Trata-se de Nota Técnica referente à metodologia utilizada para o desenvolvimeto da primeira carga do D-TISS Detalhamento dos Dados do TISS.

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1 Gerência/Diretoria: GEPIN/DIDES Protocolo nº / Data: 09/12/2015 Hora: 10:00 Assinatura: Magno Fernandes Nota Técnica nº 586/2015/GEPIN/DIDES/ANS 1. Introdução Trata-se de Nota Técnica referente à metodologia utilizada para o desenvolvimeto da primeira carga do D-TISS Detalhamento dos Dados do TISS. O objetivo do Padrão TISS é padronizar as ações administrativas, subsidiar as ações de avaliação e acompanhamento econômico-financeiro e assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde. As informações sobre as trocas eletrônicas de dados de atenção à saúde dos beneficiários de planos, no padrão TISS, são enviadas mensalmente pelas operadoras de planos privados desde setembro de A partir delas, a ANS dispõe de um banco de dados significativo referente a toda produção assistencial da saúde suplementar. A mineração e tabulação desses dados possibilita a geração de uma gama de informações que, ao serem disponibilizadas para a sociedade, garantem transparência ao setor e contribuem para a qualidade e para a concorrência setorial. 2. Do D-TISS O objetivo do D-TISS 1 é dar transparência aos dados do TISS em linguagem acessível para a sociedade. Reunindo informações de suma importância para a melhor compreensão do nosso sistema de saúde, o D-TISS permite o acesso aos dados de frequência de eventos em saúde e suas despesas, por variáveis demográficas e por estado. Por meio de um mecanismo amigável de busca por palavra-chave, o procedimento poderá ser identificado; em seguida, o usuário terá acesso à quantidade realizada e ao número de prestadores. Essas informações poderão ser adquiridas por Unidade da Federação (UF), sexo, faixa 1 O D-TISS foi inspirado pelo site americano guroo.com (http://www.guroo.com/#!), desenvolvido pelo Health Care Cost Institute HCCI de Washington DC. 1

2 etária, porte da operadora e/ou competência. Apresenta-se ainda a possibilidade de obtenção de dados na forma de mapa, no qual será possível identificar frequências por estados e por prestador. No que tange à visão financeira, o D- TISS possibilitará o acesso aos valores da despesa média dos procedimentos e sua dispersão, com a apresentação dos dados selecionados em gráfico box-plot. Os filtros por estado, faixa etária, sexo, porte da operadora e competência também poderão ser utilizados. Há, ainda, a apresentação de informações de indicadores nacionais e internacionais relacionados aos procedimentos, quando disponíveis. Desse modo, busca-se integrar os dados de utilização dos serviços de saúde com informações técnico-cientificas que apoiem a tomada de decisão de todos os agentes, propiciando uma visão integrada dos eventos inseridos no setor de saúde suplementar e os conhecimentos científicos na área de saúde. 3. Da Seleção das Operadoras Atualmente, o mercado de saúde suplementar possui 1370 operadoras registradas na ANS, sendo que 371 são exclusivamente odontológicas 2. Todas possuem a obrigação de enviar regularmente para a ANS dados dos seus beneficiários, por meio do Sistema de Beneficiários - SIB (mensalmente), dados da produção assistencial, por meio do Sistema de Informações de Produtos SIP (trimestralmente), dados econômico-financeiros, por meio do Documento de Informação Periódicas das Operadoras DIOPS (trimestralmente) e, conforme mencionado anteriormente, desde setembro de 2014, dados de sua produção assistencial e financeira, por meio do TISS, mensalmente. Por tratar-se de obrigação recente, não foi possível, nesse primeiro momento, utilizar todos os lançamentos enviados pelas operadoras por meio do TISS, sob pena de distorcer os valores apresentados no D-TISS. Dessa forma, optou-se por realizar um batimento entre os valores informados no TISS, com os valores informados no DIOPS, referentes às despesas com eventos, informados nas contas dos Eventos Avisados (411) e dos Eventos Indenizáveis Líquidos (41), desconsiderando-se as despesas com o Sistema Único de Saúde SUS, as Recuperações e as glosas. Assim sendo, foram selecionadas as operadoras cujo somatório de valores enviados pelo TISS correspondesse a, pelo menos, 70% do somatório dos valores encaminhados pelo DIOPS, no primeiro trimestre de Dados de setembro de 2015, disponíveis em 2

3 Isto posto, foram selecionadas 198 (cento e noventa e oito) operadoras, que correspondem a aproximadamente 24,8 milhões de beneficiários. 4. Da Seleção dos Procedimentos Seguindo a mesma lógica da seleção das operadoras, não foi possível, nesse primeiro momento, utilizar todos os procedimento da TUSS passíveis de envio pelo TISS, sob pena de apresentar valores e quantidades distorcidos no D-TISS. Assim, estão disponíveis para consulta, nessa primeira fase, 57 (cinquenta e sete) procedimentos de cobertura obrigatória pelo Rol de Procedimentos da ANS. 5. Das Visões do D-TISS Ao acessar o D-TISS no site da ANS, tanto no Espaço da Qualidade, quanto em Dados do Setor, o usuário encontrará uma tela que, por padrão, estará na visão epidemiológica, sem nenhum procedimento selecionado. Assim sendo, os números apresentados serão referentes a todos os procedimentos realizados no Brasil, no primeiro semestre de Dos Filtros O D-TISS possibilita a visualização do procedimento selecionado a partir dos seguintes filtros: - Idade: Variando de não informado a 99 anos. A seleção pode ser realizada para uma determinada faixa etária ou apenas para uma idade específica selecionada; - Período: Período de ocorrência do evento selecionado, variando de janeiro a junho de 2015 nessa primeira edição; - Porte da Operadora: Nesse primeiro momento estão sendo consideradas como de pequeno porte operadoras com menos de 100 mil beneficiários, e de grande porte, operadoras com 100 mil beneficiários ou mais; - Tipo de atendimento: É possível utilizar esse filtro caso o procedimento selecionado seja passível de ser realizado tanto em ambulatório, quanto durante uma internação, portanto, em ambiente hospitalar; - UTI: Caso o procedimento selecionado tenha sido realizado durante uma internação, é possível filtrar aqueles que foram realizados em UTI; - UF: É possível visualizar a ocorrência do evento selecionado em apenas uma UF selecionada; e - Sexo: Variando entre feminino, masculino e não informado. 3

4 Importante ressaltar que, por se tratar de uma versão beta, os filtros acima apresentados somente estão disponível para utilização na visão Epidemiológica/Procedimentos. Adicionalmente, é importante destacar que os não informados passíveis de consulta nos filtros de idade e de sexo são, na verdade, erros no envio das informações pelas operadoras. Nessa primeira versão optou-se pelo não tratamento desses erros. 5.2 Da Visão Epidemiológica Na visão Epidemiológica, o usuário, ao selecionar um dos 57 procedimentos disponíveis para consulta, poderá navegar entre a visão Procedimentos ou visão Prestadores. Na visão Procedimentos será possível visualizar um gráfico de barras que apresenta, por competência, a quantidade de procedimentos realizados no Brasil, ponderados pelo total de beneficiários das 198 operadoras selecionadas (24,8 milhões), multiplicados por (mil). Caso não tenha sido aplicado nenhum filtro de competência, serão apresentadas todas as competências disponíveis para consulta. Nessa primeira edição estão disponíveis os meses de janeiro a junho de Ao passar o cursor pelo Mapa do Brasil, será possível visualizar o percentual de realização do procedimento selecionado em cada estado. Na visão Prestadores, o usuário visualizará um gráfico de barras que apresentará o número absoluto de prestadores que realizaram o procedimento selecionado no Brasil, na competência selecionada. Caso nenhuma competência tenha sido selecionada, o gráfico apresentará todos os meses disponíveis para consulta. Ao passar o cursor pelo Mapa do Brasil, será possível visualizar o percentual de prestadores que realizaram o procedimento selecionado em cada estado, em relação ao total Brasil, na competência selecionada. 5.3 Da Visão Financeira Ao clicar na visão Financeira, o usuário encontrará quatro visões passíveis de consulta: Mapa/Evolução, Box-Plot, Despesas e Composição. Importante destacar que, no período utilizado para essa primeira carga do D- TISS (primeiro semestre de 2015), o TISS não está contemplando outras formas 4

5 de remuneração diferentes de pagamento por procedimento. Adicionalmente, nessa primeira versão não estão disponíveis todos os filtros para consulta. Na visão Mapa/Evolução, o usuário poderá consultar os valores médios, em reais (R$), dos procedimentos selecionados. No gráfico de barras estarão disponíveis os valores médios no Brasil e no Mapa, os valores médios por UF. Esses poderão ser filtrados por competência de ocorrência do procedimento selecionado. Na visão Box-Plot estará disponível um gráfico de mesmo nome, que apresentará, por competência disponível, a distribuição dos valores do procedimento selecionado no Brasil, pelo valor máximo e valor mínimo, pela mediana e pelo quartil superior (Q1) e inferior (Q3). Importante destacar que, conforme mencionado anteriormente, nessa primeira versão não foram tratados outliers. A interpretação do Box-Plot ocorre da seguinte forma: o centro da distribuição é indicado pela linha da mediana. A dispersão é representada pela altura do retângulo. O retângulo contém 50% dos valores do conjunto de dados apresentados. A posição da linha mediana no retângulo informa sobre a assimetria da distribuição. Uma distribuição simétrica teria a mediana no centro do retângulo. Se a mediana é próxima de Q1, então os dados são positivamente assimétricos. Se a mediana é próxima de Q3, os dados são negativamente assimétricos. Como não foram tratados outliers nesse primeiro momento, é possível observar se os valores apresentados são mais ou menos influenciados pelos estes. Na visão Despesas estarão apresentados os valores mínimos, valores médios e valores máximos, em reais (R$), por UF de ocorrência do procedimento selecionado. A visão Composição está disponível apenas pra procedimentos hospitalares e apresenta a composição da despesa média do procedimento selecionado, em reais (R$), como por exemplo: honorários médicos, diagnóstico por imagem, medicina laboratorial, etc. 5.4 Da Visão OCDE A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é formada por 35 países e procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas, solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais. Na area da saúde, a OCDE publica indicadores que 5

6 propiciam uma comparação entre os sistemas de saúde no Brasil e nos países membro da Organização. Nessa primeira versão do D-TISS estão sendo disponibilizados 09 (nove) indicadores, cujas fichas técnicas podem ser consultas no link localizado no rodapé da Visão OCDE. Ainda, vale ressaltar que nem todos os procedimentos disponíveis para consulta no D-TISS possuem indicador correspondente nessa visão. Para fins de comparação entre Brasil e os demais países, faz-se necessário o somatório dos valores apresentados para todos os códigos TUSS que se referem ao mesmo procedimento. Por exemplo, para que se possa fazer a comparação da Taxa de Mamografia, é necessário o somatório dos valores de Mamografia Convencional Bilateral e Mamografia Digital Bilateral. Dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico 6

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