Profª. Maria Ivone Grilo

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1 Educação Inclusiva Direito à Diversidade O Ensino comum na perspectiva inclusiva: currículo, ensino, aprendizage m, conheciment o

2 Educação Inclusiva Direito à Diversidade Profª. Maria Ivone Grilo

3 educação inclusiva faz valer um conceito maior: as pessoas devem respeitar as diferenças.

4 A Declaração Universal dos Direitos Humanos A Declaração Universal dos Direitos Humanos está com 61 anos.(10 de dezembro de 1948 ). Existem razões para comemoração: sentimentos Igualdade e Fraternidade... Mas não podemos deixar de lembrar que existem também motivos de preocupação. A simples Declaração dos Direitos Humanos não é suficiente para garantir a paz, a justiça social e a efetivação da igualdade dentro da diferença.

5 Inclusão A questão da inclusão, é, sem dúvida, um movimento mundial A Conferência Mundial de Educação Para Todos (1990),( Ano Internacional da Alfabetização) natailândia. A Declaração de Salamanca (1994) trata dos Princípios, Política e Prática em Educação Especial. A Convenção da Guatemala (1999) documento internacional sobre os direitos de pessoas com deficiência à não discriminação referendam como um novo paradigma para a educação.

6 políticas de inclusão A construção de uma cultura social respeitadora dos Direitos Humanos, forma a base social de garantia para o êxito das políticas de inclusão,não restrita somente ao compromisso

7 educação inclusiva O momento é enriquecedor para a educação inclusiva, como é enriquecedor para a formação de uma cultura dos direitos humanos. É preciso, que as possibilidades existentes se transformam em atos, que as declarações e as políticas públicas criem fortes raízes junto aos educadores, aos educandos, às famílias e a sociedade.

8 A inclusão social é uma necessidade de evolução Uma instituição escolar de qualidade tem como base o desenvolvimento do seu aluno, Qualquer criança, independente de qual seja a sua necessidade educacional especial, possa atingir um nível básico de sucesso, no âmbito do currículo normal. A inclusão social é uma necessidade de evolução, um desafio que implica mudar a escola como um todo.

9 Práticas inclusivas no sistema escolar Atitude favorável da escola: diversificar e flexibilizar o processo de ensinar e de aprender, de modo a atender às diferenças individuais dos alunos; identificação das necessidades educacionais especiais para justificar a priorização de recursos e meios favoráveis à sua educação; adoção de currículos abertos e propostas curriculares diversificadas, em lugar de uma concepção uniforme de currículos; flexibilidade quanto à organização e ao funcionamento da escola para atender à demanda diversificada dos alunos; possibilidade de incluir professores especializados, serviços de apoio e outros não convencionais, para favorecer o

10 Educação Inclusiva Já não se trata de formar professores para alunos que são educados num modelo segregado, mas, sim, professores que são capazes de trabalhar com eficácia com turmas assumidamente heterogêneas. Para isto é necessário um novo olhar sobre os saberes, as competências e as atitudes que são necessárias para se trabalhar com classes inclusivas. Realça-se, ainda, a importância das estratégias de formação como inseparáveis do processo de formação: a inovação e a valorização da diferença são partes essenciais da formação de

11 O chamado diferente não é mais uma categoria abstrata, mas um humano real; seu atributo implica humanidade. a matrícula de um aluno com deficiência nas escolas comuns depende da proposta educacional da instituição educacional

12 eternizar a infância Alerta para: Profissionais da Educação e Saúde e Familiares que,querem eternizar a infância de pessoas que apresentam alguma deficiência. Observa-se na postura dos pais que é muito mais fácil ter uma criança com deficiência intelectual do que um adulto, porque as respostas às suas atitudes estarão sempre protegidas pelo ser criança e, ainda, porque os pais podem controlar todas as atitudes comportamentos de seus filhos.

13 Por que a diferença mobiliza tanto? A diferença exige outros olhares, convida-nos a sair dos limites,... daquilo que é conhecido..., ultrapassar fronteiras, experimenta novas experiências, faz crescer...,

14 O estranho em nós... Em face da alteridade, produz-se um desassossego, um temor de perder o modelo dos idênticos e um decorrente desamparo. Ficamos órfãos de conhecimentos e certezas que até então nos davam suporte. Para pensar e inventar uma educação inclusiva é faz-se necessário autoconhecimento e referencial teórico.

15 Processo de gestação de uma mentalidade Inclusiva É próprio da gestação a inquietude, a expectativa, o desejo de criar e conhecer o que cresce e se move,... esse misterioso ser que está por nascer e que ainda não tem um rosto, mas já se apresenta como

16 Mentalidade inclusiva Na inclusão, enfrentamos as dificuldades no cotidiano de cada escola, de professores, alunos e familiares. Todos sabemos o quanto é difícil e quão longe estamos de um porto de chegada. Haverá este lugar? Este momento? Talvez não se trate de chegar, mas de fazer a viagem, e desfrutar de cada momento dela, descobrindo encantos numa paisagem que se conhece ao percorrer

17 Diferença na Igualdade

18 História da educação de pessoas com deficiências compreendida em quatro fases, a saber: A primeira, anterior ao século XX, marcada pela "exclusão" A segunda, até os anos 50, caracterizada pela "segregação", A terceira, a partir dos anos 70, é denominada "integração", A quarta fase, de "inclusão", a partir de 1985, aperfeiçoada na década de 90

19 História da educação de pessoas com deficiências A primeira, anterior ao século XX, marcada pela "exclusão" das pessoas com deficiências aos sistemas escolares;

20 História da educação de pessoas com deficiências A segunda, até os anos 50, caracterizada pela "segregação", atendendo os deficientes em grandes instituições. A partir dos anos 60, através de movimentos de pais, surgem as escolas especiais e posteriormente as classes especiais, dentro das unidades escolares.

21 História da educação de pessoas com deficiências A terceira, a partir dos anos 70, é denominada "integração", marcada por mudanças que proporcionaram a aceitação de deficientes em classes especiais preparatórias e posterior inserção em classes comuns, porém integrando apenas os que se adaptavam ao sistema de ensino estabelecido para maioria;

22 História da educação de pessoas com deficiências A quarta fase, de "inclusão", a partir de 1985, aperfeiçoada na década de 90, tem como premissa a adaptação da escola às necessidades dos alunos, através de um sistema educacional que busca a qualidade para alunos com ou sem deficiências, respeitando a diversidade.

23 Na concepção inclusiva Na concepção inclusiva, avaliamos a aprendizagem pelo percurso do aluno no decorrer do tempo de um ciclo de formação e de desenvolvimento. Levamos em conta o que ele é capaz de fazer para ultrapassar suas dificuldades, construir conhecimentos, tratar informações, organizar seu trabalho e participar ativamente da vida escolar. Consideramos o sucesso do aluno a partir dos seus avanços em todos os aspectos do seu desenvolvimento. Esse progresso é registrado em um portforio, que constitui a vida escolar desse

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25 Inclusão Inclusão não significa apenas transferir o aluno da escola ou da classe especial para a classe comum. Significa, incluir todas as pessoas, independentemente de seu talento, deficiência, nível socioeconômico ou cultural, em salas de aula com as suas necessidades sendo atendidas. Com isso, pensar em uma escola inclusiva significa, em um primeiro momento, pensar em uma escola em que cada aluno seja atendido de acordo com suas necessidades e dificuldades, com recursos e metodologias que propiciem o seu aprendizado e desenvolvimento. O desafio que se apresenta é a construção de uma escola que propicie uma mesma qualidade, que se revele na igualdade de oportunidades.

26 O que pensam os professores? São favoráveis a uma escola para todos; Se sentem pouco preparados e pouco apoiados pelos sistemas político-educacionais para desenvolverem uma educação inclusiva. As professoras identificaram relações positivas entre os alunos com deficiência e os demais alunos. Acreditam que podem auxiliar os alunos com deficiencias e que a escola regular pode ser um espaço de aprendizagem se tiverem mais recursos e maior preparo para enfrentarem as dificuldades. Sentem ainda muitos preconceitos da escola em relação às crianças deficientes e demonstram que sentem falta de mais conhecimento do que fazer para ajudar. Visualizam que a convivência com a diferença pode ser benéfica para todos, inclusive para os demais alunos.

27 Desafio...pessoal...profissio nal... institucional o desafio é pessoal, profissional e institucional, mas também sistêmico; diz respeito à transformação paradigmas, de questionamentos e mudanças de concepções e práticas, de compromissos do aprender-ensinar.

28 Palavras Finais... A consciência ética da singularidade da pessoa se estabelece a partir do próprio percurso com ingredientes de comprometimento e responsabilidades. Há no ser humano um desejo de retribuir o amor porque teve a experiência de SER AMADO! Responder frente ao mundo a experiência de SI para o NÓS Maior! Contribuir para a humanidade e, se responsabilizar pelo estado da humanidade! ( Quando há um assassinato todos somos responsáveis; Houve uma fratura ética! )

29 Ter uma consciência do NÓS ampliada para as diversas áreas da pluralidade da vida Preocupação com o bem estar público! Não é só generosidade! É também uma organização de si mesmo que já alcançou uma organização do NÓS. Exercer uma profissão além da possibilidade da vida pessoal é um convite ao

30 novo olhar sobre a deficiência O desenvolvimento de práticas de Inclusão das pessoas com deficiência intelectual, é cada vez mais debatido e discutido entre instituições, profissionais, pais, os próprios deficientes, envolvendo também diversos setores da sociedade. Tornou-se necessário preparar o deficiente para a vida em sociedade e a própria comunidade para o convívio com essas pessoas, reconhecendo-as como cidadãos atuantes e sujeitos de direitos sociais. Esses novos paradigmas valorizam a pessoa deficiente e enfocam a necessidade da criação ou modificação do meio social, visando uma melhoria na qualidade de vida dessas pessoas facilitando o exercício da cidadania. É um novo olhar sobre a deficiência. Professora Maria Ivone -abril de 09

31 Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina! Cora Coralina

32 Comentário do vídeo sobre sexualidade Falar da sexualidade na deficiência mental exige uma nova postura diante dessa pessoa, e uma mudança de paradigmas sob a perspectiva atual da Inclusão social. Um novo olhar voltado para suas possibilidades resgata o seu direito de ser, de não viver mais excluída das relações sociais, e garante sua vivência plena como pessoa e cidadão. Além dessa reflexão ética para compreender a sexualidade da pessoa com deficiência mental é necessário também um conhecimento de suas peculiaridades, necessidades, características e uma atitude de respeito à diversidade.

33 O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. MARIO QUINTANA

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