AII. ANEXO II COEFICIENTE DE CONDUTIBILIDADE TÉRMICA IN-SITU

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1 ANEXO II Coficint d Condutibilidad Térmica In-Situ AII. ANEXO II COEFICIENTE DE CONDUTIBILIDADE TÉRMICA IN-SITU AII.1. JUSTIFICAÇÃO O conhcimnto da rsistência térmica ral dos componnts da nvolvnt do difício 1 é muito important, qur m difícios novos, como m difícios antigos, pois: Edifícios novos d forma a dtrminar s a qualidad da construção corrspond à qu foi proposta plo projcto. A utilização d matrial ou mão-d-obra d baixa qualidad pod lvar a qu componnts do difício não tnham a prformanc inicialmnt projctada; Edifícios antigos o conhcimnto da rsistência térmica da nvolvnt é important para dtrminar s o difício ncssita da aplicação, ou não, d isolamnto térmico ou outras mdidas para baixar o consumo nrgético. Assim, através da mdição in-situ, é possívl justificar um 1 Um componnt da nvolvnt do difício é uma porção da nvolvnt do difício qu tm uma construção consistnt, tal como uma pard, cobrtura, pavimnto, janla, porta. Univrsidad do Minho Escola d Engnharia Dpartamnto d Engnharia Civil PÁGINA 213

2 Anális do Comportamnto Térmico d Construçõs não Convncionais através d Simulação m VisualDOE invstimnto m mdidas d rdução do consumo nrgético qu não sria possívl através d cálculos a partir d dados publicados; Edifícios d tst com o conhcimnto da rsistência térmica ral dos componnts dos difícios é possívl tstar matriais novos, qu não possum valors tablados para a rsistência térmica, assim como aumntar o rigor das simulaçõs da prformanc nrgética fctuadas. AII.2. MÉTODO UTILIZADO O método utilizado para o cálculo da rsistência térmica in-situ, d lmntos da nvolvnt, foi a técnica do Somatório ASTM (Norma C ), qu dita o cumprimnto d crtos rquisitos para qu sja possívl obtr a rsistência térmica in-situ dos lmntos da nvolvnt com um alto grau d confiança: O prcurso do fluxo d calor tm d sr prpndicular à suprfíci m qustão, ou sja, não podm xistir fnómnos qu prturbm o fluxo d calor, tais como ponts térmicas, ntr outros; Tm d havr um gradint térmico significativo ntr o xtrior o intrior; Têm d sr scolhidos intrvalos d tmpo qu não provoqum difrnças na rsistência térmica calculada m mais d 10%. A partir dsta técnica, é possívl obtr a rsistência térmica d lmntos da nvolvnt com a colocação d snsors d tmpratura 2 na suprfíci xtrior intrior com a colocação d snsors d fluxo d calor 3 no lmnto da nvolvnt, qu ncssita obtr a rsistência térmica. Assim, os dados rcolhidos in-situ são: 2 Um snsor d tmpratura é um aparlho qu produz um sinal contínuo, função da tmpratura, como por xmplo um trmopar. 3 Um snsor d fluxo d calor é um aparlho qu produz um sinal contínuo, função do fluxo d calor, como por xmplo um transdutor d fluxo d calor. PÁGINA 214 Dissrtação d Mstrado d Pdro Corria Prira da Silva

3 ANEXO II Coficint d Condutibilidad Térmica In-Situ Tmpratura suprficial intrior do lmnto i TiS (Figura AII.1); Tmpratura suprficial xtrior do lmnto i TS (Figura AII.2); Fluxo d calor através do lmnto i qi (Figura AII.1); Figura AII.1 Snsor d fluxo d calor tmpratura suprficial intrior instalados na Célula d Tst Convncional. Figura AII.2 Snsor d tmpratura suprficial xtrior instalado na Célula d Tst não Convncional. Assim, para cada intrvalo d tmpo scolhido (cada intrvalo d tmpo trá d sr múltiplo d 24h), a rsistência térmica stimada (R) é calculada a partir das Equaçõs AII.1 AII.2: Univrsidad do Minho Escola d Engnharia Dpartamnto d Engnharia Civil PÁGINA 215

4 Anális do Comportamnto Térmico d Construçõs não Convncionais através d Simulação m VisualDOE Equação AII.1 Equação AII.2 R M k= 1 = M k= 1 T q Sk ik ; TS = TiS TS com: M intrvalo d tmpo scolhido. Com o intuito d atstar uma boa prformanc dsta técnica, é ncssário xcutar o tst da convrgência (CRn), ntr a R d dois intrvalos d tmpo conscutivos, plo qual a convrgência trá d sr < 0.1 o intrvalo d tmpo do tst d convrgência rcomndado (n) é d 12h. Assim, o tst d convrgência é xcutado aplicando a Equação AII.3: Equação AII.3 CR n R = () t R ( t n) R () t Além d tst da convrgência, também srá ncssário vrificar a variância do valor da rsistência térmica [V(R)], d forma a garantir bons rsultados, aplicando a Equação AII.4: Equação AII.4 ( R ) [ s( R )/ Média( R )] 100 V com: = S(R) é a variância d R calculado com N-1 graus d librdad; N númro d valors d R (N 3). Assim s a variância for mnor qu 10%, o valor a utilizar para a rsistência térmica do lmnto da nvolvnt é o valor médio d todos os R calculados. PÁGINA 216 Dissrtação d Mstrado d Pdro Corria Prira da Silva

5 ANEXO II Coficint d Condutibilidad Térmica In-Situ AII.3. APLICAÇÃO ÀS CÉLULAS DE TESTE Para o caso d studo Células d Tst, xistm quatro componnts da nvolvnt convnintmnt quipados para a ralização dst método d cálculo da rsistência térmica, como s pod obsrvar na Figura AII.3: 1. Pard Sul do compartimnto Sul da Célula d Tst não Convncional (CTnC); 2. Pard Ost do compartimnto Sul da Célula d Tst não Convncional (CTnC); 3. Pard Ost do compartimnto Nort da Célula d Tst não Convncional (CTnC); 4. Pard Est da Célula d Tst Convncional (CTC); Figura AII.3 Distribuição dos snsors d fluxo d calor nas Células d Tst. D forma a aplicar st método d cálculo da rsistência térmica in-situ foi ncssário cumprir os rquisitos impostos pla Norma ASTM C , plo qu: Para garantir qu os fluxos d calor são prpndiculars à suprfíci, os snsors d fluxo d calor foram instalados a mio das pards m locais ond não xistiam ponts térmicas; Univrsidad do Minho Escola d Engnharia Dpartamnto d Engnharia Civil PÁGINA 217

6 Anális do Comportamnto Térmico d Construçõs não Convncionais através d Simulação m VisualDOE Foram scolhidos intrvalos d dados (Tabla AII.1) qu s situavam no Vrão ou Invrno, para promovr maiors gradints térmicos; Com os dados scolhidos, foi calculada a Rsistência térmica através da Equação AII.1 AII.2 confirmado qu sta não varia mais d 10% ntr os vários intrvalos scolhidos, como mostra a Tabla AII.2. Tabla AII.1 Intrvalos d dados utilizados para o cálculo da rsistência térmica in-situ Pard Intrvalo d dados a 4 d Junho 9 a 12 d Junho 14 a 17 d Junho 2 1 a 4 d Junho 9 a 12 d Junho 14 a 17 d Junho 3 1 a 4 d Junho 9 a 12 d Junho 14 a 17 d Junho 4 1 a 4 d Junho 9 a 12 d Junho 14 a 17 d Junho Tabla AII.2 Vrificação da variação da Rsistência térmica por intrvalo d dados Rsistência Térmica (m 2.ºC/w) por Pard intrvalo d dados Variação ntr Intrvalos d dados > 2 2 -> 3 3 -> % 7% 4% % 1% 3% % 5% 2% % 5% 3% Por último, é ncssário confirmar a boa prformanc dos valors da Rsistência Térmica calculados. Como tal, foi aplicada a Equação AII.3 AII.4 d forma a xcutar o tst da variância o tst da convrgência aos valors obtidos. Na Tabla AII.3 são aprsntados os rsultados obtidos com a aplicação dos tsts rfridos à Rsistência Térmica calculada para as quatro pards slccionadas das Células d Tst: Tabla AII.3 Tst d variância convrgência para os valors calculados da rsistência térmica in-situ Tst d Variância Tst d Convrgência Pard Variância Média < 10% R (t-n); n=12h < % % % % Com todos os tsts aplicados sndo o rsultado favorávl, é possívl afirmar com um alto grau d confiança qu a rsistência térmica das pards PÁGINA 218 Dissrtação d Mstrado d Pdro Corria Prira da Silva

7 ANEXO II Coficint d Condutibilidad Térmica In-Situ slccionadas das Células d Tst é a média da rsistência térmica calculada para os três intrvalos d tmpo, ou sja: 1. Pard Sul do compartimnto Sul da Célula d Tst não Convncional (CTnC) 0.34 m 2.ºC/W; 2. Pard Ost do compartimnto Sul da Célula d Tst não Convncional (CTnC) 2.97 m 2.ºC/W; 3. Pard Ost do compartimnto Nort da Célula d Tst não Convncional (CTnC) 1.04 m 2.ºC/W; 4. Pard Est da Célula d Tst Convncional (CTC) 2.2 m 2.ºC/W. Univrsidad do Minho Escola d Engnharia Dpartamnto d Engnharia Civil PÁGINA 219

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