Perspectivas econômicas

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1 Perspectivas econômicas 5º seminário Abecip Ilan Goldfajn Economista-chefe e Sócio Itaú Unibanco Maio, 2015

2 2 Roteiro Recuperação em curso nas economias desenvolvidas. O Fed vem adiando o início do ciclo de alta de juros. Desaceleração no Brasil reflete fim de ciclo global, mas é mais intensa que em outros países devido a fatores domésticos. Ativos brasileiros (câmbio, bolsa, juros e risco país) refletiram cenário de crise, mas melhoraram recentemente. Por quê? Qual é o nosso cenário para o segundo governo Dilma?

3 EUA: dados recentes reforçam aposta de adiamento da subida de juros Criação de postos de trabalho Média de 3 meses, dessazonalizado, milhares out-11 abr-12 out-12 abr-13 out-13 abr-14 out-14 abr-15 2,0% 1,8% 1,6% 1,4% 1,2% 1,0% 0,8% 0,6% 0,4% 0,2% Fed funds % a.a. 0,0% jun-14 dez-14 jun-15 dez-15 jun-16 dez-16 dez/15 dez/16 FOMC (mediana) Itaú Mercado Fonte: Itaú Unibanco, U.S. Census Bureau, Haver Analytics

4 Melhora da atividade na Europa 1T12 2T12 3T12 4T12 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 Confiança do consumidor Índice de difusão 0-5 Crescimento real do PIB europeu 2,5% 2,0% 1,6% 1,9% ,5% 1,0% 0,5% 0,9% -20 0,0% -25-0,5% -30-1,0% -35 abr-05 dez-06 ago-08 abr-10 dez-11 ago-13 abr-15 Trimestral Anual 4 Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg, Haver Analytics, CEIC

5 Desaceleração na China requer mais estímulos 5 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 Juros interbancários e taxa de compulsório (China) % 8,0% 22% 21% 7,5% 20% 7,0% 19% 6,5% 18% 17% 6,0% 16% 5,5% 15% 5,0% 14% Taxa de empréstimo Taxa de compulsório (direita) Crescimento real do PIB %, taxa anualizada 10,0% 9,5% 9,0% 8,5% 8,0% 7,5% 7,0% 6,5% 6,0% 5,5% 5,0% Trimestral dessazonalizada 5,3% 7,3% 7,2% 6,9% Anual

6 Preços de commodities devem permanecer relativamente baixos Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg, BLS 6 1,80 1,60 Preços de commodities deflacionado pelo CPI americano 1ª guerra mundial 1,40 1,20 1,00 2ª guerra + Plano Marshall Crise do petróleo Boom da China 0,80 0,60 0,40 0,20 0, Base Tendência

7 O crescimento na América Latina desacelerou Argentina Brasil Uruguai Peru Chile Colômbia Paraguai México Crescimento do PIB: passado vs projeções 7,0% 6,0% 6,4% 5,0% 5,6% 4,0% 4,8% 4,7% 4,8% 4,8% 4,5% 3,0% 3,7% 3,5% 3,8% 2,0% 2,8% 2,7% 1,0% 0,0% -1,0% -0,8% -0,2% -2,0% 2,6% 2,7% média média (E) 7 Fonte: Itaú Unibanco, Haver Analytics

8 A desaceleração no Brasil está sendo mais intensa, mas esperamos recuperação moderada à frente Crescimento real do PIB (%) 7,4 6,4 7,6 5,4 4,4 5,7 6,0 5,0 4,5 3,4 4,0 3,9 2,4 1,4 0,4 3,1 1,8 2,7 0,1 2,1 0,7 0,7 1,7 1,9 2,2-0,6-1,6-0,2-1, a 2025 Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 8

9 Desaceleração da atividade leva a piora no mercado de trabalho Criação formal de empregos Milhares, ajustado sazonalmente Taxa de desemprego Ajustado sazonalmente 9,0% 8,0% 7,3% 7,3% 7,0% 6,0% 5,7% 5,0% 4,0% Fonte: Itaú Unibanco, IBGE, MTE 9

10 Perspectiva de estabilização à frente? 1T12 2T12 3T12 4T12 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 Produção industrial Ajustado sazonalmente, 2012= Crescimento real do PIB %, trimestral 102 1,5% fev/12 out/12 jun/13 fev/14 out/14 jun/15 Varejo Ampliado Ajustado sazonalmente, 2012= fev/11 mar/12 abr/13 mai/14 jun/15 1,0% 0,5% 0,0% -0,5% -1,0% -1,5% Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 10

11 Ativos domésticos refletiram cenário de crise, mas melhoraram recentemente Taxa de câmbio (R$/US$) CDS de 5 anos DI jan/21 3, ,0 3, ,5 13, ,85 12, ,60 12, ,5 2, ,0 2, ,5 jan-14 mai-14 set-14 jan-15 mai-15 jan-14 mai-14 set-14 jan-15 mai-15 jan-14 mai-14 set-14 jan-15 mai-15 NTN-B 50 7,5 Ibovespa ,0 6,5 6,0 5,5 5,0 jan-14 mai-14 set-14 jan-15 mai-15 Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg jan-14 mai-14 set-14 jan-15 mai-15

12 12 Por que o cenário de crise perdeu força? Ajustes avançam: Fiscal Parafiscal Balanço de pagamentos Realismo tarifário Regime de metas inflação

13 13 O que esperar dos próximos anos? Dilma I Dilma II Muitos ajustes Mínimos ajustes Crise Várias reformas Algumas reformas Algumas reformas?

14 Deterioração fiscal põe em risco a sustentabilidade da dívida Dívida líquida (% do PIB) 90% Dívida líquida (cenário anterior) 80% Dívida líquida (sem ajustes) 80% 70% Dívida líquida (cenário base) 60% 50% 40% 45% 41% 30% Fonte: Itaú Unibanco, BCB, FMI

15 O ajuste fiscal é ambicioso, mas pode não precisar chegar na meta Impactos negativos Medidas que não dependem do congresso Medidas que dependem do congresso Controles de caixa (a monitorar) R$ bi % do PIB Déficit % Queda nas receitas de royalties % Queda nas receitas recorrentes (devido ao PIB menor) % Queda nas receitas não recorrentes % Elevação do salário mínimo e beneficiários prev % Pagamento de equalização de juros % Elevação de gastos com pessoal % Total % Elevação da Cide/PIS-Cofins em combustíveis % Elevação do IPI 7 0.1% Elevação do IOF sobre crédito PF 7 0.1% Elevação do PIS/Cofins sobre receitas financeiras 3 0.0% Menor alíquota do Reintegra 1 0.0% Corte no auxílio à CDE 8 0.1% Total % Projeto de lei da desoneração da folha 2 0.0% Corte no Seguro Desemprego e Abono % Corte nas Pensões por Morte 1 0.0% Total % Corte no custeio % Corte no investimento % Ajuste no esforço fiscal regional % Ajuste nas empresas estatais 5 0.1% Total % Efeito inflação % Superávit primário % 15 Fonte: Itaú Unibanco, Tesouro Nacional, Receita Federal

16 Cenário de ajuste gradual da conta corrente Convergência em diferentes cenários de câmbio Cenário base Câmbio (fim de período) Déficit em conta corrente 4.1% 3.6% 3.3% Convergência em Câmbio (fim de período) Déficit em conta corrente 3.9% 3.0% Conta corrente* % do PIB 3,0% 2,0% 1,0% 0,0% -1,0% -2,0% -3,0% -4,0% -5,0% *Dados revisados com nova metodologia do BCB apenas a partir de Fonte: Itaú Unibanco, BCB

17 IPCA: maior pressão de administrados em 2015 O IPCA deve avançar 8.5% em 2015, impulsionado pelo reajuste de preços administrados. A desaceleração da atividade e o desaquecimento do mercado de trabalho devem trazer a inflação para baixo em 2016, para perto de 5.5%. IPCA inflação de livres e administrados Variação anual 15% Preços administrados variação no ano 14,0% % Gasolina 2.9% 9.5% 6.0% 9% 8,5% Energia Elétrica 17.1% 50.1% 5.0% Ônibus urbano 3.9% 12.5% 4.7% 6% 6,9% 6,0% 5,5% 5,4% Taxa de água e esgoto -2.7% 12.0% 13.0% Demais 4.8% 7.2% 5.8% 3% Administrados 5.3% 14.0% 6.0% 0% dez-10 dez-11 dez-12 dez-13 dez-14 dez-15 dez-16 IPCA Livres Administrados 17 Fonte: Itaú Unibanco, IBGE

18 Política monetária: Copom persegue seu ajuste Selic % a.a. 15% 14% 13% 12% 11% 10% 9% 8% 7% Projeção equipe econômica Itaú 13,99% 13,25% 13,50% Apreçamento da SELIC implícito na curva de DI futuro Variação na Reunião Variação Acumulada no Ciclo Selic jan/ % 3.25% 10.50% fev/ % 3.50% 10.75% abr/ % 3.75% 11.00% mai/ % 3.75% 11.00% jul/ % 3.75% 11.00% set/ % 3.75% 11.00% out/ % 4.00% 11.25% dez/ % 4.50% 11.75% jan/ % 5.00% 12.25% mar/ % 5.50% 12.75% abr/ % 6.00% 13.25% jun/ % 6.45% 13.70% jul/ % 6.72% 13.97% set/ % 6.83% 14.08% out/ % 6.82% 14.07% nov/ % 6.74% 13.99% 18 Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg

19 19 Brasil: o que esperamos no curto prazo? Atividade econômica PIB (%) Desemprego (%) - Dezembro Inflação IPCA (%) Política monetária Taxa SELIC (%) Fiscal Superávit primário (% PIB) Balança de pagamentos Câmbio (fim de período) Conta corrente (% PIB)

20 20 Conclusão Recuperação em curso nas economias desenvolvidas. O Fed vem adiando o início do ciclo de alta de juros. Desaceleração no Brasil reflete fim de ciclo global, mas é mais intensa que em outros países devido a fatores domésticos. Ativos brasileiros (câmbio, bolsa, juros e risco país) refletiram cenário de crise, mas melhoraram recentemente. Por quê? Cenário de mínimos ajustes ganha força.

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