RENDA FIXA TESOURO DIRETO

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1 DESTAQUES DO RELATÓRIO Carteira Recomendada Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias considera o cenário de inflação mais alta neste ano (comparação com ano anterior) e maior incerteza no curto/médio prazo com o quadro eleitoral e fiscal. No ambiente externo, a expectativa do mercado com relação aos juros dos Estados Unidos começou a trazer volatilidade, porém o impacto na curva de juros doméstica ainda foi pequeno. Para os próximos 30 dias dadas as incertezas com relação a aprovação das reformas, continuamos com uma carteira mais conservadora com 50% da totalidade em títulos indexados à inflação (vencimento em 2024), e 50% em títulos pós-fixados (Tesouro Selic). Reiteramos que a nossa sugestão é manter o título até o vencimento, sendo que se não for essa a estratégia de investimento, a alocação somente em Tesouro Selic deve ser analisada. Cenário Macroeconômico Embora o cenário interno tenha evoluído positivamente no último mês, o aumento das incertezas externas tem merecido destaque nos últimos dias. Mantemos a expectativa de apenas um aumento de 0,25% na taxa de juros americana este ano. No mercado doméstico, acreditamos que o último corte de juros acontecerá nesta quarta-feira, levando a Selic para 6,75%. Para o final do ano, continuamos a esperar uma alta moderada da Selic para 7,75%. Projeções Econômicas Ano E 2019E Crescimento Real do PIB (%) 1,1% 2,1% 2,5% Taxa de câmbio - Final (R$/US$) 3,31 3,40 3,47 IPCA (% aa) 2,9% 4,2% 4,3% Meta SELIC - Final (%) 7,00% 7,75% % Dívida Bruta total (% do PIB) 74,7% 76,0% 77,9% Fonte: Bradesco BBI

2 CARTEIRA RECOMENDADA Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias considera o cenário de inflação mais alta neste ano (comparação com ano anterior) e maior incerteza no curto/médio prazo com o quadro eleitoral e fiscal. No ambiente externo, a expectativa do mercado com relação aos juros dos Estados Unidos começou a trazer volatilidade, porém o impacto na curva de juros doméstica ainda foi pequeno. Com o cenário econômico atual, alocamos em títulos indexados à inflação (o investidor se protege da inflação no médio prazo e ainda consegue um juro real atrativo) e títulos pósfixados (com a maior volatilidade esperada em ano eleitoral e o quadro fiscal ainda incerto, um título mais conservador continua interessante). Considerando o maior risco de taxa de juros dos títulos longos, continuamos indicando os títulos mais curtos. No caso do Tesouro IPCA o vencimento mais curto continua sendo o Para os próximos 30 dias dadas as incertezas com relação a aprovação das reformas, continuamos com uma carteira mais conservadora com 50% da totalidade em títulos indexados à inflação (vencimento em 2024), e 50% em títulos pós-fixados (Tesouro Selic). Reiteramos que a nossa sugestão é manter o título até o vencimento, sendo que se não for essa a estratégia de investimento, a alocação somente em Tesouro Selic deve ser analisada. MACRO-OVERVIEW Embora o cenário interno tenha evoluído positivamente no último mês, o aumento das incertezas externas tem merecido destaque nos últimos dias. Mesmo assim, acreditamos que essas incertezas devam ter impacto moderado nos países emergentes, inclusive o Brasil. De fato, a dinâmica interna deve continuar sendo a principal direcionadora para as taxas de juros por aqui. No cenário externo as bolsas do mundo têm sofrido forte correção nos últimos dias após uma longa trajetória de alta nos últimos meses. No entanto, os dados mais fortes de emprego nos EUA, divulgados na última sexta-feira, levaram ao questionamento deste cenário tão favorável. As preocupações de que o mercado de trabalho mais aquecido poderia gerar inflação, e obrigar o Fed a subir os juros mais rapidamente, foram o gatilho para tal correção. Resta, portanto, a dúvida: um forte aumento de juros nos EUA está realmente a caminho? Em nossa visão, provavelmente não. Mantemos a expectativa de apenas um aumento de 0,25% na taxa de juros americana este ano. De fato, continuamos relativamente céticos sobre capacidade da economia americana em conseguir metabolizar juros muito maiores do que isso dado seu excessivo nível de endividamento. Nesse contexto de subida muito gradual dos juros americanos, o fluxo de investimento aos países emergentes, inclusive o Brasil, não deve sofrer tanto. A economia interna, por sua vez, continua a confirmar um cenário de recuperação da atividade econômica. Nas últimas semanas, tivemos surpresas positivas nos dados de emprego, de crédito, de produção industrial, entre outros. Em nossa visão, este contexto positivo diminui bastante a necessidade de cortes adicionais de juros para estimular a economia. Acreditamos que o último corte de juros acontecerá nesta quarta-feira, levando a Selic para 6,75%. Para o final do ano, continuamos a esperar uma alta moderada da Selic para 7,75%.

3 Renda Fixa Títulos Públicos No último relatório disponível, as vendas do Tesouro Direto - em dezembro/ atingiram R$1.099milhões, enquanto os resgates totalizaram R$1.141 milhões. Os títulos remunerados a Selic responderam por 43% do total emitido. Na sequência, os títulos indexados a inflação tiveram participação de 37% e por fim, os títulos prefixados, com 20%. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$48,5 bilhões. Pelo terceiro mês seguido houve queda do estoque. Títulos públicos disponíveis para compra Posição em 06/02/2018 Título Taxa de Rendimento (% a.a.) Indexados ao IPCA Tesouro IPCA /08/2024 4,76 Tesouro IPCA /05/2035 5,17 Tesouro IPCA /05/2045 5,17 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais /08/2026 4,77 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais /05/2035 5,05 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais /08/2050 5,17 Prefixados Tesouro Prefixado /01/2020 8,08 Tesouro Prefixado /01/2023 9,64 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais /01/2027 9,89 Indexados à Taxa Selic Tesouro Selic /03/2023 0,00 Fonte: Tesouro Nacional Evolução dos Principais Indicadores nos Últimos 30 Dias A curva de juros no último mês esteve bastante volátil, repercutindo tanto fatores internos quanto externos. Nas 2 primeiras semanas de janeiro houve estabilidade, com investidores locais esperando os desdobramentos do julgamento do TRF-4 e escolhendo não fazer apostas antes do desfecho. Após a calmaria, o resultado do julgamento apontando placar de 3x0 contra o expresidente derrubou as taxas de toda a curva, ignorando o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de Rating S&P. Na última semana, os fatores externos prevaleceram a medida em que houve aumento da expectativa de inflação nos EUA após dados apontarem uma aceleração da economia por lá. Com isso os juros do tesouro americano abriram a níveis mais altos em 4 anos, desvalorizando ativos de renda fixa de países emergentes como o Brasil. Curva DI Futuro (em %) BM&F 9,75 9,25 8,75 8,25 7,75 7,25 7,00 6,75 6,50 abr-18 out-18 abr-19 out-19 abr-20 out-20 abr-21 out-21 05/12/ /01/ /02/2018 Fonte: Bloomberg

4 O destaque do quadro ao lado foi o aumento do volume de títulos públicos leiloado pelo tesouro em 20%, com destaque para +121% em NTN-Fs (Tesouro Prefixado c/ Cupom). Vale destacar que desde o início do ano, em todas as semanas o tesouro realizou leilão de NTN-Fs, incluindo a nova série de 2029 (a mais longa série de títulos prefixados). A razão para isso tem ligação com o novo patamar de taxas de juros em 7% e o fato do Governo estar aproveitando esse momento para travar uma dívida de longo prazo a uma taxa próxima de 10% e alongar seu perfil de endividamento prefixado. Com relação aos ativos registrados na Cetip, o aumento de R$11,1 bilhões em cotas de fundos abertos manteve a tendência do final de Com a queda da Selic, o investidor está buscando outros investimentos para melhorar a rentabilidade de sua carteira, saindo de algo mais conservador e buscando algo mais ariscado. Ativos Financeiros R$ Milhões Dezembro Janeiro Var. Leilões de Títulos Públicos (Total) ,3% Tesouro Prefixado (LTNs) ,1% Taxa Média último leilão (vencimento 2022) 9,28% Tesouro Prefixado c/ Cupom (NTN-F) ,6% Taxa Média último leilão (vencimento 2023) 9,68% Tesouro IPCA (NTN-B) ,3% Taxa Média último leilão (vencimento 2023) 4,73% Tesouro Selic (LFT) ,7% CETIP Estoque CDB CDI Cotas de Fundos Debêntures Letra Financeira LCIs e LCAs ² CRIs CRAs Dezembro Janeiro Rent. Jan. Poupança SBPE Captação Líquida ,50% ² Cetip Expectativa de Mercado para IPCA ao final de ,00 A expectativa do mercado com relação à inflação continuou positiva. De acordo com o Boletim Focus a inflação estimada para 2018 recuou de 3,96% no mês passado para +3,94%. Para o ano de 2019 a expectativa de inflação permaneceu inalterada em 4,25%. Com essa expectativa de baixa inflação até o final de 2018, o mercado projeta o juro no patamar de 6,75% até o final desse ano, no entanto, o risco fiscal pode influenciar em possível alta do juro nos próximos trimestres. 4,75 4,50 4,25 4,00 3,75 3,50 3,25 3,00 2,75 2, Fonte: Boletim Focus, Banco Central

5 Curvas de Títulos Públicos As curvas dos títulos públicos apresentaram queda média nos últimos 30 dias, apesar de intensa volatilidade. A pressão de baixa veio após o resultado do julgamento do ex-presidente no TRF em 24/01/2018, mesma semana em que a S&P rebaixou o rating do Brasil, com o mercado pouco se movimentando após esse fato. Na semana passada ocorreu um salto nos juros internacionais impactando principalmente os títulos longos no Brasil. As NTN-Fs, que são os títulos públicos preferidos dos investidores estrangeiros, tendem a ser mais impactadas por fatores externos, apresentando mais volatilidade que outros títulos em mesma situação. Tesouro Prefixado Rendimento Tesouro Prefixado 20 e 21 8,25 Rendimento (Pré-fixado) 7,75 7,25 7,00 6,75 6,50 abr-18 ago-18 dez-18 abr-19 ago-19 dez-19 5-fev-18 8-jan dez-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 Tesouro Prefixado + jul/20 Tesouro Prefixado + jul/21 5,50 Tesouro IPCA 5,75 Rendimento Tesouro IPCA 20 e 24 Rendimento (IPCA + %) 5,00 4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 5,50 5,25 5,00 4,75 4,50 4,25 4,00 3,75 5-fev-18 8-jan dez-17 3,50 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 Tesouro IPCA + 20 Tesouro IPCA ,50 Tesouro Prefixado c/ Cupom 10,25 Rendimento Tesouro Pre c/ Cupom 25 e 27 Rendimento (Pré-fixado) 7,00 6,50 jan-19 mar-20 mai-21 jul-22 set-23 nov-24 jan-26 05/fev/18 08/jan/18 11/dez/17 9,75 9,25 8,75 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 Tesouro Prefixado c/ Cupom + 27 Tesouro Prefixado c/ Cupom + 25 Fonte: Anbima e Bloomberg

6 Rentabilidade dos Títulos Públicos Posição em 06/02/2018 Rentabilidade Bruta (%) Títulos Últ. Mês 30 dias anterior No ano 12 meses Prefixados Tesouro Prefixado 01/01/2019 0,35 0,53 0,58 13,24 Tesouro Prefixado 01/01/2020 0,16 0,68 0,52 - Tesouro Prefixado 01/01/2021 0,17 1,19 0,83 15,01 Tesouro Prefixado 01/01/2023 0,96 2,74 2,12 16,35 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2021 0,1 1,08 0,7 14,21 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2023 0,46 2,14 1,47 14,79 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2025 1,07 3,18 2,52 14,84 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2027 1,47 3,45 2,88 14,66 Tesouro Selic Indexados à Taxa Selic 01/03/2021 0,44 0,46 0,54 9,41 Tesouro Selic 01/03/2023 0,35 0,38 0,46 - Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais Indexados ao IGPM 01/04/2021 0,53 1,74 1,62 9,72 Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/01/2031 2,07 3,79 3,28 10,23 Indexados ao IPCA Tesouro IPCA+ 15/05/2019 0,35 0,67 0,64 12,42 Tesouro IPCA+ 15/08/2024 1,55 3,22 2,77 13,84 Tesouro IPCA+ 15/05/2035 3,12 5,7 4,62 11,8 Tesouro IPCA+ 15/05/2045 4,4 8,54 6,72 - Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2020 0,26 0,88 0,74 12,65 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2024 1,22 2,61 2,25 13,16 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2026 1,56 3,22 2,55 13,98 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2035 2,13 4,01 3,25 12,28 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2045 2,33 4,3 3,44 11,81 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2050 2,57 4,68 3,75 11,06 Fonte: Tesouro Nacional

7 DISCLAIMER Este relatório foi preparado pelas equipes de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. ( Ágora ) bem como da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ( Bradesco Corretora ), sociedades controladas pelo Banco Bradesco BBI S.A. ( BBI ). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora e da Bradesco Corretora. Este relatório é distribuído somente com o objetivo de prover informações e não representa uma oferta de compra e venda ou solicitação de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data em que este relatório foi publicado. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte da Ágora ou da Bradesco Corretora garantia de exatidão dos dados factuais utilizados. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento, envolvido(s) na elaboração deste relatório ( analistas de investimento ) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Declarações nos termos do art. 17 da Instrução CVM 483: O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre os títulos públicos e seus emissores e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ágora, à Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco. A remuneração do(s) analista(s) de investimento está, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negócios e operações financeiras realizadas pela Ágora, Bradesco Corretora e BBI. Analistas Renda Fixa Altair Maurílio Pereira Caio Lombardi André Sonnervig Economista Chefe Dalton Gardimam Economista Tarik Migliorini

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