Regulaçã. ção o Atuarial dos Planos de Saúde. Rosana Neves Gerente Gerente de Regulação Atuarial de Produtos - GERAT

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1 Regulaçã ção o Atuarial dos Planos de Saúde Rosana Neves Gerente Gerente de Regulação Atuarial de Produtos - GERAT Gerência-Geral Geral Econômico-Financeiro dos Produtos GGEFP/DIPRO

2 Regulação do Setor da Saúde Suplementar ANS Beneficiários Operadoras 2 de 35

3 AGENDA 1- Planos de Saúde no Brasil 2- Aspectos Demográficos 3- Aspectos Epidemiológicos 4- Aspectos Econômicos 5- Aspectos Jurídicos 6- Equilíbrio Atuarial 7- Perspectivas / Desafios 3 de 35

4 1- Planos de Saúde no Brasil

5 OPERADORAS Tabela - Operadoras em atividade, segundo a modalidade - Brasil (março/2010) Modalidade da operadora Total Total Administradora 23 Autogestão 244 Cooperativa médica 339 Cooperativa odontológica 133 Filantropia 97 Medicina de grupo 479 Odontologia de grupo 330 Seguradora especializada em saúde 13 Fonte: Cadastro de Operadoras - ANS/MS - 6/ de 35

6 Beneficiários em Planos de Saúde Distribuição dos beneficiários de planos privados de saúde entre as operadoras, segundo cobertura assistencial do plano (Brasil - março/2010) 6 de 35

7 7 de 35 Tipo de Contratação

8 Segmentação Assistencial Segmentação Beneficiários Ambulatorial Hosp. c/obstetrícia Hosp. s/obstetricia Odontológico Referência Amb+Hosp.c/Obstetrícia Amb+Hos.s/Obstetrícia Amb+Odontológico Hosp.c/Obst.+ Hosp.s/Obst. 2 Hosp.c/Obstetr.+Odonto Hosp.s/Obstetr.+Odonto Amb.+ Hosp.c/Obst.+ Hosp.s/Obst Amb.+ Hosp.c/Obst.+ Odonto Amb.+ Hosp.s/Obst.+ Odonto Hosp.c/Obst.+ Hosp.s/Obst.+Odonto Não classificado Total de 35

9 Receita e Despesas por porte de operadora 9 de 35

10 2- Aspectos Demográficos

11 Perfil demográfico e projeçã ção o da populaçã ção o brasileira e de beneficiários de planos privados de assistência médica m (Brasil 2010, 2030, 2050) População Brasileira Masculino Feminino Beneficiários de planos privados de assistência médica de 35

12 Expectativa de vida no Brasil Em anos Em anos Em anos (o mesmo observado hoje na China e no Japão) Concentração de idosos nos planos de saúde: 12 de 35

13 Síntese dos Principais estudos sobre a relaçã ção o entre gastos assistenciais e envelhecimento da populaçã ção Coorte: Associação Idade Gasto com saúde Gastos Idosos = 5X Gastos Jovens = X + 85 anos Z= 3X=2Y 75 a 84 anos = Y 65 a 74 = X Custo per capita de internação Idade Valor até 60 R$ 93,00 de 60 a 69 R$ 179,00 13 de 35

14 3- Aspectos Epidemiológicos

15 Processo de Transiçã ção o Epidemiológica no Brasil Acelerado processo de transição epidemiológica: superposição de cenários: alta prevalência de doenças crônicas, a persistência de doenças infecto-parasitárias, o reaparecimento de epidemias em áreas urbanas, Contexto de saúde brasileiro muito mais complexo do que o observado em países que completaram esse processo de transição mais lentamente. 15 de 35

16 Nova RN do Rol / Procedimentos Incluídos RN 167/2008 (A PARTIR DE 02/04/2008) RN 211/2010 (A PARTIR DE 07/06/2010): 1- Desoxicorticosterona 2- Acetilcolina, Anticorpos Anti-Receptor 3- Aférese para paciente ABO incompatível Tratamento Cirúrgico de Tumores Benignos e Hiperplasias de Tecidos Ósseos/Cartilaginosos na Mandíbula/Maxila (com DUT) 71-Tratamento Cirúrgico de Tumores de Benignos e Hiperplasias de Tecidos Moles na Maxila/Mandíbila (com DUT) 72-Tratamento Cirúrgico de Tumores Benignos Odontogênicos sem Reconstrução (com DUT) 73-Pet-Scan Exame é indicado em casos de câncer pulmonar de células não pequenas 16 de 35

17 Novidades do Rol de Procedimentos de 35

18 4- Aspectos Econômicos

19 Incentivos à Produtividade / Eficiência Modelo Value-Cap R = I X + s Y Y :Fator fora da governabilidade (fator exógeno) 1) Passível de Monitoramento. 2) Relacionado a uma variação de tendência no comportamento da curva de despesa. Exemplos: Incorporação de um novo ROL de procedimentos médicos; Morbidades epidêmicas ou pandêmicas; Fenômenos extraordinários que afetem o custo das operadoras 3) Fundamentado em conceitos econométricos. 19 de 35

20 Indicador de Eventos Exógenos Análise de Séries Temporais Inflexões na curva de despesa de eventos exógenos impactantes Fatores: 1. Sazonalidade natural do negócio em cada modalidade 2. Aumento do número de beneficiários (efeito mercado) 3. Inflação do Setor de Saúde (índice deflator=o IPCA Saúde Expurgado 4. Quando possível, isolar outros eventos observáveis não ligados ao negócio da Saúde Suplementar 20 de 35

21 Indicador de Eventos Exógenos Análise de Séries Temporais A análise econométrica de séries temporais pode ser usada para estimar Y k t a partir dos dados trimestrais de despesa médica do DIOPS: Técnicas: Regressão com variáveis dummy para avaliar quebra estrutural Separação de componentes (tendência, sazonalidade, ciclo, irregular) Curvas de Tendências Polinomial Tendência Arima Projeta série original 21 de 35

22 Modelo Price Cap Indicador de Eventos Exógenos Identificação de Tendência e Mudança Estrutural Irregular Série Original == Ajuste polinomial ou ARIMA == Séries de Tendência Tendência antes Z(t) =a 0 + a 1 * t +...a n *t n Tendência depois Z (t)=z(t)+ b*d + c*d*t Sazonalidade Ciclo Sugestão de Reajuste Tendência depois [Z (t)]/ Tendência antes [Z(t)] 22 de 35

23 Cenário de quebra estrutural Modelagem Despesa médica [Z(t)] Tendência sem considerar a mudança Evento exógeno pode mudar o perfil da despesa α > 0 µ 2 Tendência considerando a mudança µ 1 α = 0 tempo t o 23 de 35

24 REGULAÇÃO ECONÔMICA Assimetria de Informação Antes - Seleção Adversa Depois - Risco Moral Fatores que interferem na demanda Planos Individuais - Renda Planos Coletivos - Emprego Formal Concentração de Mercado C4 HHI 24 de 35

25 RENDA X ESTUDO PNAD Renda familiar per capita e cobertura por plano privado de saúde relacionam-se positivamente; Há maior participação de indivíduos com plano privado de saúde em domicílios de maior rendimento mensal per capita; Nos dois últimos estratos (rendimentos entre 10 e 20 sal mín. e acima de 20), 64% e 69% das pessoas afirmaram ter plano privado de saúde. Nos estratos de menor rendimento, essa participação não ultrapassa 12%. 25 de 35

26 5- Aspectos Jurídicos

27 ESTATUTO DO IDOSO É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. Art. 15 da Lei nº de 01/out/03 Estatuto do Idoso, 3º 27 de 35

28 ESTATUTO IDOSO Antes Depois a a 69 R$ 300,00 40 a a a 29 0 a 17 R$ 50,00 Faixas Etárias (anos) Impacto da Retroação: Aumento de 20% sinistralidade em 20 anos 28 de 35

29 5- Equilíbrio

30 NTRP: Má Precificação? NTRP s com preço comercial igual a R$1,00 NTRP s com preço comercial abaixo do limite estimado NTRP s com reajuste de faixa etária negativo + de 1 Reajuste aa (planos coletivos) 30 de 35

31 Comparativo: Nota Técnica Atuarial Estimado X Ocorrido Custo Médio e Frequência de Consultas: Custo Médio de Consultas Frequência de Consultas Estimativa % NTRP's % Benef. % NTRP's % Benef. SUB 18,5% 23,2% 21,7% 25,6% (Estimado < Ocorrido) BOA 62,6% 57,1% 44,6% 43,4% (Faixa Intermediária) SUPER 18,9% 19,6% 33,7% 31,0% (Estimado > Ocorrido) 433 NTRP s beneficiários 31 de 35

32 Comparativo: Nota Técnica Atuarial Estimado X Ocorrido Custo Médio e Frequência de Internações: Custo Médio de Internações Frequência de Internações Estimativa % NTRP's % Benef % NTRP's % Benef SUB (Estimado < Ocorrido) 33,4% 43,1% 38,3% 37,5% BOA 27,0% 23,4% 19,2% 19,3% (Faixa Intermediária) SUPER 39,6% 33,5% 42,5% 43,3% (Estimado > Ocorrido) 407 NTRP s beneficiários 32 de 35

33 6- Perspectivas/Desafios

34 Perspectivas/Desafios Perspectivas Adaptação de planos contratados antes da Lei 9.656/98 Visita Atuarial critério de seleção das operadoras Ampliação da Portabilidade Desafios para Sustentabilidade das Carteiras Planos em Regime Misto Financiamento da Saúde Reajuste Novo modelo (value cap) 34 de 35

35

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