DESTAQUES DO RELATÓRIO. Carteira Recomendada. Cenário Macroeconômico

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1 DESTAQUES DO RELATÓRIO Carteira Recomendada Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias assume que o cenário político deve continuar refletindo nas taxas de juros, principalmente com relação ao ajuste fiscal necessário na economia. Acreditamos que a carteira de títulos públicos para os próximos trinta dias deve conter 50% dos novos recursos em Tesouro IPCA (vencimento em 2019), e 50% em títulos pós-fixados. A exposição nula em prefixado reflete principalmente a nossa expectativa com relação a taxa de juros nos próximos anos e a atual volatilidade dos juros. Cenário Macroeconômico A discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (o referendo será em 23 de Junho) tem suscitado incertezas. Embora acreditemos que um eventual Brexit teria impactos limitados no médio prazo, o ruído na discussão deve persistir no curto prazo, gerando volatilidade global e impactando os mercados emergentes de maneira adversa. Por ora, mantemos nossa expectativa da primeira mudança na Selic apenas em Agosto, com um corte de 0,50%. No entanto, o começo do ciclo de queda pode ser postergado um pouco (para Outubro ou mesmo Novembro) a depender do desenrolar de duas frentes: a inflação e o panorama fiscal. Projeções Econômicas Ano 2016E 2017E Crescimento Real do PIB (%) -3,0% 1,0% Taxa de câmbio - Final (R$/US$) 3,75 4,00 IPCA (% aa) 7,20 5,80 Meta SELIC - Final (%) 12,75% 11,00% Dívida Bruta total (% do PIB) 72,6% 80,5% Fonte: Bradesco Corretora e Ágora Corretora

2 CARTEIRA RECOMENDADA Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias assume que o cenário político deve continuar refletindo nas taxas de juros, principalmente com relação ao ajuste fiscal necessário na economia. No cenário externo, o Brexit pode ter algum impacto na parte mais longa da curva, além da política monetária dos países desenvolvidos, considerando o ambiente global ainda com baixo crescimento. Para a composição da carteira, ainda consideramos a maior aversão ao risco no mercado interno com a questão fiscal e a inflação. Com o cenário atual de retração econômica concomitante a inflação esperada para este ano, e a provável queda do juro no segundo semestre, mantemos a preferência pelos títulos indexados à inflação, com juro real próximo de 5,9% e com vencimento curto. Para os próximos 30 dias mantivemos uma porcentagem elevada da carteira em títulos indexados à inflação e pós-fixados. Acreditamos que a carteira de títulos públicos para os próximos trinta dias deve conter 50% dos novos recursos em Tesouro IPCA (vencimento em 2019), e 50% em títulos pós-fixados. A exposição nula em prefixado reflete principalmente a nossa expectativa com relação a taxa de juros nos próximos anos e a atual volatilidade dos juros. MACRO-OVERVIEW No cenário externo, dois fatores têm desempenhado papel relevante no último mês, influenciando os mercados mundo a fora. De um lado está a já habitual política monetária dos EUA. De fato, o último relatório de emprego americano mostrou dados muito mais fracos do que o esperado, levantando dúvidas sobre o ritmo de recuperação da economia e a disposição do Fed em aumentar os juros ainda este ano. Juros mais baixos nos EUA levam, em geral, a uma maior liquidez nos países emergentes, apreciando suas moedas e fornecendo pressão de baixa nas taxas de juros, inclusive no Brasil nas últimas semanas. Por outro lado, a discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (o referendo será em 23 de Junho) tem suscitado incertezas. Embora acreditemos que um eventual Brexit teria impactos limitados no médio prazo, o ruído na discussão deve persistir no curto prazo, gerando volatilidade global e impactando os mercados emergentes de maneira adversa. No plano interno o governo interino tem mostrado forte comprometimento com um ajuste fiscal. Neste campo, chama a atenção a proposta de limitar o crescimento dos gastos públicos. No entanto, algumas dúvidas persistem quanto a operacionalização desta medida. Para que os gastos possam ser limitados, outras medidas devem ser implementadas, como desvinculação de receitas, reforma da previdência, fim do atrelamento do valor dos benefícios sociais ao salário mínimo, entre outras. Ou seja, trata-se de uma mudança complexa que exige forte coordenação entre executivo e congresso para sua aprovação. Na política monetária, a última decisão do Copom não surpreendeu ao manter a taxa de juros inalterada e repetir o mesmo comunicado da reunião anterior. De fato, seria improvável qualquer direcionamento mais específico dada a iminente mudança na composição do comitê. Por ora, mantemos nossa expectativa da primeira mudança na Selic apenas em Agosto, com um corte de 0,50%. No entanto, o começo do ciclo de queda pode ser postergado um pouco (para Outubro ou mesmo Novembro) a depender do desenrolar de duas frentes: a inflação e o panorama fiscal. De fato, as últimas leituras dos índices de preço têm sido um pouco desanimadoras, sugerindo um ritmo mais lento de redução da inflação do que se imaginava, o que poderia postergar o aguardado afrouxamento monetário. Além do mais, a despeito do reiterado comprometimento da nova equipe econômica com o ajuste fiscal, o ambiente político ainda conturbado pelas investigações da operação lava-jato poderia atrasar um pouco a aprovação das medidas de ajuste fiscal, umas das principais condições para uma queda sustentável dos juros. 2

3 Renda Fixa Títulos Públicos No último relatório disponível, as emissões do Tesouro Direto em Abril/2016 atingiram R$ 1.388,3 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 504,2 milhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 884,1 milhões. Os títulos remunerados por índices de preços responderam pelo maior volume emitido, alcançando 62% do total. Na sequência, aparecem os títulos indexados a Selic, com participação de 26% e por fim, os títulos prefixados, com 12%. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 30,538 bilhões, representando uma alta de 4,05% em relação ao mês anterior. Títulos públicos disponíveis para compra Posição em Taxa(a.a.) Título Vencimento Compra Indexados ao IPCA Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/05/2019 5,94% Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/08/2024 6,05% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 (NTNB) 15/08/2026 6,09% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 6,13% Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/05/2035 6,18% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 6,13% Prefixados Tesouro Prefixado 2019 (LTN) 01/01/ ,53% Tesouro Prefixado 2023 (LTN) 01/01/ ,87% Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 (NTNF) 01/01/ ,69% Indexados à Taxa Selic Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 0,03% Atualizado em: :07:39 Fonte: Tesouro Nacional Evolução dos Principais Indicadores nos Últimos 30 Dias Nos últimos 30 dias, a curva de juros não sofreu grandes alterações dentre os rendimentos dos títulos mais curtos, porém nos vencimentos de maior prazo ocorreram oscilações entre 12,25% e 12,75%, refletindo cenário local e definição sobre aumento dos juros nos EUA. O cenário político e fiscal foi preponderante para as oscilações da curva, com isso não houve grandes mudanças de perspectiva de política monetária para o curto prazo, já que o BC não alterou a Selic na última reunião no Copom, sem surpresas. Incertezas políticas com indiciamento de líderes do congresso pressionaram a curva para cima, o que limitou essa alta foi a aprovação da nova equipe econômica pelo senado e a DRU (lei de desvinculação de receitas da união). No âmbito externo, a decisão do FED em não aumentar a taxa de juros na última reunião pressionou o dólar e os juros brasileiros de longo prazo para baixo. Curva DI Futuro (em %) BM&F 14,25 14,00 13,75 13,50 13,25 13,00 12,75 12,50 12,25 12,00 jul-16 jan-17 jul-17 jan-18 jul-18 jan-19 jul-19 jan-20 jul-20 jan-21 jul-21 16/05/ /05/ /06/2016 Fonte: Bloomberg 3

4 No mês de Maio/2016 o Tesouro Nacional realizou leilões com montante superior ao mês de Abril/2016 (+16%) em razão de uma maior oferta de títulos pré-fixados e indexados a inflação, com os dois representando 27% do total leiloado no mês, versus 16% em abril. Outro destaque foi o resgate líquido da poupança no mês de maio, chegando a R$4,2 bilhões e sendo o pior número para o mês desde o início da série histórico. No ano o saldo negativo chegou a R$31,9 bilhões. Com relação ao volume geral negociado na BM&F o número caiu de R$570,6 bilhões entre os ativos que acompanhamos, principalmente em virtude da relevante queda do volume de FRAs negociados. O contrato recuou 38% em relação a abril com a menor volatilidade no mercado de câmbio em maio. Ativos Financeiros R$ Milhões Abr. Mai. Var. Títulos Públicos * Leilão Tradicional % LTN % LFT % NTN-F % NTN-B % Ativos CETIP Estoque CDB CDI Cotas de Fundos Debêntures Letra Financeira Poupança SBPE Captação Líquida BM&F Vol. Negociado # DI Futuro FRA Câmbio Futuro Ibovespa Futuro # Principais Ativos * Dados dos Leilões Diários Abr. 16 Mai. 16 O destaque do quadro ao lado foi a divulgação do IPCA de maio, que acelerou para 0,78%, após avançar 0,61% em abril. No ano, o IPCA acumula alta de 4,05%, abaixo dos 5,34% registrados no mesmo período de Em 12 meses, houve aumento de 9,32%, acima do acumulado nos 12 meses até abril (9,28%). O indicador ficou moderadamente acima das expectativas de mercado, que apontavam alta de 0,76%. O principal destaque do mês de maio foi o reajuste da taxa de água e esgoto em várias capitais, especialmente em São Paulo, onde subiu 41,9% em razão do fim dos incentivos à redução do consumo. Alimentos e bebidas, que possuem grande peso no indicador, por sua vez, desaceleraram de +1,09% para +0,78%, com destaque para a batata-inglesa, que subiu 19,12%. Os últimos indicadores de inflação vêm superando as expectativas, levando nossa equipe econômica a considerar um IPCA mais alto para 2016 (de 6,8% para 7,2%). Taxas Proj (1) Nacional Mai Ano Ano SELIC 1,11% 5,50% 12,75% Inflação IGP-M 0,82% 4,15% 7,20% Inflação IPCA 0,78% 4,05% 7,20% BRL/USD (BACEN) 4,18% -7,93% R$ 3,75 Rendimentos Mercado Secundário (%) 3 anos* 5 anos* 10 anos* Bonds Soberanos (US$) 2,41% NTN-B (IPCA + Spread) 6,04% - 6,08% LTN (Pré-fixado) 12,54% - - NTN-F (Pré-fixado) ,48% Outros 29/04/ /05/2016 Var. Bovespa (pontos) ,09% Poupança (Retorno Acumulado) 2,70% 3,35% 0,65% SWAP PRE x DI 13,25% 13,20% -0,05% *Aproximadamente ¹ Projeção Bradesco Corretora Research - Final do Ano ³ 2 anos Fonte: STN, Bloomberg, BACEN, BM&F, Cetip 3,94% 5,07% 4

5 Mercado Secundário Taxas Indicativas Nos últimos 30 dias, os rendimentos da curva de LTNs ao lado apresentaram estabilidade até meados de julho/17 e avançaram em praticamente todos os vencimentos após esse vencimento. Nos primeiros 15 dias a curva subiu em reação a aumento de incertezas políticas e dúvidas quanto as aprovações das primeiras medidas do Governo interino no congresso. Após a definição da equipe econômica com a aprovação pelo senado, aliada a manutenção da taxa de juros americana os prêmios da curva recuaram. Rendimento (%) 14,25 14,00 13,75 13,50 13,25 13,00 12,75 12,50 12,25 LTN (pré-fixado sem cupom) - em % Data da Curva 16/mai/16 30/mai/16 13/jun/16 Vencimento do Título (mm/aa) NTN-B (Indexado ao IPCA) - em % O comportamento da curva das NTN-Bs foi similar à curva de LTNs, com elevação acentuada nos rendimentos nos primeiros 15 dias, porém, com uma queda do rendimento nos últimos 15 dias. O que explica essa similaridade é a baixa oscilação nas expectativas de IPCA de longo prazo. Com relação as expectativas para 2016 e 2017 houve uma elevação relevante, já que durante os últimos 30 dias os indicadores de inflação surpreenderam o mercado e vieram acima do que era esperado. O rendimento da NTN-B 19 fechou na última segunda-feira para 5,95% após atingir 6,25% em 30 de maio. Rendimento (IPCA + %) 6,30 6,20 6,10 6,00 5,90 5,80 5,70 5,60 jan-19 jan-21 jan-23 jan-25 Vencimento do Título (mm/aa) Datas da Curva 16/mai/16 30/mai/16 13/jun/16 NTN-F (Pré-fixado com Cupom) - em % 14,00 13,75 A tendência da curva das NTN-Fs acompanhou as LTNs e avançou em quase todos os vencimentos da curva, aumentando a sua inclinação a partir do vencimento de O avanço médio da curva nos últimos trinta dias foi de 38bps, como pode ser visto ao lado. Rendimento (%) 13,50 13,25 13,00 12,75 12,50 Datas da Curva 16/mai/16 30/mai/16 13/jun/16 12,25 12,00 jan-17 jan-18 jan-19 jan-20 jan-21 jan-22 jan-23 jan-24 jan-25 Fonte: Anbima Vencimento do Título (mm/aa) 5

6 Rentabilidade dos Títulos Públicos Posição em Prefixados Fonte: Tesouro Nacional Últ. 30 dias Mês Anterior No Ano 12 Meses Tesouro Prefixado 01/01/2017 1,44% 1,09% 4,56% 13,54% Tesouro Prefixado 01/01/2018 2,95% 1,51% 7,93% 13,15% Tesouro Prefixado 01/01/2019 0,0487 0, Tesouro Prefixado 01/01/2021 8,67% 1,41% 14,20% 0,0828 Tesouro Prefixado 01/01/2023 0,1193 0, Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2017 1,43% 1,09% 4,49% 13,57% Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2021 6,85% 1,54% 11,87% 10,12% Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2023 8,52% 1,41% 13,62% 8,74% Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/ ,10% 1,13% 15,02% 8,14% Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/ ,19% 1,35% - - Indexados à Taxa Selic Tesouro Selic 07/03/2017 1,10% 0,98% 2,76% 13,74% Tesouro Selic 01/03/2021 0,86% 0,80% 2,52% 0,1347 Indexados ao IGP-M Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/07/2017 1,33% 1,00% 4,74% 18,64% Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/04/2021 3,14% 2,67% 8,24% 18,41% Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/01/2031 6,13% 2,14% 10,64% 16,85% Indexados ao IPCA Títulos Vencimento Rentabilidade Bruta Tesouro IPCA+ 15/05/2019 1,64% 1,19% 7,77% 17,78% Tesouro IPCA+ 15/08/2024 5,92% 3,18% 9,84% 13,21% Tesouro IPCA+ 15/05/ ,82% 3,20% 18,54% 11,95% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2017 1,21% 0,90% 4,38% 16,88% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2020 2,63% 1,82% 8,41% 17,75% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2024 4,65% 2,58% 8,66% 14,52% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2026 0,0497 0, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2035 8,72% 2,46% 12,30% 14,25% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/ ,34% 1,37% 13,03% 13,42% Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/ ,07% 1,36% 12,19% 13,62% 6

7 DISCLAIMER Este relatório foi preparado pelas equipes de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. ( Ágora ) bem como da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ( Bradesco Corretora ), sociedades controladas pelo Banco Bradesco BBI S.A. ( BBI ). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora e da Bradesco Corretora. Este relatório é distribuído somente com o objetivo de prover informações e não representa uma oferta de compra e venda ou solicitação de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data em que este relatório foi publicado. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte da Ágora ou da Bradesco Corretora garantia de exatidão dos dados factuais utilizados. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento, envolvido(s) na elaboração deste relatório ( analistas de investimento ) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Declarações nos termos do art. 17 da Instrução CVM 483: O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre os títulos públicos e seus emissores e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ágora, à Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco. A remuneração do(s) analista(s) de investimento está, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negócios e operações financeiras realizadas pela Ágora, Bradesco Corretora e BBI. Analistas Renda Fixa Altair Maurílio Pereira Caio Lombardi André Sonnervig Economista Chefe Dalton Gardimam Economista Tarik Migliorini 7

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