Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Declaração e Identificação dos responsáveis 1

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1 Índice 1. Responsáveis pelo formulário Declaração e Identificação dos responsáveis 1 2. Auditores independentes 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Outras informações relevantes 4 3. Informações financ. selecionadas Informações Financeiras Medições não contábeis Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Política de destinação dos resultados Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Nível de endividamento Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Outras informações relevantes Fatores de risco Descrição dos fatores de risco Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Processos sigilosos relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto Outras contingências relevantes Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Risco de mercado Descrição dos principais riscos de mercado 39

2 Índice Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado Alterações significativas nos principais riscos de mercado Outras informações relevantes Histórico do emissor 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Breve histórico Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Outras informações relevantes Atividades do emissor Descrição das atividades do emissor e suas controladas Informações sobre segmentos operacionais Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Receitas relevantes provenientes do exterior Efeitos da regulação estrangeira nas atividades Relações de longo prazo relevantes Outras informações relevantes Grupo econômico Descrição do Grupo Econômico Organograma do Grupo Econômico Operações de reestruturação Outras informações relevantes Ativos relevantes Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados 87

3 Índice Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Outras informações relevantes Comentários dos diretores Condições financeiras e patrimoniais gerais Resultado operacional e financeiro Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Políticas contábeis críticas Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Plano de negócios Outros fatores com influência relevante Projeções Projeções divulgadas e premissas Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Assembleia e administração Descrição da estrutura administrativa Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais Datas e jornais de publicação das informações exigidas pela Lei nº6.404/ Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores do emissor, controladas e controladores 177

4 Índice Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos administradores Outras informações relevantes Remuneração dos administradores Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e conselheiros fiscais - por órgão Remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações sobre as opções em aberto detidas pelo conselho de administração e pela diretoria estatutária Opções exercidas e ações entregues relativas à remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações necessárias para a compreensão dos dados divulgados nos itens 13.6 a Método de precificação do valor das ações e das opções Informações sobre planos de previdência conferidos aos membros do conselho de administração e aos diretores estatutários Remuneração individual máxima, mínima e média do conselho de administração, da diretoria estatutária e do conselho fiscal Mecanismos de remuneração ou indenização para os administradores em caso de destituição do cargo ou de aposentadoria Percentual na remuneração total detido por administradores e membros do conselho fiscal que sejam partes relacionadas aos controladores Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal, agrupados por órgão, recebida por qualquer razão que não a função que ocupam Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal reconhecida no resultado de controladores, diretos ou indiretos, de sociedades sob controle comum e de controladas do emissor Outras informações relevantes Recursos humanos Descrição dos recursos humanos Alterações relevantes - Recursos humanos Descrição da política de remuneração dos empregados 232

5 Índice Descrição das relações entre o emissor e sindicatos Controle 15.1 / Posição acionária Distribuição de capital Organograma dos acionistas Acordo de acionistas arquivado na sede do emissor ou do qual o controlador seja parte Alterações relevantes nas participações dos membros do grupo de controle e administradores do emissor Outras informações relevantes Transações partes relacionadas Descrição das regras, políticas e práticas do emissor quanto à realização de transações com partes relacionadas Informações sobre as transações com partes relacionadas Identificação das medidas tomadas para tratar de conflitos de interesses e demonstração do caráter estritamente comutativo das condições pactuadas ou do pagamento compensatório adequado Capital social Informações sobre o capital social Aumentos do capital social Informações sobre desdobramentos, grupamentos e bonificações de ações Informações sobre reduções do capital social Outras informações relevantes Valores mobiliários Direitos das ações Descrição de eventuais regras estatutárias que limitem o direito de voto de acionistas significativos ou que os obriguem a realizar oferta pública Descrição de exceções e cláusulas suspensivas relativas a direitos patrimoniais ou políticos previstos no estatuto Volume de negociações e maiores e menores cotações dos valores mobiliários negociados Descrição dos outros valores mobiliários emitidos Mercados brasileiros em que valores mobiliários são admitidos à negociação 279

6 Índice Informação sobre classe e espécie de valor mobiliário admitida à negociação em mercados estrangeiros Ofertas públicas de distribuição efetuadas pelo emissor ou por terceiros, incluindo controladores e sociedades coligadas e controladas, relativas a valores mobiliários do emissor Descrição das ofertas públicas de aquisição feitas pelo emissor relativas a ações de emissão de terceiros Outras informações relevantes Planos de recompra/tesouraria Informações sobre planos de recompra de ações do emissor Movimentação dos valores mobiliários mantidos em tesouraria Informações sobre valores mobiliários mantidos em tesouraria na data de encerramento do último exercício social Outras informações relevantes Política de negociação Informações sobre a política de negociação de valores mobiliários Outras informações relevantes Política de divulgação Descrição das normas, regimentos ou procedimentos internos relativos à divulgação de informações Descrição da política de divulgação de ato ou fato relevante e dos procedimentos relativos à manutenção de sigilo sobre informações relevantes não divulgadas Administradores responsáveis pela implementação, manutenção, avaliação e fiscalização da política de divulgação de informações Outras informações relevantes Negócios extraordinários Aquisição ou alienação de qualquer ativo relevante que não se enquadre como operação normal nos negócios do emissor Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais Outras informações relevantes 301

7 1.1 - Declaração e Identificação dos responsáveis Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Antonio dos Santos Maciel Neto Diretor Presidente Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Alberto Monteiro de Queiroz Netto Diretor de Relações com Investidores Os diretores acima qualificados, declaram que: a. reviram o formulário de referência b. todas as informações contidas no formulário atendem ao disposto na Instrução CVM nº 480, em especial aos arts. 14 a 19 c. o conjunto de informações nele contido é um retrato verdadeiro, preciso e completo da situação econômico-financeira do emissor e dos riscos inerentes às suas atividades e dos valores mobiliários por ele emitidos PÁGINA: 1 de 301

8 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional Ernst &Young Terco Auditores Independentes S.S. CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 01/01/2004 a 31/12/2011 Descrição do serviço contratado Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Prestação de serviços profissionais de auditoria, com a finalidade de: i) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e empresas controladas, correspondentes ao exercício anual; e ii) emitir relatórios de revisão das Informações Trimestrais (ITRs) individuais e consolidadas da Companhia. A remuneração dos auditores independentes relativa ao último exercício social, findo em 31 de dezembro de 2011, corresponde ao montante de R$ ,00, sendo: (i) R$ ,00 referentes aos serviços de auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2011 e revisões das ITRs de 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro de 2011; (ii) R$ ,00 procedimentos pré-acordados sobre saldos da KSR; (iii) R$ ,00 referentes a serviços de revisão da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) e iv) R$ ,00 revisão do processo de Hedge Accounting. Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Antonio Carlos Fioravante 01/10/2009 a 31/12/ Idésio Coelho Júnior 01/01/2004 a 30/06/ Luiz Carlos Passetti 01/01/2009 a 30/09/ Pedro L. Siqueira Farah 01/07/2007 a 31/12/ Período de prestação de serviço CPF Endereço Av. Juscelino Kubitschek, 1830, 8º andar, Itaim, São Paulo, SP, Basil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , Av. Juscelino Kubitschek, 1830, 8º andar, Itaim, São Paulo, SP, Basil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , Av. Juscelino Kubitschek, 1830, 8º andar, Itaim, São Paulo, SP, Basil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) Av. Juscelino Kubitschek, 1830, 8º andar, Itaim, São Paulo, SP, Basil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , PÁGINA: 2 de 301

9 Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional KPMG Auditores Independentes CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 01/01/2012 Descrição do serviço contratado Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Prestação de serviços profissionais de auditoria, com a finalidade de:i) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e empresas controladas, correspondentes ao exercício anual; e ii) emitir relatórios de revisão das informaçõestrimestrais (ITRs) individuais e consolidadas da Companhia. Remuneração dos auditores independentes relativa ao período findo em 31 de março de 2012, foi de R$ ,50 Rodízio Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Não aplicável Anselmo Neves Macedo 01/01/ Período de prestação de serviço CPF Endereço Rua Dr. Renato Paes de Barros, 33, Itaim - Bibi, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (11) PÁGINA: 3 de 301

10 2.3 - Outras informações relevantes A Companhia mantém contrato com prestadora de serviços de auditoria independente cujos trabalhos possibilitam o aprimoramento dos controles internos, em especial os relacionados a aspectos fiscais, contábeis e de tecnologia da informação. Em 2012 em função do rodízio das empresas de auditoria instituído pela CVM a Companhia contratou a KPMG Auditores Independentes em substituição aos antigos auditores independentes Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. PÁGINA: 4 de 301

11 3.1 - Informações Financeiras - Consolidado Rec. Liq./Rec. Intermed. Fin./Prem. Seg. Ganhos (Reais) Últ. Inf. Contábil (31/03/2012) Exercício social (31/12/2011) Exercício social (31/12/2010) Exercício social (31/12/2009) Patrimônio Líquido , , , ,00 Ativo Total , , , ,00 Resultado Bruto , , , ,00 Resultado Líquido , , , ,00 Número de Ações, Ex-Tesouraria (Unidades) Valor Patrimonial de Ação (Reais Unidade) , , , , , , , , Resultado Líquido por Ação 0, , , , PÁGINA: 5 de 301

12 3.2 - Medições não contábeis a) Medições não contábeis O EBITDA corresponde ao lucro líquido ajustado pelo resultado financeiro líquido, imposto de renda e contribuição social e as despesas de depreciação, amortização e exaustão. O EBITDA Ajustado corresponde ao EBITDA ajustado pela exaustão de fomentados. O EBITDA e o EBITDA Ajustado não são medida de desempenho financeiro segundo as práticas contábeis adotadas no Brasil, IFRS ou US GAAP, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como uma alternativa ao lucro líquido, como medida de desempenho operacional, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. Outras empresas podem calcular o EBITDA e o EBITDA Ajustado de maneira diferente da Companhia. O EBITDA e o EBITDA Ajustado apresentam limitações que prejudicam a sua utilização como medida da lucratividade, em razão de não considerar determinados custos decorrentes dos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os lucros da Companhia, tais como despesas financeiras, tributos e depreciação. b) Conciliações entre os valores divulgados e os valores das demonstrações financeiras auditadas: A tabela apresenta a conciliação do Lucro Líquido para o EBITDA e para o EBITDA Ajustado: Período de três meses findo em 31 de março de Exercício findo em 31 de dezembro de (em milhares de Reais) Lucro líquido Resultado financeiro, líquido (88) ( ) Imposto de renda e contribuição social (476) ( ) Depreciação, amortização e exaustão EBITDA Exaustão de fomentados (1) EBITDA Ajustado Receita operacional líquida Margem EBITDA Ajustado 23,0% 33,4% 26,8% 38,2% 29,4% (1) Considera a exaustão referente aos adiantamentos a parceiros florestais no programa de fomento da Companhia. c) Explicar o motivo pelo qual entende que tal medição é mais apropriada para a correta compreensão da sua condição financeira e do resultado de suas operações A Companhia considera o EBITDA e o EBITDA Ajustado, com todas as limitações anteriormente apresentadas e considerando as demais informações contábeis e financeiras disponíveis, como indicador razoável de comparação entre seus principais concorrentes de Mercado. PÁGINA: 6 de 301

13 3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Em 27 de abril de 2012 foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária (AGEO), sendo aprovada a proposta da administração para fins de aumento do capital social, no montante de R$760,4 milhões sem emissão de novas ações. PÁGINA: 7 de 301

14 3.4 - Política de destinação dos resultados Exercício social encerrado em a) Retenção de lucros Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5% será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências; (iii) 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A.; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social; e (v) o saldo, se houver, deverá ser distribuído como dividendos, nos termos do artigo 202, parágrafo 6º da Lei das Sociedades por Ações. Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5% será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências; (iii) 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A.; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social; e (v) o saldo, se houver, deverá ser distribuído como dividendos, nos termos do artigo 202, parágrafo 6º da Lei das Sociedades por Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5% será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências; (iii) 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A.; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social; e (v) o saldo, se houver, deverá ser distribuído como dividendos, nos termos do artigo 202, parágrafo 6º da Lei das Sociedades por PÁGINA: 8 de 301

15 3.4 - Política de destinação dos resultados Exercício social encerrado em Ações. Ações. b) Distribuição de dividendos Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações; O Estatuto Social prevê, Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações; O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações; O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo PÁGINA: 9 de 301

16 3.4 - Política de destinação dos resultados Exercício social encerrado em ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o PÁGINA: 10 de 301

17 3.4 - Política de destinação dos resultados c) Periodicidade das distribuições de dividendos Exercício social encerrado em limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. d) Eventuais restrições à distribuição de Não há qualquer restrição quanto à distribuição de Não há qualquer restrição quanto à distribuição de Não há qualquer restrição quanto à distribuição de PÁGINA: 11 de 301

18 3.4 - Política de destinação dos resultados Exercício social encerrado em dividendos dividendos. dividendos. dividendos. PÁGINA: 12 de 301

19 3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido (Reais) Últ. Inf. Contábil 31/03/2012 Exercício social 31/12/2011 Exercício social 31/12/2010 Exercício social 31/12/2009 Lucro líquido ajustado , , ,00 Dividendo distribuído em relação ao lucro líquido ajustado 338, , , Taxa de retorno em relação ao patrimônio líquido do emissor 0, , , Dividendo distribuído total , , ,08 Lucro líquido retido , , ,00 Data da aprovação da retenção 27/04/ /04/ /04/2010 Lucro líquido retido Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Juros Sobre Capital Próprio Ordinária ,60 15/03/ ,07 15/03/ ,45 11/11/2009 Preferencial Preferencial Classe A ,16 15/03/ ,37 10/09/ ,59 11/11/2009 Preferencial Preferencial Classe B 4.080,00 15/03/2012 Ordinária ,15 10/09/2010 Preferencial Preferencial Classe A ,00 15/03/2011 Preferencial Preferencial Classe B 6.561,64 15/03/2011 Preferencial Preferencial Classe B 2.603,83 10/09/2010 Preferencial Preferencial Classe B 1.558,13 11/11/2009 Ordinária ,71 10/03/2010 Preferencial Preferencial Classe A ,40 10/03/2010 Preferencial Preferencial Classe B 8.486,18 10/03/2010 Dividendo Obrigatório Ordinária ,36 09/05/ ,57 17/05/2010 Preferencial Preferencial Classe A ,10 09/05/ ,73 17/05/2010 Preferencial Preferencial Classe B 569,57 09/05/2011 Preferencial Preferencial Classe B 144,32 17/05/2010 PÁGINA: 13 de 301

20 3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Exercício social encerrado em Lucros Retidos Não há. Não há. Não há. Reservas Constituídas Reserva Estatutária Especial e Resultados Abrangentes. Não há. Não há. PÁGINA: 14 de 301

21 3.7 - Nível de endividamento Exercício Social Montante total da dívida, de qualquer natureza Tipo de índice Índice de endividamento 31/03/ ,00 Índice de Endividamento 1, /12/ ,00 Índice de Endividamento 1, Descrição e motivo da utilização de outro índice 31/03/2012 0,00 Outros índices 4, Método de cálculo e motivo para que se entenda apropriada a utilização do índice dívida líquida / EBITDA: O índice calculado pela relação entre a Dívida Líquida da Companhia (dívida bruta menos disponibilidade) e o EBITDA do período é a métrica mais comumente utilizada no setor para mensuração do nível de endividamento, possibilitando comparabilidade na análise da alavancagem das companhias, uma vez que apresenta de forma simplificada a relação entre o endividamento assumido e a geração operacional de caixa, mensurada pelo EBITDA. Por este motivo, a Companhia entende ser este o índice mais apropriado para mensurar o seu nível de endividamento. 31/12/2011 0,00 Outros índices 4, Método de cálculo e motivo para que se entenda apropriada a utilização do índice dívida líquida / EBITDA: O índice calculado pela relação entre a Dívida Líquida da Companhia (dívida bruta menos disponibilidade) e o EBITDA do período é a métrica mais comumente utilizada no setor para mensuração do nível de endividamento, possibilitando comparabilidade na análise da alavancagem das companhias, uma vez que apresenta de forma simplificada a relação entre o endividamento assumido e a geração operacional de caixa, mensurada pelo EBITDA. Por este motivo, a Companhia entende ser este o índice mais apropriado para mensurar o seu nível de endividamento. PÁGINA: 15 de 301

22 3.8 - Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Últ. Inf. Contábil (31/03/2012) Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior a cinco anos Total Garantia Real , , , , ,94 Quirografárias , , , , ,27 Total , , , , ,21 Observação Exercício social (31/12/2011) Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior a cinco anos Total Garantia Real , , , , ,99 Quirografárias , , , , ,53 Total , , , , ,52 Observação PÁGINA: 16 de 301

23 3.9 - Outras informações relevantes O item 3.8 representa as obrigações financeiras de acordo com a sua data de vencimento e segregado de acordo com o tipo de garantia, ao passo que o item 3.7 representa o montante total do passivo circulante e não circulante, incluindo as obrigações financeiras. Por esta razão a Companhia acredita não ser possível estabelecer o prazo de vencimento para todas as contas do seu passivo em razão da própria natureza destas obrigações, tais como: tributos diferidos, provisões, outras contas a pagar, dentre outras. A Companhia informa ainda que os valores informados nestes itens são apresentados em bases consolidadas. PÁGINA: 17 de 301

24 4.1 - Descrição dos fatores de risco a) Com relação à Companhia Os preços dos produtos da Companhia são altamente influenciados por mercados internacionais e, portanto, a Companhia tem pouco controle sobre os preços praticados. Os mercados de celulose são tipicamente cíclicos. Além disso, os preços de celulose praticados pela Companhia acompanham os preços internacionais de mercado, que são determinados pelo balanço de oferta e demanda, pela capacidade de produção global e pelas condições econômicas mundiais. Esses preços também podem ser afetados por flutuações das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, movimentações de estoques entre produtores e compradores em função de expectativas de preços distintas ou, ainda, pelas estratégias de negócios adotadas por outros produtores, incluindo a disponibilidade de substitutos para os produtos da Companhia a preços mais competitivos. Todos esses fatores estão fora do controle da Companhia e podem ter um impacto significativo sobre a demanda por celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são comercializados, embora com comportamento mais estável do que o dos preços de celulose. Assim, os preços dos papéis comercializados pela Companhia sofrem flutuações em decorrência direta de diversos fatores, dentre eles, das flutuações nos preços de celulose e de características específicas dos mercados em que a Companhia atua. Flutuações de preços dos produtos ocorrem não só de ano para ano, mas também ao longo do ano como resultado da economia global e regional, condições, restrições de capacidade, aberturas e fechamentos de plantas, entre outros fatores. A Companhia não pode garantir que os preços de mercado para celulose e papel e a demanda por seus produtos se manterão favoráveis aos seus negócios sem oscilações adversas, casos em que a habilidade da Companhia em operar suas fábricas de maneira economicamente viável poderá ser afetada de forma negativa. A Companhia apresenta alto grau de dependência de suas áreas de plantio para o fornecimento de madeira, que é essencial para seus processos de produção. Qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia. Parte relevante da madeira utilizada nos processos de produção da Companhia é fornecida por suas próprias operações florestais, que incluem áreas de plantio localizadas próximas às unidades industriais de produção da Companhia. O mercado de madeira no Brasil é limitado, já que a maioria dos produtores de celulose e papel utiliza a madeira extraída de suas áreas de plantio para consumo próprio. Além disso, para aquisição ou utilização das terras que formarão a sua base florestal, a Companhia concorre com outras culturas, o que acaba elevando potencialmente o preço de aquisição das áreas de plantio ou mesmo trazendo dificuldades para a contratação de terceiros para desenvolver o cultivo do eucalipto. Ainda, as áreas de plantio da Companhia estão sujeitas a ameaças naturais, tais como, seca, incêndio, pestes e pragas, que podem reduzir o fornecimento de madeira para a Companhia ou resultar em maiores preços para a madeira que a Companhia adquire. As áreas de plantio da Companhia também estão sujeitas a ameaças adicionais, tais como a perda temporária da posse causada por invasão de posseiros, inclusive por movimentos sociais, ou roubo de madeira. Portanto, qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia. A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras. 1 PÁGINA: 18 de 301

25 4.1 - Descrição dos fatores de risco A Companhia tem suas operações sujeita aos riscos operacionais os quais podem causar a paralisação, ainda que parcial ou temporária, de suas atividades. Tais paralisações podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, utilização de químicos, incêndios, greves, desgastes decorrentes do tempo e da exposição às intempéries e desastres naturais. A ocorrência dos eventos mencionados pode resultar em danos graves a bens da Companhia causando um efeito adverso negativo em suas condições financeiras. Para o desenvolvimento dos seus negócios, a Companhia depende da contínua operação logística, que contempla estradas, ferrovias, armazéns, portos, entre outros. Tais operações podem ser interrompidas por fatores exógenos, como, por exemplo, ocorrências de desastres naturais e greves. A interrupção no fornecimento de insumos para a operação das unidades industriais e florestais bem como no transporte de produtos acabados aos cientes poderiam causar impactos materiais adversos sobre as receitas e o resultado operacional da Companhia. Celebramos contratos com terceiros para prestar os serviços de transporte e logística necessários para as nossas operações. Por consequência, a rescisão ou término desses ou nossa incapacidade de renová-los ou negociar novos contratos com outros prestadores de serviços em condições semelhantes poderá afetar significativamente a nossa situação financeira e operacional. A cobertura de seguro da Companhia pode ser insuficiente para cobrir suas perdas e não abrange danos causados às suas florestas. A cobertura de seguros da Companhia para danos em suas unidades industriais decorrentes de incêndio, responsabilidade de terceiros por acidentes e riscos operacionais, bem como para transporte doméstico e internacional, pode ser insuficiente para cobrir as perdas que a Companhia possa vir a sofrer. A Companhia não mantém seguro contra incêndio, furtos, pragas ou outros riscos nas suas florestas. A ocorrência de perdas ou outros prejuízos que não sejam cobertos pelos seguros da Companhia, cujo pagamento da indenização do seguro não ocorra brevemente ou que excedam os limites de cobertura de suas apólices podem resultar em custos adicionais significativos e inesperados. Ademais, os termos e as condições de renovação das apólices de seguros da Companhia poderão ser alterados no futuro em função de modificações no mercado de seguros e do nível de riscos cobertos. Os projetos de investimento da Companhia exigirão capital adicional, que poderá não estar disponível ou não apresentar condições de mercado competitivas. Os projetos de crescimento da Companhia são intensivos em capital e poderão exigir recurso adicional, proveniente da emissão de ações, de títulos de dívida ou de financiamentos bancários, incluindo BNDES e agências multilaterais, tendo em vista os projetos de investimento e o desenvolvimento de suas atividades. A Companhia não pode assegurar a disponibilidade de capital adicional ou, se disponível, que este apresentará condições atrativas. A falta de acesso ao capital adicional em condições competitivas pode restringir o crescimento e desenvolvimento futuros das atividades da Companhia, o que poderia afetar de maneira adversa, a sua situação financeira e retornos dos projetos e, consequentemente, o preço de seus valores mobiliários. Condições adversas podem gerar atrasos nos planos de expansão da Companhia e/ou aumentar significativamente os investimentos inicialmente programados. Os projetos de crescimento da Companhia envolvem vários riscos, incluindo questões relacionadas à engenharia, construção, regulamentação e aumento de custos, novos negócios, tais como: (i) dificuldade na implementação de novas tecnologias para a construção e plena operação do projeto; (ii) não operação das novas unidades dentro da capacidade esperada; (iii) risco de crédito ou de fornecedores em geral, (iv) falta de infraestrutura para a implementação do projeto dentro do cronograma ou orçamento estimado; (v) mudanças no ambiente regulatório, incluindo em razão do segmento de atuação, ou nas condições de mercado que possam tornar os projetos menos lucrativos; e (vi) não obtenção das devidas licenças no tempo necessário. Tais desafios podem aumentar significativamente os custos dos 2 PÁGINA: 19 de 301

26 4.1 - Descrição dos fatores de risco novos projetos, provocar atrasos ou inviabilizar investimentos que ainda não foram iniciados. Adicionalmente, pode não haver demanda para a produção adicional da Companhia ou esta poderá não ser capaz de vender sua produção adicional a preços competitivos. A Companhia é titular de benefícios fiscais, cuja suspensão, decurso do prazo de vigência, cancelamento ou não renovação podem afetar adversamente os resultados da Companhia e geração de caixa líquida. Alterações na legislação fiscal podem impactar negativamente os negócios da Companhia. A Companhia possui unidades de produção e projetos de investimento em microrregiões consideradas menos desenvolvidas, que se localizam em áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia SUDAM, sendo assim é beneficiária de incentivos fiscais federais por força de suas atividades nessas regiões. Ainda, beneficiamo-nos também de incentivos fiscais com base em legislação estadual que podem eventualmente ser questionados judicialmente tendo em vista o entendimento de que a concessão de tais incentivos dependeria de aprovação por unanimidade do CONFAZ, o qual é composto por secretários da fazenda de cada Estado da Federação. A Companhia não pode assegurar que os incentivos fiscais de que é atualmente beneficiária serão mantidos, renovados ou, ainda, que conseguirá obter novos benefícios fiscais em condições favoráveis. Caso tais benefícios fiscais não sejam efetivamente renovados, isso poderá ter um efeito adverso relevante nos resultados da Companhia e na geração de caixa líquida. Além disso, os governos federal e estaduais, frequentemente, implementam alterações aos regimes fiscais que podem afetar a Companhia e seus clientes, tais como alterações nas alíquotas de imposto. Algumas destas alterações podem resultar em aumento de encargos fiscais que podem afetar adversamente os negócios da Companhia. Os empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo da Companhia exigirão que uma parte significativa do seu fluxo de caixa seja utilizada para o pagamento do valor principal e dos juros das obrigações decorrentes desse endividamento. Em 31 de março de 2012 a dívida bruta da Companhia era de R$ 9.308,1 milhões, a dívida líquida consolidada era de R$ 5.736,0 milhões e o EBITDA Ajustado dos últimos doze meses de R$ 1.190,6 milhões. Dessa forma, a relação dívida líquida / EBITDA Ajustado no trimestre encerrado em 31 de março de 2012 era de 4,8x. O nível de endividamento da Companhia cresce significativamente na medida em que são contratados financiamentos de longo prazo para investir nos projetos de crescimento e a alavancagem poderá aumentar em condições adversas de mercado. O perfil de endividamento da Companhia pode levá-la a utilizar o fluxo de caixa disponível proveniente de suas operações para o pagamento do principal e dos juros decorrentes desse endividamento, ao invés de utilizá-lo para o pagamento de dividendos ou para outros fins. Adicionalmente, o nível de endividamento da Companhia pode limitar sua flexibilidade no planejamento ou reação a mudanças no mercado. O alto grau de alavancagem pode também reduzir a capacidade da Companhia de contratar empréstimos adicionais para financiar seus projetos de crescimento, suas necessidades de capital de giro e despesas com juros. Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas que impõem a manutenção de certos índices financeiros e o inadimplemento cruzado (cross default). A inadimplência gerada a partir de violação destes contratos pode ter efeitos materiais adversos sobre a Companhia. Parte dos contratos que disciplinam parcela do endividamento da Companhia contêm cláusulas que exigem a manutenção de determinada proporção entre certos índices financeiros, tais como Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, além de que a ocorrência de um evento de inadimplemento sob certas dívidas pode acionar um evento de inadimplemento de outras dívidas ou permitir que os credores dessas dívidas antecipem seus vencimentos. Qualquer inadimplência dos termos dos contratos de financiamento que não for devidamente aprovada pelos credores relevantes 3 PÁGINA: 20 de 301

27 4.1 - Descrição dos fatores de risco pode resultar em uma decisão por parte destes credores de acelerar o saldo em aberto da dívida, e em alguns contratos também poderiam acelerar outras dívidas. Nesta última hipótese, os ativos e fluxos de caixa da Companhia poderão ser insuficientes para pagar os valores devidos previstos nos contratos de financiamento. Se tais eventos ocorrerem, a situação financeira da Companhia e o preço das suas ações poderão ser material e adversamente afetadas. Se a Companhia for incapaz de administrar os problemas e riscos em potencial relacionados a aquisições e alianças, seus negócios e perspectivas de crescimento podem ser afetados. Alguns dos concorrentes da Companhia podem estar melhor posicionados para adquirir outros negócios de celulose e papel. A Companhia completou aquisições importantes nos anos 2010 e 2011 e poderá, como parte de sua estratégia comercial, adquirir outros negócios ou firmar alianças no Brasil ou em outros países. Uma falha ao integrar novos negócios, ou administrar novas alianças com êxito, pode afetar adversamente o desempenho comercial e financeiro da Companhia. Além disso, o setor mundial de celulose e papel está passando por um momento de consolidação e muitas empresas competem por oportunidades de aquisições e alianças neste setor. Alguns dos concorrentes da Companhia têm mais recursos, dentre eles financeiros, que a Companhia. Isto pode reduzir a probabilidade de sucesso da Companhia ao concluir aquisições e alianças necessárias à ampliação de seu negócio. Além disso, qualquer grande aquisição pode estar sujeita à aprovação regulamentar. A redução da classificação de risco de crédito da Companhia pode aumentar seu custo de capital e/ou restringir a disponibilidade de novos financiamentos A Standard & Poor s Ratings Services classificou o risco da Companhia em escala global em BB+ e o risco da emissão de senior notes da Companhia em BB+. A Moody s Investors Service classificou o risco das senior notes da Companhia em BA2 e o risco das debêntures da terceira emissão da Companhia em escala nacional a Aa3Br. Ainda, a Fitch Rating atribuiu a classificação em escala nacional equivalente a A+(bra) à terceira emissão de debêntures da Companhia e a própria Companhia. Reduções da classificação de risco da Companhia podem acarretar aumento do custo de capital, e afetar suas operações, assim como investimentos nos projetos de expansão, prejudicando de maneira adversa a sua situação financeira, os seus resultados e, consequentemente, o preço de suas ações. Disputas judiciais cujos resultados venham a ser desfavoráveis para a Companhia podem afetar negativamente seus negócios e situação financeira A Companhia está envolvida no curso normal dos nossos negócios em diversas disputas fiscais, civis e trabalhistas que envolvem reivindicações monetárias significativas. Vide o item 4.3 do Formulário de Referência com relação aos processos administrativos e judiciais relevantes em que a Companhia figura como parte. O resultado desfavorável em um processo judicial relevante poderá resultar na obrigação de desembolso de valores substanciais ou mesmo na restrição em executar aquilo que era pretendido pela Companhia. Tal fato poderá afetar de forma adversa os negócios e a situação financeira da Companhia. b) Com relação ao seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle A gestão da Companhia é fortemente influenciada por seus acionistas controladores e os interesses de seus atuais acionistas controladores podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. 4 PÁGINA: 21 de 301

28 4.1 - Descrição dos fatores de risco Os acionistas controladores da Companhia têm poderes para, dentre outros, eleger a maioria dos membros de seu Conselho de Administração e determinar o resultado de qualquer deliberação que exija aprovação de acionistas, incluindo operações com partes relacionadas, reorganizações societárias e alienações e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo mínimo obrigatório, impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Nossos acionistas controladores poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, busca de financiamentos, ou tomar outras decisões que podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. c) Com relação aos seus acionistas A conversão das debêntures de emissão da Companhia em ações, bem como a emissão de novos valores mobiliários pela Companhia, para fazer frente a eventuais necessidades de capital adicionais no futuro poderão resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. Em 2005 e 2011, a Companhia estruturou duas emissões privadas de debêntures conversíveis em ações ordinárias e preferenciais da Companhia, com datas de vencimento em 01 de dezembro de 2012 e 16 de dezembro de 2013, respectivamente. Maiores informações sobre os termos e condições gerais das debêntures conversíveis encontram-se dispostos na seção 18.5 deste Formulário de Referência A Companhia pode vir a ter que captar recursos adicionais no futuro através de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações. Conforme previsto no artigo 172 da Lei das Sociedades por Ações, a captação de recursos através de distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações pode ser realizada com a exclusão do direito de preferência dos acionistas da Companhia. Portanto, a conversão das debêntures de emissão da Companhia em ação, bem como a emissão de novos valores mobiliários pela Companhia, para fazer frente a uma eventual necessidade de capital adicional no futuro, poderão resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. Os proprietários das ações da Companhia podem não vir a receber dividendos ou juros sobre o capital próprio. De acordo com o Estatuto Social, deve-se pagar aos acionistas um dividendo anual obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido anual da Companhia, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações. O Estatuto Social permite o pagamento de dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A Companhia poderá também pagar juros sobre o capital próprio, limitados aos termos da lei. Os dividendos intermediários e os juros sobre o capital próprio declarados em cada exercício social poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório do resultado do exercício social em que forem distribuídos. A Assembleia Geral de Acionistas da Companhia pode deliberar pela capitalização, utilização para compensar prejuízo ou retenção de lucro líquido da Companhia, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo tal lucro líquido não ser disponibilizado para pagamento de dividendos ou a Companhia não realizar o pagamento de juros sobre capital próprio. A relativa volatilidade e a falta de liquidez do mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar a capacidade de venda de ações da Companhia pelo preço e no momento desejados. O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais. O mercado de valores mobiliários brasileiro é 5 PÁGINA: 22 de 301

29 4.1 - Descrição dos fatores de risco substancialmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado do que os principais mercados de valores mobiliários internacionais. Essas características de mercado podem limitar substancialmente a capacidade dos detentores de ações de vendê-las ao preço e na ocasião em que desejarem fazê-lo e, consequentemente, poderão vir a afetar negativamente o preço de mercado das ações. d) Com relação às suas controladas e coligadas Não aplicável. e) Com relação aos fornecedores da Companhia A Companhia depende de terceiros como fornecedores de parte de suas necessidades de madeira e pode ser adversamente afetada pela falta ou pelo aumento dos custos de madeira. A madeira é a principal matéria-prima utilizada para a produção de celulose e produtos de papel, sendo parte relevante proveniente de floresta própria. A Companhia celebra geralmente contratos de fornecimento de médio e longo prazo com fornecedores de madeira, por um período que pode variar de 1 a 2 ciclos florestais, de 7 anos, cada. Portanto, qualquer interrupção no fornecimento, representando uma redução relevante na madeira disponível para processamento pela Companhia, poderá afetar adversamente seus resultados operacionais e sua situação financeira. Mudanças na qualidade de crédito dos fornecedores ou clientes para os quais tenham sido efetuados adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos podem afetar os resultados da Companhia. É prática corrente e, eventualmente, condição para atuação competitiva em diversos mercados onde a Companhia opera, a concessão de adiantamentos a fornecedores e venda a prazo a clientes. Ao realizar adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos aos seus fornecedores ou clientes, a Companhia assume seus riscos de inadimplência. Desta forma, mudanças no ambiente macroeconômico, nas condições específicas dos seus mercados de atuação, ou ainda problemas relacionados à gestão destes fornecedores e clientes, podem afetar significativamente a sua capacidade de efetuar pagamentos, impactando diretamente o valor dos ativos e o capital de giro da Companhia. Adicionalmente, existe o risco de descasamento entre as taxas pagas sobre os recursos que a Companhia capta e as recebidas com relação ao crédito que concede aos seus clientes ou fornecedores, pois nem sempre é possível equiparar os termos dos financiamentos que a Companhia contrata aos termos dos créditos que concede aos seus fornecedores ou clientes. Qualquer deterioração do risco de crédito de fornecedores ou clientes ou descasamento entre as taxas e termos pelos quais a Companhia contrata e concede crédito poderá causar um efeito adverso relevante sobre o valor dos ativos, patrimônio e resultados da Companhia. A Companhia depende de poucos fornecedores de certos insumos, como óleo combustível, soda cáustica, pasta mecânica e gás, e pode ser adversamente afetada pela indisponibilidade ou pelo aumento dos custos destes insumos. A Companhia possui poucas fontes de fornecimento para alguns insumos que são matérias-primas relevantes para o seu processo produtivo. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com esses fornecedores. Portanto, eventual redução significativa no fornecimento de óleo combustível, de soda cáustica, de pasta mecânica e de gás, poderá afetar o mix, margem ou disponibilidade dos produtos da Companhia, o que afetará adversamente seus resultados operacionais. f) Com relação aos clientes da Companhia 6 PÁGINA: 23 de 301

30 4.1 - Descrição dos fatores de risco Vide o segundo fator de risco elencado no item e imediatamente acima. g) Com relação aos setores de atuação da Companhia Uma volatilidade significativa do Real frente ao Dólar pode impactar de forma relevante as receitas e o endividamento da Companhia. A volatilidade da cotação do Real frente ao Dólar tem efeitos relevantes na condição financeira consolidada da Companhia e em seu resultado operacional consolidado quando expressos em Reais, além de impactar suas receitas, despesas e ativos consolidados denominados em moeda estrangeira. As receitas de vendas com exportações e, portanto, a geração de caixa operacional da Companhia, são direta e imediatamente afetadas pela variação da taxa média de câmbio entre o Real e o Dólar. A depreciação do Real causa aumento de tais receitas quando expressas em Reais, enquanto que a apreciação do Real resulta em receitas de vendas com exportação menores. As receitas no mercado doméstico são indiretamente influenciadas pela variação da taxa cambial, na medida em que os papéis importados, cotados em Dólares, ganham ou perdem competitividade no mercado doméstico dependendo da taxa de câmbio. Alguns custos e despesas operacionais da Companhia, tais como despesas com seguros e fretes relacionadas às exportações e custos de produtos químicos utilizados como matéria-prima, entre outros, também são afetados pelas variações cambiais. Sendo assim, a depreciação do Real resulta em aumento de tais custos e despesas expressos em Reais, enquanto a apreciação do Real resulta na queda de tais custos e despesas. As contas patrimoniais consolidadas da Companhia, indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo (incluindo debêntures), disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes e estoques no exterior, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio. A parcela da dívida da Companhia denominada em Dólar totalizava aproximadamente 50% do endividamento bruto da Companhia em 31 de marco de Portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia. Investimentos em aumento na capacidade de produção celulose de mercado por concorrentes nos próximos anos podem impactar adversamente os resultados da Companhia. Diversos anúncios de investimentos em novas capacidades foram feitos por concorrentes do setor de celulose e também por iniciantes nesta indústria. Caso todos ou parte importante dos projetos sejam confirmados e os investimentos realizados, poderá haver um desequilíbrio entre oferta e demanda que poderá ocasionar redução de preços de celulose. Investimentos em novas capacidades por terceiros podem ter um impacto significativo sobre os preços da celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Ainda, por conta do aumento da oferta da celulose no mercado, a Companhia poderá ser obrigada ajustar, ainda que temporariamente, o volume de produção para adequação da menor demanda pelo produto, correndo o risco de ter que operar com capacidades ociosas e um maior custo de produção. A Companhia enfrenta concorrência significativa em alguns dos segmentos de mercado em que atua, o que pode afetar adversamente sua participação nos mercados de celulose e papel e sua lucratividade. 7 PÁGINA: 24 de 301

31 4.1 - Descrição dos fatores de risco O setor de celulose e papel é extremamente competitivo. A Companhia enfrenta concorrência significativa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, de um grande número de empresas, algumas das quais contando com baixos custos de capital e amplo acesso a recursos financeiros. No mercado doméstico de celulose e papel, a Companhia enfrenta a competição de produtos nacionais, fabricados por empresas pertencentes a grupos brasileiros e internacionais, e importados. No mercado internacional de celulose e papel, a Companhia concorre com competidores com maiores capacidades de produção e distribuição, expressiva base de consumidores e grande variedade de produtos. As importações de celulose não representam concorrência para a Companhia no mercado doméstico, devido aos baixos custos de produção e logística dos produtores locais. A sobreoferta de papel revestido no mundo, as medidas anti-dumping adotadas em outros países e o desvio de finalidade aumentaram a importação de papel revestido, sobretudo se houver um prolongado período de apreciação do Real em relação ao Dólar. Neste caso, a Companhia poderá enfrentar um aumento na concorrência de produtores estrangeiros no mercado doméstico. Além disso, os mercados de celulose e papel são atendidos por vários fornecedores localizados em diversos países. Se a Companhia não for capaz de se manter competitiva em relação a esses competidores no futuro, sua participação no mercado pode ser afetada adversamente. Além disso, as pressões para redução dos preços de celulose e papel causadas por competidores da Companhia, que podem estar mais preparados para manter preços mais baixos, podem afetar a lucratividade da Companhia. As condições políticas e econômica brasileiras, como inflação e taxas de juros, podem ter impacto adverso nos negócios da Companhia. Os negócios, a condição financeira e os resultados da Companhia podem ser adversamente afetados por mudanças nas políticas governamentais, econômicas e eventos políticos que afetem o Brasil. Assim, medidas do Governo Federal para manter a estabilidade econômica, bem como a especulação sobre eventuais atos futuros do governo, podem gerar incertezas sobre a economia brasileira e uma maior volatilidade no mercado de capitais doméstico. Caso os cenários político e econômico se deteriorem, a Companhia poderá arcar com uma elevação nos seus custos financeiros. Além disso, no caso de haver inflação, ela poderá desacelerar a taxa de crescimento da economia brasileira, o que poderá levar a uma redução da demanda pelos produtos da Companhia no Brasil e a reduções de suas vendas. Caso as taxas de inflação venham a aumentar consideravelmente e a elevação dos índices inflacionários não seja repassada integralmente aos preços finais dos produtos vendidos pela Companhia, os fluxos de caixa, a condição financeira e os resultados da Companhia serão negativamente afetados. Além disso, um aumento das taxas de juros pode acarretar aumento no custo de captação da Companhia. Situações de restrição de liquidez no mercado poderão aumentar o custo, restringir os prazos ou até mesmo inviabilizar a captação de recursos no mercado, o que poderá afetar adversamente as operações da Companhia. As empresas brasileiras de celulose e papel fizeram grandes investimentos durante os últimos anos a fim de competir com mais eficácia e em maior escala no mercado internacional. Este movimento elevou a necessidade de recursos e a diversificação de fontes de financiamentos com instituições financeiras nacionais e internacionais. Dentro deste contexto, a Companhia depende do capital de terceiros para conduzir seus negócios, na forma de 8 PÁGINA: 25 de 301

32 4.1 - Descrição dos fatores de risco operações de financiamento para suportar seus investimentos ou capital de giro. Em situações de restrição de liquidez, como a vivenciada em 2008 e 2009 em razão da crise financeira internacional, as linhas de crédito podem se tornar excessivamente curtas, caras ou até mesmo indisponíveis. Nessas circunstâncias, aumenta-se o risco de captação e de rolagem, ou seja, a possibilidade de não obtenção, no mercado, dos recursos necessários para honrar os vencimentos da dívida contratada, assim como o risco de ter de levantar esses recursos a custos elevados, o que poderá afetar adversamente os resultados da Companhia. h) Com relação à regulação do setor de atuação da Companhia Regras ambientais mais rigorosas podem implicar em dispêndio maior de recursos pela Companhia. As operações da Companhia estão sujeitas à extensa regulamentação ambiental, incluindo regulamentação relacionada a emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento. No Brasil, as violações às leis ambientais podem acarretar em sanções para a Companhia e seus colaboradores tais como multa, detenção, reclusão ou dissolução da sociedade. As normas ambientais a serem cumpridas pela Companhia são expedidas no âmbito federal, estadual e municipal, sendo que mudanças nas referidas regras e leis e/ou na política ou nos procedimentos adotados nas leis atuais poderão afetar adversamente a Companhia. O descumprimento de uma determinada regra ou lei ambiental poderá implicar no pagamento de multa ou mesmo uma sanção criminal, bem como ocasionar a revogação da sua licença ou suspensão de determinadas atividades. Vale ressaltar que há a possibilidade de as agências governamentais ou outras autoridades competentes estabelecerem novas regras ou imporem regulamentos adicionais ainda mais rígidos que os vigentes, ou buscarem uma interpretação mais rigorosa das leis e regulamentos existentes, o que exigiria da Companhia o dispêndio de fundos adicionais para a conformidade ambiental ou restringiria sua habilidade de operar conforme atualmente. Além disso, o não cumprimento das leis e regulamentos ambientais poderia restringir a capacidade da Companhia na obtenção de financiamentos junto às instituições financeiras. A não obtenção das autorizações e licenças necessárias poderá afetar adversamente as operações da Companhia A Companhia depende da emissão de autorizações e licenças do poder público para o desenvolvimento de certas atividades. Assim, para o processo de licenciamento de empreendimentos, cujos impactos ambientais sejam considerados significativos, é obrigatória a realização de investimentos em unidades de conservação, de modo a compensar o impacto ambiental. Ademais, a Companhia mantém licenças para operação das suas fábricas, as quais geralmente são válidas por cinco anos contados da data da emissão, ao final dos quais poderão ser renovadas por iguais períodos. As licenças para operação exigem, dentre outros, que a Companhia informe periodicamente o cumprimento de padrões de emissões estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. A não obtenção ou não renovação das licenças operacionais poderão causar atrasos na implantação das novas capacidades produtivas da Companhia, aumento dos custos do processo ou mesmo a suspensão do processo produtivo da parte afetada. Caso a Companhia não obtenha a aprovação dos órgãos brasileiros da defesa da concorrência em relação à aquisição de 50% dos ativos de Conpacel pertencente a Fibria, os negócios da Companhia, sua condição financeira, resultados de suas operações, sua geração de caixa e preço de mercado das suas Ações poderão ser afetados adversamente. 9 PÁGINA: 26 de 301

33 4.1 - Descrição dos fatores de risco Na forma da regulamentação aplicável, a aquisição de 50% dos ativos de Conpacel (ver item 8.3 Operações de reestruturação ) foi submetida à aprovação dos órgãos brasileiros da defesa da concorrência o ato de concentração referente. Aguarda-se parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico - SEAE e da Secretaria de Direito Econômico - SDE e decisão final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, que poderá aprovar irrestritamente esta aquisição, aprová-la parcialmente ou rejeitá-la. Nos dois últimos casos, a Companhia poderá ser forçada a realizar os ajustes necessários em suas operações e resultados, o que poderá ter um efeito adverso em seus negócios, condição financeira e preço de mercado das ações de sua emissão. i) Com relação aos países estrangeiros onde a Companhia atua Recessão em virtude da crise econômica mundial poderá afetar a demanda e o preço dos produtos da Companhia de modo adverso A demanda de papel e celulose está relacionada ao crescimento da economia mundial. Atualmente, a Europa é o principal mercado dessa indústria e a China é um mercado que vem adquirindo importância. Eventual desaceleração do crescimento econômico dessas regiões poderá afetar adversamente os preços e o volume de exportações da Companhia e, consequentemente, impactará o seu desempenho operacional e os seus resultados financeiros, até que esse volume possa ser alocado em outros mercados. As exportações da Companhia estão sujeitas a riscos especiais que poderão afetar adversamente os seus negócios. A Companhia exporta para diversas regiões do mundo, sujeitando-se a alguns riscos políticos e regulatórios especiais, entre os quais: controles cambiais nos países onde tiver pagamentos a receber; e eventuais barreiras comerciais, formais ou informais, ou ainda políticas de incentivo ou subsídio aos produtores em diversas regiões. O desempenho financeiro futuro da Companhia dependerá, portanto, das condições econômicas, políticas e sociais dos seus principais mercados de exportação (Europa, Ásia e América do Norte). Desta forma, fatores que estão fora do controle da Companhia, como a imposição de barreiras ou a concessão de incentivos comerciais e alterações nas políticas econômicas dos países para os quais a Companhia exporta, poderão prejudicar a sua capacidade de exportação e, consequentemente, seus negócios e resultados operacionais. 10 PÁGINA: 27 de 301

34 4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco A Companhia tem como prática a análise constante dos riscos aos quais está exposta e que possam afetar seus negócios, situação financeira e os resultados das suas operações de forma adversa. A Companhia está constantemente monitorando mudanças no cenário macro-econômico e setorial, que possam influenciar suas atividades, por meio de acompanhamento dos principais indicadores de performance. A Companhia adota política de foco contínuo na disciplina financeira e na gestão conservadora de caixa. Atualmente, a Companhia não identifica cenário de aumento ou redução dos riscos mencionados no item 4.1. acima. PÁGINA: 28 de 301

35 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Item 4.3 Geral Em 31 de março de 2012, a Companhia figurava no polo passivo em aproximadamente processos administrativos e judiciais de natureza cível, tributária e trabalhista, cujo valor total era de aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos quais R$ 62,1 milhões estavam provisionados. Nesta mesma data, a Companhia também figurava no polo ativo em aproximadamente 380 processos administrativos e judiciais de natureza cível, tributária e trabalhista. Para fins das informações aqui apresentadas e detalhadas, a Companhia utilizará como critério somente as ações em que figura no polo passivo, pois as ações em que a Companhia figura no polo ativo não gerariam um impacto negativo adverso aos seus negócios. No tocante às contingências, importante ressaltar que: (i) para os casos em que a possibilidade é remota, não é constituída provisão; (ii) para os casos em que a possibilidade de perda é possível, fica a critério da administração constituir ou não provisão e (iii) para os casos em que a possibilidade de perda é provável, a administração constitui provisão. O quadro a seguir apresenta a posição consolidada das contingências da Companhia, suas provisões e depósitos judiciais em 31 de março de de março de 2012 Natureza Contingência Passiva Total Valor Provisionado Depósitos Judiciais Cível R$ ,98 7,1 milhões R$ ,36 Tributário R$ ,21 44,3 milhões R$ ,15 Trabalhista R$ ,05 10,7 milhões R$ ,76 Total R$ ,24 62,1 milhões R$ ,27 A seguir, a estratificação por ramo do direito: A) Tributários Em 31 de março de 2012, a Companhia figurava no polo passivo em aproximadamente 340 processos administrativos e judiciais de natureza tributária e nos quais se discutia matérias relativas a diversos tributos, tais como PIS, COFINS, IPI, ICMS, IR e contribuições previdenciárias. Cumpre salientar que a Companhia não é parte em processos tributários, em valores individuais superiores a R$ ,00 (0,5% do Patrimônio Líquido da Companhia) e que possam impactar de maneira relevante os seus resultados, com prognóstico de perda provável, nos casos de contingências passivas. B) Trabalhistas Em 31 de março de 2012, a Companhia figurava como parte em aproximadamente 760 ações de natureza trabalhista e/ou acidentária. De maneira geral, os processos trabalhistas estão relacionados às questões frequentemente contestadas por empregados de empresas industriais, como horas extras e verbas rescisórias, além de algumas ações propostas por empregados de empresas terceirizadas que prestam serviços para a Companhia e que pleiteiam uma eventual condenação subsidiária em verbas não pagas por essas empresas terceirizadas, destacando-se, porém, os processos relacionados abaixo, relativos a pleitos de insalubridade/periculosidade e à regularidade do processo de terceirização de atividades de florestamento e reflorestamento.. PÁGINA: 29 de 301

36 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Juízo Instância Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas/BA 1ª. Instância Data de instauração 28/09/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público do Trabalho x Suzano Papel e Celulose S.A. R$ ,54 Ação Civil Pública com pedido liminar para apurar suposta ilegalidade no processo de terceirização das atividades de florestamento e reflorestamento. Remota Pagar o valor de eventual condenação, associado à obrigação de fazer (primarização das atividades de florestamento e reflorestamento). Juízo Instância Processo: 1943/2007 Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA 1ª. Instância Data de instauração 12/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão, Cortiças, Artefatos de Papel, Madeira e Assimilados do Estado da Bahia x Suzano Papel e Celulose S.A. O valor da causa ainda não foi estimado. O autor reivindica o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade aos seus substituídos, nas áreas da ré em que esses exercem as suas atividades, na Unidade Mucuri/BA. Remota Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. C) Cíveis Processos judiciais Em 31 de março de 2012, a Companhia figurava como parte em aproximadamente 200 ações cíveis no polo passivo. De maneira geral, os processos cíveis nos quais a Companhia figura como ré versam sobre ações PÁGINA: 30 de 301

37 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes indenizatórias, medidas cautelares, ações possessórias, ações de reparação de danos e revisionais. Destacamos, a seguir, os processos que entendemos relevantes e em que a Companhia figura como ré: Juízo Instância Processo: Vara Única do Fórum de São Luiz do Paraitinga 1ª Instância Data de instauração 13/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Suzano Papel e Celulose S/A e Fibria Celulose S/A. R$ 13,7 milhões Trata-se de Ação Civil Pública, na qual a autora requer a suspensão imediata de todo e qualquer plantio de eucalipto no município, empreendimentos presentes ou em projetos futuros até a realização, pelas empresas empreendedoras, de um aprofundado estudo de impacto ambiental EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto e Relatório de Impacto Ambiental). Possível A Companhia deixará de utilizar as áreas objeto da ação para o plantio de eucalipto, até que se faça e aprove o EIA-RIMA. Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de Palmas TO 1ª Instância Data de instauração 21/07/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A, NATURATINS e IBAMA R$ ,84 Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Tocantins. Remota O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. PÁGINA: 31 de 301

38 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de São Luís MA 1ª Instância Data de instauração 04/05/.2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A e Estado do Maranhão (SEMA). Valor: R$ ,92 Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Maranhão. Remota O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de Teresina PI 1ª Instância Data de instauração 04/05/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério PúblicoFederal, Suzano Papel e Celulose S/A,Estado do Piauí e IBAMA. Valor: R$ 1.124,70 Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Piauí. Remota O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. PÁGINA: 32 de 301

39 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processo: Juízo Instância 1ª Vara Federal de Teresina - PI 1ª Instância Data de instauração 26/05/2011 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual x Estado do Piauí, Suzano Papel e Celulose S/A e IBAMA. Valor: R$ ,55 Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o MPF e MPE/PI discutem a competência para expedir as licenças ambientais das áreas destinadas à instalação da Unidade Fabril em Teresina/PI. Remota O cronograma de implantação da fábrica poderá sofrer atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Juízo Instância Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA 1ª Instância Data de instauração 28/09/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público do Trabalho e Suzano Papel e Celulose S/A. Valor: R$ ,00 (valor atribuído à causa pelo autor) Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o autor alega irregularidades no processo de terceirização de atividades de florestamento e reflorestamento na Bahia. Remota A Companhia deixará de realizar atividades de florestamento e reflorestamento através de empresas prestadoras de serviço, executando-as com mão-de-obra própria. PÁGINA: 33 de 301

40 4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Na data deste Formulário de Referência, não há processos judiciais, administrativos ou arbitrais, que não estejam sob sigilo, em que a Companhia ou suas controladas sejam parte e cujas partes contrárias sejam seus respectivos administradores ou ex-administradores, controladores ou ex-controladores ou investidores. PÁGINA: 34 de 301

41 4.5 - Processos sigilosos relevantes Na data deste Formulário de Referência, a Companhia e suas controladas não são parte em processos sigilosos relevantes. PÁGINA: 35 de 301

42 4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto Na data deste Formulário de Referência, a Companhia e suas controladas não são parte em processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes que em conjunto são relevantes para os seus negócios. PÁGINA: 36 de 301

43 4.7 - Outras contingências relevantes Na data deste Formulário de Referência, não há outras contingências relevantes. PÁGINA: 37 de 301

44 4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Não aplicável, uma vez que a Companhia não possui valores mobiliários emitidos ou custodiados no exterior. PÁGINA: 38 de 301

45 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Como parte natural de suas atividades e do ambiente econômico no qual está inserida, a Companhia está sujeita a alguns riscos de mercado sendo os principais: (i) Riscos de preços dos produtos e insumos, e (ii) riscos cambiais e de taxa de juros. Riscos de preços de produtos e insumos Os principais produtos da Companhia são: (i) celulose de mercado; e (ii) papéis, cujo portfólio inclui quatro principais linhas: papéis revestidos, não revestidos, cut size ou papéis para escritório e papelcartão. Os preços dos produtos da Companhia, principalmente os da celulose, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados internacionais, existindo pouca margem de controle sobre os mesmos. Os preços de papéis, por sua vez, são influenciados pelas oscilações de preços da celulose, além das condições macroeconômicas e de oferta e demanda nos mercados específicos de comercialização. Os preços dos produtos da Companhia sofrem também a influência das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, que acabam por afetar as condições de oferta e demanda nos diferentes mercados. Em 31 de Março de 2012, o valor líquido de principal das operações contratadas de venda futura de celulose era de US$ 52 milhões. Em relação aos custos de fabricação e comercialização de seus produtos, a Companhia está exposta a riscos de oscilação no preço de mercado dos principais insumos utilizados tais como óleo combustível, soda cáustica, clorato de sódio e petróleo. Riscos cambiais e taxa de juros Considerando que historicamente mais de 50% das receitas líquidas de vendas da Companhia são provenientes de exportações com preços denominados em Dólares e que a maior parte dos seus custos é denominada em Reais, a geração de caixa operacional da Companhia está sujeita a variações na taxa de câmbio entre o Real e o Dólar, o que pode afetar negativamente as despesas financeiras e o saldo passivo dos contratos indexados à moeda estrangeira. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011 a receita líquida proveniente de vendas com preços denominados em dólares foi de 53,6% da receita total. Esta exposição estrutural permite que a Companhia contrate financiamentos de exportação em Dólares a custos mais competitivos do que os das linhas locais e concilie os pagamentos dos financiamentos com o fluxo de recebimentos das vendas, proporcionando um hedge natural de caixa para estes compromissos. Desta forma, quando o Real deprecia em relação ao Dólar, verifica-se o efeito imediato de aumento do valor em Reais da dívida denominada em Dólares. Como proteção adicional, são contratadas vendas de Dólares nos mercados futuros, como forma de assegurar níveis atraentes de margens operacionais para uma parcela da receita. As vendas nos mercados futuros são limitadas a um percentual minoritário do excedente de divisas no horizonte de 18 meses e, portanto, estão casadas à disponibilidade de câmbio pronto para venda no curto prazo. Em relação aos ativos e passivos financeiros, além dos riscos cambiais, há exposição a taxas de juros flutuantes, como a TJLP, o CDI Cetip e a Taxa Libor, e a índices de preços e de correção, como o IGP-M. A dívida atrelada à taxa de juros variável em dólares norteamericanos consiste principalmente em empréstimos incluindo operações de pré-pagamento de exportações e empréstimos em bancos comerciais e organizações multilaterais. Em geral, estas dívidas são indexadas à Taxa Libor (London Interbank Offered Rate). Em função disso podem ser celebrados contratos de swap de taxas de juros flutuantes para taxas fixas, visando diminuir os efeitos das variações nas taxas de juros sobre o valor da dívida, e contratos de swap entre diferentes taxas de juros e índices de correção, como forma de mitigar o descasamento entre diferentes ativos e passivos financeiros. Risco de crédito PÁGINA: 39 de 301

46 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado As políticas de vendas e de crédito, determinadas pela Administração da Companhia e de suas subsidiárias, visam a minimizar eventuais riscos decorrentes da inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado por meio da seleção criteriosa da carteira de clientes, que considera a capacidade de pagamento (análise de crédito), e da diversificação das vendas (pulverização do risco), além da obtenção de garantias ou contratação de instrumentos que mitiguem os riscos de crédito, principalmente a apólice de seguro de crédito de exportações. PÁGINA: 40 de 301

47 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado A Companhia desenvolveu sua estratégia de gestão de riscos com o objetivo de prover uma visão integrada dos riscos aos quais está exposta, incluindo a avaliação dos impactos das taxas de juros, taxas de câmbio, preços de produtos e insumos e outros custos sobre os resultados do negócio (riscos de mercado). Neste contexto, a Companhia adota política de gestão de riscos de mercado cujo objetivo é estabelecer regras e orientações de procedimentos que permitam: (i) Proteger os resultados e o patrimônio da Companhia contra oscilações de preços de mercado de produtos e insumos, taxas de câmbio e de juros, índices de preços e de correção ou, ainda, outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais o valor dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos, conforme descrição nos itens b, c e d abaixo; (ii) Desenhar um sistema bem definido de atribuições que sirva para ampliar e agilizar o processo de decisão, buscando identificar novas oportunidades, bem como evitar perdas, conforme descrito no item 5.2(f) abaixo; e (iii) Otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção das exposições em risco, tomando partido de hedges naturais e das correlações entre os preços de diferentes ativos e mercados, evitando o desperdício de recursos com a contratação de operações de modo ineficiente. O processo de gestão de riscos de mercado compreende as seguintes etapas sequenciais e recursivas: (i) identificação dos fatores de riscos e da exposição do valor dos ativos, fluxo de caixa e resultado da Companhia aos riscos de mercado; (ii) medição e report dos valores em risco; (iii) avaliação e definição de estratégias para administração dos riscos de mercado; e (iv) implementação e acompanhamento da performance das estratégias. A avaliação e controle das exposições em risco são feitos com o auxílio de sistemas operacionais integrados, com devida segregação de funções nas reconciliações com as contrapartes. A Companhia utiliza os instrumentos financeiros mais líquidos e: (i) não contrata operações alavancadas ou com outras formas de opções embutidas que alterem sua finalidade de proteção (hedge); (ii) não possui dívida com duplo indexador ou outras formas de opções implícitas; e (iii) não tem operações que requeiram depósito de margem ou outras formas de garantia para o risco de crédito das contrapartes. a) Riscos para os quais se busca proteção Conforme mencionado no item 5.1, a Companhia busca proteção contra os riscos de preços de produtos e insumos, riscos cambiais e riscos relativos às flutuações de taxas de juros e índices de correção, além dos riscos de oscilação de preços de outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais o valor dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos. b) Estratégia de proteção patrimonial (hedge); Como estratégia de proteção patrimonial, a Companhia adota a captação de financiamentos e a contratação de eventuais operações de hedge cambial, norteadas pelo fato de que mais de 50% da receita líquida é proveniente de exportações com preços em Dólares, enquanto a maior parte dos custos de produção está atrelada ao Real. Esta exposição estrutural permite que a Companhia contrate financiamentos de exportação em Dólares a custos mais competitivos do que o das linhas locais e PÁGINA: 41 de 301

48 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado concilie os pagamentos dos financiamentos com o fluxo de recebimentos das vendas, proporcionando um hedge natural de caixa para estes compromissos. O excedente de receitas em Dólares não atreladas aos compromissos da dívida e demais obrigações é vendido no mercado de câmbio no momento da internação dos recursos. Como proteção adicional, são contratadas vendas de Dólares nos mercados futuros, com o intuito de buscar níveis atraentes de margens operacionais para uma parcela da receita. As vendas nos mercados futuros limitam-se a um percentual minoritário do excedente de divisas no horizonte de 18 meses, o que é compatível com a disponibilidade de câmbio pronto para venda no curto prazo. Além de operações cambiais, são celebrados contratos para o swap de taxas de juros flutuantes para taxas fixas, a fim de diminuir os efeitos das variações nas taxas de juros sobre o valor da dívida, e contratos de swap entre diferentes taxas de juros e índices de correção, como forma de mitigar o descasamento entre diferentes ativos e passivos financeiros. Dada a volatilidade nos preços de insumos como o petróleo e produtos como a celulose, e também como forma de reduzir as incertezas sobre suas margens operacionais, a Companhia pode fixar parte de sua exposição a estes preços através da contratação de instrumentos derivativos nos mercados futuros. Avaliação Os instrumentos financeiros constantes nos balanços patrimoniais, tais como caixa e bancos, empréstimos e financiamentos, apresentam-se pelos seus valores contratuais. As aplicações financeiras e os contratos de derivativos, utilizados exclusivamente com finalidade de proteção, encontram-se avaliados pelo seu valor justo. Para determinação dos valores de mercado de ativos ou instrumentos financeiros negociados em mercados públicos e líquidos, foram utilizadas as cotações de mercado de fechamento nas datas dos balanços. O valor justo dos swaps de taxas de juros e índices é calculado como o valor presente dos seus fluxos de caixa futuros, descontados às taxas de juros correntes disponíveis para operações com condições e prazos de vencimento remanescentes similares. Este cálculo é feito com base nas cotações da BM&FBovespa e Anbima para operações de taxas de juros em reais, e da British Bankers Association e Bloomberg para operações de taxa Libor. O valor justo dos contratos futuros ou a termo de taxas de câmbio é determinado usando-se as taxas de câmbio forward prevalecentes nas datas dos balanços, de acordo com as cotações da BM&FBovespa. O valor justo da dívida decorrente da 1ª série da 3ª emissão de debêntures da Companhia é calculado com base nas cotações do mercado secundário publicadas pela Anbima nas datas dos balanços. Para determinar o valor justo de ativos ou instrumentos financeiros negociados em mercados de balcão ou sem liquidez, são utilizadas diversas premissas e métodos baseados nas condições normais de mercado (e não para liquidação ou venda forçada) em cada data de balanço, incluindo a utilização de modelos de apreçamento de opções, como Black & Scholes e Garman-Kolhagen, e estimativas de valores descontados de fluxos de caixa futuros. O valor justo dos contratos para fixação de preços de celulose é obtido através da cotação de preços para instrumentos com condições e prazos de vencimento remanescentes similares, junto aos principais participantes deste mercado. Por fim, o valor justo dos contratos para fixação de preços de petróleo é obtido com base nas cotações da New York Mercantile Exchange (NYMEX). PÁGINA: 42 de 301

49 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado O resultado da negociação de instrumentos financeiros é reconhecido nas datas de fechamento ou contratação das operações, onde a Companhia se compromete a comprar ou vender estes instrumentos. As obrigações decorrentes da contratação de instrumentos financeiros são eliminadas de nossas demonstrações contábeis apenas quando estes instrumentos expiram ou quando os riscos, obrigações e direitos deles decorrentes são transferidos. c) Instrumentos utilizados para a proteção patrimonial (hedge); e Os instrumentos utilizados pela Companhia são: contratos de financiamento, Swaps, Dólar Futuro, NDF (Non Deliverable Fowards), Collars e outros instrumentos derivativos nos mercados futuros. d) Parâmetros utilizados para o gerenciamento de riscos. Para verificar o enquadramento ou desenquadramento de sua exposição aos riscos de mercado descritos no item 5.1, a Companhia adota os seguintes critérios: Mensuração dos riscos de mercado pelo VaR Delta-Normal, utilizando-se um horizonte de tempo de 1 dia útil e com nível de confiança de 95%; Mensuração da máxima perda esperada para o fluxo de caixa da Companhia pelo CFaR utilizando-se horizonte de tempo de 1 e 2 anos e nível de confiança de 95%; Estabelecimento de metodologia de marcação a mercado; Estabelecimento de cenário de estresse, atualizado mensalmente de acordo com o cenário BM&FBovespa. e) Instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge) A Companhia não contrata instrumentos derivativos para outros fins que não os de proteção patrimonial (hedge), assim como não contrata operações alavancadas ou com outras formas de opções embutidas que alterem sua finalidade de proteção. f) Estrutura organizacional de controle de gerenciamento de riscos (i) Conselho de Administração - responsável pelo estabelecimento das diretrizes estratégicas da gestão de riscos de mercado, inclusive com relação às alçadas de aprovação. Deve atuar como órgão consultivo da Diretoria nas operações mais significativas dentro da alçada desta última e como instância de decisão nas operações acima da alçada da Diretoria; (ii) Diretoria - tem autoridade para aprovar limites de exposição e modalidades de operações financeiras de proteção, de acordo com sua alçada, e decidir sobre quaisquer questões relacionadas à exposição aos riscos de mercado que, não sendo acordadas no âmbito do Grupo de Riscos de Mercado (mencionado abaixo), forem objeto de apelação a esta instância. É responsável também pelo encaminhamento ao Comitê de Gestão, que reporta ao Conselho de Administração as recomendações de operações e estratégias acima do seu limite de alçada; PÁGINA: 43 de 301

50 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado (iii) Comitê de Gestão - constituído nos termos de seu estatuto, é responsável por encaminhar ao Conselho de Administração as recomendações e estratégias sugeridas pela Diretoria, conforme descritas no subitem (ii) acima, e por estabelecer as diretrizes estratégicas da gestão de riscos de mercado; (iv) Grupo de Riscos de Mercado - formado pelo Diretor Financeiro, Gerente Executivo de Finanças, Gerente de Tesouraria e Consultor de Riscos e, nos casos que envolverem a proteção contra oscilações de preços de insumos e produtos, respectivamente, pelo Diretor de Operações e Gerente Executivo de Suprimentos e pelo Diretor da Unidade de Negócios e Gerente Executivo Comercial. Tem como atribuição deliberar sobre a execução de operações e seus respectivos riscos, inclusive com atuação no mercado de derivativos, de acordo com as alçadas vigentes; (v) Gerente de Tesouraria - responsável pela indicação e execução de operações financeiras para a mitigação dos riscos de mercado analisados, por meio da contratação dos instrumentos financeiros disponíveis no mercado; e (vi) Consultor de Riscos - responsável pela identificação, mensuração e report dos valores em risco, assim como pela elaboração, em conjunto com o Gerente de Tesouraria, de estudos que subsidiem a tomada de decisões na contratação de operações para o enquadramento das exposições aos limites de risco estabelecidos, de acordo com as diretrizes do Comitê de Gestão. g) Adequação da estrutura operacional de controles internos para verificação da efetividade da política adotada De acordo com a política de gestão de riscos de mercado da Companhia, a verificação da adequação das operações da Companhia à referida política deve ser efetuada diariamente pelo Consultor de Riscos. Os valores em risco e o cumprimento dos limites de exposição das operações contratadas devem ser acompanhados de forma a manter o enquadramento pré-estabelecido pela Diretoria. Caso algum limite seja excedido, cabe ao Consultor de Riscos avisar imediatamente e por escrito ao Gerente de Tesouraria, para que este tome as medidas necessárias à readequação dos limites. Se o limite continuar excedido na segunda verificação, que deve ocorrer no dia seguinte, o aviso deve ser dado ao Grupo de Riscos de Mercado. Finalmente, caso o limite continue sendo desrespeitado ao final do terceiro dia, o Consultor de Riscos deve avisar à Diretoria. A Diretoria decidirá então pela implementação de medidas que permitam o retorno aos limites de risco estabelecidos ou, se for o caso, pela revisão do limite, em face de condições excepcionais de mercado. Quando se tratar de mercados com baixa liquidez ou, ainda, quando as condições de mercado forem consideradas extraordinariamente desfavoráveis, a Diretoria poderá conceder o prazo que julgar conveniente para o reenquadramento das exposições aos limites de risco. PÁGINA: 44 de 301

51 5.3 - Alterações significativas nos principais riscos de mercado No último exercício social não houve alterações significativas nos principais riscos de mercado aos quais a Companhia está exposta ou na política de gerenciamento de riscos adotada. PÁGINA: 45 de 301

52 5.4 - Outras informações relevantes Não há qualquer outra informação que a Companhia julgue ser relevante. PÁGINA: 46 de 301

53 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Data de Constituição do Emissor 08/12/1987 Forma de Constituição do Emissor País de Constituição A Companhia foi constituida em 08 de dezembro de 1987, na cidade de Salvador, Bahia, sob a forma de sociedade por ações de capital fechado Brasil Prazo de Duração Prazo de Duração Indeterminado Data de Registro CVM 15/04/1992 PÁGINA: 47 de 301

54 6.3 - Breve histórico A Companhia é controlada por um grupo empresarial cujas atividades se iniciaram em 1924, quando Leon Feffer deu início às suas atividades no negócio de papel através da revenda de papéis nacionais e importados utilizados para a fabricação de cartões de visita, blocos para anotações e papel de carta. Com a aquisição da primeira máquina de papel no final da década de 30, foi iniciada a produção própria de papel. Na década de 50, foi então constituída a Companhia Suzano de Papel e Celulose ( Companhia Suzano ), primeira produtora em nível mundial a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial e, em meados da década de 60, a primeira a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto. Em 08 de dezembro de 1987, a Companhia foi constituída sob a denominação de Bahia Sul Celulose S.A. ( Bahia Sul ), joint venture entre a Vale S.A. (atual denominação da Companhia Vale do Rio Doce) e a Companhia Suzano. Em 15 de abril de 1992, a CVM concedeu à Companhia o registro de companhia de capital aberto. No início de 2001, a Companhia Suzano adquiriu todas as ações de emissão da Bahia Sul de titularidade da Vale S.A., aumentando, assim, a participação da Companhia Suzano no capital votante da Bahia Sul para 100,0% e no capital social total para 73,0%. Em setembro de 2001, a gestão da Bahia Sul foi unificada com a da Companhia Suzano, visando a obter sinergias para implantar uma sólida estratégia de crescimento no setor de papel e celulose. Em setembro de 2002, a Companhia Suzano realizou uma oferta de permuta de ações preferenciais sem direito a voto de emissão da Bahia Sul por novas ações preferenciais sem direito a voto de sua emissão, com o objetivo de adquirir todas as ações preferenciais em circulação da Bahia Sul. Após a conclusão da oferta de permuta, a Companhia Suzano aumentou sua participação no capital social total da Bahia Sul para 93,9%. Como consequência da aquisição do controle da Bahia Sul, a atividade principal de papel e celulose foi estrategicamente fortalecida. A partir deste momento, a Companhia Suzano ampliou seu conjunto de ativos integrados produzindo uma ampla gama de produtos de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional. Também abriu caminho para reduções de custos substanciais e outras sinergias com a consolidação das operações originais da Companhia Suzano com as da Bahia Sul, conforme descrito abaixo, realizada em junho de 2004, concluindo, assim, uma etapa importante de seu processo de reestruturação organizacional. Em junho de 2004, como parte do processo de reestruturação societária da Companhia Suzano e da Bahia Sul, foi aprovada a realização da incorporação da Companhia Suzano pela Bahia Sul, em Assembleias Gerais das duas empresas. Em julho de 2004, visando estar em linha com melhores práticas de governança corporativa, a Companhia aderiu ao Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa, garantindo dessa forma a transparência nas operações e a qualidade da prestação de contas aos acionistas. Com a incorporação ocorrida em 2004, a Companhia passou a adotar a denominação social Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. e, em 06 de julho de 2006, foi modificada a denominação social para a atual Suzano Papel e Celulose S.A. Em março de 2005, foi concretizada a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel ( Ripasa ), de forma compartilhada com a Fibria, companhia do Grupo Votorantim. Durante o ano de 2006 foi finalizado o processo de aquisição da Ripasa, bem como o seu processo de reestruturação societária, com a total migração de seus acionistas para as bases acionárias da Companhia e da Fibria. Para maiores detalhes, sobre a incorporação da Ripasa e reestruturação societária a ela relacionada, bem como sobre o contrato de opção de compra e venda firmado com os antigos acionistas da Ripasa, veja o item 6.5 abaixo. Em 2007, o CADE aprovou a compra da Ripasa pela Companhia e pela Fibria. PÁGINA: 48 de 301

55 6.3 - Breve histórico Em 07 de fevereiro de 2007, o BNDESpar e a Suzano Holding S.A. realizaram uma oferta pública secundária de ações preferenciais de classe A de emissão da Companhia, perfazendo um montante total de R$ ,00. A oferta compreendeu a venda de 23,6 milhões de ações de emissão da Companhia. Com esta operação, o free float da Companhia foi elevado para 42,3% e encerrou-se o Acordo de Acionistas entre Suzano Holding S.A. e BNDES, pois este passou a deter participação inferior a 5% do capital social da Companhia. Em 30 de março de 2007, a Companhia adquiriu a participação de 50% que a Fibria detinha na unidade de Embu da Ripasa. A referida unidade foi incorporada ao capital social da Companhia em 31 de agosto de Em 29 de agosto de 2008, foi aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária a cisão total da Ripasa com versão de parte do seu patrimônio para a constituição da empresa Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ( Asapir ) e o restante do acervo líquido vertido, em partes iguais, para a Companhia e para a Fibria, com o objetivo de dar início à operação do Conpacel, em 1º de setembro de 2008, modelo adotado para a administração da antiga unidade Americana, transformada em uma unidade de produção para a comercialização dos produtos de forma independente. Em 2009 a Companhia iniciou processo de revisão estratégica onde estudou as tendências globais, avaliou profundamente seus ativos, competências e oportunidades para o futuro. Como resultado deste estudo, a Companhia conseguiu traçar planos de crescimento ambiciosos e inovadores, com a conclusão e divulgação do Plano Suzano 2024, uma visão de longo prazo que vai até o ano 2024, quando o Grupo Suzano completará 100 anos. Em linha com a nova estratégia de crescimento, em 19 de julho de 2010 a Companhia, através de sua subsidiária Suzano Trading Ltd., concluiu o processo de aquisição indireta da totalidade do capital social da Futuragene plc (atualmente denominada Futuragene Limited). A Futuragene Limited. é uma empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis, entre outros. A Futuragene desenvolve tecnologias sustentáveis, com forte orientação ambiental para o atendimento das crescentes demandas por fibras, combustíveis, alimentos e melhor utilização de recursos naturais, como terra e recursos hídricos. Em outra frente do Plano Suzano 2024, em 29 de julho de 2010 a Companhia anunciou investimento na produção de biomassa para energia, por meio da Suzano Energia Renovável. Além dos investimentos em celulose e biotecnologia já anunciados ao mercado, a Companhia decidiu investir na produção de pellets de madeira (wood pellets) para energia. Pellets são partículas desidratadas e prensadas de madeira moída que, por concentrar maior valor energético por tonelada, apresentam-se como a forma mais eficiente de transportar biomassa para energia para longas distâncias. Em 31 de janeiro de 2011 a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel (que passou a denominar-se Unidade Limeira) que compreendem 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. Em 28 de fevereiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição das operações de distribuição de papel KSR, detidas pela Fibria Celulose S.A., mediante o pagamento do preço total de total de R$ 50 milhões em 01/03/2011. Para trilhar os caminhos traçados pelo Plano Suzano 2024, a Companhia deu início à construção da fábrica de celulose em Imperatriz (MA), com previsão de operar no final de 2013, com capacidade produtiva de 1,5 milhão de toneladas. Também no âmbito da ampliação no Nordeste, a Companhia PÁGINA: 49 de 301

56 6.3 - Breve histórico construiu um dos mais modernos viveiros de mudas do mundo no estado do Piauí, que reúne sofisticadas tecnologias de melhoramento genético para o desenvolvimento de fibras adaptáveis a diferentes climas e condições. Para impulsionar a participação no mercado latino-americano de papel, as operações da Unidade Limeira antigo Conpacel foram totalmente integradas, o que resultou na adição de produção de celulose e papel. Além disso, a capilaridade das redes de distribuição da KSR foi ampliada e integrada às da SPP Nemo. A junção das duas empresas resultou na maior distribuidora de papéis e produtos gráficos da América do Sul. PÁGINA: 50 de 301

57 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Aquisição da Ripasa e constituição do Conpacel Em 10 de novembro de 2004, a Companhia e a Fibria celebraram um acordo para a aquisição do controle acionário da Ripasa, empresa esta constituída de quatro unidades: unidade Limeira, unidade Embu, unidade Cubatão e unidade Americana. Em 31 de março de 2005, foi concretizada a aquisição do controle acionário da Ripasa por intermédio da Ripasa Participações S.A. ( Ripar ), controlada em conjunto pela Companhia e a Fibria, na qual foram adquiridas ações ordinárias e ações preferenciais, representando 77,59% do capital votante e 46,06% do capital social total, pelo valor total de R$ 1.484,2 milhões (equivalentes a US$ 549,2 milhões naquela data). Em 24 de maio de 2006, foi aprovada em Assembléia Geral Extraordinária a operação de incorporação de ações de emissão da Ripasa, detidas pelos acionistas não controladores, ao patrimônio da Ripar, ocasião em que os acionistas não controladores da Ripasa tornaram-se acionistas da Ripar.Ato contínuo, foi aprovada pelas Assembléias Gerais Extraordinárias da Companhia, Fibria e da Ripar, a cisão total da Ripar, com versão de seu patrimônio, em partes iguais, para a Companhia e a Fibria, que implicou: (i) o aumento do capital da Companhia e da Fibria, com emissão de novas ações, que foram distribuídas aos acionistas não controladores da Ripar, com base na relação de substituição, divulgada em 5 de maio de 2006; e (ii) a extinção da Ripar. Após a reestruturação societária descrita acima, a Companhia e a Fibria passaram a deter 100% das ações da Ripasa. A parte da Companhia correspondia a 50% das ações da Ripasa, que equivalia a ações ordinárias e ações preferenciais, pelo valor total de R$ 1.315,7 milhões, dos quais R$ 840,2 milhões referiam-se ao ágio da aquisição. Em 30 de março de 2007, a Companhia adquiriu a participação de 50% que a Fibria detinha na unidade de Embu da Ripasa, pelo valor de US$ 20 milhões, equivalente a R$ 41,1 milhões. A referida unidade foi incorporada pela Companhia em 31 de agosto de Em 31 de julho de 2007, a Companhia e a Fibria firmaram um Instrumento de Compra e Venda, por meio do qual transferiram suas participações nas unidades fabris da Ripasa de Cubatão e Limeira, à MD Papéis Ltda. Na data de fechamento da transação, ocorrida em 1º de novembro de 2007, as referidas unidades foram alienadas por R$ 122,0 milhões, cabendo a cada uma das vendedoras R$ 61,0 milhões. Em 29 de agosto de 2008, foi aprovada em Assembléia Geral Extraordinária a cisão total da Ripasa com versão de parte do seu patrimônio para a constituição da empresa Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ( Asapir ) e o restante do acervo líquido vertido, em partes iguais, para a Companhia e para a Fibria, com o objetivo de transformar a Ripasa em uma unidade produtiva em regime de consórcio. A partir de 1º de setembro de 2008, a unidade Americana da extinta Ripasa, passou a operar em regime de consórcio entre a Companhia e a Fibria, denominado Consórcio Paulista de Papel e Celulose ( Conpacel ), onde as consorciadas comercializam sua produção de forma independente. Em 31 de janeiro de 2011 a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel (que passou a denominar-se Unidade Limeira) que compreendem 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. PÁGINA: 51 de 301

58 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Aquisição da Futuragene Em 19 de julho de 2010, a Companhia, através de sua subsidiária Suzano Trading Ltd., concluiu o processo de aquisição indireta da totalidade do capital social da Futuragene plc. A Futuragene plc. é uma empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis, entre outros. A Futuragene desenvolve tecnologias sustentáveis, com forte orientação ambiental para o atendimento das crescentes demandas por fibras, combustíveis, alimentos e melhor utilização de recursos naturais, como terra e recursos hídricos. Aquisição das operações de distribuição KSR Em 28 de fevereiro de 2011 a Companhia concluiu a aquisição das operações da unidade de distribuição KSR, detidas pela Fibria, pelo valor de R$ 50 milhões, pagos em 01 de março de 2011, ficando, no entanto, sujeito a ajustes após conclusão de auditoria para apuração final do capital de giro. A transação para aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel e das operações de distribuição KSR de sua titularidade foi submetida à aprovação dos órgãos governamentais competentes e a Companhia aguarda parecer da SEAE e da SDE e decisão final do CADE. PÁGINA: 52 de 301

59 6.6 - Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Não há quaisquer pedidos de falência fundados em valor relevante e/ou de recuperação judicial ou extrajudicial em face da Companhia PÁGINA: 53 de 301

60 6.7 - Outras informações relevantes Não há outras informações relevantes que não tenham sido disponibilizadas. PÁGINA: 54 de 301

61 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : 1 Visão Geral A Companhia acredita ser uma das maiores produtoras verticalmente integradas de papel e celulose da América Latina, com mais de 85 anos de experiência no setor. A Companhia opera em dois segmentos: celulose de mercado, comercializada em 26 países, e papel, cujo portfólio é integrado por papel revestido, papel não-revestido, cutsize e papelcartão, vendido em 82 países, com cerca de 30 marcas, entre elas Report, TpPremium, Reciclato e Paperfect. A Companhia é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a oitava maior produtora de celulose de mercado, segundo a Hawkins Wright. A Companhia é uma das principais produtoras de papel no Brasil, responsável por cerca de 40% da produção brasileira total de papel para imprimir e escrever e papelcartão, no ano de 2011, de acordo com a Bracelpa. A Companhia possui também uma parcela substancial do market share da produção de celulose BHKP de Mercado (market pulp) no Brasil, representando cerca de 20% da produção total de celulose de mercado do tipo BHKP no Brasil, no mesmo período, de acordo com a Hawkins Wright. Na década de 50, a Companhia foi a primeira produtora no mundo a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial, sendo que, em meados da década de 60, a Companhia foi também a primeira a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto. Sua competência florestal permitiu estender a atuação para outras três frentes: biotecnologia, por meio da aquisição da empresa FuturaGene, serviços de gestão de florestas de terceiros, e energia renovável, com a Suzano Energia Renovável. Suas unidades industriais consistem em três fábricas integradas de celulose e papel, duas localizadas no estado de São Paulo (Unidade Suzano e Unidade Limeira) e uma no estado da Bahia (Unidade Mucuri), além de duas fábricas de papel não-integradas no estado de São Paulo (Unidade Embú e Unidade Rio Verde). A produção de celulose de eucalipto da Companhia supre 100% de sua demanda para a produção de papel, sendo o restante vendido como celulose de mercado. Em 31 de março de 2012, a Companhia possuía 802 mil hectares de terras, dos quais 349 mil hectares eram ocupados por plantios próprios de eucalipto, 310 mil hectares destinados à preservação ambiental, garantindo o atendimento à legislação que determina 20% para as reservas legais, além das áreas de preservação permanente localizadas principalmente às margens de rios, e 142 mil hectares destinados à infraestrutura e plantios. Suas unidades de produção estão em cumprimento ou excedem os padrões ambientais tanto brasileiros quanto internacionais relativos à produção de papel e celulose. Em 31 de março de 2012, sua capacidade anual de produção era de 1,3 milhão de toneladas de papel e de 1,9 milhão de toneladas de celulose de mercado. A capacidade de produção de celulose de mercado da Companhia cresceu em torno de 300% entre 2004 e Atualmente, a Companhia passou por um novo ciclo de crescimento que, espera, resultará em um incremento ainda maior de sua capacidade de produção de celulose. O crescimento orgânico em celulose será incrementado pela construção das novas unidades de Maranhão e Piauí. A Companhia espera que a unidade no Maranhão adicione até 1,5 milhão de toneladas por ano a partir de 2014, quando será tomada a decisão sobre a construção da unidade Piauí. Para o segmento de papel, a estratégia é excelência operacional. Em janeiro de 2011, a Companhia consolidou a propriedade da Unidade Limeira, uma das fábricas mais competitivas do mundo, através da aquisição da participação de 50% detida pela Fibria Celulose S.A.. A escala de produção da Companhia, a proximidade dos seus plantios em relação às suas fábricas e a integração entre seus processos de produção de celulose e papel, conferem substanciais economias de escala, bem como menores custos de produção. As Unidades Suzano, Embú e Rio Verde, voltadas principalmente para o mercado doméstico, estão localizadas próximas à cidade de São Paulo, o maior centro consumidor do Brasil, a cerca de 90 km do Porto de Santos, importante ponto para o escoamento da exportação, e a uma distância média de cerca de 210 km das nossas florestas. A unidade de Limeira também desfruta dessas vantagens. A Unidade Mucuri, voltada, principalmente, para o mercado externo, está localizada a, aproximadamente, 320 km do Porto de Vitória e a 250 km de Portocel, um porto especializado na exportação de papel e celulose, no estado do Espírito Santo e a uma PÁGINA: 55 de 301

62 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas distância média de cerca de 70 km das áreas de plantio. A distância relativamente curta entre as florestas, as fábricas, a maioria dos clientes do mercado doméstico e os portos de exportação resulta em custos de transporte relativamente baixos para a Companhia, o que por sua vez proporciona menores custos totais de produção. Em 31 de março de 2012, a Companhia tinha um total de ativos consolidados de R$ 22,2 bilhões, um patrimônio líquido de R$ 9,7 bilhões e no primeiro trimestre de 2012 apresentou uma receita líquida consolidada de R$ 1,0 bilhão e EBITDA consolidado de R$ 238 milhões. No exercício de 2011, teve uma receita líquida consolidada de R$ 4,8 bilhões e um EBITDA consolidado total de R$ 1,3 bilhão. A tabela a seguir apresenta um resumo de algumas de suas informações financeiras consolidadas e operacionais para os períodos indicados entre o período de 01 de janeiro de 2009 e 31 de março de 2011: (R$ milhares, exceto quando indicado) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Período de três meses encerrado em 31 de março de Produção (milhares de toneladas) Celulose de Mercado Papel e papelcartão Receita operacional líquida (R$ mm) Vendas domésticas Vendas para o mercado externo Lucro Líquido (R$ mm) EBITDA Margem EBITDA 29,4% 38,2% 26,8% 33,4% 23,0% % de exportações na receita operacional líquida 58,1% 57,6% 53,6% 57,7% 52,5% Pontos Fortes Operações verticalmente integradas e baixos custos de produção As operações verticalmente integradas da Companhia garantem a flexibilidade de ajustar a produção e as vendas de papel e celulose com base nas mudanças de condições de mercado. A Companhia produz, aproximadamente, 1800 mil toneladas de Celulose de Mercado em A Companhia apresenta Custo-Caixa de produção de Celulose de Mercado na Unidade Mucuri de R$ 539 por tonelada (equivalentes a US$ 322) em 2011, o qual, acredita, com base em estudos da consultoria Hawkins Wright, representar um dos mais competitivos Custo-Caixa de produção do mundo. PÁGINA: 56 de 301

63 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. A Companhia atribui baixos custos de produção aos seguintes fatores: elevada produtividade florestal: A Companhia utiliza técnicas avançadas de clonagem e práticas silviculturais em suas florestas plantadas renováveis, que fazem o eucalipto crescer em apenas sete anos (período de crescimento significativamente menor que a da madeira de seus competidores extraída fora do Brasil) apresentando um incremento médio de 42m³/hectares/ano. A aquisição do controle da empresa de biotecnologia FuturaGene possibilita a Companhia, somada a sua competência em pesquisa e desenvolvimento de eucalipto, acelerar ganhos de produtividade nas florestas e ir além de suas operações, na medida em que pode aplicar essa tecnologia também nas florestas de terceiros. proximidade entre as áreas de plantio e unidades industriais: os plantios da Companhia estão próximos a suas fábricas. Os plantios que abastecem sua maior unidade, a Unidade Mucuri, estão a uma distância média de cerca de apenas 70 km de tal unidade. alto nível de produção própria de energia: a energia gerada no processo de produção de celulose garante praticamente autossuficiência energética das suas unidades produtivas. Alto potencial de crescimento orgânico a baixo custo Sua capacidade de produção de Celulose de Mercado cresceu mais de 300% nos últimos 7 anos. Ademais, os seus projetos de crescimento orgânico têm o objetivo de dobrar nos próximos anos a capacidade instalada com a construção das fábricas de produção de celulose no Maranhão e no Piauí. Cada unidade terá capacidade total anual prevista de 1,5 milhão de toneladas de celulose. A unidade do Estado do Maranhão tem seu startup previsto para o final de 2013, sendo que a Companhia já tem base florestal suficiente e as licenças ambientais atualmente necessárias. Os contratos para a aquisição dos principais equipamentos para a operação da unidade industrial no Maranhão já foram firmados. Esta unidade terá capacidade de geração excedente de energia de 100 MW. Em relação à unidade do estado do Piauí, a Companhia encontra-se atualmente em formação da base florestal. O startup desta planta, caso aprovado em 2014, está previsto para o primeiro semestre de Qualidade superior de seus produtos e capacitação tecnológica Os papéis de imprimir e escrever produzidos com fibra de eucalipto apresentam melhor formação e distribuição na superfície da folha, qualidade na impressão, opacidade, uniformidade, maciez e corpo superior quando comparado aos papéis produzidos com outras fibras. Da mesma forma, o papelcartão destaca-se pela qualidade de impressão, lisura superficial, rigidez, e alto desempenho em processos de impressão, corte, vinco e envase, características importantes para a produção de embalagens. Devido às características conferidas pela celulose de eucalipto aos papéis para imprimir e escrever e papéis sanitários, a demanda por esta fibra cresceu em média 8,8% ao ano entre 2001 e 2011, em comparação a 4,6% das demais fibras, segundo dados da Hawkins Wright. A Companhia investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e aplicações para atender as necessidades de seus clientes. Produtos e mercados diversificados com sólida geração de caixa operacional A produção de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional permite obter benefícios de diversificação, mantendo a Companhia bem posicionada tanto para atender o potencial crescimento do mercado doméstico como também para aproveitar as oportunidades oferecidas no mercado internacional. Esses fatores proporcionam: PÁGINA: 57 de 301

64 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas liderança e marca forte no mercado de papéis no Brasil: A Companhia acredita que sua posição de liderança e a força de suas marcas, como Report, TpPremium, Reciclato e Paperfect, são os grandes propulsores de nossos negócios de papel no Brasil. forte posicionamento para exportação: A Companhia obteve em 2011, 2010 e 2009 mais de 50,0% de sua receita líquida advinda de exportações, realizadas para mais de 80 países. Cerca de 80,0% do volume de Celulose de Mercado e aproximadamente 40,0% do volume de papéis que produz é exportado. A Companhia possui aproximadamente 700 clientes por todo o mundo, como resultado de mais de duas décadas de exportação de produtos de papel e celulose. sólida geração de caixa operacional: apesar da volatilidade do preço da celulose, a Companhia manteve um histórico de sólida geração de caixa operacional (com EBITDA de aproximadamente R$ 4,0 bilhões nos últimos três anos), que tem proporcionado recursos e capacidade de obter financiamentos para investir na expansão e modernização de suas operações. Além de seu histórico consistente de geração de caixa operacional, em razão de suas atividades de exportação, usualmente a Companhia tem acesso a financiamentos de exportação, que oferecem taxas de juros competitivas, tanto de curto quanto de longo prazo. Altos padrões socioambientais Além de ser importante para o seu desenvolvimento sustentável e para a sua responsabilidade social, a Companhia acredita que seu êxito em estabelecer e cumprir altos padrões socioambientais proporciona uma vantagem competitiva adicional, em especial com relação às vendas para clientes na Europa. A Companhia foi uma das empresas pioneiras na produção de papel offset no Brasil, reciclado em escala industrial, denominado Reciclato. Também foi uma das empresas pioneiras de papel e celulose no mundo e a primeira nas Américas a obter a certificação internacional ISO para regras de gestão ambiental adotadas em sua Unidade Mucuri, que conta também com a certificação FSC (Forest Stewardship Council). A Unidade Suzano obteve a certificação FSC em dezembro de Adicionalmente, a Companhia se dedica à prestação de serviços à comunidade, participando e dando apoio financeiro a diversos projetos, inclusive por meio do Instituto Ecofuturo, uma organização não governamental idealizada e patrocinada pela Companhia para promover atividades relacionadas ao meio ambiente e à educação, dentre outras. Desde 2004, foi considerada Empresa-Modelo em Sustentabilidade no Brasil pelo Guia Exame de Sustentabilidade. A Companhia faz parte também do Índice de Sustentabilidade Empresarial ISE da BM&FBovespa desde sua criação, em Equipe de gestão experiente focada em criação de valor A Companhia possui uma equipe de gestão bastante experiente, sendo que vários membros do seu Conselho de Administração e da equipe de gestão sênior têm muitos anos de experiência na indústria de papel e celulose. Outros membros do seu Conselho de Administração e da equipe sênior de gestão têm profunda experiência em áreas relacionadas, como a indústria química. O seu modelo de gestão empresarial está em linha com os padrões mundiais de excelência empresarial, com foco na criação de valor para seus acionistas. No início de 2006, a Companhia alterou sua estrutura organizacional para uma estrutura segmentada em unidades de negócios e áreas prestadoras de serviço, visando aumentar o foco em seus clientes, apresentar maior compromisso por resultados e desenvolver lideranças. O modelo de gestão empresarial segue os fundamentos e critérios da FNQ, de quem recebeu o Prêmio Sergipe de Excelência em A Companhia tem apresentado aprimoramento contínuo em práticas de governança corporativa, com destaque para: (i) adesão ao Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da BOVESPA em 2004, em continuidade às obrigações assumidas pela Companhia Suzano desde 2003; (ii) implementação de um Código de Conduta aplicável às empresas do grupo Suzano em PÁGINA: 58 de 301

65 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas 2006; (iii) criação de três comitês que assessoram seu Conselho de Administração (Sustentabilidade e Estratégia, Gestão e Auditoria); e (iv) reformulação do seu Conselho de Administração com quatro Conselheiros Independentes, conforme padrões do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Políticas financeiras conservadoras A gestão financeira da Companhia é orientada por políticas e diretrizes conservadoras focadas na mitigação de riscos de liquidez. Como consequência, a Companhia mantém um nível de caixa e equivalentes que acredita ser suficiente para cobrir suas obrigações de curto prazo relacionadas ao endividamento, mesmo que em cenários desfavoráveis, reduzindo os riscos de rolagem da dívida e a necessidade de acesso aos mercados de dívida em condições de estresse. Pelo mesmo motivo, só realiza operações com derivativos para fins de proteção do fluxo de caixa, sempre através de instrumentos básicos (plain vanilla), lineares e líquidos. A Companhia mantém seu endividamento em níveis baixos no curso normal dos negócios, com dívida adicional limitada para financiar projetos de crescimento apenas se o serviço dessa dívida for compatível com a geração de fluxo de caixa dos projetos. Estratégia A Companhia tem como objetivo estar entre os maiores e mais rentáveis produtores de papel e celulose do Brasil e entre os maiores produtores de celulose de eucalipto do mundo, objetivando a criação de valor para seus acionistas, sempre mantendo o comprometimento com a responsabilidade socioambiental. Os principais elementos de sua estratégia de negócios são: Expandir a produção O crescimento da Companhia está focado na expansão da produção por meio de projetos de crescimento orgânico ou por meio de fusões e aquisições. Com investimentos totais de aproximadamente US$ 2,3 bilhões na parte industrial e US$ 575 milhões na parte florestal, a nova Unidade de Maranhão deve adicionar até 1,5 milhões de toneladas de capacidade anual de produção de celulose. Com entrada em operação prevista para o final de 2013, a Companhia espera que esta planta industrial seja referência em tecnologia. Ainda, com a entrada em operação da Unidade de Piauí, se aprovada em 2014, espera-se adicionar cerca de 1,5 milhão de toneladas de capacidade anual de produção de celulose. Objetivando produzir pellets de madeira para energia, com parceria a ser definida, a Companhia pretende desenvolver até 3 unidades de produção no nordeste brasileiro com capacidade estimada de 1 milhão de toneladas cada e com início de operação estimado para Adicionalmente, de forma a assegurar madeira suficiente para atender a suas demandas futuras de produção, a Companhia forma sua própria base florestal por meio de terras, próprias e/ou arrendadas, e programa de parceria florestal. Além disso, analisa continuamente oportunidades de expansão de suas atividades principais de papel e celulose por meio de investimentos, inclusive aquisições no Brasil e no exterior. Aprimorar continuamente a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos A Companhia objetiva aprimorar sua eficiência operacional e a competitividade de seus ativos, mediante a busca contínua na melhoria da qualidade dos produtos existentes, incremento em pesquisa e desenvolvimento, bem como através de ações voltadas para aumentar a excelência na gestão de suas áreas industrial e florestal. Para tanto, investe em modernização e otimização para reduzir os custos unitários de produção e elevar sua produtividade florestal, industrial e administrativa, e continua a analisar e implementar ações que permitam aumentar sua eficiência operacional. Dentre outras, a Companhia adota as seguintes práticas e processos de gestão: (i) utilização da tecnologia genética e de clonagem para elevar o incremento florestal anual; (ii) implantação do orçamento matricial para a otimização dos custos fixos e despesas; e (iii) utilização do Seis Sigmas, programa voltado para a melhoria de processos operacionais e administrativos. PÁGINA: 59 de 301

66 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Foco no desenvolvimento de novos produtos A Companhia investe permanentemente em pesquisa e desenvolvimento, adotando essa prática como estratégia para manter o foco na competitividade, com produção em escala global e manutenção de seus diferenciais no mercado nacional e internacional. Projetos especiais garantem um posicionamento diferenciado e a identificação constante de novas oportunidades de negócio, em relação a novos produtos, aplicações e mercados. Iniciativas dessa natureza fizeram com que a Companhia lançasse, por exemplo, (i) o Report Special, papel revestido para impressões fotográficas no formato cut size para o varejo, (ii) o TP Polar, papelcartão especial para alimentos congelados, (iii) o papel reciclado denominado Reciclato para o segmento editorial, cut-size para uso geral, mercado corporativo e cheques. Atualmente, participa de projetos de pesquisa para, dentre outros objetivos, mapear a sequência genética da árvore de eucalipto, a fim de acelerar o seu desenvolvimento e aperfeiçoar a qualidade de suas fibras para produção de papel e celulose. A equipe de tecnologia florestal da Companhia é altamente qualificada e conta com pesquisadores, trabalhando com viveiros próprios com capacidade de aproximadamente 85 milhões de mudas. Tais investimentos em tecnologia florestal conferem um portfólio genético muito diversificado apropriado para diferentes regiões e condições. Excelência na condução de seus negócios, com foco na sustentabilidade A Companhia pretende garantir sua sustentabilidade econômica, social e ambiental por meio das seguintes ações: (i) aprimoramento de suas unidades de negócios e áreas prestadoras de serviços, buscando a criação de maior valor aos seus acionistas, garantindo um maior compromisso na apresentação de resultados; (ii) implantação continua de aperfeiçoamentos do modelo de gestão da FNQ; e (iii) aprimoramento contínuo das práticas de governança corporativa. A Companhia acredita que sustentabilidade é a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem. Isso implica construir bases para um crescimento rentável, que integre operações competitivas e ecoeficientes com produtos e relacionamentos de qualidade. Esta é a orientação que permeia a condução dos seus negócios, com produtos e relações de qualidade que envolvem todas as partes interessadas: comunidades, fornecedores, clientes, empregados e acionistas. PÁGINA: 60 de 301

67 7.2 - Informações sobre segmentos operacionais a) Produtos e serviços comercializados: A Companhia divulga informações segmentadas de acordo com o seu modelo de negócio atual, segregado em celulose e papel (não revestido, revestido e papel cartão), nas demonstrações financeiras consolidadas de encerramento de exercício social. b) Receita proveniente do segmento e sua participação na receita líquida do emissor A receita proveniente de cada segmento de negócio e sua participação na receita líquida, correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011, 2010 e 2009 e os períodos de três meses findos em 31 de março de 2012 e 2011 são as seguintes: 31/03/ /03/2011 Celulose Papel Total Celulose Papel Total Receita líquida Participação na receita líquida - % 43,4% 56,6% 100% 11,4% 12,1% 23% 31/12/ /12/2010 Celulose Papel Total Celulose Papel Total Receita líquida Participação na receita líquida - % 41,5% 58,5% 100% 44,7% 55,3% 100% 31/12/2009 Celulose Papel Total Receita líquida Participação na receita líquida - % 40,7% 59,3% 100% c) Lucro ou prejuízo resultante do segmento e sua participação no lucro líquido do emissor A Companhia não calcula o lucro ou prejuízo separadamente para cada um dos segmentos em que atua, uma vez que é uma produtora integrada de celulose e papel e muitas das funções de sua estrutura operacional, tais como áreas de compras, tecnologia da informação, logística, finanças, administração e recursos humanos são compartilhados por ambos os segmentos, não sendo possível a alocação das despesas associadas com tais atividades. O mesmo ocorre com algumas contas da demonstração de resultados, como despesas e receitas financeiras e imposto de renda e contribuição social, que são calculadas de forma consolidada. PÁGINA: 61 de 301

68 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais a) Características do processo de produção a) Características do processo de produção Processo de Produção de Celulose e de Papel O processo de produção de papel compreende três etapas: (i) a formação das florestas e seu corte; (ii) a produção da celulose; e (iii) a produção do papel. Em linha com a estratégia da Companhia de conduzir seus negócios de acordo com os mais altos padrões ambientais, a Companhia utiliza técnicas de plantio e colheita que sejam menos agressivas e que exijam menos ao meio ambiente, tais como cultivo mínimo e técnicas de preparo do solo, o que evita erosão e mantém o solo mais úmido proporcionando elevados níveis de eficiência e produtividade. Formação de Florestas e seu Corte A formação de florestas começa nos viveiros da Companhia, localizados nos estados da Bahia, São Paulo, Maranhão e Piauí, onde a Companhia utiliza as mais modernas técnicas disponíveis de clonagem, e em viveiros terceirizados que utilizam material genético desenvolvido pela Companhia. As mudas produzidas nos viveiros da Companhia são variedades de eucalipto de alta produtividade florestal e que melhor se adaptam ao clima e demais características das respectivas micro-regiões onde serão plantadas. A Companhia utiliza colheitadeiras mecânicas (harvesters) que cortam as árvores em altura próxima ao solo, descascam e cortam o tronco em toretes. Parte da casca, galhos e folhas permanecem na floresta. Os toretes são transportados para a beira dos talhões de plantio por equipamentos específicos (forwarder) e dali são transportados em caminhões para a fábrica. Produção de Celulose O Processo Kraft de Cozimento Os toretes recebidos nas fábricas de celulose são, se necessário, descascados e posteriormente picados em cavacos. Os cavacos são, então, transferidos por esteira transportadora aos digestores, onde passam por um processo de cozimento com adição de sulfato de sódio e soda cáustica. Este processo de cozimento, designado Processo Kraft, minimiza os danos às fibras da celulose, de forma a preservar sua uniformidade e resistência. Durante o cozimento, as fibras de celulose são separadas da lignina e resinas, quando então é obtida a celulose não branqueada. Numa fase de pré-branqueamento, a celulose é então lavada e submetida a um processo de deslignificação por oxigênio que, combinado com o Processo Kraft, remove aproximadamente 95% da lignina. A esta altura do processo, uma pequena parcela da fibra de celulose produzida é utilizada na produção de alguns tipos de papelcartão. A lignina e os produtos resultantes do Processo Kraft compõem o chamado licor negro, que é separado e enviado para evaporadores para elevar a concentração de sólidos e em seguida para uma caldeira de recuperação. Neste equipamento, o licor negro é utilizado como combustível para a produção de vapor e energia elétrica e, recupera-se, aproximadamente, 99% das substâncias químicas utilizadas no Processo Kraft. Branqueamento A próxima etapa do processo de produção de celulose é o processo de branqueamento químico. Os atuais complexos branqueadores da Companhia consistem em uma série de torres de branqueamento de média densidade através das quais passa a celulose deslignificada. Cada torre de branqueamento contém uma mistura diferente de agentes branqueadores. As sequências mais evoluídas do processo de branqueamento são do tipo Elemental Chlorine Free, ou ECF e são as empregadas por todas as unidades industriais da Cia. Suzano. Essas sequências utilizam químicos como Oxigênio O2, Peróxido de Hidrogênio H2O2 e o Dióxido de Cloro ClO2, que são tratados via estação de tratamento de efluentes em harmonia com o meio ambiente. Ao final desta etapa a celulose PÁGINA: 62 de 301

69 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais branqueada é transferida para torres de armazenagem. A partir deste ponto, ela pode ser destinada diretamente para as máquinas de papéis nas Unidades Mucuri, Limeira (antigo Conpacel) e Suzano, transferida para as Unidades de Embu e Rio Verde ou, ainda, no caso da celulose de mercado, para secadoras onde a celulose é então seca, moldada em folhas e cortada e, em seguida, embalada para o cliente. Produção de Papel A Companhia produz papel para imprimir e escrever do tipo woodfree não revestido em todas as suas unidades de produção, exceto na Unidade de Embu, produz papel para imprimir e escrever woodfree revestido nas Unidades de Suzano e Limeira (antigo Conpacel) e papelcartão nas Unidades de Suzano e Embu. A Companhia inicia a produção de papel encaminhando a celulose para refinadores, que aumentam o nível de resistência das fibras. Após o refino, a máquina de papel é alimentada com a solução de celulose que é misturada a outros materiais e aditivos de forma a fornecer as propriedades demandadas pelos consumidores finais. Estes aditivos incluem cola sintética, carbonato de cálcio precipitado (processo alcalino), alvejantes ópticos e outros. Durante o processo de produção de papel e papelcartão, a folha é formada, prensada e seca. Na etapa final do processo, rolos de papel de grande dimensão são convertidos em bobinas, papel formato fólio e papel cut-size. No caso do papel revestido, o papel passa por tratamentos adicionais, com aplicações de tinta de revestimento nas duas faces do papel, antes de ser cortado conforme as especificações do cliente ou do convertedor. A Companhia monitora a produção por um sistema computadorizado que controla cada etapa do processo de produção. A programação e o controle da produção de papel são feitos com estreita coordenação entre as áreas de marketing, vendas e produção. Desta forma, a Companhia é capaz de planejar, otimizar e customizar a programação de produção, bem como de antecipar e responder com flexibilidade às variações sazonais e preferências dos consumidores. Turnos da Produção de Papel e Celulose As fábricas integradas de papel e celulose da Companhia, na Bahia e em São Paulo, operam em três turnos, durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, com exceção das paradas programadas de manutenção. Na unidade Mucuri são realizadas duas paradas programadas no ano (uma para cada linha) para manutenção, com duração média de sete dias, geralmente em março e setembro. Nas fábricas de São Paulo realiza-se uma parada, geralmente no mês de maio. As datas das paradas são flexíveis e podem ser alteradas em função de fatores relacionados à produção, mercado e fornecedores. A Companhia mantém um estoque de determinadas peças sobressalentes consideradas críticas devido à sua função no processo de produção ou devido à dificuldade de encontrar substitutos. A Companhia também desenvolve um relacionamento estreito com seus fornecedores de forma a assegurar seu acesso a peças sobressalentes. b) Características do processo de distribuição A Companhia conta com equipes de vendas próprias nas unidades de negócio de celulose e papel com atuação nacional e internacional, responsáveis pela comercialização dos seus produtos diretamente aos usuários finais ou intermediários distribuidores. Celulose A Unidade de Negócio Celulose possui uma estratégia comercial clara, lastreada em 3 pilares: relacionamento, parceria de longo prazo e serviços diferenciados. A partir da equipe brasileira (que atende o mercado da América Latina) e dos escritórios internacionais, localizados na Europa (Suíça), América do Norte (EUA) e Ásia (China), a empresa garante proximidade com seus clientes, PÁGINA: 63 de 301

70 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais oferecendo pacotes de soluções comerciais e técnicas em linha com suas necessidades. Para garantir serviços diferenciados, as gerências de assistência técnica do Brasil e de cada escritório internacional atuam intensivamente no apoio às necessidades dos clientes, com o objetivo de propor soluções técnicas inteligentes que incentivem o uso e a migração das demais fibras para a celulose de fibra de Eucalipto Suzano Pulp. Periodicamente, a Companhia realiza workshops técnicos no Brasil e em cada um dos continentes em que atua, para dividir com os escritórios e clientes as iniciativas em inovação, técnicas em desenvolvimento e alinhamento estratégico e mercadológico. Papel Em 2011, aproximadamente 65% das vendas de papel da Companhia são feitas no Brasil. Para melhor atender este mercado, a Companhia o dividiu em 7 grandes segmentos. Como as necessidades destes subsegmentos são diferentes, a Suzano estruturou suas ações de marketing, comerciais e estratégicas de acordo com o mercado, com áreas focadas nos diferentes subsegmentos, são eles: - Embalagem: Principal destino das vendas de papelcartão, como o próprio nome sugere, é responsável pela produção de embalagens para as indústrias farmacêutica, cosmética, tabaco, brinquedos, vestuário e calçados, alimentos e bebidas, e higiene e limpeza. - Promocional: comercializa principalmente papéis revestidos, produz, entre outros, encartes promocionais, catálogos, displays e cartazes. - Editorial: Caracterizado pela produção de livros, revistas e jornais, consome todos os tipos de papéis produzidos pela Companhia: não-revestido, revestido e papelcartão. - Cadernos: Atendendo ao mercado doméstico e exportações, este segmento é responsável pela produção de cadernos e agendas e consome os papéis não-revestidos e papelcartão. - Mailing: predominantemente utiliza-se a linha de papéis não-revestidos para a produção de formulários, faturas e envelopes. - Office: abrange os sub-segmentos copistas, concorrências e corporativo, comercializa apenas papéis nãorevestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4. - Varejo: Assim como o subsegmento Office, este segmento comercializa apenas papéis não-revestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4, porém com foco de atuação em papelarias, autoserviços e conveniência. Para os cinco primeiros segmentos, a Companhia combina diferentes canais de venda: grandes volumes de papel são vendidos diretamente às gráficas e convertedores, e volumes menores são atendidos pelos chamados distribuidores gráficos. No Office e no Varejo, o atendimento é feito predominantemente de maneira indireta, isto é, via distribuidores de papel. A Companhia possui duas distribuidoras próprias de papéis e produtos gráficos, sendo uma operação no Brasil - a SPP-KSR - e uma operação na Argentina, a Stenfar S.A.I.C. Importadora y Exportadora ( Stenfar ). PÁGINA: 64 de 301

71 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais A SPP-KSR, com escritório central localizado em São Paulo, conta com 350 colaboradores e 21 representantes comerciais e outros dezoito escritórios Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Londrina (PR), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Uberlândia (MG) e Vitória (ES). A unidade de distribuição trabalha com aproximadamente com 23 linhas de produtos, incluindo papéis e produtos gráficos, atendendo aos segmentos: gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos. A Stenfar é uma das maiores distribuidoras locais, com 52 anos de existência e contínuo crescimento no mercado argentino. A distribuidora possui 140 colaboradores e 3 filiais: Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé. Esta operação atende aos segmentos gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos, trabalhando com papéis para imprimir e escrever, produtos gráficos e suprimentos de informática. As operações conjuntas da SPP-KSR no Brasil e da Stenfar na Argentina reforçam o compromisso da Companhia com o fortalecimento do seu canal de distribuição, ampliando a sua capilaridade e beneficiando diretamente os seus clientes, pela maior proximidade e agilidade no atendimento a clientes, além da oferta de portfólio mais completo de produtos e serviços. c) Características dos mercados de atuação: (i) participação em cada um dos mercados; (ii) condições de competição nos mercados Celulose A demanda global por celulose branqueada de mercado em 2011 somou 48,8 milhões de toneladas, segundo dados da Hawkins Wright (consultoria especializada na indústria de celulose de mercado), sendo deste total 53% de fibra curta, 45% de fibra longa e 2% de outros tipos de fibras (Unbleach Kraft Pulp - UKP e Sulfito). Do volume total de fibra curta, 59% são de fibra de eucalipto, segmento de mercado da Companhia. Nos últimos 10 anos, segundo dados da Hawkins Wright, a demanda por celulose de eucalipto cresceu a uma taxa anual de 8,8%, enquanto a demanda por outros tipos de fibra curta e de fibra longa cresceu a uma taxa anual de 0,7% e 2,0% respectivamente. Em 2011, de acordo com a mesma consultoria, a produção mundial de celulose de mercado branqueada somou 54,4 milhões de toneladas, apresentando um aumento de 3,3% em relação a De acordo com o PPPC (Pulp and Paper Products Council, associação mundial do setor de papel e celulose), os estoques nos produtores de celulose registraram aumento de 4 dias no fechamento de 2011, passando de 30 dias de produção em dezembro de 2010 para 34 dias em dezembro de 2011, reflexo da demanda atípica em 2011 e movimento de formação de estoques em virtude da queda de preços da celulose decorrente da crise financeira mundial. Já em março de 2012, os estoques fecharam em 31 dias de estoques, resultando em uma queda de 3 dias de produção e em melhora na relação entre oferta e demanda global. Os atuais níveis de estoques nos produtores estão em linha com os níveis de equilíbrio históricos, em torno de 33 dias de produção. O Brasil apresenta custos de produção entre os mais baixos do mundo. A Companhia apresenta abaixo o gráfico com o custo-caixa (CIF Europa) de celulose de mercado, que compreende os custos totais de produção com exclusão da depreciação e exaustão. Os dados foram apurados pela Hawkins Wright em março de 2011, os valores foram expressos em dólares por tonelada e demonstram que o custo de produção de celulose no Brasil é o menor registrado dentre os países analisados. PÁGINA: 65 de 301

72 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais CUSTO CAIXA DE PRODUÇÃO (CIF NORTE DA EUROPA) Custo Caixa CIF / Europa (US$/ton) Brasil Chile Indonesia Ibéria Finlândia França EUA China Rússia Chile EUA Finlândia França Suécia E.Canadá BC BC Costa Suécia Canadá Japão Japão Fonte: Haw kins Wright (mar/ 2012) Em 2011 a Companhia alcançou volume de vendas de 1,8 milhão de toneladas de celulose, volume 12,5% maior que em 2010, com receita líquida consolidada de aproximadamente R$ 2,0 bilhões. No trimestre findo em 31 de março de 2012, o volume de vendas alcançou 725,0 mil toneladas de celulose, com receita líquida de R$ 1,0 milhão. O volume de celulose exportado pela Companhia em 2011 representou 80% do total de vendas, já em 2010 a participação das vendas para o mercado externo foi de 81%. Ao longo de 2011, a Companhia exportou 1,4 milhão de toneladas, aceleração de 10,3% em relação ao volume vendido no ano anterior. O volume vendido no mercado interno cresceu 22,3% em 2011 na comparação com o ano de A Ásia representou 36% das vendas da Companhia em destaque para a China, que foi o principal destino das vendas da Companhia -, seguida da Europa com 31%, Brasil com 20%, América do Norte com 11% e América do Sul/Central com 2%. O volume de celulose exportado pela Companhia no trimestre findo em 31 de março de 2012 representou 77% do total de vendas, já no trimestre findo em 31 de março de 2011 a participação das vendas para o mercado externo foi de 81%. No primeiro trimestre de 2012, a Companhia exportou 344 mil toneladas, estável em relação ao volume vendido no mesmo trimestre do ano anterior. O volume vendido no mercado interno cresceu 23,8% no primeiro trimestre de 2012 na comparação com o primeiro trimestre de A Ásia representou 35% das vendas da Companhia no primeiro trimestre de destaque para a China, que foi o principal destino das vendas da Companhia -, seguida da Europa com 29%, Brasil com 23%, América do Norte com 9% e América do Sul/Central com 4% Papel O mercado mundial de papel e papelcartão cresceu com taxa média anual de aproximadamente 1,6% entre 2001 e 2011, atingindo 394,4 milhões de toneladas, sendo que a demanda pelos grupos de produtos de papel cresceu com taxas distintas nas linhas em que a Companhia atua - papel para imprimir e escrever e papelcartão com crescimento de 1,1% e 2,8% ao ano, respectivamente, neste mesmo período, conforme dados divulgados pela consultoria especializada Poÿry PÁGINA: 66 de 301

73 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Diferentes fatores influenciaram o crescimento da demanda mundial por papéis, tais como: (i) crescimento do PIB; (ii) crescimento populacional; e (iii) elevação do consumo per capita. Já nos mercados considerados maduros, como Japão, Oeste Europeu e América do Norte, o crescimento no consumo de papel e papelcartão vem ocorrendo em um ritmo mais lento, devido a: (i) queda nas taxas de crescimento da população; (ii) avanço nas formas e facilitação de acesso às mídias eletrônicas e TV a cabo; e (iii) redução de gramaturas dos papéis. Entre 2001 e 2011, a demanda brasileira por papéis de imprimir e escrever e por papelcartão cresceu, em média, 1,8% e 2,7% ao ano, respectivamente, conforme dados divulgados pela consultoria especializada Poÿry. A participação de mercado da Companhia varia em cada uma das regiões que atua. No Brasil, onde sua presença é mais significativa, seu market share nos papéis de imprimir e escrever, mercado no qual a Companhia é líder, foi de 24,8%, 23,8% e 31,4% e no papelcartão 26,4%, 26,2% e 26,6%, nos anos de 2009, 2010 e 2011, respectivamente, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa). No mercado doméstico, a Companhia enfrenta concorrência com produtos importados, sobretudo nos papéis para imprimir e escrever revestidos. Diferentemente do que ocorre nos papéis para imprimir e escrever não revestidos e no papelcartão, em que o Brasil é exportador, a produção local de revestidos é insuficiente para atender a demanda. Adicionalmente, a apreciação do Real nos últimos anos reforçou a entrada de papéis para imprimir e escrever revestidos importados, os quais em determinados meses chegam a alcançar participação de cerca de 60% das vendas domésticas do segmento. A Companhia exporta cerca de 40% de sua produção total de papel, entretanto, a sua participação no mercado internacional não é expressiva. No exterior, os maiores volumes de papel da Companhia são vendidos para países da América Latina. As vendas para esta região representaram, respectivamente, cerca de 27,3%, 40,3%, 41,6% e 40,0%, do total de exportações de papel em 2009, 2010, 2011 e no primeiro trimestre de As vendas para a Europa representaram 25,2%, 23,0%, 21,8% e 18,4% do total de exportações de papel em 2009, 2010, 2011 e no primeiro trimestre de 2012, para a América do Norte as exportações representaram 24,1%, 27,4%, 28,9% e 26,3% nestes mesmos períodos. Os preços de papel tendem a ser menos voláteis em relação aos preços da celulose. No entanto, sendo a celulose um insumo relevante em termos de custos na produção de papel, aumentos no preço desse insumo tendem a influenciar os preços mundiais de papel. Em 2011, o preço médio da celulose de eucalipto comercializada pela Companhia foi de R$ 1.113,3 / tonelada, 11,4% abaixo do praticado em 2010, enquanto o preço líquido médio do papel foi de R$ 2.123,2 / tonelada, 1,63% abaixo do preço líquido médio de No trimestre findo em 31 de março de 2012, o preço médio da celulose de eucalipto comercializada pela Companhia foi de R$ 1.005,0 / tonelada, 15,4% abaixo do praticado no mesmo trimestre do ano anterior, enquanto o preço líquido médio do papel foi de R$ 2.121,5 / tonelada, 4,1% abaixo do preço líquido médio do mesmo período de d) Eventual sazonalidade Os produtos florestais, como celulose e papel, são tipicamente cíclicos. Oscilações nos estoques são frequentemente importantes na determinação dos preços. Ademais, a demanda por papel depende muito das condições econômicas gerais e, tendo em vista que a capacidade de produção se ajusta lentamente às mudanças na demanda, estas também contribuem para a natureza cíclica da indústria. Especificamente no Brasil, a demanda por papéis apresenta-se mais aquecida no segundo semestre de cada ano, principalmente, em função de fatores como programas governamentais, a exemplo do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), e a produção de livros e cadernos para a volta às aulas. Mudanças na capacidade de produção também podem influenciar os preços. PÁGINA: 67 de 301

74 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais e) Principais insumos e matérias primas, informando: (i) descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável; (ii) eventual dependência de poucos fornecedores; e (iii) eventual volatilidade em seus preços. Os principais insumos e matérias primas utilizados pela Suzano em seu processo produtivo são: madeira, energia, produtos químicos e água. Fornecedores e Relacionamento Em 2011, a Companhia teve cerca de fornecedores ativos, aos quais a Companhia procura permanentemente disseminar seus valores e práticas direcionados à gestão sustentável dos negócios. A Companhia mantém com os fornecedores um relacionamento transparente e pautado pela valorização. Para selecioná-los, analisa-se a qualidade do produto e/ou serviço, a disponibilidade e as condições comerciais. Ademais, seguem-se critérios rigorosos na fase de qualificação, em que são checadas questões socioambientais, de saúde e segurança ocupacional e econômico-financeiras, assim como a adequação à legislação e a conformidade com as licenças ambientais. Caso o insumo demandando pela Companhia tenha grande impacto no produto final, seu fornecedor passa ainda por testes industriais. As relações da Companhia com os seus fornecedores não estão diretamente sujeitas a nenhum controle ou regulamentação governamental. Para fortalecer o relacionamento, incluir os parceiros no dia a dia da Companhia, estimular e valorizar a excelência de trabalho dos fornecedores, a Companhia mantém o Prêmio Fornecedores Suzano que, em 2011, chegou à sua quinta edição, premiando o desempenho dos fornecedores em 2010, no qual foram foram contempladas quatro empresas em cinco categorias: Logística (MSC Mediterranean Shipping Company), Serviços (Comau do Brasil), Insumos (Cargill Agrícola), Inovação (Melhoramentos Florestal) e Fornecedor do Ano (MSC Mediterranean Shipping Company). A iniciativa também é uma forma de suscitar o debate sobre a excelência ao longo de toda a cadeia de produção e distribuição. Fornecedores Ativos por Região A Companhia possui uma ampla e diversificada base de fornecedores, o que possibilita o atendimento satisfatório de suas necessidades de insumos, materiais e serviços e a mitigação dos riscos de concentração de fornecimento, sem prejuízo, no entanto, do estabelecimento de relações de parcerias, e sem que isso implique compromissos de exclusividade. Embora a Companhia entenda que não exista dependência significativa em relação a fornecedores, alguns insumos podem possuir menor número de fornecedores capacitados ou habilitados no mercado doméstico, de acordo com o grau de especificidade. Entretanto, a Companhia sempre avalia todas as opções disponíveis no mercado nacional, assim como de importação. A tabela abaixo apresenta a base de fornecedores ativos da Companhia nos três últimos exercícios: PÁGINA: 68 de 301

75 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Região T12 MÉDIA Itens % Itens % Itens % Itens % Itens % Itens % SP , , , , , ,50 BA 232 7, , , , , ,91 ES 196 6, , , , , ,89 Outros , , , , , ,70 Total , , , , , ,00 Matérias Primas As principais matérias-primas utilizadas na produção de papel e celulose estão descritas abaixo: Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas A Companhia utiliza três fontes de fibras na produção de seus papéis (i) celulose que a própria Companhia produz; (ii) papéis reciclados; e (iii) pastas mecânicas. O papel reciclado pré e pós consumo e as pastas mecânicas são usados nas camadas interiores de alguns tipos de papelcartão. O papel reciclado serve também de matéria-prima para a produção do papel Reciclato da Companhia (o primeiro papel reciclado para imprimir e escrever não revestido produzido em escala industrial no Brasil, cuja produção foi iniciada em 2001). A Companhia utiliza o eucalipto para a produção de toda sua celulose. Da demanda de madeira da Companhia em 2011, a maior parte teve origem em seus plantios, e o restante foi suprido por fornecedores incluídos no programa de fomento da Companhia. Estes fornecedores vendem sua madeira em grande parte para a Companhia, a qual lhes fornece assistência técnica, mudas de eucalipto e insumos necessários para o processo de cultivo do eucalipto. Os contratos de compra de madeira são normalmente firmados pelo prazo mínimo de 7 anos, correspondente a um ciclo de corte, com condições de volume e preço pré-estabelecidas e reajuste anual pelo índice de inflação medido pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A madeira respondeu por 25,9% dos custos totais de produção da Companhia no exercício social encerrado em 31 de dezembro de No trimestre findo em 31 de março de 2012, a participação foi de 26,1%. A pasta mecânica e o papel reciclado acompanham o preço de mercado. Energia A Companhia utiliza diversas fontes de energia. A principal delas, produzida no próprio processo de fabricação da celulose, é resultante da queima do licor negro na caldeira de recuperação. O vapor produzido nesta queima é empregado na geração de energia elétrica e em diversos outros usos no processo produtivo da Companhia. Uma segunda fonte de energia, também associada ao processo de produção, consiste na queima de resíduos florestais (cascas e galhos de eucalipto) em uma caldeira auxiliar, onde também podem ser utilizados gás natural e óleo combustível. A Companhia trabalha em direção à redução do consumo de energia e à autossuficiência. Na unidade Mucuri, por exemplo, são produzidos internamente cerca de 97,8% da energia consumida, em sua maior parte a partir de fontes renováveis, com aplicação do reuso dos resíduos da madeira. Isso é possível graças ao processo de recuperação química utilizado nas indústrias. O processo Kraft possibilita à Companhia recuperar os químicos utilizados na polpação e, ao mesmo tempo, permite o uso dos resíduos do cozimento da madeira para gerar energia. Depois dessa etapa, o processo de recuperação química é completado com a cal virgem, que, juntamente com o sulfato de sódio e a soda, irão compor o licor verde e o licor branco, que retornarão ao início do processo para novo cozimento de madeira, com o mínimo de reposição. Isso permite ganhos ambientais diretos com a redução de resíduos e a geração de energia. PÁGINA: 69 de 301

76 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Uma vez que a Companhia detém participação de 17,9% na UHE Amador Aguiar, toda a necessidade de aquisição de energia elétrica das unidades Suzano, Embu e Rio Verde está equacionada. Desta forma, a única oscilação de preços à qual a Companhia está exposta refere-se à distribuição da energia produzida na Usina Amador Aguiar que é entregue na rede elétrica e utilizada nas unidades fabris. Produtos Químicos O processo produtivo de papel e celulose da Suzano Papel e Celulose utiliza diversos produtos químicos desde o cozimento da madeira até a aplicação de revestimento do papel, incluindo sulfato de sódio, hidróxido de sódio (soda cáustica), clorato de sódio, cloro, peróxido de hidrogênio e oxigênio. Na produção de papel de imprimir e escrever revestido, a Companhia utiliza diversos aditivos, incluindo, principalmente, caulim, carbonato de cálcio, látex, amidos, alvejantes e cola. Há produtos químicos fornecidos por um reduzido número de fornecedores. Para itens de maior complexidade técnica, menor disponibilidade ou com poucas fontes de fornecimento disponíveis são estabelecidos contratos comerciais de longo prazo. Para minimizar ou eliminar a dependência de suprimentos, o mercado fornecedor é mapeado considerando-se oferta de produtos, concentração de mercado e complexidade técnica de substituição visando estabelecer contratação por item. Os preços dos produtos químicos no Brasil geralmente sofrem flutuação relacionada aos preços internacionais e à taxa de câmbio vigente. Relacionamentos de longo prazo entre a Companhia e seus fornecedores locais tem sido um fator importante na estabilização dos preços e na regularidade de fornecimento. Quando necessário, a Companhia pode importar produtos químicos de forma a equilibrar a volatilidade nos preços locais. Todos os resíduos são tratados de forma a se adequar às práticas e padrões mais atuais da indústria mundial de papel e celulose. Os produtos químicos utilizados na indústria de papel e celulose são comumente utilizados em várias outras atividades industriais e não apresentam uma condição particularmente perigosa. Todas as regras de segurança relativas a transporte, armazenagem e produção são estritamente cumpridas pela Companhia. Além disso, a Companhia mantém uma apólice de seguro que cobre a responsabilidade oriunda de acidente no transporte, armazenagem ou produção de produtos químicos. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, produtos químicos, que incluem matriz energética, vestimentas e acondicionamento, responderam por 40,43% dos custos de produção da Companhia. No trimestre findo em 31 de março de 2012, a participação foi de 23%. PÁGINA: 70 de 301

77 7.4 - Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total A Companhia não possui nenhum cliente que seja responsável por mais de 10% de sua receita líquida total. PÁGINA: 71 de 301

78 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades a) Necessidade de autorizações governamentais para o exercício das atividades e histórico de relação com a administração pública para obtenção de tais autorizações A Companhia mantém relações de qualidade com a administração pública em todos os níveis em âmbito nacional, estadual e nos municípios em que atua. Como uma empresa de base florestal e produtora de papel e celulose, a Companhia segue as legislações e regulamentos referentes às suas atividades e linhas de negócio, relacionados a emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento. Exemplos de tais regulações e legislações são: o Código Florestal, a Lei da Mata Atlântica, CONAMA 357, Portaria 518 do Ministério da Saúde, Decreto nº /2003 e a Lei de Biossegurança nº , entre outros. Além disso, a Companhia está adequada à Política Nacional do Meio Ambiente, a qual determina o licenciamento ambiental prévio para atividades que utilizam recursos naturais. Dessa forma, realiza todos os trâmites legais e técnicos necessários para obtenção de licenças junto aos órgãos reguladores, tanto para a formação de suas bases florestais quanto para a implantação de suas unidades industriais. Vale ressaltar, que a Companhia possui as autorizações necessárias para a aquisição e utilização de produtos químicos controlados pela polícia federal ou outros órgãos. As unidades industriais da Companhia e as áreas de plantio possuem as autorizações e licenças exigidas pelos órgãos governamentais. Considerando o ciclo de crescimento atual da Companhia, que prevê a construção de novas unidades industriais, a Companhia está seguindo as exigências previstas em lei para a obtenção de todas as licenças e autorizações junto aos órgãos governamentais, tanto no âmbito federal, como no estadual e no municipal, para o desenvolvimento destes novos empreendimentos. b) Política ambiental do emissor e custos incorridos para o cumprimento da regulação ambiental e, se for o caso, de outras práticas ambientais, inclusive a adesão a padrões internacionais de proteção ambiental: A política ambiental da Companhia estabelece o compromisso desta em relação à preservação do meio ambiente, por meio da redução do consumo dos recursos naturais e da mitigação dos impactos de suas atividades. Nesse sentido, foram investidos, no ano de 2011, R$ 63,4 milhões em medidas operacionais capazes de minimizar os impactos de nossas atividades. Um dos frutos foi a redução significativa de emissões de materiais particulados na Unidade Mucuri. Já na Unidade de Negócio Florestal, investimos R$ 6,2 milhões em monitoramento e conservação dos recursos naturais, restauração e projetos de educação ambiental, entre outros. A política ambiental da Companhia tem como diretrizes: (i) contribuir para o desenvolvimento econômico e social em harmonia com a preservação ambiental por meio de processos de gestão inovadores e pioneiros, mantendo-se como referência de empresa ambientalmente responsável; (ii) assumir atitude de prevenção da poluição desde a pesquisa e cobrindo o projeto, a instalação, a operação, a comercialização e o uso de seus produtos; (iii) desenvolver e estimular ações de educação ambiental por meio de uma abordagem sistêmica e participativa, que promova uma atitude consciente e responsável entre seus colaboradores, parceiros e comunidade; (iv) empreender ações, buscando a sustentabilidade dos recursos hídricos, da atmosfera, do solo e da biodiversidade nas áreas sob influência da Companhia; e (v) compartilhar com os segmentos organizados da sociedade o uso e o desenvolvimento de programas de conservação e manejo sustentável dos recursos naturais. PÁGINA: 72 de 301

79 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades A Política Ambiental e o sistema de gestão de meio ambiente da Companhia estão alinhados aos padrões internacionais mais avançados. Temos a certificação ISO 14001, que atesta nosso sistema de gestão ambiental, em todas as nossas Unidades industriais e florestais, sendo que a Unidade Mucuri foi a primeira do setor a conquistar essa certificação em Também detemos o selo internacional FSC (Forest Stewardish Council), que atesta que o nosso manejo florestal é ambientalmente correto e socialmente justo. Este selo, elaborado por diversas organizações internacionais, tem forte reconhecimento mundial e está presente em diversos produtos da Suzano e de nossos clientes que utilizam nossa celulose e nosso papel. A sustentabilidade pauta todas as ações e intenções da Companhia, entendida como a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem, o que implica em construir bases para uma expansão que integre operações competitivas, responsabilidade socioambiental e relacionamentos de qualidade. A empresa mantém uma área de inteligência dedicada exclusivamente ao tema que tem como desafios relacionar todas as ações de sustentabilidade à estratégia de crescimento e fazer com que o conceito permeie, na prática, a totalidade dos negócios. Essa forma de gestão inova ao embutir a mudança cultural, que em 2011 foi revelada em diversas frentes. A consolidação do Conselho Consultivo Suzano de Sustentabilidade, composto por 18 profissionais convidados externos e gestores internos. O órgão tem por objetivo promover discussões e receber contribuições relacionadas às estratégias de sustentabilidade. A companhia também deu continuidade à estruturação do Plano Diretor de Sustentabilidade que, construído em parceria com o Instituto Ecofuturo, será a espinha dorsal e tem como objetivo nos levar a ser referência no tema. Gestão ambiental e certificações O alinhamento das práticas a esse entendimento se traduz, entre outras conquistas, na manutenção de 377 mil hectares de áreas certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC), no fato de ter sido a primeira empresa do setor no mundo a calcular a pegada de carbono e na detenção de amplo escopo de certificações: além do FSC, a ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, SA 8000 e Cerflor. Atuamos, portanto, sob o rígido cumprimento de leis e regulamentos ambientais. Água Em relação ao consumo de água nas suas unidades fabris, a Companhia possui como desafio tornar-se referência até o ano de Assim, foram estabelecidas no Ciclo de Planejamento Estratégico metas de consumo, cujo acompanhamento é realizado diariamente em painel eletrônico à vista, e pela manutenção de Grupos de Trabalho direcionados especificamente ao tratamento do tema. Na Unidade Suzano, o consumo especifico já passou de 44 m 3 para cerca de 34 m 3 por tonelada. A meta é chegar a 26 m 3 por tonelada até Em 2011, também foi desenvolvido o projeto, na unidade florestal, de substituição dos tubetes de mudas de plástico, até então usados no viveiro do Piauí, por confeccionados com material biodegradável, o que reduziu os custos do processo de plantio e, proporcionou a redução do consumo de água, por serem mais ambientalmente corretos, pela sua característica de biodegradáveis e por não consumirem água para a lavagem. Resíduos A Companhia decidiu ampliar a unidade de compostagem da unidade de Limeira para atender as unidades de Rio Verde e Suzano. Esse projeto também foi estendido para a unidade de Mucuri que sediará uma unidade de compostagem responsável por absorver todos os resíduos industriais, que integrarão um composto a ser aplicado em nossas áreas florestais. Com a reutilização, atribuindo assim PÁGINA: 73 de 301

80 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades valor agregado aos resíduos, que se transforma em produto. O objetivo é valorizar o material por meio da formação de blends experiência que já foi testada em conjunto pelas áreas industrial e florestal e se mostrou bem-sucedida. Após o beneficiamento, o insumo agrícola produzido a partir dos resíduos retorna à Companhia e é utilizado em nossas plantações de eucalipto, o que significa o fechamento de um ciclo que visa não apenas o fim da disposição em aterros, mas também a garantia da eficácia do reuso. No mesmo sentido, a companhia lançou em 2010 o ArtPremium PCR 30% (Post Consumption Recycled ou Reciclado Pós-Consumo), papelcartão que traz em sua composição 30% de aparas pós-consumo recuperadas de embalagens longa vida. O produto, que conta com a certificação FSC, foi desenvolvido em parceria com a Tetra Pak empresa de soluções para processamento e envase de alimentos e a Ciclo, fabricante de telhas para a construção civil. As aparas pós-consumo são fornecidas por cooperativas de catadores de material reciclado, o que contribui para a manutenção de emprego e renda na medida em que a meta é adquirir 100 toneladas/mês do material. Na separação das aparas de papel das embalagens, o polietileno (plástico) e o alumínio são vendidos para a Ciclo, que os reutiliza na produção de telhas. Biodiversidade A Companhia destina aproximadamente 37% de suas áreas à conservação, o que representa 297 mil hectares distribuídos pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, considerando áreas de reserva legal, de preservação permanente e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), entre outras. Em 2011, a Companhia deu continuidade parceria com a organização não governamental The Nature Conservancy - TNC, para a elaboração de Planos de Conservação da Biodiversidade que abrangerão os remanescentes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O projeto foi iniciado no Estado de São Paulo, onde a TNC avaliou as áreas naturais das propriedades da empresa mais de 60 mil hectares de Mata Atlântica e cerca de 27 mil hectares de Cerrado, o que resultou no Plano de Conservação de Áreas (PCA), com estratégias de preservação da biodiversidade. O objetivo é estender o planejamento às demais áreas florestais. A Companhia mantém ainda o Programa Integrado de Monitoramento de Fauna nas Florestas nas Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais e São Paulo. No âmbito da iniciativa foi concluída a 2ª Campanha do Programa de Monitoramento Integrado de Fauna, em São Paulo, que revelou o bom estado de conservação das áreas, onde estão presentes 582 espécies, entre avifauna, herpetofauna e mastofauna terrestre e voadora. Várias delas são endêmicas, ameaçadas de extinção e sensíveis a alterações ambientais. Além disso, em 2011 a Companhia participou de diversos fóruns de biodiversidade, incluindo o Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB), que visa promover a mobilização dos empresários nacionais, com o apoio de organização da sociedade civil, para a construção de uma agenda positiva para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. Câmara Técnica de Biodiversidade do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que promoveu oficinas de capacitação em ferramentas de valoração de serviços ecossistêmicos. Mudanças Climáticas Já o tema das mudanças climáticas incorpora a contínua busca da Companhia pela adoção de melhores práticas na gestão de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), o que compreende os pilares de quantificação, redução e compensação. No pilar quantificação, a Suzano é referência por ter sido a primeira empresa da América Latina e a primeira do setor de celulose e papel no mundo a calcular a pegada de carbono conquistando a PÁGINA: 74 de 301

81 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades certificação Carbon Reduction Label, concedida pelo Carbon Trust com base na metodologia PAS 2050.A mensuração da pegada de carbono que significa, quantificar os GEE emitidos durante todo o ciclo de vida dos produtos, foi iniciada em 2010, com a celulose Suzano Pulp, produzida na Unidade Mucuri (BA), cujos primeiros resultados foram divulgados a partir do exercício seguinte. A prática foi estendida, aos produtos Alta Alvura, Paperfect, Symetrique e linha de papéis para imprimir e escrever Suzano Report também certificadas pelo Carbon Trust. Ainda se tratando de quantificações de emissões, a Suzano também realiza há oito anos o Inventário Corporativo de Emissões de GEE, que calcula as emissões de determinadas etapas da cadeia de produção, considerando as emissões diretas provenientes das atividades de controle operacional da empresa (escopo 1), emissões indiretas oriundas do consumo de energia elétrica (escopo 2) e atividades associadas a sua cadeia de produção, porém não controladas pela empresa (escopo 3), conforme metodologia GHG Protocol, do World Resources Institute (WRI). O resultado apurado em 2010 foi de ,2 toneladas de CO2 equivalente, para os três escopos. O Inventário de 2011 está sob elaboração e será divulgado no próximo Relatório de Sustentabilidade. As ações da Companhia em relação ao tema de Mudanças Climáticas vão ao encontro de sua estratégia em buscar a sustentabilidade de suas atividades e garantir aos clientes e consumidores resultados transparentes, com a adoção das melhores práticas. Além disso, representa uma oportunidade de negócio, dada à crescente demanda dos consumidores por produtos sustentáveis. Outro lançamento inovador foi do Suzano Report 3600, que representa mais um passo em na estratégia relacionada a mudanças climáticas, já que o produto tem sua pegada de carbono calculada e compensada. c) Dependência de patentes, marcas, licenças, concessões, franquias, contratos de royalties relevantes para o desenvolvimento das atividades As atividades da Companhia de pesquisa e desenvolvimento estão principalmente direcionadas ao incremento da produtividade da madeira de eucalipto e à otimização dos processos industriais, fazendo com que a produção seja mais eficiente e sejam desenvolvidos novos produtos por intermédio de: (i) melhoria no uso da fibra de eucalipto na produção de celulose, papel e papelcartão; (ii) desenvolvimento e implementação de tecnologia mais eficiente para o processo produtivo e para a reciclagem de sobras e aparas de papel; e (iii) condução de pesquisa ambiental. Adicionalmente, a Companhia participa de projetos de pesquisa para o mapeamento do genoma do eucalipto, com vistas à possibilidade de futura utilização desta tecnologia, desenvolve pesquisas em biotecnologia em laboratórios para cultura de tecidos e mapeamento dos marcadores moleculares, e mantém relacionamento próximo com várias universidades e institutos particulares de pesquisa tanto no Brasil quanto no exterior. A Companhia atua no mercado mundial, oferecendo celulose e uma completa gama de papéis e cartões, representadas por suas marcas registradas ou em processo de registro na América Latina, América do Norte, União Europa e Ásia. Mais especificamente no Brasil, a Companhia possui registros de diversas marcas junto ao INPI, incluindo, dentre as mais relevantes: Report, Pólen, Paperfect, Alta Alvura, Reciclato, papelcartão Supremo, TP White, Super 6 Premium, Couché Suzano, Kroma e SUZANO PULP. Apesar das atividades de pesquisa e desenvolvimento que a Companhia desenvolve e dos investimentos feitos em suas marcas, ela não é dependente de quaisquer patentes, marcas, licenças, contratos de royalties ou industriais ou novos processos produtivos em específico que sejam de importância fundamental para seus negócios ou resultados. PÁGINA: 75 de 301

82 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior Celulose (R$ mil) 31/12/ /12/ /12/2009 Região Receita % Receita % Receita % Brasil ,4% ,6% ,4% Exportações ,6% ,4% ,6% Ásia ,1% ,3% ,0% Europa ,8% ,9% ,2% América Do Norte ,0% ,7% ,5% América do Sul e Central ,7% ,5% ,9% Total ,0% ,0% ,0% Papel (R$ mil) 31/12/ /12/ /12/2009 Região Receita % Receita % Receita % Brasil ,5% ,5% ,8% Exportações ,5% ,5% ,2% Ásia ,2% ,8% ,5% Europa ,3% ,4% ,5% América Do Norte ,1% ,6% ,8% América do Sul e Central ,9% ,5% ,2% Outros ,1% ,2% ,2% Total ,0% ,0% ,0% Celulose (R$ mil) Região 31/3/2012 Receita % 31/3/2011 Receita % Brasil ,6% ,5% Exportações ,4% ,5% Ásia ,8% ,2% Europa ,6% ,9% América Do Norte ,0% ,7% América do Sul e Central ,0% ,7% Total ,0% ,0% Papel (R$ mil) Região 31/3/2012 Receita % 31/3/2011 Receita % Brasil ,3% ,7% Exportações ,7% ,3% Ásia ,4% ,7% Europa ,1% ,5% América Do Norte ,9% ,6% América do Sul e Central ,6% ,6% Outros ,6% 187 0,0% Total ,0% ,0% PÁGINA: 76 de 301

83 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior PÁGINA: 77 de 301

84 7.7 - Efeitos da regulação estrangeira nas atividades A Companhia exporta seus produtos para diversos países e está sujeita à regulação dessas localidades. As exigências e normas regulatórias destes países podem ser alteradas unilateralmente sem prévio aviso, sendo que a observância de tais exigências pode eventualmente exigir da Companhia dispêndios adicionais nas várias etapas do processo de fornecimento. Para assegurar o cumprimento contínuo das leis, normas e regulamentos existentes, a Companhia monitora toda e qualquer alteração das demandas de seus principais mercados, utilizando os seus escritórios regionais. PÁGINA: 78 de 301

85 7.8 - Relações de longo prazo relevantes Relações de longo prazo relevantes A Companhia busca manter diálogo aberto com as comunidades no entorno de suas unidades florestais e industriais, o que inclui lideranças comunitárias, poder público local, ONGs, sindicatos, escolas, entre outros. Nossa Política de Responsabilidade Corporativa e nosso Plano Diretor de Sustentabilidade trazem como orientadores o respeito às tradições locais e à diversidade, a realização de ações voluntárias, a liberdade sindical e o repúdio ao trabalho escravo e infantil. Nosso relacionamento com as comunidades de convivência é pautado pelo compromisso com seu desenvolvimento e, sobretudo, pelo respeito à realidade local. As oportunidades são identificadas no Diagnóstico Socioambiental, cujos resultados, apurados em todas as nossas áreas de convivência em 2010, nortearam o planejamento e a readequação de ações em O trabalho envolve ferramentas estruturadas internamente, em especial o livro Suzano em Campo, instrumento de diálogo ativo por meio do qual registramos todas as solicitações das comunidades, garantindo respostas, apoiando iniciativas locais e dirimindo dúvidas sobre nossa atuação. Também introduzimos o Sispart Sistema de Gestão das Demandas das Partes Interessadas, um software que permite o registro e acompanhamento das solicitações das partes interessadas, com fluxo de aprovação e emissão de relatórios detalhados de andamento. Em julho, iniciamos a sistematização das solicitações de 2011, inclusive retroativas. Entre as 793 demandas recebidas no ano, 268 referem-se à infraestrutura, 121 à educação e 115 a desenvolvimento comunitário. Da totalidade das demandas, 270 foram deferidas, sendo 54 relacionadas à educação e 33 a desenvolvimento comunitário. Outro instrumento é o Inventário de Caracterização de Comunidades Tradicionais (ICCT), que, por meio de entrevistas feitas por antropólogos com as comunidades, nos levou a identificar a presença de cinco grupos de atividades tradicionais em nossa área de influência e a traçarmos plano de ação norteado pelo respeito e a valorização da cultura popular. Também realizamos investimentos sociais nas regiões onde atuamos, com foco em geração de renda, educação e meio ambiente. Entre os principais projetos, está o Programa Educar e Formar, em parceria com o Instituto Ayrton Senna e prefeituras, encerrou o ano aplicado em todas as escolas públicas de 20 municípios localizados no Maranhão, Piauí, Bahia e Espírito Santo. A iniciativa dá suporte ao aprendizado de crianças do Ensino Fundamental, além de promover reformas em unidades escolares. Em 2011, destinamos R$ 7 milhões para sua manutenção. Os recursos totais aplicados desde o início do programa possibilitaram a reforma de 119 escolas e, em 2011, beneficiaram mais de 200 mil alunos e professores. Outro projeto é o Agricultura Comunitária, que acontece no Piauí, Maranhão e Bahia. No total, 828 famílias foram beneficiadas no ano, nos municípios de Caravelas (BA), Conceição da Barra (ES), Urbano Santos (MA), Anapurus (MA), Santa Quitéria (MA), São Benedito do Rio Preto (MA) e Chapadinha (MA), entre outros. A iniciativa consiste na introdução de campos comunitários de formação agrícola, o que envolve assistência técnica, análise do solo, calagem e adubação e tratos culturais para o plantio consorciado de feijão, milho, arroz e mandioca. A premissa do projeto é garantir a segurança alimentar das comunidades com base na atuação regional e no desenvolvimento sustentável. No mesmo sentido, o Projeto de Piscicultura Sustentável tem como objetivo a geração de trabalho e renda aos pescadores do Rio Mucuri associados à Colônia de Pescadores Z-35, do município de Mucuri (BA), por meio da criação de tilápias em tanques-rede. Ao final do exercício, 14 tanques-rede estavam instalados e a produção mensal era de cerca de 2,5 toneladas de tilápias. Participamos do grupo gestor da iniciativa e investimos em consultoria e aquisição de equipamentos para torná-la viável. A Companhia publica Relatório de Sustentabilidade que está disponível no site PÁGINA: 79 de 301

86 7.9 - Outras informações relevantes Todas as informações relevantes sobre a Companhia foram descritas nos itens anteriores. PÁGINA: 80 de 301

87 8.1 - Descrição do Grupo Econômico a) Controladores diretos e indiretos Controladora direta Denominação Social Sede Atividades Desenvolvidas Participação da Companhia Sociedade SUZANO HOLDING S.A. Brasil Participação, como sócia ou acionista, no capital de outras sociedades ou empreendimentos Ordinárias: 88,00% Preferenciais A : 0,26% Preferenciais B : 0,15% Total das ações: 30,31% Controladora Controladores Indiretos - Suzano Holding a. b. c. d. e. f. % do Acionista Nacionalidade CPF/CNPJ Quantidade de ações detidas % da Classe /Espécie de Ações na Suzano Holding S.A. Fanny Feffer Brasileira Daniel Feffer Brasileiro David Feffer Brasileiro Jorge Feffer Brasileiro Ruben Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) 27,50% (ordinárias), 25,205% (pref. classe A ) 27,522% (pref classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,610% (pref.classe A ) 18,119% (pref.classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,609% (pref.classe A ) 18,119% (pref.classe B ) 18,125% (ordinárias) % (pref.classe A ) 18,119% (pref.classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,459% (pref.classe A ) 18,119% (pref.classe B ) capital total 26,571% 17,915% 17,914% 17,877% 17,853% PÁGINA: 81 de 301

88 8.1 - Descrição do Grupo Econômico b) Controladas e coligadas Denominação Social Sede Atividades Desenvolvidas COMERCIAL E AGRÍCOLA PAINEIRAS LTDA. Brasil Atividades de Apoio a Produção Florestal % do Emissor Sociedade 99,99% Controlada ONDURMAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Brasil Administração de bens imóveis 99,99% Controlada STENFAR S.A. IND. COM. IMP. Y EXP SUZANO TRADING LTD SUZANO PULP AND PAPER AMERICA, INC Argentina Ilhas Cayman Estados Unidos Comércio de Papéis e Materiais plásticos Comercio de Celulose, Papel e Derivados Comércio de Celulose, Papel e Derivados 15,7% Controlada 100% Controlada 100% Controlada SUN PAPER AND BOARD LIMITED Inglaterra Comércio de Papel e Derivados 100% Controlada BAHIA SUL HOLDING GMBH Austria Sociedade de participação-holding 100% Controlada SUZANO PULP AND PAPER EUROPE SA Suiça Comércio de Celulose, Papel e Derivados 100% Controlada AMULYA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Brasil Administração de bens imóveis 99,99% Controlada SUZANO ENERGIA RENOVÁVEL S.A Brasil Produção e Comércio de biomassa para geração de energia 99,99% Controlada PAINEIRAS LOGÍSITICA E TRANSPORTES LTDA. Brasil Administração de serviços de logística 99,999% Controlada ASAPIR PRODUÇÃO FLORESTAL E COMÉRCIO LTDA. Brasil Comércio, compra e venda de madeira e resíduos de madeira e prática de silvicultura. 50% Coligada AANISAN EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Brasil Atividades de Apoio a Produção Florestal 99,999% Controlada EPÍCARES EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Brasil Geração e comercio de energia, 99,999% Controlada c) Participações do emissor em sociedades do grupo A Companhia não detém participações em sociedades do grupo. d) Participações de sociedades do grupo no emissor As sociedades do grupo não detém participação na Companhia. e) Sociedades sob controle comum Não há sociedades sob controle comum. PÁGINA: 82 de 301

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90 8.3 - Operações de reestruturação Data da operação 28/02/2011 Evento societário Descrição do evento societário "Outro" Descrição da operação Descrição do evento societário "Outro" Descrição da operação Data da operação 19/07/2010 Evento societário Descrição do evento societário "Outro" Descrição da operação Outro Data da operação 31/01/2011 Evento societário Aquisição e alienação de ativos importantes A Companhia efetivou a aquisição das operações de distribuição de papel KSR, detidas pela Fibria, mediante o pagamento do preço total de R$ 50 milhões, em 01/03/ Com a aquisição da KSR, uma das maiores distribuidoras de papel do país, a Companhia ampliou sua capilaridade e presença em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo seu canal de distribuição de papel, e beneficiando diretamente os seus clientes. Outro Aquisição e alienação de ativos importantes A Companhia adquiriu a participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel que compreendem 50% (i) da fábrica de papel e celulose; e (ii) das terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. Outro Aquisição e alienação de ativos importantes A Companhia, por meio de sua subsidiária Suzano Trading Ltd., concluiu o processo de aquisição indireta da totalidade do capital social da Futuragene plc. (atualmente denominada Futuragene Limited), empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis, entre outros. PÁGINA: 84 de 301

91 8.4 - Outras informações relevantes Não há outras informações que a Companhia julgue relevantes. PÁGINA: 85 de 301

92 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Tipo de Ativo País Título Vigência Eventos que podem causar perdas dos direitos Consequencia da perda dos direitos Patente BRASIL MÉTODO PARA TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE EUCALYPTUS SPP Pedido de patente publicado em 18/06/2002, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente BRASIL MÉTODO DE TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE ÁRVORES LENHOSAS, MÉTODO DE OBTENÇÃO DE PLANTA DE ÁRVORES LENHOSAS TRANSGÊNICAS, PLANTA DE ÁRVORES LENHOSAS TRANSGÊNICAS E USO DAS PLANTAS OBTIDAS Pedido de patente publicado em 21/02/2002, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente Patente Patente Patente Patente BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL CASSETE DE EXPRESSÃO DE GENES, MÉTODO DE TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA EM CÉLULAS VEGETAIS E MÉTODO DE MODULAÇÃO DO NÍVEL DE POLIPEPTÍDEOS EM PLANTAS PROCESSO DE OBTENÇÃO DE CARTÃO ESPECIAL COM MEIOS DE SEGURANÇA, PARA EMBALAGENS FARMACÊUTICAS DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM EMBALAGENS TIPO CARTUCHO E OUTRAS PROCESSO DE OXIDAÇÃO DO LICOR DE COZIMENTO DE MADEIRA PROCESSO DE OBTENÇÃO DA HEMICELULOSE E USO DE HEMICELULOSE COMO ADITIVO DE RESISTÊNCIA PARA APERFEIÇOAMENTO DE MATERIAL CELULÓSICO Pedido de patente publicado em 21/03/2002, em fase de exame. 11/09/ /02/2014 Pedido de patente publicado em 02/05/2006, em fase de exame. Pedido de patente publicado em 23/08/2011, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Perda do direito do uso da patente. Perda do direito do uso da patente. Perda do direito do uso da patente. Perda do direito do uso da patente. Patente BRASIL PROCESSO PARA PROPORCIONAR UM MATERIAL CELULÓSICO COM PROPRIEDADES APERFEIÇOADAS DE RESISTÊNCIA E RIGIDEZ ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE HEMICELULOSES DE PAREDE CELULAR PRIMÁRIA (HPCP) QUE NECESSITAM DE COMPONENTES ALCALINOS E ÁCIDOS PARA SUA OBTENÇÃO Pedido de patente publicado em 23/03/2010, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente BRASIL PROCESSO PARA PROPORCIONAR UM MATERIAL CELULÓSICO COM PROPRIEDADES APERFEIÇOADAS DE RESISTÊNCIA E RIGIDEZ ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE POLISSACARÍDEOS EXSUDADOS DE CULTURA DE CÉLULAS (PECC) Pedido de patente publicado em 23/03/2010, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente Patente Chile África do Sul Método de transformación genética de árboles leñosos, método de obtención de plantas de árboles leñosos transgénicos, plantas de árboles leñosos transgénicos y uso de plantas obtenidas METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES Pedido de patente publicado em 03/05/2002, em fase de exame. 16/08/2021 Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Perda do direito do uso da patente. Patente Austrália METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES 16/08/2021 Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente EUA METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES 11/05/2022 Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente China METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES 16/08/2021 Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente Indonésia METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES 16/08/2021 Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. Patente EUA method for the genetic modulation of the biosynthesis of hemicelluloses, cellulose and uronic acids in plant cells using gene expression cassettes Pedido de patente publicado em 21/02/2002, em fase de exame. Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Perda do direito do uso da patente. PÁGINA: 86 de 301

93 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados Descrição do bem do ativo imobilizado País de localização UF de localização Município de localização Tipo de propriedade Unidades Industrial - Mucuri Brasil BA Mucuri Própria Unidade Industrial - Suzano Brasil SP Suzano Própria Unidade Industrial - Rio Verde Brasil SP Suzano Própria Unidade Industrial - Embu das Artes Brasil SP Embú Própria Unidade Florestal - Bahia Brasil BA Diversos Própria Unidade Florestal - Espírito Santo Brasil ES Diversos Própria Unidade Florestal - Maranhão Brasil MA Diversos Própria Unidade Florestal - Piauí Brasil PI Diversos Própria Unidade Industrial - Limeira Brasil SP Limeira Própria Unidade Florestal - São Paulo Brasil SP Diversos Própria PÁGINA: 87 de 301

94 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas ALTA ALVURA BRASIL 25/04/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUPREMO BRASIL 07/05/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUPER 6 BRASIL 13/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas REPORT BRASIL 03/04/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas ARTWORK BRASIL 09/11/2013 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas LASERWORK BRASIL 12/07/2014 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas Marcas SUPREMO ALTA ALVURA SUPER 6 HI- BULKY PREMIUM Consequência da perda dos direitos BRASIL 03/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. PÁGINA: 88 de 301

95 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas Marcas Marcas Marcas Marcas REPORT MULTIUSO REPORT CARTOLINA ESCOLAR REPORT MULTIUSO SUPORT REPORT REPORT COLOR COPY Suzano (Figurativa) Marcas TP WHITE BRASIL Em fase de pedido de registro Consequência da perda dos direitos BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. BRASIL 27/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Brasil 10/11/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda de direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP BRASIL 08/09/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Extinção por falta de prorrogações; Perda do direito do uso da marca. Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. PÁGINA: 89 de 301

96 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUZANO PULP ARGENTINA 07/07/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP AUSTRALIA 28/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP EQUADOR 05/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP EUA 26/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas ARTWORK GUIANA 03/01/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP HONG KONG 30/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas REPORT ITALIA 26/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP MEXICO 22/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. PÁGINA: 90 de 301

97 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUZANO PULP JAPAO 19/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas REPORT PARAGUAI 16/05/2010 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas REPORT MEXICO 10/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP INDONESIA 08/05/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas REPORT BARBADOS 23/08/2010 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP CHINA 13/05/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas ARTWORK PORTO RICO 22/07/2017 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP GUATEMALA 29/03/2021 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. PÁGINA: 91 de 301

98 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP ÍNDIA Em andamento Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas SUZANO PULP MALASIA Em andamento Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas ARTWORK GUATEMALA Em andamento Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perda do direito do uso da marca. Marcas Patentes Suzano (nominativa) Processo de oxidação do licor de cozimento de madeira Brasil 02/02/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas. Perca do direito do uso da marca BRASIL CAMPO OBRIGATÓRIO Pela expiração do prazo de vigência; Pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Pela caducidade; Pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no 2º do art. 84 e no art. 87; Pela inobservância do disposto no art Consequência da perda dos direitos Perda do direito do uso da patente. PÁGINA: 92 de 301

99 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % ASAPIR PRODUÇÃO FLORESTAL E COMÉRCIO LTDA. BAHIA SUL HOLDING GMBH Operacionalização de operações no exterior / Coligada Brasil SP Limeira Produção florestal e a Comercialização de Madeira e Resíduos de Madeira 31/03/2012-0, , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/2010-7, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação / Controlada Áustria Wien Sociedade de Participação - Holding 100, /03/ , , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2009 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 50, BURAM EMPREENDIMENTOS IMOB. LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Sociedade de fomento mercantil - Factoring 31/03/2012 0, , ,00 Valor mercado 0, /12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/2012 0,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas COMERCIAL E AGRÍCOLA PAINEIRAS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Atividades de apoio à produção florestal 100, /03/2012 0, , ,00 Valor mercado 31/12/2011 1, , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 PÁGINA: 93 de 301

100 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2010 2, , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Produção e comercialização de energia e eucalipto GRASDATE EMPREENDIMENTOS IMOB. LTDA. ONDURMAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Aluguel de imóveis próprios 100, /03/ , , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Securitização de crédito imobiliário / Controlada Brasil SP Biritiba Mirim Aluguel de imóveis próprios 0, /03/2012 0, , ,00 Valor mercado 31/12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/2012 0,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas STENFAR S.A. IND. COM. IMP. Y EXP / Controlada Argentina Buenos Aires Importação e Comercialização de papéis e materiais plásticos 31/03/2012-4, , ,00 Valor mercado 15, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior PÁGINA: 94 de 301

101 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % SUN PAPER AND BOARD LIMITED / Controlada Inglatera Londres Comércio de papel e derivados 100, /03/2012 8, , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2009 0, , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) SUZANO ENERGIA RENOVÁVEL S.A / Controlada Brasil SP São Paulo Produção de pellets de madeira (biomass) e geração de energia 31/03/ , , ,00 Valor mercado 100, /12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação - SUZANO PULP AND PAPER AMERICA, INC SUZANO PULP AND PAPER EUROPE SA / Controlada Estados Unidos Fort Lauderdale Comércio de celulose, papel e derivados 100, /03/2012-1, , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/2010 5, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior / Controlada Suíça Nyon Comércio de celulose, papel e derivados 100, /03/2012 4, , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 PÁGINA: 95 de 301

102 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2009 0, , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO TRADING LTD / Controlada Ilhas Cayman George Town Comércio de celulose, papel e derivados 100, /03/ , , ,00 Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/03/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior TURMALINA SIV E PARTICIPAÇÕES LTDA / Controlada Brasil MG Turmalina Extração de madeiras em florestas plantadas 31/03/2012 0, , ,00 Valor mercado 0, /12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/2012 0,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas VALE DO JEQUITINHONHA SIV PART. LTDA / Controlada Brasil MG Turmalina Extração de madeiras em florestas plantadas 31/03/2012 0, , ,00 Valor mercado 0, /12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/2012 0,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas PÁGINA: 96 de 301

103 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % VANUA EMPREENDIMENTOS IMOB. LTDA / Controlada Brasil SP Itapetininga Compra e venda de imóveis próprios 0, /03/2012 0, , ,00 Valor mercado 31/12/2011 0, , ,00 Valor contábil 31/03/2012 0,00 31/12/2010 0, , ,00 31/12/2009 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas Montante de dividendos recebidos (Reais) Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) PÁGINA: 97 de 301

104 9.2 - Outras informações relevantes Todas as informações relevantes acerca dos bens da Companhia foram mencionadas no item 9.1 anterior. PÁGINA: 98 de 301

105 Condições financeiras e patrimoniais gerais a) Condições financeiras e patrimoniais gerais A Diretoria entende que a Companhia possui condições financeiras e patrimoniais suficientes para cumprir suas obrigações de curto e médio prazo, assim como acesso a diferentes fontes de financiamentos para complementar seu plano de expansão. A Companhia tem concentrado seus esforços na busca de linhas com prazos mais longos e custos competitivos, por exemplo, o financiamento já contratado com BNDES no valor de R$ 2.731,6 milhões. Adicionalmente, com o objetivo de adequar sua estrutura de capital, concluiu em junho de 2011 a emissão privada de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações no valor de R$1.279,3 milhões. Diversas providências estão em implantação para fortalecer a estrutura de capital e viabilizar os projetos futuros do Plano Suzano Conforme já anunciado, a Companhia está trabalhando na venda de sua participação na Usina Amador Aguiar (Capim Branco), na venda de terras no Estado de São Paulo e na capitalização da Suzano Energia Renovável. Além disso, vendas de determinados ativos da área de papel e/ou participações em novos projetos da área de celulose estão sendo analisadas. No trimestre findo em 31 de março de 2012 e nos exercícios de 2011, 2010 e 2009 a Companhia registrou, respectivamente, lucro líquido de R$ 71,8 milhões, de R$ 29,9 milhões, de R$ 769,0 milhões e de R$ 946,5 milhões. Estas variações no resultado da Companhia são reflexos do resultado contábil das variações monetárias e cambiais e resultado operacional. A geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA Ajustado, foi, respectivamente, de R$ 1.190,6 milhões nos últimos 12 meses findos em 31 de março de 2012, de R$1.301,7 milhões em 2011, de R$ 1.724,6 milhões em 2010 e R$ 1.176,5 milhões em Indicadores adicionais sobre as condições patrimoniais e financeiras da Companhia são apresentadas no item 10.1.b. b) Estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas, indicando (i) hipóteses de resgate; e (ii) fórmula de cálculo do valor de resgate Não há previsão no Estatuto Social da Companhia de resgate de ações. O patrimônio líquido da Companhia, em 31 de março de 2012 era de R$ 9.745,9 milhões, em 31 de dezembro de 2011, de R$ 9.673,5 milhões e em 31 de dezembro de 2010 de R$ 8.640,7. Este aumento em relação a 31 de dezembro de 2010 deve-se principalmente pela emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações, que foram contabilizadas em reservas de capital. Em 31 de dezembro de 2010, o patrimônio líquido era de R$ 8.640,7 milhões, representando um acréscimo de 9,9%, ou R$ 776,3 milhões, em relação a 31 de dezembro de A variação é explicada, em sua maior parte, pela operação de conversão de debêntures da 4ª emissão em ações e também pela constituição de reservas em Em 31 de março de 2012, a Companhia tinha uma posição de caixa de R$ 3.572,0 milhões e em 31 de dezembro de 2011, a posição era de R$ 3.273,9 milhões. Em 31 de março de 2012, a dívida líquida consolidada totalizava R$ 5.736,0 milhões, e em 31 de dezembro de 2011, R$ 5.469,8 milhões. O EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses findos em 31 de março de 2012, foi de R$ 1.190,6, enquanto que o do ano de 2011 foi de R$ 1.301,7 milhões. A geração de caixa, medida pelo EBITDA Ajustado, reflete principalmente: (i) aumentos de volumes de papel e celulose da unidade Limeira (ex-conpacel); (ii) aumento das vendas no mercado interno de papel; (iii) reduções de preços de celulose e papel, ocorridos ao longo de 2011; (iv) incremento do CPV, (v), variação cambial e (vi) ganho contábil na aquisição de Conpacel e ganhos na atualização do valor justo dos ativos biológicos. Em 31 de março de 2012, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado ficou em 4,8x, resultado: (i) da redução de R$ 115,3 milhões no EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses findos em 31/03/2012 vs o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses findos em 31/12/2011; e (ii) do incremento da dívida bruta. Em 31 de dezembro de 2011, a relação dívida líquida/ebitda foi de 4,2x, resultado decorrente principalmente: (i) do incremento da dívida bruta, reflexo da variação da taxa de câmbio de 13% sobre a exposição de balanço anual entre a abertura (R$ 1,67/US$) e o fechamento (R$1,88/US$), com impacto contábil na dívida atrelada à moeda estrangeira; e (ii) da redução do EBITDA Ajustado em PÁGINA: 99 de 301

106 Condições financeiras e patrimoniais gerais comparação a A relação dívida líquida / EBITDA Ajustado no encerramento do exercício de 2010 foi de 2,0x, em comparação a 3,5x no encerramento do exercício de c) Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos A política de captação de recursos e gestão de caixa da Companhia é orientada pelo conceito de horizonte de liquidez, que fornece a medida de tempo durante o qual os recursos disponíveis em caixa, somados à geração de caixa operacional e os recursos provenientes de financiamentos contratados e não desembolsados, estimada em condições desfavoráveis de mercado, são capazes de suportar o pagamento de todas as obrigações contratadas para o período, incluindo todas as amortizações de principal e juros de financiamentos. Pelo exposto, a Diretoria trabalha com o compromisso de manter o equilíbrio econômico-financeiro da Companhia ao mesmo tempo em que dá continuidade aos seus projetos de crescimento. Para isso, a Companhia conta com os recursos existentes, a geração de caixa operacional, o acesso aos mercados de capitais e de financiamentos a custos competitivos, além de diversas alternativas analisadas pela Companhia sempre que necessário. d) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes utilizadas A Companhia capta recursos, quando necessário, por meio de contratos financeiros, os quais são empregados no financiamento das necessidades de capital de giro da Companhia e investimentos de curto e longo prazo, bem como na manutenção de disponibilidades de caixa em nível que a Companhia acredita apropriado para o desempenho de suas atividades e planos de expansão. Os financiamentos e empréstimos estão detalhados no item 10.1.f.. O financiamento de capital de giro é baseado em operações de financiamento de exportações, que oferecem custos mais baixos e prazos mais longos do que os disponíveis no mercado local e ainda permitem o casamento dos fluxos de recebimentos de exportações com os fluxos de pagamentos destes financiamentos, trazendo como vantagem adicional a proteção dos recebíveis de exportações contra o risco de variação cambial. Para o financiamento de projetos, a Companhia contrata, preferencialmente, empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições de financiamento, como Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e financiamentos externos com apoio de Export Credit Agencies (ECA), que oferecem condições mais vantajosas, incluindo prazos de pagamentos de juros e principal compatíveis com os fluxos de retornos dos projetos, de modo a evitar que sua implementação pressione a capacidade de pagamento da Companhia. A Companhia possui também três emissões de debêntures, divididas em duas séries cada uma. O montante total remanescente dessas emissões era de R$ 820,7 milhões em 31 de março de 2012, conforme detalhado no item 10.1.f.. A Companhia mantém, ainda, contratos de arrendamento mercantil financeiro, relacionados a: Equipamentos utilizados no processo industrial de fabricação de celulose, localizados nas cidades de Limeira-SP e Mucuri-BA. Esses contratos são denominados em Dólares ou CDI e possuem cláusulas de opção de compra de tais ativos ao final dos prazos de arrendamento, que variam de 8 a 15 anos, por preços substancialmente inferiores aos seus valores justos. A administração possui a intenção de exercer as opções de compra nas datas previstas em cada contrato; e Equipamentos de informática e serviços de instalação. Esses contratos foram celebrados em Reais e não possuem cláusulas de opção de compra dos ativos ao final de 45 meses, sendo o ativo devolvido ao final deste período. PÁGINA: 100 de 301

107 Condições financeiras e patrimoniais gerais e) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez A Companhia possui alto nível de liquidez, geração de caixa consistente e acesso ao mercado de capitais, conforme apontado nos itens 10.1.a. e 10.1.b.. Isto garante como explicado no item 10.1.c., o cumprimento de suas obrigações de curto e médio prazo, além de possibilitar a continuidade de seus projetos de crescimento. As fontes de financiamento utilizadas pela Companhia para capital de giro e para investimentos de curto e longo prazo estão indicadas nos itens 10.1.d. e f.. f) Níveis de endividamento e características das dívidas, indicando (i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes; (ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras; (iii) grau de subordinação entre as dívidas; e (iv) eventuais restrições impostas à Companhia Financiamentos e Empréstimos Os financiamentos e empréstimos consolidados da Companhia, em 31 de março de 2012, comparados às posições de 31 de dezembro de 2011,2010 e 2009 apresentavam as seguintes fontes (em milhares de Reais): Imobilizado: Taxa média Consolidado anual de juros Indexador em 31/3/ /3/ /12/ /12/ /12/2009 BNDES - Finem TJLP (1) (2) 8,31% BNDES - Finem Cesta de moedas (2) 5.81% BNDES - Finame TJLP (1) (2) 4,54% BNDES - Finame Cesta de moedas 0,00% BNDES - Automático TJLP (1) (2) 9,30% BNDES - Automático Cesta de moedas 6,44% FNE - BNB Taxa pré-fixada (2) 8,50% FINEP Taxa pré-fixada (2) 4,75% Crédito Rural CDI / Taxa Fixa 7,59% Arrendamento financeiro mercantil CDI / US$ 9,61% Capital de giro: Financiamentos de exportações US$ (3) 3,90% Financiamentos de Importações US$ (4) 1,36% Nordic Investment Bank US$ (5) 5,74% Nota de crédito de exportação CDI 10,26% Nota de crédito de exportação US$ 3,61% BNDES - EXIM TJLP (1) 9,72% Senior Notes Taxa fixa (6) 5,88% Desconto de Duplicatas-Vendor Outros Parcela circulante (inclui juros a pagar) Parcela não circulante ) Termo de capitalização correspondente ao que exceder a 6% da Taxa de Juros de Longo Prazo ( TJLP ) divulgada pelo Banco Central; 2) Os financiamentos e empréstimos estão garantidos, conforme o caso, por (i) hipotecas da fábrica; (ii) propriedades rurais; (iii) alienação fiduciária de bens objeto dos financiamentos; (iv) aval de acionistas e (v) fiança bancária. PÁGINA: 101 de 301

108 Condições financeiras e patrimoniais gerais 3) A Companhia, através de sua subsidiária Suzano Trading, assinou um contrato de financiamento junto ao Banco WestLB AG, no valor de US$ 50 milhões, com o objetivo de financiar exportações. Este contrato possui cláusulas determinando níveis máximos de alavancagem, que foram cumpridas em 31 de março de ) A Companhia assinou um contrato de financiamento junto aos Bancos BNP Paribas e Société Générale, na proporção de 50% para cada um, no valor total de US$ 150 milhões, com o objetivo de financiar equipamentos importados para o Projeto Mucuri - BA. Este contrato possui cláusulas determinando níveis máximos de endividamento e alavancagem, que foram cumpridas em 31 de março de ) Em novembro de 2006, a Companhia celebrou com o Nordic Investment Bank, o Contrato de Abertura de Linha de Crédito (Credit Facility Agreement), no valor de até U$$ 50 milhões, para financiar equipamentos e mão-de-obra especializada relacionados ao Projeto Mucuri. Este contrato possui cláusulas determinando níveis máximos de endividamento e alavancagem, que foram cumpridas em 31 de março de ) Em setembro de 2010 a Companhia, por intermédio da sua subsidiária internacional Suzano Trading, emitiu Notes Due 2021 no mercado internacional no valor de US$ 650 milhões com vencimento em 23 de janeiro de 2021 e com pagamento de juros semestrais de 5,875% a.a. (yield to maturity 6,125% a.a.). A Companhia é garantidora da emissão, a qual constitui uma obrigação sênior sem garantia real da emissora ou da Companhia e concorre igualmente com as demais obrigações dessas companhias de natureza semelhante. Debêntures Conforme mencionado no item 10.1.d. acima, a Companhia possui três emissões de debêntures detalhadas abaixo (em milhares de Reais): Emissão Série Quantidade Circulante 31/03/2012 Não circulante Circulante e não circulante 31/12/2011 Circulante e não circulante 31/12/ /12/2009 Indexador Juros Resgate Circulante e Circulante e não circulante não circulante 3ª 1ª IGP-M 10% * 01/04/2014 3ª 2ª US$ 9,85% 07/05/2019 4ª 1ª TJLP 2,50% 03/12/2012 4ª 2ª TJLP 2,50% 03/12/2012 5ª 1ª IPCA 4,50% 16/12/2013 5ª 2ª IPCA 4,50% 16/12/ * O papel foi emitido com deságio no montante de R$ , integralmente incorporado ao valor das respectivas debêntures, o que alterou a taxa de juros efetiva da operação, de 8% a.a para 10% a.a. a) Debêntures da 3ª emissão A 3ª emissão, realizada em agosto de 2004, no valor de R$ 500,0 milhões é composta de duas séries, sendo a primeira no montante nominal de R$ 333,0 milhões e a segunda no montante de R$ 167,0 milhões, ambas com prazo de vencimento original em 2014 em parcela única. A primeira série, ofertada ao mercado local tem remuneração pelo IGP- M mais cupom de 8% a.a., pagáveis anualmente, e foi precificada utilizando conceitos referidos na Instrução CVM nº 404, com ofertas de ágio ou deságio sobre o preço de emissão. A segunda série, não ofertada ao mercado, foi integralmente absorvida pelo Banco Votorantim. Em Assembleia Geral de Debenturistas realizada em 22 de maio de 2007, foram aprovadas: (i) a alteração do prazo de vencimento das Debêntures da 2ª série, anteriormente prevista para 01 de abril de 2014, passando para 07 de maio de 2019 e (ii) a alteração dos juros remuneratórios, que até 22 de maio de 2007 eram de 10,38% a.a. e passaram, a partir daquela data e até o vencimento, para 9,85% a.a. PÁGINA: 102 de 301

109 Condições financeiras e patrimoniais gerais Em Assembleias Gerais de Debenturistas realizada em 04 de maio de 2010, foram homologadas, com a aprovação de 93,88% dos debenturistas da 1ª série e de 100% dos debenturistas da 2ª série: (i) alterações dos níveis máximos de alavancagem expresso nas razões entre Dívida Líquida e Patrimônio Liquido e entre Dívida Líquida e EBITDA; (ii) o ajuste da definição de Dívida Líquida Consolidada contida na escritura de emissão; (iii) a introdução de uma opção de recompra das Debêntures pela Companhia em determinados casos de possibilidade de vencimento antecipado. Para implementar estas alterações, a Companhia pagou aos debenturistas, em 11 de maio de 2010, um prêmio equivalente a 0,75% do valor atualizado das Debêntures, no montante de R$ 4,2 milhões. Nos trimestres findos em 30 de setembro e 31 de dezembro de 2011, o nível máximo de alavancagem expresso na razão entre Dívida Líquida Consolidada e EBITDA consolidado igual ou inferior a 4,0 (covenant), determinado na escritura de emissão, foi ultrapassado. Em Assembleias Gerais de Debenturistas, realizada em 28 de dezembro de 2011, 83,89% dos debenturistas da 1ª série e 100% dos debenturistas da 2ª série aprovaram a concessão de renúncia ao direito que lhes é garantido pela escritura de emissão de declarar o vencimento antecipado das debêntures em caso de eventual descumprimento do covenant indicado acima por dois trimestres consecutivos. Tal renúncia vigorará até o terceiro trimestre de 2012, quando então a Companhia deverá voltar a observar o referido nível máximo de alavancagem. Para tanto, a Companhia pagou aos debenturistas, em 04 de janeiro de 2012, um prêmio equivalente a 1,90% do valor atualizado das Debêntures, no montante de R$ 11,9 milhões. b) Debêntures da 4ª emissão A 4ª emissão foi efetuada em agosto de 2006, com data de emissão em 01 de dezembro de 2005, composta de duas séries, sendo a primeira no valor nominal de R$ 80,0 milhões e a segunda no valor nominal de R$ 160,0 milhões, ambas conversíveis em ações, para colocação em caráter privado e com direito de preferência de subscrição para os acionistas. Foram subscritas pelos acionistas minoritários R$ 18,1 milhões nominais e o restante, no valor de R$ 221,9 milhões nominais, foram subscritos pelo BNDES Participações S.A. ( BNDESPAR ), consoante contrato firmado com essa subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social S.A. BNDES ( BNDES ). As debêntures da 4ª emissão têm vencimento final em dezembro de 2012, sendo amortizáveis em três parcelas anuais, após carência de quatro anos, nas datas de 1º de dezembro de 2010, 2011 e Os juros anuais são de 2,5% a.a. mais TJLP (até 6%), pagáveis semestralmente nos dias 1º dos meses de junho e dezembro de cada ano. O percentual de TJLP excedente a 6% a.a. será capitalizado para amortização juntamente com o principal. As debêntures poderão ser convertidas em ações, a qualquer momento a critério do titular, pelo preço de R$ 13,84 por ação, a partir de 30 de abril de Para as ações ordinárias resultantes da conversão o BNDESPAR se obriga a vender e o acionista controlador da Companhia se obriga a comprar tais ações, pelo mesmo preço de conversão mais juros calculados entre a data de conversão e o efetivo pagamento. Em dezembro de 2010, foram convertidas pela BNDESPAR debêntures da 1ª série e debêntures da 2ª série, as quais resultaram na emissão de ações ordinárias e ações preferenciais Classe A da Companhia. A totalidade das ações ordinárias resultantes da conversão foi adquirida pela Suzano Holding S.A. controladora da Suzano. As debêntures da 4ª emissão possuem cláusulas contratuais restritivas, não financeiras, que se não cumpridas têm o efeito de tornar a dívida exigível à vista. Em 31 de março de 2012 a Companhia está adimplente com as obrigações desse contrato. c) Debêntures da 5ª emissão A 5ª emissão foi concluída em junho de 2011, com data de emissão em 15 de dezembro de 2010, composta de duas séries, sendo a primeira no valor nominal de R$ 401,8 milhões e a segunda no valor nominal de R$ 798,2 milhões, ambas mandatoriamente conversíveis em ações, para colocação em caráter privado e com direito de preferência de subscrição para os acionistas. As debêntures, em valores nominais, da primeira série foram subscritas na totalidade PÁGINA: 103 de 301

110 Condições financeiras e patrimoniais gerais pelos acionistas controladores no montante de R$ 401,8 milhões. A segunda série no montante de R$ 236,4 milhões foram subscritas pelos acionistas controladores, R$ 24,2 milhões pelos acionistas minoritários e R$ 537,6 milhões pelo BNDESPAR, consoante contrato firmado com essa subsidiária do BNDES. As debêntures da 5ª emissão têm vencimento final em 16 de dezembro de Os juros anuais são de 4,5% a.a., pagáveis anualmente sempre no dia 15 do mês de janeiro, com a primeira data de pagamento em 15 de janeiro de 2012 e a última data de pagamento coincidindo com a última data de conversão. O valor nominal das debêntures será atualizado pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), a partir da data de emissão até a liquidação das debêntures. As debêntures poderão ser convertidas em ações, a partir de 17 de dezembro de 2012 até a data de vencimento, a critério dos debenturistas, pelo preço de R$ 17,39 por ação, deduzidos do valor os proventos declarados por ação, a partir de 01 de janeiro de 2011, limitados ao montante máximo acumulado de R$ 1,00. Para determinação da contabilização dessas debêntures mandatoriamente conversíveis em ações a Administração utilizou o CPC 38, 39 e 40 Instrumentos Financeiros. Na emissão dessas debêntures foi identificado o componente de juros desta transação. Foram calculados os juros incidentes sobre toda a transação e, trazidos a valor presente, registrados na rubrica Debêntures devido sua liquidação ocorrer através do desembolso de caixa, segregados entre curto e longo prazos. Com o transcorrer do prazo da transação, serão calculados os juros efetivos incorridos e a diferença apurada para o valor reconhecido a valor presente, será registrado em Debêntures com contrapartida a rubrica de Despesas Financeiras. Do montante efetivamente subscrito e recebido pela Companhia, foi deduzido o componente de juros e o saldo registrado em Reserva de Capital no montante mandatoriamente conversível em ações na data da subscrição. Todas as debêntures serão atualizadas pelo IPCA, sendo este componente passivo registrado na rubrica de Debêntures em contrapartida a rubrica de Despesas Financeiras. Na liquidação deste passivo financeiro por ocasião da conversão mandatória das debêntures o montante acumulado será reclassificado para o Patrimônio Líquido. A classificação como passivo financeiro justifica-se pelo número variável de ações que serão emitidas quando de sua conversão, conforme requerido pelo parágrafo 29 do CPC 39. Para mais informações a respeito das debêntures de emissão da Companhia, veja o item 18.5 do Formulário de Referência. Subordinação entre as dívidas Os financiamentos contratados pela Companhia são contratualmente subordinados. As garantias prestadas pela Companhia para determinadas obrigações financeiras possuem, em alguns casos, garantia real, inclusive hipoteca e alienação fiduciária dos bens financiados, portanto preferindo outros credores. Debêntures de emissão da Companhia possuem garantia flutuante. Covenants financeiros previstos nas escrituras de debêntures: A escritura de emissão das debêntures da 3ª emissão prevê cláusulas determinando níveis máximos de endividamento e de alavancagem, conforme descritos abaixo: 1) a razão entre Dívida Líquida Consolidada e Patrimônio Líquido consolidado igual ou menor a (i) 1,5 ao final de cada trimestre civil até a Data de Vencimento para as Debêntures da 1ª Série e até 31 de março de 2014 para as Debêntures da 2ª Série, e (ii) 1,0 ao final de cada trimestre civil de 01 de abril de 2014 até a Data de Vencimento para as Debêntures da 2ª Série. 2) a razão entre Dívida Líquida Consolidada e EBITDA consolidado igual ou inferior a (i) 4,5 ao final de cada trimestre civil até 31 de dezembro de 2007, (ii) 4,0 ao final de cada trimestre civil de 01 janeiro de 2008 até a Data de Vencimento para as Debêntures da 1ª Série e até 31 de março de 2014 para as PÁGINA: 104 de 301

111 Condições financeiras e patrimoniais gerais Debêntures da 2ª Série, e (iii) 3,0 ao final de cada trimestre civil de 01 de abril de 2014 até a Data de Vencimento para as Debêntures da 2ª Série. 3) a razão entre EBITDA consolidado/despesas Financeiras Líquidas consolidadas igual ou superior a 2,5 vezes ao final de cada trimestre civil e até a Data de Vencimento. Sobre o cumprimento dos níveis máximos de endividamento e de alavancagem, vide informações no item c acima. As debêntures da 4ª e 5ª emissão não possuem cláusulas contratuais restritivas financeiras, limitando níveis máximos de endividamento e de alavancagem. Para mais informações a respeito das debêntures de emissão da Companhia, veja o item 18.5 do Formulário de Referência. Amortizações O cronograma de amortização das obrigações financeiras vigentes em 31 de março de 2012, assim como a exposição do endividamento da Companhia por indexadores são apresentados abaixo: Exposição por Indexador - 31/03/2012 Amortização (R$ milhões) CDI 19% IGPM 6% TJLP 22% Libor 19% Fixa (R$) 2% Cesta de Moedas 3% Fixa (US$) 29% 9M em diante g) Limites de utilização dos financiamentos já contratados Em 31 de março de 2012, havia dois contratos de financiamento vigentes com saldos pendentes de desembolso e com limites de utilização. Os contratos em questão são o Contrato de Abertura de Limite de Crédito e o contrato de financiamento do Projeto Maranhão, ambos celebrados com o BNDES, conforme abaixo explanado: Agente Financeiro BNDES BNDES Contrato CALC - Contrato de Abertura de Limite de Crédito Projeto Maranhão Financiamento R$ 705 milhões R$ 2.731,6 milhões Desembolsos Realizados Saldo a Desembolsar Valor % Valor % R$ 638,3 milhões R$ 329,7 milhões 91% R$ 66,7 milhões 9% 12% R$ 2.401,9 milhões 88% PÁGINA: 105 de 301

112 Condições financeiras e patrimoniais gerais h) Alterações significativas em cada item das demonstrações contábeis Base de preparação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis consolidadas foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e estão em conformidade com as normas internacionais de relatório financeiro (International Financial Reporting Standard IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board ( IASB ). Incentivos Fiscais A Companhia possui da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste ( SUDENE ) incentivo fiscal de redução de 75% do imposto de renda, relativamente à Unidade Mucuri (linha 1 de celulose e máquina de papel), auferida até 2011 para a celulose e até 2012 para o papel. Esse incentivo fiscal é calculado com base no lucro da exploração, proporcionalmente à receita líquida de vendas da Unidade Mucuri (linha 1 de celulose e máquina de papel). Benefício idêntico a este foi obtido pela Companhia para a Linha 2 desta unidade com prazo de fruição até o término do ano calendário de A redução do imposto de renda, decorrente desse benefício, é contabilizada como uma redução da despesa de imposto de renda e contribuição social correntes no resultado do exercício. Todavia, ao final de cada exercício social, depois de apurado o lucro líquido, o valor da redução do imposto que foi auferido é alocado a uma reserva de capital, como destinação parcial do lucro líquido apurado, cumprindo assim a disposição legal de não distribuir esse valor. A Companhia apresentou à SUDENE pedido de idêntico incentivo fiscal de redução do imposto de renda para a linha 2 de celulose de Mucuri (expansão), sendo que em 18 de Agosto de 2009 obteve a concessão do benefício de redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis no percentual de 75%, pelo prazo de fruição de 10 anos, com vigência do ano calendário de 2009 até Imposto de Renda incentivo de depreciação acelerada relativamente à Unidade Mucuri A Lei nº de 21 de novembro de 2005, em seu art. 31, estabeleceu para as pessoas jurídicas que tenham projeto aprovado em microrregiões menos desenvolvidas, nas áreas de atuação da SUDENE e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia ( SUDAM ), a faculdade de proceder à depreciação acelerada incentivada para bens adquiridos a partir de 1º de janeiro de Este benefício foi deferido à Unidade Mucuri, em 29 de março de 2007, tendo, no entanto, efeito retroativo em relação às aquisições ocorridas durante o exercício social de A depreciação acelerada incentivada em questão consiste na depreciação integral no ano de aquisição, representando uma exclusão do lucro líquido para a determinação do lucro real (tributável), feita através do Livro de Apuração do Lucro Real ( LALUR ), não alterando, no entanto, a despesa de depreciação a ser registrada no resultado do exercício, quando do início das atividades do projeto expansão, com base na vida útil estimada dos bens. A depreciação acelerada incentivada representa diferimento do pagamento do imposto de renda (não alcança a CSLL) pelo tempo de vida útil do bem, devendo nos anos futuros ser adicionado ao lucro tributável valor igual à depreciação contabilizada em cada um dos anos para os bens em questão. PÁGINA: 106 de 301

113 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Resultados Consolidados do trimestre encerrando em 31 de março de 2011 com o trimestre encerrando em 31 de março de 2012 RESULTADO 31 de março de de março de tri 2012 x 1 tri 2011 % Receita Bruta de Vendas ,9% Deduções de vendas ( ) ( ) 5,5% Receita Líquida de Vendas ,9% Custo dos produtos vendidos ( ) ( ) 15,1% Lucro Bruto ,6% Despesas com vendas (54.896) (47.165) 16,4% Despesas gerais e administrativas (93.013) (77.861) 19,5% Outras receitas operacionais ,4% Receitas (despesas) operacionais ( ) ( ) -1,1% Lucro Operacional ,6% Despesas financeiras ( ) ( ) -143,7% Receitas Financeiras ,7% Variações monetárias e cambiais líquidas ,4% Resultado Financeiro Líquido 88 (5.587) -101,6% Lucro antes de IR e CSLL ,6% Imposto de renda e contribuição social 476 (52.190) -100,9% Lucro líquido do período ,0% Receita Líquida A receita líquida da Companhia no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$ 1.037,6 milhões, 22.4% inferior à receita liquida registrada no período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$1.057,1 milhões, devido principalmente à redução de 15,4% no preço médio líquido da celulose e 4,1% do preço líquido médio do papel, apesar do incremento do volume de vendas de papel e celulose em função da integração de Conpacel e KSR e depreciação do Real em relação ao Dólar. O volume total de vendas de papel e celulose no trimestre foi 7,0% superior ao do período de três meses findo em 31 de março 2011, alcançando 725,0 mil toneladas. A receita líquida obtida com as vendas de celulose no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$ 450,5 milhões, 12% menor que no período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 512,5 milhões. A receita líquida de celulose no período de três meses findo em 31 de março 2012 representou 43,4% da receita líquida total da Companhia e 48,5% no período de três meses findo em PÁGINA: 107 de 301

114 Condições financeiras e patrimoniais gerais 31 de março O preço líquido médio em Reais de celulose (mercado interno e externo) no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$1.005,0/ tonelada, 15,4% inferior ao preço no período de três meses findo em 31 de março 2011 que foi de R$ 1.187,7/tonelada. O volume de vendas de celulose foi de 448,3 mil toneladas no período de três meses findo em 31 de março 2012 comparado a 431,5 mil toneladas no período de três meses findo em 31 de março 2011, um aumento de 3,9%. A receita líquida obtida com as vendas de papel no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$ 587,1 milhões, 7,8% menor que no período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 544,7 milhões. A receita líquida de papel no período de três meses findo em 31 de março 2012 representou 56,4% da receita líquida total da Companhia e 51,5% no período de três meses findo em 31 de março O preço líquido médio em Reais de papel (mercado interno e externo) no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$2.121,5/ tonelada, 4,1% inferior ao preço no período de três meses findo em 31 de março 2011 que foi de R$ 2.212,2/tonelada. O volume de vendas de papel foi de 276,7 mil toneladas no período de três meses findo em 31 de março 2012 comparado a 246,2 mil toneladas no período de três meses findo em 31 de março 2011, um aumento de 12,4%. Custo dos Produtos Vendidos O custo dos produtos vendidos no período de três meses findo em 31 de março 2012 totalizou R$ 852,6 milhões, 15,1% superior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 740,6 milhões. Na comparação com o período de três meses findo em 31 de março 2011, o incremento do CPV é explicado (i) aumento de volume de 7,0% e mix com a integração de 100% da unidade Limeira; e (ii) pelo aumento do custo da madeira; de custo fixo e com paradas. O custo médio unitário dos produtos vendidos no período de três meses findo em 31 de março 2012 foi de R$ 1.176/tonelada, 7,6% superior ao registrado no período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 1.157,2/tonelada. Lucro Bruto Devido aos motivos expostos acima, o lucro bruto foi de R$ 185,0 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, 41,6% inferior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 316,5 milhões. Despesas com Vendas As despesas com vendas totalizaram R$ 54,9 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, 16,4% superior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 47,2 milhões. Esse incremento é explicado, principalmente, pela despesa com logística, em função do volume vendido de papel no mercado doméstico. Despesas Gerais e Administrativas As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 93,0 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, 19,5% superior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 77,9 milhões. O incremento é explicado pela maior provisão para processos trabalhistas e pelos despesas relacionadas aos projetos de expansão com Plano Suzano 2024, compensados pela despesa com a integração de Conpacel ocorrida no primeiro trimestre de Outras Receitas Operacionais A conta de outras receitas operacionais apresentou resultado líquido positivo de R$ 34,2 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, impactada positivamente pelo ganho não recorrente PÁGINA: 108 de 301

115 Condições financeiras e patrimoniais gerais com a venda de ativo imobilizado não estratégico comparado a R$ 10,1 milhões no período de três meses findo em 31 de março Resultado Financeiro Líquido As despesas financeiras líquidas foram de R$ 80,1 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, comparadas a R$ 69,0 milhões no período de três meses findo em 31 de março O incremento é justificado pelo aumento dos juros com financiamento e redução nos ganhos com derivativos. Variações Monetárias e Cambiais Líquidas As variações monetárias e cambiais impactaram positivamente o resultado da companhia em R$ 80,2 milhões no período de três meses findo em 31 de março Esse resultado é explicado pela variação da taxa de câmbio de -3,2% sobre a exposição de balanço entre a abertura (R$ 1,88 / US$) e o fechamento (R$ 1,82 / US$). No período de três meses findo em 31 de março 2011, as variações monetárias e cambiais foram positivas em R$ 63,4 milhões. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social Devido aos motivos expostos acima, a Companhia registrou resultado antes do imposto de renda e contribuição social de R$ 71,4 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, 63,6% inferior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$ 196,0 milhões. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O imposto de renda e contribuição social no período foi um credito fiscal de R$ 0,5 milhões, comparado com despesas do período anterior de R$52,2 milhões. Esta variação refere-se, principalmente, pela redução da base tributável dos resultados da Companhia em 63,6% e o benefício fiscal de Reinvestimento (Lei 8.167/91) de R$9,5 milhões. Lucro Líquido Devido aos motivos expostos acima, a Companhia registrou lucro líquido de R$ 71,8 milhões no período de três meses findo em 31 de março 2012, 50,0% inferior ao período de três meses findo em 31 de março 2011 de R$143,8 milhões. PÁGINA: 109 de 301

116 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Resultados Consolidados Exercícios 2011 / 2010 RESULTADO x 2010 % Receita Bruta de Vendas ,8% Deduções de vendas ( ) ( ) 19,5% Receita Líquida de Vendas ,4% Custo dos produtos vendidos ( ) ( ) 19,8% Lucro Bruto ,2% Despesas com vendas ( ) ( ) 8,6% Despesas administrativas ( ) ( ) 15,7% Outras receitas operacionais ,9% Receitas (despesas) operacionais ( ) ( ) 107,5% Lucro Operacional ,3% Despesas financeiras ( ) ( ) 28,8% Receitas Financeiras ,4% Variações monetárias e cambiais líquidas ( ) ,5% Resultado Financeiro Líquido ( ) ( ) 183,1% Lucro (prejuízo) antes de IR e CSLL (98.305) ,9% Imposto de renda e contribuição social ( ) -198,6% Lucro líquido do exercício ,1% Receita Líquida A receita líquida da Companhia em 2011 foi de R$ 4.848,0 milhões, 7,4% superior à receita liquida registrada no 2010 de R$ 4.513,9 milhões, devido ao incremento de volume de vendas de celulose e papel, apesar da redução de 11,4% no preço médio líquido da celulose e 1,6% do preço líquido médio do papel. O volume total de vendas de papel e celulose em 2011 foi de 3.143,4 mil toneladas, 13,8% superior ao de 2010, de 2.763,0 mil toneladas. A receita líquida obtida com as vendas de celulose em 2011 foi de R$ 2.012,9 milhões, estável em relação a receita liquida registrada no 2010 de 2.018,3 milhões. A receita líquida de celulose em 2011 representou 41,5% da receita líquida total da Companhia e 44,7% em O preço líquido médio em Reais de celulose (mercado interno e externo) em 2011 foi de R$1.113,3/ tonelada, 11,4% inferior ao preço de 2010 que foi de R$ 1.256,1/tonelada. O volume de vendas de celulose foi de 1.808,1 mil toneladas em 2011 comparado a 1.606,8 mil toneladas em 2010, um aumento de 12,5%. A receita líquida obtida com as vendas de papel em 2011 foi de R$ 2.835,1 milhões, 13,6% superior a 2010 de R$ 2.495,6 milhões. A receita líquida de papel em 2011 representou 58,5% da receita líquida total da Companhia e 55,3% em O preço líquido médio em Reais de papel (mercado interno e externo) em 2011 foi de R$2.123,2/ tonelada, 1,6% inferior ao preço em 2010 que foi de R$ 2.158,4/tonelada. O volume de vendas de papel foi de 1.335,3 mil toneladas em 2011 comparado a 1.156,2 mil toneladas em 2010, um aumento de 15,5%. PÁGINA: 110 de 301

117 Condições financeiras e patrimoniais gerais Custo dos Produtos Vendidos O custo dos produtos vendidos em 2011 totalizou R$ 3.771,9 milhões, 19,8% superior ao registrado em 2010 de R$ 3.148,5 milhões. Este incremento deveu-se, principalmente, ao maior volume (13,8%) e mix de produtos vendidos, aumento de preços ou consumo dos principais insumos, tais como óleo combustível, soda cáustica e clorato de sódio, e ao aumento da participação de madeira de terceiros na matriz de abastecimento de O CPV unitário em 2011 foi de R$ 1.200,0 / tonelada em comparação a R$ 1.139,5 / tonelada, aumento de 5,3% em relação ao ano anterior. Lucro Bruto Devido aos motivos expostos acima, o lucro bruto foi de R$ 1.076,1 milhões em 2011, 21,2% inferior a 2010 de R$ 1.365,4 milhões. Despesas com Vendas As despesas com vendas totalizaram R$ 247,7 milhões em 2011, 8,6% superior a 2010 de R$ 228,0 milhões. Esse incremento é explicado, principalmente, pela despesa com logística, em função do volume vendido de papel no mercado doméstico em 2011, incremento das despesas com absorção da atividade de KSR, parcialmente compensado pela menor despesa com provisão para devedores duvidosos. Despesas Gerais e Administrativas As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 333,8 milhões em 2011, 15,7% superior a 2010 de R$ 288,5 milhões. Este incremento deve-se principalmente a reclassificação das despesas da unidade Limeira que anteriormente eram contabilizadas como custos em função da operação por meio de consórcio (Conpacel), a despesas com treinamentos relacionados aos projetos de expansão com o Plano Suzano 2024, a reajustes salariais e reestruturação de pessoal, além de serviços de terceiros, como consultoria e assessoria. Outras Receitas Operacionais A conta de outras receitas operacionais apresentou resultado líquido positivo de R$ 181,8 milhões em 2011, 43,9% inferior a 2010 de R$ 323,8 milhões, impactadas principalmente pela alienação de ativos florestais (aproximadamente 50 mil hectares) não estratégicos no estado de Minas Gerais em 2010, que não eram ativos utilizados em nossas operações bem como no plano de expansão da Companhia, que foram vendidos por R$ 334,3 milhões e resultou em lucro de R$263,0 milhões. Despesas Financeiras Líquidas Em 2011, as despesas financeiras líquidas foram de R$ 318,5 milhões, praticamente estáveis quando comparadas ao ano de 2010, de R$ 321,7 milhões. Variações Monetárias e Cambiais Líquidas As variações monetárias e cambiais impactaram negativamente o resultado da Companhia em R$ 456,2 milhões no ano de 2011, explicado pela expressiva desvalorização do Real frente ao Dólar em 12,6%. Em 2010 o impacto foi positivo em R$ 48,0 milhões. PÁGINA: 111 de 301

118 Condições financeiras e patrimoniais gerais Resultado antes do imposto de renda e contribuição social Devido aos motivos acima, a Companhia registrou prejuízo antes do imposto de renda e contribuição social de R$ 98,3 milhões em 2011, comparada ao lucro antes do imposto de renda e contribuição social em 2010 de R$ 899,1 milhões. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O imposto de renda e contribuição social no exercício de 2011 foi um credito fiscal de R$128,2 milhões, comparado com despesas no exercício de 2010 de R$130,1 milhões. Esta redução refere-se, principalmente, pela redução do resultado antes de imposto de renda e da contribuição social da Companhia em 110,9%. Lucro Líquido Devido aos motivos acima, a Companhia registrou lucro líquido de R$ 29,9 milhões em 2011, 96,1% inferior a 2010 de R$769,0 milhões. Análise Comparativa dos Resultados Consolidados Exercícios 2010 / 2009 RESULTADO x 2009 % Receita Bruta de Vendas ,7% Deduções de vendas ( ) ( ) 18,7% Receita Líquida de Vendas ,2% Custo dos produtos vendidos ( ) ( ) 2,3% Lucro Bruto ,3% Despesas com vendas ( ) ( ) 43,9% Despesas gerais e administrativas ( ) ( ) 25,0% Outras receitas operacionais ,2% Receitas (despesas) operacionais ( ) ( ) -11,7% Lucro Operacional ,9% Despesas financeiras ( ) ( ) 7,1% Receitas Financeiras ,4% Variações monetárias e cambiais líquidas ,6% Resultado Financeiro Líquido ( ) N/A Lucro antes de IR e CSLL ,7% Imposto de renda e contribuição social ( ) ( ) -66,6% Lucro líquido do exercício ,8% PÁGINA: 112 de 301

119 Condições financeiras e patrimoniais gerais Receita Líquida A receita líquida da Companhia em 2010 foi de R$ 4.513,9 milhões, 14,2% superior à receita liquida registrada no 2009 de R$ 3.952,7 milhões, devido ao incremento de 19,7% no preço médio líquido da celulose, apesar da redução do volume de vendas de celulose e papel. O volume total de vendas de papel e celulose em 2010 foi de 2.763,0 mil toneladas, 4,6% inferior ao de 2009, de 2.895,9 mil toneladas. A receita líquida obtida com as vendas de celulose em 2010 foi de R$ 2.018,3 milhões, 25,4 % superior a 2009 de R$ 1.608,9 milhões. A receita líquida de celulose em 2010 representou 44,7% da receita líquida total da Companhia e 40,7% em O preço líquido médio em Reais de celulose (mercado interno e externo) em 2010 foi de R$1.256,1/ tonelada, 39,0% superior ao preço de 2009 que foi de R$ 903,8 /tonelada. O volume de vendas de celulose foi de 1.606,8 mil toneladas em 2010 comparado a 1.780,2 mil toneladas em 2009, uma redução de 9,7%. A receita líquida obtida com as vendas de papel em 2010 foi de R$ 2.495,6 milhões, 6,5% superior a 2009 de R$ 2.343,9 milhões. A receita líquida de papel em 2010 representou 55,3% da receita líquida total da Companhia e 59,3% em O preço líquido médio em Reais de papel (mercado interno e externo) em 2010 foi de R$2.158,4/ tonelada, 2,7% superior ao preço em 2009 que foi de R$ 2.100,8/tonelada. O volume de vendas de papel foi de 1.158,2 mil toneladas em 2010 comparado a 1.115,7 mil toneladas em 2009, um aumento de 3,6%. Custo dos Produtos Vendidos O custo dos produtos vendidos em 2010 totalizou R$ 3.148,5 milhões, 2,2% superior ao registrado em 2009 de R$ 3.079,2 milhões. Este incremento deveu-se, principalmente, ao aumento de preços dos principais insumos, tais como óleo combustível, soda cáustica e clorato de sódio, e ao aumento da participação de madeira de terceiros na matriz de abastecimento de O CPV unitário em 2010 ficou em R$ 1.139,5 / tonelada em comparação a R$ 1.063,3 / tonelada, aumento de 7,2% em relação ao ano anterior, reflexo da maior participação da celulose no mix de vendas em Lucro Bruto Devido aos motivos expostos acima, o lucro bruto foi de R$ 1.365,4 milhões em 2010, 56,3% superior a 2009 de R$ 873,5 milhões. Despesas com Vendas As despesas com vendas totalizaram R$ 228,0 milhões em 2010, 43,9% superior a 2009 de R$ 158,5 milhões. Esse incremento é explicado, principalmente, em função da constituição de provisão para devedores duvidosos, no montante de R$ 22,7 milhões, além de aumentos de gastos com logística, pessoal e com serviços de terceiros. Despesas Gerais e Administrativas As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 288,5 milhões em 2010, 25,0% superior a 2009 de R$ 230,8 milhões. O incremento ocorreu, principalmente, em função da constituição de provisões para contingências trabalhistas e cíveis não recorrentes, no valor de R$ 30,4 milhões, dos quais R$ 29,3 milhões referem-se ao processo trabalhista iniciado em 1997, além de gastos com serviços de terceiros, como consultoria e assessoria, reflexo dos novos projetos e dos planos de ação que haviam sido adiados em virtude da contenção geral de gastos em 2009 durante a crise financeira internacional. PÁGINA: 113 de 301

120 Condições financeiras e patrimoniais gerais Outras Receitas Operacionais A conta de outras receitas operacionais apresentou resultado líquido positivo de R$ 323,8 milhões em 2010, 89,2% superior a 2009 de R$ 171,1 milhões, impactadas principalmente pela alienação de ativos não estratégicos no estado de Minas Gerais em 2010, que não eram ativos utilizados em nossas operações bem como no plano de expansão da Companhia (aproximadamente 50 mil hectares) que foram vendidos por R$ 334,3 milhões e resultou em lucro de R$ 263,0 milhões. Despesas Financeiras Líquidas Em 2010, as despesas financeiras líquidas foram de R$ 321,7 milhões, incremento de R$ 109,2 milhões na comparação com o ano de 2009, cujo resultado foi de R$ 212,5 milhões. Esse resultado é explicado pelo aumento dos juros com financiamento e pelo aumento das perdas com derivativos. Variações Monetárias e Cambiais Líquidas As variações monetárias e cambiais impactaram positivamente os resultados da Companhia em R$ 48,0 milhões no ano de 2010, em função da apreciação do Real frente ao Dólar em 4,3%. Em 2009, o impacto foi positivo em R$ 893,1 milhões, é justificado pela apreciação do Real frente ao Dólar em 25,5% entre dezembro de 2008 e Resultado antes do imposto de renda e contribuição social Devido aos motivos expostos acima, a Companhia registrou lucro antes do imposto de renda e contribuição social de R$ 899,1 milhões em 2010, 32,7% inferior ao lucro antes do imposto de renda e contribuição social em 2009 de R$ 1.336,0 milhões. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O imposto de renda e contribuição social no exercício de 2010 foi uma despesa de R$130,1 milhões, sendo um decréscimo de 66,6% em relação as despesas do exercício de 2009 de R$389,5 milhões. Esta redução refere-se, principalmente, pela redução do lucro antes do IR e CSLL da Companhia em 32,7% e ao impacto do imposto de renda diferido sobre as diferenças temporárias. Lucro Líquido Devido aos motivos expostos acima, a Companhia registrou lucro líquido de R$ 769,0 milhões em 2010, 18,8% inferior a 2009 de R$946,5 milhões. PÁGINA: 114 de 301

121 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Consolidado Variações Ativo 31 de março de de dezembro de de dezembro de de dezembro de /mar/12 x 31/dez/11 31/dez/11 x 31/dez/10 31/dez/10 x 31/dez/09 % % % % % % % Circulante Caixa e equivalentes de caixa 3.572,0 16,1% 3.273,9 15,1% 3.735,4 19,8% 2.533,3 14,4% 298,1 9,1% (461,5) -12,4% 1.202,2 47,5% Contas a receber de clientes 822,3 3,7% 983,1 4,5% 792,1 4,2% 766,2 4,3% (160,7) -16,4% 191,0 24,1% 25,9 3,4% Estoques 822,9 3,7% 722,4 3,3% 658,8 3,5% 615,9 3,5% 100,5 13,9% 63,6 9,7% 42,9 7,0% T ributos a recuperar 269,3 1,2% 265,0 1,2% 171,7 0,9% 238,8 1,4% 4,3 1,6% 93,3 54,3% (67,1) -28,1% Despesas antecipadas 5,7 0,0% 6,0 0,0% 5,8 0,0% 5,3 0,0% (0,3) -5,4% 0,2 4,1% 0,5 8,6% Ganhos em operações com derivativos 9,2 0,0% 16,7 0,1% 15,8 0,1% 13,0 0,1% (7,5) -45,0% 0,9 5,8% 2,8 21,6% Créditos a receber de precatório indenizatório 0,0 0,0% 0,0 0,0% 6,3 0,0% 6,2 0,0% 0,0 0,0% (6,3) -100,0% 0,1 100,0% Créditos a receber de imóveis e florestas 10,1 0,0% 10,2 0,0% 10,2 0,1% 10,8 0,1% (0,1) -0,6% (0,1) -0,7% (0,6) -5,4% Outras contas a receber 134,1 0,6% 94,9 0,4% 27,7 0,1% 41,2 0,2% 39,2 41,3% 67,2 242,4% (13,5) -32,7% Total do ativo circulante 5.645,6 25,5% 5.372,2 24,8% 5.423,8 28,7% 4.230,7 24,0% 273,5 5,1% (51,7) -1,0% 1.193,2 28,2% Não circulante Ativos biológicos 2.473,8 11,2% 2.406,6 11,1% 1.811,1 9,6% 1.588,9 9,0% 67,2 2,8% 595,5 32,9% 222,1 14,0% Impostos e contribuições sociais a compensar 122,4 0,6% 115,5 0,5% 96,1 0,5% 110,4 0,6% 7,0 6,0% 19,4 20,1% (14,3) -13,0% Imposto de renda e contribuição social diferidos 0,7 0,0% 0,7 0,0% 26,9 0,1% 11,4 0,1% 0,0 6,9% (26,3) -97,5% 15,6 137,3% Ganhos em operações com derivativos 30,0 0,1% 32,9 0,2% 11,6 0,1% 15,0 0,1% (3,0) -9,0% 21,4 185,8% (3,6) -23,7% Créditos a receber de precatório indenizatório 56,7 0,3% 56,7 0,3% 50,2 0,3% 55,5 0,3% - 0,0% 6,5 12,9% (5,2) -9,4% Adiantamento a fornecedores 273,8 1,2% 276,5 1,3% 257,8 1,4% 243,5 1,4% (2,7) -1,0% 18,7 7,2% 14,3 5,9% Depósitos judiciais 57,3 0,3% 56,2 0,3% 74,0 0,4% 77,3 0,4% 1,0 1,8% (17,8) -24,0% (3,3) -4,2% Outras contas a receber 68,1 0,3% 69,8 0,3% 86,9 0,5% 156,7 0,9% (1,6) -2,3% (17,1) -19,7% (69,8) -44,5% Imobilizado ,5 59,7% ,5 60,4% ,5 57,8% ,5 63,0% 166,0 1,3% 2.133,0 19,5% (166,0) -1,5% Intangível 191,2 0,9% 198,5 0,9% 169,9 0,9% 34,0 0,2% (7,4) -3,7% 28,6 16,9% 135,9 399,0% ,7 60,6% ,0 61,3% ,4 58,6% ,5 63,2% 158,6 1,2% 2.161,6 19,5% (30,1) -0,3% Total do ativo não circulante ,5 74,5% ,9 75,2% ,0 71,3% ,2 76,0% 226,6 1,4% 2.761,9 20,4% 125,8 0,9% Total do ativo ,1 100,0% ,1 100,0% ,8 100,0% ,9 100,0% 500,1 2,3% 2.710,2 14,3% 1.319,0 7,5% Passivo 31 de março de de dezembro de de dezembro de 2010 Consolidado 31 de dezembro de 2009 % % % % % % % Circulante Fornecedores 404,9 1,8% 414,7 1,9% 277,1 1,5% 268,1 1,5% (9,9) -2,4% 137,6 49,7% 9,1 3,4% Financiamentos e empréstimos 2.519,7 11,4% 2.142,1 9,9% 1.340,1 7,1% 1.432,7 8,1% 377,6 17,6% 802,0 59,8% (92,6) -6,5% Debêntures 80,9 0,4% 110,9 0,5% 42,6 0,2% 113,7 0,6% (30,0) -27,1% 68,3 160,5% (71,2) -62,6% Perdas em operações com derivativos 25,0 0,1% 29,4 0,1% 37,4 0,2% 51,7 0,3% (4,5) -15,2% (8,0) -21,3% (14,3) -27,6% Impostos a pagar 26,2 0,1% 43,3 0,2% 41,4 0,2% 42,9 0,2% (17,1) -39,4% 1,9 4,7% (1,6) -3,6% Remunerações e encargos a pagar 109,0 0,5% 101,7 0,5% 71,1 0,4% 70,8 0,4% 7,3 7,2% 30,6 43,0% 0,3 0,5% Débitos a pagar para partes relacionadas 0,0 0,0% 0,0 0,0% 0,0 0,0% 0,0 0,0% - 0,0% - 0,0% - 0,0% Dívidas com compra de terras e reflorestamento 38,9 0,2% 54,4 0,3% 65,4 0,3% 61,3 0,3% (15,4) -28,4% (11,0) -16,8% 4,1 6,7% Contas a pagar 84,5 0,4% 103,2 0,5% 68,3 0,4% 48,1 0,3% (18,7) -18,1% 34,8 51,0% 20,3 42,1% Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar 0,6 0,0% 83,9 0,4% 129,0 0,7% 167,5 1,0% (83,2) -99,3% (45,2) -35,0% (38,5) -23,0% Imposto de renda e contribuição social 2,9 0,0% 1,0 0,0% 2,8 0,0% 2,0 0,0% 1,9 189,1% (1,9) -65,0% 0,8 41,2% Total do passivo circulante 3.292,5 14,9% 3.084,6 14,2% 2.075,2 11,0% 2.258,8 12,8% 208,0 6,7% 1.009,3 48,6% (183,5) -8,1% Variações 31/dez/11 x 31/dez/10 31/dez/11 x 31/dez/10 31/dez/10 x 31/dez/09 Não circulante Financiamentos e empréstimos 5.967,6 26,9% 5.746,0 26,5% 5.191,4 27,4% 4.411,6 25,0% 221,7 3,9% 554,5 10,7% 779,9 17,7% Debêntures 739,8 3,3% 744,7 3,4% 582,3 3,1% 686,0 3,9% (4,9) -0,7% 162,4 27,9% (103,7) -15,1% Perdas em operações com derivativos 23,6 0,1% 28,5 0,1% 29,9 0,2% 25,7 0,1% (4,9) -17,2% (1,4) -4,8% 4,2 16,2% Dívidas com compra de terras e reflorestamento 122,9 0,6% 124,1 0,6% 111,4 0,6% 164,5 0,9% (1,1) -0,9% 12,6 11,3% (53,1) -32,3% Contas a pagar 9,3 0,0% 19,1 0,1% 20,0 0,1% 7,5 0,0% (9,8) -51,4% (0,8) -4,2% 12,4 163,4% Provisão para contingências 179,7 0,8% 170,9 0,8% 206,2 1,1% 131,6 0,7% 8,8 5,1% (35,3) -17,1% 74,6 56,7% Provisão para passivos atuariais 221,6 1,0% 218,6 1,0% 162,7 0,9% 187,5 1,1% 3,0 1,4% 55,9 34,4% (24,8) -13,2% Imposto de renda s e contribuição social diferidos 1.843,5 8,3% 1.837,0 8,5% 1.909,4 10,1% 1.877,4 10,7% 6,5 0,4% (72,3) -3,8% 31,9 1,7% Plano de remuneração baseado em ações 10,7 0,0% 10,1 0,0% 17,7 0,1% 12,9 0,1% 0,6 5,9% (7,7) -43,2% 4,9 38,1% Total do passivo não circulante 9.118,7 41,2% 8.899,0 41,1% 8.231,0 43,3% 7.504,7 42,5% 219,8 2,5% 668,0 8,1% 726,2 9,7% Patrimônio Líquido Capital social 3.445,6 15,6% 3.445,6 15,9% 2.685,2 14,2% 2.054,4 11,7% - 0,0% 760,4 28,3% 630,8 30,7% Reservas de capital e de lucros 3.606,9 16,3% 3.606,6 16,7% 2.505,5 13,2% 2.358,2 13,4% 0,2 0,0% 1.101,1 43,9% 147,4 6,3% Lucros Exercicio 71,8 0,3% 0,0 0,0% 0,0 0,0% 0,0 0,0% 71, ,0% - 0,0% Lucros Acumulados 7,2 0,0% 0,0 0,0% 0,0 0,0% 0,0 0,0% 7, ,0% - 0,0% Ajustes de avaliação patrimonial 2.614,4 11,8% 2.621,3 12,1% 3.449,9 18,2% 3.451,8 19,6% (6,9) -0,3% (828,6) -24,0% (1,9) -0,1% Total do patrimônio líquido 9.745,9 44,0% 9.673,5 44,7% 8.640,6 45,7% 7.864,4 44,6% 72,3 0,7% 1.032,9 12,0% 776,3 9,9% Total do Passivo ,1 100,0% ,1 100,0% ,8 100,0% ,9 100,0% 500,1 2,3% 2.710,2 14,3% 1.319,0 7,5% PÁGINA: 115 de 301

122 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Em 31 de março de 2012 e em 31 de dezembro de 2011 Ativo Circulante O ativo circulante era de R$ 5.645,6 milhões em 31 de março de 2012, em comparação a um saldo de R$ 5.372,2 milhões em 31 de dezembro de 2011, o que representou um aumento de 5%. A participação do ativo circulante, em 31 de março de 2012, representava 25,5% do total do ativo, em comparação a 24,8% em 31 de dezembro de Este aumento deveu-se principalmente às novas captações no ano de Ativo Não Circulante O ativo não circulante era de R$ ,5 milhões em 31 de março de 2012 e de R$ ,9 milhões em 31 de dezembro de 2011, representando um aumento de 1,4%, devido principalmente ao aumento em imobilizado e intangível. Imobilizado e Intangíveis O saldo de imobilizado e intangíveis era de R$ ,7 milhões em 31 de março de 2012, em comparação a um saldo de R$ ,1 milhões registrado em 31 de dezembro de O saldo desses ativos passou para 60,6% do total do ativo em 31 de março de 2012, em comparação a 61,3% em 31 de dezembro de Este aumento deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de R$ 261 milhões no imobilizado em andamento referente aos gastos para a construção da fábrica de celulose no Maranhão, líquido de depreciação. Passivo Circulante O passivo circulante era de R$ 3.292,5 milhões em 31 de março de 2012, em comparação a um saldo de R$ 3.084,6 milhões em 31 de dezembro de 2011, representando um aumento de 7%, ou R$ 207,9 milhões. A participação do passivo circulante em relação ao passivo total manteve-se estável entre os períodos. O aumento no período ocorreu principalmente em virtude do acréscimo de 17,6% ou R$ 377,6 milhões no saldo de financiamentos, relacionado a novas captações do período e variações monetárias e cambiais sobre dívidas denominadas em Dólares, além das transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. Passivo Não Circulante O passivo não circulante era de R$ 9.118,7 milhões em 31 de março de 2012, em comparação a um saldo de R$ 8.899,0 milhões em 31 de dezembro de 2011, o que representou um aumento de 2,5% ou R$ 219,8 milhões. A participação do passivo não circulante em relação ao passivo total manteve-se estável entre os períodos. Este aumento fundamenta-se no acréscimo de 3,9% ou R$ 221,7 milhões nas contas de financiamentos, devido principalmente às novas captações no ano de 2012, compensadas pelas transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. PÁGINA: 116 de 301

123 Condições financeiras e patrimoniais gerais Patrimônio Líquido O patrimônio líquido era de R$ 9.745,9 milhões em 31 de março de 2012, em comparação a um saldo de R$ 9.673,5 milhões verificado em 31 de dezembro de 2011, representando um aumento de 0,7% ou R$ 72,4 milhões. A participação do patrimônio líquido passou para 44, 0% do total do passivo em 31 de março de 2012, em comparação a um percentual de 44,7% observado em 31 de dezembro de Esse acréscimo deveu-se, principalmente, ao resultado do período de Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Ativo Circulante O ativo circulante era de R$ 5.372,2 milhões em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um saldo de R$ 5.423,8 milhões em 31 de dezembro de 2010, o que representou uma diminuição de 1%. A participação do ativo circulante, em 31 de dezembro de 2011, representava 24,8% do total do ativo, em comparação a 28,7% em 31 de dezembro de Não houve variação representativa em relação a 31 de dezembro de Ativo Não Circulante O ativo não circulante era de R$ ,9 milhões em 31 de dezembro de 2011 e de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2010, representando um aumento de 20,4%, ou R$ 2.761,9 milhões. Esse aumento ocorreu principalmente em virtude do aumento no saldo de imobilizado e intangível e da variação de 32,9%, ou R$ 595,5 milhões, na rubrica de ativos biológicos, em função principalmente de novos plantios nas áreas do Maranhão e Piauí e novos reflorestamentos devido à aquisição do Conpacel. Imobilizado e Intagível O imobilizado e intangível era de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um saldo de R$ ,4 milhões registrado em 31 de dezembro de A participação do imobilizado e intangível passou para 61,3% do total do ativo em 31 de dezembro de 2011, em comparação a 58,6% em 31 de dezembro de Este aumento deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de 19,5% ou R$ 2.133,0 milhões no imobilizado, líquido de depreciação, devido principalmente à adição do imobilizado adquirido do Conpacel e KSR avaliados ao valor justo. Passivo Circulante O passivo circulante era de R$ 3.084,6 milhões em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um saldo de R$ 2.075,2 milhões em 31 de dezembro de 2010, representando um aumento de 48,6%, ou R$ 1.009,3 milhões. A participação do passivo circulante passou para 14,2% do total do passivo em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um percentual de 11,0% em 31 de dezembro de Esse aumento ocorreu principalmente em virtude do acréscimo de R$ 870,3 milhões no saldo das contas de financiamentos e de debêntures, relacionado a novas captações do período e variações monetárias e cambiais sobre dívidas denominadas em Dólares, e pelas transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. PÁGINA: 117 de 301

124 Condições financeiras e patrimoniais gerais Passivo Não Circulante O passivo não circulante era de R$ 8.899,0 milhões em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um saldo de R$ 8.231,0 milhões em 31 de dezembro de 2010, o que representou um aumento de 8,1% ou R$ 668,0 milhões. A participação do passivo não circulante passou para 41,1% do total do passivo em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um percentual de 43,3% observado em 31 de dezembro de Este aumento deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de R$ 716,9 milhões nas contas de financiamentos e de debêntures, devido principalmente às novas captações no ano de 2011, compensadas pelas transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido era de R$ 9.673,5 milhões em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um saldo de R$ 8.640,7 milhões verificado em 31 de dezembro de 2010, representando um aumento de 12,0% ou R$ 1.032,8 milhões. A participação do patrimônio líquido passou para 44,7% do total do passivo em 31 de dezembro de 2011, em comparação a um percentual de 45,7% observado em 31 de dezembro de Esse acréscimo deveu-se, principalmente, ao acréscimo de R$ 1.139,2 milhões devido a 5 Emissão de Debêntures mandatoriamente conversíveis em ações e do lucro líquido de R$29,9 milhões em 2011; e decréscimo de R$ 27,6 milhões referente a perdas com passivos atuariais em Outros Resultados Abrangentes; e, distribuição de Juros sobre Capital Próprio de R$ 96,0 milhões. Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Em 31 de dezembro de 2010 e 2009 Ativo Circulante O ativo circulante era de R$ 5.423,8 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um saldo de R$ 4.230,7 milhões em 31 de dezembro de 2009, o que representou um aumento de 28,2%. A participação do ativo circulante, em 31 de dezembro de 2010, representava 28,7% do total do ativo, em comparação a 24,0% em 31 de dezembro de Esse aumento ocorreu principalmente em virtude da variação de 47,5%, ou R$ 1.202,2 milhões, na rubrica de Caixa e Equivalentes de Caixa, em função da venda de terras e florestas, recebimentos pela liquidação de operações com derivativos, captação de empréstimos e redução da conta de tributos a compensar, relacionado ao uso de compensações de impostos federais no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ativo Não Circulante O ativo não circulante era de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2010 e de R$ ,2 milhões em 31 de dezembro de 2009, representando um aumento R$ 155,9 milhões. Não houve variação significativa em relação a 31 de dezembro de Imobilizado e Intangível O imobilizado e intangível era de R$ ,4 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um saldo de R$ ,5 milhões registrado em 31 de dezembro de A participação do imobilizado e intangível passou para 58,6% do total do ativo em 31 de dezembro de 2010, em comparação a 63,2% em 31 de dezembro de PÁGINA: 118 de 301

125 Condições financeiras e patrimoniais gerais Esta redução ocorreu principalmente em função da variação no imobilizado, líquido de depreciação, durante o exercício de 2010 no valor de R$ 166,0 milhões, compensado por um aumento de R$ 135,9 milhões de ágio pela compra da empresa FuturaGene Ltd. ( FuturaGene ). Passivo Circulante O passivo circulante era de R$ 2.075,2 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um saldo de R$ 2.258,8 milhões em 31 de dezembro de 2009, representando uma redução de 8,1%, ou R$ 183,5 milhões. A participação do passivo circulante passou para 11,0% do total do passivo em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um percentual de 12,8% em 31 de dezembro de Esta redução ocorreu principalmente em virtude do decréscimo de R$ 163,7 milhões no saldo das contas de financiamentos e de debêntures, relacionado às amortizações do período e variações monetárias e cambiais sobre dívidas denominadas em Dólares, e pelas transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. Passivo Não Circulante O passivo não circulante era de R$ 8.231,0 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um saldo de R$ 7.504,7 milhões em 31 de dezembro de 2009, o que representou um aumento de 9,7% ou R$ 726,2 milhões. A participação do passivo não circulante passou para 43,3% do total do passivo em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um percentual de 42,5% observado em 31 de dezembro de Este aumento deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de R$ 676,2 milhões nas contas de financiamentos e de debêntures, devido principalmente às novas captações no ano de 2010, compensadas pelas transferências de parcelas de longo prazo para o curto prazo. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido era de R$ 8.640,7 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um saldo de R$ 7.864,4 milhões em 31 de dezembro de 2009, representando um aumento de 9,9% ou R$ 776,3 milhões. A participação do patrimônio líquido passou para 45,7% do total do passivo em 31 de dezembro de 2010, em comparação a um percentual de 44,6% observado em 31 de dezembro de Esse acréscimo deveu-se principalmente a: (i) aumento de capital por meio de conversão de debêntures em ações no montante de R$ 218,5 milhões; e (ii) constituição de reservas de lucros no montante de R$ 574,7 milhões no ano de PÁGINA: 119 de 301

126 Condições financeiras e patrimoniais gerais Fluxos de Caixa Consolidado Períodos de três meses Exercícios findos em 31 de dezembro (Em milhares de reais) Caixa gerados pelas atividades operacionais Caixa (aplicado) nas atividades de investimentos Caixa gerado (aplicado) nas atividades de ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Efeitos de variação cambial em caixa e equivalentes de caixa (6.723) (4.022) (8.847) (59.603) Aumento (Diminuição) do Caixa e equivalente de caixa ( ) ( ) Atividades Operacionais No período de três meses findo em 31 de março de 2012, as atividades operacionais geraram caixa líquido no montante de R$ 154,8 milhões, e no mesmo período de três meses findo em 31 de março de 2011, o montante de R$ 166,6 milhões. No exercício de 2011, as atividades operacionais geraram caixa líquido no montante de R$ 942,3 milhões, e no exercício de 2010 o montante de R$ 1.177,9 milhões. No exercício de 2010, as atividades operacionais geraram caixa líquido no montante de R$ 1.177,9 milhões, e no exercício de 2009 o montante de R$ 1.184,2 milhões. Atividades de Investimentos No período de três meses findo em 31 de março de 2012, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido de R$355,5 milhões, o mesmo período de três meses findo em 31 de março de 2011 foi consumido caixa líquido no montante de R$1.763,2 milhões. O montante total investido no período findo em 2012 é composto por R$394,1 milhões em aquisições de imobilizados e ativos biológicos, principalmente R$98,6 milhões em aquisições para manutenção das áreas industriais e florestal, sendo compensados pelo recebimento de alienação de ativos no montante de R$38,7 milhões. No período de três meses findo em 31 de março 2011, o montante de saída de caixa é composto por aquisições de imobilizados e ativos biológicos no montante de R$1.779,4 milhões, principalmente a aquisição de 50% dos ativos líquidos do Conpacel e da distribuidora de papel KSR no montante parcial no montante de R$1.500,0 milhões, sendo compensados pelo recebimento de alienação de ativos de R$16,2 milhões. No exercício de 2011, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido no montante de R$3.229,3 milhões, e no exercício de 2010 foi consumido o caixa líquido no montante de R$352,5 milhões. O montante total investido em 2011 em aquisições de imobilizados e ativos biológicos são compostos principalmente (i) R$1.509,0 milhões na aquisição de 50% dos ativos líquidos do Conpacel e da distribuidora de papel KSR, (ii) R$1.162,5 milhões na construção da unidade industrial e florestal do Maranhão (iii) R$ 518,2 milhões na aquisição para manutenção das áreas industriais e florestal, (iv) demais imobilizados e intangíveis de R$ 57,9 milhões, sendo compensados pelo recebimento de alienação de ativos de R$18,3 milhões. O montante total investido em 2010 é composto por (i) R$603,1 milhões em aquisições de imobilizados e ativos biológicos, principalmente (a) R$330,0 milhões na aquisição para manutenção das áreas industrias e florestal, (b) R$260,9 milhões na construção da unidade industrial do Maranhão e Piauí no e (ii)r$137,2 milhões, principalmente R$135,9 milhões na aquisição da subsidiária FuturaGene Ltd. No mesmo período, foram gerados R$387,8 milhões pela venda de ativos, principalmente, as terras não relacionadas a produção de papel e celulose no montante de R$333,0 milhões. PÁGINA: 120 de 301

127 Condições financeiras e patrimoniais gerais No exercício de 2009, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido de R$596,3 milhões. O montante total investido em 2009 é composto por (i) R$658,7 milhões em aquisições de imobilizados e ativos biológicos, principalmente (a) R$283,5 milhões na aquisição para manutenção das áreas industriais e florestal e (b) R$361,1 milhões em projetos de expansão, incluindo a linha 2 da unidade de Mucuri que a partir de 2010 passou a ser considerado no investimento de manutenção e o recebimento pela venda de ativos imobilizados e R$5,0 milhões em aquisições de investimentos. No mesmo período, foram gerados R$67,4 milhões pela venda de ativos. Atividades de Financiamento No período de três meses findo em 31 de março de 2012, as atividades de financiamentos geraram caixa líquido de R$505,4 milhões e no período de três meses findo em 31 de março de 2011 foram consumidos de caixa R$304,5 milhões. No período de três meses findo em 31 de março de 2012, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$308,1 milhões, (ii) pagamentos de juros sobre o capital próprio no montante de R$83,2 milhões e (iii) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$2,0 milhões. No período findo 2012, as fontes de financiamentos foram novas captações de empréstimos no montante de R$898,7 milhões, principalmente contratos de Pré-Pagamento de Exportação (PPE) que somaram aproximadamente US$120,0 milhões. No período de três meses findo em 31 de março de 2011, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$753,4 milhões, (ii) pagamentos de juros sobre o capital próprio no montante de R$128,4 milhões e (iii) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$8,2 milhões. No período findo em 2011, as fontes de financiamentos foram novas captações de empréstimos no montante de R$577,5 milhões. No exercício de 2011, as atividades de financiamentos geraram caixa líquido de R$ 1.796,7 milhões, e no exercício de 2010 o montante de R$ 385,6 milhões. Em 2011, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$ 3.367,9 milhões, (ii) pagamentos de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 154,3 milhões e (iii) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$ 96,9 milhões. Em 2011, as fontes de financiamentos foram (i) captações de empréstimos no montante de R$ 4.136,5 milhões e (ii) a emissão de debêntures no montante de R$1.279,3 milhões. Em 2010, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$ 2.714,5 milhões, (ii) pagamentos de juros sobre o capital próprio no montante de R$249,0 milhões, (iii) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$76,5 milhões e (iv) aquisições de ações próprias de R$ 42,6 milhões. Em 2010, as fontes de financiamentos foram captações de empréstimos no montante de R$3.468,2 milhões No exercício de 2010, as atividades de financiamentos geraram caixa líquida de R$ 385,6 milhões, e no exercício de 2009 utilizados recursos líquidos no montante de R$171,3 milhões. No exercício de 2009, as atividades de financiamento consumiram caixa líquido de R$ 171,3 milhões. Em 2009, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$ 2.399,3 milhões, (ii) pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio no montante de R$ 35,4 milhões e (iii) liquidações de contratos de operações e com derivativos no montante de R$ 25,8 milhões. Em 2009, as fontes de financiamentos foram captações de empréstimos no montante de R$ 2.289,2 milhões. PÁGINA: 121 de 301

128 Resultado operacional e financeiro a) Resultados das operações da Companhia, em especial: (i) descrição de quaisquer componentes importantes da receita; e (ii) fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais A Companhia é uma empresa de base florestal posicionada como a segunda maior produtora global de celulose de eucalipto, terceira maior de fibra curta e a oitava maior de celulose de mercado (de acordo com Hawkins Wright), além de líder regional no mercado de papel. Dessa forma, o resultado da Companhia é oriundo, basicamente, da atuação em dois mercados distintos: celulose de mercado, vendida para empresas localizadas em 31 diferentes países, e papel, vendido para 82 países, cujo portfólio inclui quatro linhas de produtos: não revestidos, cut size ou papéis para escritório, revestidos e papelcartão. Juntas, elas utilizam cerca de 30 marcas, algumas das quais consagradas no mercado, como Report, TpPremium, Paperfect, Alta Alvura, Reciclato, Pólen e Supremo. Os principais fatores operacionais que compõem e afetam materialmente os resultados da Companhia são: nível de vendas (volume e receita por produto), destino das vendas (mix entre mercado nacional e diferentes regiões de exportação), participação de mercado e preços. Demais fatores exógenos, sobre os quais a Companhia possui pouco ou nenhum controle, são comentados no item 10.2.b. Vendas de Celulose No trimestre encerrado em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais encerrados em 2011, 2010 e 2009, as vendas de celulose da Companhia representaram, respectivamente, 43,4%, 41,5%, 44,7% e 40,7% da sua receita operacional líquida total. O volume de exportações representou 76,8%, 79,9%, 81,5% e 85,3% do volume total vendido de celulose nesses mesmos períodos. O volume de vendas para exportação foi de 344 mil toneladas no primeiro trimestre de 2012 e de 1,4 milhão de toneladas, 1,3 milhão de toneladas e 1,5 milhão de toneladas nos exercícios encerrados em 2011, 2010, 2009, respectivamente. Vendas Totais de Celulose (em toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Receita Operacional Líquida da Companhia (em R$ milhares) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Receita operacional líquida total Trimestre encerrado em 31 de março Exercício social encerrado em 31 de dezembro de PÁGINA: 122 de 301

129 Resultado operacional e financeiro Destino das Vendas de Celulose A Companhia foi bem sucedida na comercialização de sua produção, apesar do arrefecimento da demanda no mercado europeu, reflexo da crise nos países da Zona do Euro e seus impactos na economia global. Para isto, alocamos nossas vendas em outros mercados, dentro da margem permitida pela nossa política comercial e contratos, buscando aproveitar oportunidades de negócios através de nossa estrutura comercial globalizada. O resultado é demonstrado na tabela abaixo: Destino de volume vendas de celulose (em toneladas) 1T Europa 29% 31% 38% 33% Ásia 35% 36% 34% 45% Brasil 23% 20% 19% 15% América do Norte 9% 11% 9% 7% América do Sul/Central 4% 2% 0% 0% Ainda em linha com nossa política comercial, buscamos o equilíbrio nas vendas de celulose para os diferentes segmentos de papel. Destaque para o segmento de tissue em 2011 que aumentou sua participação em nosso mix de vendas, tornando-se nosso principal segmento atendido. Volume de vendas por segmento (em toneladas) Tissue 36% 32% 28% Imprimir e escrever 33% 36% 41% Especialidades 20% 25% 19% Outros 11% 7% 12% Vendas de Papel A Companhia vende cerca de 60% de seus produtos de papel no Brasil e cerca de 40% no exterior, e nos últimos anos tem aumentado sua participação no mercado doméstico. Os mercados que a Companhia procura atender são grandes e muito competitivos. A Companhia tem aumentado sua participação de mercado não obstante a concorrência crescente, ao mesmo tempo em que abre novos mercados e concentra seus esforços nos segmentos de maior valor agregado do mercado de papel para imprimir e escrever e papelcartão. Embora os preços sejam importantes nesses mercados, a Companhia entende que clientes com maior nível de exigência dão preferência aos papéis da Companhia, devido ao valor e à qualidade que os papéis da Companhia conferem aos seus produtos finais. Isto ocorre em todos os segmentos, desde cadernos e materiais não promocionais, até segmentos mais sofisticados, como, por exemplo, materiais promocionais, embalagens para alimentos, embalagens de alta qualidade e livros de arte. No trimestre findo em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais encerrados em 2011, 2010 e 2009, as vendas de papéis da Companhia representaram, respectivamente, 56,6%, 58,5%, 55,3% e 59,3% da sua receita operacional líquida total. Papel para Imprimir e Escrever No trimestre findo em 31 de março de 2012, e nos exercícios sociais encerrados em 2011, 2010 e 2009, respectivamente, a Companhia vendeu 209,4 mil, 1.029,4 mil, 886,2 mil e 860,7 mil toneladas de papel para imprimir e escrever, incluindo 166,9 mil, 865,8 mil, 752,0 mil e 746,1 mil toneladas de papel não revestido e 42,5 mil, 163,5 mil, 134,1 mil e 114,6 mil toneladas de papel revestido. PÁGINA: 123 de 301

130 Resultado operacional e financeiro Em 2011, 2010 e 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Papel e Celulose (Bracelpa), a Companhia detinha, respectivamente, participações (i) nas vendas dos Fabricantes Brasileiros para o mercado interno, de 37,1%, 29,0% e 29,1%, nos mercados de papel para imprimir e escrever não revestido e 62,0%, 43,5% e 38,1%, nos mercados de papel para imprimir escrever revestido; e (ii) nas exportações brasileiras, 43,8%, 39,5% e 43,2%, nos mercados de papel para imprimir e escrever não revestido e de 79,0%, 63,3% e 60,5%, nos mercados de papel para imprimir e escrever revestido. As tabelas a seguir contêm as vendas domésticas de papéis da Companhia e exportações desses produtos, bem como informações relativas à suas participações em tais mercados, para o trimestre encerrado em 31 de março de 2012 e para os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2010 e 2009: Vendas Totais de Papel para Imprimir e Escrever Não Revestido Trimestre encerrado em 31 de março Exercício social encerrado em 31 de dezembro de (em toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Vendas dos Fabricantes Brasileiros Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Participação da Companhia nas Vendas dos Fabricantes Brasileiros % em relação às vendas no mercado interno % em relação às vendas no mercado externo % em relação às vendas totais 33,98% 35,53% 34,72% 37,1% 29,0% 29,1% 43,8% 39,5% 43,2% 39,2% 33,9% 35,3% Mercado Brasileiro Volume de vendas de Fabricantes Brasileiros Volume de importados Volume total do Mercado Brasileiro PÁGINA: 124 de 301

131 Resultado operacional e financeiro Receita Operacional Líquida da Companhia (em R$ milhares) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Receita operacional líquida total Fonte: Bracelpa e Companhia Vendas Totais de Papel para Imprimir e Escrever Revestido (em toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Trimestre encerrado em 31 de março Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Volume total de vendas Vendas dos Fabricantes Brasileiros Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Participação da Companhia nas Vendas dos Fabricantes Brasileiros % em relação às vendas no mercado interno % em relação às vendas no mercado externo % em relação às vendas totais 66,37% 59,25% 66,09% 62,0% 43,5% 38,1% 79,0% 63,3% 60,5% 63,5% 45,1% 40,2% Mercado Brasileiro Volume de vendas de Fabricantes Brasileiros Volume de importados Volume total do Mercado Brasileiro Receita Operacional Líquida da Companhia (em R$ milhares) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo PÁGINA: 125 de 301

132 Resultado operacional e financeiro Receita operacional líquida total Fonte: Bracelpa e Companhia Papelcartão No trimestre encerrado em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais findos em 2011, 2010 e 2009, respectivamente, a Companhia vendeu 56,8 mil, 252,3 mil, 251,7 mil e 243,7 mil toneladas de papelcartão, das quais 33,8 mil, 148,0 mil, 159,8 mil e 141,8 mil toneladas foram vendidas no mercado doméstico e 23,0 mil, 104,3 mil, 91,9 mil e 101,9 mil toneladas foram exportadas. Neste segmento, de acordo com a Associação Brasileira da Papel e Celulose (Bracelpa), a participação da Companhia nas vendas dos Fabricantes Brasileiros foi de 28,6%, 27,7% e 28,0% em 2011, 2010 e 2009, respectivamente. Adicionalmente, suas exportações de papelcartão representaram 46,9%, 42,5% e 46,9% do volume total exportado pelo Brasil em 2011, 2010 e 2009, respectivamente. A tabela a seguir contém as vendas domésticas e exportações de papelcartão da Companhia, bem como informações sobre suas participações nestes mercados, para os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2010 e 2009: Trimestre encerrado em 31 de março de Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Vendas Totais de Papelcartão (em toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Vendas dos Fabricantes Brasileiros Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Participação da Companhia nas Vendas dos Fabricantes Brasileiros % em relação às vendas no mercado interno % em relação às vendas no mercado externo % em relação às vendas totais 27,07% 43,81% 32,02% 28,6% 27,7% 28,0% 47,2% 43,1% 40,8% 34,2% 31,9% 32,2% PÁGINA: 126 de 301

133 Resultado operacional e financeiro Mercado Brasileiro Volume de vendas de Fabricantes Brasileiros Volume de importados Volume total do Mercado Brasileiro Receita Operacional Líquida da Companhia (em R$ milhares) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Receita operacional líquida total Fonte: Bracelpa e Companhia Destino das Vendas de Papel O volume vendido no mercado doméstico alcançou 803,2 mil em 2011, 642,9 mil toneladas em 2010, comparado a 591,3 mil toneladas em 2009, representando aumento de 24,9% e de 35,8%, respectivamente. Os volumes de exportação atingiram 532,1 mil toneladas em 2011, 513,3 mil toneladas em 2010, em comparação a 524,4 mil toneladas em 2009, representando aumento de 3,7% e 1,5%, respectivamente, em relação a 2010 e As regiões para as quais a Companhia destinou suas vendas de papel estão apresentadas nos gráficos abaixo: No trimestre encerrado em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais findos em 2011, 2010 e 2009, respectivamente, o volume de papel vendido no mercado doméstico alcançou 170,5 mil, 803,2 mil, 642,9 mil e 591,3 mil toneladas. Os volumes de exportação atingiram 106,2 mil, 532,1 mil, 513,3 mil e 524,4 mil toneladas nos mesmos períodos. As regiões para as quais a Companhia destinou suas vendas de papel estão apresentadas nos gráficos abaixo: Destino de vendas de papel 1T Brasil 62% 60% 56% 53% América do Sul/Central 15% 17% 18% 13% América do Norte 10% 11% 12% 11% Europa 7% 9% 10% 12% Outros 6% 3% 4% 11% Preços Celulose O preço médio líquido de venda de celulose no mercado internacional foi de US$ 665/ tonelada em 2011, 7% inferior ao registrado em 2010, devido principalmente à redução do crescimento da economia mundial e do arrefecimento da demanda na Europa reflexo da crise na Zona do Euro, comparado a US$ 713 / tonelada em 2010 e a US$ 453 / tonelada em O aumento de 57% em relação a 2009, ocorrido ao longo de 2010, deveu-se principalmente a restrição da oferta mundial em decorrência do terremoto no Chile que resultou em melhoras acentuadas dos Preços Lista internacionais (FOEX). O PÁGINA: 127 de 301

134 Resultado operacional e financeiro preço líquido médio total de celulose (considerando mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ / tonelada, 11% inferior ao praticado em 2010, influenciado, em parte, pela apreciação da moeda nacional frente ao Dólar Norte-Americano em 4,9% em 2011 (câmbio médio). O preço médio líquido de venda de celulose no mercado internacional foi de US$ 569/ tonelada no primeiro trimestre de O preço líquido médio total de celulose (considerando mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ / tonelada no período. Papel O preço líquido de papel médio (mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ / tonelada em 2011, decréscimo de 1,6% em comparação a 2010 e acréscimo de 1,1% em relação a No mercado interno tivemos um preço líquido médio de papel de R$ / tonelada, comparado a R$ / tonelada em 2010 e R$ / tonelada em O preço líquido médio no mercado externo atingiu US$ / tonelada, 6,0% e 25,4% acima de 2010 e 2009, respectivamente. Em Reais, aumento de 0,8% em relação a 2010 e 5,0% em relação a 2009, ambos impactados pela apreciação do Real em relação ao Dólar Norte-Americano. O preço líquido de papel médio (mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ / tonelada no primeiro trimestre de No mercado interno tivemos um preço líquido médio de papel de R$ / tonelada. O preço líquido médio no mercado externo atingiu US$ / tonelada. O preço líquido médio de papéis para imprimir e escrever no mercado interno foi R$ / tonelada em 2011 comparado a R$ / tonelada em 2010 e R$ / tonelada em O preço líquido médio dos papéis não revestidos no mercado interno foi 4,0% e 7,1% abaixo do registrado em 2010 e 2009, respectivamente. O preço líquido médio dos papéis revestidos no mercado interno foi 12,2% e 12,4% abaixo de 2010 e 2009, respectivamente. O preço médio de papelcartão no mercado interno apresentou aumento de 2,4% e 10,6% em relação a 2010 e 2009, respectivamente. O preço líquido médio de papéis para imprimir e escrever no mercado interno foi R$ / tonelada no trimestre encerrado em 31 de março de O preço líquido médio dos papéis não revestidos no mercado interno foi de R$ / tonelada. O preço líquido médio dos papéis revestidos no mercado interno foi R$ / tonelada. O preço médio de papelcartão no mercado interno foi de R$ / tonelada. O preço líquido médio de papéis para imprimir e escrever no mercado externo foi R$ / tonelada comparado a R$ / tonelada em 2010 e R$ / tonelada em O preço líquido médio dos papéis não revestidos no mercado externo foi em linha com o praticado em 2010 e O preço dos papéis revestidos foi R$ / tonelada, 5,1% e 30,0% superior aos mesmos períodos de 2010 e 2009, enquanto no papelcartão o preço líquido médio de exportação apresentou aumento de 6,5% em comparação a 2010 e 28,6%, comparado a O preço líquido médio de papéis para imprimir e escrever no mercado externo foi R$ / tonelada. O preço líquido médio dos papéis não revestidos no mercado externo foi de R$ / tonelada. O preço dos papéis revestidos foi R$ / tonelada. O preço líquido médio do papelcartão no mercado externo foi de R$ / tonelada. b) Variações das receitas atribuíveis a modificações de preços, taxas de câmbio, inflação, alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços PÁGINA: 128 de 301

135 Resultado operacional e financeiro Volatilidade dos preços internacionais No trimestre findo em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais encerrados em 2011, 2010 e 2009, as vendas de celulose da Companhia representaram, respectivamente, 43,4%, 41,5%, 44,7% e 40,7% da sua receita operacional líquida total. Os preços deste produto são determinados pelo balanço de oferta e demanda no mercado internacional, portanto fora do controle da Companhia. As flutuações de preços internacionais deste produto geraram impactos sobre a receita, o EBITDA e as margens operacionais da Companhia. Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são comercializados, embora com comportamento mais estável que os preços de celulose. As vendas de papel da Suzano destinadas para o Brasil e demais países da América do Sul e Central apresentaram participação nas vendas totais da Companhia em volume de 77,0%, 76,6%, 73,5% e 65,8% respectivamente, no trimestre findo em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais encerrados em 2011, 2010 e A Companhia acredita que as oscilações cíclicas dos preços de papel e celulose tendem a ser mais atenuadas em relação ao histórico devido a, principalmente: (i) movimentos para consolidação do setor; (ii) fluxo de informações on-line, com a disseminação mais rápida de notícias que afetam os preços; e (iii) produtores mais eficientes que substituem os produtores ineficientes com maior custo marginal. No entanto, a Companhia acredita que certa volatilidade dos preços ainda persiste, devido a vários fatores, inclusive: (a) fragmentação do setor relativamente alta; (b) similaridades entre os produtos; (c) flutuações no câmbio entre as moedas de países importadores e exportadores de papel e celulose, como, por exemplo, Euro, Dólar, Yuan e Real; e (d) condições econômicas mundiais e nas diferentes regiões. Cabe ressaltar que, devido à representatividade dos produtores brasileiros para a oferta de celulose, por um lado, e à importância dos preços de commodities para o resultado do balanço de pagamentos do Brasil, por outro, o preço em Dólares da celulose tem apresentado nos últimos anos forte correlação negativa com a taxa de câmbio entre o Real e o Dólar, o que vem garantindo maior estabilidade para os preços em Reais da celulose e, portanto, menor volatilidade para o fluxo de caixa da Companhia. Variação cambial entre o Real e o Dólar, taxa de juros, inflação e crescimento econômico Os resultados das operações e a condição financeira da Companhia, tais como relatados em suas demonstrações contábeis, são significativamente afetados pela variação do Real frente ao Dólar e, em menor grau, pela taxa de inflação brasileira, taxa de juros e pela taxa de crescimento da economia brasileira. Volatilidade do Real frente ao Dólar A variação da cotação do Real frente ao Dólar teve e continuará a ter diversos efeitos na condição financeira consolidada da Companhia e em seu resultado operacional consolidado quando expressos em Reais, além de impactar suas receitas, despesas e ativos consolidados denominados em moeda estrangeira. As receitas de vendas com exportações e, portanto, a geração de caixa operacional da Companhia, é direta e imediatamente afetada pela variação da taxa média de câmbio entre o Real e o Dólar. Como no trimestre findo em 31 de março de 2012 e nos exercícios sociais de 2011, 2010 e 2009, a receita líquida oriunda de exportações denominadas em Dólares representou, respectivamente, 52,5%, 53,6%, 57,6% e 58,1% das receitas líquidas de vendas da Companhia. A depreciação do Real causa aumento de tais receitas quando expressas em Reais, enquanto que a apreciação do Real resulta em receitas de vendas com exportação mais baixas. As receitas no mercado doméstico são indiretamente PÁGINA: 129 de 301

136 Resultado operacional e financeiro influenciadas pela variação da taxa cambial, na medida em que os papéis importados, cotados em Dólares, ganham ou perdem competitividade no mercado doméstico dependendo da taxa de câmbio. Os custos e despesas operacionais da Companhia, tais como despesas de seguros e fretes relacionadas às exportações e custos de produtos químicos utilizados como matéria-prima, entre outros, também são afetados pelas variações cambiais. Sendo assim, a depreciação do Real resulta em aumento de tais custos e despesas, quando expressos em Reais, enquanto a apreciação do Real resulta na queda dos mesmos. As contas patrimoniais consolidadas da Companhia indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo (incluindo debêntures), disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes externos, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio no final de cada exercício. A parcela dos empréstimos e financiamentos consolidados de curto e longo prazo (incluindo debêntures) da Companhia denominados em moeda estrangeira totalizava R$ milhões ou, aproximadamente, 50% do endividamento bruto da Companhia em 31 de março de Essa parcela é quase que na sua totalidade atrelada ao Dólar e, portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia em cada final de exercício. Inflação A condição financeira e os resultados operacionais da Companhia também são afetados pela inflação. Seus custos e despesas, à exceção de algumas, são denominados em Dólares (tais como as relativas às vendas com exportação e compras de produtos químicos utilizados como matéria-prima) e, na sua maioria, incorridos em Reais tendendo a refletir os efeitos da inflação. Taxas de Juros A exposição a variações nas taxas de juros é primordialmente devida a: variações da taxa LIBOR, no que concerne a financiamentos denominados em Dólares; e variações na TJLP ou CDI, no que concerne a aplicações e financiamentos denominados em Reais. A taxa de juros das aplicações financeiras da Companhia denominadas em Reais é baseada na taxa CDI. Os investimentos financeiros denominados em Dólares da Companhia estão sujeitos aos movimentos das taxas referenciadas aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e títulos de renda fixa emitidos por empresas de primeira linha norte-americanas. Taxa de Crescimento da Economia Os resultados da Companhia tendem a ser diretamente impactados pelo nível de crescimento econômico internacional e doméstico. O crescimento econômico, expresso em termos da variação do Produto Interno Bruto (PIB), influencia, principalmente, o nível de demanda pelos produtos da Companhia e seu crescimento em relação aos períodos anteriores. Além disso, o aquecimento ou redução da demanda de mercado tendem a se refletir nos níveis de preços praticados pelo setor. Capacidade e Volumes de Produção PÁGINA: 130 de 301

137 Resultado operacional e financeiro Os resultados da Companhia também são afetados pela sua capacidade e volume de produção. Por exemplo, a aquisição de Conpacel (atual Unidade Limeira), resultou em incremento da capacidade de produção de papel em 190 mil toneladas e em 170 mil toneladas de celulose de mercado. c) Impacto da inflação, da variação de preços dos principais insumos e produtos, do câmbio e da taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro do emissor Conforme já apresentado no item 10.2.b, fatores externos relacionados a oscilações de preços de mercado, variação cambial, taxa de juros, inflação e crescimento econômico, podem introduzir um nível indesejado de volatilidade sobre a geração de caixa e resultados da Companhia. Dessa forma, conforme descrito no item 5.2, a Companhia adota política de gestão de riscos de mercado para mitigação das volatilidades de mercado, que buscam: (i) proteger o fluxo de caixa e o patrimônio da Companhia contra oscilações de preços de mercado de insumos e produtos, taxas de câmbio e de juros, índices de preços e de correção, ou ainda outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais os valores dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos; e (ii) otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção da exposição em risco, tomando partido de hedges naturais e das correlações entre os preços de diferentes ativos e mercados, evitando o desperdício de recursos com a contratação de operações de modo ineficiente. As operações financeiras contratadas pela Companhia têm como objetivo a proteção das exposições existentes, sendo vedada a assunção de novos riscos que não aqueles decorrentes das atividades operacionais da Companhia. Por exemplo, geralmente no caso de uma depreciação do Real dois efeitos são observados: (i) o primeiro, negativo e pontual, está relacionado à atualização do valor da exposição cambial líquida de balanço (saldo das contas ativas e passivas denominadas em moeda estrangeira incluindo, entre outros, os saldos da dívida bruta e do caixa denominados em Dólares, os estoques, contas a receber e a pagar em moeda estrangeira e o valor das posições em swaps de moedas para hedge da exposição cambial do fluxo de caixa); e (ii) o segundo, positivo e permanente, diz respeito à maior geração operacional de caixa decorrente do aumento das receitas de exportações denominadas em Dólares. Assim, a captação de financiamentos e a prática de hedge cambial da Companhia são norteadas pelo fato de que mais de 50% da receita líquida é proveniente de exportações com preços em Dólares, enquanto a maior parte dos custos de produção está atrelada ao Real. Esta exposição estrutural permite que a Companhia contrate financiamentos de exportação em Dólares a custos mais competitivos do que os das linhas locais e concilie os pagamentos dos financiamentos com o fluxo de recebimentos das vendas, proporcionando um hedge natural de caixa para estes compromissos. O excedente de receitas em Dólares não atreladas aos compromissos da dívida e demais obrigações é vendido no mercado de câmbio no momento da internação dos recursos. Como proteção adicional, são contratadas vendas de Dólares nos mercados futuros, como forma de assegurar níveis atraentes de margens operacionais para uma parcela da receita. As vendas nos mercados futuros são limitadas a um percentual minoritário do excedente de divisas em um horizonte de 18 meses, conforme citado no item 5.2.b e, portanto, estão casadas à disponibilidade de câmbio pronto para venda no curto prazo. Além das operações de hedge cambial, são celebrados contratos para o swap de taxas de juros flutuantes para taxas fixas, para diminuir os efeitos das variações nas taxas de juros sobre o valor da dívida, e contratos de swap entre diferentes taxas de juros e índices de correção, como forma de mitigar o descasamento entre diferentes ativos e passivos financeiros. PÁGINA: 131 de 301

138 Resultado operacional e financeiro PÁGINA: 132 de 301

139 Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras a) Introdução ou alienação de segmento operacional Não houve introdução ou alienação de segmento operacional nos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2009, 2010 e 2011 e no trimestre encerrado em 31 de março de b) constituição, aquisição ou alienação de participação societária Em 31 de janeiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria Celulose S.A. nos ativos do Consórcio Paulista de Papel e Celulose Conpacel (operado até então em conjunto com a Companhia), que compreendiam 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ 1.509,0 milhões. Para mais informações a respeito da operação, veja o item 6.5 do Formulário de Referência e as notas explicativas às Demonstrações Financeiras da Companhia referente ao exercício de Em 28 de fevereiro de 2011, a Companhia concluiu a aquisição de 100% das operações da unidade de distribuição KSR, detidas pela Fibria, pelo valor de R$ 50 milhões. c) eventos ou operações não usuais Não houve eventos ou operações não usuais nos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2009, 2010 e 2011 e no trimestre encerrado em 31 de março de PÁGINA: 133 de 301

140 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor a) Mudanças significativas nas práticas contábeis Até 31 de dezembro de 2009 as demonstrações contábeis consolidadas da Companhia eram apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, normas complementares da CVM, pronunciamentos técnicos do CPC emitidos até 31 de dezembro de 2008 e disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações. A Companhia preparou o seu balanço de abertura com data de transição de 1º de janeiro de 2009, portanto, aplicou as exceções obrigatórias e certas isenções opcionais de aplicação retrospectiva completa, conforme estabelecido nos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações Técnicas, emitidos pelo CPC e aprovadas pela CVM para as demonstrações contábeis consolidadas, e conforme o padrão contábil internacional ( IFRS ) emitido pelo International Accounting Standards Board IASB para as demonstrações contábeis consolidadas. O CPC 37 (R1) (IFRS 1) exige que uma entidade desenvolva políticas contábeis baseadas nos padrões e interpretações do CPC e IASB em vigor na data de sua primeira demonstração contábil individual, e que essas políticas sejam aplicadas na data de transição e durante todos os períodos apresentados nas primeiras demonstrações em CPC (aplicação de todas as normas) e IFRS, sendo que a Companhia adotou como data de transição 1º de janeiro de A Companhia adotou todos os Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do CPC emitidos até 31 de dezembro de 2010 e, consequentemente, as demonstrações contábeis consolidadas estão de acordo com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB e aprovadas pelo CPC. b) Efeitos significativos das alterações em práticas contábeis As demonstrações contábeis de 2012 e as comparativas de 2011, 2010 e 2009 foram apresentadas seguindo as mesmas práticas contábeis e, portanto, são comparáveis. Aplicação das novas práticas contábeis nas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2009 O balanço patrimonial do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, segue abaixo (em milhares de Reais): PÁGINA: 134 de 301

141 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Balanço em 31 de dezembro de 2009 De acordo com as práticas contábeis anteriores Consolidado Ajustes Aplicação integral dos CPCs Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar Tributos diferidos (69.297) - Outros ativos circulantes (3.560) Ativo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo ( ) Ativos biológicos Imobilizado Intangível ( ) Ativo Total Passivo Circulante Fornecedores Empréstimos e financiamentos Tributos diferidos (19.743) - Outras obrigações (6.505) Passivo Não Circulante Empréstimos e financiamentos Tributos diferidos Provisões e outras obrigações Patrimônio líquido Passivo Total Na adoção das novas práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia aplicou as exceções obrigatórias relevantes e certas isenções opcionais em relação à aplicação retrospectiva completa das novas práticas contábeis brasileiras, conforme descrito abaixo, seguindo as prerrogativas do CPC 37 (R1). Isenções da aplicação retrospectiva: combinação de negócios - a Companhia aplicou a isenção de combinação de negócios, assim sendo, não reapresentou as combinações de negócios que ocorreram antes de 1º de janeiro de 2009, data de transição. benefícios a empregados - a Companhia aplicou a isenção para o plano de benefícios definido em 1º de janeiro de 2009 e optou por reconhecer todos os ganhos e perdas atuariais prospectivamente da data de transição diretamente no patrimônio líquido. PÁGINA: 135 de 301

142 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor custo atribuído ao ativo imobilizado - a Companhia optou por remensurar, na data de transição, algumas classes do ativo imobilizado. As classes avaliadas foram: Máquinas, Equipamentos, Edificações, Terras e Fazendas. A Companhia não utilizou as demais isenções constantes no IFRS e CPC 37 (R1) pelos seguintes motivos: Arrendamentos a Companhia optou por revisitar os contratos considerando os fatos e circunstâncias na data de transição. Não foram identificados impactos uma vez que as práticas adotadas anteriormente pela Companhia e os IFRS já estavam alinhados. Pagamentos baseados em ações o tratamento contábil das opções de ações concedidas pela Companhia em períodos anteriores não sofreram impactos, uma vez que as práticas adotadas anteriormente e o IFRS já estavam alinhados. Ativos e passivos de controladas a adoção inicial das novas práticas foi aplicada concomitantemente e de forma consistente em todas as controladas da Companhia. Instrumentos financeiros compostos não há operações envolvendo esse tipo de instrumento financeiro. Passivos decorrentes de desativação incluídos no custo do ativo imobilizado a Companhia não possui passivos relacionados à restauração de ativos. Ativos financeiros e ativos intangíveis contabilizados de acordo com o ICPC 1 - Contratos de concessão a Companhia não possui contratos de concessão. As principais alterações nas práticas contábeis promovidas pela aplicação inicial do CPC 37 (R1), demais CPCs e interpretações, foram as seguintes: Custo atribuído (Deemed Cost) Corresponde à atribuição de um novo custo a determinadas classes de ativos imobilizados, devidamente suportados por laudos de avaliações patrimoniais elaborados por peritos independentes e que compreenderam determinadas unidades da Companhia e ativos de sua controlada Comercial e Agrícola Paineiras Ltda. ( Paineiras ). Os novos custos atribuídos na data de transição estão abaixo apresentados: Em 1º de janeiro de 2009 Consolidado Práticas contábeis anteriores Ajustes Novas práticas contábeis Máquinas e equipamentos Edificações Terras e fazendas Total geral PÁGINA: 136 de 301

143 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Em decorrência do ajuste realizado aos ativos do Conpacel na data de transição, a Companhia aplicou o CPC 1 (R1) Redução ao valor recuperável do ativo aos ativos intangíveis, relacionados a esta empresa, e registrou uma provisão para não recuperação do ágio mantido naquela data, no montante de R$ 467,4 milhões. A atribuição de um novo custo às terras e fazendas da controlada Paineiras totalizou o montante bruto de R$ 356,6 milhões (R$ 235,4 milhões líquido dos tributos diferidos). Os ajustes de custo atribuído (deemed cost), líquidos do imposto de renda e da contribuição social diferidos, foram registrados em contrapartida da rubrica de Ajustes de Avaliação Patrimonial no Patrimônio Líquido em 1º de janeiro de Ativos biológicos Reflorestamento São representados por florestas de eucalipto e foram mensurados ao valor justo (fair value), conforme estabelecido pelo CPC 29 Ativo biológico e produto agrícola. Pelas práticas contábeis anteriores, esses ativos eram registrados ao custo histórico de formação. Passivos atuariais Na transição para as novas práticas contábeis, a Companhia reavaliou o tratamento dado aos ganhos ou perdas atuariais. Anteriormente, estes eram reconhecidos diretamente no resultado e a partir da adoção do CPC 33 Benefícios a empregados, a Companhia passou a reconhecer prospectivamente os ganhos e perdas atuariais diretamente no patrimônio líquido. Eliminação de lucros não realizados entre operações de venda da controladora para suas controladas De acordo com o ICPC 9 Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial, os resultados não realizados decorrentes de transações entre a Controladora - a Companhia - e suas controladas devem ser eliminados por seus valores líquidos de impostos, se aplicável, quando da preparação das demonstrações contábeis individuais da Controladora. Consoante facultado pela Instrução CVM 247/96, a Companhia não efetuava tais eliminações em suas demonstrações contábeis individuais, sendo que essas eliminações eram efetuadas nas demonstrações contábeis consolidadas. A Companhia aplicou esse ICPC nas demonstrações contábeis da Controladora. Lucros acumulados Os ajustes de valor justo dos ativos biológicos, da eliminação de lucros não realizados na Controladora e da provisão para ajuste do ágio, líquidos do imposto de renda e da contribuição social diferidos, foram registrados em contrapartida da rubrica de Lucros Acumulados em 1º de janeiro de Reclassificações Para atendimento ao CPC que trata da Estrutura para a Preparação e a Apresentação das Demonstrações Contábeis ( Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements ), algumas reclassificações de saldos contábeis foram realizadas. Os saldos credores com transações de vendor foram reclassificados de Contas a Receber de Clientes para Empréstimos e Financiamentos. Os saldos de adiantamentos de férias, 13º salário e outros saldos compensáveis pela Companhia no momento da liquidação do passivo, foram reclassificados de Outros Ativos Circulantes para Outras Obrigações, com o objetivo de apresentar os saldos líquidos, quando aplicável. PÁGINA: 137 de 301

144 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Lucro por ação O lucro por ação passou a ser apresentado com base no resultado do exercício apurado nas demonstrações contábeis e na média ponderada das ações em circulação durante o exercício, excluindo ações em tesouraria. O resultado por ação diluído também passou a ser apresentado levando em consideração o efeito potencial decorrente de opções de ações relacionadas ao plano de remuneração baseado em ações e a prevista no contrato de debêntures da 4º emissão, que podem diluir o resultado pelo aumento da quantidade de ações. Informações por segmento A Companhia divulgou as informações por segmento de acordo com o seu modelo de negócio atual, segregado em celulose e papel. Imposto de renda e contribuição social diferidos Sobre os ajustes decorrentes da adoção das novas práticas contábeis, foram calculados o imposto de renda e contribuição social diferidos, com base na alíquota nominal desses impostos. De acordo com o CPC 32 - Tributos sobre o lucro, os impostos diferidos ativos e passivos são apresentados de forma líquida quando a Companhia e/ou suas controladas possuem o direito legal para tal compensação, sendo apresentados líquidos no ativo ou passivo não circulante. Informações adicionais às demonstrações contábeis Apresentamos a seguir as conciliações entre as práticas contábeis anteriormente adotadas e as novas práticas contábeis nos saldos do patrimônio líquido e do resultado: Consolidado /01/2009 Patrimônio Líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores: Efeitos decorrentes das novas práticas: Tratamento do dividendo mínimo obrigatório Custo atribuído (Deemed cost ) Ativos biológicos - Reflorestamento Passivo atuarial (5.766) - Provisão para não recuperação do ágio ( ) ( ) Imposto de renda e contribuição social diferidos ( ) ( ) Patrimônio Líquido apurado de acordo com as novas práticas contábeis PÁGINA: 138 de 301

145 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor 2009 Consolidado Resultado de acordo com as práticas contábeis anteriores: Efeitos decorrentes das novas práticas: Custo atribuído (Deemed cost ) (13.763) Ativos biológicos - Reflorestamento Passivo atuarial Imposto de renda e contribuição social diferidos (35.333) Resultado apurado de acordo com as novas práticas contábeis c) Ressalvas e ênfases presentes no parecer do auditor Os pareceres dos auditores independentes emitidos para os exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2009, 2010 e 2011 não contém ressalvas, e apresentam um parágrafo de ênfase mencionando que as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e que essas práticas diferem do IFRS aplicáveis às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. PÁGINA: 139 de 301

146 Políticas contábeis críticas A preparação das demonstrações financeiras da Companhia, bem como das informações trimestrais, requer que nós os diretores, em conjunto com a administração, façamos julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das demonstrações financeiras ou informações trimestrais. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas podem levar a resultados que requeiram ajustes significativos ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. São utilizadas estimativas para a mensuração e reconhecimento de certos ativos e passivos das demonstrações contábeis da Companhia e de suas controladas. A determinação dessas estimativas leva em consideração experiências de eventos passados e correntes, pressupostos relativos a eventos futuros, e outros fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento dos nossos diretores e da Administração da Companhia, para determinação do valor a ser registrado nessas demonstrações contábeis. Itens significativos sujeitos a estimativas incluem: a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e ativos intangíveis; a provisão para créditos de liquidação duvidosa; a provisão para perdas no estoque; a provisão para perdas nos investimentos; o cálculo do valor justo dos ativos biológicos; a análise de recuperação dos valores dos ativos imobilizados e intangíveis; o imposto de renda e contribuição social diferidos; as taxas e prazos aplicados na determinação do ajuste a valor presente de certos ativos e passivos; a provisão para contingências e passivos atuariais; a mensuração do valor justo de planos de remuneração baseados em ações e de instrumentos financeiros; as estimativas para divulgação do quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros conforme divulgação requerida pelo CPC 40 Instrumentos financeiros: Evidenciação. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações contábeis devido às imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia revisa suas estimativas e premissas pelo menos trimestralmente. As nossas políticas contábeis críticas, em especial, estimativas contábeis feitas pela administração sobre questões incertas e relevantes para a descrição da situação financeira e dos resultados, que exijam julgamentos subjetivos ou complexos, estão descritas a seguir: cálculo do valor justo dos ativos biológicos A determinação de um valor justo para os ativos biológicos florestais constitui-se num exercício de julgamento e estimativa complexo que requer entendimento do negócio da Companhia, da utilização desse ativo no processo produtivo, das oportunidades e restrições de uso da madeira e, ainda, do ciclo de formação e crescimento da floresta. O volume de madeira negociado no mercado pela Companhia não é suficiente para representar, adequadamente, o preço da madeira de eucalipto no mercado para fins de determinação do valor justo (fair value) das florestas. A Companhia, para determinação do valor justo dos seus ativos levou em consideração todos os custos compreendendo a implantação, reforma e manutenção líquidos dos impostos pagos a terceiros. O preço foi formado considerando o critério de custo mais margem (cost plus). A avaliação das florestas de eucalipto foi realizada através do método do Income Approach, baseado no fluxo de caixa futuro descontado a valor presente, para refletir o modelo econômico de uma unidade de negócio exclusiva de plantio de madeira de eucalipto. No fluxo de caixa futuro descontado a valor presente, as projeções dos fluxos esperados pela expectativa de produção de madeira em pé com casca, existente na data-base dos balanços, consideraram um ciclo médio de formação da floresta de 7 anos, produtividade média obtida pelo Incremento Médio Anual ( IMA ) de 41,6 m3 / hectare e os custos de formação florestal até o momento apropriado de corte da madeira em pé (ponto de colheita, ou seja, ativos maduros). O preço líquido médio de venda considerado foi de R$ 58,72 / m3 (R$ 44,40 em 2010 e R$43,89 em 2009). A taxa de desconto utilizada foi de 11,5% antes do imposto de renda (12,3% em 2010). O valor justo do ativo biológico é calculado anualmente. Os efeitos da atualização são registrados na rubrica de outras receitas operacionais e sua realização mensal, através da exaustão, na rubrica de custo dos produtos vendidos. análise de recuperação dos valores dos ativos imobilizados e intangíveis A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos 1 PÁGINA: 140 de 301

147 Políticas contábeis críticas ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. imposto de renda e contribuição social diferidos A tributação sobre o lucro do exercício compreende o IRPJ e a CSLL, compreendendo o imposto corrente e o diferido, que são calculados com base nos resultados tributáveis (lucro contábil ajustado), às alíquotas vigentes nas datas dos balanços, sendo elas: (i) Imposto de renda - calculado à alíquota de 25% sobre o lucro contábil ajustado (15% sobre o lucro tributável acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederem R$ 240 no período de 12 meses); (ii) Contribuição social - calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado. As inclusões ao lucro contábil de despesas temporariamente não dedutíveis, ou exclusões de receitas temporariamente não tributáveis, consideradas para apuração do lucro tributável corrente geram créditos ou débitos tributários diferidos. Os débitos e créditos tributários diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa de contribuição e diferenças temporárias são constituídos em conformidade com o CPC 32 Tributos sobre o lucro. As estimativas e premissas de recuperação dos créditos tributários estão suportadas pelas projeções dos lucros tributáveis levando em consideração premissas de mercado, financeiras e de negócios. Dessa forma, essas estimativas estão sujeitas às incertezas inerentes a essas previsões. provisão para contingências As provisões para contingências foram constituídas para fazer face a perdas consideradas prováveis em processos administrativos e judiciais relacionados a questões fiscais, cíveis e trabalhistas, em valor julgado suficiente pela Administração, segundo o aconselhamento e avaliação de advogados e assessores jurídicos. A nossa avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. passivos atuariais Os planos de benefício definido são avaliados por atuário independente, para determinação dos compromissos com os planos de assistência médica e seguro de vida oferecidos aos empregados ativos e aposentados, ao final de cada exercício. Os ganhos e perdas atuariais são reconhecidos diretamente no patrimônio líquido, conforme previsto no CPC 33 Benefícios a empregados. Os juros incorridos sobre o passivo atuarial são contabilizados diretamente no resultado na rubrica de Despesas Financeiras. a mensuração do valor justo de instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Inicialmente são registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos são diretamente lançados na demonstração do resultado. Sua mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros. 2 PÁGINA: 141 de 301

148 Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor a) Grau de eficiência de tais controles, indicando eventuais imperfeições e providências adotadas para corrigi-las Para auditar os resultados e a eficácia dos controles internos e práticas contábeis, a Companhia recorre a auditorias internas e externas, que apresentam seus diagnósticos ao Comitê de Auditoria. A área de auditoria interna, por sua vez, contribui significativamente para aprimoramento dos processos e direcionamento das oportunidades de melhoria identificadas por meio de planos de ação tratados com prioridade pelas áreas. Além disto, tanto o plano de auditoria, como o resultado das respectivas auditorias, são apresentados ao Conselho de Administração e ao Comitê de Auditoria. Adicionalmente, a Companhia conta com uma gerência de gestão de riscos e controles internos com o objetivo de melhorar ainda mais sua estrutura de controles internos e governança corporativa. Dessa forma, os Diretores acreditam que o grau de eficiência dos controles internos adotados para assegurar a elaboração das demonstrações contábeis é satisfatório e está investindo cada vez mais em controles sistêmicos a fim de aprimorá-los. b) Deficiências e recomendações sobre os controles internos presentes no relatório do auditor independente Os auditores externos da Companhia, durante a execução de seus trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis, identificaram necessidade de aprimoramento em determinados controles internos e fizeram recomendações à Administração e ao Comitê de Auditoria, sendo que tais recomendações não representam deficiências que possam impactar significativamente as demonstrações contábeis da Companhia. PÁGINA: 142 de 301

149 Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios a) Como os recursos resultantes da oferta foram utilizados b) Se houve desvios relevantes entre a aplicação efetiva dos recursos e as propostas de aplicação divulgadas nos prospectos da respectiva distribuição c) Caso tenha havido desvios, as razões para tais desvios A Companhia não realizou nenhuma oferta pública de distribuição nos últimos três exercícios sociais e no exercício social corrente PÁGINA: 143 de 301

150 Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras a) Os ativos e passivos detidos pela Companhia, direta ou indiretamente, que não aparecem no seu balanço patrimonial, tais como: (i) arrendamentos mercantis operacionais, ativos e passivos; (ii) carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e responsabilidades, indicando respectivos passivos; (iii) contratos de futura compra e venda de produtos ou serviços; (iv) contratos de construção não terminada; e (v) contratos de recebimentos futuros de financiamentos A Companhia não possui nenhum ativo ou passivo material que não esteja refletido em suas Demonstrações Financeiras Consolidadas. Todas as suas participações em subsidiárias ou relacionamentos com as mesmas encontram-se registrados nas Demonstrações Financeiras Consolidadas. b) Outros itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Não há outros itens relevantes não evidenciados nas Demonstrações Financeiras Consolidadas. PÁGINA: 144 de 301

151 Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras a) Como tais itens alteram ou poderão vir a alterar as receitas, as despesas, o resultado operacional, as despesas financeiras ou outros itens das demonstrações financeiras da Companhia Não se aplica. b) Natureza e propósito da operação Não se aplica. c) Natureza e montante das obrigações assumidas e dos direitos gerados em favor do emissor em decorrência da operação Não se aplica. 1 PÁGINA: 145 de 301

152 Plano de negócios a) Investimentos (inclusive descrição quantitativa e qualitativa dos investimentos em andamento e dos investimentos previstos, fontes de financiamento dos investimentos e desinvestimentos relevantes em andamento e desinvestimentos previstos) Estratégia de crescimento Em 2010, a estratégia foi amplamente revisada e atualizada, buscando consolidar o processo de planejamento estratégico da Companhia. O estudo identificou as rotas de crescimento que aproveitam todas as competências e adjacências do negócio e resultou no lançamento de um plano com visão de longo prazo, o Plano Suzano Este Plano afirma que a competência florestal é a principal fonte de competitividade da Companhia focando seus esforços em oferecer produtos inovadores e serviços rentáveis a partir das florestas renováveis. A Companhia permanecerá no segmento de papel, focada na América do Sul, aumentará significativamente sua capacidade produtiva em celulose de mercado e ampliará seu escopo de atuação em novos produtos e serviços adjacentes ao negócio, como produção de pellets de madeira para energia renovável, serviços de gestão de florestas de terceiros e biotecnologia. Acredita-se que com esse foco de atuação, aliado à inovação, sustentabilidade e excelência operacional, a Companhia se tornará até 2024 quando o Grupo Suzano completará 100 anos de atuação uma das organizações empresariais de base florestal de grande relevância e competência no setor. Adicionalmente, foi concluído em 2011 o processo de compra de 50% dos ativos do Consórcio Paulista de Celulose e Papel (Conpacel) e de 100% da distribuidora KSR, cujas aquisições foram concluídas em 31 de janeiro e 28 de fevereiro de 2011, respectivamente. A qualidade dos ativos e a força da distribuição consolidarão a presença da Companhia no Brasil e nos demais países sul-americanos. Na área de celulose, a Companhia avançou em seus projetos de crescimento orgânico no Nordeste, cujo objetivo é dobrar sua capacidade instalada através da construção das fábricas de produção de celulose no Maranhão e no Piauí, sendo que a decisão de compra dos equipamentos do Piauí será realizada em No Estado do Maranhão com start up planejado para o final de 2013, foi executado o processo de obtenção de licenças ambientais e aquisição de terras. Foram plantados 24,5 mil hectares entre 2009 ao primeiro trimestre de 2012 totalizando uma área plantada de 52,5 mil hectares. No Piauí, 47 mil hectares já estão plantados, sendo 15 mil hectares só no exercício de O programa de parceira florestal já conta com 7 mil hectares na região. Uma etapa importante foi concluída a contratação de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 2,7 bilhões - para a construção da unidade industrial no Maranhão suportando a implantação da infraestrutura e apoio necessário à operação desta unidade, construção da planta de cogeração de energia de biomassa, capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos nacionais. Adicionalmente, a Companhia realizou emissão privada de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações, no valor de R$ 1,2 bilhão para fortalecer sua estrutura de capital. A Companhia anunciou em 2011 a celebração dos contratos com a Metso e Siemens para a aquisição dos principais equipamentos para construção da unidade industrial no Maranhão, de acordo com o planejamento e visando o start-up para o final de A unidade terá capacidade total anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose e geração excedente de energia de 100 MW. 1 PÁGINA: 146 de 301

153 Plano de negócios Houve grandes avanços em outras frentes que envolvem o Plano Suzano Foi adquirida a empresa de biotecnologia FuturaGene líder global em biotecnologia que oferecerá soluções sustentáveis para os mercados florestais, de bioenergia e de biocombustíveis - que possibilitará à Companhia, somada à sua competência em pesquisa e desenvolvimento do eucalipto, acelerar os ganhos de produtividade em suas florestas, além de expandir esta tecnologia para outras culturas agrícolas. Adicionalmente, foi anunciada a criação da Suzano Energia Renovável, com a qual ingressará no mercado de biomassa para a produção de energia em Por fim, a Companhia acredita em sua estratégia de crescimento de longo prazo e está comprometida com esta execução para se tornar uma empresa mais inovadora, com excelência operacional e sustentabilidade em suas operações. b) Aquisições já divulgadas de plantas, equipamentos, patentes ou outros ativos que podem influenciar materialmente a capacidade produtiva da Companhia Não se aplica. c) Novos produtos e serviços (inclusive descrição das pesquisas em andamento já divulgadas, montantes totais gastos pela Companhia em pesquisas para desenvolvimento de novos produtos ou serviços, projetos em desenvolvimento já divulgados e montantes totais gastos pela Companhia no desenvolvimento de novos produtos ou serviços) Novos Produtos Em 2011, o portfólio da Companhia foi reforçado com o lançamento dos seguintes produtos: Couché Suzano Image: com uma tonalidade alinhada aos novos padrões de qualidade do mercado, o papel Couché Suzano Image complementa a linha de papéis revestidos off-machine da Suzano. Disponível nas versões Gloss (brilho) e Matte (fosco) são indicados para materiais com alto nível de exigência de qualidade de impressão como revistas, livros de arte, relatórios, peças promocionais, entre outros; Kromma Gloss: desenvolvimento do produto revestido on machine 70 g/m² na versão brilho na unidade Limeira com a finalidade de atender a demanda por esta gramatura no mercado. É indicado para materiais como revistas, folders, catálogos, entre outros materiais tendo como custo benefício o seu principal atrativo; Suzano Report Carbon Neutral (Mercado Externo) e o Report 360 (Mercado Interno): aliam a qualidade técnica presente em toda a linha de cut size da Suzano com o diferencial de ser o único papel com a pegada de carbono calculada e 100% compensada. Essa iniciativa estende aos nossos diversos públicos o compromisso com a sustentabilidade, a fim de engajá-los e incentivá-los a praticar atitudes sustentáveis, que ajudem na garantia do futuro das próximas gerações. Inovação e Desenvolvimento Um dos valores corporativos da Companhia, a inovação é também um compromisso que em 2011 foi revigorado com o estabelecimento de metas de longo prazo e o desenvolvimento de 47 projetos nas três áreas de negócio. Essas iniciativas complementam o trabalho do ano anterior, de conclusão da aplicação do Projeto Inovação. Entre outros frutos, ele resultou em uma governança clara para a área e uma estrutura mais dinâmica, que inclui Comitê e Subcomitê de Inovação e grupos de trabalho setorizados responsáveis pelo gerenciamento dos projetos. 2 PÁGINA: 147 de 301

154 Plano de negócios Ainda em 2011, como resultado da estruturação da área de P&D para capitação de recursos para inovação obtivemos o beneficio fiscal de R$ 7,9 milhões provenientes da aplicação da Lei do Bem em função dos gastos com projetos de inovação na empresa. A Tecnologia Florestal em 2011 manteve seu programa contínuo, ao longo de 40 anos, referente ao melhoramento genético do eucalipto, implantando novas florestas com famílias clonais, visando maior sustentabilidade das plantações. Foram criados pacotes tecnológicos para novos sites, tendo como objetivo a maior produtividade e a redução de custos na formação florestal, incluindo a proteção de cultivares de importância estratégica. Também foram repassados materiais genéticos (elite) para melhorias biotecnológicas, processo agora sob comando da FuturaGene, empresa do Grupo Suzano para este fim. O total investido em 2011 para execução das atividades de tecnologia florestal foi de R$ 14,9 milhões, excluindo os trabalhos de biotecnologia executados pela FuturaGene. Na área de papel, ainda graças à capacidade inovadora, registrou-se um importante avanço na meta de participação nas vendas dos itens lançados nos últimos dois anos: o percentual do total comercializado que em 2008 foi de aproximadamente 5%, estes valores alcançaram 15,5% em 2011 e devem atingir valores superiores a 20% em Além da renovação das linhas de produtos da empresa também se iniciou em 2011 a implementação de novas tecnologias para produção de papeis com alto teor de carga mineral contribuindo para manter a competitividade e redução de custos das linhas de papeis off set e cut size, além de disponibilizar volumes adicionais de celulose de mercado para venda, que devem atingir no próximo ano cerca de toneladas adicionais. Em 2011 a companhia iniciou a operação de uma planta piloto de extração da Lignina contida no Licor Negro, na unidade de Limeira. Esta iniciativa está alinhada ao Plano Suzano 2024, que busca maximizar o valor das matérias-primas de base florestal, elevando a competitividade dos processos de forma alinhada à sustentabilidade. A Companhia está trabalhando ativamente nas oportunidades de utilização da lignina. A inovação também é estimulada na base operacional por meio de programas como o Click, que premia os colaboradores por ideias inovadoras capazes de melhorar a rotina e reduzir custos. Em 2011, foram apresentadas 344 sugestões, muitas das quais já em fase de aplicação, que resultaram em ganhos de mais de R$ 4,9 milhões e na distribuição mais de R$ 212 mil em prêmios aos seus autores. Desde 2001, já foram pagos em prêmios R$ 1,3 milhão, cujas ideias resultaram em cerca de R$ 42 milhões de retorno financeiro para a organização. 3 PÁGINA: 148 de 301

155 Outros fatores com influência relevante Não há outros fatores relevantes e pertinentes a este tópico que não foram divulgadas nos itens acima. 1 PÁGINA: 149 de 301

156 Projeções divulgadas e premissas a. o objeto da projeção A Companhia divulgou, por meio de Fatos Relevantes em 23/07/2008, 03/09/2010 e 29/06/2011 e de Comunicado ao Mercado e teleconferências em 08/06/2011 e 27/03/3012, estimativas de investimento em manutenção e em projetos de crescimento. b. o período projetado e o prazo de validade da projeção A Companhia informou estimativas de investimento para os anos de 2012 e 2013, cabendo ressaltar que tais estimativas tratam de dados hipotéticos e não constituem uma promessa de investimento pela Companhia. Ademais, importante frisar que as informações apresentadas por meio deste item do Formulário de Referência serão periodicamente revisadas, em intervalo de tempo máximo de um ano, sendo certo que na eventualidade de serem realizadas novas estimativas ou divulgações em intervalo de tempo inferior a um ano, a Companhia fará as devidas atualizações no Formulário de Referência. c. as premissas da projeção, com a indicação de quais podem ser influenciadas pela administração do emissor e quais escapam a seu controle As premissas das estimativas estão sujeitas a riscos e incertezas que podem fazer com que tais expectativas não se concretizem ou sejam substancialmente diferentes do que era esperado. Estes riscos incluem, entre outros, modificações na demanda futura pelos produtos da Companhia, modificações nos fatores que afetam os preços domésticos e internacionais dos produtos, mudanças na estrutura de custos, modificações na sazonalidade dos mercados, mudanças nos preços praticados pelos concorrentes, variações cambiais, mudanças no cenário político-econômico brasileiro e nos mercados emergentes e internacional. Para mais informações sobre os riscos a que a Companhia está sujeita, ver itens 4 e 5 deste Formulário de Referência. d. os valores dos indicadores financeiros, que são objeto da previsão, referentes aos últimos 3 exercícios financeiros Em 2009 foram investidos R$ 659 milhões, sendo R$ 284 milhões em manutenção (florestal e industrial), R$ 361 milhões em crescimento e R$ 14 milhões em outros investimentos. Em 2010 foram investidos R$ 603 milhões, sendo R$ 330 milhões em manutenção (florestal e industrial), R$ 260 milhões em crescimento e R$ 13 milhões em outros investimentos. Em 2011 foram investidos R$ milhões, sendo R$ 518 milhões em manutenção (florestal e industrial), R$ milhões em crescimento, incluindo os desembolsos referentes à aquisição de 50% do CONPACEL e 100% da KSR de R$ 1,5 bilhão, e R$ 35 milhões em outros investimentos. A Companhia estima investir, no ano de 2012, R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 0,5 bilhão em manutenção (florestal e industrial) e R$ 3,0 bilhões em projetos de crescimento. Para o ano de 2013, a estimativa de investimento é de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 0,5 bilhão em manutenção (florestal e industrial) e R$ 1,7 bilhão em projetos de crescimento. PÁGINA: 150 de 301

157 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas a) informar quais estão sendo substituídas por novas projeções incluídas no formulário e quais delas estão sendo repetidas no formulário Em fato relevante divulgado em 23/07/2008, a Companhia informou os projetos que comporiam o seu novo ciclo de crescimento: 3 linhas de produção de celulose e a ampliação da Unidade de Mucuri. Em 03/09/2010 e depois em 08/06/2011, a Companhia informou a atualização de tais projetos, mantendo 2 linhas de produção de celulose (Unidade Maranhão e Unidade Piauí), conforme abaixo: Unidade de Maranhão Incremento da capacidade instalada de 1,3 milhão de toneladas/ano para 1,5 milhão de toneladas, reflexo das novas tecnologias que revelaram inclusive um balanço energético capaz de gerar excedente de 100 MW de energia. O investimento total na unidade será de US$ 2,9 bilhões, sendo US$ 2,3 bilhões na parte industrial e US$ 575 milhões na parte florestal. O valor anunciado em 2008 havia sido de US$ 2,0 bilhões (US$ 200 milhões na parte florestal e US$ 1,8 bilhão na parte industrial). A atualização dos valores reflete ajustes no escopo do projeto e mudanças no cenário macroeconômico (inflação de preço das commodities metálicas como aço, alumínio e cimento; e apreciação do Real frente ao Dólar). O Conselho de Administração autorizou em 28/02/2011 a compra dos equipamentos para a Unidade de Maranhão. O startup da planta é previsto para novembro de Unidade de Piauí Incremento da capacidade instalada de 1,3 milhão de toneladas/ano para 1,5 milhão de toneladas, reflexo das novas tecnologias que revelaram inclusive um balanço energético capaz de gerar excedente de 100 MW de energia. O investimento total na unidade será de US$ 3,0 bilhões, sendo US$ 2,3 bilhões na parte industrial e US$ 710 milhões na parte florestal. O valor anunciado em 2008 havia sido de US$ 2,2 bilhões (US$ 370 milhões na parte florestal e US$ 1,8 bilhão na parte industrial). A atualização dos valores reflete ajustes no escopo do projeto e mudanças no cenário macroeconômico (inflação de preço das commodities metálicas como aço, alumínio e cimento; e apreciação do Real frente ao Dólar). A autorização do Conselho para comprar os equipamentos para a Unidade do Piauí, que originalmente estava prevista para o primeiro semestre de 2012, foi postergada para o primeiro semestre de O startup da planta, caso o Conselho aprove a compra dos equipamentos no primeiro semestre de 2014, está previsto para o primeiro semestre de Adicionalmente, em 29/07/2010, a Suzano Papel e Celulose anunciou a decisão de investir na produção de pellets de madeira para energia, por meio da Suzano Energia Renovável. PÁGINA: 151 de 301

158 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas O investimento na Suzano Energia Renovável será realizado em 3 unidades de produção de pellets de madeira no nordeste brasileiro com capacidade de 1 milhão de toneladas cada e início de operação estimado para O investimento pré-operacional será de aproximadamente US$ 800 milhões. b) quanto às projeções relativas a períodos de tempo já transcorridos, comparar os dados projetados com o efetivo desempenho dos indicadores financeiros, indicando com clareza as razões que levaram a desvios nas projeções Investimento (R$ bilhões) 2011 estimado 2011 realizado Justificativa Manutenção 0,5 0,5 Expansão 3,0 2,7 Investimento no projeto do Maranhão inferior ao estimado (R$ 840 milhões realizado vs R$1,1 bilhão estimado) e investimento no projeto de Energia Renovável inferior ao estimado, pois este é condicionado à definição do parceiro estratégico Total 3,5 3,2 c) quanto às projeções relativas a períodos de tempo ainda em curso, informar se as projeções permanecem válidas na data deste formulário e, quando for o caso, explicar porque elas foram abandonadas ou substituídas As estimativas descritas neste item 11 do Formulário de Referência permanecem válidas. Se houver necessidade, o Formulário de Referência será atualizado. PÁGINA: 152 de 301

159 Descrição da estrutura administrativa a) Atribuições de cada órgão e comitê A administração da Companhia é exercida por um Conselho de Administração e uma Diretoria. O Conselho de Administração é constituído de 5 (cinco) a 9 (nove) membros, eleitos pela Assembleia Geral, que entre eles designará o Presidente e até 2 (dois) Vice-Presidentes. O prazo do mandato do Conselho de Administração é de 03 (três) anos, sendo permitida a reeleição. A Diretoria será constituída de 1 (um) Diretor Presidente e de 4 (quatro) a 9 (nove) Diretores Executivos, eleitos pelo Conselho de Administração. O prazo de mandato da Diretoria é de 01 ano, sendo permitida a reeleição. O Conselho Fiscal funciona em caráter permanente e é constituído de 3 (três) a 5 (cinco) membros e suplentes em igual número. O prazo de mandato do Conselho Fiscal é de 01 ano, sendo permitida a reeleição. Além disso, existem 3 Comitês do Conselho de Administração atualmente em funcionamento, quais sejam: (i) Comitê de Gestão; (ii) Comitê de Sustentabilidade e Estratégia; e (iii) Comitê de Auditoria. O estatuto social da Companhia autoriza a criação de outros Comitês, mediante deliberação pelo Conselho de Administração. PÁGINA: 153 de 301

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