ESTRATÉGIAS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Profa. Me. Michele Costa

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1 ESTRATÉGIAS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES Profa. Me. Michele Costa

2 CONVERSAREMOS SOBRE Formação de Professores Continuação do diálogo sobre o professor de educação infantil.

3 Ao falarmos sobre Professor de Educação Infantil logo nos vem em mente uma imagem profissional. Isto não difere-se das tentativas de grandes estudiosos de educação infantil que há décadas buscam traçar o perfil profissional do professor, detentor de determinadas competências cognitivas e docentes.

4 Na busca de acharmos um padrão ideal sobre o professor que atua na educação infantil, temos também que levar em consideração as preocupações, anseios e dificuldade desse profissional, ou seja, é necessário dar voz aos professores na tentativa de articular as competências necessários para o exercício da docência com os déficits e dificuldades apontadas por eles.

5 INTERATIVIDADE: Assim, antes de continuarmos a nossa discussão sobre a tentativa de se traçar um perfil docente, diga-nos: Atualmente quais as angústias, dificuldades e implicações que perpassam a ação docente?

6 Traçar um perfil de professor é um exercício pedagógico para esboçar um "retrato imaginado" do que seria o professor universal. Porém, isto séria perfeito para o campo científico e irreal para o pedagógico, pois sabemos que não é possível padronizarmos uma figura de professor.

7 A imagem do professor dependerá de vários fatores, como: formação, habilidades e competências adquiridas, concepção que ele tem sobre a sociedade, sobre a finalidade da escola e sobre sua função social. Isto tudo justifica a complexidade presente na tentativa de se definir uma imagem ou uma padronização do perfil docente.

8 Atualmente, os cursos de pedagogia apresentam em sua grade curricular uma grande ênfase de disciplinas vinculadas às temáticas específicas de feição metodológica e psicológica. Tentando reforçar uma concepção de ensino proximal fundada na interação entre professor e aluno durante o processo de aprendizagem. (AZANHA, 2004). Porém, durante ação docente, é detectado, que muitos professores acabam reproduzindo relações de hierarquia com seu alunos e familiares.

9 Mediante a ações ambíguas entre formação e atuação, discurso e prática. Faz-se necessário pontuarmos o perfil docente constitui-se a práxis como lócus da pedagogia. Ou seja, por meio da ação docente estabelecida em seu ambiente pedagógico.

10 A nossa proposta pedagógica se constitui por meio das relações que estabelecemos com os saberes, alunos, familiares e todo contexto educacional. Por isto, podemos dizer que a pedagogia ou a concepção pedagógica do professor é fruto da construção e da aplicação dos seus saberes praxiológicos.

11 Vamos ilustrar quando os saberes praxiólogicos do professor são colocados em pauta: Durante sua conduta com uma criança que não quer fazer a tarefa ou atividade sugerida; Durante o momento de indisciplina do alunos; Mediante ao relacionamento estabelecido entre docentes e pais; Mediante a uma necessidade de inclusão; Mediante a uma dificuldade do alunos..etc

12 No meio de tantas ações e reações complexas que perpassam o perfil do professor, alguns pesquisadores apontam o fazer pedagógico baseado na proposta da pedagogia participativa como sendo uma ação eficaz e segura.

13 A proposta de uma pedagogia participativa conta com ações muito simples do docente como: ver e respeitar o aluno como seres sócio-históricocultural; entender as limitações que os alunos trazem do seu ambiente e tentar amenizá-las; entender que as crianças são seres únicos e que não é possível estabelecermos padrões de comportamento entre os alunos; respeitar os anseios e necessidade de cada criança, concebendo-a como um sujeito em desenvolvimento.

14 INTERATIVIDADE: Com base nas discussões realizadas, qual é o motivo que vocês atribuem a dificuldade de traçarmos um perfil docente? Que perfil docente as nossas crianças de hoje necessitam?

15 Independente deste perfil é necessário que as nossas ações tenham como finalidade: promover o desenvolvimento da criança; envolvê-la no processo de ensino-aprendizagem; dar significado as experiências e vivências das crianças; fazer com que elas aprenda por meio de experiências, vigências e descobertas;

16 É PRECISO TAMBÉM: traçarmos estratégias e métodos de ensino que permite com que a criança resolva problemas, reflita, investigue, crie e discuta com seus colegas em busca da aprendizagem; tenha em seu ambiente escolar estratégias e recursos diferenciados; conte com um espaço agradável, alegre, limpo e estimulador ;

17 INTERATIVIDADE: Citem alguns exemplos de como professor pode estimular a criança no processo de ensino e aprendizagem.

18 Ações simples podem levar a criança à motivação como: convidá-la a participar da atividade; distribuir diferentes tarefas e responsabilidade para o alunos durante atividade que são do agrado da criança; convidá-las a ajudar o professor a realizar uma atividade; reconhecer seu empenho; dar-lhe voz e ouvido sempre que necessário...

19 Além deste apontamentos, podemos dizer que também faz parte das atribuições docentes: respeitar suas crianças e familiares; estruturar e organizar o ambiente; escutar, responder e observar os alunos; planejar aulas e estratégias de trabalho; pautar ação docente numa relação dialógica (instigar, questionar, contestar); levar em consideração necessidades e anseios das crianças.

20 A práxis pedagógica utilizada pelo professor buscam saídas complexas deixando muitas vezes no esquecimento que a tríade que sustenta nossa ação deve basear-se em três aspectos: relação teoria-prática (ações práticas = saberes e teorias), respeito (crenças e valores) e cumprimento da nossa função social.

21 Referências Bibliográficas ABRAMOWICZ, A. & WAJAKOP, G. Creches: atividades para crianças de 0 a 6 anos. São Paulo: Moderna, KULHMANN JR, M. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. Porto Alegre, Ed. Mediação, ROSEMBERG, F. Expansão da educação infantil e processos de exclusão In: Cadernos de Pesquisa n. 107, 1999.

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