Desafio da Gestão dos Planos de Saúde nas empresas. Prof. Marcos Mendes. é Realizada pelo Ministério da Saúde:

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1 Desafio da Gestão dos Planos de Saúde nas empresas Prof. Marcos Mendes 26 de novembro de 2015 A Regulação da Saúde no Brasil é Realizada pelo Ministério da Saúde: Diretamente sobre os sistemas públicos integrantes do SUS; Por suas Agências Reguladoras: ANVISA Bens, Serviços e Tecnologias ANS Setor da Saúde Suplementar 2 1

2 Ainda Pouco concentrado: 1219 OPS com beneficiários, divididas em 7 modalidades Receita em 2014 de R$ 124,5 bilhões, dos quais 105,7 bilhões destinados às despesas assistenciais 50,8 milhões de beneficiários em planos médicos e 21,4 milhões em odontológicos Responde por 63% dos leitos hospitalares existentes no Brasil ( leitos) e é responsável por 93% das receitas dos hospitais vinculados à ANAHP Setor de Saúde Suplementar brasileiro Regulação rígida (Lei) desde 1999 e por uma agência reguladora desde de 2000 (ANS) Amplamente dominado por planos coletivos (79,5% do total), sendo que os empresariais representam quase 80% Com a produção ano de 235 milhões de consultas médicas (taxa de 5,3 por beneficiário) e 4,7 milhão de internações, sendo as cirúrgicas (43%), desonera o SUS em 105 bilhões (dados de 2014) Com transição ou mix epidemiológico, envelhecimento populacional e incorporação aditiva de tecnologia 3 Desafios Três transições da Saúde que pressionam os custos Transição Epidemiológica Transição Demográfica e Etária Transição Tecnológica 4 2

3 Transição Epidemiológica Mix de doenças muda à medida em que os países se desenvolvem Total da População (em milhões) 354 1,988 2, Na população brasileira, em cada três indivíduos um é portador de doença crônica, e entre os idosos 8 em cada 10 possuem pelo menos uma doença crônica. (Veras, Uerj, 2012) 3

4 Transição Demográfica e Etária Longevidade Estrutura etária da população no Brasil: Fonte: IBGE Feminino Masculino Faixa etária 2000 (%) 2012 (%) Até 19 anos , ,35 20 a 59 anos , , , ,05 Fonte: Tabnet/ANS Extraído em 2012 Faixas etárias intermediárias, ligadas ao mercado de trabalho Alargamento da ponta da pirâmide (Ex. 923 mil octagenários), especialmente mulheres Base da pirâmide, queda da participação de jovens (0 a 19 anos) 7 O Mundo Envelhece Estamos envelhecendo não apenas como indivíduos ou comunidades, mas como mundo (WHO, 2007) Em 2006 quase 500 milhões de pessoas no mundo tinham 65 anos ou mais Em projeções indicam 1 bilhão de pessoas com 65 anos ou mais 1 em cada 8 O crescimento mais rápido se dá em países em desenvolvimento salto de 140% até 2030 O exemplo da previdência no mundo...previdencia_europa_usa_01.wmv 8 4

5 Consequências do processo de Envelhecimento Ampliação das doenças crônicas Ampliação das despesas médicohospitalares (gasto público e privado com saúde) necessidade de rever ou adaptar/criar espaços urbanos adequados Rever cultura de participação, convivência e tratamento do idoso Rever modelação de assistência (desospitalização) Custos em Saúde...e atingem valores per capita bem elevados com o envelhecimento, mesmo nos países desenvolvidos

6 Transição Tecnológica Evolução dos Protocolos Médicos Evolução do Custo de Cirurgia - Artrodese Fonte: FenaSaúde/ FIND 11 E o Futuro? 6

7 Essas questões desafiam os sistemas de saúdes no mundo todo. O que fazer também está em debate... Adequação orçamentária pela subsegmentação de coberturas médicas? Controle de preços da Cadeia de Suprimentos? Ampliação do custeio pelos beneficiários: Franquias? Compartilhamento de riscos com prestadores de saúde? Restrições à introdução de tecnologia? 13 Sustentabilidade do Negócio Em discussão: Impossibilidade financeira de suportar ao custos crescentes da saúde Impacto no orçamento das famílias e empresas (hoje as despesas com planos de saúde já representam 11% da folha e representarão 15% em 10 anos) Novas formatações de produtos - mais restritivos e mais inteligentes (mutualismo + responsabilidade pessoal ou poupança) Conciliar os interesses de todos os stakeholders Pessoas que utilizam os planos de saúde Operadoras Empresas empregadoras Médicos, hospitais e laboratórios 7

8 MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO 8

9 Marco Antonio Antunes Fundação Instituto de Administração Marco Antonio Antunes 9

10 MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO 10

11 MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO MBA EXECUTIVO EM SEGUROS E RESSEGURO 11

12 Os Programas Oferecem Retorno Econômico Informações científicas demonstraram que: Alegria!! Reduzem os acidentes e faltas no trabalho; Melhoram performance e produtividade. Ambiente de trabalho é o principal canal de programas de Promoção de Saude - OMS. Pode haver retorno de 3 a 6 reais por real investido. Conclusão As empresas estão pressionadas com o aumento de custos e como reduzi-los As empresas sabem que o plano de saúde é hoje o principal benefício na percepção do empregado O plano de saúde nas empresas gera mais produtividade, mais qualidade de vida e menos absenteísmo Por outro lado os empregadores não sabem o que impacta no aumento de custo dos planos de saúde (43%) Surge, portanto, a necessidade de buscar alternativas que levem a redução dos custos e manutenção do benefícios para os empregados A principal delas é disseminar uma cultura de saúde na empresa (prevenção e qualidade de vida) e a participação do empregados no custeio (coparticipação e franquia) 12

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