Proteína: digestibilidade e sua importância na produção. Fabrizio Oristanio (Biruleibe)

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1 Proteína: digestibilidade e sua importância na produção Fabrizio Oristanio (Biruleibe)

2 Introdução Evolução das estimativas protéicas a partir da década de 80 Método fatorial Manutenção Produção

3 Sistemas de determinação de exigências PB > Pmet Exigências da população microbiana compostos nitrogenados Exigências do ruminante Proteína metabolizável

4 PB X PM PDR PNDR PB: Proteína contida na dieta (N x 6,25) Pmet: A proteína metabolizável, aquela absorvida no intestino e cujos aminoácidos estão disponíveis para o animal, é caracterizada como proteína verdadeira que é digerida pós ruminalmente e seus aminoácidos absorvidos pelo intestino

5 Sistemas de proteína metabolizável Conhecimento das exigências em aminoácidos Balanço do perfil de aminoácidos essenciais Ganhos de produtividade Otimização da síntese microbiana Adequação as doses de PNDR Adequação a doses e qualidade da Pmet Redução nas perdas de compostos nitrogenados Redução na liberação destes compostos (N no meio ambiente)

6 Calma Biruleibe, vamos por partes!!!

7 Caracterização e função das proteínas Macromoléculas com funções diversas: estruturais, enzimática hormonal armazena informações genéticas Compostas por unidades formadoras: aminoácidos (20) AAE Qualidade AANE

8 Qualidade da proteína A proporção dos AAE na Pmet determina a eficiência da utilização pelo ruminante Quando a Pmet qualidade: a PB da ração a eficiência da utilização de PM a excreção de uréia e outros N desempenho animal

9 Degradação ruminal de proteína PDR: Ação de enzimas(proteases, peptidases) Utilizam peptídeos, AA e amônia MO Síntese de Pmic e multiplicação celular

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11 Fatores que afetam a degradação de proteína no rúmen Composição química e física da proteína Atividade proteolítica microbiana Acesso microbiano a proteína Tempo de retenção do alimento no rúmen ph ruminal Processamento do alimento Temperatura ambiente

12 Já sabemos que: PM no intestino vem dos AA digeridos no intestino provenientes da: *Pmic do rúmen *PNDR do alimento *Proteína endógena

13 A Pmic é normalmente a principal fonte de PM nos ruminantes 45% a 55% da PM no intestino de vacas leiteiras de alta produção 55% a 65% em bovinos de corte confinados mais de 65% em bovinos em pastagens * Mais uma vez a importância da PM

14 Valor nutricional da Pmic Nutrição protéica é por AA! NÃO POR: PB NNP PDR PNDR As células gostam disso! *A qualidade PM depende do valor de AAE

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17 Com base nos gráficos, fica clara a importância de se otimizar a síntese de Pmic no rúmen, pois isso representa: um uso eficiente da PDR, uma menor perda de amônia ruminal e excreção de uréia, menor necessidade de PNDR na ração maior fluxo de PM com melhor perfil de AAE para o intestino

18 Exigências nutricionais dos microorganismos ruminais Composição microbiana Fontes de Energia Fontes de compostos Nitrogenados Minerais e vitaminas Cinética e ambiente ruminal Sincronização da degradação ruminal de energia e proteína

19 Composição microbiana Tipo de microorganismo Fase de crescimento Disponibilidade de nutrientes

20 Fontes de energia Necessitam de energia para se multiplicar Utilizam CHO para se multiplicar CF CNF Quanto mais degradável o CHO for, mais energia disponível para os microorganismos

21 Fontes de compostos nitrogenados O teor de PB, PDR E PNDR afetam o crescimento Bactérias fermentadoras de CF AMONIA como fonte de N Bactérias fermentadoras de CNF aminoácidos e peptídeos

22 Minerais e Vitaminas Cobalto e Enxofre síntese de propionato e AA sulfurados Vitaminas do complexo B

23 Cinética e ambiente ruminal Taxa de passagem eficiência microbiana a medida que a taxa de passagem fibra eficiência microbiana ph ruminal principalmente fermentadoras de CF (ph<6)

24 Sincronização da degradação ruminal de energia proteína A sincronização da P com CHO, permite maximizar o uso da PDR e minimizar perdas de amônia. Bactérias usam energia e esqueletos carbônicos Esqueletos carbônicos: A.Graxos de cadeia ramificada

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27 Digestão e absorção intestinal Digestão tem inicio no abomaso pepsina Jejuno médio enzimas pancreáticas, tripsina, quimiotripsina e carboxipetidases Íleo médio aminopeptidases e dipeptidases AAE absorvidos mais rápido que AANE

28 Metabolismo de AA pelos tecidos AA utilizados pelo tecido animal principalmente na sintetizarão de proteínas Uma porção considerável é absorvida pelo fígado para síntese de glicose (gliconeogênese)

29 Sistemas protéicos para ruminantes Por muito tempo PB era parâmetro para exigências falta de informação da exigência de AAE O rúmen consegue suprir a proteína necessária para produção de 4,500kg leite/ano Para animais de alta produção o rúmen não consegue suprir toda exigência uma parte da proteína tem que escapar do rúmen e ser digerida no ID, sem que haja limitação de N.

30 NNP Uréia regular PDR baratear suplementação protéica Dose correta e mistura uniforme evitar intoxicação Disponibilidade de energia consigam utiliza la na síntese de PM sincronização Adequação mineral (enxofre)

31 Na formulação suprir com PDR e complementar com PNDR PNDR deve ter perfil adequado de AA devido aos AAE

32 Para se ter sucesso na suplementação com PNDR Respeitar o balanceamento de PDR, para não limitar a síntese microbiana Fontes que forneçam AAE (Met e Lis) Vacas com produção inferiores a 30kg tem a exigência suprida com alimentos convencionais FS e FA.

33 Balanceamento de aminoácidos Cornell permite formular com base no perfil de AAE ma PM Proporção ideal de Lis e Met

34 Conclusão Um balanceamento protéico adequado é fundamental para sucesso na produção Deve ser respeitado o perfil de AA correto, pelo fato dos AAE e da qualidade da proteina O futuro da formulação se baseia em exatidão e precisão, aumentando a rentabilidade, produtividade e evitando desperdícios e contaminação ambiental

35 Um nutricionista de ruminantes, deve ser primeiro um nutricionista de microorganismos!

36 Obrigado

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