RENDA FIXA TESOURO DIRETO

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1 DESTAQUES DO RELATÓRIO Carteira Recomendada Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias considera a queda consistente da inflação concomitante ao risco fiscal ainda presente nas expectativas do mercado. Para os próximos 30 dias devido ao risco fiscal principalmente, preferimos manter uma carteira mais conservadora com 70% da totalidade em títulos indexados à inflação (vencimento em 2024), 15% em títulos prefixados (Tesouro Prefixado 2020) e 15% em Tesouro Selic. Reiteramos que a nossa sugestão é manter o título até o vencimento, sendo que se não for essa a estratégia de investimento, a alocação em Tesouro Selic deve ser analisada, apesar da esperada queda dos juros. Cenário Macroeconômico Depois de quase dois meses em um cenário de maior incerteza política, os prêmios de risco nos mercados não embutem um cenário tão mais desafiador como poderíamos imaginar na manhã do dia 18 de maio. Diante dos números muito positivos da inflação no curto prazo, cortamos nossa projeção de IPCA deste ano para 3,5% (de 3,9%). Com inflação mais baixa e um cenário relativamente benigno para os prêmios de risco, a tendência natural é de maior espaço para cortes de juros. Esperamos agora que a Selic atinja 8,5% ao fim deste ciclo em outubro próximo, e se mantenha neste nível até o fim do ano que vem. Projeções Econômicas Ano E 2018E Crescimento Real do PIB (%) -3,6% -0,2% 1,5% Taxa de câmbio - Final (R$/US$) 3,26 3,50 3,65 IPCA (% aa) 6,3% 3,5% 4,5% Meta SELIC - Final (%) 13,75% % % Dívida Bruta total (% do PIB) 69,5% 77,1% 81,5% Fonte: Bradesco Corretora

2 CARTEIRA RECOMENDADA Nossa Carteira Recomendada do Tesouro Direto para os próximos 30 dias considera a queda consistente da inflação concomitante ao risco fiscal ainda presente nas expectativas do mercado. No ambiente externo, a relativa estabilidade do juro americano ainda reflete positivamente no mercado de renda fixa local. Com o cenário econômico atual, continuamos alocando preferencialmente em títulos indexados à inflação, com juro real próximo de 5,6% e vencimento mais curto possível (2024). Vale lembrar que quanto maior o prazo do título, maior a oscilação de seu preço conforme varia a taxa de juros. Considerando os rendimentos parecidos dos títulos longos e curtos e o maior risco de taxa de juros dos títulos longos, continuamos indicando os títulos curtos. Para os próximos 30 dias devido ao risco fiscal principalmente, preferimos manter uma carteira mais conservadora com 70% da totalidade em títulos indexados à inflação (vencimento em 2024), 15% em títulos prefixados (Tesouro Prefixado 2020) e 15% em Tesouro Selic. Reiteramos que a nossa sugestão é manter o título até o vencimento, sendo que se não for essa a estratégia de investimento, a alocação em Tesouro Selic deve ser analisada, apesar da esperada queda dos juros. MACRO-OVERVIEW Depois de quase dois meses em um cenário de maior incerteza política, os prêmios de risco nos mercados não embutem um cenário tão mais desafiador como poderíamos imaginar na manhã do dia 18 de maio. De fato, tanto a taxa de câmbio como os juros longos e a bolsa estão em níveis próximos aos de abril. Há fatores internos para explicar essa tranquilidade, mas os aspectos externos são de fundamental importância para entender esse fenômeno. No âmbito interno, a principal questão a nortear os prêmios de risco é a seguinte: qualquer que seja a configuração política, esta será capaz de levar a cabo as reformas econômicas? Por ora, a resposta parece ser afirmativa. Ou seja, a continuidade da agenda de reformas econômicas seria mantida em qualquer situação, pelo menos até o fim de Logo, os mercados não teriam muito com o que se preocupar por enquanto. No entanto, essa máxima dificilmente se sustentaria em um ambiente internacional mais conturbado. Ao contrário, o ambiente externo tem sido muito favorável ao Brasil. Nos últimos meses uma combinação de fatores globais tem favorecido bastante os mercados emergentes. Em primeiro lugar, os números nas grandes economias desenvolvidas (EUA, Europa e Japão) têm confirmado uma tendência, ainda que moderada, de recuperação econômica. Em segundo lugar, uma desaceleração abrupta da economia chinesa não parece preocupar tanto quanto antes. Em terceiro lugar, ainda há dúvidas de que o Fed irá apertar sua política monetária significativamente em um horizonte próximo, o que manteria os juros baixos por lá. Esse alinhamento de fatores tem diminuído muito a volatilidade dos mercados globais o que tem ajudado bastante os países emergentes. Na chamada busca por rendimento os investimentos de perfil mais arrojado fluem para os emergentes sem dificuldade mesmo se o risco é mais elevado, e com o Brasil não é diferente. Por fim, revisamos na última sexta-feira nossas projeções de inflação e de taxa Selic. Diante dos números muito positivos da inflação no curto prazo, cortamos nossa projeção de IPCA deste ano para 3,5% (de 3,9%). Com inflação mais baixa e um cenário relativamente benigno para os prêmios de risco, a tendência natural é de maior espaço para cortes de juros. Esperamos agora que a Selic atinja 8,5% ao fim deste ciclo em outubro próximo, e se mantenha neste nível até o fim do ano que vem.

3 Renda Fixa Títulos Públicos No último relatório disponível, as vendas do Tesouro Direto - em maio/ atingiram R$1.928 milhões, enquanto os resgates totalizaram R$1.237 milhões. Os títulos indexados a índices de preços responderam pelo maior volume emitido, alcançando 45% do total. Na sequência, aparecem os títulos remunerados a Selic, com participação de 35% e por fim, os títulos prefixados, com 20%. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$42 bilhões, com uma alta de 8% em relação ao mês anterior. Títulos públicos disponíveis para compra Posição em Título Vencimento Taxa de Rendimento (% a.a.) Indexados ao IPCA Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/08/2024 5,58 Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/05/2035 5,60 Tesouro IPCA (NTNB Princ) 15/05/2045 5,60 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 (NTNB) 15/08/2026 5,61 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 5,58 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 5,58 Prefixados Tesouro Prefixado 2020 (LTN) 01/01/2020 9,34 Tesouro Prefixado 2023 (LTN) 01/01/ ,45 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 (NTNF) 01/01/ ,47 Indexados à Taxa Selic Tesouro Selic 2023 (LFT) 01/03/2023 0,01 Fonte: Tesouro Nacional Evolução dos Principais Indicadores nos Últimos 30 Dias A curva de juros no último mês refletiu principalmente a recente desaceleração da inflação, a fraca recuperação da economia e o cenário fiscal ainda desafiador. Na parte curta da curva a recente queda da inflação continuou influenciando (título prefixado com vencimento em 2020 sendo negociado a 9,33%), dada a tímida recuperação econômica. Na parte longa da curva o cenário fiscal ainda incerto com a crise política não deixa o juro recuar de forma intensa. Com este cenário a curva de juro teve queda nos vencimentos curtos e alta nos vencimentos longos frente a curva há dois meses como pode ser visto ao lado. Curva DI Futuro (em %) BM&F 10,75 10,50 10,25 9,75 9,25 8,75 out-17 abr-18 out-18 abr-19 out-19 abr-20 out-20 abr-21 out-21 Fonte: Bloomberg 10/04/ /05/ /06/2017

4 No mês de junho, o Tesouro Nacional leiloou um montante 70% superior ao mês de maio. O maior montante leiloado foi de LFTs que superou o volume leiloado no mês de maio em aproximadamente 3x. Outro destaque foi a poupança que fechou junho com captação positiva em R$4,9 bilhões, o segundo mês consecutivo em que as entradas superam as saídas. Em maio a catação da poupança foi de R$292 milhões. Com relação ao estoque de ativos cetipados, novamente foi registrado saídas líquidas de R$1,1 bilhão de LCIs e LCAs, acumulando R$7,1 bilhões desde o início do ano. Em parte, esse valor foi compensado pelo aumento nos estoques de CRIs e CRAs que no ano chegaram a R$3,3 bilhões. Isso mostra que os papéis incentivados continuam possuindo ótima demanda entre pessoas físicas que procuram outras alternativas após a falta de lastro para LCIs e LCAs. Ativos Financeiros R$ Milhões Maio Junho Var. Leilões de Títulos Públicos (Total) ,3% LTN ,1% Taxa Média (vencimento 2020) 9,70% 9,87% NTN-F ,7% Taxa Média (vencimento 2023) 11,63% 10,44% NTN-B ,4% Taxa Média (vencimento 2022) 5,45% 5,68% LFT ,0% CETIP Estoque CDB CDI Cotas de Fundos Debêntures Letra Financeira LCIs e LCAs ² CRIs CRAs Maio Junho Rent. Mai. Poupança SBPE Captação Líquida ,50% ² Cetip Expectativa de Mercado para IPCA ao final de ,25 A expectativa do mercado com relação a inflação continua com tendência de queda, sendo uma das principais notícias positivas para a economia. A expectativa de inflação para o ano de 2017 caiu de 3,71% para 3,38%, enquanto para o ano de 2018 a expectativa de inflação caiu de 4,37% para 4,24%, convergindo para o nível próximo do novo alvo de inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (4,25%). Este quadro inflacionário continua refletindo na parte curta da curva de juros. 6,00 5,75 5,50 5,25 5,00 4,75 4,50 4,25 4,00 3,75 3,50 3, Fonte: Boletim Focus, Banco Central

5 Curvas de Títulos Públicos As curvas dos títulos públicos recuaram nos vencimentos mais curtos, apresentaram certa estabilidade nos mais longos e as diferenças entre eles aumentaram consideravelmente. Neste contexto, os rendimentos dos títulos prefixados mais curtos atingiram um patamar menor do que o visto antes da recente crise política, sendo que os mais longos ainda não devolveram a alta vista desde maio/2017. O gráfico das NTN-Bs ilustra bem a diferença de cenários: de dezembro a fevereiro existia uma dúvida em relação ao ritmo da desaceleração da inflação e otimismo com o sucesso das reformas fiscais, levando os prêmios dos mais curtos superarem os mais longos. Atualmente é o inverso, com os longos refletindo as incertezas fiscais e os curtos contemplando a lentidão da retomada da economia e indicadores de inflação surpreendentemente positivos. LTN Evolução das Taxas -LTN 18 e LTN 22 11,50 Rendimento (Pré-fixado) 11,00 10,50 out-17 fev-18 jun-18 out-18 fev-19 jun-19 Vencimento 8-mai jun jul-17 dez-16 jan-17 fev-17 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 BLTN 0 01/01/18 LTN ,75 NTN-B 6,25 Evolução das Taxas -NTN-B 19 e NTN-B50 5,50 6,00 Rendimento (IPCA + %) 5,25 5,00 4,75 4,50 5,75 5,50 5,25 5,00 4,75 Vencimento 8-mai jun jul-17 4,50 dez-16 jan-17 fev-17 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 NTN-B 2019 NTN-B ,75 NTN-F 12,25 Evolução das Taxas -NTN-F 23 e NTN-F 27 Rendimento (Pré-fixado) 10,50 10,25 9,75 9,25 8,75 jan-18 mar-19 mai-20 jul-21 set-22 nov-23 jan-25 mar-26 Vencimento 08/mai/17 12/jun/17 10/jul/17 11,75 11,25 10,75 10,25 9,75 dez-16 jan-17 fev-17 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 NTN-F 2023 NTN-F 2027 Fonte: Anbima e Bloomberg

6 Rentabilidade dos Títulos Públicos Posição em Rentabilidade Bruta (%) Títulos Vencimento Últ. Mês 30 dias anterior No ano 12 meses Prefixados Tesouro Prefixado 01/01/2018 0,87 0,86 6,94 14,66 Tesouro Prefixado 01/01/2019 1,32 1,1 8,65 17,72 Tesouro Prefixado 01/01/2020 1,61 1, Tesouro Prefixado 01/01/2021 1,84 1,11 10,01 20,21 Tesouro Prefixado 01/01/2023 2,27 1,26 10,97 22,81 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2021 1,73 1,08 9,47 18,67 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2023 1,79 1,26 10,01 20,2 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2025 2,04 0,99 10,18 20,76 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/2027 1,86 0,96 10,31 21,88 Indexados à Taxa Selic Tesouro Selic 01/03/2021 0,7 0,74 5,83 12,69 Tesouro Selic 01/03/2023 0,66 0, Indexados ao IGPM Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/04/2021 0,09-0,62 2,99 7,85 Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/01/2031-0,44-1,37 3,14 8,63 Indexados ao IPCA Tesouro IPCA+ Tesouro IPCA+ 15/08/2024-0,27-0,61 5,66 13,74 Tesouro IPCA+ 15/05/2035-0,24-2,94 5,51 18,59 Tesouro IPCA+ 15/05/2045-0,52-4, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2020 0,78 0,27 6,39 12,55 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2024-0,01-0,38 5,66 13,01 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2026 0,2-0,47 5,69 13,53 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2035 0,05-1,53 5,47 15,11 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/2045-0,13-2,52 5,38 15,82 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/2050-0,01-2,42 5,71 16,27 Fonte: Tesouro Nacional

7 DISCLAIMER Este relatório foi preparado pelas equipes de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. ( Ágora ) bem como da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ( Bradesco Corretora ), sociedades controladas pelo Banco Bradesco BBI S.A. ( BBI ). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora e da Bradesco Corretora. Este relatório é distribuído somente com o objetivo de prover informações e não representa uma oferta de compra e venda ou solicitação de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data em que este relatório foi publicado. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte da Ágora ou da Bradesco Corretora garantia de exatidão dos dados factuais utilizados. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento, envolvido(s) na elaboração deste relatório ( analistas de investimento ) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Declarações nos termos do art. 17 da Instrução CVM 483: O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre os títulos públicos e seus emissores e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ágora, à Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco. A remuneração do(s) analista(s) de investimento está, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negócios e operações financeiras realizadas pela Ágora, Bradesco Corretora e BBI. Analistas Renda Fixa Altair Maurílio Pereira Caio Lombardi André Sonnervig Economista Chefe Dalton Gardimam Economista Tarik Migliorini

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