Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Declaração e Identificação dos responsáveis 1

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1 Índice 1. Responsáveis pelo formulário Declaração e Identificação dos responsáveis Declaração do Diretor Presidente Declaração do Diretor de Relações com Investidores Declaração do Diretor Presidente/Relações com Investidores 4 2. Auditores independentes 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Outras informações relevantes 6 3. Informações financ. selecionadas Informações Financeiras Medições não contábeis Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Política de destinação dos resultados Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Nível de endividamento Obrigações Outras informações relevantes Fatores de risco Descrição dos fatores de risco Descrição dos principais riscos de mercado Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Processos sigilosos relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto Outras contingências relevantes 40

2 Índice Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Gerenciamento de riscos e controles internos Política de gerenciamento de riscos Política de gerenciamento de riscos de mercado Descrição dos controles internos Alterações significativas Outras inf. relev. - Gerenciamento de riscos e controles internos Histórico do emissor 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Breve histórico Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Outras informações relevantes Atividades do emissor Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Informações sobre segmentos operacionais Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Receitas relevantes provenientes do exterior Efeitos da regulação estrangeira nas atividades Políticas socioambientais Outras informações relevantes Negócios extraordinários Negócios extraordinários Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais 92

3 Índice Outras inf. Relev. - Negócios extraord Ativos relevantes Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Outras informações relevantes Comentários dos diretores Condições financeiras e patrimoniais gerais Resultado operacional e financeiro Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Políticas contábeis críticas Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Plano de Negócios Outros fatores com influência relevante Projeções Projeções divulgadas e premissas Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Assembleia e administração Descrição da estrutura administrativa Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem /6 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal /8 - Composição dos comitês 188

4 Índice Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores do emissor, controladas e controladores Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos administradores Práticas de Governança Corporativa Outras informações relevantes Remuneração dos administradores Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária Remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatuária Informações sobre as opções em aberto detidas pelo conselho de administração e pela diretoria estatuária Opções exercidas e ações entregues relativas à remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatuária Informações necessárias para a compreensão dos dados divulgados nos itens 13.5 a Método de precificação do valor das ações e das opções Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e conselheiros fiscais - por órgão Informações sobre planos de previdência conferidos aos membros do conselho de administração e aos diretores estatutários Remuneração individual máxima, mínima e média do conselho de administração, da diretoria estatutária e do conselho fiscal Mecanismos de remuneração ou indenização para os administradores em caso de destituição do cargo ou de aposentadoria Percentual na remuneração total detido por administradores e membros do conselho fiscal que sejam partes relacionadas aos controladores Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal, agrupados por órgão, recebida por qualquer razão que não a função que ocupam Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal reconhecida no resultado de controladores, diretos ou indiretos, de sociedades sob controle comum e de controladas do emissor Outras informações relevantes Recursos humanos Descrição dos recursos humanos 251

5 Índice Alterações relevantes - Recursos humanos Descrição da política de remuneração dos empregados Descrição das relações entre o emissor e sindicatos Outras informações relevantes Controle e grupo econômico 15.1 / Posição acionária Distribuição de capital Organograma dos acionistas e do grupo econômico Acordo de acionistas arquivado na sede do emissor ou do qual o controlador seja parte Alterações relevantes nas participações dos membros do grupo de controle e administradores do emissor Principais operações societárias Outras informações relevantes Transações partes relacionadas Descrição das regras, políticas e práticas do emissor quanto à realização de transações com partes relacionadas Informações sobre as transações com partes relacionadas Identificação das medidas tomadas para tratar de conflitos de interesses e demonstração do caráter estritamente comutativo das condições pactuadas ou do pagamento compensatório adequado Outras informações relevantes Capital social Informações sobre o capital social Aumentos do capital social Informações sobre desdobramentos, grupamentos e bonificações de ações Informações sobre reduções do capital social Outras informações relevantes Valores mobiliários Direitos das ações 305

6 Índice Descrição de eventuais regras estatutárias que limitem o direito de voto de acionistas significativos ou que os obriguem a realizar oferta pública Descrição de exceções e cláusulas suspensivas relativas a direitos patrimoniais ou políticos previstos no estatuto Volume de negociações e maiores e menores cotações dos valores mobiliários negociados Outros valores mobiliários emitidos no Brasil Mercados brasileiros em que valores mobiliários são admitidos à negociação Informação sobre classe e espécie de valor mobiliário admitida à negociação em mercados estrangeiros Títulos emitidos no exterior Ofertas públicas de distribuição efetuadas pelo emissor ou por terceiros, incluindo controladores e sociedades coligadas e controladas, relativas a valores mobiliários do emissor Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios Descrição das ofertas públicas de aquisição feitas pelo emissor relativas a ações de emissão de terceiros Outras infomações relevantes Planos de recompra/tesouraria Informações sobre planos de recompra de ações do emissor Movimentação dos valores mobiliários mantidos em tesouraria Outras inf. relev. - recompra/tesouraria Política de negociação Informações sobre a política de negociação de valores mobiliários Outras informações relevantes Política de divulgação Descrição das normas, regimentos ou procedimentos internos relativos à divulgação de informações Descrição da política de divulgação de ato ou fato relevante e dos procedimentos relativos à manutenção de sigilo sobre informações relevantes não divulgadas Administradores responsáveis pela implementação, manutenção, avaliação e fiscalização da política de divulgação de informações Outras informações relevantes 332

7 1.1 - Declaração e Identificação dos responsáveis Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Walter Schalka Diretor Presidente Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Marcelo Feriozzi Bacci Diretor de Relações com Investidores Os diretores acima qualificados, declaram que: a. reviram o formulário de referência b. todas as informações contidas no formulário atendem ao disposto na Instrução CVM nº 480, em especial aos arts. 14 a 19 c. o conjunto de informações nele contido é um retrato verdadeiro, preciso e completo da situação econômico-financeira do emissor e dos riscos inerentes às suas atividades e dos valores mobiliários por ele emitidos PÁGINA: 1 de 332

8 1.1 Declaração do Diretor Presidente PÁGINA: 2 de 332

9 1.2 - Declaração do Diretor de Relações com Investidores PÁGINA: 3 de 332

10 1.3 - Declaração do Diretor Presidente/Relações com Investidores Não aplicável, tendo em vista que os cargos de Diretor Presidente e do Diretor de Relações com Investidores da Companhia são ocupados por pessoas diferentes. As declarações individuais de cada um dos diretores estão disponíveis nos itens 1.1 e 1.2 deste Formulário de Referência. PÁGINA: 4 de 332

11 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional KPMG Auditores Independentes CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 01/01/2012 Descrição do serviço contratado Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Prestação de serviços profissionais de auditoria, com a finalidade de: i) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e empresas controladas, correspondentes ao exercício anual; e ii) emitir relatórios de revisão das Informações Trimestrais (ITRs) individuais e consolidadas da Companhia. A remuneração dos auditores independentes relativa ao último exercício social, findo em 31 de dezembro de 2015, corresponde ao montante consolidado de R$ ,26 sendo: (i) R$ ,92 referente aos serviços de auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2015, revisões das ITRs e da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) e (ii) R$ ,34 referente a serviços de auditoria eletrônica das obrigações acessórias e consultoria tributária a respeito da Escrituração Contábil Fiscal ECF. Não aplicável Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Não aplicável Anselmo Neves Macedo 01/01/2012 a 30/09/ Carla Bellangero 01/10/ Período de prestação de serviço CPF Endereço Rua Dr. Renato Paes de Barros, 33, Itaim - Bibi, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , Rua Dr. Renato Paes de Barros, 33, Itaim - Bibi, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , PÁGINA: 5 de 332

12 2.3 - Outras informações relevantes A Companhia mantém contrato com prestadora de serviços de auditoria independente cujos trabalhos possibilitam o aprimoramento dos controles internos, em especial os relacionados a aspectos fiscais, contábeis e de tecnologia da informação. PÁGINA: 6 de 332

13 3.1 - Informações Financeiras - Consolidado Rec. Liq./Rec. Intermed. Fin./Prem. Seg. Ganhos (Reais) Exercício social (31/12/2015) Exercício social (31/12/2014) Exercício social (31/12/2013) Patrimônio Líquido , , ,00 Ativo Total , , ,00 Resultado Bruto , , ,00 Resultado Líquido , , ,00 Número de Ações, Ex-Tesouraria (Unidades) Valor Patrimonial da Ação (Reais Unidade) , , , , , , Resultado Básico por Ação -0, , , Resultado Diluído por Ação -0,79-0,22-0,19-0,85-0,24-0,20 PÁGINA: 7 de 332

14 3.2 - Medições não contábeis a) Valor das medições não contábeis O EBITDA corresponde ao lucro líquido do período e/ou exercício ajustado pelas receitas e despesas financeiras, imposto de renda e contribuição social e as despesas de depreciação, amortização e exaustão. O EBITDA Ajustado corresponde ao EBITDA excluindo os itens não recorrentes e/ou não caixa. O EBITDA e o EBITDA Ajustado não são medidas de desempenho financeiro segundo as práticas contábeis adotadas no Brasil, IFRS ou US GAAP, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como uma alternativa ao lucro líquido, como medida de desempenho operacional, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. Outras empresas podem calcular o EBITDA e o EBITDA Ajustado de maneira diferente da Companhia. O EBITDA e o EBITDA Ajustado apresentam limitações que prejudicam a sua utilização como medida da lucratividade, em razão de não considerar determinados custos decorrentes dos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os lucros da Companhia, tais como resultados financeiros e tributos. O EBITDA apurado nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 totalizaram os montantes de R$ milhões, R$ milhões e R$ milhões, respectivamente. As margens EBITDA em relação às receitas líquidas foram de 43,9%, 33,7% e 32,8% respectivamente. O EBITDA Ajustado apurado nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 totalizaram os montantes de R$ milhões, R$ milhões e R$ milhões, respectivamente. As margens EBITDA em relação às receitas líquidas foram de 44,9%, 33,8% e 31,3% respectivamente. A Companhia considera a Geração de Caixa Operacional uma importante medida de desempenho financeiro em uma indústria de capital intensivo. A geração de caixa operacional é calculada excluindo os investimentos em manutenção do EBITDA Ajustado no período. A geração de caixa operacional apurada nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 totalizaram os montantes de R$ milhões, R$ milhões e R$ milhões, respectivamente. PÁGINA: 8 de 332

15 3.2 - Medições não contábeis b) Conciliações entre os valores divulgados e os valores das demonstrações financeiras auditadas: A tabela apresenta a conciliação do Lucro Líquido para o EBITDA e para o EBITDA Ajustado: R$ mil, exceto quando indicado Resultado Líquido ( ) ( ) ( ) Resultado financeiro, líquido Imposto de renda e contribuição social ( ) ( ) (59.515) EBIT Depreciação, amortização e exaustão EBITDA (1) Margem EBITDA 43,9% 33,7% 32,8% Alienação de participação na usina de Capim Branco - - ( ) Ajuste de valor justo do ativo biológico (23.145) (12.847) (95.179) Bônus adicional de performance Baixa parcial de gastos com projetos suspensos Acordo comercial com fornecedores - (31.500) - Provisão (Reversão) para perda com imobilizado, baixas, impostos, devedores duvidosos e trabalhistas Outros Incêndio no armazém de Itaqui Perda com a Venda de Embu Estorno Crédito Óleo Combustível no Maranhão EBITDA Ajustado Margem EBITDA Ajustado 44,9% 33,8% 31,3% (1) EBITDA da Companhia calculado conforme a Instrução CVM n 527, de 04 de Outubro de Conciliação do EBITDA consolidado EBITDA Depreciação, amortização e exaustão Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro e dos Impostos (2) (2) Medição contábil divulgada na Demonstração do Resultado consolidado. A tabela abaixo apresenta a composição da geração de caixa operacional: Geração de Caixa (R$ mil) EBITDA Ajustado Capex Manutenção ( ) ( ) ( ) Geração de Caixa Operacional c) Explicar o motivo pelo qual entende que tal medição é mais apropriada para a correta compreensão da sua condição financeira e do resultado de suas operações A Companhia considera o EBITDA e o EBITDA Ajustado, com todas as limitações anteriormente mencionadas, e em conjunto com as demais informações contábeis e financeiras disponíveis como indicador razoável de comparação entre seus principais concorrentes de Mercado. Este indicador não contábil é utilizado pelos participantes do Mercado para análises comparativas dos resultados auferidos por empresas do setor e como indicador da capacidade de geração de caixa, ainda que com determinadas limitações, da Companhia. A Companhia considera a Geração de Caixa Operacional uma importante medida de desempenho financeiro em uma indústria de capital intensivo. PÁGINA: 9 de 332

16 3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Aquisição de florestas de eucalipto Em 27 de janeiro de 2016, a Companhia assinou com a Eco Brasil Florestas S.A. ("Eco Brasil") instrumento de compra de florestas de eucalipto, pela qual a Suzano comprou da Eco Brasil o volume estimado de (sete milhões e quinhentos mil) metros cúbicos de florestas de eucalipto localizadas no Estado do Tocantins. A Operação de Aquisição de Madeira tem como objetivo aumentar o abastecimento de madeira da unidade Imperatriz, para fazer frente à expansão da produção de celulose na referida unidade. Operação com Ibema Em 4 de janeiro de 2016, após o atendimento de todas as condições precedentes e das aprovações de todos os órgãos regulatórios, conclui, nesta data, a operação com a Ibema e a Ibemapar. A partir dessa data, a Ibema passa a deter a unidade de Embu/SP e a Ibemapar e a Suzano passam a ser acionistas da Ibema, na proporção inicial de 62% (sessenta e dois por cento) e 38% (trinta e oito por cento) do seu capital social, respectivamente. Revisão de taxação e decisão afirmativa no processo de dumping Em 12 de janeiro de 2016, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA) proferiu nova decisão revisando a taxação antidumping aplicada contra a Suzano de 33,09% para 22,16%, a ser aplicada exclusivamente ao papel não revestido cortado (folio e cut size) exportado para os EUA. Em 9 de fevereiro de 2016, a International Trade Comission ( ITC ), órgão responsável por apurar se as importações dos países investigados estão causando danos ao mercado americano, proferiu decisão final afirmativa no processo de dumping contra a Austrália, Brasil, China, Indonésia e Portugal, ratificando a aplicação de taxa antidumping nas vendas dos investigados para os EUA. Em março de 2016, o ITC acatou o pedido de revisão junto ao seu departamento técnico sobre as bases apresentadas e proferiu decisão complementar ajustando a taxação de 22,16% para 22,37%. A Companhia continuará com as suas exportações para os EUA, recolhendo a taxação. Em qualquer caso, a Suzano poderá solicitar as revisões anuais previstas na legislação pertinente. PÁGINA: 10 de 332

17 Política de destinação dos resultados dos 3 últimos exercícios sociais: a) Retenção de lucros b) Distribuição de dividendos Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição PÁGINA: 11 de 332

18 3.4 - Política de destinação dos resultados de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. PÁGINA: 12 de 332

19 3.4 - Política de destinação dos resultados c) Periodicidade das distribuições de dividendos d) Eventuais restrições à distribuição de dividendos A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. - - Nos casos de mora no cumprimento das obrigações previstas no âmbito da 3 Emissão de debêntures sob pena de vencimento antecipado. PÁGINA: 13 de 332

20 3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido (Reais) Exercício social 31/12/2015 Exercício social 31/12/2014 Exercício social 31/12/2013 Lucro líquido ajustado 0,00 0,00 0,00 Dividendo distribuído em relação ao lucro líquido ajustado 0, , , Taxa de retorno em relação ao patrimônio líquido do emissor 0, , , Dividendo distribuído total 0,00 0,00 0,00 Lucro líquido retido 0,00 0,00 0,00 Data da aprovação da retenção Lucro líquido retido Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Ordinária 0,00 0,00 Preferencial Preferencial Classe A 0,00 0,00 Preferencial Preferencial Classe B 0,00 PÁGINA: 14 de 332

21 3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Em 2013, a proposta de distribuição de dividendo no valor de R$ ,00 (cento e vinte dois milhões de reais), aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 30/04/2014, foi debitada da Reserva de Lucros para Aumento de Capital e os dividendos foram pagos (creditados em conta) aos acionistas em 12/05/2014, com base na posição acionária de 30/04/2014, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 02/05/2014. Em 2014, a proposta de distribuição de dividendo no valor de R$ ,00 (cento e cinquenta milhões de reais), aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 30/04/2015, foi debitada da Reserva de Lucros para Aumento de Capital e os dividendos foram pagos (creditados em conta) aos acionistas em 11/05/2015, com base na posição acionária de 30/04/2015, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 04/05/2015. Em 11 de Novembro de 2015, a proposta de distribuição de dividendo intermediários no valor de R$ ,00 (cento e vinte milhões de reais), aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 11/11/2015, foi debitada da Reserva de Lucros para Aumento de Capital e os dividendos foram pagos (creditados em conta) aos acionistas em 24/11/2015, com base na posição acionária de 12/11/2015, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 13/11/2015. Em 31 de dezembro de 2015, tendo em vista a prática da Companhia de distribuição de dividendos nos últimos anos, houve uma proposta de distribuição de dividendo no montante de R$ ,00 (trezentos milhões de reais) com base nas Reserva de Lucros. A aprovação ocorreu na Assembleia Geral de Acionistas realizada em 25/04/2016, que declarou os referidos dividendos para pagamento em 04/05/2016, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir do dia 26/04/2016. PÁGINA: 15 de 332

22 3.7 - Nível de endividamento Exercício Social Soma do Passivo Circulante e Não Circulante Tipo de índice Índice de endividamento 31/12/ ,27 Índice de Endividamento 2, Descrição e motivo da utilização de outro índice 0,00 Outros índices 2, O índice calculado pela relação entre a Dívida Líquida da Companhia (dívida bruta menos disponibilidade) e o EBITDA Ajustado do período é a métrica mais comumente utilizada no setor para mensuração do nível de endividamento, possibilitando comparabilidade na análise da alavancagem das companhias, uma vez que apresenta de forma simplificada a relação entre o endividamento assumido e a geração operacional de caixa, mensurada pelo EBITDA Ajustado. Por este motivo, a Companhia entende ser este o índice mais apropriado para mensurar o seu nível de endividamento. PÁGINA: 16 de 332

23 3.8 - Obrigações Exercício social (31/12/2015) Tipo de Obrigação Tipo de Garantia Outras garantias ou privilégios Financiamento Garantia Real , , , , ,05 Empréstimo Quirografárias , , , , ,73 Total , , , , ,78 Observação Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior a cinco anos Total PÁGINA: 17 de 332

24 3.9 - Outras informações relevantes O item 3.8 representa as obrigações financeiras de acordo com a sua data de vencimento e segregado de acordo com o tipo de garantia, ao passo que o item 3.7 representa o montante total do passivo circulante e não circulante, incluindo as obrigações financeiras. Por esta razão a Companhia acredita não ser possível estabelecer o prazo de vencimento com precisão para todas as contas do seu passivo em razão da própria natureza destas obrigações, tais como: tributos diferidos, provisões, outras contas a pagar, dentre outras. A Companhia informa ainda que os valores informados nestes itens são apresentados em bases consolidadas. PÁGINA: 18 de 332

25 4.1 - Descrição dos fatores de risco a) Com relação à Companhia Os preços dos produtos da Companhia são altamente influenciados por mercados internacionais e, portanto, a Companhia tem pouco controle sobre os preços praticados. Os mercados de celulose são tipicamente cíclicos. Além disso, os preços de celulose praticados pela Companhia acompanham os preços internacionais de mercado, que são determinados pelo balanço de oferta e demanda, pela capacidade de produção global e pelas condições econômicas mundiais. Esses preços também podem ser afetados por flutuações das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, movimentações de estoques entre produtores e compradores, em função de expectativas de preços distintas ou, ainda, pelas estratégias de negócios adotadas por outros produtores, incluindo a disponibilidade de substitutos para os produtos da Companhia a preços mais competitivos. Todos esses fatores estão fora do controle da Companhia e podem ter um impacto significativo sobre a demanda por celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são comercializados, embora com comportamento mais estável do que o dos preços de celulose. Assim, os preços dos papéis comercializados pela Companhia sofrem flutuações em decorrência direta de diversos fatores, dentre eles, das flutuações nos preços de celulose e de características específicas dos mercados em que a Companhia atua. Flutuações de preços dos produtos ocorrem não só de ano para ano, mas também ao longo do ano como resultado da economia global e regional, condições, restrições de capacidade, aberturas e fechamentos de plantas, entre outros fatores. A Companhia não pode garantir que os preços de mercado para celulose e papel e a demanda por seus produtos se manterão favoráveis aos seus negócios sem oscilações adversas, casos em que a habilidade da Companhia em operar suas fábricas de maneira economicamente viável poderá ser afetada de forma negativa. A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras. As operações da Companhia estão sujeitas a riscos operacionais, os quais podem causar a paralisação, ainda que parcial ou temporária, de suas atividades assim como perda de produção. Tais paralisações podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, greves, desgastes decorrentes do tempo e da exposição às intempéries e desastres naturais. A ocorrência dos eventos mencionados pode, dentre outros efeitos, resultar em danos graves aos bens da Companhia, diminuição do volume ou aumento dos custos de produção, causando um efeito adverso negativo em suas condições financeiras. Para o desenvolvimento dos seus negócios, a Companhia depende da contínua operação logística, que contempla estradas, ferrovias, armazéns, portos, entre outros. Tais operações podem ser interrompidas por fatores exógenos, como, por exemplo, ocorrências de movimentos sociais, desastres naturais e greves. A interrupção no fornecimento de insumos para a operação das unidades industriais e florestais, ou no transporte de produtos acabados aos clientes poderiam causar impactos materiais adversos sobre as receitas e o resultado operacional da Companhia. Celebramos contratos com terceiros para prestar os serviços de transporte e logística necessários para as nossas operações. Por consequência, a rescisão ou término destes ou nossa incapacidade de renová-los ou negociar novos contratos com outros prestadores de serviços em condições semelhantes poderá afetar significativamente a nossa situação financeira e operacional. A cobertura de seguro da Companhia pode ser insuficiente para cobrir suas perdas e não abrange danos causados às suas florestas. A cobertura de seguros da Companhia para danos em suas unidades industriais decorrentes de riscos operacionais ou responsabilidade de terceiros por acidentes, bem como para transporte doméstico e internacional, pode ser insuficiente para cobrir as perdas que a PÁGINA: 19 de 332

26 4.1 - Descrição dos fatores de risco Companhia possa vir a sofrer em eventuais sinistros de magnitude catastrófica ou então decorrente de particularidades excluídas e/ou descobertas pelas devidas apólices contratadas. A Companhia não mantém cobertura contra danos decorrentes de incêndio, furtos, pragas ou quaisquer outros riscos nas suas florestas. A ocorrência de perdas ou outros prejuízos que não estejam cobertos pelos seguros da Companhia, decorrente de limitação de cobertura, prejuízos superiores aos limites estabelecidos em apólice ou quaisquer outros motivos que impeçam o recebimento de indenização, podem resultar em custos adicionais significativos e inesperados. Ademais, os termos e as condições de renovação das apólices de seguros da Companhia poderão ser alterados no futuro em função de modificações no mercado de seguros ou então das características dos próprios riscos cobertos. A Companhia é titular de benefícios fiscais, cuja suspensão, decurso do prazo de vigência, cancelamento ou não renovação podem afetar adversamente os resultados da Companhia e geração de caixa líquida. Alterações na legislação fiscal podem impactar negativamente os negócios da Companhia. A Companhia possui unidades de produção em microrregiões localizadas nas áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE, sendo assim é beneficiária de incentivos fiscais federais por força de suas atividades nessa região. Além disso, a Companhia conta com outros benefícios fiscais federais. Ainda, a Companhia se beneficia de incentivos fiscais com base em legislação estadual que podem eventualmente ser questionados judicialmente decorrente de entendimento de que a concessão de tais incentivos dependeria de aprovação por unanimidade do CONFAZ, o qual é composto por secretários da fazenda de cada Estado da Federação. A Companhia não pode assegurar que os incentivos fiscais de que é atualmente beneficiária serão mantidos, renovados ou, ainda, que conseguirá obter novos benefícios fiscais em condições favoráveis. Caso tais benefícios fiscais não sejam efetivamente renovados, isso poderá ter um efeito adverso relevante nos resultados da Companhia e na geração de caixa líquida. Além disso, o governo federal e os governos estaduais, frequentemente, implementam alterações na legislação tributária que podem afetar a Companhia e seus clientes, tais como alterações nas alíquotas e base de cálculo dos tributos. Algumas destas alterações podem resultar em aumento de encargos fiscais e alteração, redução ou extinção de benefícios fiscais, que podem afetar adversamente os negócios da Companhia. Os empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo da Companhia exigirão que uma parte significativa do seu fluxo de caixa seja utilizada para o pagamento do valor principal e dos juros das obrigações decorrentes desse endividamento. Em 31 de dezembro de 2015 a dívida bruta da Suzano era de R$ milhões, a dívida líquida consolidada era de R$ milhões e o EBITDA ajustado dos últimos doze meses de R$ milhões. Dessa forma, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2015 era de 2,7x. Durante o ano de 2015, dando continuidade ao processo de desalavancagem e eficiência financeira da Companhia, a gestão de passivos financeiros otimizou a forte geração de caixa e antecipou o pagamento de dívidas, no montante aproximado de R$ 4,3 bilhões. O perfil de endividamento da Suzano pode levá-la a utilizar o fluxo de caixa disponível proveniente de suas operações para o pagamento do principal e dos juros decorrentes desse endividamento, ao invés de utilizá-lo para o pagamento de dividendos ou para outros fins. Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas que impõem a manutenção de certos índices financeiros e o inadimplemento cruzado (cross default). A inadimplência gerada a partir de violação destes contratos pode ter efeitos materiais adversos sobre a Companhia. Parte dos contratos que representam parcela do endividamento da Companhia contém cláusulas que exigem a manutenção de determinada proporção entre certos índices financeiros, tais como Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, além de que a ocorrência de um PÁGINA: 20 de 332

27 4.1 - Descrição dos fatores de risco evento de inadimplemento sob certas dívidas pode acionar um evento de inadimplemento de outras dívidas ou permitir que os credores destas dívidas antecipem seus vencimentos. O inadimplemento de determinados termos dos contratos de financiamento, que não for devidamente consentido pelos credores relevantes, pode resultar em uma decisão por parte destes credores de acelerar o saldo em aberto da dívida, e em alguns contratos também poderiam acelerar outras dívidas. Nesta última hipótese, os ativos e fluxos de caixa da Companhia poderão ser insuficientes para pagar os valores devidos pelos contratos de financiamento. Se tais eventos ocorrerem, a situação financeira da Companhia e o preço das suas ações poderão ser material e adversamente afetadas. Se a Companhia for incapaz de administrar os problemas e riscos em potencial relacionados a aquisições e alianças, seus negócios e perspectivas de crescimento podem ser afetados. Alguns dos concorrentes da Companhia podem estar melhor posicionados para adquirir outros negócios de celulose e papel. A Companhia completou aquisições importantes nos anos 2010 e 2011 e poderá, como parte de sua estratégia, adquirir outros negócios ou firmar alianças no Brasil ou em outros países. Eventos inesperados, alterações em condições de mercado, bem como dificuldades ao integrar novos negócios, ou administrar novas alianças com êxito, podem afetar adversamente o desempenho comercial e financeiro da Companhia. Além disso, o setor mundial de celulose e papel pode buscar consolidações com diversas empresas competindo por oportunidades de aquisições e alianças neste setor. Eventuais movimentos de outras empresas concorrentes nesse sentido podem afetar a Companhia e a probabilidade de sucesso em realizar ou concluir aquisições e alianças necessárias à ampliação de seu negócio. Além disso, qualquer grande aquisição pode estar sujeita à aprovação regulamentar. A redução da classificação de risco de crédito da Companhia pode aumentar seu custo de capital e/ou restringir a disponibilidade de novos financiamentos. A Standard & Poor s Ratings Services classificou o risco da Companhia em escala global e o risco da sua emissão de senior notes em BB+. A Moody s Investors Service classificou o risco corporativo e das senior notes da Companhia em Ba2 e o risco em escala nacional em Aa2Br. Ainda, a Fitch Rating atribuiu a classificação em escala nacional equivalente a AA-(br) e o risco da sua emissão de senior notes em BB. Reduções da classificação de risco da Companhia podem acarretar aumento do custo de capital e afetar suas operações, assim como investimentos, prejudicando de maneira adversa a sua situação financeira, os seus resultados e, consequentemente, o preço de suas ações. Disputas judiciais cujos resultados venham a ser desfavoráveis para a Companhia e afetar negativamente os negócios e situação financeira Diante da natureza da atividade, a Companhia está envolvida em disputas judiciais de natureza cível (inclusive ambiental), tributária e trabalhista que envolvem reivindicações monetárias significativas. Considerando que eventual resultado desfavorável nas demandas poderá resultar em desembolso pela Companhia em valores substanciais, o item 4.3 do Formulário de Referência destaca a relação aos processos relevantes em que a Companhia figura como parte. Emissão de novos valores mobiliários pela Companhia no futuro poderão resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. A Companhia pode optar por captar recursos adicionais no futuro através de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações. Conforme previsto no artigo 172 da Lei das Sociedades por Ações, a captação de recursos através de distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações pode ser realizada com a exclusão do direito de PÁGINA: 21 de 332

28 4.1 - Descrição dos fatores de risco preferência dos acionistas da Companhia. Portanto, a emissão de novos valores mobiliários pela Companhia, para fazer frente a uma eventual necessidade de capital adicional no futuro, poderá resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. Os proprietários das ações da Companhia podem não vir a receber dividendos ou juros sobre o capital próprio. De acordo com o Estatuto Social, deve-se pagar aos acionistas um dividendo anual obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido anual da Companhia, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações. O Estatuto Social permite o pagamento de dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A Companhia poderá também pagar juros sobre o capital próprio, limitados aos termos da lei. Os dividendos intermediários e os juros sobre o capital próprio declarados em cada exercício social poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório do resultado do exercício social em que forem distribuídos. A Assembleia Geral de Acionistas da Companhia pode deliberar pela capitalização, utilização para compensar prejuízo ou retenção de lucro líquido da Companhia, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo tal lucro líquido não ser disponibilizado para pagamento de dividendos ou a Companhia não realizar o pagamento de juros sobre capital próprio. b) Com relação ao seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle A gestão da Companhia é fortemente influenciada por seus acionistas controladores e os interesses de seus atuais acionistas controladores podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. Os acionistas controladores da Companhia têm poderes para, dentre outros, eleger a maioria dos membros de seu Conselho de Administração e determinar o resultado de qualquer deliberação que exija aprovação de acionistas, incluindo operações com partes relacionadas, reorganizações societárias e alienações e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo mínimo obrigatório, impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Os acionistas controladores da Companhia poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, busca de financiamentos, ou tomar outras decisões que podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. c) Com relação aos seus acionistas Os interesses dos executivos da Companhia, beneficiários de plano de opção de compra de ações, podem diferir dos interesses dos acionistas com uma visão de investimento de longo prazo. Os executivos da Companhia são beneficiários de um plano de opção de compra de ações, cujo potencial ganho para seus beneficiários está vinculado ao maior valor de mercado das ações da Companhia. Assim, os seus interesses podem eventualmente ficar substancialmente vinculados ao valor de mercado das ações da Companhia. Caso isto ocorra, estes executivos poderão dirigir os negócios e as atividades da Companhia com maior foco na geração de resultados no curto prazo, o que poderá não coincidir com os interesses de acionistas que tenham uma visão de investimento de longo prazo. d) Com relação às suas controladas e coligadas Na estrutura da Companhia encontram-se controladas operacionais e não operacionais. Porém, ainda que operacionais, as atividades de tais empresas controladas restringem-se a atividades de suporte àquelas praticadas pela Companhia, de modo que a PÁGINA: 22 de 332

29 4.1 - Descrição dos fatores de risco Companhia não identifica fatores de riscos relacionados às suas controladas. e) Com relação aos fornecedores da Companhia A Companhia depende de terceiros como fornecedores de parte de suas necessidades de madeira e pode ser adversamente afetada pela falta ou pelo aumento dos custos da madeira. A madeira é a principal matéria-prima utilizada para a produção de celulose e produtos de papel, sendo parte relevante proveniente de florestas próprias. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo c om fornecedores de madeira, por um período que pode variar de 1 a 2 ciclos florestais, de 6 a 8 anos cada, na modalidade de fomento ou parcerias florestais. Caso seja necessário a complementação do volume, o abastecimento de madeira pode ser suprido at ravés de contratos de compra de madeira de mercado nas modalidades: compra de florestas em pé ou posto fábrica, podendo ter duração de curto ou longo prazo variando conforme o volume negociado. Qualquer interrupção no fornecimento que represente u ma redução relevante na madeira disponível para processamento pela Companhia poderá afetar adversamente seus resultados operacionais e sua situação financeira. Mudanças na qualidade de crédito dos fornecedores ou clientes para os quais tenham sido efetuados adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos podem afetar os resultados da Companhia. É prática corrente e, eventualmente, condição para atuação competitiva em diversos mercados onde a Companhia opera, a concessão de adiantamentos a fornecedores e venda a prazo a clientes. Ao realizar adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos aos seus fornecedores ou clientes, a Companhia assume seus riscos de inadimplência. Desta forma, mudanças no ambiente macroeconômico, nas condições específicas dos seus mercados de atuação, ou ainda problemas relacionados à gestão destes fornecedores e clientes, podem afetar significativamente a sua capacidade de efetuar pagamentos, impactando diretamente o valor dos ativos e o capital de giro da Companhia. Adicionalmente, existe o risco de descasamento entre as taxas pagas sobre os recursos que a Companhia capta e as recebidas com relação ao crédito que concede aos seus clientes ou fornecedores, pois nem sempre é possível equiparar os termos dos financiamentos que a Companhia contrata aos termos dos créditos que concede aos seus fornecedores ou clientes. Qualquer deterioração do risco de crédito de fornecedores ou clientes ou descasamento entre as taxas e termos pelos quais a Companhia contrata e concede crédito poderá causar um efeito adverso relevante sobre o valor dos ativos, patrimônio e resultados da Companhia. A Companhia depende de poucos fornecedores de certos insumos, como óleo combustível, pasta mecânica e gás, e pode ser adversamente afetada pela indisponibilidade ou pelo aumento dos custos destes insumos. A Companhia possui poucas fontes de fornecimento para alguns insumos que são matérias -primas relevantes para o seu processo produtivo. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com esses fornecedores. Portanto, eventual redução significativa no fornecimento ou aumento de custos, por parte de fornecedor relevante, de óleo combustível, de pasta mecânica e de gás, poderá afetar o mix, a margem ou a disponibilidade dos produtos da Companhia, o que afetará adversamente seus resultados operacionais. f) Com relação aos clientes da Companhia Vide o segundo fator de risco elencado no item e imediatamente acima. g) Com relação aos setores de atuação da Companhia PÁGINA: 23 de 332

30 4.1 - Descrição dos fatores de risco Uma volatilidade significativa do Real frente ao Dólar pode impactar de forma relevante as receitas e o endividamento da Companhia. A volatilidade da cotação do Real frente ao Dólar tem efeitos relevantes na condição financeira consolidada da Companhia e em seu resultado operacional consolidado quando expressos em Reais, além de impactar suas receitas, despesas e ativos consolidados denominados em moeda estrangeira. As receitas de vendas com exportações e, portanto, a geração de caixa operacional da Companhia, são direta e imediatamente afetadas pela variação da taxa média de câmbio entre o Real e o Dólar. A depreciação do Real causa aumento de tais receitas quando expressas em Reais, enquanto que a apreciação do Real resulta em receitas de vendas com exportação menores. As receitas no mercado doméstico são indiretamente influenciadas pela variação da taxa cambial, na medida em que os papéis importados, cotados em Dólares, ganham ou perdem competitividade no mercado doméstico dependendo da taxa de câmbio. Alguns custos e despesas operacionais da Companhia, tais como despesas com seguros e fretes relacionadas às exportações e custos de produtos químicos utilizados como matéria prima, entre outros, também são afetados pelas variações cambiais. Sendo assim, a depreciação do Real resulta em aumento de tais custos e despesas expressos em Reais, enquanto a apreciação do Real resulta na queda de tais custos e despesas. As contas patrimoniais consolidadas da Companhia, indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo, disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes e estoques no exterior, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio. A parcela da dívida da Companhia denominada em Dólar, considerando o ajuste com derivativos, totalizava aproximadamente 68% do endividamento bruto da Companhia em 31 de dezembro de Portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia. Investimentos em aumento na capacidade de produção celulose de mercado por concorrentes nos próximos anos podem impactar adversamente os resultados da Companhia. Diversos anúncios de investimentos em novas capacidades foram feitos por concorrentes do setor de celulose e também por iniciantes nesta indústria. Caso todos ou parte importante dos projetos sejam confirmados e os investimentos realizados, poderá haver um desequilíbrio entre oferta e demanda que poderá ocasionar redução de preços de celulose. Investimentos em novas capacidades por terceiros podem ter um impacto significativo sobre os preços da celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Ainda, por conta do aumento da oferta da celulose no mercado, a Companhia poderá ser obrigada a ajustar, ainda que temporariamente, o volume de produção para adequação da menor demanda pelo produto, correndo o risco de ter que operar com capacidades ociosas e um maior custo de produção. A Companhia enfrenta concorrência significativa em alguns dos segmentos de mercado em que atua, o que pode afetar adversamente sua participação nos mercados de celulose e papel e sua lucratividade. O setor de papel e celulose é extremamente competitivo. A Companhia enfrenta concorrência significativa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, de um grande número de empresas, algumas das quais contando com baixos custos de capital e amplo acesso a recursos financeiros. No mercado doméstico, a Companhia enfrenta a competição de produtos nacionais, fabricados por empresas pertencentes a grupos brasileiros e internacionais, e importados. No mercado internacional, a Companhia concorre com empresas com maiores capacidades de produção e distribuição, expressiva base de consumidores e grande variedade de produtos. As importações de celulose não representam concorrência para a Companhia no mercado doméstico, devido aos baixos custos de produção e logística dos produtores locais. A sobreoferta de papel revestido no mundo, as medidas anti-dumping adotadas em outros países e o desvio de finalidade na importação de papel revestido, sobretudo durante um prolongado período de apreciação do Real em relação ao Dólar, pode aumentar a PÁGINA: 24 de 332

31 4.1 - Descrição dos fatores de risco concorrência de produtores estrangeiros no mercado doméstico, impactando adversamente a Companhia. Além disso, os mercados de celulose e papel são atendidos por várias empresas localizadas em diversos países. Se a Companhia não for capaz de se manter competitiva em relação aos concorrentes no futuro, sua participação no mercado pode ser afetada adversamente. Além disso, as pressões para redução dos preços de celulose e papel causadas por competidores da Companhia, que podem estar mais preparados para manter preços mais baixos, podem afetar a lucratividade da Companhia. As condições políticas e econômicas brasileiras, como inflação e taxas de juros, podem ter impacto adverso nos negócios da Companhia. Os negócios, a condição financeira e os resultados da Companhia podem ser adversamente afetados por mudanças nas políticas governamentais, econômicas e eventos políticos que afetem o Brasil. Assim, medidas do Governo Federal para manter a estabilidade econômica, bem como a especulação sobre eventuais atos futuros do governo, podem gerar incertezas sobre a economia brasileira e uma maior volatilidade no mercado de capitais doméstico. Caso os cenários político e econômico se deteriorem, a Companhia poderá arcar com uma elevação nos seus custos financeiros. Além disso, no caso de haver inflação, ela poderá desacelerar a taxa de crescimento da economia brasileira, o que poderá levar a uma redução da demanda pelos produtos da Companhia no Brasil e a reduções de suas vendas. Caso as taxas de inflação venham a aumentar consideravelmente e a elevação dos índices inflacionários não seja repassada integralmente aos preços finais dos produtos vendidos pela Companhia, os fluxos de caixa, a condição financeira e os resultados da Companhia serão negativamente afetados. Além disso, um aumento das taxas de juros pode acarretar aumento no custo de captação da Companhia. Situações de restrição de liquidez no mercado poderão aumentar o custo, restringir os prazos ou até mesmo inviabilizar a captação de recursos no mercado, o que poderá afetar adversamente as operações da Companhia. As empresas brasileiras de celulose e papel fizeram grandes investimentos durante os últimos anos a fim de competir com mais eficácia e em maior escala no mercado internacional. Este movimento elevou a necessidade de recursos e a diversificação de fontes de financiamentos com instituições financeiras nacionais e internacionais. Dentro deste contexto, a Companhia depende do capital de terceiros para conduzir seus negócios, na forma de operações de financiamento para suportar seus investimentos e capital de giro. Em situações de restrição de liquidez, como a vivenciada em 2008 e 2009 em razão da crise financeira internacional, as linhas de crédito podem se tornar excessivamente curtas, caras ou até mesmo indisponíveis. Nessas circunstâncias, aumenta-se o risco de captação e de rolagem, ou seja, a possibilidade de não obtenção, no mercado, dos recursos necessários para honrar os vencimentos da dívida contratada, assim como o risco de ter de levantar esses recursos a custos elevados, o que poderá afetar adversamente os resultados da Companhia. h) Com relação à regulação do setor de atuação da Companhia Regras ambientais mais rigorosas podem implicar em dispêndio maior de recursos pela Companhia. As operações da Companhia estão sujeitas à extensa regulamentação ambiental, incluindo regulamentação relacionada às emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento, manutenção de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente. Ainda, nossas atividades estão sujeitas à renovação periódica das licenças ambientais, tanto florestais quanto industriais. No Brasil, as violações às leis ambientais podem acarretar em sanções para a companhia e seus colaboradores tais como multa, detenção, reclusão ou até a dissolução da sociedade. As normas ambientais a serem cumpridas pela companhia são expedidas no âmbito federal, estadual e municipal, sendo que mudanças nas referidas regras e leis e/ou na política ou nos procedimentos adotados nas leis atuais poderão afetar adversamente a companhia. O descumprimento de uma determinada regra ou lei ambiental poderá implicar no pagamento de multa ou mesmo uma sanção criminal, bem como ocasionar a revogação da sua licença ou suspensão de determinadas atividades. PÁGINA: 25 de 332

32 4.1 - Descrição dos fatores de risco Vale ressaltar que existe a possibilidade de as agências governamentais ou outras autoridades competentes estabelecerem novas regras ou imporem regulamentos adicionais ainda mais rígidos que os vigentes, ou buscarem uma interpretação mais rigorosa das leis e regulamentos existentes, o que poderia exigir da companhia o dispêndio de fundos adicionais para a conformidade ambiental ou poderia restringir sua habilidade de operar conforme atualmente. Além disso, o não cumprimento das leis e regulamentos ambientais poderia restringir a capacidade da companhia na obtenção de financiamentos junto às instituições financeiras. A não obtenção das autorizações e licenças necessárias poderá afetar adversamente as operações da Companhia. A companhia depende da emissão de autorizações e licenças do poder público para o desenvolvimento de certas atividades. Assim, para o processo de licenciamento dos empreendimentos florestais e industriais, cujos impactos socioambientais sejam considerados significativos, é obrigatória a realização de investimentos e ações, de modo a compensar tais impactos. As licenças para operação das suas fábricas e plantios geralmente são válidas por cinco anos contados da data da emissão, ao final dos quais poderão ser renovadas por iguais períodos. As licenças para operação exigem, dentre outros, que a companhia informe periodicamente o cumprimento de padrões de emissões e eventuais condicionantes estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. A não obtenção, não renovação ou regularização, conforme aplicável, de nossas licenças operacionais poderão causar atrasos na implantação das novas capacidades produtivas da companhia, aumento dos custos do processo, multa pecuniária ou mesmo a suspensão do processo produtivo da parte afetada. i) Com relação aos países estrangeiros onde a Companhia atua Recessão em virtude da crise econômica mundial poderá afetar a demanda e o preço dos produtos da Companhia de modo adverso. A demanda de papel e celulose está relacionada ao crescimento da economia mundial. Atualmente, Europa, América do Norte e China são os principais mercados dessa indústria. Eventual desaceleração do crescimento econômico dessas regiões poderá afetar adversamente os preços e o volume de exportações da Companhia e, consequentemente, impactará o seu desempenho operacional e os seus resultados financeiros, até que esse volume possa ser alocado em outros mercados. As exportações da Companhia estão sujeitas a riscos especiais que poderão afetar adversamente os seus negócios. A Companhia exporta para diversas regiões do mundo, sujeitando-se a alguns riscos políticos e regulatórios especiais, entre os quais: controles cambiais nos países onde tiver pagamentos a receber; e eventuais barreiras comerciais, formais ou informais, ou ainda políticas de incentivo ou subsídio aos produtores em diversas regiões. O desempenho financeiro futuro da Companhia dependerá, portanto, das condições econômicas, políticas e sociais dos seus principais mercados de exportação (Europa, Ásia e América do Norte). Desta forma, fatores que estão fora do controle da Companhia, como a imposição de barreiras ou a concessão de incentivos comerciais e alterações nas políticas econômicas dos países para os quais a Companhia exporta, poderão prejudicar a sua capacidade de exportação e, consequentemente, seus negócios e resultados operacionais. j) Com relação a questões socioambientais A Companhia apresenta alto grau de dependência de suas áreas de plantio para o fornecimento de madeira, que é essência para seus processos de produção. Qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os PÁGINA: 26 de 332

33 4.1 - Descrição dos fatores de risco resultados operacionais da Companhia. Parte relevante da madeira utilizada nos processos de produção da Companhia é fornecida por suas próprias operações florestais, que incluem áreas de plantio localizadas próximas às unidades industriais de produção da Companhia. O mercado de madeira no Brasil é limitado, já que a maioria dos produtores de celulose e papel utiliza a madeira extraída de suas áreas de plantio para consumo próprio. Além disso, para aquisição ou utilização das terras que formarão a sua base florestal, a Companhia concorre com outras culturas, o que acaba elevando potencialmente o preço de aquisição das áreas de plantio ou mesmo trazendo dificuldades para a contratação de terceiros para desenvolver o cultivo do eucalipto. Ainda, as áreas de plantio da Companhia estão sujeitas a ameaças naturais, tais como, seca, incêndio, pestes e pragas, que podem reduzir o fornecimento de madeira para a Companhia ou resultar em maiores preços para a madeira que a Companhia adquire. As áreas de plantio da Companhia também estão sujeitas a ameaças adicionais, tais como a perda temporária da posse causada por invasão de posseiros, inclusive por movimentos sociais, ou roubo de madeira. Portanto, qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia. PÁGINA: 27 de 332

34 4.2 - Descrição dos principais riscos de mercado A Companhia tem como prática a análise constante dos riscos aos quais está exposta e que possam afetar seus negócios, situação financeira e os resultados das suas operações de forma adversa. A Companhia está constantemente monitorando mudanças no cenário macroeconômico e setorial, que possam influenciar suas atividades, por meio de acompanhamento dos principais indicadores de desempenho. A Companhia adota política de foco contínuo na disciplina financeira e na gestão conservadora de caixa. Atualmente, a Companhia não identifica qualquer cenário de aumento ou redução de sua exposição aos riscos mencionados no item 4.1 acima. PÁGINA: 28 de 332

35 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Geral Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia figurava no polo passivo em processos administrativos e judiciais de natureza tributária, trabalhista e cível. Para fins das informações aqui apresentadas e detalhadas, a Companhia discorrerá somente sobre as ações em que figura no polo passivo, pois as ações em que a Companhia figura no polo ativo não gerariam um impacto negativo adverso aos seus negócios. No tocante às contingências, importante ressaltar que: i) para os casos em que a possibilidade de perda é remota, não é constituída provisão, ii) para os casos em que a perspectiva de perda é classificada pelos assessores jurídicos externos como possível, não é constituída provisão; e iii) para os casos em que a possibilidade de perda é provável, a Administração constitui provisão. Entre as demandas de natureza, cível, tributária e trabalhista, descrevemos abaixo o número total de casos e a provisão correspondente. Além disso, descrevemos em maiores detalhes as ações que são consideradas individualmente relevantes para os negócios da Companhia e suas controladas, classificadas de acordo com a sua natureza: A) Tributários Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia figurava no polo passivo em aproximadamente 260 processos administrativos e judiciais de natureza tributária e previdenciária, nos quais são discutidas matérias relativas a diversos tributos, tais como PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS, IRPJ/CSLL e contribuição previdenciária, envolvendo valor total de provisão estimado em R$ 167 milhões. Cumpre salientar que a Companhia não é parte em processos tributários em valores individuais superiores a R$ ,27 (0,5% do Patrimônio Líquido da Companhia) e que estejam classificados como probabilidade de perda possível ou provável, não representando, portanto, contingências passivas que impactam de maneira relevante nos resultados. B) Trabalhistas Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia figurava como parte em ações de natureza trabalhista e/ou acidentária, envolvendo valor total de provisão de R$ milhões. De maneira geral, os processos trabalhistas estão relacionados às questões frequentemente contestadas por empregados de empresas agroindustriais, como certas verbas salariais e/ou rescisórias, além de ações propostas por empregados de empresas contratadas para a prestação de serviços para a Companhia e que pleiteiam uma eventual condenação subsidiária em verbas supostamente não pagas por essas empresas terceirizadas, destacando-se, porém, os processos relacionados abaixo, relativos a pleitos de insalubridade/periculosidade e à regularidade do processo de terceirização de atividades de florestamento e reflorestamento, os quais, por força das matérias envolvidas e das consequências que um precedente negativo pode ocasionar, merecem ser mencionados. Juízo Instância Processo: 0047/2003 2ª Vara do Trabalho de Suzano/SP Instância Superior Data de instauração 20/01/2003 PÁGINA: 29 de 332

36 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo S.T.I.P.C.M. x SPC S.A R$ 4,5 milhões O Autor reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade aos seus substituídos nas áreas da ré em que esses exercem as suas atividades, na Unidade Rio Verde. Condenação da Companhia em 1ª instância para pagamento de adicional de insalubridade a 17 colaboradores e do adicional de periculosidade a 19 colaboradores. As partes recorreram da decisão. Negado provimento aos recursos. Interposto Recurso de Revista por ambas as partes. Denegado seguimento. Processo transitado em julgado. Processo em fase de cálculos/impugnação. Provável Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Juízo Instância Processo: 1020/2005 1ª. Vara do Trabalho de Suzano/SP Instância Superior Data de instauração 10/08/2005 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda Análise do impacto em caso de perda do processo S.T.I.P.C.M. x SPC S.A R$ 11,7 milhões O Autor reclama o pagamento de adicional de insalubridade (vencidos e vincendos) aos seus substituídos nas áreas da ré em que esses exercem as suas atividades, na Unidade Suzano que trabalharam ou ainda trabalham nos setores envolvidos no acordo judicial firmado no processo 1230/78. Decisões de 1ª e 2ª Instâncias favoráveis ao Autor. Aguardandose julgamento do Recurso de Revista interposto pela Companhia. Possível Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Juízo Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA PÁGINA: 30 de 332

37 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Instância 1ª Instância Data de instauração 16/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo SINDICELPA x SPC S.A. O valor envolvido ainda não foi estimado. O Autor reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade vencidos e vincendos aos seus substituídos, nas áreas em que esses exercem/exerceram as suas atividades, na Unidade Mucuri/BA. O processo se encontra em fase de instrução. Remota Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Diante da ausência de conteúdo econômico estabelecido, ainda não é possível determinar o impacto financeiro de uma eventual condenação. Juízo Instância Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA 1ª Instância Data de instauração 29/07/2011 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: SINTREXBEM x SPC S.A R$ 11,5 milhões O Autor reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade vencidos e vincendos aos seus substituídos (operadores de máquinas florestais e mecânicos), em decorrência das atividades que exercem, na Unidade Mucuri/BA. Realizada perícia. Publicada sentença. Ação procedente em parte. Aguardando decisão dos embargos de declaração. Remota C) Cíveis Processos judiciais Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia figurava como parte em 240 ações cíveis no polo passivo, envolvendo valor total de provisão estimado em R$ milhões. De maneira geral, os processos cíveis PÁGINA: 31 de 332

38 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes nos quais a Companhia figura como ré estão relacionados, principalmente, a matérias de natureza indenizatória, inclusive decorrentes de obrigações contratuais, medidas cautelares, ações possessórias, ações de reparação de danos e revisionais, sem que nenhum deles mereça menção de destaque. A Companhia possui apólice de seguro de responsabilidade civil geral que visa a amparar, dentro de limites contratados na apólice, eventuais condenações judiciais, a título de causados a terceiros (incluindo também empregados). Todavia, em face do tema envolvido no caso direito ambiental e face a impactos relevantes que uma decisão negativa à Companhia pode acarretar, destacamos os seguintes processos: Juízo Instância Processo: Vara Única do Fórum de São Luiz do Paraitinga 1ª Instância Data de instauração 13/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Suzano Papel e Celulose S.A. e Fibria Celulose S/A. R$7,6 milhões Trata-se de Ação Civil Pública, na qual a autora requer a suspensão imediata de todo e qualquer plantio de eucalipto no município, empreendimentos presentes ou em projetos futuros até a realização, pelas empresas empreendedoras, de um aprofundado estudo de impacto ambiental EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto e Relatório de Impacto Ambiental). Após determinada a realização de prova pericial, o juízo nomeou perito. Com a apresentação de proposta de honorários, o juízo determinou a inversão do ônus financeiro para a realização da prova. As rés recorreram da decisão e o Tribunal de Justiça determinou a sua reforma. A autora interpôs recurso aos tribunais superiores e, atualmente, o processo em primeira instância está suspenso aguardando julgamento dos recursos. Remota A Companhia deixará de utilizar as áreas objeto da ação para o plantio de eucalipto, até que se faça e aprove o EIA-RIMA. Além disto, uma decisão negativa pode abrir um precedente no sentido de que outras cidades passem a exigir estudo de impacto ambiental a projetos de reflorestamento levados a efeito pela Companhia. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. PÁGINA: 32 de 332

39 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Juízo Instância Processo: ª Vara Federal do Distrito Federal 1ª Instância Data de instauração 29/06/2012 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público Federal x Suzano Papel e Celulose S.A. O valor envolvido ainda não pode ser estimado O Ministério Público Federal busca responsabilizar a Companhia pela deterioração da rodovia federal por onde trafegam os caminhões que transportam madeira e produto acabado, alegando excesso de peso no transporte dessas cargas. A liminar foi deferida, mas teve seus efeitos suspensos por decisão do TRF, em agravo de instrumento da Cia. Aguarda-se nomeação de perito judicial. Processo em fase de instrução processual. Remota Pagar o valor de eventual condenação. Eventual condenação pode resultar no redimensionamento da logística de transportes da Companhia, no que tange ao controle de peso das carretas. Dada a sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Diante da ausência de conteúdo econômico estabelecido, ainda não é possível determinar o impacto financeiro de uma eventual condenação. Juízo Instância Processo: Vara Federal de Araguaína TO 1ª Instância Data de instauração 21/07/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A, NATURATINS e IBAMA. R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública na qual o autor discute a competência para conduzir o licenciamento ambiental do empreendimento Projeto de Silvicultura no Estado do Tocantins. Atualmente, aguarda-se julgamento do conflito de competência para prosseguimento do feito. PÁGINA: 33 de 332

40 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Chance de perda: Remota Análise do impacto em caso de perda do processo O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Daí resulta sua relevância. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de São Luís MA 1ª Instância Data de instauração 04/05/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A, IBAMA e Estado do Maranhão (SEMA). R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública com pedido de tutela antecipada, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Maranhão (Urbano Santos) para plantio de hectares de florestas de eucaliptos pela Companhia. Em 1º instância foi indeferido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, contudo a decisão foi reformada em sede de Agravo de Instrumento interposto pelo autor. A Companhia, o Ibama e o Estado do Maranhão impetraram recursos contra a decisão que concedeu a tutela antecipada e, atualmente, aguarda-se o julgamento dos recursos. Em primeira instância, foi deferida a realização de perícia judicial. Aguarda-se conclusão dos trabalhos pelo expert nomeado. Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Remota O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Daí resulta sua relevância. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. Juízo Processo: ª Vara Federal de Imperatriz MA PÁGINA: 34 de 332

41 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Instância 1ª Instância Data de instauração 23/11/2012 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público Federal (MPF) x Estado do Maranhão, IBAMA e Suzano Papel e Celulose S/A. R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada, na qual o MPF busca anular o processo de licenciamento ambiental conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Maranhão referente à unidade industrial para a fabricação de celulose branqueada da Companhia, no Município de Imperatriz/MA. Defende o MPF que o IBAMA seria o órgão ambiental competente para a condução do licenciamento frente aos impactos regionais relacionados. As rés apresentaram defesa e, atualmente, aguarda-se início da instrução processual. Remota Eventual decisão que suspenda a supracitada licença acarretará na paralisação da operação industrial. Juízo Instância Processo: ª Vara Federal do Estado do Espírito Santo 1ª Instância Data de instauração 13/07/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Ministério Público Federal do Espirito Santo, União Federal, Companhia de Docas do Espirito Santo CODESA, Fábio Nunes Falce, Vicente de Paula Dias Filho, Henrique Germano Zimmer, Danilo Roger Marçal Queiroz, Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal contra os ex-diretores da CODESA Companhia de Docas do Espírito Santo, tendo em vista a suposta irregularidade do contrato operacional nº 013/2000 firmado para a exploração do Porto de Vitória ES. A fase de instrução processual foi finalizada. O laudo pericial conclui que os valores praticados pelas partes refletem a realidade de mercado, sendo o contrato equilibrado. Foi proferida sentença julgando a ação improcedente. Remota PÁGINA: 35 de 332

42 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Análise do impacto em caso de perda do processo Apesar de a Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. não operar no Porto de Vitória, eventual reforma da sentença pelo Tribunal de Justiça poderá exigir o pagamento de valores referentes à diferença tarifária apontada pelo Autor. Juízo Instância Processo: ª Vara Cível de Cubatão 1ª Instância Data de instauração 15/02/1986 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Ministério Público do Estado de São Paulo, Oikos União dos Defensores da Terrae Suzano Papel e Celulose S.A. e outros O valor envolvido ainda não pode ser estimado. Trata-se de Ação Civil Pública na qual o Ministério Público Estadual busca responsabilizar as Rés por supostos danos causados ao Meio Ambiente, em razão da degradação e do perecimento de grande parte da cobertura vegetal das encostas da Serra do Mar. Em 08/04/2015 foi realizada Audiência de Conciliação, restando a mesma infrutífera. Atualmente, os autos estão suspensos em razão das tratativas entre as partes para a tentativa de composição da demanda. Caso não haja composição entre as partes o processo retomará o seu curso normal e será nomeado perito judicial para elaborar perícia. Remota Apesar de não existirem valores definidos para fim de acordo e/ou condenação, eventual sentença condenatória poderá exigir o pagamento de verbas para a compensação dos danos pretéritos causados Indicar o valor total provisionado, se houver, dos processos descritos no item 4.3 Para os processos trabalhistas mencionados no item 4.3 B a Cia. constituiu provisão no montante de R$ 4,5 milhões. PÁGINA: 36 de 332

43 4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Processo: Juízo Instância 41ª Vara Cível do Foro Central 1ª Instância Data de instauração 20/09/2012 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo João Antonio Lian, Suzano Holding S.A.; Suzano Papel e Celulose S.A. R$ ,00 Trata-se de ação de indenização ajuizada contra a Suzano, Suzano Holding e seus administradores, pleiteando a anulação das deliberações tomadas em Assembleia Geral Extraordinária, Reuniões do Conselho de Administração, assim a como a anulação das cláusulas da escritura de emissão de debêntures. Por fim, requer a condenação dos demandados à reparação dos prejuízos causados em decorrência da suposta prática de atos societários abusivos e violação de deveres legais praticados pela companhia e seus administradores. Em , foi proferida sentença julgando improcedente a ação. Condenou-se que o autor ao pagamento de custas, despesas processuais, e honorários advocatícios, fixados em R$ ,00. As rés recorreram apenas contra a parte da sentença que fixou os honorários advocatícios. Atualmente aguarda-se o processamento dos recursos junto ao Tribunal de Justiça. Remota Sentença favorável transitada em julgado. Recurso pendente envolve apenas honorários de sucumbência ao patrono da Companhia. PÁGINA: 37 de 332

44 4.5 - Processos sigilosos relevantes A Companhia e suas controladas não são parte em processos sigilosos relevantes. PÁGINA: 38 de 332

45 4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto A Companhia e suas controladas não são parte em processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes que em conjunto são relevantes para os seus negócios. PÁGINA: 39 de 332

46 4.7 - Outras contingências relevantes A Companhia não possui outras contingências relevantes. PÁGINA: 40 de 332

47 4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Não aplicável, uma vez que a Companhia não possui valores mobiliários emitidos ou custodiados no exterior. PÁGINA: 41 de 332

48 5.1 - Política de gerenciamento de riscos a) Se o emissor possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, destacando, em caso afirmativo, o órgão que a aprovou e a data de sua aprovação, e, em caso negativo, as razões pelas quais o emissor não adotou uma política A Suzano Papel e Celulose S.A. possui Política de Gestão Integrada de Riscos, no qual, tem o objetivo de estabelecer, atualizar e unificar as diretrizes e os princípios gerais do processo de Gestão Integrada de Riscos da Companhia, da identificação à tratativa dos Riscos identificados, conceituando as atividades, bem como as principais responsabilidades atribuídas aos diversos órgãos da administração ou departamentos da Companhia. A última versão da política foi aprovada em fevereiro de 2016 pelo RCA Conselho da Administração e é aplicável para todos os órgãos da administração e departamentos da empresa. b) Os objetivos e estratégias da política de gerenciamento de riscos, quando houver, incluindo: i. os riscos para os quais se busca proteção ii. os instrumentos utilizados para proteção iii. a estrutura organizacional de gerenciamento de riscos A Política de Gestão Integrada de Riscos tem o objetivo de padronizar os conceitos, definições e práticas da Companhia, de forma que possam subsidiar a Companhia no momento da tomada de decisões, aumentando a transparência das informações para a Companhia e seus stakeholders, conforme aplicável. A Suzano categoriza seus Riscos da seguinte maneira: Riscos Estratégicos; Riscos Financeiros; Riscos Operacionais; Riscos de Compliance. A definição dos critérios para gestão de Riscos, analisando o contexto interno, que envolve a estrutura organizacional, processos, responsabilidades, sistemas de informação internos e relações com as partes interessadas internas, assim como o contexto externo, envolvendo a análise do ambiente cultural, legal, social, político, financeiro, tecnológico e econômico. A avaliação de Riscos é um processo que serve como base e auxilia na tomada de decisão, identificando Riscos prioritários, que necessitam de tratamento e gestão. Os Riscos são avaliados e classificados de acordo com o Impacto do Risco, sendo eles: baixo, médio, alto e severo. Quanto à vulnerabilidade (probabilidade de ocorrência), os Riscos também são classificados em quatro diferentes graus, de acordo com o seguinte critério: baixo, médio, alto e severo. A Suzano Papel e Celulose S.A. possui uma área de Riscos Corporativos que tem o papel de fazer a gestão integrada dos riscos prioritários da Companhia em conjunto com as demais unidades de negócio. PÁGINA: 42 de 332

49 5.1 - Política de gerenciamento de riscos c) A adequação da estrutura operacional e de controles internos para verificação da efetividade da política adotada A Companhia possui área de Controles Internos e sua respectiva uma política formal, tendo, como objetivo estabelecer princípios e responsabilidades a serem observados para o fortalecimento e funcionamento dos sistemas de controles internos da Suzano Papel e Celulose S.A., mitigando os riscos de acordo com a complexidade de seus negócios, bem como disseminar a cultura de controles para garantir o cumprimento de leis, regulamentos e demais normas estabelecidas pelos órgãos reguladores ou pela própria Companhia. Controles Internos consistem em um processo desenvolvido para garantir, com razoável certeza, que sejam atingidos os objetivos da Companhia nas seguintes dimensões: Eficiência e efetividade operacional; Confiança nos registros de dados e informações; Conformidade; e Abordagem baseada em risco. PÁGINA: 43 de 332

50 5.2 - Política de gerenciamento de riscos de mercado Em relação aos riscos de mercado indicados no item 4.2, informar: Se o emissor possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos de mercado, destacando, em caso afirmativo, o órgão que a aprovou e a data de sua aprovação, e, em caso negativo, as razões pelas quais o emissor não adotou uma política A Suzano Papel e Celulose S.A. possui formalizada a Política de Gestão de Riscos de Mercado e de Gestão de Derivativos, no qual, está estabelecido regras e orientações de procedimentos que permitirão: Proteger os resultados e o patrimônio da SUZANO contra oscilações de preços de mercado de insumos e produtos, taxas de câmbio e de juros, índices de preços e de correção, ou ainda outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não ( riscos de mercado ) aos quais o valor dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos; Desenhar um processo estruturado de atribuições que servirá para ampliar e agilizar o processo decisório, buscando identificar novas oportunidades bem como evitar perdas; Otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção da exposição em risco, tomando partido de hedges naturais e das correlações entre os preços de diferentes ativos e mercados, evitando o desperdício de recursos com a contratação de operações de modo ineficiente. A última versão da política foi aprovada em novembro de 2015 pela Diretoria Executiva e é aplicável para todos os órgãos da administração e departamentos da empresa. Os objetivos e estratégias da política de gerenciamento de riscos de mercado, quando houver, incluindo: i. os riscos de mercado para os quais se busca proteção ii. a estratégia de proteção patrimonial (hedge) iii. os instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge) iv. os parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos v. se o emissor opera instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge) e quais são esses objetivos vi. a estrutura organizacional de controle de gerenciamento de riscos de mercado Com a finalidade de evitar a volatilidade dos preços e taxas de mercado, a Companhia pode optar por realizar operações que mitigam essas variações. Para isso, são contratadas operações de derivativos, atreladas aos seguintes fatores de risco: (i) Câmbio; (ii) Juros; (iii) Celulose; (iv) Combustível de frete e outros insumos relacionados à produção. O uso de derivativos deve ser exclusivamente para proteção de operações financeiras já contratadas ou PÁGINA: 44 de 332

51 5.2 - Política de gerenciamento de riscos de mercado fluxos de caixa da Companhia, não gerando alavancagem para a empresa. É permitida a contratação dos seguintes derivativos: Swaps; NDFs (non deliverable forward); Opções Plain Vanilla (zero cost - collar). Para cada exposição da companhia há uma metodologia para a definição dos parâmetros de proteção utilizando produtos de derivativos. A definição destas práticas é acordada previamente entre as diretorias envolvidas diretamente com a origem e mitigação dos riscos de mercado das exposições. Além disso, a companhia possui limite de hedge estabelecidos para cada tipo de exposição pautado em estudo realizado pela Tesouraria e apresentado ao Conselho de Administração. A adequação da estrutura operacional e controles internos para verificação da efetividade da política adotada De acordo com a Política de Gestão de Riscos de Mercado e de Gestão de Derivativos da Companhia, a verificação da adequação das operações da Companhia à referida política deve ser efetuada pela Área de Riscos. Os valores em risco e o cumprimento dos limites de exposição das operações contratadas devem ser acompanhados de forma a manter o enquadramento pré-estabelecido pela Diretoria. Caso algum limite seja excedido, cabe à Área de Riscos avisar imediatamente e por escrito ao Gerente Executivo de Finanças, para que este tome as medidas necessárias à readequação dos limites. Se o limite continuar excedido na segunda verificação, que deve ocorrer no dia seguinte, o aviso deve ser dado a área de Riscos Corporativos. Finalmente, caso o limite continue sendo desrespeitado ao final do terceiro dia, a Diretoria deve ser informada. A Diretoria decidirá então pela implementação de medidas que permitam o retorno aos limites de risco estabelecidos ou, se for o caso, pela revisão do limite, em face de condições excepcionais de mercado. Quando se tratar de mercados com baixa liquidez ou, ainda, quando as condições de mercado forem consideradas extraordinariamente desfavoráveis, a Diretoria poderá conceder o prazo que julgar conveniente para o reenquadramento das exposições aos limites de risco. A Companhia entende que a estrutura operacional e os controles internos adotados são adequados para verificação da efetividade da Política de Gestão de Riscos de Mercado e de Gestão de Derivativos, visto que possui um sistema bem definido de atribuições que serve para ampliar e agilizar o processo decisório, buscando identificar novas oportunidades bem como evitar perdas, além de otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção da exposição em risco. PÁGINA: 45 de 332

52 5.3 - Descrição dos controles internos Em relação aos controles adotados pelo emissor para assegurar a elaboração de demonstrações financeiras confiáveis, indicar: As principais práticas de controles internos e o grau de eficiência de tais controles, indicando eventuais imperfeições e as providências adotadas para corrigi-las Para auditar a eficácia dos controles internos e práticas contábeis, a Companhia recorre aos diagnósticos da Auditoria Interna e as considerações da Auditoria Externa apresentados ao Comitê de Auditoria. A área de auditoria interna, por sua vez, contribui significativamente para aprimoramento dos processos e direcionamento das oportunidades de melhoria identificadas por meio de planos de ação tratados com prioridade pelas áreas. Além disto, tanto o plano de auditoria, como o resultado das respectivas auditorias, é apresentado ao Conselho de Administração e ao Comitê de Auditoria. Adicionalmente, a Companhia conta com uma gerência de gestão de riscos e controles internos com o objetivo de melhorar ainda mais sua estrutura de controles internos e governança corporativa. Dessa forma, os Diretores acreditam que o grau de eficiência dos controles internos adotados para assegurar a elaboração das demonstrações contábeis é satisfatório e está investindo cada vez mais em controles sistêmicos a fim de aprimorá-los. As estruturas organizacionais envolvidas A Suzano Papel e Celulose possui a seguinte estrutura organizacional para assegurar a elaboração de demonstração financeiras confiáveis: - Controladoria: 1º linha de defesa; - Riscos Corporativos (Controles Internos): 2º linha de defesa; - Auditoria Interna: 3º linha de defesa. Se e como a eficiência dos controles internos é supervisionada pela administração do emissor, indicando o cargo das pessoas responsáveis pelo referido acompanhamento A eficiência dos controles internos é supervisionada pelos seguintes responsáveis: Marcelo Feriozzi Bacci - Diretor Executivo de Finanças e RI, Hugo Souza dos Santos - Gerente Executivo de Riscos Corporativos e Daniel Nascimento - Gerente Executivo de Controladoria. Deficiências e recomendações sobre os controles internos presentes no relatório circunstanciado, preparado e encaminhado ao emissor pelo auditor independente, nos termos da regulamentação emitida pela CVM que trata do registro e do exercício da atividade de auditoria independente Com base no relatório de recomendações dos auditores independente, as observações para melhoria dos controles internos e dos procedimentos contábeis com a finalidade de contribuir para aperfeiçoar os sistemas interno são os seguintes: 1 Reconhecimento indevido, em anos anteriores à 2015, de provisão para contingências de processos trabalhistas e tributários classificados com prognósticos de perda possível, em desacordo com os critérios estabelecidas no CPC 25; PÁGINA: 46 de 332

53 5.3 - Descrição dos controles internos 2 - Notas fiscais de bens do imobilizado emitidas em 2015 e registradas apenas em 2016; 3 - Segregação entre curto e longo prazo de fomentados, conforme expectativa de colheita da área florestal; 4 - Reclassificação da operação de risco sacado do grupo de outras contas a pagar para o grupo de empréstimos e financiamentos; 5 - Ajuste de reconhecimento de receita antecipada no mercado interno, dezembro de Comentários dos diretores sobre as deficiências apontadas no relatório circunstanciado preparado pelo auditor independente e sobre as medidas corretivas adotadas 1 - A Companhia em 2015 revisou sua Política de Contingências, inclusive, no tocante ao critério de constituição de provisão contábil para os casos onde a probabilidade de perda é considerada possível. A alteração na Política converge integralmente ao disposto no CPC 25. O efeito positivo no resultado de 2015 é pontual e não recorrente. 2 - A Companhia reconhece que houveram falhas no registro tempestivo de algumas notas fiscais ocasionadas por situações atípicas, sendo que, a grande maioria destas notas fiscais estão relacionadas à gastos com CAPEX. O impacto no resultado do exercício não é material. Para eliminar este risco, a Companhia implementou novas rotinas de controles internos na área responsável pelo recebimento fiscal. O NAF (Núcleo Avançado Fiscal) é a área responsável pelo registro dessas Notas Fiscais-NFs, controles adicionais estão sendo implementados desde o 1º trimestre de 2016, sendo os principais: i) monitoramento eletrônico de NFs emitidas; ii) circularização junto as principais áreas contratantes; iii) inventário de NFs recebidas e processadas mensalmente. 3 - A segregação entre curto e longo prazos é realizada periodicamente com base no ageing dos adiantamentos. Adicionalmente, até o final do 1º semestre de 2016, será implementado critério de classificação contábil adicional que levará em consideração também a programação de colheita destas áreas florestais. 4 - O Ofício Circular CVM n 01/2016 foi publicado no mesmo dia da divulgação das demonstrações financeiras da Suzano, portanto, não houve tempo suficiente para analisar e adequar as demonstrações financeiras ao mesmo, submeter as alterações ao processo de revisão interna e de auditoria externa, sem impactar o prazo de divulgação comunicado ao mercado e registrado no calendário da própria CVM, além de impactar também o nível de segurança das informações. Ressaltamos ainda que, antes do Ofício CVM, não havia consenso no Mercado sobre a forma mais apropriada de reportar tais transações no balanço patrimonial. A Suzano, apesar desta lacuna regulatória, se antecipou e com o objetivo de fornecer aos usuários das suas demonstrações financeiras informações fidedignas e com qualidade, destacou e apresentou tais transações em uma rubrica exclusiva no balanço patrimonial e também incluiu Nota Explicativa com informações adicionais a respeito do saldo existente na data de encerramento das demonstrações financeiras. Nas Informações Trimestrais-ITR do período findo em 31 de março de 2016, a Suzano apresentou os saldos existentes no período comparativo de 31 de dezembro de 2015 de acordo com o estabelecido no Ofício CVM. Estas transações foram liquidadas no 1º trimestre de Os montantes mapeados serão substancialmente compensados pelos valores mapeados no ano anterior e, assim, sucessivamente tornando o efeito deste ajuste nas demonstrações financeiras imaterial. Portanto, a Companhia entende que o procedimento atual não prejudica a análise das demonstrações financeiras pelos seus usuários. PÁGINA: 47 de 332

54 5.4 - Alterações significativas No último exercício social não houve alterações significativas nos principais riscos de mercado aos quais a Companhia está exposta ou na Política de Gestão Integrada de Riscos adotada. PÁGINA: 48 de 332

55 5.5 - Outras inf. relev. - Gerenciamento de riscos e controles internos Não há outras informações relevantes que não tenham sido disponibilizadas PÁGINA: 49 de 332

56 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Data de Constituição do Emissor 08/12/1987 Forma de Constituição do Emissor País de Constituição A Companhia foi constituida em 08 de dezembro de 1987, na cidade de Salvador, Bahia, sob a forma de sociedade por ações de capital fechado Brasil Prazo de Duração Prazo de Duração Indeterminado Data de Registro CVM 15/04/1992 PÁGINA: 50 de 332

57 6.3 - Breve histórico A Companhia é controlada por um grupo empresarial cujas atividades se iniciaram em 1924, quando Leon Feffer deu início às suas atividades no negócio de papel através da revenda de papéis nacionais e importados utilizados para a fabricação de cartões de visita, blocos para anotações e papel de carta. Com a aquisição da primeira máquina de papel no final da década de 30, foi iniciada a produção própria de papel. Na década de 50, foi então constituída a Companhia Suzano de Papel e Celulose ( Companhia Suzano ), a qual a Companhia acredita ter sido a primeira produtora em nível mundial a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial e que, em meados da década de 60, foi a primeira empresa a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto, conforme descrito no livro "A História da Indústria de Celulose e Papel no Brasil", da ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Papel e Celulose), São Paulo, 2004, Tempo & Memória. Em 08 de dezembro de 1987, a Companhia foi constituída sob a denominação de Bahia Sul Celulose S.A. ( Bahia Sul ), joint venture entre a Vale S.A. (atual denominação da Companhia Vale do Rio Doce) e a Companhia Suzano. Em 15 de abril de 1992, a CVM concedeu à Companhia o registro de companhia de capital aberto. No início de 2001, a Companhia Suzano adquiriu todas as ações de emissão da Bahia Sul de titularidade da Vale S.A., aumentando, assim, a participação da Companhia Suzano no capital votante da Bahia Sul para 100,0% e no capital social total para 73,0%. Em setembro de 2001, a gestão da Bahia Sul foi unificada com a da Companhia Suzano, visando a obter sinergias para implantar uma sólida estratégia de crescimento no setor de papel e celulose. Em setembro de 2002, a Companhia Suzano realizou uma oferta de permuta de ações preferenciais sem direito a voto de emissão da Bahia Sul por novas ações preferenciais sem direito a voto de sua emissão, com o objetivo de adquirir todas as ações preferenciais em circulação da Bahia Sul. Após a conclusão da oferta de permuta, a Companhia Suzano aumentou sua participação no capital social total da Bahia Sul para 93,9%. Como consequência da aquisição do controle da Bahia Sul, a atividade principal de papel e celulose foi estrategicamente fortalecida. A partir deste momento, a Companhia Suzano ampliou seu conjunto de ativos integrados produzindo uma ampla gama de produtos de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional. Também abriu caminho para reduções de custos substanciais e outras sinergias com a consolidação das operações originais da Companhia Suzano com as da Bahia Sul, conforme descrito abaixo, realizada em junho de 2004, concluindo, assim, uma etapa importante de seu processo de reestruturação organizacional. Em junho de 2004, como parte do processo de reestruturação societária da Companhia Suzano e da Bahia Sul, foi aprovada a realização da incorporação da Companhia Suzano pela Bahia Sul, em Assembleias Gerais das duas empresas. Em julho de 2004, visando estar em linha com melhores práticas de governança corporativa, a Companhia aderiu ao Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa, garantindo transparência nas operações e a qualidade da prestação de contas aos acionistas. Com a incorporação ocorrida em 2004, a Companhia passou a adotar a denominação social Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. e, em 06 de julho de 2006, foi modificada a denominação social para a atual, Suzano Papel e Celulose S.A. Em março de 2005, foi concretizada a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel ( Ripasa ), de forma compartilhada com a Fibria Celulose S.A ( Fibria ), companhia do Grupo Votorantim. Durante o ano de 2006 foi finalizado o processo de aquisição da Ripasa, bem como o seu processo de PÁGINA: 51 de 332

58 6.3 - Breve histórico reestruturação societária, com a total migração de seus acionistas para as bases acionárias da Companhia e da Fibria. Em 2007, o CADE aprovou a compra da Ripasa pela Companhia e pela Fibria. Em 07 de fevereiro de 2007, o BNDESpar e a Suzano Holding S.A. realizaram uma oferta pública secundária de ações preferenciais de classe A de emissão da Companhia, perfazendo um montante total de R$ ,00. A oferta compreendeu a venda de 23,6 milhões de ações de emissão da Companhia. Com esta operação, o free float (ações em circulação) da Companhia foi elevado para 42,3% e encerrou-se o Acordo de Acionistas entre Suzano Holding S.A. e BNDES, pois este passou a deter participação inferior a 5% do capital social da Companhia. Em 30 de março de 2007, a Companhia adquiriu a participação de 50% que a Fibria detinha na unidade de Embu da Ripasa. A referida unidade foi incorporada ao capital social da Companhia em 31 de agosto de Em 29 de agosto de 2008, foi aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária a cisão total da Ripasa com versão de parte do seu patrimônio para a constituição da empresa Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ( Asapir ) e o restante do acervo líquido vertido, em partes iguais, para a Companhia e para a Fibria, com o objetivo de dar início à operação do Conpacel, em 1º de setembro de 2008, modelo adotado para a administração da antiga unidade Americana, transformada em uma unidade de produção para a comercialização dos produtos de forma independente. Em linha com a estratégia, em 19 de julho de 2010 a Companhia, através de sua subsidiária Suzano Trading Ltd., concluiu o processo de aquisição indireta da totalidade do capital social da Futuragene plc (atualmente denominada Futuragene Limited). A Futuragene Limited é uma empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis, entre outros. A Futuragene desenvolve tecnologias sustentáveis, com forte orientação ambiental para o atendimento das crescentes demandas por fibras, combustíveis, alimentos e melhor utilização de recursos naturais, como terra e recursos hídricos. Em 31 de janeiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel (que passou a denominar-se Unidade Limeira) que compreendem 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. Em 28 de fevereiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição das operações de distribuição de papel KSR, detidas pela Fibria Celulose S.A., mediante o pagamento do preço total de R$ 50 milhões em 01 de março de Para impulsionar a participação no mercado latino-americano de papel, as operações da Unidade Limeira antigo Conpacel foram totalmente integradas, o que resultou na adição de produção de celulose e papel. Além disso, a capilaridade das redes de distribuição da KSR foi ampliada e integrada às da SPP Nemo. A Companhia acredita que a junção das duas empresas resultou na maior distribuidora de papéis e produtos gráficos da América do Sul. Em 15 de maio de 2012, a Companhia anunciou ao mercado a realização de oferta pública de distribuição primária de ações. A oferta resultou em aumento do capital social, considerando a distribuição de lote suplementar, de R$ mil. A oferta de ações foi apenas um dos componentes de um pacote amplo de blindagem financeira que trouxe o conforto necessário para a Companhia durante a fase de investimento PÁGINA: 52 de 332

59 6.3 - Breve histórico na construção da planta no Maranhão. Esse planejamento financeiro reforçou a liquidez da Companhia e mitigou a necessidade de refinanciamentos. Em março de 2013, a Suzano comunicou que celebrou, com Vale S.A. e Cemig Capim Branco Energia S.A., contrato definitivo referente à alienação da participação da qual a Suzano era titular, no Consórcio Capim Branco Energia. A operação foi concluída em 28 de maio de Conforme cronograma previsto, em 30 de dezembro de 2013, foram iniciadas as operações da unidade de produção de celulose em Imperatriz, no Maranhão. Em 9 de abril de 2015, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o pedido de sua controlada, FuturaGene Brasil Tecnologia LTDA, para uso comercial do eucalipto geneticamente modificado com aumento de produtividade evento H421. Em 18 de março de 2015, a Companhia celebrou operação com Ibema Participações S.A. ( Ibemapar ) e com Ibema Companhia Brasileira de Papel ( Ibema ). Atualmente, a participação da Suzano no capital social é de 38% do capital social da Ibema e atingirá 49,90% quando da completa exclusão de ativos não relacionados à operação de papelcartão. A Ibema possui duas unidades industriais de papel cartão, sendo uma situada em Turvo/PR e outra situada em Embu/SP, esta última alienada à Ibema pela Companhia no contexto da operação. O fechamento da operação ocorreu em 04 de janeiro de Em 2015, a Suzano avançou em sua estratégia baseada em três pilares: competitividade estrutural, negócios adjacentes e redesenho da indústria. No pilar de competitividade estrutural, foram anunciados investimentos na modernização e aumento da capacidade das unidades Imperatriz (MA) e Mucuri (BA) e no incremento e aproximação da base florestal nessas localidades. Além da expectativa de elevação da capacidade total de produção a 5,1 milhões de toneladas em 2018, os projetos deverão contribuir para aproximação do que a Companhia considera ser o custo estrutural ótimo. O pilar de negócios adjacentes busca novas utilizações da base de ativos, diversificando os produtos da Companhia. Em 2015 foi iniciada a produção de celulose Fluff e foram anunciados investimentos em lignina e no segmento de tissue. PÁGINA: 53 de 332

60 6.5 - Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Não há quaisquer pedidos de falência fundados em valor relevante e/ou de recuperação judicial ou extrajudicial em face da Companhia. PÁGINA: 54 de 332

61 6.6 - Outras informações relevantes Não há outras informações relevantes que não tenham sido disponibilizadas. PÁGINA: 55 de 332

62 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Visão Geral A Companhia acredita ser uma das maiores produtoras verticalmente integradas de papel e celulose da América Latina, com mais de 90 anos de experiência no setor. A Companhia, por meio de suas empresas controladas, opera, preponderantemente, em dois segmentos: celulose de mercado e papel, cujo portfólio é integrado por papéis de imprimir e escrever (revestido e não-revestido) e papelcartão. A Companhia tem por objeto (a) a fabricação, o comércio, a importação e a exportação de celulose, papel e de outros produtos oriundos da transformação de essências florestais, incluindo a reciclagem destes, bem como de produtos relacionados ao setor gráfico; (b) a formação e a exploração de florestas homogêneas, próprias ou de terceiros, diretamente ou através de contratos com empresas especializadas em silvicultura e manejo florestal; (c) a prestação de serviços, a importação, a exportação e a exploração de bens relacionados ao objeto da sociedade; (d) o transporte, por conta própria e de terceiros; (e) a participação, como sócia ou acionista, de qualquer outra sociedade ou empreendimento; (f) a operação de terminais portuários; e (g) a geração e a comercialização de energia elétrica. A Companhia é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a quarta maior produtora de celulose de mercado, segundo a consultoria especializada na indústria de papel e celulose Hawkins Wright. Em 2015, de acordo com a Hawkins Wright, a capacidade de celulose de mercado totalizava 62 milhões de toneladas. Os 20 maiores produtores representam 77% do mercado. Na década de 50, a Suzano foi a primeira produtora no mundo a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial, sendo que, em meados da década de 60, a Companhia foi também a primeira a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto. A Suzano é uma das principais produtoras de papel no Brasil, e foi responsável por cerca de 40% da produção brasileira total de papel para imprimir e escrever e papelcartão no ano de 2015, de acordo com a Ibá. Ainda, além das controladas que suportam as atividades principais da Companhia, a empresa FuturaGene, atuante no setor de biotecnologia, foi adquirida para alavancar a competência florestal da Suzano. Nossa estrutura inclui escritórios administrativos em Salvador (BA) e em São Paulo (SP), três fábricas integradas de celulose e papel, duas localizadas no estado de São Paulo (Unidade Suzano e Unidade Limeira) e uma no Estado da Bahia (Unidade Mucuri), uma fábrica de papel não-integrada no estado de São Paulo (Unidade Rio Verde), uma de produção de celulose no estado do Maranhão (Unidade Imperatriz), e a FuturaGene. Contamos ainda com a maior estrutura para distribuição de papéis e produtos gráficos da América do Sul. No exterior, mantemos escritórios comerciais na China, nos Estados Unidos e na Suíça, laboratórios de pesquisa em Israel e na China e subsidiárias na Inglaterra e na Argentina. Ao final de 2015, atuavam mais de 8 mil colaboradores próprios e 11 mil em atividades terceirizadas. A produção de celulose de eucalipto da Companhia supre 100% de sua demanda para a produção de papel, sendo o restante vendido como celulose de mercado. Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia possuía 1,09 milhão de hectares de terras, dos quais 557 mil hectares eram ocupados por plantios de eucalipto, 478 mil hectares destinados à preservação ambiental, garantindo o atendimento à legislação que determina o percentual de área para as reservas legais e de preservação permanente localizadas principalmente às margens dos rios. As unidades de produção estão em cumprimento ou excedem os padrões ambientais tanto brasileiros quanto internacionais relativos à produção de papel e celulose. Em 31 de dezembro de 2015, a Suzano produziu 3,4 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,2 milhão de toneladas de papel. PÁGINA: 56 de 332

63 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Em 2015, a Suzano anunciou o investimento para adaptar uma das máquinas de Imprimir e Escrever na fábrica de Suzano para produção de celulose Fluff, sendo pioneira na utilização de fibra curta para produção deste tipo de celulose. O início da operação ocorreu em dezembro de 2015 e a Suzano tem flexibilidade na produção de até 100 mil toneladas de celulose Fluff ou papel para Imprimir e Escrever. A escala de produção da Companhia, a proximidade dos seus plantios em relação às suas fábricas e a integração entre seus processos de produção de celulose e papel conferem substanciais economias de escala, bem como menores custos de produção. As Unidades Suzano e Rio Verde, voltadas principalmente para o mercado doméstico, estão localizadas próximas à cidade de São Paulo, o maior centro consumidor do Brasil, de acordo com dados da Ibá e da RISI, a cerca de 90 km do Porto de Santos, importante ponto para o escoamento da exportação, e a uma distância média de cerca de 220 km das florestas. A unidade de Limeira também desfruta dessas vantagens. A Unidade Mucuri, voltada, principalmente, para o mercado externo, está localizada a, aproximadamente, 320 km do Porto de Vitória e a 250 km de Portocel, um porto especializado na exportação de papel e celulose, no estado do Espírito Santo e a uma distância média de cerca de 75 km das áreas de plantio. A Unidade Imperatriz, no Maranhão, voltada para o mercado externo, está localizada a, aproximadamente, 600 km do Porto de Itaqui e o escoamento realizado por ferrovia da fábrica até o porto, o que resulta em custos de transporte bastante competitivos para a Companhia e a uma distância média de cerca de 150 km das áreas de plantio. A distância relativamente curta entre as florestas, as fábricas, a maioria dos clientes do mercado doméstico e os portos de exportação resulta em custos de transporte relativamente baixos para a Companhia, o que por sua vez proporciona menores custos totais de produção. Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia tinha um total de ativos consolidados de R$ 28,3 bilhões, um patrimônio líquido de R$ 9,2 bilhões, receita líquida consolidada de R$ 10,2 bilhões e EBITDA Ajustado de R$ 4,6 bilhões. A tabela a seguir apresenta um resumo de algumas de suas informações financeiras consolidadas e operacionais para os períodos indicados entre o período de 01 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2015: Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Produção (mil toneladas) Celulose de Mercado Papel Receita Operacional Líquida (R$ milhões) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Resultado Líquido (R$ milhões) (925) (262) (220) EBITDA Ajustado (1) (R$ milhões) Margem EBITDA Ajustada (%) 44,9% 33,8% 31,3% % de exportações na Receita Operacional Líquida 69,4% 58,0% 52,4% Nota: (1) EBITDA Ajustado não contempla itens não-recorrentes e/ou não-caixa PÁGINA: 57 de 332

64 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas A Suzano é uma companhia de capital aberto, com suas ações negociadas no segmento especial de listagem da BM&FBOVESPA, Nível 1, que conta com os mais altos níveis de governança corporativa. Adicionalmente, 42% das ações emitidas pela Suzano encontravam-se em circulação no mercado (free float), em 31 de dezembro de Pontos Fortes Operações verticalmente integradas e baixos custos de produção As operações verticalmente integradas da Companhia garantem a flexibilidade de ajustar a produção e as vendas de papel e celulose com base nas mudanças de condições de mercado. A Suzano produziu aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de Celulose de Mercado em A Companhia apresentou Custo-Caixa de produção de Celulose de Mercado de R$ 642 por tonelada (equivalentes a US$ 193/ton, considerando o câmbio médio de R$ 3,33) em 2015, o qual, acredita, com base em estudos da consultoria Hawkins Wright, representar um dos mais competitivos Custo-Caixa de produção do mundo. Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. A Companhia atribui baixos custos de produção aos seguintes fatores: Elevada produtividade florestal: A Companhia utiliza técnicas avançadas de clonagem e práticas silviculturais em suas florestas plantadas renováveis, que fazem o eucalipto crescer em apenas sete anos (período de crescimento significativamente menor que a da madeira de seus competidores extraída fora do Brasil). A aquisição do controle da empresa de biotecnologia FuturaGene possibilita a Companhia, somada a sua competência em pesquisa e desenvolvimento de eucalipto, acelerar ganhos de produtividade nas florestas e ir além de suas operações, na medida em que pode aplicar essa tecnologia também nas florestas de terceiros. Proximidade entre as áreas de plantio e unidades industriais: os plantios da Companhia estão próximos a suas fábricas. Os plantios que abastecem a Unidade Mucuri estão a uma distância estrutural de cerca de apenas 75 km de tal unidade, os plantios que abastecem a Unidade Imperatriz estão a uma distância média de cerca de 150 km da unidade, enquanto nas Unidades de São Paulo, a distância média é de aproximadamente 220 km. Alto nível de produção própria de energia: a energia gerada no processo de produção de celulose garante a autossuficiência energética das unidades produtivas. Líder em pesquisa e desenvolvimento genético de plantas A FuturaGene, subsidiária integral da Suzano Papel e Celulose, é líder em pesquisa e desenvolvimento genético de plantas para os mercados globais dos setores florestais, de bioenergia e biocombustíveis. Com centros de pesquisa no Brasil, China e Israel, a empresa desenvolve tecnologia sustentável para atender à crescente demanda por culturas produtoras de fibra, combustível e energia. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou em 2015 o uso comercial do eucalipto com aumento de produtividade desenvolvido pela FuturaGene. Dentre os benefícios decorrentes do ganho em produtividade proporcionado pelo eucalipto geneticamente modificado vale destacar, na esfera econômica, o aumento da competitividade do setor florestal brasileiro. PÁGINA: 58 de 332

65 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Já do ponto de visita ambiental, o principal ganho será a menor emissão de gás carbônico pela redução do transporte, considerando que a distância entre florestas e fábricas poderá ser menor. Outros benefícios significativos incluem a redução no uso de insumos e disponibilidade de terras para outros usos, como preservação ou produção de alimentos. No aspecto social, a nova tecnologia será disponibilizada aos pequenos produtores rurais que já são parceiros da Suzano Papel e Celulose no programa de fomento florestal e que já se beneficiam das melhores variedades de eucalipto da empresa há muitos anos. Qualidade superior de seus produtos e capacitação tecnológica Os papéis de imprimir e escrever produzidos com fibra de eucalipto apresentam melhor formação e distribuição na superfície da folha, qualidade na impressão, opacidade, uniformidade, maciez e corpo superior quando comparado aos papéis produzidos com outras fibras. Da mesma forma, o papelcartão destaca-se pela qualidade de impressão, lisura superficial, rigidez, e alto desempenho em processos de impressão, corte, vinco e envase, características importantes para a produção de embalagens. Devido às características conferidas pela celulose de eucalipto aos papéis para imprimir e escrever e papéis sanitários, a demanda por esta fibra cresceu 7,1% em 2015 comparado à 2014 segundo dados do PPPC. A Companhia investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e aplicações para atender as necessidades de seus clientes. O gráfico abaixo demonstra a competitividade da fibra de eucalipto em relação a outras fibras: Volume de Fibra (milhões de toneladas) CAGR BEKP: +7,4% a.a. Outros BHKP: -1,7% a.a. CAGR BEKP: +2,7% a.a. Outros BHKP: +2,4% a.a e 2016e 2017e 2018e 2019e BEKP¹ Outros BHKP² BSKP³ Fonte: Hawkins Wright (dez/2015) 1 Bleached Eucalyptus Kraft Pulp 2 Bleached Hardwood Kraft Pulp 3 Bleached Softwood Kraft Pulp PÁGINA: 59 de 332

66 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Produtos e mercados diversificados com sólida geração de caixa operacional A produção de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional permite obter benefícios de diversificação, mantendo a Companhia bem posicionada tanto para atender o potencial crescimento do mercado doméstico como também para aproveitar as oportunidades oferecidas no mercado internacional. Esses fatores proporcionam: Liderança e marca forte no mercado de papéis no Brasil: A Companhia acredita que sua posição de liderança e a força de suas marcas, como Report, Reciclato e Paperfect, são os grandes propulsores de nossos negócios de papel no Brasil. Forte posicionamento para exportação: A Companhia obteve em 2015, 2014 e 2013 mais de 50% de sua receita líquida advinda de exportações, realizadas para mais de 90 países. Cerca de 85% do volume de Celulose de Mercado e aproximadamente 30% do volume de papéis que vende é exportado. Sólida geração de caixa operacional: apesar da volatilidade do preço da celulose, a Companhia manteve um histórico de sólida geração de caixa operacional, que tem proporcionado recursos e capacidade de obter financiamentos para suas operações. Além de seu histórico consistente de geração de caixa operacional, em razão de suas atividades de exportação, usualmente a Companhia tem acesso a financiamentos de exportação, que oferecem taxas de juros competitivas, tanto de curto quanto de longo prazo. Portfolio de Produtos Diversificado e Complementar A Suzano apresenta um portfólio de produtos balanceado e complementar, composto por celulose de mercado, papelcartão, papel não revestido e papel revestido, sendo que a celulose de mercado contribui com mais da metade da receita líquida da Suzano. Abaixo, fluxograma apresentando todos os produtos desenvolvidos pela Suzano e sua respectiva participação na receita líquida de 2015 da Suzano: Receita Líquida 69% ME / 31% MI R$ 10,2 bilhões Celulose de Mercado 2º produtor mundial de celulose de eucalipto 65% Papel 35% Papelcartão Imprimir & Escrever Não Revestido Revestido Nota: Dados do exercício de Além disso, a Suzano foi a primeira empresa no mundo a utilizar fibra curta para a produção de celulose tipo fluff, usada em fraldas e absorventes. A entrada da Suzano neste mercado ocorreu em dezembro de PÁGINA: 60 de 332

67 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas Dentre as vantagens do projeto podemos citar a flexibilidade de produção de fluff ou papel de imprimir e escrever em relação à capacidade de produção atual e a redução de custos para os clientes. Altos padrões socioambientais Além de ser importante para o seu desenvolvimento sustentável e para a sua responsabilidade social, a Companhia acredita que seu êxito em estabelecer e cumprir altos padrões socioambientais proporciona uma vantagem competitiva adicional, em especial com relação às vendas para clientes na Europa e América do Norte. A Companhia foi uma das empresas pioneiras na produção de papel offset no Brasil, reciclado em escala industrial, denominado Reciclato. Também foi uma das empresas pioneiras de papel e celulose no mundo e a primeira nas Américas a obter a certificação internacional ISO para regras de gestão ambiental adotadas em sua Unidade Mucuri, que conta também com a certificação FSC (Forest Stewardship Council). A Unidade Suzano obteve a certificação FSC em dezembro de A Unidade Imperatriz possui a certificação FSC desde o início da produção. Adicionalmente, a Companhia se dedica à prestação de serviços à comunidade, participando e dando apoio financeiro a diversos projetos, inclusive por meio do Instituto Ecofuturo, uma organização não governamental idealizada e patrocinada pela Companhia para promover atividades relacionadas ao meio ambiente e à educação, dentre outras. Equipe de gestão experiente focada em criação de valor A Companhia possui uma equipe de gestão bastante experiente, sendo que vários membros do seu Conselho de Administração e da equipe de gestão sênior têm muitos anos de experiência na indústria de papel e celulose. O seu modelo de gestão empresarial está em linha com os padrões mundiais de excelência empresarial, com foco na criação de valor para seus acionistas. A Companhia tem apresentado aprimoramento contínuo em práticas de governança corporativa, com destaque para: (i) adesão ao Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da BOVESPA em 2004, em continuidade às obrigações assumidas pela Companhia Suzano desde 2003; (ii) implementação de um Código de Conduta aplicável às empresas do grupo Suzano em 2006; (iii) criação de três comitês que assessoram seu Conselho de Administração (Sustentabilidade e Estratégia, Gestão e Auditoria); e (iv) reformulação do seu Conselho de Administração com quatro Conselheiros Independentes, conforme padrões do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Políticas financeiras focadas na mitigação de riscos de liquidez Nossa gestão financeira é orientada por políticas e diretrizes focadas na mitigação de riscos de liquidez. Como consequência, mantemos um nível de caixa e equivalentes que acreditamos ser suficiente para cobrir nossas obrigações de curto prazo relacionadas ao endividamento, reduzindo os riscos de rolagem da dívida e a necessidade de acesso aos mercados de dívida em condições de estresse. Pelo mesmo motivo, só realizamos operações com derivativos para fins de proteção do fluxo de caixa, sempre através de instrumentos básicos (plain vanilla), lineares e líquidos. Mantemos nosso endividamento em níveis baixos no curso normal dos negócios, com dívida adicional limitada a financiar projetos de crescimento, considerando o serviço dessa dívida e a geração de fluxo de caixa dos projetos. Estratégia A Companhia tem como objetivo consolidar sua posição como uma das organizações empresariais de base florestal de maior rentabilidade e competência no setor. A Suzano busca evolução contínua, por meio da PÁGINA: 61 de 332

68 7.1 - Descrição das principais atividades do emissor e suas controladas adoção de um conjunto de medidas e inovações que levam a Companhia a apresentar resultados econômicos e financeiros consistentes. A geração de caixa permite a execução dos objetivos estratégicos para maximizar o retorno sobre o capital investido e gerar mais valor aos acionistas, baseados nos pilares de competitividade estrutural, negócios adjacentes e redesenho da indústria Competitividade Estrutural: aprimorar continuamente a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos A Companhia objetiva aprimorar a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos, mediante a busca contínua na melhoria da qualidade dos produtos existentes, incremento em pesquisa e desenvolvimento, bem como através de ações voltadas para aumentar a excelência na gestão de suas áreas industrial e florestal. Para tanto, investe em modernização e otimização para reduzir os custos unitários de produção e elevar sua produtividade florestal, industrial e administrativa, e continua a analisar e implementar ações que permitam aumentar sua eficiência operacional. A principal iniciativa nesse pilar é o Projeto 5.1, que consiste na modernização e desgargalamentos das unidades Imperatriz (MA) e Mucuri (BA). O capex estimado é de R$ 1,14 bilhão. Esse investimento permitirá a redução do custo caixa de produção, por meio de menor consumo de insumos e diluição dos custos fixos, e consequentemente contribuirá para nos aproximarmos do que consideramos ser nosso custo estrutural ótimo Dentre outras, a Companhia adota as seguintes práticas e processos de gestão: (i) utilização da tecnologia genética e de clonagem para elevar o incremento florestal anual; e (ii) implantação do orçamento matricial para a otimização dos custos fixos e despesas. Negócios Adjacentes: foco no desenvolvimento de novos produtos com alto valor agregado, adjacente ao portfólio atual, provenientes da base florestal com alta rentabilidade e escalabilidade A Companhia investe permanentemente em pesquisa para desenvolvimento de novos produtos de alto valor agregado para maximizar a rentabilidade da base florestal. O pilar de negócios adjacentes busca novas utilizações da base de ativos para diversificar o portfólio de produtos de forma a reduzir a volatilidade. Foram anunciados nessa frente investimentos em biotecnologia (FuturaGene), na produção de celulose Fluff, em lignina e na produção de tissue. Redesenho da Indústria: estratégia busca aumentar o retorno da indústria e reduzir a sua volatilidade O pilar estratégico de Redesenho da Indústria busca formas para reduzir a volatilidade do retorno. Em uma indústria de capital intensivo como a de Papel e Celulose, o ROIC é muito dependente de variáveis exógenas (como câmbio e preço de celulose). O objetivo é construir uma estratégia em busca de retornos menos voláteis por meio de M&A e/ou parcerias horizontal ou vertical, no Brasil ou em outras regiões. A estratégia de longo prazo se mantém comprometida com a rentabilidade, para se tornar uma empresa ainda mais inovadora, com excelência operacional e sustentabilidade em suas operações. A Companhia pretende garantir sua sustentabilidade econômica, social e ambiental apresentando maior geração de valor aos seus acionistas, e aprimoramento contínuo das práticas de governança corporativa. PÁGINA: 62 de 332

69 7.2 - Informações sobre segmentos operacionais a) Produtos e serviços comercializados: A Companhia divulga informações segmentadas de acordo com o seu modelo de negócio atual segregado em celulose e papel (não revestido, revestido e papelcartão), nas demonstrações financeiras consolidadas de encerramento de exercício social. A Companhia produz celulose e uma variedade de produtos de papel. A Companhia produz papel para imprimir e escrever não revestido e revestido, bem como papelcartão. Dentro da categoria de papel para imprimir e escrever, a Companhia produz produtos de tamanhos e formatos variados, tais como papel cortado para uso geral (cut-size), formato para uso em gráfica (fólio) e bobinas. As vendas da Companhia não estão concentradas em nenhum cliente específico, seja no mercado doméstico, seja no mercado externo. b) Receita proveniente do segmento e sua participação na receita líquida do emissor A receita proveniente de cada segmento de negócio e sua participação na receita líquida, correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 são as seguintes: Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Receita Líquida (R$ milhões) Participação na Receita Líquida Celulose Papel Total Celulose Papel Total Celulose Papel Total ,6% 35,4% 100% 53,0% 47,0% 100% 45,3% 54,7% 100% c) Lucro ou prejuízo resultante do segmento e sua participação no lucro líquido do emissor A Companhia não calcula o lucro ou prejuízo separadamente para cada um dos segmentos em que atua, uma vez que é uma produtora integrada de celulose e papel e muitas das funções de sua estrutura operacional, tais como área de compras, tecnologia da informação, logística, finanças, administração e recursos humanos são compartilhados por ambos os segmentos, não sendo possível a alocação das despesas associadas com tais atividades. O mesmo ocorre com algumas contas da demonstração de resultados, como despesas e receitas financeiras e imposto de renda e contribuição social, que são calculados de forma consolidada. PÁGINA: 63 de 332

70 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais a) Características do processo de produção Processo de Produção de Celulose e de Papel O processo de produção de papel compreende três etapas: (i) a formação das florestas e seu corte; (ii) a produção da celulose; e (iii) a produção do papel. Em linha com a estratégia da Companhia de conduzir seus negócios de acordo com os mais altos padrões ambientais, a Companhia utiliza técnicas de plantio e colheita que sejam menos agressivas e que exijam menos ao meio ambiente, tais como cultivo mínimo e técnicas de preparo do solo, o que evita erosão e mantém o solo mais úmido proporcionando elevados níveis de eficiência e produtividade. Formação de Florestas e seu Corte A formação de florestas começa nos viveiros da Companhia, onde a Companhia utiliza técnicas disponíveis de clonagem, e em viveiros terceirizados que utilizam material genético desenvolvido pela Companhia. As mudas produzidas nos viveiros da Companhia são variedades de eucalipto de alta produtividade florestal e que melhor se adaptam ao clima e demais características das respectivas microrregiões onde serão plantadas. A Companhia utiliza colheitadeiras mecânicas (harvesters) que cortam as árvores em altura próxima ao solo, descascam e cortam o tronco em toretes. Parte da casca, galhos e folhas permanecem na floresta. Os toretes são transportados para a beira dos talhões de plantio por equipamentos específicos (forwarder e auto carregável) e dali são transportados em caminhões para a fábrica. A gestão de nossas florestas é a base de sustentação dos negócios da Companhia, baseada no plantio e manejo de florestas renováveis e visa o abastecimento competitivo de madeira, por meio do planejamento de longo prazo, do desenvolvimento e a aplicação de melhoramento genético. Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia possuía 1,09 milhão de hectares de terras, dos quais 557 mil hectares eram ocupados por plantios de eucalipto, 478 mil hectares destinados à preservação ambiental, garantindo o atendimento à legislação que determina o percentual de área para as reservas legais e de preservação permanente localizadas principalmente às margens dos rios. As unidades de produção estão em cumprimento ou excedem os padrões ambientais tanto brasileiros quanto internacionais relativos à produção de papel e celulose. Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. Muitos fatores contribuem para nossa vantagem competitiva em relação ao custo da madeira para a produção de celulose: (i) topografia favorável, materiais genéticos adequados às condições de clima e solo nas regiões do Brasil onde operamos; (ii) programa de melhoramento genético e desenvolvimento operacional na silvicultura e colheita; (iii) baixa distância média entre as nossas florestas plantadas e fábricas, que estão entre as menores do Brasil; (iv) nosso sistema de seleção de clones, que visa melhorar o rendimento de nossas florestas e desempenho industrial, integrando nossas atividades florestais e industriais; e (v) nossas técnicas sustentáveis de manejo florestal, tais como plantação de mosaico e técnica de cultivo de mínimo. Juntos, esses fatores nos permitem desfrutar de: (i) um elevado aumento de volume médio de madeira por hectare plantado; (ii) uma maior concentração de fibras por tonelada de madeira colhida; (iii) desenvolvimento sustentável de nossas operações; e (iv) rotações de colheita de árvores de eucalipto de aproximadamente sete anos, um dos períodos mais curtos do que de outras regiões do mundo. PÁGINA: 64 de 332

71 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Produção de Celulose O Processo Kraft de Cozimento Os toretes recebidos nas fábricas de celulose são, se necessário, descascados e posteriormente picados em cavacos. Os cavacos são, então, transferidos por esteira transportadora aos digestores, onde passam por um processo de cozimento com adição de sulfato de sódio e soda cáustica. Este processo de cozimento, designado Processo Kraft, minimiza os danos às fibras da celulose, de forma a preservar sua uniformidade e resistência. Durante o cozimento, as fibras de celulose são separadas da lignina e resinas, quando então é obtida a celulose não branqueada. Numa fase de pré-branqueamento, a celulose é então lavada e submetida a um processo de deslignificação por oxigênio que, combinado com o Processo Kraft, remove aproximadamente 95% da lignina. A esta altura do processo, uma pequena parcela da fibra de celulose produzida é utilizada na produção de alguns tipos de papelcartão. A lignina e os produtos resultantes do Processo Kraft compõem o chamado licor negro, que é separado e enviado para evaporadores para elevar a concentração de sólidos e em seguida para uma caldeira de recuperação. Neste equipamento, o licor negro é utilizado como combustível para a produção de vapor e energia elétrica e, recupera-se, aproximadamente, 99% das substâncias químicas utilizadas no Processo Kraft. Branqueamento A próxima etapa do processo de produção de celulose é o processo de branqueamento químico. Os atuais complexos branqueadores da Companhia consistem em uma série de torres de branqueamento de média densidade através das quais passa a celulose deslignificada. Cada torre de branqueamento contém uma mistura diferente de agentes branqueadores. As sequências mais evoluídas do processo de branqueamento são do tipo Elemental Chlorine Free, ou ECF e são as empregadas por todas as unidades industriais da Suzano. Essas sequências utilizam químicos como Oxigênio O2, Peróxido de Hidrogênio H2O2 e o Dióxido de Cloro ClO2, que são tratados via estação de tratamento de efluentes em harmonia com o meio ambiente. Ao final desta etapa a celulose branqueada é transferida para torres de armazenagem. A partir deste ponto, ela pode ser destinada diretamente para as máquinas de papéis nas Unidades Mucuri, Limeira e Suzano, transferida para a Unidade Rio Verde ou, ainda, no caso da celulose de mercado, para secadoras onde a celulose é então seca, moldada em folhas e cortada e, em seguida, embalada para o cliente. Produção de Papel A Companhia produz papel para imprimir e escrever do tipo não revestido nas Unidades de Limeira, Suzano, Mucuri, e Rio Verde. Produz papel para imprimir e escrever revestido nas Unidades de Suzano e Limeira e papelcartão na Unidade de Suzano. A Companhia inicia a produção de papel encaminhando a celulose para refinadores, que aumentam o nível de resistência das fibras. Após o refino, a máquina de papel é alimentada com a solução de celulose que é misturada a outros materiais e aditivos de forma a fornecer as propriedades demandadas pelos consumidores finais. Estes aditivos incluem cola sintética, carbonato de cálcio precipitado (processo alcalino), alvejantes ópticos e outros. Durante o processo de produção de papel e papelcartão, a folha é formada, prensada e seca. Na etapa final do processo, rolos de papel de grande dimensão são convertidos em bobinas, papel formato fólio e papel cut-size. No caso do papel revestido, o papel passa por tratamentos adicionais, com aplicações de tinta de revestimento nas duas faces do papel, antes de ser cortado conforme as especificações do cliente ou do convertedor. PÁGINA: 65 de 332

72 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais A Companhia monitora a produção por um sistema computadorizado que controla cada etapa do processo de produção. A programação e o controle da produção de papel são feitos com estreita coordenação entre as áreas de marketing, vendas e produção. Desta forma, a Companhia é capaz de planejar, otimizar e customizar a programação de produção, bem como de antecipar e responder com flexibilidade às variações sazonais e preferências dos consumidores. Turnos da Produção de Papel e Celulose As fábricas integradas de papel e celulose da Companhia operam em três turnos, durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, com exceção das paradas programadas de manutenção. As datas das paradas são flexíveis e podem ser alteradas em função de fatores relacionados à produção, mercado e fornecedores. A Companhia mantém um estoque de determinadas peças sobressalentes consideradas críticas devido à sua função no processo de produção ou devido à dificuldade de encontrar substitutos. A Companhia também desenvolve um relacionamento estreito com seus fornecedores de forma a assegurar seu acesso a peças sobressalentes. b) Características do processo de distribuição A Companhia conta com equipes de vendas próprias nas unidades de negócio de celulose e papel com atuação nacional e internacional, responsáveis pela comercialização dos seus produtos diretamente aos usuários finais ou intermediários distribuidores. Celulose A Unidade de Negócio Celulose possui uma estratégia comercial lastreada em 3 pilares: relacionamento, parceria de longo prazo e serviços diferenciados. A partir da equipe brasileira (que atende o mercado da América Latina) e dos escritórios internacionais, localizados na Europa (Suíça), América do Norte (EUA) e Ásia (China), a empresa garante proximidade com seus clientes, oferecendo pacotes de soluções comerciais e técnicas em linha com suas necessidades. Para garantir serviços diferenciados, as gerências de assistência técnica do Brasil e de cada escritório internacional atuam intensivamente no apoio às necessidades dos clientes, com o objetivo de propor soluções técnicas inteligentes que incentivem o uso e a migração das demais fibras para a celulose de fibra de Eucalipto Suzano Pulp. Periodicamente, a Companhia realiza workshops técnicos no Brasil e em cada um dos continentes em que atua, para dividir com os escritórios e clientes as iniciativas em inovação, técnicas em desenvolvimento e alinhamento estratégico e mercadológico. Papel Em 2015, aproximadamente 64% da receita de papel da Companhia foram provenientes de vendas no Brasil. Para melhor atender este mercado, a Companhia o dividiu o negócio de papel em sete grandes segmentos. Como as necessidades destes subsegmentos são diferentes, a Suzano estruturou suas ações de marketing, comerciais e estratégicas de acordo com o mercado, com áreas focadas nos diferentes subsegmentos, são eles: PÁGINA: 66 de 332

73 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais - Embalagem: Principal destino das vendas de papelcartão, como o próprio nome sugere, é responsável pela produção de embalagens para as indústrias farmacêutica, cosmética, tabaco, brinquedos, vestuário e calçados, alimentos e bebidas, e higiene e limpeza. - Promocional: comercializa principalmente papéis revestidos, produz, entre outros, encartes promocionais, catálogos, displays e cartazes. - Editorial: Caracterizado pela produção de livros, revistas e jornais, consome papéis de imprimir e escrever não-revestido, revestido e papelcartão. - Cadernos: Atendendo ao mercado doméstico e exportações, este segmento é responsável pela produção de cadernos e agendas e consome os papéis não-revestidos e papelcartão. - Mailing: predominantemente utiliza-se a linha de papéis não-revestidos para a produção de formulários, faturas e envelopes. - Office: abrange os subsegmentos copistas, concorrências e corporativo, comercializa apenas papéis nãorevestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4. - Varejo: Assim como o subsegmento Office, este segmento comercializa apenas papéis não-revestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4, porém com foco de atuação em papelarias, auto- serviços e conveniência. A Companhia possui distribuidoras próprias de papéis e produtos gráficos, sendo uma operação no Brasil e uma operação na Argentina, a Stenfar S.A.I.C. Importadora y Exportadora ( Stenfar ). Para distribuição de papel no Brasil, a Suzano conta com quatro Centros de Distribuição Regionais (CDRs), sendo dois em São Paulo, um em Serra (ES) e um em São José dos Pinhais (PR), além de 16 Centros de Distribuição Locais (CDLs), localizados em Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Londrina (PR), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Uberlândia (MG). Além da sua própria linha de papelcartão e papéis para imprimir e escrever, a Suzano também distribui outras linhas de produtos, atendendo aos segmentos gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos. A Stenfar, distribuidora própria de papéis e suprimentos de informática, em operação na Argentina, conta com 58 anos de existência, e possui uma presença ativa e importante participação no mercado. A distribuidora possui três filiais: Buenos Aires, Córdoba e Mar del Plata. Esta operação atende aos segmentos gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos, trabalhando com papéis para imprimir e escrever, papel cartão e suprimentos de informática. Acredita-se, com base em estimativas do mercado realizadas para o setor de distribuição de papéis e suprimentos de informática, que a Stenfar é uma das maiores distribuidoras locais atuantes nesse setor. As operações de distribuição no Brasil e da Stenfar reforçam o compromisso da Companhia com o fortalecimento do seu canal de distribuição, ampliando a sua capilaridade e beneficiando diretamente os seus clientes, pela maior proximidade e agilidade no atendimento a clientes, além da oferta de portfólio mais completo de produtos e serviços. PÁGINA: 67 de 332

74 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais c) Características dos mercados de atuação: Celulose De acordo com Hawkins Wright, o total da capacidade de celulose de eucalipto no mundo em 2015 foi de 21,2 milhões de toneladas, estando predominantemente na América Latina com 18,7 milhões de toneladas. O Brasil é o maior produtor do mundo de celulose de eucalipto com 14,1 milhões de toneladas de capacidade em 2015, seguido do Uruguai com 2,5 milhões de toneladas. Outros tipos de fibra curta são produzidos em outras regiões, como, por exemplo, a Ásia. A produção de fibra longa concentra-se principalmente no hemisfério norte, sendo que Canadá e Estados Unidos são responsáveis por 51% do total produzido de fibra longa no mundo. Conforme demonstrado no gráfico abaixo, a competitividade da fibra de eucalipto leva à substituição de fibras: Volume de Fibra (milhões de toneladas) CAGR BEKP: +7,4% a.a. Outros BHKP: -1,7% a.a. CAGR BEKP: +2,7% a.a. Outros BHKP: +2,4% a.a e 2016e 2017e 2018e 2019e BEKP¹ Outros BHKP² BSKP³ Fonte: Hawkins Wright (dez/2015) 1 Bleached Eucalyptus Kraft Pulp 2 Bleached Hardwood Kraft Pulp 3 Bleached Softwood Kraft Pulp Globalmente, conforme demonstrado no gráfico abaixo contemplando pesquisa realizada pela Pöyry e Hawkins Wright, o mercado de celulose representou 14% do consumo de fibra para a produção de papel: PÁGINA: 68 de 332

75 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Consumo de Fibra (milhões de toneladas) Composição da Celulose de Mercado (%) Consumo total de Fibra BHKP 16% 3 Fibra Virgem 191 Fibra Reciclado milhões ton BSKP 40% 4 Non-wood, Pasta Mecânica e Celulose Integrada Celulose de Mercado BEKP 33% 2 Outros 10% 4 1 Não inclui Fluff e Celulose Solúvel 2 Bleached Eucalyptus Kraft Pulp 3 Bleached Hardwood Kraft Pulp 4 Bleached Softwood Kraft Pulp 5 Inclui celulose química não-branqueada e sulfite Fonte: Poyry (2013) e Hawkins Wright (dez/2015) O crescimento da demanda por celulose de mercado é impulsionado pelo consumo da fibra na Ásia, que tem investido em fábricas de papel não integradas. O crescimento da oferta acontece na América Latina, região mais competitiva para produção de celulose. Demanda Global de Celulose de Mercado (milhões de toneladas) e 2019e Ásia Europa América do Norte América Latina CAGR Demanda e 2019e América do Norte 0,0% +0,5% Europa -1,0% +0,1% Ásia +5,4% +3,8% América Latina +1,5% +2,7% Outros* 0,0% +5,2% Total +2,1% +2,2% *Outros compreende a Oceania Fonte: Hawkins Wright (dez/15) e Suzano PÁGINA: 69 de 332

76 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais A demanda global por celulose branqueada de mercado em 2015 somou 59,9 milhões de toneladas, segundo dados da Hawkins Wright (consultoria especializada na indústria de celulose de mercado), sendo deste total 50% de fibra curta, 40% de fibra longa. Do volume total de fibra curta, 62% são de fibra de eucalipto, segmento de mercado da Companhia. Nos últimos dez anos, segundo dados da Hawkins Wright, a demanda por celulose de eucalipto cresceu a uma taxa anual de 7,7%, enquanto a demanda por outros tipos de fibra curta retraiu -1,5% a.a. e de fibra longa cresceu a uma taxa anual de 1,1%. Os segmentos de papéis que consumiram celulose de mercado, em 2015, foram: papéis sanitários (35%), imprimir e escrever (30%), especialidades (15%), fluff (10%), e outros (11%) (fonte: End Use Survey 2015, Hawkins Wright). Vale destacar que o primeiro segmento, representa 57% do uso final dado à celulose comercializada pela Suzano no ano de A demanda por papéis para fins sanitários é impactada pela cultura, pelo crescimento econômico (PIB) e pelo desenvolvimento do país (urbanização). A participação desse segmento na demanda total por papéis deve crescer em função da maior demanda nos países em desenvolvimento, conforme gráfico abaixo: De acordo com estudo baseado no Hawkins Wright, considerando a produção mundial de celulose e as fábricas já em operação em plena capacidade, a Suzano está na quinta posição com 5,6% do market share, sendo que o produtor líder de mercado detém somente 8,9% da produção mundial. Ao considerar apenas a produção mundial de celulose de fibra curta, a Suzano encontra-se na segunda posição com 10,5% do market share. PÁGINA: 70 de 332

77 Brasil África Rússia Chile/Uruguai Indonésia Pen. Ibérica Finlândia Suécia Canadá Bel/Fra Outros Ásia EUA China Japão Leste Europeu Chile Outros Mundo Suécia Finlândia Outros Europa EUA Costa BC Int. Oeste Canadá Japão Leste do Canadá Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Maiores Produtores de Celulose de Mercado do Mundo Posição Companhia País / Região Capacidade (mil toneladas/ano) 1 Fibria Brasil Arauco Chile / Argentina CMPC² Chile / Brasil APRIL Indonésia / China Suzano Brasil APP and Affiliates Ásia / Europa/ Am. do Norte UPM-Kymmene Finlândia / Uruguai Stora Enso Países Nórdicos / Brasil Georgia Pacific EUA Ilim Rússia Metsa Group Finlândia / Suécia Weyerhaeuser EUA / Canadá IP USA / Rússia / França Eldorado Brasil Mercer Canadá / Alemanha Domtar EUA / Canadá Sodra Suécia / Noruega Resolute Forest Product Canadá Cenibra Brasil Canfor Corporation Canadá maiores produtores Fonte: Baseado no Outlook for Market Pulp Dez/15, Hawkins Wright, porém considerando full capacity. Não considera pasta mecânica. O Brasil apresenta custos de produção entre os mais baixos do mundo. O gráfico abaixo apresenta o custocaixa (CIF Europa) de celulose de mercado, que compreende os custos totais de produção. Os dados foram apurados pela Hawkins Wright em dezembro de 2015, e os valores foram expressos em dólares por tonelada: 800 Custo Caixa CIF / Europa (US$/ton) Fibra Curta Fibra Longa *Outros compreende Nova Zelândia, Argentina, China e África do Sul Câmbio de R$3,87/US$ Fonte: Hawkins Wright (dez/15) Dentre as vantagens competitivas do Brasil estão: (i) disponibilidade de terras produtivas, (ii) excelentes condições de solo e climáticas, (iii) florestas plantadas de ciclo curto, (iv) potencial de recuperação de áreas degradadas e (v) baixo custo de formação e manutenção. Em 2015 a Companhia alcançou volume de vendas de 3,3 milhões de toneladas de celulose, volume 15,5% maior que em 2014, com receita líquida consolidada de R$ 6,6 bilhões. A receita líquida foi impulsionada PÁGINA: 71 de 332

78 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais pelo maior volume de vendas de celulose em função da produção a plena capacidade da Unidade de Imperatriz, além do aumento do preço lista e da desvalorização cambial no período. Rendimento em Celulose da Suzano 10,5 ton/ha/ano 5,5 ton/ha/ano +100% Biotecnologia Mais madeira / hectare Mais celulose / m³ Qualidade superior Menor área Custos decrescentes / m³ A Ásia representou 40% da receita do negócio de celulose da Companhia em 2015, seguido da Europa com 32%, América Latina com 15%, América do Norte com 13%. Papel O mercado de papel é composto basicamente por 4 (quatro) segmentos: papéis para imprimir e escrever, papéis para embalagem, papéis especiais e papéis para fins sanitários. A Suzano atua nos segmentos de papéis para imprimir e escrever, papéis para embalagem e papéis especiais. Os papéis de imprimir e escrever são usados em livros, revistas, catálogos, impressão comercial, formulários, dados variáveis, cópias e jornais. Os papéis para embalagem são utilizados em embalagens primárias e secundárias, nos mercados de alimentos, farmacêutico, cosmético, eletrônicos, limpeza, higiene pessoal, brinquedos e calçados. Os papéis especiais englobam papéis autocopiativos, reciclados, papéis decorativos, papéis de segurança, auto-adesivos e papel para cigarros. Em 2014, 26% da demanda total de papel foi destinada a papéis para imprimir e escrever, 50% para papéis para embalagem, 8% papéis para fins sanitários e 16% outros papéis, segundo a Pöyry Management Consulting. De acordo com a Pöyry, o crescimento da demanda global de papel de 2015 a 2019 é estimado em 1,5% ao ano, impulsionado pelos países emergentes. Abaixo o gráfico demonstrando a demanda global de papel em cada região e por tipo de papel: PÁGINA: 72 de 332

79 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Demanda Global de Papel (milhões de toneladas) Fonte: Poyry (2013) e 2019e Consumo por região (%) Europa 23% América do Norte 18% Ásia 46% América Latina Outros 7% 6% Consumo por segmento (%) Especiais 8% Papelcartão 12% Fins Sanitários 8% Outros 38% Papel Jornal 7% Imprimir & Escrever 26% Diferentes fatores influenciaram e influenciam o crescimento da demanda mundial por papéis, tais como: (i) crescimento do PIB; (ii) crescimento populacional; e (iii) elevação do consumo per capita. Já nos mercados considerados maduros, como Japão, Oeste Europeu e América do Norte, o crescimento no consumo de papel e papelcartão vem ocorrendo em um ritmo mais lento, devido: (i) à queda nas taxas de crescimento da população; (ii) ao avanço nas formas e facilitação de acesso às mídias eletrônicas e TV a cabo; e (iii) à redução de gramaturas dos papéis. O mercado mundial de papel possui diferentes produtores e concentrações de acordo com o tipo de segmento, conforme dados divulgados pela Pöyry Management Consulting. A seguir são apresentados os principais produtores dos mercados que a Suzano Papel e Celulose participa. 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Imprimir e Escrever Não Revestidos 2014 (mil tonelada) América do Norte Oeste Europeu Leste Europeu América Latina Ásia Outros Capacidade, 1000 ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) PÁGINA: 73 de 332

80 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Imprimir e Escrever Revestidos 2014 (mil tonelada) América do Norte Oeste Europeu América Latina Ásia Outros Capacidade, 1000 ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Embalagem 2014 (mil toneladas) América do Norte Oeste Europeu Leste Europeu Ásia Outros Capacidade, 1000 ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) PÁGINA: 74 de 332

81 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Nos segmentos em que atua, a Companhia possui 0,8% de participação no mercado mundial, sendo 1,0% no mercado de imprimir e escrever e 0,5% do mercado de papéis para embalagem. A Companhia comercializa cerca de 80% das vendas de papel na América do Sul e Central, região foco de sua atuação. A participação de mercado da Companhia varia em cada uma das regiões que atua. No Brasil, onde sua presença é mais significativa, seu market share nos papéis de imprimir e escrever, mercado no qual a Companhia é líder, foi de 36,6%, 38,3% e 41,2% e no papelcartão 27,9%, 29,5% e 28,8%, nos anos de 2013, 2014 e 2015, respectivamente, conforme dados divulgados pela Indústria Brasileira da Árvores (Ibá). Das vendas destinadas à exportação, a receita proveniente de vendas para países da América Latina representou 42,1%, 47,9% e 49,4% do total em 2013, 2014 e 2015, respectivamente. Receita proveniente da Europa representou 15,1%, 12,1% e 11% e da América do Norte 39,1%, 37,4% e 27,9% em relação à receita total com exportação nos anos de 2013, 2014 e 2015, respectivamente. Os preços de papel tendem a ser menos voláteis em relação aos preços da celulose. No entanto, sendo a celulose um insumo relevante em termos de custos na produção de papel, aumentos no preço desse insumo tendem a influenciar os preços mundiais de papel. Em 2015, o preço médio da celulose de eucalipto comercializada pela Companhia foi de R$ 2.006/ tonelada enquanto que o preço líquido médio do papel foi de R$ 2.944/tonelada. d) Eventual sazonalidade Os produtos florestais, como celulose e papel, são tipicamente cíclicos. Oscilações nos estoques são frequentemente importantes na determinação dos preços. Ademais, a demanda por papel depende muito das condições econômicas gerais e, tendo em vista que a capacidade de produção se ajusta lentamente às mudanças na demanda, estas também contribuem para a natureza cíclica da indústria. Especificamente no Brasil, a demanda por papéis apresenta-se mais aquecida no segundo semestre de cada ano, principalmente em função de fatores como programas governamentais, a exemplo do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e a produção de livros e cadernos para a volta às aulas. Mudanças na capacidade de produção também podem influenciar os preços. Em comparação ao mercado de celulose, o mercado de papel apresenta um número maior de produtores e consumidores e maior diferenciação por produto. Apesar do preço do papel ser cíclico e estar historicamente atrelado ao preço da celulose, com uma ligeira diferença temporal, ele é, em geral, considerado menos volátil do que o preço da celulose. Os principais fatores que afetam o preço do papel são a atividade econômica, a capacidade de expansão da produção e a flutuação nas taxas de câmbio. Não obstante, os impactos da sazonalidade dos negócios da Companhia não provocaram impactos significativos nos trimestres e na apuração dos resultados anuais nos três últimos exercícios. Por essa razão, a Companhia não mensurou impactos da sazonalidade nos seus resultados. e) Principais insumos e matérias primas, informando: Os principais insumos e matérias primas utilizados pela Suzano em seu processo produtivo são: madeira, energia, produtos químicos e água. PÁGINA: 75 de 332

82 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Matérias Primas As principais matérias-primas utilizadas na produção de papel e celulose estão descritas abaixo: Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas A Companhia utiliza três fontes de fibras na produção de seus papéis (i) celulose que a própria Companhia produz; (ii) papéis reciclados; e (iii) pastas mecânicas. O papel reciclado pré e pós consumo e as pastas mecânicas são usados nas camadas interiores de alguns tipos de papelcartão. O papel reciclado serve também de matéria-prima para a produção do papel Reciclato da Companhia (o primeiro papel reciclado para imprimir e escrever não revestido produzido em escala industrial no Brasil, cuja produção foi iniciada em 2001). A Companhia utiliza o eucalipto para a produção de toda sua celulose. Energia A Companhia utiliza diversas fontes de energia. A principal delas, produzida no próprio processo de fabricação da celulose, é resultante da queima do licor negro na caldeira de recuperação. O vapor produzido nesta queima é empregado na geração de energia elétrica e em diversos outros usos no processo produtivo da Companhia. Uma segunda fonte de energia, também associada ao processo de produção, consiste na queima de resíduos florestais (cascas e galhos de eucalipto) em uma caldeira auxiliar, onde também podem ser utilizados gás natural e óleo combustível. A Companhia trabalha em direção à redução do consumo de energia e à autossuficiência. Nas unidades de Mucuri e Imperatriz, por exemplo, são produzidos internamente 100% da energia consumida, em sua maior parte a partir de fontes renováveis, com aplicação do reuso dos resíduos da madeira. Isso é possível graças ao processo de recuperação química utilizado nas indústrias. O processo Kraft possibilita à Companhia recuperar os químicos utilizados na polpação e, ao mesmo tempo, permite o uso dos resíduos do cozimento da madeira para gerar energia. Depois dessa etapa, o processo de recuperação química é completado com a cal virgem, que, juntamente com o sulfato de sódio e a soda, irão compor o licor verde e o licor branco, que retornarão ao início do processo para novo cozimento de madeira, com o mínimo de reposição. Isso permite ganhos ambientais diretos com a redução de resíduos e a geração de energia. Em 2014, a Companhia iniciou a produção de energia para exportação na unidade de Mucuri através da otimização da geração de vapor nas caldeiras. Esse volume adicional somado à energia excedente gerada na Unidade Maranhão equaciona a demanda de energia da Companhia para suas fábricas de papéis. Produtos Químicos O processo produtivo de papel e celulose da Suzano Papel e Celulose utiliza diversos produtos químicos desde o cozimento da madeira até a aplicação de revestimento do papel, incluindo sulfato de sódio, hidróxido de sódio (soda cáustica), clorato de sódio, peróxido de hidrogênio e ácido sulfúrico. Na produção de papel de imprimir e escrever revestido, a Companhia utiliza diversos aditivos, incluindo, principalmente, caulim, carbonato de cálcio, látex, amidos, alvejantes e cola. Todos os resíduos são tratados de forma a se adequar às práticas e padrões mais atuais da indústria mundial de papel e celulose. Os produtos químicos utilizados na indústria de papel e celulose são comumente utilizados em várias outras atividades industriais e não apresentam uma condição particularmente perigosa. Todas as regras de segurança relativas a transporte, armazenagem e produção são estritamente cumpridas pela Companhia. Além disso, a Companhia mantém uma apólice de seguro que cobre a responsabilidade oriunda de acidente no transporte, armazenagem ou produção de produtos químicos. PÁGINA: 76 de 332

83 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais (i) descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável; Fornecedores e Relacionamento Atualmente a Companhia tem cerca de 15 mil fornecedores ativos, que abrangem todos os segmentos da cadeia (florestal, industrial e Logística), desde pequenas empresas e produtores rurais até grandes corporações. Além de condições comerciais competitivas e qualidade dos produtos e serviços contratados, a Suzano demanda de seus fornecedores políticas de engajamento quanto aos critérios de saúde e segurança operacional, regularidade trabalhista, práticas socioambientais e respeito aos direitos humanos. Estas políticas integram os contratos jurídicos que são formalizados entre as partes e acompanhadas através de auditorias internas e externas e através de processos de monitoramento de gestão de terceiros e riscos. A Suzano avalia constantemente oportunidades, não medindo esforços para implementar mudanças e incorporar ações, que proporcionem resultados cada vez mais sustentáveis. (ii) eventual dependência de poucos fornecedores; A Companhia possui uma ampla e diversificada base de fornecedores, o que possibilita o atendimento satisfatório de suas necessidades de insumos, materiais e serviços e a mitigação dos riscos de concentração de fornecimento, sem prejuízo, no entanto, do estabelecimento de relações de parcerias, e sem que isso implique compromissos de exclusividade. Embora a Companhia entenda que não exista dependência significativa em relação a fornecedores, alguns insumos podem possuir menor número de fornecedores capacitados ou habilitados no mercado doméstico, de acordo com o grau de especificidade. Entretanto, a Companhia sempre avalia todas as opções disponíveis no mercado nacional, assim como de importação. Fornecedores de Matérias Primas Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas Da demanda de madeira da Companhia em 2014 (responsabilidade da equipe de compra de madeira), a maior parte teve origem em seus plantios, e o restante foi suprido por fornecedores de madeira de mercado e produtores rurais incluídos no programa de fomento da Companhia. Estes produtores rurais fomentados vendem sua madeira em grande parte para a Companhia, a qual lhes fornece assistência técnica, mudas de eucalipto e insumos necessários para o processo de cultivo do eucalipto. Produtos Químicos Há produtos químicos fornecidos por um reduzido número de fornecedores. Para itens de maior complexidade técnica, menor disponibilidade ou com poucas fontes de fornecimento disponíveis são estabelecidos contratos comerciais de longo prazo. Para minimizar ou eliminar a dependência de suprimentos, o mercado fornecedor é mapeado considerando-se oferta de produtos, concentração de mercado e complexidade técnica de substituição visando estabelecer contratação por item. (iii) eventual volatilidade em seus preços. Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas Os contratos de compra de madeira são normalmente firmados pelo prazo médio de 7 anos, correspondente a um ciclo de corte, com condições de volume e preço pré-estabelecidas e reajuste anual pelo índice de inflação medido pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio PÁGINA: 77 de 332

84 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Vargas (FGV). A madeira respondeu por 55,0% dos custos totais de produção da Companhia no exercício social encerrado em 31 de dezembro de A pasta mecânica e o papel reciclado acompanham o preço de mercado. Produtos Químicos Os preços dos produtos químicos no Brasil geralmente sofrem flutuação relacionada aos preços internacionais e à taxa de câmbio vigente. O desenvolvimento de novos players e de novas soluções têm sido um fator importante na estabilização dos preços e na regularidade de fornecimento. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2015, produtos químicos, que incluem insumos, matriz energética, vestimentas e acondicionamento, responderam por 35,1% dos custos de produção da Companhia. PÁGINA: 78 de 332

85 7.4 - Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total A Companhia não possui nenhum cliente que seja responsável por mais de 10% de sua receita líquida total. PÁGINA: 79 de 332

86 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades a) Necessidade de autorizações governamentais para o exercício das atividades e histórico de relação com a administração pública para obtenção de tais autorizações A Companhia mantém relações de qualidade com a administração pública em todos os níveis em âmbito nacional, estadual e nos municípios em que atua. Como uma empresa de base florestal e produtora de papel e celulose, a Companhia segue as legislações e regulamentos referentes às suas atividades e linhas de negócio, relacionados a emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento. Exemplos de tais regulações e legislações são: o Código Florestal, a Lei da Mata Atlântica, CONAMA 357, Portaria 518 do Ministério da Saúde, Decreto nº /2003 e a Lei de Biossegurança nº , entre outros. Historicamente, a Companhia acredita manter um bom relacionamento com todas as autoridades reguladoras, tendo cumprido as condicionantes aplicáveis a cada licença obtida para o atual estágio de seus negócios, assim como satisfez eventuais pedidos de esclarecimentos realizados por tais autoridades. Além disso, a Companhia está adequada à Política Nacional do Meio Ambiente, a qual determina o licenciamento ambiental prévio para atividades que utilizam recursos naturais. Dessa forma, realiza todos os trâmites legais e técnicos necessários para obtenção de licenças junto aos órgãos reguladores, tanto para a formação de suas bases florestais quanto para a implantação de suas unidades industriais. Vale ressaltar, que a Companhia possui as autorizações necessárias para a aquisição e utilização de produtos químicos controlados pela polícia federal ou outros órgãos. As unidades industriais da Companhia e as áreas de plantio possuem as autorizações e licenças exigidas pelos órgãos governamentais. b) Política ambiental do emissor e custos incorridos para o cumprimento da regulação ambiental e, se for o caso, de outras práticas ambientais, inclusive a adesão a padrões internacionais de proteção ambiental: A política ambiental da Companhia estabelece um compromisso com relação à conservação do meio ambiente, por meio da redução do consumo dos recursos naturais e da mitigação dos impactos de suas atividades. Na Unidade de Negócio Florestal, foram investidos cerca de R$ 23 milhões em monitoramento e conservação dos recursos naturais e biodiversidade, projetos de restauração, discussões entre segmentos organizados da sociedade civil sobreo boas práticas de manejo, atendimentos a demandas de certificação, projetos de educação ambiental e desenvolvimento sustentável de comunidades locais, entre outros. A política ambiental da Suzano tem como diretrizes: (i) contribuir para o desenvolvimento econômico e social em harmonia com a preservação ambiental por meio de processos de gestão inovadores e pioneiros, mantendo-se como referência de empresa ambientalmente responsável; (ii) assumir atitude de prevenção da poluição desde a pesquisa e cobrindo o projeto, a instalação, a operação, a comercialização e o uso de seus produtos; PÁGINA: 80 de 332

87 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades (iii) desenvolver e estimular ações de educação ambiental por meio de uma abordagem sistêmica e participativa, que promova uma atitude consciente e responsável entre seus colaboradores, parceiros e comunidade; (iv) empreender ações, buscando a sustentabilidade dos recursos hídricos, da atmosfera, do solo e da biodiversidade nas áreas sob influência da Companhia; e (v) compartilhar, com os segmentos organizados da sociedade, o uso e o desenvolvimento de programas de conservação e manejo sustentável dos recursos naturais. A Política Ambiental e o sistema de gestão ambiental da Companhia estão alinhados aos padrões internacionais mais avançados. Em 2015, os custos incorridos para o cumprimento da legislação ambiental foram na ordem de R$ 9 milhões. Temos a certificação ISO 14001, que atesta nosso sistema de gestão ambiental, em todas as nossas Unidades, sendo que a Unidade Mucuri foi a primeira do setor a conquistar essa certificação em Ainda no escopo de certificações, a Suzano conta com a ISO 9001, OHSAS 18001, Cerflor e FSC (Forest Stewardish Council), que atesta que o nosso manejo florestal é ambientalmente correto e socialmente justo. Este selo, elaborado por diversas organizações internacionais multisetoriais, tem forte reconhecimento mundial e está presente em diversos produtos da Suzano e de nossos clientes. Atuamos, portanto, sob o rígido cumprimento de leis e regulamentos ambientais. A sustentabilidade pauta todas as ações e intenções da empresa, entendida como a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem, o que implica em construir bases para uma expansão que integre operações competitivas, responsabilidade socioambiental e relacionamentos de qualidade. Água A gestão proativa do uso da água e sua reutilização busca ferramentas e tecnologias que permitam o uso racional dos recursos hídricos, fundamental para a produção de papel e celulose, tanto no que tange a operação industrial quanto a produtividade florestal. Possuímos outorgas de captação de água a partir de rios, poços artesianos e açudes para a utilização em nossas unidades industriais e florestas. Nosso empenho é permanente para ampliar a eficiência das operações e, consequentemente, reduzir o consumo - o que vem ocorrendo ano a ano por meio de reuso interno e aperfeiçoamento de processos industriais. Resíduos e efluentes Na Suzano, a gestão de efluentes e resíduos se faz presente em nossos processos e operações, tanto industriais quanto florestais. O tratamento de efluentes em todos os sites industriais acontece em ETEs próprias, e contempla o tratamento primário (físico) e tratamento secundário (biológico), etapa em que é adicionado oxigênio e nutrientes, além do controle de ph. Nas unidades Limeira e Maranhão é utilizado para tratamento secundário a tecnologia de lodo ativado, e para as unidades de Suzano e Mucuri as lagoas aeradas. Temos unidades de compostagem nas unidades de Limeira, Suzano e Rio Verde. Além disso, como associados da Ibá e do Compromisso Empresarial pela reciclagem (Cempre), participamos das discussões acerca dos planos setoriais do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, instituído pelo governo federal. PÁGINA: 81 de 332

88 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Biodiversidade Nossas práticas silviculturais refletem a preocupação com a biodiversidade, desde seu planejamento até a sua implementação. Hoje trabalhamos com o plantio em mosaico, que intercala áreas de plantio de eucalipto com vegetação nativa, que são utilizadas como corredores ecológicos para garantir abrigo e acesso à alimentação para diferentes espécies. Esse modelo propicia um ambiente adequado para a conservação e manutenção da biodiversidade. Possuímos mais de 470 mil hectares (40% de nossa área total) destinados à conservação ambiental, que inclui áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal e Áreas de Alto Valor de Conservação. A Suzano realiza periódicos monitoramentos de fauna e flora, afim de garantir sua perpetuidade. Esses monitoramentos ocorrem desde 2008 na Bahia, e 2013 em São Paulo e Maranhão. Em 2015, a Companhia deu continuidade à parceria com a organização não governamental The Nature Conservancy - TNC para a elaboração de Planos de Conservação da Biodiversidade, que abrangerão os remanescentes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, resultando no Plano de Conservação de Áreas (PCA), com estratégias de preservação da biodiversidade, e ao clube corporativo do WWFBrasil, onde diversas empresas de diferentes setores trocam ideias e ferramentas sobre como melhorar sua gestão socioambiental. Mudanças Climáticas O tema das mudanças climáticas incorpora a contínua busca da Companhia pela adoção de melhores práticas na gestão de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), o que compreende os pilares de quantificação, redução e compensação. Como um dos membros fundadores, em 2008 a Suzano iniciou parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Programa Brasileiro GHG-Protocol, que tem como objetivo identificar e contabilizar as emissões do processo produtivo considerando as emissões diretas provenientes das atividades de controle operacional da empresa (escopo 1), emissões indiretas oriundas do consumo de energia elétrica (escopo 2) e atividades associadas a sua cadeia de produção, porém não controladas pela empresa (escopo 3). Esta ferramenta é elaborada de acordo com o a metodologia GHG Protocol do World Resources Institute (WRI). Em 2009, ingressamos na plataforma empresarial Empresas Pelo Clima (EPC), lançada em outubro daquele ano em parceria com a rede The Prince of Wales Corporate Leaders Group (CLG) cuja missão é mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão global das mudanças climáticas. No que tange a redução das emissões, diversas ações de melhoria contínua são implantadas nas plantas industriais e na área florestal, bem como investimentos tecnológicos, visando à redução da geração de GEE, ampliando os ganhos ambientais e indo ao encontro das demandas de clientes, investidores e consumidores. PÁGINA: 82 de 332

89 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades c) Dependência de patentes, marcas, licenças, concessões, franquias, contratos de royalties relevantes para o desenvolvimento das atividades As atividades da Companhia de pesquisa e desenvolvimento estão principalmente direcionadas ao incremento da produtividade da madeira de eucalipto e à otimização dos processos industriais, fazendo com que a produção seja mais eficiente e sejam desenvolvidos novos produtos por intermédio de: (i) melhoria no uso da fibra de eucalipto na produção de celulose e papel; (ii) desenvolvimento e implementação de tecnologia mais eficiente para o processo produtivo e para a reciclagem de sobras e aparas de papel; e (iii) condução de pesquisa ambiental. Adicionalmente, a Companhia participa de projetos de pesquisa para o mapeamento do genoma do eucalipto, com vistas à possibilidade de futura utilização desta tecnologia, desenvolve pesquisas em biotecnologia em laboratórios para cultura de tecidos e mapeamento dos marcadores moleculares, e mantém relacionamento próximo com várias universidades e institutos particulares de pesquisa tanto no Brasil quanto no exterior. A Companhia atua no mercado mundial, oferecendo celulose e uma completa gama de papéis, representadas por suas marcas registradas ou em processo de registro na América Latina, América do Norte, União Europeia e Ásia. No Brasil, a Companhia possui diversas marcas registradas perante o INPI, incluindo, dentre as mais relevantes: Report, Pólen, Paperfect, Alta Alvura, Reciclato, papelcartão Supremo, TP White, Super 6, Couché Suzano, SUZANO PULP e Eucafluff. Apesar das atividades de pesquisa e desenvolvimento e dos investimentos feitos em suas marcas, a Companhia não é dependente de quaisquer patentes, marcas, licenças, contratos de royalties ou industriais ou novos processos produtivos em específico que sejam de importância fundamental para seus negócios ou resultados. Para mais informações sobre os ativos de propriedade intelectual da Companhia, ver item 9 deste Formulário de Referência. PÁGINA: 83 de 332

90 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior a) Receitas provenientes dos clientes atribuídos ao país sede do emissor e sua participação na receita líquida total do emissor CELULOSE - BRASIL Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,0 31/12/ ,4 31/12/ ,2 PAPEL - BRASIL Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,6 31/12/ ,6 31/12/ ,4 b) Receitas provenientes dos clientes atribuídos a cada país estrangeiro e sua participação na receita líquida total do emissor CELULOSE 31/12/ /12/ /12/2013 Região Receita (R$ mil) %¹ Receita (R$ mil) %¹ Receita (R$ mil) %¹ Ásia² , , ,5 Europa³ , , ,8 América do Norte , , ,1 América do Sul e Central , , ,7 Total , , ,1 ¹ % Calculado sobre receitas líquidas totais ² Os países mais relevantes são: China, Hong Kong, Tailândia e Coreia do Sul ³ Os países mais relevantes são: Itália, França, Alemanha, Turquia, Reino Unido e Espanha 4 Os países mais relevantes são: Argentina, Colômbia, República Dominicana e Bolívia PAPEL 31/12/ /12/ /12/2013 Região Receita (R$ mil) %¹ Receita (R$ mil) %¹ Receita (R$ mil) %¹ Ásia² , , ,5 Europa³ , , ,5 América do Norte , , ,4 América do Sul e Central , , ,8 Outros , , ,1 Total , , ,3 ¹ % Calculado sobre receitas líquidas totais ² Os países mais relevantes são: Cingapura, Tailândia, Indonésia, Coréia do Sul e Índia ³ Os países mais relevantes são: Reino Unido, Turquia, Espanha, Itália e Romênia 4 Os países mais relevantes são: Argentina, Peru, Paraguai, Colômbia, Chile e Bolívia 5 Os países mais relevantes são: África do Sul, Egito, Nigéria, Iraque, Trinidad e Tobago e Gana PÁGINA: 84 de 332

91 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior c) Receita total proveniente dos países estrangeiros e sua participação na receita líquida total do emissor CELULOSE - EXTERIOR Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,5 31/12/ ,6 31/12/ ,1 PAPEL - EXTERIOR Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,8 31/12/ ,4 31/12/ ,3 PÁGINA: 85 de 332

92 7.7 - Efeitos da regulação estrangeira nas atividades A Companhia exporta seus produtos para cerca de 90 países e está sujeita, assim como suas subsidiárias, à regulação usual de mercado nessas localidades, em especial nos campos comercial e tributário. As exigências e normas regulatórias destes países podem ser alteradas sem prévio aviso, devendo a Companhia observá-las. A observância de tais exigências e normas pode eventualmente exigir da Companhia dispêndios financeiros adicionais. Além disso, a competitividade das companhias exportadoras brasileiras no mercado estrangeiro já levou alguns países a estabelecerem barreiras comerciais para limitar o acesso de companhias brasileiras aos seus mercados ou mesmo subsidiar os produtores locais. Alguns países impõem quotas de importação de produtos vindos do Brasil. Caso essas restrições sejam adotadas para os produtos exportados pela Companhia, as exportações da Companhia poderão ser afetadas adversamente. Para assegurar o cumprimento contínuo das leis, normas e regulamentos existentes, a Companhia monitora toda e qualquer alteração das demandas de seus principais mercados, utilizando os seus escritórios locais. Dessa forma, a Companhia cumpre com todas as exigências regulatórias relevantes aplicáveis aos mercados em que os seus produtos estão presentes. No primeiro trimestre de 2016, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América ( EUA ) e a International Trade Comission ( ITC ) proferiram suas respectivas decisões finais no processo de dumping contra a Austrália, Brasil, China, Indonésia e Portugal, que concluíram pela aplicação de taxa antidumping nas vendas de papel não revestido (folio e cut size) dos países investigados para os EUA, fixando a taxação contra a Suzano no percentual de 22,37%. A Suzano poderá solicitar as revisões anuais previstas na legislação pertinente. Os principais países para os quais a Companhia exporta seus produtos estão mencionados no item 7.6 deste Formulário de Referência. PÁGINA: 86 de 332

93 7.8 - Políticas socioambientais a. Se o emissor divulga informações sociais e ambientais As informações socioambientais da Suzano Papel e Celulose são divulgadas periodicamente, através de Relatórios de Sustentabilidade, que pode ser acessado no site b. A metodologia seguida na elaboração dessas informações Os relatórios socioambientais da Suzano seguem a metodologia da Global Reporting Initiative (GRI), na sua versão mais atualizada G4. c. Se essas informações são auditadas ou revisadas por entidade independente As informações publicadas no Relatório de Sustentabilidade da Suzano não foram auditadas ou revisadas por entidade independente. d. A página na rede mundial de computadores onde podem ser encontradas essas informações Todos os Relatórios de Sustentabilidade da Suzano podem ser acessados, na íntegra, em PÁGINA: 87 de 332

94 7.9 - Outras informações relevantes Abaixo informações adicionais. Plantios de Eucalipto Uma das maiores vantagens competitivas da Companhia é o fato de ser uma produtora de papel e celulose totalmente integrada e com baixos custos de cultivo e processamento de árvores de eucalipto em comparação com outras espécies de árvores. Conforme demonstrado na ilustração abaixo, o curto ciclo de crescimento das árvores de eucalipto da Companhia, em até sete anos, proporciona uma significativa vantagem competitiva em relação aos custos associados a outras fibras. Melhoramento Genético Para novos plantios, a Companhia usa tanto sementes como clones, selecionados por suas características, tais como altura e diâmetro, produtividade por hectare, ausência de galhos abaixo da copa, adaptação ao solo e às condições climáticas locais e resistência a pragas. Mudas desenvolvidas a partir de sementes e de clones são inicialmente cultivadas em casas de vegetação climatizadas por 30 dias. Em seguida, as mudas são transferidas para canteiros a céu aberto, onde crescem por um período adicional de 70 a 90 dias, e então são transferidas para os locais de plantio. A Companhia conduziu pesquisas específicas para cada uma de suas regiões de crescimento, utilizando conceitos gerais de fisiologia vegetal e genética. Ganhos de produtividade podem ser obtidos através de mudas híbridas clonadas ou sementes selecionadas. O programa de pesquisa também continua a buscar formas de melhorar a uniformidade da qualidade da madeira e manter o equilíbrio ecológico, através de estudos do solo, nutrição vegetal e do controle de pragas por biodiversidade. Em 2015, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o pedido da controlada, FuturaGene Brasil Ltda, para fins do uso comercial do eucalipto geneticamente modificado com aumento de produtividade - evento H421. Esta decisão está sujeita a eventuais recursos, na forma prevista na legislação pertinente. Corte A colheita de eucalipto é realizada de forma mecanizada e também manual (em alguns casos), através de equipe própria e por prestadores de serviços. As toras são normalmente transportadas para a fábrica de celulose conforme a necessidade da produção, mantendo-se pequenos estoques reguladores nas fábricas. As toras em São Paulo são atualmente armazenadas nas florestas por um período de 90 dias em média para que elas sequem antes do transporte. Na Bahia, as toras são transferidas para a fábrica 40 dias após a colheita. No Maranhão, as toras seguem para unidade industrial, em média, com 60 dias após a colheita. PÁGINA: 88 de 332

95 7.9 - Outras informações relevantes Localização das Instalações A Companhia produz papel e celulose em instalações operacionais modernas, que compreendem (i) duas fábricas integrada de produção de papel e celulose no Estado de São Paulo, as Unidades Suzano e Limeira; (ii) uma fábrica não integrada de produção de papel no Estado de São Paulo, a Unidades Rio Verde; (iii) uma fábrica integrada de papel e celulose no Estado da Bahia, a Unidade Mucuri; e (iv) uma fábrica de celulose no Estado do Maranhão, a Unidade Imperatriz. PÁGINA: 89 de 332

96 8.1 - Negócios extraordinários Em 08 de agosto de 2014, a Companhia anunciou através de Comunicado ao Mercado que, em decorrência do cumprimento das condições precedentes previstas no Contrato de Compra e Venda de Quotas celebrado em 04 de junho de 2014, concluiu a aquisição direta da totalidade das quotas emitidas pelo VFFIP, detidas pela Vale S.A, BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, Fundação dos Economiários Federais FUNCEF e Fundação Petrobrás de Seguridade Social PETROS, pelo montante de R$ , com o pagamento de R$ a título de sinal na data do fechamento e o saldo remanescente em parcelas anuais e sucessivas de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, vencendo a primeira delas 1 (um) ano após a data do fechamento. O principal ativo do VFFIP é representado pela totalidade das ações do capital social da VFSA, que é detentora de 45 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas em áreas arrendadas, no Estado do Pará, os quais serão utilizados para fins de abastecimento de madeira da nova Unidade Maranhão. PÁGINA: 90 de 332

97 8.2 - Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor Não houve alterações significativas na forma de condução dos negócios da Companhia. PÁGINA: 91 de 332

98 8.3 - Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais Não há contratos relevantes celebrados pela Companhia e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais. PÁGINA: 92 de 332

99 8.4 - Outras inf. Relev. - Negócios extraord. Não há qualquer outra informação que a Companhia julgue ser relevante. PÁGINA: 93 de 332

100 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Todas as informações relevantes quanto a este tópico foram divulgadas nos itens 9.1 (a), (b) e (c) abaixo. PÁGINA: 94 de 332

101 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados Descrição do bem do ativo imobilizado País de localização UF de localização Município de localização Tipo de propriedade Unidades Industrial - Mucuri Brasil BA Mucuri Própria Unidade Industrial - Suzano Brasil SP Suzano Própria Unidade Industrial - Rio Verde Brasil SP Suzano Própria Terras e Reflorestamentos - Bahia Brasil BA Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Espírito Santo Brasil ES Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Maranhão Brasil MA Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Piauí Brasil PI Diversos Própria Unidade Industrial - Limeira Brasil SP Limeira Própria Terras e Reflorestamentos - São Paulo Brasil SP Diversos Própria Unidade Industrial - Imperatriz Brasil MA Imperatriz Própria Terras e Reflorestamentos - Minas Gerais Brasil MG Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Pará Brasil PA Diversos Própria PÁGINA: 95 de 332

102 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet copimax.com.br 17/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet diadaleitura.org.br 16/06/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet e-suzano.com.br 14/10/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet ecofuturo.com.br 06/06/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet ecofuturo.eco.br 03/09/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet ecofuturo.net.br 29/04/2020 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet ecofuturo.org.br 11/05/2020 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 96 de 332

103 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet eucafluff.com.br 18/06/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet eucafluffsuzano.com.br 25/06/2025 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet Nome de domínio na internet euquerominhabibliotec a.org.br florestascontemporane as.com.br 03/09/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet feffer.com.br 24/08/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet feffer.org.br 26/09/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 05/10/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet fluffsuzano.com.br 25/06/2025 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 97 de 332

104 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet futuragene.com.br 25/03/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet gruposuzano.com.br 03/09/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet lignina.com.br 17/11/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. Nome de domínio na internet ligninasuzano.com.br 17/11/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet Nome de domínio na internet papelsenninha.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet novostalentossuzano.c om.br papelsulfitereport.com. br A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 29/09/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 17/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 98 de 332

105 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet polpar.com.br 22/10/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualeoseupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualeoteupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualoseupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualoteupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualseupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet qualteupapel.com.br 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 99 de 332

106 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet relatoriosuzano.com.br 11/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet report-brazil.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet report-papel.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet report-paper.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet report.com.br 29/07/2016 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportbrazil.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportmultiuso.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 100 de 332

107 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet reportonline.com.br 29/01/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportpapel.com.br 13/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportpaper.com.br 14/03/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportsenninha.com.br 03/09/2016 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportsuzano.com.br 15/02/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet reportvestibular.com.br 05/08/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet spp-nemo.com.br 26/09/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 101 de 332

108 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet sppksr.com.br 11/05/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzano.com.br 07/03/2025 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzano.net.br 30/04/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzanoblog.com.br 05/10/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzanoeucafluff.com.br 25/06/2025 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzanoholding.com.br 05/02/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. Nome de domínio na internet suzanolignina.com.br 17/11/2018 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 102 de 332

109 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet suzanopapel.com.br 02/03/2017 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. Nome de domínio na internet Nome de domínio na internet Nome de domínio na internet Nome de domínio na internet suzanopapelecelulose. com.br vocepodelermais.com.b r voluntariadosuzano.co m.br voluntariarsuzano.com. br Marcas REPORT 03/04/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 23/02/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 29/07/2019 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 23/02/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. 14/05/2017 Extinção por falta de prorrogações. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 103 de 332

110 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas REPORT 10/03/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ARTWORK 09/11/2023 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUPREMO ALTA ALVURA 03/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 104 de 332

111 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUPER 6 HI-BULKY PREMIUM 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ALTA ALVURA 25/04/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUPREMO 07/05/2026 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 105 de 332

112 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUPER 6 13/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas REPORT MULTIUSO 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 08/09/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 106 de 332

113 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas COPIMAX 26/02/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ECLIPSE 29/06/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT 26/03/2022 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 107 de 332

114 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUZANO PULP 07/07/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 28/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 05/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 108 de 332

115 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUZANO PULP 26/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ARTWORK 03/01/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 30/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 109 de 332

116 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas REPORT 26/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 22/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 19/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 110 de 332

117 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas REPORT 16/05/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas REPORT 10/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 08/05/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 111 de 332

118 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas REPORT 23/08/2010 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 13/05/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 29/03/2021 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 112 de 332

119 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas SUZANO PULP 27/05/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ARTWORK 16/02/2017 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 113 de 332

120 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas EUCAFLUFF 17/12/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas EUCAFLUFF 29/10/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas EUCAFLUFF 15/07/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 114 de 332

121 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Marcas EUCAFLUFF 24/12/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas EUCAFLUFF 30/12/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Patentes Patentes PROCESSO DE OBTENÇÃO DE CARTÃO ESPECIAL COM MEIOS DE SEGURANÇA, PARA EMBALAGENS FARMACÊUTICAS E OUTR DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM EMBALAGENS TIPO CARTUCHO E OUTRAS 11/09/2018 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 12/02/2019 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 115 de 332

122 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes PROCESSO DE OBTENÇÃO DA HEMICELULOSE E USO DE HEMICELULOSE COMO ADITIVO DE RESISTÊNCIA PARA APERFEIÇ PROCESSO PARA PROPORCIONAR UM MATERIAL CELULÓSICO COM PROPRIEDADES APERFEIÇOADAS DE RESISTÊNCIA E RI PROCESSO PARA PROPORCIONAR UM MATERIAL CELULÓSICO COM PROPRIEDADES APERFEIÇOADAS DE RESISTÊNCIA E RI DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA APLICADA À EMBALAGEM PARA FOLHAS DE PAPEL PROCESO DE OBTENCION DE CARTON ESPECIAL CON MEDIOS DE SEGURIDAD, PARA EMBALAJES FARMACEUTICOS Y OTRO PROCEDIMIENTO PARA LA OBTENCIÓN DE UN CARTÓN ESPECIAL CON MEDIOS DE SEGURIDAD,PARA EMBALAJES FARMACE 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 25/02/2022 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 116 de 332

123 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes PROCESS TO OBTAIN A SPECIAL CARDBOARD WITH SAFETY MEANS, FOR PHARMACEUTICAL PACKAGESOTHERS,P RODUCT O MÉTODO PARA TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE EUCALYPTUS SPP MÉTODO DE TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE ÁRVORES LENHOSAS, MÉTODO DE OBTENÇÃO DE PLANTA DE ÁRVORES LENHOS CASSETE DE EXPRESSÃO DE GENES, USO DE UM OU MAIS CASSETES DE EXPRESSÃO DE GENES, MÉTODO DE TRANSFORM MÁQUINA PARA FORMAÇÃO DE MANTAS DE CELULOSE MÉTODO DE TRANSFORMACIÓN GENÉTICA DE ÁRBOLES LEÑOSOS, MÉTODO DE OBTENCIÓN DE PLANTAS DE ÁRBOLES LEÑO 03/09/2019 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 18/08/2020 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 22/01/2024 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 27/12/2032 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 20 anos contados do depósito Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 117 de 332

124 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes Patentes Nome de domínio na internet METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATION OF WOODY TREES METHOD FOR THE 20 anos contados do GENETIC depósito MODULATION OF THE BIOSYNTHESIS OF HEMICELLULOSES, CELLULOSE AND URONIC ACIDS aquisicaotalentos.com. br 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 11/05/2022 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 26/11/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 118 de 332

125 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Ativos intangíveis Tipo de ativo Descrição do ativo Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Consequência da perda dos direitos Nome de domínio na internet arymax.org.br 15/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. Nome de domínio na internet bexma.com.br 27/08/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. Nome de domínio na internet bibliotecavirtualecofutur o.org.br 30/08/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. Nome de domínio na internet bizma.com.br 08/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Ações judiciais. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre os domínios implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem domínios idênticos ou semelhantes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre os mesmos. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 119 de 332

126 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Denominação Social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % AANISAN EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Atividades de Apoio a Produção Florestal 0, /12/2015 0, , ,00 Valor contábil 31/12/2015 0,00 31/12/2014 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2013 0, , ,00 Extração de madeira em florestas plantadas. Essa empresa foi dissolvida em 30/09/2014. Valor mercado Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) AMULYA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Compra, venda e aluguel de imóveis próprios Valor mercado 100, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas ASAPIR PRODUÇÃO FLORESTAL E COMÉRCIO LTDA / Coligada Brasil SP Limeira Produção florestal e a Comercialização de Madeira e Resíduos de Madeira Valor mercado 50, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Gestão de Ativos Florestais BAHIA SUL HOLDING GMBH / Controlada Áustria Wien Sociedade de Participação - Holding 100, Valor mercado PÁGINA: 120 de 332

127 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Denominação Social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior COMERCIAL E / Controlada Brasil SP Suzano Atividades de apoio à produção florestal 100, AGRÍCOLA PAINEIRAS LTDA. Valor mercado 31/12/2015-0, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2014 2, , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Produção e comercialização de energia e eucalipto FUTURAGENE LTD / Controlada Inglaterra Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia Valor mercado 100, /12/2015 2, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia direcionada para os mercados de culturas florestais, biocombustíveis, entre outros ONDURMAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Aluguel de imóveis próprios 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação PÁGINA: 121 de 332

128 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Denominação Social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Securitização de crédito imobiliário Montante de dividendos recebidos (Reais) Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) Paineiras Logística e Transporte Ltda / Controlada Brasil SP Suzano Serviços de Logísitca 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/2013 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Prestação de serviços de logística STENFAR S.A. IND. COM. IMP. Y EXP / Controlada Argentina Buenos Aires Importação e Comercialização de papéis e materiais plásticos Valor mercado 100, /12/2015-6, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUN PAPER AND BOARD LIMITED / Controlada Inglatera Londres Comércio de papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO ENERGIA RENOVÁVEL S.A / Controlada Brasil SP São Paulo Produção de pellets de madeira (biomassa) e geração de energia elétrica Valor mercado 0, /12/2015 0, , ,00 Valor contábil 31/12/2015 0,00 PÁGINA: 122 de 332

129 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Denominação Social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2014 0, , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 31/12/2013 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Produção de biomassa para a geração de energia renovável. Essa empresa foi incorporada à Suzano Papel e Celulose em 30/09/2014. SUZANO PULP AND PAPER AMERICA, INC / Controlada Estados Unidos Fort Lauderdale Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2014 6, , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO PULP AND PAPER EUROPE SA / Controlada Suíça Nyon Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO TRADING LTD / Controlada Ilhas Cayman George Town Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2014 4, , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior PÁGINA: 123 de 332

130 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Denominação Social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % VALE FLORESTAR S.A / Controlada Brasil PA Dom Eliseu Cultivo de eucalipto. 0, /12/2015 0, , ,00 Valor contábil 31/12/2015 0,00 31/12/2014 0, , ,00 31/12/2013 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) Valor mercado Abastecimento de madeira na Unidade Maranhão. Essa empresa foi incorporada à Suzano Papel e Celulose em 30/09/2014. Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) PÁGINA: 124 de 332

131 9.2 - Outras informações relevantes Adicionalmente, a Companhia esclarece que não informou, no item 9.1 (b) do Formulário de Referência, a data de duração da marca e das patentes mencionadas abaixo, pois os pedidos de registro de tal marca e tais patentes ainda não foram deferidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, estando atualmente sob análise. Dessa forma, no campo Duração do item 9.1 (b), para pedidos de depósito da marca e das patentes sob análise, informou-se o prazo legal. Patentes cujos pedidos de registro ainda não foram deferidos pelo INPI: (i) Método de transformação genética, obtenção de planta e uso das plantas obtidas de árvores lenhosas - PI ; (ii) Cassete de expressão de genes, método de transformação genética em células vegetais e método de modulação PI ; (iii) Obtenção da hemicelulose uso como aditivo - material celulósico PI ; (iv) Processo para obter um material celulósico com propriedades aperfeiçoadas de resistência e rigidez PI ; (v) Processo para obter material celulósico propriedades aperfeiçoadas utilização de PECC PI Marca cujo pedido de registro ainda não foi deferido pelo INPI: (i) TP White pedido de registro nº ; (ii) Eucafluff pedido de registro nº ; (iii) Alta Alvura Supremo pedido de registro nº ; (iv) Original Alta Alvura pedido de registro nº ; (v) Supremo Alta Alvura pedido de registro nº ; (vi) Artwork pedido de registro nº Adicionalmente, existem diversas marcas e patentes registradas ou em fase de registro que não foram informadas no Item 9.1 (b) deste Formulário de Referência por não serem considerados relevantes para Companhia. PÁGINA: 125 de 332

132 Condições financeiras e patrimoniais gerais a) Condições financeiras e patrimoniais gerais A Diretoria entende que a Companhia possui condições financeiras e patrimoniais suficientes para cumprir suas obrigações de curto e médio prazos. A Companhia tem concentrado seus esforços na busca de linhas com prazos mais longos e custos competitivos. Nos exercícios sociais encerrados em 2015, 2014 e 2013 a Companhia registrou, respectivamente, prejuízo líquido de R$ 925,4 milhões, R$ 261,5 milhões e de R$ 220,5 milhões. Estas variações no resultado da Companhia são reflexos das variações monetárias e cambiais. O EBITDA Ajustado em 2015 foi de R$ 4.593,7 milhões, enquanto que em 2014 foi de R$ 2.452,0 milhões e em 2013 foi de R$ 1.781,3 milhões. A geração de caixa, medida pelo EBITDA, em 2015 reflete principalmente: (i) a desvalorização do Real em relação ao Dólar, com impacto na receita advinda das exportações; (ii) do aumento do volume de vendas de celulose e das exportações de papel, (iii) do aumento no preço lista da celulose em Dólares; (iv) do aumento do preço do papel; (v) do maior custo com madeira, devido ao maior raio médio de abastecimento; (vi) dos incrementos nas despesas com logística e no custo de insumos atrelados ao Dólar, e (vii) maiores gastos com custo fixo e variável nas unidades de produção. O patrimônio líquido da Companhia em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 9.192,1 milhões, em 31 de dezembro de 2014 era de R$ ,1 milhões e em 31 de dezembro de 2013 de R$ ,2 milhões. A queda em relação a 31 de dezembro de 2014 e em relação a 31 de dezembro de 2013 deve-se, principalmente, pela diminuição das reservas de lucro, devido à absorção de prejuízo do período e pagamento de dividendos. Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia tinha uma posição de caixa e equivalente de caixa de R$ 2.448,1 milhões, em 31 de dezembro de 2014 de R$ 3.686,1 milhões e em 31 de dezembro de 2013 de R$ 3.689,6 milhões. Em 31 de dezembro de 2015, a dívida líquida consolidada totalizava R$ ,8 milhões, em 31 de dezembro de 2014, R$ ,5 milhões e em 31 de dezembro de 2013, R$ 9.187,3 milhões. Em 31 de dezembro de 2015, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado ficou em 2,7x, resultado do incremento do EBITDA Ajustado no período. Em 31 de dezembro de 2014, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado ficou em 4,1x, resultado do incremento na dívida bruta, que foi parcialmente compensado pelo aumento do EBITDA Ajustado. Em 31 de dezembro de 2013, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado foi de 5,2x, resultado do incremento no endividamento líquido, em função dos investimentos na Unidade Maranhão, parcialmente compensado pela maior geração de EBITDA. b) Estrutura de capital O percentual do capital composto por capital próprio (Patrimônio Líquido dividido pelo Passivo Total) era de 32,5% em 2015, 36,7% em 2014 e 39,4% em O percentual do capital composto por capital de terceiros (Passivo Exigível dividido pelo Passivo Total) era de 67,5% em 2015, 63,3% em 2014 e 60,6% em Não há previsão no Estatuto Social da Companhia de resgate de ações. c) Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos A política de captação de recursos e gestão de caixa da Companhia é orientada pelo conceito de horizonte de liquidez, que fornece a medida de tempo durante o qual os recursos disponíveis em caixa, somados à geração de caixa operacional e os recursos provenientes de financiamentos contratados e não desembolsados, estimada em condições desfavoráveis de mercado, são capazes de suportar o PÁGINA: 126 de 332

133 Condições financeiras e patrimoniais gerais pagamento de todas as obrigações contratadas para o período, incluindo todas as amortizações de principal e juros de financiamentos. Pelo exposto, a Diretoria trabalha com o compromisso de manter o equilíbrio econômico-financeiro da Companhia, e para isso conta com os recursos existentes, a geração de caixa operacional, o acesso aos mercados de capitais e de financiamentos a custos competitivos, além de diversas alternativas analisadas pela Companhia sempre que necessário. d) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes utilizadas A Companhia capta recursos, quando necessário, por meio de contratos financeiros, os quais são empregados no financiamento das necessidades de capital de giro da Companhia e investimentos de curto e longo prazo, bem como na manutenção de disponibilidades de caixa em nível que a Companhia acredita apropriado para o desempenho de suas atividades. Os financiamentos e empréstimos estão detalhados no item 10.1.f.. O financiamento de capital de giro pode ser realizado via operações de financiamento de exportações, que permite o casamento dos fluxos de recebimentos de exportações com os fluxos de pagamentos destes financiamentos, trazendo como vantagem adicional a proteção dos recebíveis de exportações contra o risco de variação cambial. Para o financiamento de projetos, a Companhia contrata, preferencialmente, empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições de financiamento, como Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e financiamentos externos com apoio de Export Credit Agencies (ECA), que oferecem condições competitivas, incluindo prazos de pagamentos de principal e juros compatíveis com os fluxos de retornos dos projetos, de modo a evitar que sua implementação pressione a capacidade de pagamento da Companhia. A Companhia mantém, ainda, um contrato de fornecimento relacionado a equipamentos utilizados no processo industrial de fabricação de celulose, para a cidade de Mucuri-BA. Esse contrato está denominado em Dólares, sendo que o contrato possui cláusulas de opção de compra de tais ativos ao final do prazo de arrendamento, que é de 15 anos, por preços substancialmente inferiores aos seus valores justos. A administração possui a intenção de exercer a opção de compra na data prevista no contrato. e) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez A Companhia possui alto nível de liquidez, geração de caixa consistente e acesso ao mercado de capitais, conforme apontado nos itens 10.1.a. e 10.1.b.. Isto garante como explicado no item 10.1.c., o cumprimento de suas obrigações de curto e médio prazo. As fontes de financiamento utilizadas pela Companhia para capital de giro e para investimentos de curto e longo prazo estão indicadas nos itens 10.1.d e f. f) Níveis de endividamento e características das dívidas, indicando (i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes; (ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras; (iii) grau de subordinação entre as dívidas; e (iv) eventuais restrições impostas à Companhia, em especial, em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de PÁGINA: 127 de 332

134 Condições financeiras e patrimoniais gerais controle societário, bem como se o emissor vem cumprindo essas restrições Financiamentos e Empréstimos Os financiamentos e empréstimos consolidados da Companhia em 31 de dezembro de 2015 apresentavam as seguintes fontes (em milhares de Reais): Imobilizado: Taxa média Consolidado Indexador anual de juros em 31/12/2015 Vencimentos 31/12/ /12/ /12/2013 BNDES - Finem Taxa fixa /TJLP (1) (2) (10) 7,95% 2016 a BNDES - Finem Cesta de moedas / US$ (2) (10) 6,44% 2016 a BNDES - Finame Taxa fixa /TJLP (1) (2) 4,69% 2016 a FNE - BNB Taxa fixa (2) 5,75% 2016 a FINEP Taxa fixa (2) 4,21% 2016 a Crédito Rural Taxa fixa (9) 6,50% Arrendamento mercantil financeiro CDI / US$ 2016 a Financiamentos de importações / ECA US$ (2) (3) 2,44% 2016 a Capital de giro: Financiamentos de exportações US$ (4) 4.56% 2016 a Nota de crédito de exportação CDI / Taxa fixa (5) 14,52% 2016 a Senior Notes US$ / Taxa fixa (6) 5,88% Desconto de duplicatas - vendor Cédula de Crédito Bancário - CCB CDI (7) 13,53% Empréstimo Sindicalizado Libor (8) 2,60% 2018 a Outros Parcela circulante (inclui juros a pagar) Parcela não circulante ) Termo de capitalização correspondente ao que exceder a 6% da Taxa de juros de longo prazo ( TJLP ) divulgada pelo Banco Central; 2) Os financiamentos e empréstimos estão garantidos, conforme o caso, por (i) hipotecas da fábrica; (ii) propriedades rurais; (iii) alienação fiduciária de bens objeto dos financiamentos; (iv) aval de acionistas e (v) fiança bancária. 3) Em outubro de 2006, a Companhia firmou contrato de financiamento junto aos bancos BNP Paribas e Société Générale, na proporção de 50% para cada um no valor de US$150 milhões, com objetivo de financiar equipamentos importados para a unidade de Mucuri-BA. Em maio de 2013 a Companhia captou recursos referentes à contratação de duas operações financeiras de financiamento à importação (ECA Export Credit Agency) de equipamentos destinados às instalações da unidade de produção de celulose no Maranhão. O montante total contratado equivale a US$535 milhões, pelo prazo de até 9,5 anos, com as instituições financeiras AB Svensk Exportkredit, BNP Paribas via subsidiária Fortis Bank SA/NV, Nordea Bank Finland Plc, Nordea Bank AB e Société Générale, e com garantia das Export Credit Agency FINNVERA e EKN. Todos estes contratos possuem cláusulas definindo a manutenção de determinados níveis de alavancagem, as quais são verificadas e o atendimento é confirmado após 60 e 120 dias do fechamento dos meses de junho e dezembro de cada exercício social, respectivamente. Com relação aos resultados de junho de 2015, a Companhia cumpriu com os níveis estabelecidos. A próxima verificação ocorrerá com base nos resultados de dezembro de ) No exercício compreendido entre janeiro e dezembro de 2015 nenhuma nova operação de financiamento de exportação foi contratada, sendo a variação justificada pela apreciação do PÁGINA: 128 de 332

135 Condições financeiras e patrimoniais gerais Dólar frente ao Real (R$/US$2,6562 em dezembro de 2014 e R$/US$3,9048 em dezembro de 2015). 5) Em abril de 2015, foram emitidas duas Notas de Crédito à Exportação ( NCE ) na modalidade compulsória no valor de R$ cada, com vencimentos em agosto e dezembro de Em junho de 2015 a Companhia contratou uma operação de NCE de R$ , securitizada por um CRA e disponibilizada ao mercado ao custo de 101% do CDI, sendo que os juros serão pagos semestralmente e o principal em parcela única em Adicionalmente, nos meses de junho e setembro, a Companhia liquidou de forma antecipada R$ em NCE, que venceriam entre 2016 e ) Em setembro de 2010 a Companhia, por intermédio da sua subsidiária Suzano Trading, emitiu Senior Notes no mercado internacional no valor de US$650 milhões com vencimento em 23 de janeiro de 2021, cupom com pagamento semestral de 5,875% a.a. e retorno para o investidor de 6,125% a.a. A Companhia é garantidora da emissão, a qual constitui uma obrigação sênior sem garantia real da emissora ou da Companhia e concorre igualmente com as demais obrigações dessas companhias de natureza semelhante. Entre setembro de 2013 e julho de 2014, a Companhia, através da sua subsidiária Suzano Trading, recomprou US$4,3 milhões do valor de principal das Senior Notes emitidas. 7) Em março de 2015, a Companhia contratou duas operações de Cédula de Crédito Bancário ( CCB ) no valor total de R$ e prazo de vencimento de 1 ano. 8) Em maio de 2015, a Companhia, através de sua subsidiária Suzano Pulp and Paper Europe, contratou empréstimo sindicalizado no valor de US$600 milhões com pagamento de juros trimestral e amortização do principal entre maio de 2018 e maio de Esse empréstimo possui cláusulas definindo a manutenção de determinados níveis de alavancagem, as quais são verificadas e o atendimento é confirmado após 60 e 120 dias do fechamento dos meses de junho e dezembro de cada exercício social, respectivamente. Com relação aos resultados de junho de 2015, a Companhia cumpriu com os níveis estabelecidos. A próxima verificação ocorrerá com base nos resultados de dezembro de ) Em maio e junho de 2015, foram contratadas operações de crédito rural, no valor total de R$ e maturidade de um ano. 10) Nos meses de maio e junho de 2015 a Companhia liquidou antecipadamente uma operação de BNDES-Finem no valor de R$ PÁGINA: 129 de 332

136 Condições financeiras e patrimoniais gerais Amortizações O cronograma de amortização das obrigações financeiras vigentes em 31 de dezembro de 2015, assim como a exposição do endividamento da Companhia por indexadores, são apresentados abaixo: Amortização (R$ milhões) Exposição por Indexador - 31/12/2015 CDI 20% TJLP 9% Libor 39% Fixa (R$) 5% Cesta de Moedas 5% Caixa em diante 232 Fixa (US$) 22% g) Limites dos financiamentos contratados e percentuais já utilizados Em 31 de dezembro de 2015 havia quatro contratos de financiamento vigentes com saldos pendentes de desembolso e com limites de utilização. Os contratos em questão são o Contrato de Abertura de Limite de Crédito para o período de 2012 a 2015 e o contrato de financiamento do Projeto Maranhão, ambos celebrados com o BNDES, e dois contratos firmados com o Banco do Nordeste do Brasil, conforme abaixo explanado: Agente Financeiro Contrato Financiamento Desembolsos Saldo Disponível Realizados Valor % Valor % BNDES CALC contrato de Abertura de Limite de Crédito R$ 1.200,0 milhões R$ 873 milhões 72,8% R$ 327,0 milhões 27,2% BNDES Projeto Maranhão R$ 2.245,2 milhões R$ 2.239,4 milhões 100% R$ 5,8 milhões - BNB/FNE Cédula de Credito Industrial R$ 200,0 milhões R$ 161,0 milhões 80,5% R$ 39,0 milhões 19,5% BNB/FNE Cédula de Credito Industrial R$ 122,0 milhões - - R$ 122,0 milhões 100% PÁGINA: 130 de 332

137 Condições financeiras e patrimoniais gerais h) Alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras Base de preparação das demonstrações contábeis As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP). Incentivos Fiscais As unidades industriais de Mucuri-BA e de Imperatriz-MA estão situadas em área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste ( SUDENE ) e possuem o incentivo fiscal de redução de 75% do imposto de renda do lucro da exploração e da Depreciação Acelerada Incentivada ( DAI ). Para a unidade de Mucuri-BA, as linhas 1 e 2 gozam do incentivo fiscal redução de 75% do imposto de renda do lucro da exploração até os anos calendário 2024 e 2018 respectivamente. A unidade de Imperatriz tem a fruição do incentivo válida até o ano Este incentivo fiscal é calculado no resultado das operações incentivadas apurado com base no lucro da exploração. O resultado obtido com este benefício fiscal é a redução da despesa de imposto de renda. O valor reduzido de imposto de renda é destinado à conta de reserva de capital para absorção de prejuízos ou aumento do capital social, conforme a regra do art. 545 do Decreto de 1999, não podendo ser distribuído aos sócios. No exercício findo em 31 de dezembro de 2015, a Companhia apurou prejuízo fiscal e não utilizou tal benefício. Imposto de Renda incentivo de depreciação acelerada relativo à Unidade Mucuri. A Lei nº de 21 de novembro de 2005, em seu art. 31, estabeleceu para as pessoas jurídicas que tenham projeto aprovado em microrregiões menos desenvolvidas, nas áreas de atuação da SUDENE e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia ( SUDAM ), a faculdade de proceder à depreciação acelerada incentivada para bens adquiridos a partir de 1º de janeiro de Na unidade de Mucuri-BA, a depreciação integral dos bens do ativo imobilizado adquiridos para a Linha 2 ocorreu no início das atividades operacionais da Linha. Para os demais ativos imobilizados dessa unidade, e do Maranhão, o incentivo fiscal tem validade para as aquisições realizadas até dezembro de 2018 e poderá ser exercido até o 4º ano seguinte à aquisição do ativo imobilizado. A depreciação acelerada incentivada em questão consiste na depreciação integral (no ano de aquisição ou até o quarto ano subsequente ao da aquisição), representando uma exclusão do lucro líquido para a determinação do lucro real (tributável), feita através do Livro de Apuração do Lucro Real ( LALUR ), não alterando, no entanto, a despesa de depreciação contábil a ser registrada no resultado do exercício, quando do início das atividades do projeto expansão, com base na vida útil estimada dos bens. A depreciação acelerada incentivada representa diferimento do pagamento do imposto de renda (não alcança a CSLL) pelo tempo de vida útil do bem, devendo nos anos futuros ser adicionado ao lucro tributável valor igual à depreciação contabilizada em cada um dos anos para os bens em questão. PÁGINA: 131 de 332

138 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Resultados Consolidados Demonstração do Resultado do Exercício Em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 (Valores expressos em milhares de Reais) Consolidado Variações RESULTADO x 2014 % 2014 x 2013 % Receita Bruta de Vendas ,2% 27,3% Deduções de vendas ( ) ( ) ( ) -7,8% 25,1% Receita Líquida de Vendas ,7% 27,7% Custo dos produtos vendidos ( ) ( ) ( ) 15,5% 27,8% Lucro Bruto ,6% 27,4% Receitas (despesas) operacionais ( ) ( ) ( ) 42,8% 30,0% Despesas com vendas ( ) ( ) ( ) 36,3% 19,8% Despesas administrativas ( ) ( ) ( ) 16,0% 4,2% Outras receitas operacionais, líquidas ( ) ,5% -86,5% Lucro Operacional ,7% 26,0% Resultado Financeiro Líquido ( ) ( ) ( ) 177,9% 26,9% Despesas financeiras ( ) ( ) ( ) 153,6% 23,8% Receitas Financeiras ,5% 7,7% Prejuízo antes de IR e CSLL ( ) ( ) ( ) 273,3% 30,0% Imposto de renda e contribuição social ,9% 72,1% Prejuízo líquido do exercício ( ) ( ) ( ) 253,9% 18,6% Análise Comparativa dos Resultados Consolidados Exercícios 2015 / 2014 Receita Líquida A receita líquida da Companhia em 2015 foi de R$ ,4 milhões, 40,7% superior à receita líquida registrada em 2014, de R$ 7.264,6 milhões, resultado do incremento do preço da celulose em Reais, impulsionado pela desvalorização do Real frente ao Dólar e pelo aumento do preço lista, e do maior volume vendido. O volume total de vendas de papel e celulose em 2015 foi de 4,5 milhões de toneladas vs 4,2 milhões de toneladas em A receita líquida obtida com as vendas de celulose em 2015 foi de R$ 6,6 bilhões, 71,5% superior ao ano anterior. A participação da receita de celulose proveniente de exportação foi de 87,6% e do mercado interno de 12,4%. A composição da receita de celulose da Suzano em 2015 foi de 40,4% da Ásia, 32,3% da Europa, 14,0% da América Latina e 13,3% da América do Norte. O preço líquido médio de venda de celulose atingiu US$602/tonelada em 2015, 4,9% superior ao valor registrado em Em Reais, o preço líquido médio foi de R$2.006/tonelada, 48,5% superior ao praticado em 2014, em função da depreciação da moeda nacional de 41,6% no ano (câmbio médio). As vendas líquidas de papel totalizaram R$ 3,6 bilhões em 2015, 6,1% superior às do ano anterior. Dessa receita, 63,8% foram provenientes das vendas no mercado interno e 36,2% do mercado externo, sendo 17,9% da América do Sul e Central, 10,1% da América do Norte, 4,0% da Europa, e 4,2% das demais regiões. A receita líquida do mercado interno apresentou redução de 5,4% em relação ao ano de 2014, PÁGINA: 132 de 332

139 Condições financeiras e patrimoniais gerais impactada pelo menor volume de vendas, enquanto que a receita líquida de exportação apresentou incremento de 34,9%, reflexo do maior volume vendido e da depreciação do Real no período. Custo dos Produtos Vendidos CPV O custo dos produtos vendidos em 2015 totalizou R$ 6.184,2 milhões, 15,5% superior ao registrado em 2014, de R$ 5.355,7 milhões. Esse incremento reflete o aumento do custo com madeira, decorrente da maior distância média no mix de abastecimento, o incremento dos gastos com logística, em função do maior volume de vendas de celulose, a variação cambial, que impacta o preço dos insumos atrelados ao Dólar e despesas logísticas no mercado externo, e maiores gastos com custo fixo e variável nas unidades de produção. O CPV unitário em 2015 foi de R$1.368/tonelada em comparação a R$ 1.283/tonelada em 2014, incremento de 6,6% em relação ao ano anterior, e abaixo da inflação registrada no período (+10,2%). Lucro Bruto Devido aos motivos expostos acima, o lucro bruto foi de R$ 4.040,1 milhões em 2015, 111,6% superior ao lucro bruto de 2014, de R$ 1.908,9 milhões. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas As despesas com vendas totalizaram R$ 410,0 milhões em O incremento de 36,3% na comparação com o valor registrado em 2014 é explicado pelo aumento das despesas logísticas, reflexo da desvalorização do Real, do maior volume vendido, e da distribuição geográfica das vendas. O indicador despesas com vendas sobre receita líquida foi de 4,0%, 0,1 p.p. inferior ao registrado em As despesas administrativas totalizaram R$ 455,6 milhões em 2015, 16,0% superior ao montante registrado em 2014, devido a maiores despesas com remuneração variável, TI e processos trabalhistas. O indicador despesas administrativas sobre receita líquida foi de 4,5%, 1,0 p.p. inferior ao registrado em A redução no indicador SG&A sobre receita líquida é reflexo, principalmente, da diluição de despesas com o volume de vendas adicional proveniente da unidade Imperatriz, assim como da implementação de ações definidas no orçamento matricial para redução de custos e despesas. Outras Despesas/Receitas Operacionais As outras despesas operacionais totalizaram R$ 104,5 milhões em 2015, em comparação às outras receitas operacionais de R$ 14,2 milhões em Os principais itens que impactaram essa rubrica foram a provisão para perda e baixa de imobilizado e biológicos (R$ 53 milhões), a perda de créditos fiscais (R$ 41 milhões), e a realização de ágio com a alienação da unidade Embu (R$21 milhões). EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) A geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado pelos itens não recorrentes e não caixa, foi de R$ 4.593,7 milhões em 2015, com margem de 44,9%. Esse resultado é reflexo, principalmente, (i) da depreciação do Real em relação ao Dólar, com impacto na receita advinda das exportações; (ii) do aumento do volume de vendas de celulose e das exportações de papel; (iii) do aumento no preço lista da celulose em Dólares; (iv) do aumento do preço do papel; (v) do maior custo com madeira, devido ao maior raio médio de abastecimento; (vi) dos incrementos nas despesas com logística e no custo de PÁGINA: 133 de 332

140 Condições financeiras e patrimoniais gerais insumos atrelados ao Dólar, e (vii) maiores gastos com custo fixo e variável nas unidades de produção. Em 2014, o EBITDA ajustado somou R$ 2.452,0 milhões, com margem de 33,8%. O EBITDA ajustado/tonelada em 2015 foi de R$ 1.016/tonelada, evolução de +72,9% no período. Resultado Financeiro Líquido Em 2015, a Companhia registrou despesas financeiras líquidas de R$ 4.428,5 milhões vs R$ 1.593,5 milhões no ano de O incremento é explicado, principalmente, pela variação cambial no período e pelo resultado de operações com derivativos. As variações monetárias e cambiais impactaram negativamente o resultado da Companhia em R$ 2.828,4 milhões no ano de 2015, em função da variação da taxa de câmbio sobre a exposição de balanço entre a abertura (R$ 2,66/US$) e o fechamento (R$ 3,90/US$) do ano, com impacto contábil na marcação a mercado da parcela da dívida em moeda estrangeira, porém com efeito caixa somente nos vencimentos ou amortizações da dívida. O resultado de operações com derivativos foi negativo em R$ 630,3 milhões em 2015, comparado ao resultado negativo de R$ 57,4 milhões em Resultado antes do imposto de renda e contribuição social Devido aos motivos acima, a Companhia registrou prejuízo antes do imposto de renda e contribuição social de R$ 1.358,5 milhões em 2015 vs prejuízo de R$ 363,9 milhões no exercício social de Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O imposto de renda e contribuição social no exercício de 2015 foi um crédito fiscal de R$ 433,2 milhões, comparado com crédito de R$ 102,4 milhões no exercício de Lucro (Prejuízo) Líquido Devido aos motivos acima, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 925,4 milhões em 2015 em comparação ao prejuízo líquido de R$ 261,5 milhões no ano anterior. Análise Comparativa dos Resultados Consolidados Exercícios 2014 / 2013 Receita Líquida A receita líquida da Companhia em 2014 foi de R$ 7.264,6 milhões, 27,7% superior à receita líquida registrada em 2013 de R$ 5.688,6 milhões, devido ao incremento do volume de vendas de celulose (+50,4%), resultado do início da operação da nova planta em Imperatriz (MA) e do incremento de preços do papel (+8,8%). O volume total de vendas de papel e celulose em 2014 foi de 4,2 milhões de toneladas vs 3,2 milhões de toneladas em A receita líquida obtida com as vendas de celulose em 2014 foi de R$ 3.851,3 milhões, 49,4% superior à receita em 2013 de R$2.577,3 milhões. A receita líquida de celulose em 2014 representou 53,0% da receita líquida total da Companhia e 45,3% em O preço líquido médio em Reais de celulose (mercado interno e externo) em 2014 foi de R$1.351/ton, 0,7% inferior ao preço de 2013 que foi de R$1.360/ton. O volume de vendas de celulose foi de 2.850,3 mil toneladas em 2014 comparado a 1.894,9 mil toneladas em 2013, um aumento de 50,4%. A receita líquida obtida com as vendas de papel em 2014 foi de R$ 3.413,3 milhões, 9,7% superior à receita em 2013 de R$ 3.111,3 milhões. A receita líquida de papel em 2014 representou 47,0% da receita PÁGINA: 134 de 332

141 Condições financeiras e patrimoniais gerais líquida total da Companhia e 54,7% em O preço líquido médio em Reais de papel (mercado interno e externo) em 2014 foi de R$ 2.581/ ton, 8,8% superior ao preço em 2013 que foi de R$ 2.372/ton. O volume de vendas de papel foi de 1.322,5 mil toneladas em 2014, 0,8% superior ao volume de vendas em 2013 de 1.311,8 mil toneladas. Custo dos Produtos Vendidos CPV O custo dos produtos vendidos em 2014 totalizou R$ 5.355,7 milhões, 27,8% superior ao registrado em 2013 de R$4.190,3 milhões. Esse incremento reflete o maior volume vendido no período. O CPV unitário em 2014 foi de R$1.284/tonelada em comparação a R$ 1.307/tonelada em 2013, redução de 1,8% em relação ao ano anterior. Lucro Bruto Devido aos motivos expostos acima, o lucro bruto foi de R$ 1.908,9 milhões em 2014, 27,4% superior ao lucro bruto de 2013 de R$ 1.498,3 milhões. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas As despesas com vendas totalizaram R$ 300,8 milhões em O indicador despesas com vendas sobre receita líquida foi de 4,1%, 0,3 p.p. inferior ao registrado em As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 392,8 milhões em 2014, 4,2% superior ao montante registrado em 2013, de R$ 377,0 milhões, mas abaixo da inflação registrada no período, de 6,2%. O indicador despesas gerais e administrativas sobre receita líquida foi de 5,4%, 1,2 p.p. inferior ao registrado em A redução no indicador SG&A sobre receita líquida é reflexo, principalmente, da diluição de despesas com o volume de vendas adicional proveniente da Unidade Imperatriz, assim como da implementação de ações definidas no orçamento matricial para redução de custos e despesas. Outras Despesas/Receitas Operacionais As outras receitas operacionais totalizaram R$ 14,2 milhões em 2014, em comparação a R$ 105,3 milhões em 2013, quando foram impactadas positivamente, principalmente, pela alienação da participação da Companhia no Consórcio Capim Branco, não recorrente. EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) A geração de caixa, medida pelo EBITDA, foi de R$ 2.445,7 milhões e a margem foi de 33,7% em Esse resultado é reflexo, principalmente, (i) do aumento do volume vendido de celulose; (ii) do aumento do preço líquido médio de papel; e (iii) da depreciação do Real em relação ao Dólar. Em 2013, o EBITDA somou R$1.865,0 milhões, com margem de 32,8%. A geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado pelos itens não recorrentes e não caixa foi de R$ 2.452,0 milhões em 2014, com margem de 33,8%. Em 2013, o EBITDA ajustado somou R$1.781,3 milhões, com margem de 31,3%. Resultado Financeiro Líquido Em 2014, a Companhia registrou despesas financeiras líquidas de R$ 1.593,5 milhões vs R$ 1.255,5 milhões no ano de O incremento das despesas financeiras líquidas em 26,9% é explicado, principalmente, pelo incremento na dívida bruta em 6,9% e pelo fim da capitalização de juros provenientes do Projeto Maranhão. PÁGINA: 135 de 332

142 Condições financeiras e patrimoniais gerais As variações monetárias e cambiais impactaram negativamente o resultado da Companhia em R$ 697,7 milhões no ano de Em 2013 o impacto foi negativo em R$ 712,4 milhões. O resultado de operações com derivativos foi negativo em R$ 57,4 milhões em 2014, comparado ao resultado negativo de R$ 13,9 milhões em Essas contas foram impactadas pela desvalorização do Real frente ao Dólar de 13,4% (câmbio de fechamento) no período. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social Devido aos motivos acima, a Companhia registrou prejuízo antes do imposto de renda e contribuição social de R$363,9 milhões em 2014 vs prejuízo de R$ 280,0 milhões no exercício social de Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O imposto de renda e contribuição social no exercício de 2014 foi um crédito fiscal de R$ 102,4 milhões, comparado com crédito de R$ 59,5 milhões no exercício de Lucro (Prejuízo) Líquido Devido aos motivos acima, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 261,5 milhões em 2014 em comparação ao prejuízo líquido de R$ 220,5 milhões no ano anterior. Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais PÁGINA: 136 de 332

143 Condições financeiras e patrimoniais gerais Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Ativo Circulante O ativo circulante era de R$ 6.589,0 milhões em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um saldo de R$ 6.609,4 milhões em 31 de dezembro de 2014, o que representou uma diminuição de 0,3%. A participação do ativo circulante, em 31 de dezembro de 2015, representava 23,3% do total do ativo, em comparação a 23,5% em 31 de dezembro de Ativo Não Circulante O ativo não circulante era de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2015 e de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2014, representando um aumento de 0,7%, devido principalmente ao aumento ativos biológicos. Imobilizado e Intangíveis O saldo de imobilizado e intangíveis era de R$ ,9 milhões em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um saldo de R$ ,3 milhões registrado em 31 de dezembro de O saldo desses ativos passou para 59,0% do total do ativo em 31 de dezembro de 2015, em comparação a 60,4% em 31 de dezembro de Esta diminuição em Reais deveu-se fundamentalmente ao decréscimo de R$ 335,0 milhões no imobilizado e acréscimo de R$37,6 no intangível. Passivo Circulante O passivo circulante era de R$ 3.510,6 milhões em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um saldo de R$ 3.067,6 milhões em 31 de dezembro de 2014, representando um aumento de 14,4% ou R$ 442,9 PÁGINA: 137 de 332

144 Condições financeiras e patrimoniais gerais milhões. A participação do passivo circulante em relação ao passivo total passou para 12,4% em 31 de dezembro de 2015, em comparação a 10,9% em 31 de dezembro de A variação em Reais ocorreu principalmente em virtude dos aumentos de R$ 254,2 milhões no saldo de perdas não realizadas em operações com derivativos, R$ 69,2 no contas a pagar e R$ 79,9 em fornecedores. Passivo Não Circulante O passivo não circulante era de R$ ,3 milhões em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um saldo de R$14.736,7 milhões em 31 de dezembro de 2014, o que representou um aumento de 5,6% ou R$820,6 milhões. A participação do passivo não circulante em relação ao passivo total passou para 55,1% em 31 de dezembro de 2015, em comparação a 52,4% em 31 de dezembro de Este aumento fundamenta-se no acréscimo de 7,7% ou R$927,1 milhões em empréstimos e financiamentos. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido era de R$ 9.192,1 milhões em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um saldo de R$ ,1 milhões em 31 de dezembro de 2014, representando uma redução de 10,9% ou R$ 1.123,1 milhões. A participação do patrimônio líquido passou para 32,5% do total do passivo em 31 de dezembro de 2015, em comparação a um percentual de 36,7% em 31 de dezembro de A diminuição em Reais deveu-se fundamentalmente a R$ 925,3 de absorção do prejuízo do exercício e R$ 270,0 referente a realização do pagamento de dividendos aprovados pela Administração em 30 de abril de 2015 e 11 de novembro de Análise Comparativa dos Balanços Patrimoniais Consolidados Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Ativo Circulante O ativo circulante era de R$ 6.609,4 milhões em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um saldo de R$ 6.471,7 milhões em 31 de dezembro de 2013, o que representou um aumento de 2,1%. A participação do ativo circulante, em 31 de dezembro de 2014, representava 23,5% do total do ativo, em comparação a 23,8% em 31 de dezembro de Esse aumento deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de 19% ou R$ 171,8 milhões nos estoques, 53,4% ou R$ 165,6 em impostos a recuperar e R$ 66,2 em créditos com venda de energia, ambos relacionados ao início das operações da fábrica no Maranhão, o que originou um aumento no volume de estoque de celulose, nos créditos de impostos sobre aquisição de insumos, serviços e imobilizado e excedente de energia para comercialização. Adicionalmente, houve decréscimo de 18,1% ou R$ 266,7 no saldo em aberto de clientes. Ativo Não Circulante O ativo não circulante era de R$ ,0 milhões em 31 de dezembro de 2014 e de R$ ,6 milhões em 31 de dezembro de 2013, representando um aumento de 4%, devido principalmente ao aumento em imobilizado e ativos biológicos. Imobilizado e Intangíveis O saldo de imobilizado e intangíveis era de R$ ,3 milhões em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um saldo de R$ ,3 milhões registrado em 31 de dezembro de O saldo desses ativos passou para 60,4% do total do ativo em 31 de dezembro de 2014, em comparação a 61,8% em 31 PÁGINA: 138 de 332

145 Condições financeiras e patrimoniais gerais de dezembro de Este aumento em Reais deveu-se fundamentalmente ao acréscimo de R$129,5 milhões no imobilizado e 67,5 milhões no intangível, substancialmente composto por R$ 45,4 milhões de ágio referente à aquisição da Vale Florestar. Passivo Circulante O passivo circulante era de R$ 3.067,6 milhões em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um saldo de R$ 2.281,4 milhões em 31 de dezembro de 2013, representando um aumento de 34,5% ou R$ 786,2 milhões. A participação do passivo circulante em relação ao passivo total passou para 10,9% em 31 de dezembro de 2014, em comparação a 8,4% em 31 de dezembro de A variação em Reais ocorreu principalmente em virtude do aumento de R$ 788,2 milhões no saldo de financiamentos e empréstimos. Passivo Não Circulante O passivo não circulante era de R$ ,7 milhões em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um saldo de R$14.180,7 milhões em 31 de dezembro de 2013, o que representou um aumento de 3,9% ou R$556,0 milhões. A participação do passivo não circulante em relação ao passivo total passou para 52,4% em 31 de dezembro de 2014, em comparação a 52,2% em 31 de dezembro de Este aumento fundamenta-se no acréscimo de 271,9% ou R$464,7 milhões em compromissos com aquisição de ativos, impactado principalmente pela aquisição da Vale Florestar. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido era de R$ ,1 milhões em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um saldo de R$ ,2 milhões em 31 de dezembro de 2013, representando uma redução de 3,5% ou R$ 372,1 milhões. A participação do patrimônio líquido passou para 36,7% do total do passivo em 31 de dezembro de 2014, em comparação a um percentual de 39,4% em 31 de dezembro de A diminuição em Reais deveu-se fundamentalmente a R$ 261,5 de absorção do prejuízo do exercício e R$ 122,2 referente a realização do pagamento de dividendos propostos aprovados em 30 de abril de PÁGINA: 139 de 332

146 Condições financeiras e patrimoniais gerais Atividades Operacionais No exercício de 2015, as atividades operacionais geraram caixa líquido no montante de R$2.350,7 milhões, e no mesmo período findo em 31 de dezembro de 2014, o montante de R$1.447,6 milhões. No exercício de 2014, as atividades operacionais geraram caixa líquido no montante de R$1.447,6 milhões, e no exercício de 2013 o montante de R$ 40,7 milhões. Atividades de Investimento No exercício de 2015, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido no montante de R$2.350,8 milhões, e no exercício de 2014 foi consumido o caixa líquido no montante de R$1.393,7 milhões. O montante total investido em 2015 em aquisições de imobilizados e ativos biológicos é composto por: (i) R$349,8 milhões aplicados em projetos de expansão, principalmente projetos de modernização para aumento de competitividade estrutural e negócios adjacentes, como a produção de Fluff, (ii) R$1.108,7 milhões na aquisição para manutenção das áreas industriais e florestal e, (iii) R$ 934,2 milhões em aplicações financeiras de curto prazo, que incluem fundos de investimentos e Certificados de Depósitos Bancários (CDB), sendo compensado pelo recebimento de alienação de ativos de R$41,9 milhões. No exercício de 2014, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido no montante de R$1.393,7 milhões, e no exercício de 2013 foi consumido o caixa líquido no montante de R$1.924,2 milhões. O montante total investido em 2014 em aquisições de imobilizados e ativos biológicos é composto por: (i) R$404,5 milhões aplicados em projetos de expansão, principalmente os investimentos remanescentes da construção da fábrica do Maranhão, e modernização, que contemplam projetos que resultam em redução de custo estrutural e (ii) R$998,7 milhões na aquisição para manutenção das áreas industriais e florestal, sendo compensado pelo recebimento de alienação de ativos de R$9,5 milhões. No exercício de 2013, as atividades de investimentos consumiram caixa líquido no montante de R$1.924,2 milhões, e no exercício de 2012 foi consumido o caixa líquido no montante de R$2.714,3 milhões. O montante total investido em 2013 em aquisições de imobilizados e ativos biológicos é composto por: (i) R$1.566,4 milhões na construção da unidade industrial e florestal do Maranhão, (ii) R$666,1 milhões na aquisição para manutenção das áreas industriais e florestal e (iii) demais imobilizados e intangíveis de R$24,9 milhões, sendo compensado pelo recebimento de alienação de ativos de R$333,2 milhões (R$314,4 milhões correspondente ao recebimento referente a alienação da participação da Suzano, através de sociedade sob seu controle, no Consórcio Capim Branco Energia). Atividades de Financiamento No exercício de 2015, foram aplicados R$2.484,2 milhões de caixa líquido nas atividades de financiamentos, no período findo em 31 de dezembro de 2014 foi aplicado o montante de R$173,7 milhões. Em 31 de dezembro de 2015, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$5.872,3 milhões, (ii) pagamentos de dividendos no montante de R$ 270,0 milhões e liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$251,6 milhões. Em 2015, as fontes de financiamentos foram: (i) ações em tesouraria utilizadas para atendimento do plano de remuneração baseado em ações no montante de R$8,5 milhões (ii) novas captações de empréstimos no montante de R$3.901,2 milhões, principalmente R$2.209,5 de Empréstimo Sindicalizado, R$875,0 Nota de Crédito a Exportação e linha de financiamento BNDES Finem de R$413,1 milhões. No exercício de 2014, foram aplicados R$173,7 milhões nas atividades de financiamentos, no período PÁGINA: 140 de 332

147 Condições financeiras e patrimoniais gerais findo em 31 de dezembro de 2013 foi gerado caixa líquido no montante de R$1.097,1 milhões. Em 31 de dezembro de 2014, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$2.731,0 milhões e (ii) pagamentos de dividendos no montante de R$ 122,2 milhões. Em 2014, as fontes de financiamentos foram: (i) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$16,1 milhões, ii) ações em tesouraria utilizadas para atendimento do plano de remuneração baseado em ações no montante de R$ 8,5 milhões i) novas captações de empréstimos no montante de R$2.654,9 milhões, principalmente contratos de Notas de Crédito de Exportação (NCE) no montante de R$1.783,9 milhões, Crédito Rural no montante de R$164,0 milhões e linha de financiamento BNDES Finem no montante de R$432,4 milhões. No exercício de 2013, as atividades de financiamentos geraram caixa líquido de R$1.097,1 milhões, no período findo em 31 de dezembro de 2012 o montante de R$3.057,6 milhões. Em 31 de dezembro de 2013, a utilização de caixa deve-se aos (i) pagamentos de empréstimos no montante de R$2.849,1 milhões, (ii) pagamentos de dividendos no montante de R$ 100,0 milhões, (iii) liquidações de contratos de operações com derivativos no montante de R$27,9 milhões e (iv) aquisição de ações próprias no montante de R$50,8 milhões. Em 2013, as fontes de financiamentos foram: i) novas captações de empréstimos no montante de R$4.124,9 milhões, principalmente contratos de financiamento à importação (ECA Export Credit Agency) no montante de R$1.020,7 milhões, Notas de Crédito de Exportação (NCE) no montante de R$1.714,0 milhões e linha de financiamento BNDES Finem no montante de R$1.263,7 milhões. PÁGINA: 141 de 332

148 Resultado operacional e financeiro a) Resultados das operações da Companhia, em especial: (i) descrição de quaisquer componentes importantes da receita; e (ii) fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais A seguir são apresentados os comentários da Diretoria da Suzano correspondentes à análise (i) dos componentes importantes da receita, e (ii) dos principais fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais, que em ambos os casos são: nível de vendas (volume e receita por produto), destino das vendas (mix entre mercado nacional e diferentes regiões de exportação), participação de mercado e preços. Demais fatores exógenos, sobre os quais a Companhia possui pouco ou nenhum controle, são comentados no item 10.2.b. Vendas de Celulose Nos exercícios sociais encerrados em 2015, 2014 e 2013, as vendas de celulose da Companhia representaram, respectivamente, 64,6%, 53,0% e 45,3% da sua receita operacional líquida total. O volume de exportações representou 86,1%, 83,2% e 78,1% do volume total vendido de celulose nesses mesmos períodos. O volume de vendas para exportação foi de 2,8 milhões de toneladas, 2,4 milhões de toneladas e 1,5 milhão de toneladas nos exercícios encerrados em 2015, 2014 e 2013, respectivamente. Vendas totais de celulose Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Vendas da Companhia (em mil toneladas) Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Receita Operacional Líquida da Companhia (em R$ milhões) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Receita operacional líquida total Destino das Vendas de Celulose A Companhia busca comercializar sua produção com foco voltado em rentabilidade. Para isto, a alocação das vendas prioriza os mercados e clientes mais rentáveis, dentro da margem permitida pela política comercial. PÁGINA: 142 de 332

149 Resultado operacional e financeiro Receita de Celulose por Região Europa 32% 30% 30% Ásia 40% 41% 36% Brasil 12% 16% 20% América do Norte 13% 12% 11% América do Sul / Central 3% 1% 2% Ainda em linha com nossa política comercial, buscamos o equilíbrio nas vendas de celulose para os diferentes segmentos de papel. Destaque para o segmento de papéis para fins sanitários que em 2015 aumentou sua participação em nosso mix de vendas e foi o principal segmento atendido pela Suzano. Vendas de Papel Vendas de celulose por segmento Fins Sanitários 58% 55% 51% Imprimir & Escrever 15% 15% 15% Especialidades 17% 18% 22% Outros 10% 12% 12% O mercado doméstico de papéis em 2015 foi bastante desafiador em função da conjuntura política e macroeconômica do país. A demanda agregada dos produtos que a Suzano produz e comercializa retraiu 14,0% em comparação a 2014, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). A demanda por Papéis de Imprimir & Escrever caiu 16,3% e o Papelcartão caiu 4,8% em relação a Contudo, a Companhia aproveitou esse cenário do mercado doméstico para acelerar diversas inciativas que certamente posicionam a Suzano de forma diferenciada neste contexto, como: crescimento das vendas diretas por meio do Programa Suzano +, ampliação da participação de mercado no segmento de papéis revestidos com a redução do volume de papel importado, avanços nos preços médios de papel praticados no ano e direcionamento de maiores volumes para o mercado externo, aproveitando a rentabilidade nesses mercados com a desvalorização cambial. Nos anos de 2015, 2014 e 2013, o volume de vendas de papel da Companhia destinado ao mercado externo foi, respectivamente, 32,8%, 29,4% e 31,1% do volume total de papel. Nos exercícios sociais encerrados em 2015, 2014 e 2013, as vendas de papéis da Companhia representaram, respectivamente, 35,4%, 47,0% e 54,7% da sua receita operacional líquida total. Papel para Imprimir e Escrever Nos exercícios sociais encerrados em 2015, 2014 e 2013, respectivamente, a Companhia vendeu 986,6 PÁGINA: 143 de 332

150 Resultado operacional e financeiro mil, 1.053,8 mil e 1.018,5 mil toneladas de papel para imprimir e escrever. Em 2015, 2014 e 2013, de acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a Companhia detinha, respectivamente, participações (i) nas vendas dos Fabricantes Brasileiros para o mercado interno, de 41,9%, 42,1% e 40,7%, e (ii) nas exportações brasileiras, de 35,5%, 36,6% e 35,2%. As tabelas a seguir contêm as vendas domésticas de papéis da Companhia e exportações desses produtos, bem como informações relativas às suas participações em tais mercados, para os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013: Vendas Totais de Papel para Imprimir e Escrever (em mil toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Vendas dos Fabricantes Brasileiros Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Participação da Companhia nas Vendas dos Fabricantes Brasileiros % em relação às vendas no mercado interno 41,9% 42,1% 40,7% % em relação às vendas no mercado externo 35,5% 36,6% 35,2% % em relação às vendas totais 39,5% 40,3% 38,8% Mercado Brasileiro Volume de vendas de Fabricantes Brasileiros Volume de importados Volume total do Mercado Brasileiro Fonte: Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e Companhia PÁGINA: 144 de 332

151 Resultado operacional e financeiro Papelcartão Nos exercícios sociais findos em 2015, 2014 e 2013, respectivamente, a Companhia vendeu 220,5 mil, 247,1 mil e 252,3 mil toneladas de papelcartão, das quais 153,0 mil, 174,2 mil e 168,7 mil toneladas foram vendidas no mercado doméstico e 67,4 mil, 72,9 mil e 83,5 mil toneladas foram exportadas. Neste segmento, de acordo com a Associação Brasileira de Árvores (Ibá), a participação da Companhia nas vendas dos Fabricantes Brasileiros foi de 30,2%, 32,3% e 30,3% em 2015, 2014 e 2013, respectivamente. Adicionalmente, suas exportações de papelcartão representaram 36,3%, 44,7% e 45,8% do volume total exportado pelo Brasil em 2015, 2014 e 2013, respectivamente. A tabela a seguir contém as vendas domésticas e exportações de papelcartão da Companhia, bem como informações sobre suas participações nestes mercados, para os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013: Vendas Totais de Papelcartão (em mil toneladas, exceto quando de outra forma expressamente indicado) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Vendas da Companhia Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Vendas dos Fabricantes Brasileiros Volume de vendas no mercado interno Volume de vendas no mercado externo Volume total de vendas Participação da Companhia nas Vendas dos Fabricantes Brasileiros % em relação às vendas no mercado interno 30,2% 32,3% 30,3% % em relação às vendas no mercado externo 36,3% 44,7% 45,8% % em relação às vendas totais 31,8% 35,2% 34,1% Mercado Brasileiro Volume de vendas de Fabricantes Brasileiros Volume de importados Volume total do Mercado Brasileiro Fonte: Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e Companhia PÁGINA: 145 de 332

152 Resultado operacional e financeiro Destino das Vendas de Papel O volume vendido no mercado doméstico alcançou 827,1 mil toneladas em 2015, 933,7 mil em 2014 e 904,2 mil em Os volumes de exportação atingiram 403,0 mil toneladas em 2015, 388,8 mil em 2014 e 407,7 mil em A composição de receita de vendas de papel por região está apresentada na tabela abaixo: Receita de Papel por Região Brasil 64% 72% 70% América do Sul / Central 18% 14% 13% América do Norte 10% 11% 12% Europa 4% 3% 4% Outros 4% 0% 1% Preços Celulose O preço médio líquido de venda de celulose da Suzano no mercado internacional foi de US$ 602/toneladas em 2015, comparado a US$ 574/tonelada em 2014, e a US$ 630/tonelada em O incremento de 4,9% no preço médio líquido de venda de celulose no mercado internacional em 2015 vs 2014 é explicado principalmente pelo aumento do preço lista. O preço líquido médio total de celulose (considerando mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ 2.006/tonelada em 2015, 48,5% superior ao praticado em 2014, resultado da depreciação da moeda nacional frente ao Dólar Norte- Americano em 41,6% no período (câmbio médio). Papel O preço líquido médio de papel (mercado interno e mercado externo) em Reais foi de R$ 2.944/tonelada em 2015, acréscimo de 14,0% em comparação a 2014 e acréscimo de 24,1% em relação a No mercado interno tivemos um preço líquido médio de papel de R$ 2.792/tonelada, comparado a R$ 2.614/tonelada em 2014, e R$ 2.418/tonelada em O preço líquido médio no mercado externo atingiu US$ 977/tonelada, 8,0% inferior em comparação a 2014 e 7,1% inferior a Em Reais, o aumento de 30,2% em relação a 2014 e 43,4% em relação a 2013, é reflexo da depreciação do Real em relação ao Dólar Norte-Americano. b) Variações das receitas atribuíveis a modificações de preços, taxas de câmbio, inflação, alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços. A seguir são apresentados os comentários da Diretoria da Suzano correspondentes à análise dos principais fatores exógenos, sobre os quais a Companhia possui pouco ou nenhum controle, que afetam os resultados da Companhia. Volatilidade dos preços internacionais No ano findo em 31 de dezembro de 2015 e nos exercícios sociais encerrados em 2014 e 2013, as vendas de celulose da Companhia representaram, respectivamente, 64,6%, 53,0% e 45,3% da sua receita operacional líquida total. Os preços deste produto são determinados pelo balanço de oferta e PÁGINA: 146 de 332

153 Resultado operacional e financeiro demanda no mercado internacional, portanto fora do controle da Companhia. As flutuações de preços internacionais deste produto geraram impactos sobre a receita, o EBITDA e as margens operacionais da Companhia. Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são comercializados, embora com comportamento mais estável que os preços de celulose. A receita de vendas de papel da Suzano destinadas para o Brasil e demais países da América do Sul e Central apresentaram participação na receita total de papel da Companhia de 81,7%, 85,1% e 82,8% respectivamente, no ano findo em 31 de dezembro de 2015 e nos exercícios sociais encerrados em 2014 e A Companhia acredita que as oscilações cíclicas dos preços de papel e celulose tendem a ser mais atenuadas em relação ao histórico devido, principalmente: (i) aos movimentos para consolidação do setor; (ii) ao fluxo de informações on-line, com a disseminação mais rápida de notícias que afetam os preços; e (iii) aos produtores mais eficientes que substituem os produtores ineficientes com maior custo marginal. No entanto, a Companhia acredita que certa volatilidade dos preços ainda persiste, devido a vários fatores, inclusive: (a) fragmentação do setor relativamente alta; (b) similaridades entre os produtos; (c) flutuações no câmbio entre as moedas de países importadores e exportadores de papel e celulose, como, por exemplo, Euro, Dólar, Yuan e Real; e (d) condições econômicas mundiais e nas diferentes regiões. Cabe ressaltar que, devido à representatividade dos produtores brasileiros para a oferta de celulose, por um lado, e à importância dos preços de commodities para o resultado do balanço de pagamentos do Brasil, por outro, o preço em Dólares da celulose tem apresentado nos últimos anos correlação negativa com a taxa de câmbio entre o Real e o Dólar, o que vem garantindo maior estabilidade para os preços em Reais da celulose e, portanto, menor volatilidade para o fluxo de caixa da Companhia. Variação cambial entre o Real e o Dólar, taxa de juros, inflação e crescimento econômico Os resultados das operações e a condição financeira da Companhia, tais como relatados em suas demonstrações contábeis, são significativamente afetados pela variação do Real frente ao Dólar e, em menor grau, pela taxa de inflação brasileira, taxa de juros e pela taxa de crescimento da economia brasileira. Volatilidade do Real frente ao Dólar A variação da cotação do Real frente ao Dólar teve e continuará a ter diversos efeitos na condição financeira consolidada da Companhia e em seu resultado operacional consolidado quando expressos em Reais, além de impactar suas receitas, despesas e ativos consolidados denominados em moeda estrangeira. As receitas de vendas com exportações e, portanto, a geração de caixa operacional da Companhia, é direta e imediatamente afetada pela variação da taxa média de câmbio entre o Real e o Dólar. Como no ano findo em 31 de dezembro de 2015 e nos exercícios sociais de 2014 e 2013, a receita líquida oriunda de exportações denominadas em Dólares representou, respectivamente, 69,4%, 58,0% e 52,4% das receitas líquidas de vendas da Companhia. A depreciação do Real causa aumento de tais receitas quando expressas em Reais, enquanto que a apreciação do Real resulta em receitas de vendas com exportação mais baixas. As receitas no mercado doméstico são indiretamente influenciadas pela variação PÁGINA: 147 de 332

154 Resultado operacional e financeiro da taxa cambial, na medida em que os papéis importados, cotados em Dólares, ganham ou perdem competitividade no mercado doméstico dependendo da taxa de câmbio. Os custos e despesas operacionais da Companhia, tais como despesas de seguros e fretes relacionadas às exportações e custos de produtos químicos utilizados como matéria-prima, entre outros, também são afetados pelas variações cambiais. Sendo assim, a depreciação do Real resulta em aumento de tais custos e despesas, quando expressos em Reais, enquanto a apreciação do Real resulta na queda dos mesmos. As contas patrimoniais consolidadas da Companhia indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo, disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes externos, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio no final de cada exercício. A parcela dos empréstimos e financiamentos consolidados de curto e longo prazo da Companhia denominados em moeda estrangeira totalizava R$ milhões ou, aproximadamente, 65,8% do endividamento bruto da Companhia em 31 de dezembro de Essa parcela é quase que na sua totalidade atrelada ao Dólar e, portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia em cada final de exercício. Inflação A condição financeira e os resultados operacionais da Companhia também são afetados pela inflação. Seus custos e despesas, à exceção de algumas, são denominados em Dólares (tais como as relativas às vendas com exportação e compras de produtos químicos utilizados como matéria-prima) e, na sua maioria, incorridos em Reais tendendo a refletir os efeitos da inflação. Taxas de Juros A exposição a variações nas taxas de juros é primordialmente devida a: Variações da taxa LIBOR, no que concerne a financiamentos denominados em Dólares; e Variações na TJLP ou CDI, no que concerne a aplicações e financiamentos denominados em Reais. A taxa de juros das aplicações financeiras da Companhia denominadas em Reais é baseada na taxa CDI. Os investimentos financeiros denominados em Dólares da Companhia estão sujeitos aos movimentos das taxas referenciadas aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Taxa de Crescimento da Economia Os resultados da Companhia tendem a ser diretamente impactados pelo nível de crescimento econômico internacional e doméstico. O crescimento econômico, expresso em termos da variação do Produto Interno Bruto (PIB), influencia, principalmente, o nível de demanda pelos produtos da Companhia e seu crescimento em relação aos períodos anteriores. Além disso, o aquecimento ou redução da demanda de mercado tendem a se refletir nos níveis de preços praticados pelo setor. Capacidade e Volumes de Produção Os resultados da Companhia também são afetados pela sua capacidade e volume de produção. Em 2015, a nova fábrica de celulose no Maranhão atingiu o volume máximo de produção. PÁGINA: 148 de 332

155 Resultado operacional e financeiro c) Impacto da inflação, da variação de preços dos principais insumos e produtos, do câmbio e da taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro do emissor. Conforme já apresentado no item 10.2.b, fatores externos relacionados a oscilações de preços de mercado, variação cambial, taxa de juros, inflação e crescimento econômico, podem introduzir um nível indesejado de volatilidade sobre a geração de caixa e resultados da Companhia. Dessa forma, a Companhia adota política de gestão de riscos para mitigação das volatilidades de mercado, que buscam: (i) proteger o fluxo de caixa e o patrimônio da Companhia contra oscilações de preços de mercado de insumos e produtos, taxas de câmbio e de juros, índices de preços e de correção, ou ainda outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais os valores dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos; e (ii) otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção da exposição em risco, tomando partido de hedges naturais e das correlações entre os preços de diferentes ativos e mercados, evitando o desperdício de recursos com a contratação de operações de modo ineficiente. As operações financeiras contratadas pela Companhia têm como objetivo a proteção das exposições existentes, sendo vedada a assunção de novos riscos que não aqueles decorrentes das atividades operacionais da Companhia. Por exemplo, geralmente no caso de uma depreciação do Real, dois efeitos são observados: (i) o primeiro, negativo e pontual, está relacionado à atualização do valor da exposição cambial líquida de balanço (saldo das contas ativas e passivas denominadas em moeda estrangeira incluindo, entre outros, os saldos da dívida bruta e do caixa denominados em Dólares, os estoques, contas a receber e pagar em moeda estrangeira e o valor das posições em swaps de moedas para hedge da exposição cambial do fluxo de caixa); e (ii) o segundo, positivo e permanente, diz respeito à maior geração operacional de caixa decorrente do aumento das receitas de exportações denominadas em Dólares. Assim, a captação de financiamentos e a prática de hedge cambial da Companhia são norteadas pelo fato de que cerca de 70% da receita líquida é proveniente de exportações com preços em Dólares, enquanto a maior parte dos custos de produção está atrelada ao Real. Essa exposição estrutural permite que a Companhia contrate financiamentos de exportação em Dólares e concilie os pagamentos dos financiamentos com o fluxo de recebimentos das vendas, proporcionando um hedge natural de caixa para estes compromissos. O excedente de receitas em Dólares não atreladas aos compromissos da dívida e demais obrigações é vendido no mercado de câmbio no momento da internação dos recursos. Como proteção adicional, são contratadas vendas de Dólares nos mercados futuros, como forma de assegurar níveis atraentes de margens operacionais para uma parcela da receita. As vendas nos mercados futuros são limitadas a um percentual minoritário do excedente de divisas em um horizonte de 18 meses e, portanto, estão casadas à disponibilidade de câmbio pronto para venda no curto prazo. Além das operações de hedge cambial, são celebrados contratos para o swap de taxas de juros flutuantes para taxas fixas, para diminuir os efeitos das variações nas taxas de juros sobre o valor da dívida, contratos de swap entre diferentes taxas de juros e índices de correção, como forma de mitigar o descasamento entre diferentes ativos e passivos financeiros, além de contratos para fixação dos preços de celulose e de frete marítimo (bunker) para diminuir os efeitos destas variações sobre o fluxo de caixa da Companhia. Há também a possibilidade de contratação de hedge para travamento dos preços da celulose, conforme previsto em política de riscos. PÁGINA: 149 de 332

156 Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras a) Introdução ou alienação de segmento operacional Os diretores informam que não houve introdução ou alienação de segmento operacional nos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2013, 2014 e Conforme cronograma previsto, em 30 de dezembro de 2013, foram iniciadas as operações da nova unidade de produção de celulose, localizada na cidade de Imperatriz, no Estado do Maranhão, a qual tem capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas/ano de celulose de eucalipto e geração de excedente de energia de 100 MW. b) Constituição, aquisição ou alienação de participação societária Em 28 de maio de 2013, a Companhia alienou a participação societária de 17,9% que detinha, por meio de uma sociedade controlada, no Consórcio Capim Branco Energia. A alienação foi realizada pelo valor de R$ ,00 (trezentos e vinte milhões de reais), sendo que, no fechamento, a Companhia recebeu o valor de R$ ,00 (trezentos e onze milhões) após retenções por contingências passivas e outras condições negociadas nos documentos da Transação. Em 08 de agosto de 2014, a Companhia adquiriu a totalidade das quotas do Vale Florestar Fundo de Investimento em Participações ( Fundo Vale Florestar ), até então detidas pela Vale S.A, BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, Fundação dos Economiários Federais FUNCEF, e Fundação Petrobrás de Seguridade Social PETROS, pelo valor de R$ ,15 (quinhentos e vinte e oito milhões, novecentos e quarenta mil, novecentos e seis reais e quinze centavos). Os ativos adquiridos consistem em 45 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas em áreas arrendadas, no Estado do Pará, os quais serão utilizados para abastecimento de madeira à Unidade Maranhão. O fechamento da operação ensejou o distrato do Contrato de Compra e Venda de Árvores em Pé, celebrado em 13 de julho de 2009, pela Suzano com a Vale S.A. Em 18 de março de 2015, a Companhia celebrou operação com Ibema Participações S.A. ( Ibemapar ) e com Ibema Companhia Brasileira de Papel ( Ibema ), ao final da qual a Suzano passará a deter 49,90% das ações representativas do capital social da Ibema, o que ocorrerá quando da completa exclusão de ativos não relacionados à operação de papelcartão. A Ibema possui duas unidades industriais de papel cartão, sendo uma situada em Turvo/PR e outra situada em Embu/SP, esta última alienada à Ibema pela Companhia no contexto da operação. O fechamento da operação ocorreu em 04 de janeiro de c) Eventos ou operações não usuais Os diretores entendem que não houve eventos ou operações não usuais nos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2013, 2014 e PÁGINA: 150 de 332

157 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor a) Mudanças significativas nas práticas contábeis Apresentamos a seguir os comentários da nossa diretoria referente a análise das mudanças significativas nas práticas contábeis e os seus impactos nas demonstrações financeiras. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013, a Companhia não efetuou nenhuma mudança espontânea de prática contábil na preparação das suas demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro ( IFRS ) emitidas pelo International Accounting Standards Board ( IASB ) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil ( BR GAAP ). As demonstrações financeiras consolidadas incluem as controladas diretamente, indiretamente e as operações em conjunto, cujas demonstrações financeiras coincidem com a data-base da Companhia. Alteração de prática contábil relativa ao exercício de 2015 No exercício encerrado em 31 de dezembro de 2015, não houve alterações significativas nas práticas contábeis adotadas em relação ao exercício findo em 2014 e A partir de 1º de janeiro de 2016, uma série de novas normas e interpretações serão efetivas, mas a Companhia não adotou essas alterações na preparação destas demonstrações financeiras: a) Agricultura: Plantas produtivas (alterações dos CPC 27 / IAS 16 e CPC 29 / IAS 41) - Estas alterações exigem que plantas produtivas, definidas como uma planta viva, deve ser contabilizada como imobilizado e incluída no escopo do CPC 27 /IAS 16 Imobilizado, e não mais no escopo do CPC 29 / IAS 41. A Companhia avaliou as alterações introduzidas e concluiu que seus ativos biológicos não se enquadram no conceito de plantas produtivas e que, portanto, estas alterações não produzirão impacto em suas demonstrações financeiras. b) IFRS 9 Instrumentos financeiros Substitui as orientações existentes na IAS 39, exceto para o reconhecimento e desreconhecimento de instrumentos financeiros e, inclui orientação revista sobre a classificação e mensuração de instrumentos financeiros, um novo modelo de perda esperada de crédito para o cálculo da redução ao valor recuperável de ativos financeiros e novos requerimentos sobre a contabilização de hedge. A IFRS 9 é efetiva para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de A Companhia está avaliando os impactos que esta norma vai ter em suas demonstrações financeiras. c) IFRS 15 Receita de contratos com clientes - Exige que a entidade reconheça o montante da receita refletindo a contraprestação que ela espera receber em troca do controle desses bens ou serviços. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de A Companhia está avaliando os impactos que esta norma vai ter em suas demonstrações financeiras. Adicionalmente, não se espera que as seguintes novas normas ou modificações possam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia: a) Contabilização de aquisição de participações em operações em conjunto (alterações do CPC 19 /IFRS11); b) Métodos aceitáveis de depreciação e amortização (alterações do CPC 27 / IAS 16 e CPC 04 / IAS 38); c) Transferência ou contribuição de ativos entre um investidor e sua coligada ou empreendimento controlado em conjunto (alterações CPC 36 / IFRS 10 e CPC 18 / IAS 28); PÁGINA: 151 de 332

158 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor d) Entidades de investimento: Exceção de consolidação (alterações do CPC 36 / IFRS 10, CPC 45 / IFRS 12 e CPC 18 / IAS 28). Alteração de prática contábil relativa ao exercício de 2014 No exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014, não houve alterações significativas nas práticas contábeis adotadas em relação ao exercício findo em 2013 e As seguintes normas, interpretações e alterações de normas emitidas pelo IASB e/ou pelo CPC não estão em vigor em 31 de dezembro de 2014 e não foram adotadas antecipadamente pela Companhia: IFRS 9 Instrumentos Financeiros: a nova regra contém orientações alteradas sobre a classificação e mensuração de ativos financeiros, incluindo um novo modelo de provisão para créditos de liquidação duvidosa baseada nas perdas esperadas, além de complementar os novos requisitos gerais de contabilidade de hedge publicados em O IFRS 9 é efetivo para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de IFRS 15 Receitas de contratos com clientes: estabelece novas exigências para o reconhecimento de receita de bens e serviços. As entidades deverão aplicar um modelo de cinco etapas para determinar quando reconhecer a receita, e por qual valor. O modelo especifica que a receita deve ser reconhecida quando (ou conforme) uma entidade transfere o controle de bens ou serviços para os clientes, pelo valor que a entidade espera ter direito a receber. O IFRS 15 é efetivo para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de Não há outras normas, interpretações e/ou alterações de normas que a Companhia espera que possa gerar impacto relevante decorrente da aplicação em suas demonstrações financeiras. Alteração de prática contábil relativa ao exercício de 2013 No exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013, não houve alterações significativas nas práticas contábeis adotadas em relação ao exercício findo em 2012 e As seguintes normas, interpretações e alterações de normas emitidas pelo IASB e/ou pelo CPC não estão em vigor em 31 de dezembro de 2013 e não foram adotadas antecipadamente pela Companhia: IFRIC 21 Taxações, consiste em uma interpretação do IAS 37 Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, classifica as taxas exigidas pelo Governo por meio de legislação, esclarece sobre os eventos que dão origem à responsabilidade de pagamento e o momento em que a obrigação deve ser reconhecida. Essa interpretação é aplicável a partir de 1 de janeiro de Até 31 de dezembro de 2013, o CPC ainda não havia emitido pronunciamento contábil ou alteração nos pronunciamentos vigentes, correspondentes a norma IFRS 9 Instrumentos Financeiros, que visa simplificar o modelo de mensuração e estabelece duas categorias principais para os ativos financeiros: custo amortizado e valor justo; a determinação é realizada no reconhecimento inicial e a base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. O IFRS 9 é efetivo para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de Não há outras normas, interpretações e/ou alterações de normas que a Companhia espera que possa gerar impacto relevante decorrente da aplicação em suas demonstrações contábeis. PÁGINA: 152 de 332

159 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor b) Efeitos significativos das alterações em práticas contábeis A diretoria entende que as demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 apresentadas para fins de comparação, foram apresentadas seguindo as mesmas práticas contábeis e, portanto, são comparáveis. c) Ressalvas e ênfases presentes no parecer do auditor Os diretores informam que os pareceres dos auditores independentes emitidos para os exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2015, 2014 e 2013 não contém ressalvas. A Diretoria concorda com a ênfase apresentada no parecer dos auditores referente a demonstração financeira de 2013, uma vez que está em linha com a informação divulgada na demonstração financeira da Companhia sobre a diferença de prática contábil na aplicação da equivalência patrimonial entre o IFRS e CPCs, a qual se encontrava divulgada em nota explicativa de base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras. Na opinião da Diretoria, esta ênfase está relacionada a aspectos técnicos e não tem relação com erros ou omissões que possam alterar o julgamento dos leitores das demonstrações financeiras da Companhia. PÁGINA: 153 de 332

160 Políticas contábeis críticas Os diretores da Companhia consideram uma política contábil crítica quando esta exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e defina premissas que possam afetar a aplicação das políticas e práticas contábeis da Companhia e os valores dos ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia podem ser observadas na nota explicativa nr. 2.3 Uso de estimativas e julgamentos. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. As revisões das estimativas são reconhecidas prospectivamente. Os diretores da Companhia destacam as seguintes políticas críticas que exigem julgamentos subjetivos ou complexos que afetam o resultado: Cálculo do valor justo dos ativos biológicos A determinação de um valor justo para os ativos biológicos florestais constitui-se num exercício de julgamento e estimativa complexo que requer entendimento do negócio, da utilização desse ativo no processo produtivo, das oportunidades e restrições de uso da madeira e, ainda, do ciclo de formação e crescimento da floresta. A avaliação das florestas de eucalipto foi realizada através do método da renda ( Income Approach ), baseado no fluxo de caixa futuro descontado a valor presente, para refletir o modelo econômico de uma unidade de negócio exclusiva de plantio de madeira de eucalipto. No fluxo de caixa futuro descontado a valor presente, as projeções dos fluxos esperados pela expectativa de produção de madeira em pé com casca, existente na data-base dos balanços, consideraram um ciclo médio de formação da floresta de 7 anos, produtividade média obtida pelo Incremento Médio Anual ( IMA ) de 35,1 m³ / hectare / ano (Em 2014, 35,2 m³) e os custos de formação florestal até o momento apropriado de corte da madeira em pé (ponto de colheita, ou seja, ativos maduros). O preço líquido médio de venda do eucalipto foi de R$56,36/m³ (Em 2014, R$54,63/m³) foram baseados em pesquisas especializadas em cada região e em transações realizadas pela Companhia com terceiros independentes. A taxa de desconto utilizada foi de 10,39% a.a.. Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia detinha hectares de área plantada considerados ativos maduros e hectares considerados imaturos, perfazendo um total de hectares plantados elegíveis ao cálculo. O valor justo dos ativos biológicos é calculado anualmente. Os efeitos da atualização são registrados na rubrica de Outras (Despesas) Receitas Operacionais e sua realização mensal, através da exaustão, na rubrica de Custo dos Produtos Vendidos. A Companhia não possui ativos biológicos dados em garantia nas datas destas demonstrações contábeis. Análise de recuperação dos valores dos ativos imobilizados e intangíveis A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. PÁGINA: 154 de 332

161 Políticas contábeis críticas Imposto de renda e contribuição social diferidos A tributação sobre o lucro do exercício compreende o IRPJ e a CSLL corrente e diferido, que são calculados com base nos resultados tributáveis (lucro contábil ajustado), às alíquotas vigentes nas datas dos balanços, sendo elas: (i) Imposto de renda - calculado à alíquota de 25% sobre o lucro contábil ajustado (15% sobre o lucro tributável acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederem R$ 240 no período de 12 meses); (ii) Contribuição social - calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado. As inclusões ao lucro contábil de despesas temporariamente não dedutíveis ou exclusões de receitas temporariamente não tributáveis, consideradas para apuração do lucro tributável corrente, geram créditos ou débitos tributários diferidos. Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação. Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido pelo resultado fiscal negativo, ou seja, quando a base de cálculo com os ajustes fiscais gerar prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social (não há tributos a pagar). No mesmo racional, quando houver base tributável, o ativo diferido poderá ser utilizado para abater parte do imposto de renda e contribuição social a pagar (compensa-se 30% do lucro com ativo diferido).ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável. As estimativas e premissas de recuperação dos créditos tributários estão suportadas pelas projeções dos lucros tributáveis levando em consideração premissas de mercado, financeiras e de negócios. Dessa forma, essas estimativas estão sujeitas às incertezas inerentes a essas previsões. Provisão para contingências Os ativos contingentes são registrados somente quando decisões judiciais favoráveis à Companhia foram transitadas em julgado e cujo montante possa ser mensurado com segurança. Passivos contingentes são reconhecidos observando os seguintes critérios: i) passivo contingente com avaliação de probabilidade de perda remota, não são provisionados e nem divulgados; ii) passivo contingente com avaliação de probabilidade de perda possível, não é constituída provisão, porém, são divulgadas nas notas explicativas; e, iii) passivo contingente com avaliação de probabilidade de perda provável, é constituída provisão em montante considerado pela Administração e seus assessores jurídicos suficiente para cobrir os desembolsos de caixa futuros. Passivos atuariais Os planos de benefício definido são avaliados por atuário independente, para determinação dos compromissos com os planos de assistência médica e seguro de vida oferecidos aos empregados ativos e aposentados, ao final de cada exercício. Os ganhos e perdas atuariais são reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Os juros incorridos sobre o passivo atuarial são contabilizados diretamente no resultado na rubrica de Despesas Financeiras. A mensuração do valor justo de instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Inicialmente são registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos são diretamente lançados na demonstração do resultado. Sua mensuração subsequente PÁGINA: 155 de 332

162 Políticas contábeis críticas ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros. PÁGINA: 156 de 332

163 Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras a) Os ativos e passivos detidos pela Companhia, direta ou indiretamente, que não aparecem no seu balanço patrimonial (off-balance sheet items), tais como: (i) arrendamentos mercantis operacionais, ativos e passivos; (ii) carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e responsabilidades, indicando respectivos passivos; (iii) contratos de futura compra e venda de produtos ou serviços; (iv) contratos de construção não terminada; e (v) contratos de recebimentos futuros de financiamentos Os diretores informam que a Companhia não possui nenhum ativo ou passivo material que não esteja refletido em suas Demonstrações Financeiras Consolidadas. Todas as suas participações em subsidiárias ou relacionamentos com as mesmas encontram-se registrados nas Demonstrações Financeiras Consolidadas. b) Outros itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Não aplicável, pois a diretoria informa que não há outros itens relevantes não evidenciados nas Demonstrações Financeiras Consolidadas. PÁGINA: 157 de 332

164 Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras a) Como tais itens alteram ou poderão vir a alterar as receitas, as despesas, o resultado operacional, as despesas financeiras ou outros itens das demonstrações financeiras da Companhia. Conforme comentado no item 10.6, a diretoria entende que tais itens não alteram ou poderão vir a alterar as receitas, as despesas, o resultado operacional, as despesas financeiras ou outros itens das demonstrações financeiras da Companhia. b) Natureza e propósito da operação. A diretoria entende que este item não é aplicável à Companhia, conforme comentado no item c) Natureza e montante das obrigações assumidas e dos direitos gerados em favor do emissor em decorrência da operação. A diretoria entende que este item não é aplicável à Companhia, conforme comentado no item PÁGINA: 158 de 332

165 Plano de Negócios a) Investimentos (inclusive descrição quantitativa e qualitativa dos investimentos em andamento e dos investimentos previstos, fontes de financiamento dos investimentos e desinvestimentos relevantes em andamento e desinvestimentos previstos). A Diretoria reafirma o foco de atuação da Companhia, aliado à inovação, sustentabilidade e excelência operacional de forma a consolidar sua posição como uma das organizações empresariais de base florestal de maior rentabilidade e competência no setor. A Suzano busca evolução contínua, por meio da adoção de um conjunto de medidas e inovações que levam a Companhia a apresentar resultados econômicos e financeiros consistentes. A geração de caixa permitiu a desalavancagem e a execução dos objetivos estratégicos para maximizar o retorno sobre o capital investido e gerar mais valor aos acionistas, baseados nos pilares de competitividade estrutural, negócios adjacentes e redesenho da indústria. No pilar de competitividade estrutural, anunciamos o Projeto 5.1, que consiste em modernização industrial e desgargalamentos, com aumento da capacidade das unidades Imperatriz (MA) e Mucuri (BA), e no incremento e aproximação da base florestal nessas localidades. O capex no Projeto 5.1 é estimado em R$ 1,14 bilhão, com TIR de 47%. Esse investimento permitirá a redução do custo caixa de produção, por meio de menor consumo de insumos e diluição dos custos fixos, e consequentemente contribuirá para nos aproximarmos do que consideramos ser nosso custo estrutural ótimo, com maior geração de valor ao acionista. Capacidade de produção de Papel e Celulose (milhões de toneladas) O pilar de negócios adjacentes busca novas utilizações da base de ativos, diversificando os produtos da Companhia. Anunciamos nessa frente investimentos em biotecnologia (FuturaGene), na produção de celulose Fluff (R$ 30 milhões), em lignina (R$ 70 milhões) e na entrada no segmento de tissue (R$ 425 milhões). A Diretoria reafirma a sua estratégia de rentabilidade de longo prazo e se mantém comprometida na execução para se tornar uma empresa ainda mais inovadora, com excelência operacional e sustentabilidade em suas operações. A Companhia informou estimativas de investimento, cabendo ressaltar que tais estimativas tratam de dados hipotéticos e não constituem uma promessa de investimento pela Companhia. As projeções divulgadas pela Companhia levam em consideração, particularmente, o cronograma de manutenção florestal e industrial das atuais unidades, o fluxo de desembolso dos investimentos em projetos de modernização e desgargalamento para ganhos de competitividade estrutural e nos projetos adjacentes. Tal cronograma pode eventualmente ser alterado pela Companhia de acordo com seu planejamento estratégico. O cronograma bem como sua efetiva implementação estão sujeitos a fatores alheios ao controle da Companhia, tais como o cumprimento de prazos por terceiros, a disponibilidade de financiamentos, alterações na regulamentação aplicável, cenário econômico que podem impactá-los adversamente, torná-los negocialmente desinteressantes para a Companhia ou até mesmo inviabilizá-los. As premissas levadas em consideração pela Companhia estão sujeitas a riscos e incertezas que podem fazer com que tais expectativas não se concretizem ou sejam substancialmente diferentes do que era esperado. Para mais informações sobre os riscos a que a Companhia está sujeita, ver itens 4 e 5 deste Formulário de Referência. Para 2016, o investimento total estimado é de R$ 2,4 bilhões, sendo R$1,13 bilhão em manutenção, R$ 605 milhões em projetos de competitividade estrutural, R$ 325 milhões em projetos de negócios adjacentes, PÁGINA: 159 de 332

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