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1 Universidade Federal de Uberlândia Júlio Cézar Pessanha Rangel Júnior Relatório de Viagem ao estado do Mato Grosso do Sul Relatório de visitas à Embrapa Gado de Corte e propriedades da região Uberlândia 2014

2 Júlio Cézar Pessanha Rangel Júnior Relatório de Viagem ao estado do Mato Grosso do Sul Relatório de visitas à Embrapa Gado de Corte e propriedades da região Relatório apresentado ao Professor Leandro Martins Barbero. Local, 28 de março de Primeiro dia:

3 No primeiro dia de viagem, segunda-feira dia 17 de março de 2014, o grupo juntamente com o professor Leandro acompanhou o Dr. Adenilson, funcionário da empresa Dow Agroscience e responsável por pesquisas na área da produção de sementes de plantas forrageiras, nesse dia ele nos levou até uma fazenda no município de **** no já no Mato Grosso do Sul a qual tem uma área de 1200 ha de produção de sementes de Brachiaria. Uma vez na fazenda o Dr. Adenilson e os proprietários nos explicaram vários detalhes acerca da produção, inclusive destacando as dificuldades desse tipo de atividade devido ao baixo rendimento de sementes por área plantada, e também por conta exigências impostas pela legislação referente à qualidade e ao controle do que se é produzido, e que é fiscalizado rigorosamente, a produção na área também é bastante dificultada pela invasão de outras espécies vegetais nos campos de produção e por frequentes adversidades climáticas ocorrentes na região, outro problema encontrado é a colheita, que é feita com a técnica de varredura cujo o objetivo é aspirar as sementes caídas no chão, nesse processo ocorre a aspiração de diversas impurezas do chão além das sementes, exigindo um posterior processamento do produto para que se tenha uma pureza adequada. Eles explicaram ainda que nas áreas dos campos faz-se rotação de cultura, alternando entre o soja e a Brachiaria e também utilizam a técnica do plantio direto nessa rotação de culturas, e acrescentaram que apesar de existirem tantas dificuldades a atividade não deixa de ser viável economicamente, e que todos unem esforços para aperfeiçoar as tecnicas de plantio e colheita, visando otimizar a produção dessa cultura, cuja demanda tem aumentado e o mercado tem se tornado cada vez mais exigente nos últimos anos. Segundo dia: No segundo dia da viagem já estávamos no município de Campo Grande do estado do Mato Grosso do Sul, e pela parte da tarde fomos à unidade da Embrapa Gado de Corte, aonde o Dr. Rodrigo nos apresentou, em um auditório, diversas pesquisas e projetos envolvendo a nutrição animal e nos quais alguns ele havia trabalhado.

4 Entre esses destacaram-se o programa de computador Invernada 2.0 que ajuda o produtor a traçar um plano de suplementação e manejo em sua propriedade a partir da simulação do desempenho dos animais levando em conta a região, clima, espécie da forrageira, solo, quantidade de animais, suplementação empregada. Outro ponto interessante foi o aplicativo móvel Suplementa Certo, desenvolvido também pela Embrapa e que visa auxiliar o produtor a formular uma dieta adequada de suplementação para os animais de acordo com o que se pretende, auxiliando assim o produtor e os profissionais da área. Terceiro dia: Manhã: No terceiro dia voltamos à unidade da Embrapa Gado de Corte e pela parte da manhã acompanhamos a Dra. Denise Baptaglin Montagner que nos apresentou algumas pesquisas com manejo de plantas forrageiras, entre elas um experimento com capim Mombaça, no qual avalia-se a estrutura vertical e a interceptação luminosa, comparando as diferenças da interpetação luminosa com diferentes tratamentos de altura de entrada e saída dos animais. Ainda pela parte da manhã visitamos o banco de germoplasma, onde se encontram mais de 450 espécies do gênero Brachiaria trazidas da África e a partir dos quais desenvolveram-se diversas cultivares e espécies utilizadas hoje no Brasil. A Dra. Denise ainda nos apresentou os procedimentos para o lançamento de cultivares desenvolvidas na Embrapa, e também conhecemos o novo cultivar de Brachiaria recém-lançado, o Capim Paiaguas. Tarde: Pela parte da tarde permanecemos na unidade da Embrapa e fomos acompanhados pelo Dr. Roberto Giolo de Almeida, responsável por um dos projetos de Integração Lavoura-

5 Pecuária-Floresta (ilpf), no qual utiliza-se uma área experimental com diferentes espaçamentos entre linhas de eucalipto e onde se realiza uma rotação de culturas de soja e Brachiaria brizantha cv. Marandu, sendo um ano de soja e dois anos da forrageira. Além de proporcionar um lucro adicional o eucalipto plantado na área fornece um conforto térmico aos animais que pastejam ali. Apesar dessas vantagens a implantação da ilpf exige alguns cudados especiais no manejo, como a poda regular de galhos, e no tempo de corte das mesmas, e na colheita da cultura que é limitada pela implantação das árvores na área. Por isso recomenda-se muita precaução e atenção desde o planejamento até a época do corte das árvores. Quarto dia: Manhã: No quarto dia da viagem nos dirigimos até à Fundação MS, no município de Maracaju no Mato Grosso do Sul, a Fundação é uma empresa privada fundada por pesquisadores da área, empresas e produtores com o objetivo de pesquisar e difundir novas tecnologias com o objetivo de expandir e melhorar a produção agropecuária na região. Quem nos acompanhou e nos apresentou a fundação e os seus respectivos experimentos e instalações foi o M. Sc. Alex M. Melotto, que é Pesquisador do Setor Sistemas Integrados da empresa. Ele nos apresentou alguns sistemas de integração de Brachiaria ruziziensis com rotação culturas de soja e milho e também da cana e pecuária, porém o objetivo dessa integração é a produção de matéria orgânica e não a pecuária, para tanto é necessário empregar técnicas específicas e adaptadas de plantio e manejo dessas culturas. Ainda nesse período, Alex nos falou a respeito dos tipos de parceria que alguns produtores de cana fazem com as usinas sucroalcooleiras locais.

6 Tarde: Na parte da tarde fomos até à fazenda Sapé Agro, também no município de Maracaju no Mato grosso do Sul. Nessa fazenda tem-se uma área de aproximadamente 5000 ha, divididas em pastagem (dentre pastagem pura e integração milho/pasto disponível para pecuária nos meses de julho a setembro, soja, milho safrinha, cana e eucalipto. Inicialmente um dos Engenheiros Agrônomos responsáveis da fazenda nos apresentou a área da propriedade e os sistemas de produção utilizados na mesma. Eles possuem galpões de insumos e estocagem de grãos e também silos para armazenamento de soja e milho. Apesar de a atividade agrícola representar o maior percentual da produção e renda da propriedade, eles estão investindo bastante na pecuária, e possuem um confinamentode touros Brangus visando a venda de genética desses touros. Ao todo eles possuem cerca de 1654 cabeças de gado entre bezerros, vacas (produção de carne) e os touros.

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