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1 1. TÍTULO DO PROJETO Respeito à diversidade religiosa 2.CICLO OU SÉRIE 2ª Etapa-ciclo 2-(3ª série) 3. AUTOR Solevania Pereira Alves- 4. BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS GEOGRAFIA HISTÓRIA ENSINO RELIGIOSO -Informação, -Organização histórica e -História das narrativas comunicação e interação. temporal sagradas orais e escritas (Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes/ Os acontecimentos religiosos são a origem de mitos e segredos sagrados).

2 5. OBJETIVOS Despertar os alunos para a necessidade de uma visão mais ampla, em prol da construção de uma sociedade mais fraterna, que perceba as diferenças sem preconceitos ou hierarquização. Visualizar na diversidade, a mesma importância e igual sentido que cada crença tem na formação cultural de uma sociedade. Conhecer novas religiões fazendo uma reflexão sobre o modo como vivem. Valorizar a identidade cultural. Proporcionar aos alunos a possibilidade de adquirir conhecimentos sobre a diversidade religiosa.

3 6. FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária, permitindo-nos reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e interpretação dos comportamentos, assim todos esses aspectos levantados têm grande valor para uma educação de qualidade. Portanto se torna de fundamental importância conhecer o desenvolvimento do aluno para o qual será aplicado o presente projeto, que é uma criança de oito anos de idade, e se encontra em uma fase caracterizada pela ação. É uma criança que tem interesse pela história e se identifica com diferentes personagens. Acredita no Transcendente como aquele que cria-faz. E vai estruturando, desse modo, seu mundo pessoal, seu interior e sua relação com o transcendente. A criança de 8 anos está em um estágio no qual a pessoa começa a assumir para si as histórias, crenças e observâncias que simbolizam pertença à sua comunidade. As crenças são apropriadas com uma interpretação literal, assim como as regras e atitudes morais. Os símbolos são entendidos como unidimensionais e literais em seu sentido. Nesta fase a criança já vivencia o simbólico, assim os símbolos específicos ligados à sua tradição religiosa já faz parte do seu cotidiano, e o trabalho com os símbolos será conduzido de tal maneira que os alunos percebam os símbolos mais importantes da sua tradição religiosa e os da tradição de seus colegas de sala. Como também oportunizar ao aluno falar com liberdade da sua crença. Segundo Piaget, esta criança está no estágio operações concretas (7 12 anos), aproximadamente.

4 É o período em que a lógica começa a desenvolver-se e a criança já consegue, a seu modo, organizar e sistematizar situações e relacionar aspectos diferentes da realidade. Neste estágio, predomina a lógica formal, a criança já pode realizar abstrações sem necessitar de representações concretas e pode, também, imaginar situações nunca vistas ou vivenciadas por elas. As visitas aos diferentes locais de cultos propostas neste projeto ajudará a criança a ter o conhecimento das várias cerimônias religiosas que serve de ajudará para o entendimento da dimensão da religiosidade humana e sua relação com o transcendente. De acordo com Freud a Fase de latência (7 a 12anos)corresponde aos anos da escola de Ensino fundamental, quando a criança estará voltada para a aquisição de habilidades, valores e papéis culturalmente aceitos. É chamada de latência porque os impulsos são impedidos de manifestarem-se. Nesta fase aparecem na criança barreiras mentais, impedindo as manifestações da libido, barreiras que Freud identificou como repugnância, vergonha e moralidade. O impulso sexual dirige-se para finalidades culturais: domínio da leitura, da escrita e de muitas outras habilidades. É uma época de nítida separação entre meninos e meninas e de rivalidade entre dois grupos. Quanto à forma de se expressar o que pensa, deseja; a forma de comunicar cresce em sofisticação, em diversidade. Uma destas formas de expressão é o desenho, por meio do qual a criança apresentar nossas emoções, nossa visão de mundo e sua relação com o outro.

5 Assim sendo o presente projeto tem o objetivo de contribuir para uma educação de qualidade cumprindo assim o que consta no artigo 32 da Lei de diretrizes e bases da educação,1996. Que o ensino fundamental tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Como também: a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. O tema O respeito à diversidade religiosa será trabalhado de forma que desperte no aluno a necessidade de uma visão mais ampla, em prol da construção de uma sociedade mais fraterna, que perceba as diferenças sem preconceitos ou hierarquização. Conhecendo novas religiões fazendo uma reflexão sobre o modo como vivem, usando questionamentos, diálogos que promovam o entendimento do conteúdo, abrindo assim a visão do aluno para o respeito à diversidade religiosa e adquirindo novos conhecimentos sobre a diversidade religiosa. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, no artigo 33 reconhece o Ensino Religioso como parte integrante da formação básica do cidadão, assegura, o respeito à diversidade cultural-religiosa do Brasil e veda quaisquer formas de proselitismo. Considerando o que consta na lei as atividades serão fundamentadas nos princípios da cidadania, do entendimento do outro. respeitando a tradição religiosa trazida de suas famílias como também a liberdade de expressão religiosa de cada um.

6 Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra ciência social, de um agrupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais. Portanto o educador tem uma grande tarefa, e não poderia deixar de incluir com as outras disciplinas o Ensino Religioso de grande importância para a urgente formação de um novo ser humano, de sujeito da história que não concordem inocentemente aos diferentes sistemas dominantes, mas que, pela própria prática e reflexão, sejam capazes de construir sua própria história. E a Escola pode ser este espaço onde o aluno fará suas perguntas e terá suas respostas. Podemos assim atribuir a religião à função de educar o aluno para a vida, dando a ele a capacidade de vivê-la em plenitude a partir do encontro consigo mesmo, com o seu próximo e com Deus. Quanto ao conteúdo trabalhado na disciplina de História proporcionará ao aluno uma maior compreensão da sua realidade e de outras (tempo e espaço) conhecendoas, respeitando as diferenças, percebendo as transformações e permanências e por fim se reconhecer como sujeito histórico ativo no processo de aprendizagem. Trabalhar com o conteúdo,contextualizando as a partir do convívio social do aluno. No ensino de geografia, será proporcionado atividades variadas, que permita ao aluno construir conceitos, dando significado ou ressignificando.

7 A geografia é uma área do conhecimento comprometida em tornar o mundo Assim é importante que a geografia não seja apenas centrada na descrição empírica das paisagens, tampouco pautada exclusivamente pela explicação política e econômica do mundo, que trabalhe tanto as relações socioculturais da paisagem como os elementos físicos e biológicos que dela fazem parte, investigando as múltiplas interações entre eles estabelecidas na construção dos lugares e territórios. Enfim, buscar explicar para compreender. (PCN).

8 8. DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PROCEDIMENTOS METODÓLOGICOS DESCOBRINDO... O assunto será introduzido por meio da mitologia clássica.os alunos irão para o laboratório de informática e visitarão o site (histórias em quadrinhos, que ajudará a introduzir o assunto de forma lúdica)-a deusa Moni Kaa e os doze trabalhos da Mônica(referência aos doze trabalhos de Hercules). Também serão disponibilizados para os alunos, os livros da coleção Reencontro- Ed scipione-(adaptações das obras épicas, Ilíada (na qual foi baseado o filme de tróia), odisséia e ao lusíadas, nas quais a presença dos deuses entre os homens tem papel de destaque. (confrontar visões divergentes.após as preliminares, afim de fazê-las pensar na visão do outro (desenvolvendo a empatia que traz o respeito). CONVERSANDO... Após as descobertas o professor solicitará que os alunos sentem em circulo e os alunos deverão relatar suas descobertas e opiniões acerca do assunto, o professor poderá também verificar: as religiões presentes na turma, como os alunos enxergam esses deuses que tão de perto conviviam com os humanos? Entendem apenas como invenção literária ou tem noção que, num determinado momento histórico, de fato se acreditava na existência desses. Confrontar visões divergentes, a fim de fazê-los pensar na visão do outro.

9 REGISTRANDO... O professor entregará para cada aluno uma folha de sulfite e canetas para que possam desenhar ou escrever como é o Deus em que cada um acredita e o que é a diferença religiosa. Os alunos serão estimulados a montar um painel contendo as principais opiniões sobre o respeito á diversidade religiosa dadas por eles próprios durante o debate em sala de aula. PESQUISANDO... PARA CASA: Pesquisar em jornais, revistas ou na internet artigos sobre as diferentes religiões, símbolos da tradição religiosa de sua família e trazer na próxima aula. RECURSOS: -Internet -Sulfite -Material de uso comum 1 REGISTRANDO... Os alunos irão compartilhar com os colegas suas pesquisas, cada aluno indicado apresenta o seu símbolo (o nome do símbolo, motivos que o fizeram trazer, significado desse símbolo para sua família. Com base no material levantado confeccionar cartazes e afixar na parede da sala de aula. 1 Material de uso comum: lápis, lápis coloridos, cola, borracha, tesoura, régua, apontador, giz-de-cera, canetinha, caderno.

10 Ajudar os alunos a entenderem, que um símbolo tem valor e significado diferentes para pessoas e grupos diferentes. LENDO... Tempo para tudo Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; Tempo de matar e tempo de curar; Tempo de derrubar e tempo de construir. Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; Tem tempo de chorar e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; Tempo de abraçar e tempo de afastar. Há tempo de procurar e tempo de perder; Tempo de economizar e tempo de desperdiçar; Tempo de rasgar e tempo de remendar; Tempo de ficar calado e tempo de falar. Há tempo de amar e tempo de odiar; Tempo de guerra e tempo de paz. O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho? Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá às pessoas para que fiquem ocupadas. Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que faz. Bíblia sagrada, Eclesiastes 3:1-11

11 DESCOBRINDO... Os alunos irão fazer uma agenda das datas de nascimento dos seus colegas de salas, poderá incluir também seus familiares. PESQUISANDO... Os alunos irão pesquisar de onde surgiram os meses do ano, seu significado e comparar com o nosso calendário. DESCOBRINDO Os nomes dos meses nasceram do calendário romano. Mas a ordem deles era diferente da que conhecemos hoje e o ano não começava no 1º dia de janeiro, mas no dia 15 de março. DESAFIO... Se fôssemos antigos romanos, -Em que mês estaríamos? -Qual seria o mês de seu aniversário?

12 SABIA QUE... Da mesma forma que os homens sempre tiveram preocupação em registrar a sua história, a marcação de tempo também sempre foi importante para todos. Cada povo contava o tempo à sua maneira, mas quase sempre o ponto de partida era um acontecimento importante na vida da própria comunidade. Mesmo nos dias atuais, quando existe um calendário universal, que serve de referência para quase todos os povos, os judeus, por exemplo, ainda mantêm antigos costumes de contagem de tempo. As suas datas comemorativas e a do ano novo são diferente das dos cristãos. O mesmo pode-se dizer dos budistas e dos bahais, que também usam datas próprias para a marcação do tempo. Um povo australiano, os arandas, divide o dia em vinte e cinco partes. Alguns povos indígenas brasileiros consideram as fases da lua como sendo um bom marcador de tempo. Outros povos marcam o tempo a partir das estações do ano- verão, outono, inverno, e primavera. Na áfrica, há povos que tomam como referência as temporadas de chuva. A partir dos fenômenos naturais esses povos sabem, por exemplo, quando devem plantar e colher os frutos e demais vegetais que lhes servirão de alimento. DESCOBRINDO... Instrumentos que servem para marcar o tempo

13 CONSTRUINDO... Um relógio de areia Antigamente media-se o tempo com relógios de areia ou ampulhetas. Consistiam de dois recipientes de igual tamanho que se comunicavam por meio de um pequeno orifício. Um dos recipiente era cheio de areia, precisamente a quantidade necessária para que levasse um tempo determinado para passar para o outro. Logo que a areia passava toda de um para o outro recipiente, a ampulheta era virada ao contrário e o relógio continuava a funcionar. Você pode fazer um desses relógios com a maior facilidade. Serão necessários dois vidros de igual tamanho e formato, duas garrafas iguais, por exemplo, e uma quantidade de areia bem fina, ambos bem secos. Na boca de uma delas prende um tecido, no qual se faz um orifício pequeno para dar passagem à areia. Coloque uma garrafa sobre a outra, boca com boca, passe uma fita adesiva bem forte, e deixe a areia passar de um lado para o outro, por certo tempo, o período de uma aula, por exemplo. Jogue fora a areia que tiver sobrado, assim que tocar o sinal para a aula acabar. Você terá uma medida de tempo nova: O tempo que dura uma aula! Daí em diante, é só inverter a posição das garrafas, isto é, colocar sempre a que estiver cheia por cima da que estiver vazia. Você terá um relógio funcionando eternamente, sem corda ou bateria.

14 PASSEANDO... Visitas a diferentes locais de cultos (templos cristãos-católicos e evangélicos etc.preferencialmente acompanhadas por membros /lideres de cada religião para sanar dúvidas e curiosidades da turma. O objetivo deste passeio será: conhecer as diferentes religiões ; identificar objetos e reconhecer a importância para cada uma das religiões. As combinações para o passeio, serão feitas de forma coletiva e registradas no quando de giz para serem copiadas no caderno. REGISTRANDO... Os alunos farão por meio do desenho, o relatório do passeio. Será disponibilizado mapas para que os alunos possam está localizando o caminho percorrido e os templos visitados por eles. A professora promoverá no saguão da escola a exposição dos mesmos. RECURSOS DIDÁTICOS Biblioteca Internet Mapas Quadro de giz Cartazes Máquina fotográfica 9. AVALIAÇÃO Avaliar o desempenho global do aluno ininterruptamente a partir de observações, das atividades nas aulas, da participação individual e em grupo, observação das atitudes de responsabilidade, cooperação e organização.

15 10.CONSIDERAÇÕES FINAIS Muito se fala sobre a questão do Ensino Religioso e o respeito pela diversidade religiosa nas Escolas, alguns até sem o conhecimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu artigo 33- Lei n} (.394 de 20 de dezembro de menciona que o Ensino religiosos nas escolas de Ensino Fundamental é parte integrante da formação básica do cidadão, tendo matrícula facultativa e devendo ser multiconfessional, o que significa que todas as religiões devem ter as mesmas oportunidade de estudo. Assim torna-se importante que se lembre que o aluno têm liberdade de crença, como qualquer cidadão brasileiro. O Brasil é um estado laico e nenhuma religião, portanto, pode exercer pressão ideológica junto aos cidadãos livres. A religião de cada um deve ser uma decisão extremamente particular. Nossa constituição garante tal direito de escolha e proíbe manifestações preconceituosas a respeito da religião do outro. O importante é conhecer que precisamos nos respeitar, sem constranger quem pensa de um modo diferente do nosso. Assim o ensino religioso deve enfatizar o respeito pelo outro, o trabalho com aqueles que se encontram em situação de exclusão social, valores como a honestidade, amor, justiça, amor ao próximo, solidariedade e bondade. Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês

16 REFERÊNCIAS ALVES, Kátia Corrêa Peixoto & BELISÁRIO, Regina Célia de Moura Gomide.Diálogo com a História 5ªsérie.Curitiba: Positivo,2004. Bíblia sagrada: Nova tradução na Linguagem de Hoje. Barueri( SP):Sociedade do Brasil, BRASIL, BRASÍLIA. Leis de Diretrizes e Bases, Lei 9394/96, 20 de dezembro de BRASIL. Ministério de Educação e dos Desportos. Parâmetros curriculares Nacionais. Brasília, CANTARIN, Márcio Matiassi. Religião se discute?. Revista do professor, Porto Alegre, nº 85,p , jan./mar PIAGET, Jean. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, www. mônica.com. br

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