TITULO DO PROJETO: (Orientador DPPA/CCA). Para que se tenha sucesso em um sistema de plantio direto é imprescindível uma boa cobertura do solo.

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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ UFPI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PRPPG Coordenadoria Geral de Pesquisa CGP Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bloco 06 Bairro Ininga Cep: Teresina-PI Brasil Fone (86) Fone/Fax (86) TITULO DO PROJETO: Eficiência Do Fertilizante Fosfatado Revestido Com Polímero No Desenvolvimento De Crotalária Juncea e Brachiaria e Crotalária Juncea e Milheto Consorciados 1 Aldo Pereira de Sousa (bolsista do PIBIC/UFPI), 2 Rafael Felippe Ratke (Orientador DPPA/CCA). Introdução Para que se tenha sucesso em um sistema de plantio direto é imprescindível uma boa cobertura do solo. A cobertura do solo, além do controle de erosão proporciona também retenção de água, funciona como adubo verde, fornece matéria orgânica ao solo, e aporte de nutrientes, melhorando as condições físicas, químicas e biológicas do solo. Entre os fatores que podem contribuir para o melhor desenvolvimento das plantas de cobertura, está o melhor aproveitamento das fontes de fertilizantes. Os fertilizantes revestidos, chamados de fertilizantes de liberação controlada ou de liberação lenta são aqueles capazes de disponibilidade os nutrientes ao longo do ciclo da cultura através de vários mecanismos e por um maior período de tempo, aperfeiçoando a absorção dos mesmos pelas plantas. A maioria dos solos brasileiros é deficiente em fósforo, por isso, responde muito bem à adubação fosfatada. Os estudos de RAIJ et al (1982) revelam a deficiência generalizada de P disponível nesses solos, ocorrendo casos em que não se consegue produzir sem aplicação desse nutriente.

2 O P é importante no desenvolvimento das plantas, melhorando a produção de massa seca e, consequentemente, a qualidade da forragem (Oliveira et al. 2001). Segundo PAVINATO et al., (1994), a contribuição das espécies de cobertura do solo se reflete não só em termos de nutrição da cultura em sucessão, mas também na melhoria das condições físicas e biológicas do solo. DERPSCH et al. (1985), avaliando os efeitos de algumas espécies de planta sutilizadas como adubação verde ou cobertura do solo durante o inverno, constataram que a relação entre massa seca e massa verde (MS/MV) das gramíneas foi quase 2,5 vezes maior do que a das leguminosas. Materiais e métodos O experimento foi conduzido em estufa na área experimental da Universidade Federal do Piauí, Campus Professora Cinobelina Elvas, no município de Bom Jesus-PI. A região possui clima quente, e sua vegetação predominante e a de transição caatinga e cerrado. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x5 (Duas fontes de fósforo e 5 doses) com quatro repetições. Foram utilizados o fertilizante fosfatado revestido por polímero (NUTRI+P) com 51% de P 2 O 5 e Monoamoniofosfato () com 48% de P 2 O 5. As doses utilizadas foram 0, 100, 200, 400 e 800 Kg ha -1 de P 2 O 5 proporcionalmente a concentração de fósforo de cada fertilizante. As análises de solo se realizaram em laboratório da Universidade, sendo este coletado em uma profundidade de 0 a 20 cm de profundidade. A correção da acidez foi feita pelo método de saturação por base aplicando e incorporando 4,0g de calcário para cada 4 kg de solo por vaso. A semeadura foi feita manualmente, colocando se 6 sementes por vaso numa profundidade de 2 cm. Dezoito dias após a semeadura, realizou-se o desbaste, deixando duas plântulas mais vigorosas até os 45 DAP.

3 A irrigação foi realizada diariamente através do critério de capacidade de campo do solo, pesando-se o vaso com solo diariamente. Após os 45 dias após o plantio, foram feitas as análises de massa fresca e massa seca. Os dados foram analisados aplicando-se o teste F na análise de variância. Os resultados obtidos foram ajustados por regressão em função das doses dos fertilizantes. Resultados e discussão As diferentes fontes de e fosforo revestido utilizadas não afetaram significativamente a produção de massa foliar fresca (MFF), produção de massa foliar seca (MFS) no cultivo da Coltralária consorciada com Brachiaria. No entanto, mesmo não afetando signicativamente a MFF, a dose que proporcionou maior produção de MFF, tanto de como de fósforo revestido, foi a dose de 200 kg ha -1 de P 2 O 5 (Figura 1). Essa dose (200 kg ha -1 de P 2 O 5 ) proporcionou um aumento de mais de 100% no acumulo de fitomassa fresca em relação a testemunha (dose zero). Doses acima de 400 kg ha -1 de P 2 O 5, se mostraram inviáveis, pois causaram uma baixa na produção de fitomassa seca, o que pode ser explicado pelo efeito tóxico do alto teor do elemento fósforo aplicado em relação aos demais nutrientes elementares, ou então, devido a consorciação com a Brachiaria, pois esta pode melhor absorver e aproveitar os nutrientes. A utilização dessas fontes proporcionou uma produção de MFF e MFS de 10,4 e 7,9 toneladas por hectare respectivamente para o Fósforo revestido e 9,5 e 7,6 para o. A fitomassa seca da crotalária apresentou o comportamento semelhante ao da massa seca, quanto a melhor dose (figura 02) não sendo significativo os resultados obtidos.

4 Fitomassa seca de crotalária (g vaso -1 ) Ftiomassa fresca de crotalária (g vaso -1 ) y = 12,56+0,071x+0,00005x 2 R² = 0,62ns 5 0 y = 11,29 + 0,085x - 0,0001x 2 R² = 0,6ns Figura 1. Produção de fitomassa fresca de Crotalária juncea consorciada com Brachiaria com y = 9,55 + 0,058 x - 0,000005x 2 R² = 0,67ns y = 8,79 + 0,06x1-0,000005x 2 R² = 0,65ns Figura 2. Produção de fitomassa seca de Crotalária juncea consorciada com Brachiaria com

5 Fitomassa fresca de braquiária (g vaso -1 ) Quanto a brachiária, as curvas de regressão demonstraram um ajuste linear em função das doses de P 2 O 5 adicionadas (Figuras 03 e 04), havendo um acréscimo da fitomassa fresca e seca com o aumento da dose. Não se encontrou uma dose ideal, pois a cultura continuou respondendo com a maior dose utilizada. Com isso para saber até quando a cultura continuara respondendo, seria necessário testar maiores doses. Obteve-se uma maior produção de fitomassa quando se utilizou o como fonte. O apresentou melhor desempenho do que o fósforo revestido por polímero. Houve uma melhor resposta da brachiária ao, produzindo uma quantidade maior de massa seca e massa fresca da Brachiária y = 0,0312x + 18,141 R² = 0,8855 y = 0,0162x + 17,193 R² = 0,688 Figura 3. Produção de fitomassa fresca de Brachiaria consorciada com Crotalária juncea com

6 Fitomassa seca de braquiária (g vaso -1 ) y = 0,003x + 9,787 R² = 0,55ns y = 0,008x + 9,976 R² = 0,81* Figura 4. Produção de fitomassa seca Brachiaria consorciada com de Crotalária juncea com Na figura 5, para a aplicação de, utilizando a dose 400 kg há -1 de P 2 O 5 houve uma produção de massa fresca de Crotalária, equivalendo a um valor de aproximadamente 20g por vaso, no entanto na aplicação de doses superiores, a cultura não respondeu. Sendo assim não houve aumento do teor de massa fresca ao se aumentar a dose. Já na utilização de fósforo revestido a curva se ajusta de forma linear, ocorrendo um aumento do teor de massa fresca da Crotalária de acordo com o aumento da dose de fósforo revestido. A produção de massa fresca continuou crescendo quando utilizou-se a máxima dose, não conseguindo-se determinar a dose que proporciona a maior produção. Para isso ser alcançado deve-se realizar testes com doses maiores.

7 Massa fresca de crotalária (g vaso -1 ) 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 y = + 9,874+ 0,049x-0,00005x 2 R² = 0,998 y = 0,0227x + 12,466 R² = 0,8782 0,00 Figura 5. Produção de fitomassa fresca de Crotalária juncea consorciada com Milheto com Na figura abaixo (Figura 6) para produção de MFS, houve semelhança com a MFF tendo resultado significativo na utilização das fontes e Fósforo revestido. O fósforo revestido também proporcionou maior produção de massa seca de acordo com o aumento da dose, sem restrição de nenhuma das doses

8 Massa seca de crotalária (g vaso -1 ) utilizadas 15,00 12,50 10,00 7,50 y = 8,17 + 0,011x + 0,00001 x 2 R² = 0,87 y = 8,37 + 0,0066x R² = 0,89 5,00 Figura 6. Produção de fitomassa seca de Crotalária juncea consorciada com Milheto com A FF do Milheto apresentou comportamento polinomial quadrática em resposta das doses de P 2 O 5 para as fontes convencional e fósforo revestido com polímero, comprovando aumento mais expressivo dessa variável nas doses iniciais aplicadas (Figura 7). Esses resultados demonstram que a FF do Milheto é influenciado pelo aumento das doses de fósforo, sendo 1437 kg ha -1 de convencional proporcionou uma produção de FF equivalente a 54,8 t ha -1, considerando que o vaso tem 9,5 cm de raio. O uso da adubação com a fonte de fósforo revestido com polímero também apresentou bons resultados, sendo que foi possível determinar uma dose ótima para a máxima produção de FF. Assim, a dose de 1253 kg ha -1 do fertilizante fosfatado revestido por polímero proporcionou a máxima produção de FF de 59,5 t ha -1. Dessa forma, para cada kg de adicionado ao solo o Milheto produziu 38,13 kg de FF, e para cada kg de fósforo revestido por polímero,essa cultura

9 Massa fresca de milheto (g vaso -1 ) produziu 47,49 kg de FF, mostrando que o fósforo revestido proporcionou maior rendimento do Milheto. Em semelhança aos teores de matéria seca e matéria fresca o milheto apresentou melhores rendimento em relação a Crotalária. Em estudos realizados por GOMES et al, (1997) demonstrarão esta mesma relação, ao consideram que o melhor desempenho de gramíneas está relacionado, entre outros aspectos, ao desenvolvimento inicial mais rápido que o das leguminosas, o que se associa a uma melhor adaptação às condições climáticas. 200,00 180,00 160,00 140,00 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 y = 41,77+ 0,298x-0,000x 2 R² = 0,809 y = 21,44 + 0,538x-0,000x 2 R² = 0,927 0,00 Figura 7. Produção de fitomassa fresca de Milheto consorciado com Crotalária juncea com A FS do Milheto apresentou comportamento semelhante ao observado na FF, sendo influenciada em função das doses de fósforo para convencional e fósforo revestido com polímero (figura 8). A aplicação do fósforo revestido com polímeros foi mais expressiva em relação ao, onde

10 Massa seca de milheto (g vaso -1 ) o uso de 998,83 kg ha -1 de fósforo revestido proporcionou a produção de 16,6 t ha -1 de FS. 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 y = 18,39+0,069x-0,00004x 2 R² = 0,71** y = 9,612+0,171x-0,000x 2 R² = 0,91* 0,00 Figura 8. Produção de fitomassa seca de Milheto consorciado com Crotalária juncea com Conclusões A Brachiária prejudica a produção e o acúmulo de MFF e MFS da Crotalária quando consorciados. O se sobressaiu em relação ao fósforo revestido, tanto para a MFF quanto para a MFS na cultura da Brachiária consorciada com Crotalária. O Fósforo revestido apresenta maior eficiência em relação ao proporcionando maior produção de MFF e MFS para a cultura da Crotalária e Milheto, quando consorciados. Na cultura Milho o fósforo revestido, proporcionou melhor teor de massa fresca com os melhores resultados obtidos na aplicação de 400 kg/ha. Para o teor de massa seca, quanto maior a dose de maior o teor de massa seca.

11 Referência bibliográfica DERPSCH, J.E. et al. Manejo do solo com coberturas verdes de inverno. PesqAgropecu. Bras., Brasília, v. 20, n. 7, p , 1985; OLIVEIRA, I. P.; CASTRO, F. G. F.; MOREIRA, F. P.; PAIXÃO, V. V.; CUSTÓDIO, D. P.; SANTOS, R. S. M.; FARIA, C. D. Efeitos qualitativo e quantitativo da aplicação do zinco no capim Tanzânia-1. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 20, n. 1, p , PAVINATO, A. et al. Resíduos culturais de espécies de inverno e o rendimento de grãos de milho no sistema de cultivo mínimo. Pesq. Agropecu. Bras., Brasília, v. 29, n. 9, p , 1994; RAIJ, B. van.; ROSADO, P. C.; LOBATO, E. In: Oliveira, A. J. (ed). Adubação fosfatada no Brasil: Apreciação geral, conclusões e recomendações. Brasília. Embrapa, 1982, pp

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