, o Valor Bruto da Produção (VBP) d carn foi d R$ 60,9 bilhõs, atrás apnas do complxo da soja (MAPA, 2015). Adicionalmnt, stima-s qu a cadia produtiva da carn bovina movimnt crca d R$ 167,5 bilhõs por ano gr aproximadamnt 7 milhõs d mprgos (Nvs, 2012). Os bovinos são hrbívoros ruminants qu, ao fazrm a digstão do alimnto, libram grand quantidad d CH 4 na atmosfra através d um procsso chamado frmntação ntérica (MCTI, 2014a). Ess procsso, somado à lvada população d animais ruminants no país, spcialmnt bovinos d cort, rspond por 57% das missõs totais d GEE (CO 2 ) na agropcuária brasilira. Nos anos d 1970, o rbanho ra concntrado prdominantmnt nos stados do Sul Sudst, os quais comprndiam crca d 60% das missõs d GEE por ssa font nss príodo. Entrtanto, a xpansão da frontira agrícola rumo aos stados no bioma amazônico dslocou compltamnt as missõs d GEE brasiliras (Figura 12) % na missão d GEE pla pcuária d cort 0,0-2,0 2,1-4,0 4,1-6,0 6,1-8,0 8,1-10,0 > 10,0 Figura 12: participação histórica das missõs d GEE da pcuária d cort por stado no Brasil 16

17 Nos anos d 1990, o rbanho comçou a s dslocar prdominantmnt para o rcém-dividido stado do Mato Grosso (acompanhado d lvadas taxas d dsmatamnto), consquntmnt, as missõs d GEE por ssa font atingiram 7% do total mitido plo Brasil. Nos anos 2000, ss padrão s acntuou ainda houv o drástico aumnto das missõs d GEE nos stados da Amazônia Lgal, como Rondônia, Tocantins, mais intnsamnt, Pará (Figura 12). As projçõs do agrongócio aprsntadas plo MAPA mostram qu nos anos d 2022/2023 a xpctativa é d qu o rbanho bovino crsça m torno d 2% ao ano a partir do tamanho do rbanho atual (MAPA, 2013). Já as projçõs do Outlook Fisp prvm um aumnto d 11% do rbanho m Dsta forma, o Brasil alcançará mais d 225 milhõs d cabças d gado (Outlook Fisp, 2012). S não ocorrr um aumnto na ficiência na intnsificação da produção m áras já ocupadas por pcuária, a tndência é qu o rbanho adicional sja alocado nos stados do bioma amazônico (Figura 13), o qu pod acntuar o dsmatamnto nssa rgião assim como o crscimnto das missõs nacionais, agravando ainda mais a contribuição do stor para as missõs brasiliras. % do rbanho bovino d cort nacional Amazônia Lgal Mato Grosso Figura 13: crscimnto do rbanho d bovino d cort nacional nos stados do Mato Grosso da Amazônia Lgal (Acr, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima Tocantins) d 1970 a 2013 Sgundo rlatórios do Obsrvatório do ABC (http://www.obsrvatorioabc.com.br), para s aumntar o rbanho brasiliro com uma prspctiva d baixas missõs d carbono, é fundamntal buscar maior ficiência no balanço final d GEE. A pcuária atualmnt praticada no Brasil s dá d forma xtnsiva com baixa adoção d tcnologias, o qu lva m muitos casos a sistmas inficints, qu favorcm a dgradação das pastagns conduzm ao abat dos animais tardiamnt (crca d quatro anos). Da msma forma, à mdida qu a produtividad da pastagm s rduz, há stímulo ao dsmatamnto para abrtura d novas áras m busca d solos mais fértis capazs d suportar o rbanho su crscimnto. Estima-s qu atualmnt são xplorados apnas 33% da capacidad produtiva das pastagns brasiliras, mas, s ssa taxa subiss para 50%, havria um aumnto da produção d carn associado à libração d áras capazs d suportar a dmanda d crscimnto d outros sistmas produtivos agrícolas prvistos até 2040, ainda, a manutnção das atuais áras nativas (Strassburg t al., 2014). 17

18 Emissõs squstro: o balanço d carbono no sistma produtivo É important lmbrar qu os cálculos d missõs do SEEG sgum as mtodologias do IPCC dos Invntários Brasiliros, utilizando fators d missão spcíficos no caso da pcuária d cort lit (Tir 2 para frmntação ntérica manjo d djtos no solo, por xmplo). Contudo, a pcuária trata d um sistma d produção mais complxo, ond muitos dos fators nvolvidos no sistma não são snsívis à mtodologia atualmnt utilizada plo govrno como, por xmplo, o squstro d carbono plo solo proporcionado por pastagns bm manjadas. É ncssário incluir nas mtodologias oficiais todos os componnts qu influnciam o sistma d produção, calculando, assim, o balanço d carbono (squstro-missõs), como, por xmplo, o manjo da pastagm, a lotação, a gnética animal, a idad d abat, o tipo a qualidad do pasto, o carbono acumulado no solo, os sistmas d intgração lavoura-pcuária-florsta, ntr outros. Isso trará maior prcisão para as stimativas para laboração d stratégias d mitigação para as difrnts rgiõs brasiliras. O qu é um Tir? Tir é uma palavra qu xprssa a complxidad mtodológica para s stimar as missõs d GEE é rprsntada por três nívis: 1, 2 3. A complxidad, consquntmnt, a prcisão do cálculo aumntam com o aumnto do Tir. A mtodologia Tir 1 prmit calcular as missõs d GEE utilizando-s valors d fators dfault (padrão) forncidos plo IPCC. Contudo, por srm dfault, sss fators possum lvadas incrtzas, o qu diminui a prcisão dos rsultados dificulta o ntndimnto das missõs d GEE m planos d mitigação, mas prmit qu qualqur país faça um invntário d missão a partir d sus dados cnsitários (xmplo: númro d cabças d bovinos d cort no país). A mdida qu o país avança m psquisas conhcimnto dos procssos d missõs d GEE d sus próprios sistmas produtivos, l não dpnd mais d fators dfault, assim é considrado qu ss país pass a utilizar os nívis mtodológicos Tir 2 3. Evidntmnt, o dsnvolvimnto d Tirs mais lvados dmanda mais rcursos tmporais financiros. Por outro lado, prmit qu o país avali planj com maior clarza prcisão mios d rduzir suas missõs d GEE sm compromtr o sistma d produção. 18

19 1.4 Frtilização nitrognada, missão d GEE produtividad: como conciliar? Rsponsávl por 7% das missõs d GEE na agropcuária m 2013, a contribuição dos frtilizants nitrognados sintéticos (como a uria o sulfato d amônio) para as mudanças climáticas vm crscndo rapidamnt. A Figura 14 mostra o consumo dsss frtilizants as missõs rsultants d sua aplicação ao solo ntr no Brasil ,7 Milhõs d tonladas , Emissão d N 2 O (CO 2 ) Consumo d frtilizant nitrognado Figura 14: consumo d frtilizants nitrognados no Brasil as missõs d GEE rsultants d sua aplicação ntr Os rlatórios da Associação Nacional para Difusão d Adubos (ANDA, 1991; 2001; 2014) indicam qu o consumo m 1990 ra d 780 mil tonladas d adubo nitrognado, passando para quas 1,7 milhõs d tonladas m 2000 chgando ao volum d 3,7 milhõs m Isto significa qu a cada dz anos a quantidad d nitrogênio utilizada na agricultura brasilira chga a dobrar, assim como as missõs provocadas pla aplicação dss insumo. Sgundo o sit da mprsa Hringr, o Brasil stá m 4º lugar no ranking dos maiors consumidors d frtilizants sintéticos do mundo. A indústria nacional não consgu suprir ssa dmanda, sndo ncssária a importação dss insumo. O Brasil consom crca d 6% d todo adubo do mundo, ficando atrás apnas da China, Índia Estados Unidos. As culturas qu mais consomm adubo nitrognado no Brasil são milho, cana, café, arroz trigo, sndo qu a produtividad por hctar as áras d produção dssas culturas não param d crscr no Brasil. Em 1990, por xmplo, ram produzidos 21 milhõs d tonladas d milho (cultura xignt m adubação), passando para 32 milhõs m 2000 para 80 milhõs m 2013 sgundo dados do Instituto Brasiliro d Gografia Estatística (IBGE) Produção Agrícola Municipal (www.sidra.ibg.gov.br). O studo do MAPA mostra qu a produção d milho projtada para a safra d 2022/23 é d 93,6 milhõs d tonladas. 19

20 A Figura 15 ilustra a strita rlação ntr a produção d algumas das principais culturas agrícolas brasiliras as missõs totais por frtilizants nitrognados tanto nos stados tradicionalmnt produtors, como o Paraná, quanto m stados localizados m frontiras agrícolas, como o Mato Grosso, ond a cultura do milho, por xmplo, vm sndo amplamnt introduzida m sucssão com a soja. Milhõs d t Milhõs d t Milhõs d t Mato Grosso Paraná São Paulo Milhõs d CO 2 Milhõs d CO 2 Milhõs d CO 2 Produção d milho (milhõs d t) Emissão d GEE stadual via frtilizants N (milhõs d t CO 2 ) Produção d milho (milhõs d t) Produção d algodão (milhõs d t) Emissão d GEE stadual via frtilizants N (milhõs d t CO 2 ) Produção d milho (milhõs d t) Emissão d GEE stadual via frtilizants N (milhõs d t CO 2 ) Figura 15: produção d milho, algodão cana-d-açúcar as missõs d GEE históricas pla aplicação d frtilizants nitrognados nos principais stados produtors brasiliros 20

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