CONTEXTO DA ECONOMIA E SEUS REFLEXOS NA AMÉRICA LATINA

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1 CONTEXTO DA ECONOMIA E SEUS REFLEXOS NA AMÉRICA LATINA

2 AMÉRICA LATINA

3 AMÉRICA LATINA Quatro desafios da economia da América Latina em 2015 Crescimento moderado da economia global; Queda do preço das comodities Término do Quantitative easing Performance diferente dos países da AL

4 ARGENTINA PIB US$ 612 bi Crescimento PIB em 2014 = 0,1% PIB per Capita = US$ Desemprego = 7,7% Inflação = 36% Divida pública = 38% do PIB

5 ARGENTINA Composição do PIB Serviços: 60,1% Indústria: 29,5% Agricultura: 10,4% População abaixo da linha de pobreza = 29%

6 ARGENTINA Desafios: Fuga de capitais; Falta de capacidade de investimento; Inflação elevada e PIB em queda; Falta de confiança dos investidores; Impacto no Brasil: Balança comercial Positivo: renovação do acordo automotivo

7 BRASIL

8 IPCA - IBGE

9 IPCA-IBGE 9,00% 8,50% 8,00% 7,00% 6,00% 6,50% 5,80% 5,90% 6,40% 6% 5,00% 4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,00%

10 INFLAÇÃO ACUMULADA 12 MESES 9,00% 8,00% 7,00% 6,59% 6,56% 6,41% 7,14% 7,70% 8,13% 8,17% 6,00% 5,00% 4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,00% out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15

11 INFLAÇÃO Há mudança em curso na dinâmica entre preços livres e administrados. Processo se intensificando em Maiores impactos virão dos reajustes em energia elétrica, combustíveis (Cide) e transportes públicos.

12 VARIAÇÃO DO PIB 8,00% 7,50% 7,00% 6,00% 5,70% 6,10% 5,20% 5,00% 4,00% 3,00% 3,20% 4,00% 2,70% 2,50% 2,00% 1,00% 0,00% -1,00% 1,15% 1,00% 0,10% -0,30% ,50% -2,00%

13 PIB Brasil perdeu ritmo econômico nos últimos anos média de crescimento 2011 a 2014 é apenas 1,5%; Atualmente há um cenário de baixa confiança, o que limita a reação no curto prazo. Desta forma, desafio para 2015 é recuperar a confiança dos agentes. Porém, aperto fiscal e monetário são aspectos limitantes ao desempenho deste ano. Impactos da operação Lava Jato sobre investimentos levarão PIB para o campo negativo. Adicionalmente há riscos de racionamento de água e de energia. 8,00% 7,00% 6,00% 5,00% 4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,00% -1,00% -2,00% 7,50% 6,10% 5,70% 5,20% 4,00% 3,20% 1,15% -0,30% 2,70% 2,50% 1,00% 0,10% ,50%

14 EMPREGOS Taxa de desemprego exibiu tendência de queda nos últimos anos, apesar da baixa geração de empregos. Em 2015, continuidade na retração do emprego com alguma elevação da força de trabalho deve fazer desemprego subir significativamente.

15 POLÍTICA MONETÁRIA Processo visa recuperar a confiança no regime de metas de inflação; Centro da meta a longo prazo Juros devem começar a ser reduzidos no final de TAXA SELIC FINAL PERÍODO

16 POLÍTICA FISCAL Deterioração das contas públicas acentuou-se ao longo do ano passado. Déficit primário consolidado de 0,6% do PIB em Desonerações e atividade fraca têm prejudicado receita. Recomposição tributária será crucial para Aumentos de impostos estão entre as principais medidas. Novos anúncios virão. Desempenho fiscal é, juntamente com baixo crescimento, principal risco para a perda do grau de investimento. Se medidas de ajuste seguirem na direção apontada, isto deve ser evitado DEFICIT NOMINAL SUPERÁVIT PRIMÁRIO

17 DIVIDA BRUTA

18 TAXA DE CAMBIO Final do Período A taxa de câmbio tem exibido elevada volatilidade nos últimos meses, reflexo de aspectos externos e internos. No exterior, alta global do dólar e o recuo das commodities impõem pressão de alta. No Brasil, as incertezas sobre a economia e os efeitos da Lava Jato atuam na mesma direção. Para os próximos meses a tendência segue de alta volatilidade para o câmbio. 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 2,34 2,14 1,77 2,34 1,74 1,67 1,88 2,04 2,34 2,66 3,

19 INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO ,5 66,7 65, ,5 58,5 59, ,

20 PERSPECTIVAS DE INVESTIMENTO PARA 12 SETORES NA INDUSTRIA E INFRAESTRUTURA ( crescimento anualizado em %) Fonte: BNDES

21 SETOR AUTOMOTIVO Representa 23% do PIB industrial; Investimentos previstos de R$ 59 bilhões no período de 2015 a 2018; Novas fábricas: Fiat Goiania PE Honda Itirapina SP JAC Camaçari BA Merdedez Benz Iracemápolis SP BMW Araguari SC Capacidade instalada de 4,5 MM para 6,0 MM Queda de quase 20% das vendas em 2015!!

22 INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA NO BRASIL Setor p Transportes 0,84 0,91 1,04 1,2 Eletricidade 0,73 0,74 0,75 0,75 Telecomunicação 0,5 0,54 0,45 0,37 Água e Saneamento 0,17 0,21 0,21 0,21 Total 2,25 2,39 2,45 2,54 INVESTIMENTOS ABAIXO DO NECESSÁRIO PARA COMPENSAR A DEPRECIAÇÃO DO ESTOQUE DE CAPITAL!!

23 OUTROS PROBLEMAS Produtividade; Custo de capital; Burocracia; Regras claras, e Custo Brasil

24 Custo Brasil

25 PETROBRÁS

26 OPERAÇÃO LAVA JATO O efeito da operação Lava Jato será significativo sobre o PIB de Uma queda de 30% nos investimentos da Petrobras tem um impacto negativo de 1.0 p.p. no PIB brasileiro.. Uma queda de 15% nos investimentos em infra estrutura tem um impacto negativo de 0.9 p.p. no PIB.

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30 POR QUE INVENTAR A RODA? De que maneira alguns países converteram oportunidades em crescimento econômico? Coerência da política macroeconômica; Alto nível de investimento em educação; Estrutura tributária racional; Financiamento com baixo custo;

31 CONCLUSÃO Fim do laboratório econômico pirotécnico. Chegou a hora de pagarmos a conta; Inflação, dólar e desemprego em alta; Quadro pode se agravar com desdobramento da Lava Jato; Risco na meta de economizar 1,2% do PIB em 2015; 2% do PIB em 2016 e 2017

32 CONCLUSÃO Nova política econômica no rumo certo, mas há ceticismo quanto à sua continuidade, tendo em vista as dificuldades políticas e convicções enraizadas do PT ; Governo politicamente fraco não viabiliza reformas estruturais. Potencial de crescimento continuará baixo nos próximos anos

33 CONCLUSÃO No exterior, ritmo de desaceleração da economia chinesa e da alta de juros nos Estados Unidos têm impacto significativo para a economia brasileira, com destaque para câmbio e juros; Mesmo em um cenário pessimistas, riscos de intensificação de populismo são baixos, em razão da presença de instituições sólidas (democracia, imprensa livre e independente, Judiciário independente, disciplina de mercado, etc)

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