YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA

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1 1 YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA VALOR NUTRITIVO DE DIETAS PARA RUMINANTES CONSTITUÍDAS PELOS FENOS DE CAPIM-TIFTON 85 E DE LEUCENA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL TERESINA-PIAUÍ 2011

2 2 YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA VALOR NUTRITIVO DE DIETAS PARA RUMINANTES CONSTITUÍDAS PELOS FENOS DE CAPIM-TIFTON 85 E DE LEUCENA Dissertação submetida à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal do Piauí como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciência Animal. Área de Concentração: Produção Animal Orientador: Prof. Dr. Arnaud Azevêdo Alves UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL TERESINA-PIAUÍ 2011

3 3 FICHA CATALOGRÁFICA Universidade Federal do Piauí Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco Serviço de Processamento Técnico S232v Santana, Yânez André Gomes Valor nutritivo de dietas para ruminantes constituídas pelos fenos de capim- Tifton 85 e de leucena / Yânez André Gomes Santana _ Teresina: fls. il. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) UFPI, 2011 VALOR NUTRITIVO Orientação: Prof. DE DIETAS Dr.º Arnaud PARA Azevêdo RUMINANTES Alves CONSTITUÍDAS PELOS FENOS DE CAPIM-TIFTON 85 E DE LEUCENA 1.Nutrição Animal. 2. Cynodon spp.3.leucaena Leucocephala I. Título YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA CDD

4 4 VALOR NUTRITIVO DE DIETAS PARA RUMINANTES CONSTITUÍDAS PELOS FENOS DE CAPIM-TIFTON 85 E DE LEUCENA YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA Dissertação aprovada em: 24/02/2011 Dr. Arnaud Azevêdo Alves / CCA - UFPI Orientador Dra. Maria Elizabete de Oliveira / CCA - UFPI Examinadora interna Dr. Marcos Jacob de Oliveira Almeida Embrapa/Meio Norte Examinador externo

5 5 v Aos meus queridos pais José Américo de Sousa Santana e Adelaide Gomes Garcez Santana, pelo exemplo de vida, honestidade, humildade e amor; à minha noiva Melina Macêdo pelo apoio incondicional, minhas irmãs Milena Santana e Monik Santana, minha sobrinha Alanis e aos meus avós, tios(a) e primos(a), pelo estímulo e a confiança de sempre. DEDICO

6 6 vi AGRADECIMENTOS A DEUS, primeiramente, que me iluminou, me capacitou, e me deu forças, perseverança e entusiasmo para chegar até aqui. Glórias te dou, ó Pai. À Universidade Estadual do Piauí pela oportunidade de me formar em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas e à Universidade Federal do Piauí, ingressar no Curso de Mestrado em Ciência Animal, proporcionando-me compartilhar de momentos maravilhosos junto a todos que dela participam, sejam estudantes, professores ou servidores. Ao REUNI de Assistência ao Ensino, pela concessão da Bolsa de Mestrado, o que me fez dedicar mais a docência, mais tempo aos estudos e condução do experimento para elaboração da Dissertação. Ao meu inestimável orientador professor Dr. Arnaud Azevêdo Alves, pela capacidade de mostrar, em poucas palavras, o real objetivo de que precisávamos, pela amizade inesquecível, por, de certa forma, ser colaborador intelectual de muitos dos meus momentos profissionais, pelos conselhos, pelas contínuas colaborações e pelo apoio moral que sempre me deu. Aos professores Dra. Maria Elizabete Oliveira e Dr. Marcos Jacob de Oliveira Almeida, pela participação na banca examinadora e pelas críticas e sugestões prestadas para melhoria desta Dissertação. Aos professores do DZO/CCA/UFPI João Batista, Márvio Lobão e José Wilson pelos conselhos, amizade e apoio. Ao Engenheiro Agrônomo Cícero Fortes de Cerqueira Neto por ter se mostrado um grande amigo, pela colaboração na condução do experimento e coleta de amostras e pela agradável convivência enquanto na UFPI. Aos doutorandos em Ciência Animal/UFPI e Zootecnia/UFRPE Marcônio Martins, Miguel Arcanjo e Daniel Cézar da Silva, por terem se mostrado grandes amigos, pela colaboração na condução do experimento. Aos mestrandos em Ciência Animal/UFPI Lilia Raquel, Marcelo Rufino, Aline Mendes, e ao mestre Raniel Lustosa, pela amizade. Aos acadêmicos de Engenharia Agronômica e Veterinária/UFPI, Patrícia Carvalho e Abigail Cavalcante pela amizade e apoio em determinadas fases do experimento. Aos laboratoristas do Laboratório de Nutrição Animal do DZO/CCA/UFPI, Manoel José de Carvalho e Lindomar de Moraes Uchoa, pelo apoio nas análises laboratoriais.

7 7 vii Aos professores e amigos Danielle Azevêdo, Nonato Pereira, Elivalto, Agustinho Valente, Nasaré Bona, que de certa forma colaboraram com esta conquista. Ao doutor em Ciência Animal Laí que colaborou com essa vitória por ter me incentivado nessa área e pela sua amizade. Aos colegas e amigos Márcia, Gynna, Snaylla, Elvânia, Bruno Spindola, Cauê, Ernando, Glauco, Natanael do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí que, mesmo sem perceber, de alguma forma me apoiaram. Aos meus cunhados Flavio Henrique e Ben Rholdan pela amizade e companheirismo. Aos meus sogros Edvar Silva e Lirou Silva pela amizade que colaboraram para esta conquista. Ao Biólogo Robert Cipriano pela amizade inesquecível e conselhos. Aos servidores do DZO/CCA/UFPI José Soares de Moraes (Zé da Burra), Joelmar e Adriano pela disposição e apoio no manejo dos animais durante o experimento. Aos funcionários dos Programas de Pós-Graduação/CCA/UFPI Luis Gomes da Silva, Ciência Animal e Vicente de Sousa Paulo, Agronomia e ao funcionário do Setor de Serviços Gerais/UFPI Justino Figueiredo Barbosa, pelo apoio e disposição em ajudar.

8 viii 8 BIOGRAFIA DO AUTOR YÂNEZ ANDRÉ GOMES SANTANA, filho de José Américo de Sousa Santana e Adelaide Gomes Garcêz Santana, nasceu em Teresina, estado do Piauí, no dia 25 de outubro de Em 2005, ingressou na Universidade Estadual do Piauí no curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas, tendo concluído o mesmo em Foi bolsista de Iniciação Científica da Universidade Federal do Piauí, sob orientação do Prof. Dr. Arnaud Azevêdo Alves, durante os anos de 2008 a Durante o curso de Medicina Veterinária. Em 2009, ingressou no Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, em nível de Mestrado, Área de Concentração Produção Animal, na Universidade Federal do Piauí, em Teresina, realizando estudos e participando de atividades de ensino e pesquisa em nutrição de ruminantes, orientados pelo Prof. Dr. Arnaud Azevêdo Alves. Enviou artigos científicos para publicação em periódicos, publicou comunicações de pesquisa em Anais de eventos, apresentou trabalhos em eventos científicos. Em 24 de fevereiro de 2011, submeteu-se à Banca Examinadora para Defesa da Dissertação de Mestrado Intitulada: Valor Nutritivo de Dietas Volumosas para Ruminantes Constituídas pelos Fenos de Capim-Tifton 85 e de Leucena.

9 9 ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS %PV Porcentagem do peso vivo BN Balanço de nitrogênio CFDA Consumo de fibra em detergente ácido CFDN Consumo de fibra em detergente neutro Cm Perdas em metano CMS Consumo de material seca CPB Consumo de proteína bruta CPD Consumo de proteína digestível CED Consumo de energia digestível CEM Consumo de energia metabolizável CV Coeficiente de variação DFDA Digestibilidade da fibra em detergente ácido DFDN Digestibilidade da fibra em detergente neutro DMS Digestibilidade da material seca DPB Digestibilidade da proteína bruta EB Energia bruta ED Energia digestível EM Energia metabolizável FDA Fibra em detergente ácido FDN Fibra em detergente neutro FL Feno de leucena FT Feno de capim-tifton 85 g Gramas g/anima/dia Gramas por animal por dia g/dia Gramas por dia g/utm Gramas por unidade de tamanho metabólico h Hora Kcal Quilocaloria kg Quilograma kg/dia Quilograma por dia L Litro

10 10 x m Metro Mcal Megacaloria Mcal/kgMS Megacaloria por quilograma de MS mg/dl Miligrama por decilitro ml Mililitro mm Milímetro MM Matéria mineral MO Matéria orgânica MS Matéria Seca N Nitrogênio ºC Graus centígrados PB Proteína bruta q Metabolizabilidade da energia s Segundos

11 11 xi SUMÁRIO Página LISTA DE TABELAS... xii 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Feno de capim-tifton 85 (Cynodon ssp) Feno de leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) De Wit.) Consumo voluntário e digestibilidade de dietas com inclusão de leguminosas CAPÍTULO 1 Valor nutritivo de dietas para ruminantes constituídas pelos fenos de capim-tifton 85 e de leucena REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DA INTRODUÇÃO E REVISÃO... 33

12 12 xii LISTA DE TABELAS CAPÍTULO 1 Tabela Página 1 Composição bromatológica das dietas e dos fenos de leucena (FL) e de capim- Tifton Consumo voluntário de nutrientes de dietas constituídas pelos fenos de capim- Tifton 85 (FT) e de leucena (FL) por ovinos Digestibilidade aparente de nutrientes e valor energético de dietas constituídas pelos fenos de capim-tifton 85 (FT) e de leucena (FL) Balanço de nitrogênio de dietas para ovinos constituídas pelos fenos de capim- Tifton 85 (FT) e de leucena (FL)... 29

13 13 1 INTRODUÇÃO Os custos com a alimentação de caprinos, ovinos e bovinos em pastagens cultivadas na região Nordeste devem ser minimizados, principalmente no período seco do ano, quando o valor nutritivo dos pastos é diminuído, onerando muito a produção com a utilização de ingredientes concentrados. Motivo pelo qual se busca volumosos de melhor valor nutritivo como espécies forrageiras ricas em proteína, sendo um fator para redução de custo das dietas para ruminantes. No Brasil, as espécies forrageiras do gênero Cynodon são as mais indicadas para a prática da fenação, tendo em vista o elevado potencial de produção e seu valor nutritivo (Cavalcante et al., 2004). No entanto, a maioria dos produtores da região Nordeste possui estabelecimentos com áreas restritas e não cultiva gramíneas mais adequadas à fenação, demandando a viabilização de alternativas de produção e conservação de forragens capazes de garantir suporte alimentar aos rebanhos no período seco (Aguiar et al., 2006). Neste sentido, o capim-tifton 85 (Cynodon ssp) vem sendo utilizado na região Nordeste como alimento volumoso, necessitando de maiores informações quanto à conservação desta gramínea sob a forma de feno, podendo-se associar com leguminosas que melhorem seu valor nutritivo. A qualidade da forragem conservada sob forma de feno depende do seu processamento, armazenamento e estádio vegetativo da planta. A associação ideal entre a produção de forragem e o valor nutritivo, pode ser aferida pelo consumo de matéria seca e de nutrientes e a retenção dos mesmos no corpo do animal, quantificada como digestibilidade e balanço de nutrientes. Visando alternativas para o atendimento às demandas da produção animal, vários alimentos são estudados e aperfeiçoados no sentido da redução de custos com a alimentação animal. As leguminosas como leucena, estilosantes, cunhã, sabiá entre outras, são consideradas alimentos ricos em proteína para utilização como ingredientes na alimentação animal, devido à capacidade de fixação de nitrogênio pelas bactérias e fungos associados a estas espécies. Entre os volumosos mais avaliados atualmente quanto ao valor nutritivo, destaca-se as leguminosas, com características nutricionais favoráveis à alimentação de ruminantes, possuindo elevado teor de proteína bruta, a composição bromatológica (Possenti et al., 2008), além de possuírem a fácil disponibilidade e baixo custo, são

14 14 propriedades que viabilizam o uso desta leguminosa à fenação, tornando necessário a realização de avaliações quanto ao consumo e digestibilidade do alimento. Assim, esta pesquisa foi realizada com o objetivo de se avaliar o valor nutritivo de dietas volumosas para ruminantes constituídas pelos fenos de capim-tifton 85 e de leucena. Esta Dissertação apresenta-se estruturada em duas partes, Parte I, consistindo da Introdução e do Referencial Teórico, redigidos segundo as normas editoriais do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí; e Parte II, referente ao Capítulo 1 Valor Nutritivo de Dietas para Ruminantes Constituídas pelos Fenos de Capim-Tifton 85 e de Leucena, apresentado em formato de artigo científico, redigido de acordo com as normas editoriais do periódico Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, ao qual será submetido para publicação. 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Feno de capim-tifton 85 (Cynodon ssp.) Entre as gramíneas cultivadas na região Nordeste, está o capim-tifton 85 (Cynodon spp.), originário do cruzamento da gramínea sul-africana (PI ) e o capim-tifton 68, sendo caracterizado pela elevada produção de matéria seca e alta digestibilidade (Burton, 1993). O capim-tifton 85 apresenta porte baixo, rápida taxa de crescimento e boa relação lâmina/colmo, quando comparado a outros cultivares do gênero Cynodon (Hill, 1993). A introdução da gramínea do gênero Cynodon spp. capim-tifton 85 vem ocorrendo no estado do Piauí associado à adoção de sistemas de produção, utilizando tanto para produção de feno como para pastejo rotacionado (Parente et al., 2000). As gramíneas que constituem as pastagens nativas da região Nordeste apresentam gramíneas de baixa produtividade e baixo valor nutritivo no período seco. Sendo as pastagens base de sustentação da alimentação de ruminantes, há necessidade de elevar o potencial de produção de forragem. Neste sentido foi introduzido o capim- Tifton 85, que apresenta maior produtividade que as gramíneas nativas, especialmente, mediante adoção de práticas de manejo associadas à intensificação no uso de insumos (Marcelino et al., 2003).

15 15 As gramíneas forrageiras, geralmente são melhores utilizadas para fenação, por apresentarem características morfofisiológicas que permitem secagem mais uniforme, produzindo, assim, um feno que mantém um elevada produtividade e valor nutritivo da forragem. À medida que a planta se desenvolve, a produção de matéria seca aumenta, contudo o valor nutritivo decresce. Assim, o momento da fenação deve associar elevada produtividade com bom valor nutritivo. O gênero Cynodon tem se destacado na produção de feno, sendo o capim-tifton 85 amplamente utilizado (Cavalcante et al., 2004). Entre as várias espécies possíveis de serem utilizadas para fenação, as gramíneas capim-elefante (Pennisetum purpureum, Schum.), capim-buffel (Cenchrus ciliaris L., cv. Aridus ), capim-urochloa (Urochloa mosambicensis - (Hack)-Daudy) e capim- Tifton-85 (Cynodon ssp) podem ser destacadas, principalmente, pela ocorrência em boa parte das propriedades rurais. O capim-tifton 85 é uma das gramíneas forrageiras mais utilizadas na alimentação de ruminantes, tanto na produção de leite como de carne, principalmente em regiões tropicais (Camurça et al., 2002). Avaliando a produção de matéria seca e composição química em gramíneas do gênero Cynodon (capim-tifton 85) sob efeito de diferentes idades de corte (42, 63 e 84 dias) com uso de adubação (80 kg/n/ha, 50 kg/k2o/ha e 120 kg/p2o5), concluíram que o aumento da idade de corte promoveu um incremento na produção de MS de 845,29 kg/corte e aumento nos teores de FDN e FDA, havendo também decréscimo dos teores de proteína bruta de 14,80 para 8,73% na gramínea (Gonçalves et al., 2001). Trabalhando com rendimento e valor nutritivo do capim-tifton 85 (Cynodon spp) em várias idades de rebrota, com uso de 75 kg/ha de N e 60 kg/ha de K2O, registraram produções de matéria seca variando de 3,1 a 12,3 t/ha e teores de PB de 15,6 e 4,5% dos 14 aos 70 dias de crescimento, respectivamente. Quanto aos teores de FDN e FDA, aumentaram com o avanço da idade da planta, até os 51 dias, quando foi alcançado o valor máximo de 79,24% de FDN, sendo que aos 28 dias estes valores já superavam 65% (Oliveira et al., 2000). Avaliando dez espécies forrageiras com adubação de 200 kg/n/ha/ano, obteve para o capim-tifton 85, produção de 13,3 t de MS/ha no período chuvoso e 1,3 t de MS/ha no período da seca, idade de rebrota 42 dias (Soares Filho. 2001). Os teores médios de PB foram de 12,5% no período chuvoso e 14,4 % no período da seca, sendo

16 16 superior ao teor de 11% de PB os quais adubaram com 200 Kg de N/ha com intervalo de corte de 28 dias (Vilela e Alvim. 1998). Avaliando o capim-tifton 85, observaram maior produção de MS (25,1 t/ha/ano) com intervalo de corte de 42 dias e aplicação de 400 kg de N/ha/ano (Ribeiro et al., 1998). Já Alvim et al. (1999) onde, no período seco, sob irrigação, observaram uma produção de 5,3 t/ha de MS, com aplicação de 400 kg de N/ha/ano num intervalo de corte de 28 dias. 2.2 Feno de leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) De Wit.) O gênero Leucaena (Mimosae, Mimosoideae, Leguminosae) é nativo das Américas e distribuído desde o Sul do Texas até o Peru. As utilizações de Leucaena incluem a produção de madeira, alimentação humana, forragem para ruminantes, adubação verde, sistemas agroflorestais, artesanato, estacas e cercas vivas, entre outros. Além de economicamente importante em algumas de suas utilizações específicas, como forragem e produção de madeira, o fato deste gênero ser de multipropósito faz com que muitas das espécies sejam amplamente utilizadas em locais mais áridos das regiões tropicais (Wittmann, 2004). As leguminosas desempenham papel relevante na produção animal, constituem boa fonte protéica pela capacidade de fixação biológica do nitrogênio atmosférico no solo. Estas características resultam em aumento quantitativo e qualitativo na produção de alimento para os rebanhos. O feno de leucena é superior aos de gramíneas em proteína e cálcio. Seu valor nutritivo também tem influenciado favoravelmente o desempenho dos animais (Manella 2003). É necessária a fenação, para melhor aproveitamento dos nutrientes em épocas secas, o que deve ser buscado para que esse alimento venha a se tornar de uso convencional para ruminantes deixando de ser considerado apenas mais um recurso para mantença de animais no período crítico de escassez de forragem (Longo et al., 2008). A leucena é uma leguminosa arbórea de ampla versatilidade para uso em sistemas de produção animal. Contem 16,81% de proteína bruta, 1,22% de extrato etéreo, 57,25% de fibra em detergente neutro, 41,75% de fibra em detergente ácido, 5,82% de cinza, o que a torna atraente como alternativa para alimentação animal (Possenti et al., 2008).

17 17 A leucena e uma das forrageiras mais promissoras para a região Nordeste, principalmente pela capacidade de rebrota, mesmo durante a época seca, pela ótima adaptação as condições de solo e clima do nordeste e pela excelente aceitação pelos ruminantes. Apresenta boa produtividade, podendo variar, de dois a oito toneladas de matéria seca (MS) e produz até 750 kg de sementes/ha/ano. Analises das folhas e ramos finos da leucena apontam teores médios de proteína bruta (PB) superiores a 20% (Lima et al., 2006). A leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit.) é uma forrageira promissora para a região Nordeste, principalmente pela capacidade de rebrotar, mesmo durante a época seca (Sousa, 1999). É uma leguminosa que suporta pastejos intensos, é bastante nutritiva, sendo considerada um alimento completo. Ela cresce rapidamente produzindo bastante folhas, no entanto, a produtividade depende da variedade, do espaçamento, do solo e das condições climáticas (Salviano, 1993). 2.3 Consumo voluntário e digestibilidade de dietas com inclusão de leguminosas O consumo voluntário é influenciado por características do animal e da forragem (McDonald, 1981). É necessário se fazer ajustes para melhorar o consumo de matéria seca e a utilização dos nutrientes das dietas pelos animais, o que é possível pela compreensão dos mecanismos que regulam o consumo, juntamente com a avaliação das respostas dos animais às alterações na dieta (Neiva e Neiva, 2006). O consumo de matéria seca é um importante parâmetro para determinar o valor nutritivo, que engloba a ingestão dos nutrientes. A qualidade de um alimento depende fundamentalmente de seu valor nutritivo, com destaque para o consumo voluntário, podendo o consumo se tornar fator limitante, mesmo que os demais parâmetros do valor nutritivo se mostrem satisfatórios (Pereira et al., 2009). A ingestão de diversas frações do alimento por ruminantes, pode ser influenciada por maiores teores de fibra, o que resulta em menor consumo, devido ao maior enchimento físico do rúmen, além disso, a digestibilidade também foi reduzida, porque a maior parte dos componentes de um alimento não digerida se encontra nessa fração (Ladeira et al., 2002).

18 18 O potencial associativo do feno de leucena ao feno de capim-tifton 85, eleva o consumo de matéria seca e proteína bruta e resulta em elevados coeficientes de digestibilidade das frações fibrosas (Longo et al., 2008). O consumo voluntário e restrito influencia no coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca, proteína bruta, entretanto, houve maior coeficiente de digestibilidade aparente da matéria orgânica, fibra em detergente neutro das rações submetidos a consumo restrito nos animais. Provavelmente, o menor consumo de alimento proporciona maior tempo de permanência no rúmen, melhorando a fermentação e o coeficiente de digestibilidade de alguns nutrientes (Mizubuti et al., 2002). O feno de leucena associado ao feno de capim-tifton 85 nas proporções 20 e 40% pode ser utilizado na alimentação de ruminantes, sem comprometimento da digestibilidade da MS e dos nutrientes, com coeficiente médio de digestibilidade da MS, fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e PB, 39,0; 39,2; 34,8; 33,7 e 37,4; 35,7; 26,9; 32,0, respectivamente. Ficando a decisão quanto a proporção a utilizar na dependência de critérios produtivos e econômicos (Longo et al., 2008).

19 19 3 CAPÍTULO 1 Valor nutritivo de dietas para ruminantes constituídas pelos fenos de capim-tifton 85 e de leucena Nutritive value of diets for ruminants constituted by hays of Tifton 85 bermudagrass and white leadtree SANTANA, Yânez André Gomes 1, ALVES, Arnaud Azevêdo 1 *, OLIVEIRA, Maria Elizabete de 1, ALMEIDA, Marcos Jacob de Oliveira 2, MOREIRA FILHO, Miguel Arcanjo 1, CERQUEIRA NETO, Cícero Fortes de 3 1 Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal do Piauí. Campus Agrícola da Socopo, Bairro Socopo, Teresina, PI, Brasil, Embrapa Meio-Norte. Av. Duque de Caxias, 5650, Buenos Aires, Teresina-PI, Brasil, Bolsista do PIBIC/CNPq, graduando do Curso de Agronomia da Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI, Brasil, *Endereço para correspondência: RESUMO Avaliou-se o consumo voluntário de MS, PB, FDN, FDA e EB, quantificando-se os constituintes fornecidos e as sobras, e a digestibilidade destes constituintes foi determinada pelo método de coleta total de fezes. Para cálculo do balanço de nitrogênio, considerou-se os teores de nitrogênio do alimento fornecido, sobras, fezes e urina. Não houve interação idade de rebrota da gramínea x inclusão do feno da leguminosa para

20 20 consumo voluntário de nutrientes. O feno de capim-tifton 85 processado aos 28 dias de rebrota resultou em maior consumo de PB que aos 42 dias de rebrota. Considerando-se a associação dos fenos, verificou-se maior consumo de PB quando da proporção 40% de feno de leucena em relação a 20%, independente da idade de rebrota da gramínea. As dietas contendo feno de capim-tifton 85 processado aos 28 dias resultaram em maior valor para ED e EM que as contendo feno processado aos 42 dias, não ocorrendo efeito da inclusão de feno de leucena sobre o valor energético. Houve maior ingestão, absorção e excreção urinária de N e relação N fecal /N urinário para as dietas contendo feno de capim-tifton 85 processado aos 28 dias em relação a 42 dias, assim como para as dietas contendo 40% de feno de leucena em relação a 20%. A associação de 60% de feno de capim-tifton 85 processado aos 28 dias de rebrota a 40% de feno de leucena, com base na MS, é recomendável como volumoso para ruminantes. Palavras-Chave: Cynodon spp, Leucaena leucocephala, Nutrientes digestíveis SUMMARY This study was realized with the aim to evaluate the voluntary intake of MS, DM, CP, NDF, ADF and GE was evaluated by quantifying the composition of the constituents of the food provided and its remains, and the digestibility of those components was determined by the total collection of feces method. For the calculation of nitrogen balance, the levels of nitrogen content of food provided, orts, feces and urine were considered. There was no interaction age of regrowth of Tifton x inclusion level of white leadtree hay for nutrient intake. Hay Tifton 85 processed at 28 days of regrowth resulted in higher CP intake than processed at 42 days of regrowth. Considering the association of hay, there was greater CP intake when the proportion of white leadtree hay was 40%, when compared to 20%, regardless of the age of regrowth of the grass. The diets containing Tifton 85 processed at 28 days resulted in a higher value to DE if

21 21 compared to the ones containing processed hay at 42 days; there was no effect for inclusion of white leadtree hay to the energy value. There was higher intake, absorption and urinary excretion of N when compared with Nfecal/Nurinary for diets containing Tifton 85 processed at 28 days when compared with 42 days, as well as for the diets containing 40% white leadtree hay compared to 20%. The association of 60% of Tifton 85 hay processed at 28 days of regrowth and 40% white leadtree hay, dry matter basis, is recommended as volumous for ruminants. Keywords: Cynodon spp, Digestible nutrients, Leucaena leucocephala INTRODUÇÃO As forragens participam na alimentação de ruminantes como fonte de carboidratos fibrosos necessários à manutenção do ambiente ruminal, além de fornecer energia de baixo custo. Contudo, a produção dos rebanhos nos trópicos é comprometida pela sazonalidade da produção de volumosos em qualidade e quantidade suficiente, sendo esta advinda das variações de pluviosidade. A conservação de forragem disponível durante o período chuvoso é necessária para a suplementação dos rebanhos no período seco do ano, com destaque para os fenos de gramíneas e leguminosas, principalmente para a suplementação alimentar de ruminantes. Em virtude da frequente deficiência nutritiva de gramíneas para ruminantes, principalmente em sistemas de baixo investimento, a associação destas às leguminosas pode ser uma boa opção para fornecimento de nutrientes aos mesmos. Assim, a leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) De Wit) apresenta muitas vantagens agronômicas, forrageiras e nutricionais, podendo ter sua forragem associada a gramíneas, como o capim-tifton 85 (Cynodon spp.), bastante difundido nos trópicos.

22 22 A forragem de leucena são fontes de nitrogênio para a microflora ruminal e o próprio animal ruminante, capaz de potencializar o uso da energia disponibilizada pelas gramíneas, sabendo-se ainda que o feno das gramíneas apresenta valor nutritivo variável com o estádio vegetativo das mesmas, do que resulta a necessidade de conhecimento da associação destas com leguminosas, visando estabelecimento de dietas volumosas para ruminantes de diferentes categorias. Assim, esta pesquisa foi realizada com o objetivo de se avaliar o valor nutritivo de dietas volumosas para ruminantes constituídas pelos fenos de capim-tifton 85 e de leucena. MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa foi realizada no Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí, em Teresina-PI, localizado a latitude Sul, longitude W e altitude 71,3 m. O delineamento experimental foi de blocos aos acaso, segundo o peso dos ovinos, em esquema fatorial 2 x 2, sendo os tratamentos dietas compostas por feno de capim-tifton 85 em duas idades de rebrota (28 e 42 dias) e feno de leucena aos 40 dias de rebrota, nas proporções 20 e 40%, com base na MS (Tabela 1). A forragem de capim-tifton 85 foi fenada ao sol por 24 h e enfardada, enquanto a forragem de leucena foi triturada em máquina forrageira a partículas de 2,5 cm antes da fenação ao sol por 12 h. Para uniformização das dietas, quando do fornecimento, o feno de capim-tifton 85 também foi triturado a partículas de 2,5 cm.

23 23 Tabela 1. Composição bromatológica das dietas e dos fenos de leucena (FL) e de capim- Tifton 85 processado aos 28 (FT28d) e 42 (FT42d) dias de rebrota Constituintes Matéria seca (%) % na MS FT28d Níveis de FL (%) FT42d FL FT28d FT42d 84,98 84,46 83,78 83,56 82,90 85,50 84,00 Matéria orgânica 93,5 93,72 93,10 93,43 94,40 93,27 92,78 Proteína bruta 12,69 14,41 11,32 13,39 19,60 10,96 9,25 Fibra em detergente neutro 61,11 58,88 64,30 61,28 52,20 63,34 67,33 Fibra em detergente ácido 36,62 38,65 37,53 39,34 44,76 34,58 35,72 Foram utilizados 20 ovinos da raça Santa Inês, aos oito meses de idade, não castrados, vermifugados, em bom estado sanitário e distribuídos em gaiolas metabólicas, com dimensões 1,0 x 0,5 m, providas de bebedouros, saleiros e cochos. O período experimental foi de 20 dias, precedido por um período de 14 dias para adaptação dos animais às instalações e às dietas e seis para coletas. Ao iniciar o experimento, os animais foram e pesados em jejum para distribuição nos tratamentos, sendo ainda pesados ao primeiro e último dia da fase de coletas para obtenção dos pesos para estabelecimento dos parâmetros de consumo. As dietas foram fornecidas às 7 e 16 h, visando-se proporcionar 15% de sobra em relação ao consumo do dia anterior, quando obteve-se amostras diárias das mesmas. Durante a fase de coletas, as sobras foram pesadas antes do fornecimento das refeições e coletou-se amostras correspondentes a 20% do peso, as quais foram acondicionadas em sacos plásticos e conservadas a -5 a -10ºC. O consumo dos nutrientes foi expresso em g/animal/dia, % do PV e g/utm, considerando-se a diferença entre o peso do alimento fornecido e sobras.

24 24 A determinação da digestibilidade e do balanço de nutrientes foi realizada pelo método de coletas totais. As gaiolas de metabolismo eram providas de telas separadoras para coletas de fezes em bandejas e de urina em baldes contendo 20 ml de solução de HCl (1:1). As coletas foram realizadas quando do fornecimento das dietas e registrou-se o peso das fezes e o volume da urina. Coletou-se amostras correspondentes a 20% do peso das fezes e 15% do volume da urina, que foram acondicionadas em sacos plásticos (fezes) e garrafas plásticas (urina), e conservadas a -5 a -10ºC. Ao final do experimento, as amostras de sobras, fezes e urina, foram degeladas e homogeneizadas para obtenção de amostras compostas por animal. As amostras das dietas, sobras e fezes foram pré-secas a 55ºC, em estufa com circulação forçada de ar, por 72 h, moídas em moinho tipo Willey com peneira de malha com crivos com Ø1mm, e analisadas quanto aos teores de matéria seca (MS), e com base na MS, matéria orgânica (MO), nitrogênio (N) e proteína bruta (PB), energia bruta (EB) em calorímetro adiabático tipo Parr, segundo AOAC (2010), e fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) pelo método de Van Soest, descrito e simplificado por Souza et al. (1999). Também foram determinados os teores de N e de EB da urina, pelos métodos descritos anteriormente. A digestibilidade aparente da MS, PB, FDN, FDA e energia foi calculada pela diferença entre os nutrientes ingeridos e excretados nas fezes, em função dos nutrientes ingeridos (RYMER et al., 2000). A energia metabolizável (EM) foi obtida subtraindo-se da energia digestível as perdas energéticas urinárias e de metano. Para o estimativa das perdas de metano (Cm), adotou-se a fórmula de Blaxter & Clapperton (1965), Cm=3,67+0,062D, sendo Cm=produção de metano em kcal/100kcal de energia consumida e D=digestibilidade aparente da EB do alimento.

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