Perspectivas Econômicas. Pesquisa Macroeconômica Itaú Unibanco

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1 Perspectivas Econômicas Pesquisa Macroeconômica Itaú Unibanco Setembro, 2015

2 Roteiro Internacional Brasil Desaceleração da China reduz crescimento global China: desaceleração chinesa reduz crescimento global, com maior efeito sobre emergentes. EUA: dados econômicos continuam positivos, sustentando provável aumento do juro básico ainda este ano. Efeitos indiretos da China devem afetar resultados só em Europa: BCE mostra disposição a maiores estímulos, se perspectiva piorar. Enfrentando o furacão: O cenário se deteriorou e o Brasil perdeu o grau de investimento pela agência Standard & Poor s. A proposta de orçamento de 2016 com déficit primário sinalizou dificuldades no ajuste fiscal. Reduzimos nossa projeção do resultado primário para os próximos anos. Setor externo: o aumento do risco-país exige um ajuste ainda mais rápido nas contas externas. Câmbio deve se desvalorizar mais. Inflação: a depreciação do câmbio adiciona pressão sobre os preços da economia. Elevamos nossa projeção de IPCA. Política Monetária: a inflação mais alta tornou o cenário de queda de juros menos provável: esperamos agora que a taxa Selic fique em 14,25% até o fim de A atividade econômica segue em deterioração. Esperamos maior contração do PIB e desemprego mais alto em 2015 e

3 Cenário de crescimento moderado em Mundo 3,4 3,3 3,3 3,3 3,4 EUA 2,2 1,5 2,4 2,5 2,2 Zona do Euro -0,6-0,4 0,9 1,5 1,7 Japão 1,7 1,6 0,0 0,7 1,4 China 7,9 7,8 7,4 6,7 6,2 Fonte: Itaú Unibanco, Haver Analytics 3

4 China: menor crescimento à frente 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 A economia da China está desacelerando mais do que o esperado, refletindo os desafios para reequilibrar a economia do país. Projetamos crescimento do PIB em 6,7% em 2015 abaixo do consenso de mercado e reduzimos a projeção de 6,6% para 6,2% em PIB x estímulos 12% 9% 5 cortes de juros 3 cortes de compulsório Crescimento do PIB %, taxa anualizada 10.0% 9.5% 9.0% 8.5% 6% 3% 2 cortes de juros 1 corte de compulsório Aceleração de investimentos de infraestrutura PIB (trimestral, anualizado) Tendência (filtro HP) 0% set-10 jun-12 mar-14 dez % 7.5% 7.0% 6.5% 6.0% 5.5% 5.0% 7.5% 6.7% 6.2% Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg Trimestral Anual 4

5 EUA: PIB acelera no segundo trimestre... fev-10 ago-10 fev-11 ago-11 fev-12 ago-12 fev-13 ago-13 fev-14 ago-14 fev-15 ago-15 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 Revisão de 2,3% para 3,7% no 2T2015, com composição mais favorável, mostrando melhora no consumo (em 3,1% de 2,9%) e no investimento não residencial (em 3,2% de -0,6%). O mercado de trabalho continua gerando, em média, mais de 200 mil empregos por mês, e a taxa atual (5,1%) é compatível com a projeção do Fed para a taxa natural (5,0 5,2%). Aumentamos nossa projeção de crescimento do PIB em 2015 para 2,5% (de 2,4%), mas reduzimos a projeção para 2016 para 2,2% (de 2,4%), incorporando efeito da desaceleração da China. Criação de empregos Dessazonalizado, milhares, média de 12 meses Crescimento do PIB %, taxa anualizada % % 3.5% 2.5% 2.4% 2.5% 2.2% % % -0.5% % % Fonte: Itaú Unibanco, BEA, BLS Trimestral Anual 5

6 mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 jun-15 set-15 dez-15 mar-16 jun-16 set-16 dez e juros devem subir ainda em 2015 Com a melhora contínua do mercado de trabalho, é provável que o Fed comece a aumentar as taxas de juros dos fed funds ainda este ano (em dezembro). Com a piora na perspectiva global, incorporamos prêmios de risco mais baixos na curva de juros ao longo do horizonte de projeção. Federal funds % a.a. 2.0% Inflação de salários Variação anual 4.0% 3.5% 1.5% 3.0% 2.5% 1.0% 2.0% 0.5% 1.5% 1.0% 0.5% Índice de custo total do trabalho Salário por hora trabalhada 0.0% 0.0% Itaú Fomc Mercado Fonte: Itaú Unibanco,Bloomberg, Haver Analytics 6

7 1T12 2T12 3T12 4T12 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 Europa: BCE pronto para agir se a perspectiva se deteriorar O crescimento da zona do euro vem se recuperando de forma consistente. Fizemos revisões pequenas em nossas projeções devido a principalmente a revisão da China. Apesar do crescimento estável, o Banco Central Europeu (BCE) está pronto para responder a riscos de queda nas perspectivas de crescimento e inflação. Reduzimos nossas projeções do PIB de 1,4% para 1,5%, em 2015, e de 1,9% para 1,7% em Crescimento real do PIB % 2.5% 5.0% Inflação % 2.0% 1.5% 1.5% 1.7% 4.0% 1.0% 0.9% 3.0% 0.5% 0.0% -0.5% -1.0% 2.0% 1.0% 0.0% Trimestral Anual -1.0% jul-05 jul-07 jul-09 jul-11 jul-13 jul-15 Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg, Haver Analytics, Eurostat 7

8 Desaceleração da China tem impacto maior nos emergentes Estimamos que o PIB agregado dos mercados emergentes excluindo a China pode desacelerar até 0,6%. O Índice de Commodities Itaú (ICI) caiu ainda mais desde o fim de julho (-3,7%), uma vez que o crescimento global mais fraco pesa sobre as perspectivas de demanda. Projeções mais baixas para metais básicos e petróleo diante de crescimento global mais fraco. Índice de commodities do Itaú 2008=100 Desaceleração de 1% da China reduz crescimento global em 0,4% Global* 0.4% Spillover para o resto do mundo 0.3% EUA 0.1% Europa 0.4% Japão 0.5% Emergentes Ex-China 0.6% ago-13 fev-14 ago-14 fev-15 ago-15 ICI agrícola ICI Metais ICI Energia 8

9 América Latina: Choque de oferta made in China Peru México PIB - % 2,4 3,0 3,8 PIB - % 2,1 2,4 2,8 PEN / USD (dez) 3,0 3,35 3,45 MXN / USD (dez) 14,7 17,0 17,5 Taxa de juros - (dez) - % 3,50 3,25 4,00 Taxa de juros - (dez) - % 3,00 3,00 4,00 IPC 3,2 3,9 3,1 IPC 4,1 3,0 3,0 Colômbia Chile PIB - % 4,6 2,7 2,7 PIB - % 1,9 2,2 2,7 COP / USD (dez) CLP / USD (dez) Taxa de juros - (dez) - % 4,50 4,50 5,25 Taxa de juros - (dez) - % 3,00 3,00 3,75 IPC 3,7 4,8 3,5 IPC 4,6 4,8 3,5 Fonte: Itaú Unibanco Argentina PIB - % -2,6 0,0 0,0 ARS / USD (dez) 8,6 10,0 15,8 BADLAR - (YE) - % 20,4 23,0 36,0 IPC - % (Estimativas Privadas) 38,5 27,0 35,0 9

10 Brasil: o que esperamos no curto prazo? Atividade econômica PIB (%) 2,7 0,1-2,8-1,2 Desemprego (%) - Dezembro 5,1 5,1 8,3 9,6 Inflação IPCA (%) 5,9 6,4 9,5 6,5 Política monetária Taxa SELIC (%) 10,00 11,75 14,25 14,25 Fiscal Superávit primário (% PIB) 1,8-0,6-0,3-1,0 Balança de pagamentos Câmbio (fim de período) 2,36 2,66 4,00 4,25 Conta corrente (% PIB) -3,4-4,4-4,0-2,9 10

11 Política fiscal: orçamento indica fim do esforço fiscal Orçamento de 2016 indicou que o esforço fiscal não prosseguirá ano que vem. Meta do primário em 2016 foi reduzida de 0,7% para -0,34%. Despesa federal tende a acelerar em Orçamento indica um crescimento do gasto federal de 5,5% em termos reais no próximo ano. Projetamos déficit primário de 1,0% do PIB em 2016 (projeção anterior, 0,2%), após déficit de 0,3% em % 10% 8% 6% 4% 2% 1.3% 0% -2% -4% -6% -8% Despesa Federal Anual, % do PIB, Exclui compensação ao RGPS 10.8% 9.9% 9.3% 8.5% 3.2% 10.2% crescimento real (defl. IPCA) 8.5% 6.4% 4.8% 5.2% 3.5% -3.9% 5.5% 2.5% 2.0% 1.5% 1.0% 0.5% 0.0% -0.5% -1.0% -1.5% -2.0% Superávit primário Anual, % do PIB 1.10% 0.15% -0.30% Metas Anteriores Metas Novas Cenário Itaú 2.00% 2.00% 2.00% 2.00% -0.34% -1.00% 1.30% -1.60% -1.80% Fonte: Itaú Unibanco, Receita Federal 11

12 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 dez/11 dez/12 dez/13 dez/14 dez/15 Atividade continua deteriorando... Nosso índice de difusão permanece em nível compatível com retração de atividade econômica nos próximos meses. Confiança de empresários e consumidores em mínimo histórico e os estoques estão no maior patamar desde A tendência de queda na confiança permanece, sugerindo menor consumo das famílias e menor produção à frente. 81% 76% 71% 66% 61% 56% 51% 46% 41% 36% 31% 26% 21% 16% Índice de difusão da atividade (CAD) e PIB Índice de difusão (12m, t-2) Crescimento PIB (12m) (dir.) Difusão (ponta, mm3m) set 10% 9% 8% 7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0% -1% -2% -3% -4% -5% -6% -7% Índices de confiança dos empresários Julho/2010 = ago-11 abr-12 dez-12 ago-13 abr-14 dez-14 ago-15 Indústria Serviços Comércio Construção 12 Fonte: Itaú Unibanco, FGV

13 ...e recessão se intensifica 1T12 2T12 3T12 4T12 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T A maior incerteza doméstica, num contexto internacional desfavorável, reduz os preços dos ativos no Brasil, inclusive a taxa de câmbio, e eleva a projeção de inflação. Nesse cenário, a perspectiva de crescimento é menor e a de desemprego, maior. Revisamos nossas projeções de PIB: retração de 2,8% em 2015 (ante -2,3%) e, para 2016, queda de 1,2 % do PIB (ante -1,0%). Crescimento real do PIB %, trimestral Crescimento real do PIB %, anual 1.5% % 0.5% 0.7% % -0.5% -1.0% -1.5% -1.1% 0.1% 0.0% -0.7% 0.0% 0.0% -0.1% -0.2% -0.3% -0.8% % -1.9% Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 13

14 Taxa de desemprego deve continuar subindo nos próximos meses Em dados dessazonalizados (nosso ajuste sazonal), houve aumento de 6,7%, em junho, para 7,2% em julho. Adicionalmente, o CAGED reportou fechamento líquido de 145 mil empregos formais na média dos três últimos meses até julho (dados dessazonalizados). A fraqueza da atividade tem se refletido no mercado de trabalho. Dessa forma, elevamos nossa projeção de desemprego no final de 2015 para 8,3% (ante 8,0%) e no final de 2016 para 9,6% (ante 9,3%). Taxa de desemprego %, dessazonalizado 10.0% 9.0% 8.0% 7.0% 6.0% 5.0% 9.6% 8.3% Criação de empregos formais Em milhares, dessazonalizado % Fonte: Itaú Unibanco, IBGE, Caged, FGV 14

15 Setor externo: real mais depreciado já este ano dez-05 dez-06 dez-07 dez-08 dez-09 dez-10 dez-11 dez-12 dez-13 dez-14 dez-15 dez-16 A piora no cenário econômico deve ter impactos importantes sobre a disponibilidade de financiamento externo nos próximos anos, conduzindo nossa revisão na taxa de câmbio para 4,00 reais por dólar, ao fim de 2015 (ante 3,55), e para 4,25 ao fim de 2016 (ante 3,90) O câmbio mais depreciado deve levar a um ajuste mais rápido na conta corrente. Acreditamos que essas projeções de câmbio devem levar a um déficit em conta corrente abaixo de 2,0% do PIB em Taxa de câmbio Reais/ dólar, fim de período Saldo em conta corrente Bilhões de dólares set-10 set-11 set-12 set-13 set-14 set-15 Fonte: Itaú Unibanco, BCB 15

16 Câmbio mais depreciado pressiona inflação O IPCA subiu 0,22% em agosto, resultado próximo da nossa estimativa (0,20%) e da mediana de mercado (0,23%) Em 2015, o IPCA já acumulou alta de 7,1%, ultrapassando o teto da meta para o ano completo. Com a revisão do cenário de câmbio, elevamos a projeção de inflação para 9,5% (ante 9,3%) no final deste ano. Para 2016, elevamos a projeção dos preços livres de 5,7% para 6,5% e alteramos a projeção do IPCA para 6,5% (ante 5,8%), seguindo o câmbio mais depreciado. Inflação de livres e administrados Variação anual Contribuição dos preços Variação anual 15% 12% 15.2% (p) 2016(p) 9.5% 9% 6% 7.8% 6.5% 3% 0% dez-10 dez-11 dez-12 dez-13 dez-14 dez-15 dez-16 IPCA Livres Administrados IPCA Livres Administrados Fonte: Itaú Unibanco, IBGE 16

17 Política monetária: sem cortes de juros em 2016 Banco Central (BC) sinaliza Selic estável por período prolongado. A perspectiva de inflação mais elevada e o aumento da incerteza não permitem queda de juros em Esperamos agora que a taxa Selic se mantenha em 14,25% até o fim de Selic % a.a 17% 16% 15% 14.95% 15.58% 14% 13% 14.25% 14.25% 12% 11% 10% 9% 8% 7% Projeção equipe econômica Itaú Apreçamento da SELIC implícito na curva de DI futuro Fonte: Itaú Unibanco, Bloomberg 17

18 Conclusões Internacional Brasil Desaceleração da China reduz crescimento global China: desaceleração chinesa reduz crescimento global, com maior efeito sobre emergentes. EUA: dados econômicos continuam positivos, sustentando provável aumento do juro básico ainda este ano. Efeitos indiretos da China devem afetar resultados só em Europa: BCE mostra disposição a maiores estímulos, se perspectiva piorar. Enfrentando o furacão: O cenário se deteriorou e o Brasil perdeu o grau de investimento pela agência Standard & Poor s. A proposta de orçamento de 2016 com déficit primário sinalizou dificuldades no ajuste fiscal. Reduzimos nossa projeção do resultado primário para os próximos anos. Setor externo: o aumento do risco-país exige um ajuste ainda mais rápido nas contas externas. Câmbio deve se desvalorizar mais. Inflação: a depreciação do câmbio adiciona pressão sobre os preços da economia. Elevamos nossa projeção de IPCA. Política Monetária: a inflação mais alta tornou o cenário de queda de juros menos provável: esperamos agora que a taxa Selic fique em 14,25% até o fim de A atividade econômica segue em deterioração. Esperamos maior contração do PIB e desemprego mais alto em 2015 e

19 19 Análises econômicas no site do Itaú

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