Unidade IV. Planejamento e controle de estoques

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1 Planejamento e controle de estoques Unidade IV A empresa precisa identificar os custos dos estoques para tomar ações estratégicas com a finalidade de reduzi los. Sem conhecê los, é impossível tratá los. Cabe, portanto, especial atenção ao tema. O objetivo é levar o aluno a ter uma visão ampla da área de materiais, além das funções que lhes foram atribuídas, o que facilitará o entendimento como um todo e um melhor desempenho das funções, além de prepará lo para realização de outras funções dentro da área de materiais. Para finalizar o assunto de Planejamento e Controle de Estoque, vamos abordar, nesta unidade, os diferentes custos com estoque, tanto o de manutenção de estoque como pela falta do mesmo, baseado no conceito e cálculo do lote econômico de compras ideal. Associados aos custos de estoques, também vamos abordar giro de estoque e rotatividade, capital de giro, retorno de capital e make or buy (fabricar ou comprar de terceiros). Com muitos exercícios de fixação, o aluno poderá aprender a aplicar os conceitos dos cálculos mostrados e tentar associá los às suas atividades do cotidiano. É importante ressaltar que, atualmente, os cálculos exibidos aqui podem e devem ser feitos por meio de ferramentas tecnológicas, como, por exemplo, softwares de gestão empresarial (ERPs), que realizam os cálculos de acordo com os parâmetros preestabelecidos no cadastro dos produtos, na implantação do sistema ou na manutenção dele. Por exemplo: para um sistema realizar o cálculo do ponto do pedido, ou seja, disparar um alerta de novo pedido quando o estoque chega ao nível x, terão que ser parametrizados no sistema os níveis de estoque, como estoque médio e estoque de segurança. Independentemente de o sistema realizar os cálculos, sabemos que ele é uma máquina irracional, e por isso não faz nada sozinha, ela precisa ser instruída e alimentada. Essas informações e definição de parâmetros precisam ser elaboradas por quem entende do assunto. Em outras palavras: se o aluno for requisitado para a definição desses parâmetros, estará preparado? 7 Custos dos estoques A aquisição dos itens de estoque ou a produção dos itens a serem vendidos acarretam custos que vão além dos valores da aquisição ou do custo de produção. Os valores pagos para os fornecedores ou os custos de produção são apenas parte dos custos de estocagem dos mesmos. Em uma visão leiga, ao perguntar qual o custo dos itens de estoque, é comum ouvir por parte da empresa a multiplicação dos valores unitários pelo volume que há em estoque. No entanto, tal conta não é correta, uma vez que os valores pagos são apenas parte dos custos. Para entendermos o conceito, vamos considerar a seguinte situação: 115

2 Unidade IV A Empresa X fez análise de demanda de um item e viu que poderia vender 3000 unidades/mês. A entrega é imediata, pois os fornecedores são muitos e a competição entre eles é grande. Então, a empresa decidiu fazer compras uma única vez no início de cada mês. Assim, receberia no dia seguinte os produtos que consumiria durante o mês e, no final do mês, faria um novo pedido. Dimensões do item: 116 A: 20 cm L: 30 cm C: 20 cm Supõe se que ele será recebido em paletes de 1,0m X 1,2m e que se podem empilhar três volumes; Pegando a base do volume 0,20C X 0,30L = 0,06 m² e a base do palete é de 1,0m X 1,2m = 1,2 m². Dividimos a base do palete pela base do volume: 1,2m/0,06 = 20 unidades na base do palete, mas empilham se 3 níveis. Então: 20 x 3 = 60 unidades em cada palete. Como temos 3000 unidades recebidas: 3000/60 = 50 paletes, e precisamos ter espaço para estocar esse volume. Caso não se possa empilhar os paletes uns sobre os outros, serão necessários 60 m², sem considerar corredores e espaço para movimentação. Imagine os custos de tal espaço. Quanto maior, mais caro, e ainda há o valor do dinheiro aplicado. A Empresa Y decidiu comprar estoque para dez dias. Considerando a mesma demanda, teremos uma compra de 1000 unidades. Então, 1000 / 60 = 17 paletes, o que vai consumir 20 m² do estoque. Haverá menos volume, porém com giro maior. A Empresa Z decidiu comprar para o dia 100 unidades. Terá seus riscos, mas não haverá estoque, recebendo os itens que irão direto para a linha de produção a fim de serem vendidos aos clientes. Percebe se que os volumes influenciam diretamente nos custos, pois, quando se compram lotes maiores, compra se menos vezes, ou seja, reduzem se os custos de contato com fornecedores, mas aumentam os custos de armazenagem, os operacionais do estoque. As situações que acabamos de observar podem ser mais bem analisadas por meio de cálculos para encontrar o melhor lote, aquele que não seja caro por conta das taxas atribuídas à estocagem,

3 Planejamento e controle de estoques mas também não custe tanto por se pedir de forma extremamente retalhada, aumentando os custos operacionais, como o do pedido. Então, quanto pedir por vez? Em quantos lotes? Qual o volume ideal de compras para o meu tipo de negócio? Para responder a essas dúvidas, vamos identificar os tipos de custos dos estoques para encontrar o equilíbrio dos níveis de cada tipo e reduzir ao máximo os investimentos em estoques. 7.1 Classificação dos tipos de estoques Martins (2006) classifica os custos da seguinte forma: a) custos diretamente proporcionais; b) custos inversamente proporcionais; c) custos independentes (fixo); d) custo total Custos diretamente proporcionais Esses custos aumentam de acordo com o volume do estoque, ou seja, quanto maior o estoque, maior o custo; quanto maior o volume, maior a necessidade de armazenagem e, consequentemente, de espaço físico. Veja os tipos de custos que aumentam proporcionalmente com seu volume: Custo de armazenagem: estoques altos exigem maior espaço físico, maior aluguel e maior taxa de armazenagem. Custo de oportunidade: quando se investe em estoques, principalmente se não forem nas quantidades necessárias para atender à demanda, a empresa perde oportunidade de obter retorno sobre outros investimentos. Dessa forma, quanto maiores os estoques, maiores serão os custos de oportunidade. Exemplos: Estocagem e manuseio do material: se os volumes forem altos, há maior necessidade de manuseio, exigindo um aumento de recursos humanos para execução dos trabalhos. Taxas e seguros: o valor referente aos custos de estocagem e o seguro dos mesmos será de acordo com o volume estocado. 117

4 Unidade IV Perdas e furtos: por maiores que sejam os investimentos com segurança, o risco de furtos não será zero. Sempre há que se levar em conta um índice de perdas que, se tratar de grandes volumes estocados, pode gerar imensos prejuízos. Obsolescência: a existência de produtos perecíveis, obsoletos e ultrapassados também será maior se o nível dos estoques for elevado. Isso é inevitável. Custo do capital investido: o custo será proporcional à quantidade de materiais na qual se vai investir. O investimento deve ser baseado na previsão de demanda para minimizar os riscos de perdas, tanto em produto como em espécie. Esse tipo de custo é também conhecido como custo de carregamento (Cc). Vamos ver como podemos calculá lo. A fórmula é: Cc = Ca + (i. P) Em que: Cc = custo de carregamento Ca = custo de armazenagem I = taxa de juros P = preço de aquisição Aplicando em um exemplo prático: Um item tem custo de armazenagem anual total de $ 0,80 por unidade e preço de compra unitário de $ 5,00. Considerando uma taxa de juros de 10% ao ano, calcule o custo de carregamento do estoque desse item. Aplicando a fórmula: Ca = 0,80 I = 0,10 P = 5,00 Cc = Ca + (i. P) Cc = 0,80 + (0,10. 5,00) Cc = 0,80 + 0,50 = 118 Cc = $1,30/por unidade/ano

5 Planejamento e controle de estoques Aparentemente, esse custo é pequeno, mas tente multiplicá lo pelo número de SKU (Stock Keeping Unit Unidades Mantidas em Estoque), ou seja, de itens mantidos em estoque. Imagine uma empresa com 30 mil itens diferentes e que ela tenha uma média de 10 unidades por item. Já seriam 300 mil itens multiplicados por R$ 1,30 e os custos com armazenagem seriam R$ ,00. Portanto, é necessário saber que os custos não são somente os de aquisição, como neste exemplo, os R$ 5,00 por unidade. Haveria um acréscimo de R$1,30 por unidade, considerando apenas os custos de armazenagem Custos inversamente proporcionais aos estoques médios Há casos em que se aumentarmos o volume de compra, obtém se vantagem financeira com descontos. Nessas situações, a empresa aceita comprar maior quantidade (ainda que isso aumente seus custos de estocagem) pela vantagem do desconto adquirido. Porém, é necessário encontrar um equilíbrio nesse aumento de compras, porque, inevitavelmente, chegará uma hora em que o desconto obtido não cobrirá os custos para manter estoques. Esse tipo de custo inversamente proporcional aos volumes de compras pode ocorrer em duas ocasiões: Custos de obtenção: no caso de compras de terceiros, em que a aquisição de vários lotes antecipadamente gera um desconto ofertado pelo fornecedor. Custos de preparação: de igual modo, quando se produz algo internamente, fazem se compras maiores com menor frequência. Entenda de forma prática: Se uma empresa tem demanda de 12 x ao ano e as adquire de forma retalhada, em 12 lotes, terá custo de estocagem baixíssimo. Em compensação, os custos operacionais, chamados custos de emissão de pedido, aumentam muito e superam a redução de custos de estocagem. Por outro lado, se a empresa compra de uma única vez esses 12 lotes de x para reduzir os custos operacionais, terá problemas com estocagem, espaço físico, armazenagem e grande investimento de capital. Por isso é importante encontrar esse equilíbrio. Veja no exemplo o equilíbrio para a seguinte situação: Esses custos de pedido incluem: mão de obra de compradores, supervisores e outros; materiais; custos indiretos (telefone, espaço, reproduções, correio, viagens etc.). 119

6 Unidade IV Veja um exemplo: Quadro 35 1 Gerente Compradores Assistentes Mensageiro Material de escritório e manutenção Rateio do aluguel da empresa Viagens do setor 1580 Total R$ Pedidos no mês 269 Custo do pedido R$ 120 Saiba mais Custo do pedido designa um componente dos custos de suprimento. Custo relativo da estrutura necessária ao funcionamento do suprimento (ou custo por entrega realizada pelo fornecedor). Abrange custos como os de pedido e reclamações de compra, recebimento, controle de qualidade (inspeção de recebimento, movimentação de materiais, pagamentos etc). Veja mais em: < Acesso em: 20 ago Entenda melhor com o exemplo: Você é responsável pela gestão de materiais de uma empresa que obteve custos referentes à mão de obra, encargos, material de escritório, correspondência e aluguel. Somados os totais e divididos pelo número de pedidos no mês, chegou se ao valor de R$ 120,00 por emissão de pedido. Determine o custo incorrido na emissão de um pedido nas seguintes formas de aquisição, considerando que a demanda anual dessa empresa seja de R$ unidades. a) Comprar uma única vez (1 lote); b) Comprar 5 lotes; c) Comprar 12 lotes. Como saber o lote ideal, entre as três opções? 120

7 Planejamento e controle de estoques Vejamos: D = demanda Q = lote EM = estoque médio Observe, no quadro a seguir, como ficam os custos de estoques nos três níveis indicados: Quadro 36 Número de compras/ custos emissão de pedido Tamanho lote (Q) Estoque médio = Q/2 1 x 120 = 120,00 D (40000/1) = /2 = x 120 = 600,00 D/5 = 40000/5 = /2 = x 120 = 1200,00 D/10 = 40000/10 = /2 = 2000 Veja que, quanto maiores os estoques, menores são os custos operacionais para emissão de pedido. É necessária análise criteriosa dos níveis de estoque para tentar encontrar o equilíbrio, evitando perda nas duas extremidades, pois ainda se devem analisar os custos com estocagem para decidir melhor Custos independentes São aqueles que independem dos níveis de estoques. Eles não apresentam oscilação quando alterados para mais ou para menos. Normalmente, esses custos são com aluguéis de galpão, contas fixas, como depreciação, itens de segurança do trabalho e combate a incêndio; mão de obra (não interfere no custo de estocagem), ferramentas, softwares e hardwares que, uma vez adquiridos, não influenciarão nos custos de estoques. 7.2 Custo total O objetivo, nessa etapa, é encontrar os custos totais de estoque. Martins (2006) direciona uma fórmula para fazermos os cálculos. Há outras maneiras, mas essa foi a escolhida por ser didática e de fácil percepção em uma empresa. É necessário somarem se os três custos encontrados anteriormente: custos diretamente proporcionais + custos inversamente proporcionais + custos independentes. Fórmula CT = (Ca + i x P) x (Q/2) + Cp (D/Q) + CI + D x P 121

8 Unidade IV 122 CT custo total Ca custo de armazenagem i taxa de juros P preço do item Q lote de compra Q/2 estoque médio Cp custo do pedido D demanda Ci custos independentes Entenda a composição da fórmula: Ca custo de armazenagem somatória dos custos de: a) mão de obra; b) obsolescência; c) perdas; d) equipamentos; e) manuseio etc. Ela (a somatória) deve ser dividida pelo volume médio mantido em estoques em determinado período. i taxa de juros de mercado normalmente é o valor das taxas com as quais o mercado está trabalhando em determinado período (por exemplo, no Brasil, taxa Selic). P preço de compra do item é o valor que será pago aos fornecedores ou o custo de produção. Q lote de compra praticado pela empresa (também aprenderemos a calcular). Cp custo de pedido é o custo de fazer cada pedido aos fornecedores. Para obter esse valor, devemos somar os custos do setor de compras e dividi los pelo número de pedidos realizados no período, conforme aprendemos a calcular.

9 Planejamento e controle de estoques D demanda do item no período. CI custo invariável (ou custo fixo) independe do volume de estoque. A fórmula anterior pode ser dividida em três etapas: (Ca + i x P) Esse trecho é chamado custo de carregamento. É o custo diretamente proporcional que será multiplicado pelo estoque médio (Q/2). Cp (D/Q) Esse trecho é o custo inversamente proporcional ao estoque. CI + D xp Esse trecho é o custo fixo. A somatória dos trechos formará o que chamamos de custos totais de estoque. Vejamos um exemplo: A demanda anual de uma empresa é de unidades e o preço de aquisição do item é de R$ 1,00 cada. O custo com armazenagem é de R$ 0,50 por unidade, e a taxa de juros é de 12% ao ano. Sabe se que o custo fixo anual para esse item é de R$ 100,00 e o custo de pedido é de R$ 20,00. Dessa forma, determine os custos totais para manutenção dos estoques dessa empresa, considerando lote de: a) 1000 b) 4000 Aplicando a fórmula: CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) Em que: CT custo total Ca 0,50/unidade i 12% ao ano 123

10 Unidade IV P 1,00 Q a) 1000 b) 4000 Q/2 500 Cp 20,00 D Ci 100,00 a) CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) CT = [(0,50 + 0,12. 1,00). (1000/2)] + (20, /1000) + 100,00 + ( ,00) CT = , CT = R$10610,00 b) CT = [(CA + i. P) x (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) CT = [(0,50 + 0,12. 1,00) x (4000/2)] + (20, /4000) + 100,00 + ( ,00) CT = 1240, , CT = R$11390, Custos pela falta de estoque Como vimos, estocar custa caro. No processo de aquisição e manutenção, esses custos são mensuráveis, como vimos até aqui. Porém, não dispor de estoques para atender à demanda no momento necessário também custa caro e esses custos são imensuráveis. Veja os tipos de custos por falta de estoques. Linha parada: mão de obra, depreciação e materiais perdidos; conturbação na nova partida. Lucros cessantes: perdas de vendas ou cancelamento de pedidos; 124

11 Planejamento e controle de estoques custos adicionais; perda de clientes; compra de terceiros; multas e prejuízos contratuais; prejuízos à imagem da empresa. Saiba mais A fim de se reduzirem os riscos de custos pela falta de matéria prima, muitas empresas, principalmente as montadoras de veículos, colocam em contratos multas altíssimas para atrasos de fornecimento, já que a linha parada gera custos muito elevados. Dessa forma, alguns fornecedores têm que realizar entregas de helicóptero para evitar tais multas. O que garante o consumidor contra atrasos? Consulte o inciso 12 do artigo 39 do CDC Código Defesa do Consumidor. Resumidamente, Martins (2006) aponta que os estoques possuem três custos distintos e complementares: Custo CIPE Volume CDPE CF CIPE Custo Inversamente Proporcional ao Estoque. CDPE Custo Diretamente Proporcional ao Estoque. CF Custo Fixo. Figura Lote econômico de compras Encontrar o lote econômico ideal é algo crucial para administrar os níveis de estoques e trabalhar com uma quantidade enxuta. 125

12 Unidade IV O LEC está presente na fórmula para se definirem os mais importantes níveis de estoque que existem. Porém, para aplicar o lote representado pela letra Q, é necessário antes encontrar o lote ideal para o tipo de negócio e de demanda. A fórmula do LEC é: LEC = 2C xd C A p + ixp 126 Em que: CP custo de pedido D demanda CA custo de armazenagem i taxa de juros P preço Resolvendo um exemplo prático: A empresa Dangus é uma multinacional de grande porte, com demanda anual de 10 mil unidades do item ES33. O preço do item é de R$ 1,08, a taxa de juros anual é de 33,3% (R$ 33,30) e o custo de armazenagem por unidade/ano é de R$ 0,30. O custo do pedido é de R$ 33,00 e os custos indiretos R$ 400,00 reais. Encontre o lote ideal: Resposta/solução LEC = = = , 75 = , , , 08 0, O lote seria de 1000 peças, o que não impede que ele seja ajustado de acordo com as definições de lote do fornecedor, desde que não se altere muito esse resultado. De qualquer forma, obtêm se em lotes para atender à necessidade de demanda, levando em consideração os aspectos mais importantes que compõem os custos totais com estoques. Agora que já sabemos como calcular o lote econômico, vamos aplicá lo aos custos totais.

13 Planejamento e controle de estoques Continuando o exemplo: Vamos considerar três exemplos diferentes para encontrarmos os custos totais: com lotes menores que 1000; com o lote ideal encontrado (1000) e com lotes de 2000, maiores do que o necessário. Deverão ser encontrados os custos totais para os seguintes lotes: a) Lotes de 500 unidades; b) Lotes de 1000 unidades; c) Lotes de 2000 unidades. Para isso, utilizaremos a fórmula para o custo total, já dada anteriormente: Veja os resultados a seguir: a) Ca R$ 0,30 unid./ano I 33% ao ano (0,33%) P R$ 1,08 Q 500 CP 33,00 D Ci 400,00 CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) CT = 0,30 + 0,33. 1, / ,08 = 164, ,00 CT= 12024,10 Siga o mesmo raciocínio b) Ca R$ 0,30 unid./ano 127

14 Unidade IV I 33% ao ano (0,33%) P R$1,08 Q 1000 CP 33,00 D Ci 400,00 CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) CT = 0,30 + 0,33. 1, / ,08 = 328, CT = 11858,20 c) Ca R$ 0,30 unid./ano I 33% ao ano (0,33%) P R$ 1,08 Q 2000 CP 33,00 D Ci 400,00 CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) CT = 0,30 + 0,33. 1, / ,08 = 656, , CT = 12021,40 Veja o resultado planilhado e as considerações finais sobre o assunto: 128

15 Planejamento e controle de estoques Quadro 37 (Ca + i x P) Cp (D/Q) CI + D x P CDP CIP CF ou CI Custo total , , , , ,40 165, ,40 Utilizando lotes de 500 peças (abaixo das necessidades), os custos diretamente proporcionais (que envolvem a manutenção de estoque) são baixos. Em contrapartida, os custos operacionais (com emissão de pedido), chamados de inversamente proporcionais, são muito altos. Com isso, desmistifica se o pensamento de que pedir da forma mais retalhada possível é melhor para a empresa reduzir custos com estoques. Neste caso, estaria sendo pedida apenas a metade da demanda e, portanto, teriam que ser emitidos vários pedidos ao mês. Quando se adquirem lotes muito grandes, acontece a mesma coisa. Pedir em grande quantidade (o dobro da demanda) estaria possivelmente reduzindo custos operacionais com emissão de pedidos, além de haver possível desconto com fornecedor por comprar a mais. No entanto, essas reduções não justificam os custos diretamente proporcionais de manter em estoque o dobro da necessidade mensal. Parece pequena a diferença, não? Então repense a questão considerando o volume de itens (SKU) e o volume de demanda de cada item. Exemplo de aplicação Lembrete Deve se pensar que, adotando a política ideal de estoque, a empresa terá muitos benefícios, como grande redução dos índices de estoque (físico), redução financeira de investimento de capital, sem contar as perdas e os riscos que os estoques oferecem. A metalúrgica Sid tem uma demanda anual de unidades da peça YKZ7 e o preço de aquisição do item é de R$ 2,00 cada. O custo com armazenagem é de R$1,00 por unidade/ano, sendo que a taxa de juros é de 12% ao ano. Sabendo que o custo fixo anual (independente) para esse item é de R$ 150,00 e o custo de pedido é de R$ 100,00: a) encontre o lote o ideal; 129

16 Unidade IV b) com o lote encontrado, calcule os custos totais. Observação: se o resultado for fracionado, arredonde apenas para o próximo número. Exemplo [...]9,899 fica [...]10. Comentários: Primeiro passo: destacar da situação do enunciado as informações que serão utilizadas na fórmula: D P 2,00 Ca 1,00 i 0,12 Ci 150,00 CP 100,00 Com base nas informações, vamos ao segundo passo: encontrar o lote econômico: LEC = 2C xd C A p + ixp LEC = , = = , = , , Ou seja, 2410 peças. Terceiro passo: agora, com o lote econômico, podemos encontrar os custos totais. Utilizando as mesmas informações do enunciado: CT = [(CA + i. P). (Q / 2)] + (CP. D / Q) + CI + (D. P) = (1 + 0,12. 2). 2410/ , ,00 = 1, , CT= R$75138,20 130

17 Planejamento e controle de estoques 8 Análise de estoques Como avaliar os investimentos feitos em estoque e saber se os retornos desses investimentos estão adequados e no tempo desejado? As fórmulas a seguir irão auxiliar você a encontrar essas respostas, pela rotatividade dos estoques e pelo retorno de capital. Pode se ainda analisar a melhor forma de reduzir custos de produção e estocagem decidindo entre produzir internamente ou terceirizar os processos por meio da fórmula de make or buy. Essas análises são fundamentais para as empresas saberem se estão indo bem, em que estão errando e o que podem melhorar para aumentar seus lucros e a competitividade. 8.1 Giro de estoque/rotatividade (R) O giro de estoque ou rotatividade é a quantidade de vezes que o estoque gira ao ano. É interessante para a empresa saber em quanto tempo isso acontece, configura se o giro do capital que ela investiu para essa finalidade. Quanto maior o giro, melhor para a empresa, pois isso significa que ela possui uma boa gestão de estoques e que trabalha com o essencial para atender à demanda. É uma forma de avaliar o capital investido em estoque, comparando com o custo das vendas anuais (R). Para calcular a rotatividade, é preciso saber duas informações: o valor dos estoques (E) seja em volume monetário ou em quantidade e o custo de vendas anuais (CV), que representa o valor anual das vendas sem a mão de obra e as despesas gerais. Os custos de vendas são divididos pelo volume dos estoques. A fórmula é: R = CV / E Exemplo: Uma empresa teve como resultado de vendas (faturamento anual) um total de R$ ,00, dos quais os custos de vendas foram de R$ ,00. Para esse resultado, ela investiu em estoques (matéria prima, material auxiliar, manutenção, WIP e produto acabado) um montante de R$ 60000,00 e seu lucro foi de R$ 50000,00. Pergunta se: qual a rotatividade? R = CV / E R = / R = 4 O resultado mostra que os estoques giram quatro vezes, o que significa que ele fica parado por cerca de 90 dias (360/4 = 90), ou seja, há estoque para 3 meses. Esse exemplo mostra bem a finalidade e a importância de conhecer o giro dos estoques. 131

18 Unidade IV Se mais bem planejado, nessa simulação, os estoques poderiam ser menores e com maior giro, impedindo assim de se desembolsar de uma única vez investimentos, que, além da perda de dinheiro, trazem também outros riscos de perdas associados, conforme vimos em custos de manutenção de estoques. Segundo Hamilton Pozo (2007), as médias de giro de estoques nos principais países em 1997 eram as seguintes: Quadro 38 Exemplo: Índices de 97 Brasil Mundial (EUA, Europa e Ásia) Japão Rotatividade Seguindo essas médias mundiais, vamos considerar que três empresas, uma em cada país representado, teriam o mesmo custo de vendas (U$ ,000) e já conhecendo as suas respectivas rotatividades (14, 80 e 160), qual será o valor investido em estoques em cada um dessas três médias mundiais? Rotatividade: Brasil: R = 14 CV = Se R = CV / E, então: E = CV / R E = / 14 = R$ ,43 Países médios (EUA, Europa e Ásia): R = 80 E = CV / R CV = / 80 = R$ ,00 Japão: R = 160 CV = E = CV / R E = / 160 = R$ ,00 132

19 Planejamento e controle de estoques Como se pode perceber nos três exemplos de média mundial, as empresas tinham os mesmos custos de vendas, porém, pelo fato de os giros serem diferentes, impacta no montante que precisa ser desembolsado para investimento em estoques, que é completamente diferente. A média mundial representa o dobro da do Japão, que com giro anual médio de 160 vezes possui estoques para apenas dois dias. Você consegue imaginar a rotatividade de uma empresa? Se está dentro dos padrões brasileiros, se seria um desvio na curva, inserindo se na média mundial dos principais países, ou se é exceção do segmento, como a média do Japão? Se o aluno não possui as informações de vendas e investimento do estoque compostas na fórmula anterior, pode tentar encontrar o giro do estoque sabendo o consumo de determinado período e o estoque médio do período a ser consultado. Digamos que se saibam as seguintes informações financeiras dos estoques pelas NFs.: Quadro 39 Mês Entradas Saídas Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Considerando que o estoque inicial em janeiro era de R$ 30000, vamos preencher o quadro a seguir para encontrar o consumo médio e o giro dos estoques. O estoque médio pode ser encontrado com a fórmula: EM = Ei + Ef / 2 Ei = Estoque inicial Ef = Estoque final (saldo) 133

20 Unidade IV Quadro 40 Mês Estoque inicial Entradas Saídas Saldo estoque final Estoque médio Ei + Ef / 2 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Total semestre ,00 Consumo no período Vendas médias no período 134 O saldo (estoque final) é o resultado do estoque inicial + entradas saídas. Perceba que o estoque final de um período é o inicial do próximo período. Primeiramente vamos descobrir o EM, estoque médio mensal (total de vendas médias dividido pelo período de 6 meses): Em = / 6 = Em = A média mensal de consumo foi de unidades. Encontrar o giro do estoque dessa empresa seria então: valor consumido no período G = estoque médio no período Giro = / = 6,40 Giro = 6,4 6 é a quantidade de vezes que a mercadoria entra e sai no período analisado. 8.2 Cobertura de estoque A cobertura de estoque é o tempo em que a mercadoria fica parada em estoque, baseado no resultado da rotatividade. É apenas uma análise do resultado do giro, de forma a facilitar a identificação do impacto desses resultados.

21 Planejamento e controle de estoques Seguindo os resultados aplicados no giro de estoque ou na rotatividade, vamos ilustrar com o mesmo enunciado. Veja: Uma empresa teve como resultado de vendas (faturamento anual) um total de R$ ,00, dos quais o custo de vendas foi de R$ ,00. Para esse resultado, ela investiu em estoques (matéria prima, material auxiliar, manutenção, WIP e produto acabado) um montante de R$ 60000,00, e seu lucro foi de R$ 50000,00. Pergunta se: qual a rotatividade? Fórmula: R = CV / E R = / R = 4 Diante do resultado da rotatividade ou do giro, que foi de 4, ou seja, nessa situação o estoque gira quatro vezes ao ano, apliquemos a fórmula da cobertura de estoques: número de dias do período em estudo C = giro Suponhamos, então, que se deseja conhecer a cobertura do estoque para seis meses (ou 180 dias). Pergunta se: qual a cobertura do estoque? C = 180 / 4 = 45 dias E para 12 meses (360 dias)? 360 / 4 = 90 dias. Ou seja, quando se descobre a rotatividade anual, já se sabe a frequência de giro nesse período. Como a base anual sempre será 360 dias, divide se pelo resultado da rotatividade ou do giro obtido. Aplicando outros períodos, fica fácil visualizar quantos dias ficam parados os estoques durante o período analisado. Se, ao ano, ele gira quatro vezes (portanto, fica parado 90 dias no ano), se analisarmos o período de seis meses, ele fica parado 45 dias e assim sucessivamente. Exemplo de aplicação 1 Uma empresa manufatureira implantou um sistema informatizado de controle de estoque. Após um período de seis meses de operação, obteve o seguinte relatório de movimentação financeira, em reais, considerado o estoque inicial em janeiro de R$148580,00. 1 Exercício baseado na obra de Petrônio Garcia Martins, Gerenciamento dos Recursos Materiais. 135

22 Unidade IV Quadro 41 Mês Entradas Saídas , , , , , , , , , ,00 Determine: a) consumo médio mensal (EM); b) giro dos estoques no período; c) cobertura dos estoques. Seguindo o exemplo do conteúdo explicativo, preencha o quadro a seguir para colher as informações necessárias para montagem das fórmulas. Mês Estoque inicial Entrada Saídas Saldo Estoque médio (ei + ef) / Total a) Informe os resultados do EM Utilize: o total de vendas médias dividido pelo período consultado. b) Informe o giro Utilize: valor consumido no período estoque médio no período c) Informe a cobertura do estoque Utilize a fórmula: C = número de dias do período em estudo giro 136

23 Planejamento e controle de estoques Comentários Quadro 42 Mês Estoque inicial Entrada Saídas Saldo Est. médio (ei + ef) / Total Total das vendas médias dividido pelo período no caso, 6 meses a) Estoque médio = E M = estoque médio mensal. 6 valor consumido no período b) Giro = Giro = estoque médio no período \ Giro = 3,28 vezes É a quantidade de vezes que a mercadoria entra e sai no período analisado. c) Cobertura tempo em que a mercadoria fica parada em estoque. número de dias do período em estudo C = 6 meses giro C = 180 dias = 54,88 ou 55 dias 3, 28 Tempo de cobertura no período analisado: C = 55 dias. 8.3 Retorno de capital O retorno de capital serve para medir especificamente o tempo de retorno dos investimentos feitos em estoque (RC). O cálculo é baseado nos lucros das vendas anuais (L) sobre o capital investido em estoque (C). A fórmula é a seguinte: RC = L / C 137

24 Unidade IV Em que: L = lucro C = capital investido Vejamos um exemplo utilizando os dados do exercício anterior. Uma empresa teve como resultado de vendas anuais um total de R$ ,00. Para esse resultado, ela investiu em estoques (matéria prima, material auxiliar, manutenção, WIP e produto acabado) um montante de R$ 60000,00 e seu lucro foi de R$ 50000,00. RC = L / C RC = / = 0,83 Como o resultado é menor que 1, esse é um péssimo retorno de capital. Suponhamos que um concorrente teve os mesmos resultados, porém não precisou investir esse mesmo montante de capital em estoques. Investiu apenas R$ 32000,00. Qual seria o retorno do capital? RC = L / C RC = / = 1,56, que já seria um retorno de capital bem superior ao exemplo anterior. Apesar disso, Pozo (2007) diz que o coeficiente ideal para o RC é, em média, de 15 a 25. Exemplo de aplicação Situação A A empresa X teve como resultado de vendas anuais um total de R$840000,00. Para esse resultado, ela investiu em estoques (matéria prima, material auxiliar, manutenção, WIP e produto acabado) um montante de R$ ,00 e seu lucro foi de R$ ,00. Encontre o retorno de capital. Situação B A empresa Y tem o mesmo faturamento bruto da empresa X. Para esse resultado, ela precisou investir em estoques um montante de R$ ,00, obtendo lucros de R$ ,00. Qual foi o retorno de capital dessa empresa? 138

25 Planejamento e controle de estoques Comente, comparando os resultados das empresas A e B. Comentários Situação A: Faturamento: R$ ,00 Capital investido em estoque: R$ ,00 Lucro: R$ RC = L / C RC = / = 1,75 Situação B Faturamento: R$ ,000 Capital investido em estoque: R$ ,00 Lucro: R$ ,00 RC = L / C RC = ,00 / ,00 = 3,33 Comentando os resultados de ambas: Na primeira situação, o retorno foi menor pelo fato de o investimento de capital em estoques ter sido maior do que o da situação B. Certamente a empresa X teve maiores custos de vendas e por isso reduziu a margem de lucro. Na situação B, a empresa Y conseguiu administrar melhor, reduzindo o capital investido, assim como os custos de vendas, obtendo maiores lucros. 139

26 Unidade IV Grosso modo, a empresa X teve R$ bruto. Se ela investiu R$ em estoques e teve lucro de R$ , então ela deve ter tido R$ de custos de vendas ( = 440), enquanto a empresa Y: = 320, menor custo com vendas. Ambas obtiveram bom retorno de capital e geraram lucros. Porém, o fato é que é possível melhorar, o que vai depender da gestão de estoques. Se for mal administrado, com baixa rotatividade, a empresa terá que investir mais capital. Do contrário, com menos capital investido, consequentemente há maiores lucros. A conta é simples: lucro dividido pelo o que se investiu em estoque. Se se investiu muito, o lucro é pouco. Investindo pouco, o lucro é muito. Veja o exemplo final: lucro: / capital 50000,00. Sem fazer conta, dá para perceber que se colheu o dobro do que foi plantado? Agora, aplicando a fórmula: RC = L / C / = 2. Percebeu? Duas vezes mais. Portanto, o segredo é minimizar os custos para maximizar os lucros Make or buy fabricar ou comprar Finalizando a disciplina de PCE, vimos que, de fato, a política de estoque para uma organização é tão importante quanto as vendas. Não menos importante é mensurar os custos que envolvem os estoques e suas atividades. Conhecer esses custos pode ser importante também para se tomar decisões estratégicas de grande impacto, que modificam o modelo de negócio da empresa, como é o caso da decisão entre fazer/ produzir ou comprar/terceirizar. Muitas empresas preferem não investir na infraestrutura de uma planta industrial e nas necessidades para a instalação dessa fábrica, incluindo mão de obra e todos os riscos intrínsecos. Saber se fabricar é melhor que comprar um componente, por exemplo, inclui considerações econômicas, tais como aspectos quantitativos, qualitativos, além de fontes de fornecimento e necessidade de se criarem instalações e controlar prazos de entrega. Para que a empresa possa produzir um item, ela tem de estar certa de que isso vale a pena financeiramente, tanto pelos aspectos de investimento como pelos riscos envolvidos. Ainda que ela tenha capacidade de produção, nem sempre isso pode ser viável. Tudo dependerá da oferta que tem para comprar de terceiros e das oportunidades de negócios com parcerias de fornecimento.

27 Planejamento e controle de estoques A decisão envolve custos fixos e variáveis que precisam ser conhecidos para se tomar a decisão. Como calcular Lembrete Esta decisão está muito ligada ao tipo de demanda com a qual a empresa trabalha, principalmente se esta for sazonal (com a venda de produtos somente em determinadas épocas do ano), inutilizando sua capacidade de produção nos períodos de baixa, tendo de arcar com todos os custos fixos até que chegue o período de alta novamente. O cálculo é bastante simples, só precisamos de duas informações: a) Quanto custa para fabricar? Para encontrar esses custos, a fórmula é: CF + CV. (V) CF custo fixo CV custo variável V volume esperado de demanda b) Quanto custa para comprar? A fórmula é mais simples ainda: P. V P preço de compra (do terceiro) V volume esperado de demanda Vamos criar um cenário com as informações necessárias para decidir entre fabricar ou comprar: Uma empresa exporta frutas para o mercado holandês. Para esse processo, ela possui duas opções: comprar as caixas de embalagem das frutas ou produzi las no galpão, já que o processo é bastante simples, pois se trata de caixotes de madeira. Se a opção for comprar os caixotes prontos, cada um sai a R$ 1,

28 Unidade IV A demanda anual depende, em grande parte, das condições político econômicas entre os dois países e, portanto, ela usa o método de previsão de demanda pela MMP (Média Móvel Ponderada). Encontre primeiramente a demanda para outubro/xx11, conforme quadro a seguir: Quadro 43 Mês Demanda (V) Peso % Total Maio % 1500 Junho % 4500 Julho % 4400 Agosto % 7000 Setembro % Outubro Apesar de o processo produtivo ser simples, se a empresa optar por fazer as embalagens, terá de reestruturar o layout de parte do galpão para estabelecer a fabricação, tendo, com isso, de investir em maquinário, o que resultará em custos fixos anuais de R$ 5000,00. Os custos variáveis para a manufatura, materiais e despesas gerais são avaliados em R$ 0,50/embalagem. Agora que já se sabe a demanda, encontremos: a) custo de fabricar; b) custo de comprar; c) comente a decisão entre os dois processos. a) Custo para produzir CT fabricar = CF + (CV. V) CT fabricar = CT = R$ 23550,00 b) Custo para comprar de terceiros CF = P. V 0, = R$ 18550,00 c) Opção pelo processo b, comprar de terceiros 142

29 Planejamento e controle de estoques Motivos: além de ser mais barato, a empresa terá menos riscos associados às questões como manter estrutura e administrar recursos materiais e mão de obra. Exemplo de aplicação Vamos apresentar agora uma situação um pouco mais complexa, em que a empresa possui dois modelos de processos ( A e B ) para serem fabricados e deve decidir entre quais deles fabricar, ou ainda se compensa comprar de um fornecedor estrangeiro, por exemplo, importando da China. Nesse contexto, a empresa tem uma demanda bastante estável, que gira em torno de 200 unidades anuais. Acompanhe as informações de custos apresentadas no quadro a seguir e faça os cálculos necessários, como segue: Quadro 44 Fabricar Opção de processo Processo A Processo B Comprar Demanda esperada Custo fixo ($/ano) Custo variável ($/unidade) 10,00 25,00 Preço de compra ($/unidade) 38,00 Com base nas informações anteriores, pergunta se: a) qual o custo de produzir pelo processo A? b) qual o custo de produzir pelo processo B? c) qual o custo de terceirizar? d) qual a decisão final entre os modelos de processo? Justifique. Comentários Primeiro passo: Aplique as fórmulas para cada processo. Fazendo primeiro o custo de produzir, cuja fórmula é: CT fabricar = CF + (CV. V) 143

30 Unidade IV Processo A CT = (10, ) CT = ( ,00) CT = ,00 Processo B CT fabricar = CF + (CV. V) CT = (25, ) CT = ,00 CT = ,00 Processo de comprar CF = P. V CF = 38, CF = ,00 Decisão: A decisão da empresa deve ser continuar a produzir por meio do modelo de processo A, que é o mais viável entre todos. Justificando a escolha Apesar de o processo B apresentar custos fixos muito superiores ao processo A (mais que o dobro), a vantagem nos resultados foi atribuída aos custos variáveis que incidem sobre a demanda, o que justifica os resultados tão diferentes entre os processos de fabricação. O processo B tem custo variável de R$ 25,00, em vez de R$ 10,00 do processo A. Terceirizar, nesse caso, não é viável, tendo em vista que a diferença de terceirizar ou produzir pelo processo A chega a triplicar, o que não justifica os riscos ou custos de infraestrutura e recursos humanos necessários anualmente. 144

31 Planejamento e controle de estoques Resumo A unidade IV trouxe informações sobre a composição dos custos de estoque, custos diretamente proporcionais, inversamente proporcionais e fixos ou independentes, que formam os custos totais. Foram apresentados com exercícios elaborados passo a passo para melhor compreensão do aluno. Abordaram se também formas de calcular o retorno de investimentos em estoques (retorno de capital), para que se tenha ideia se o prazo do retorno de capital está adequado ou excessivo, cálculo que está relacionado à rotatividade ou ao giro e cobertura de estoque, ou seja, quantas vezes os estoques giram em um certo período. Isso determinará se o investimento feito está dentro do aceitável, algo também analisado dentro desta unidade. A unidade tratou ainda de fórmulas que facilitam a identificação de custos para produzir ou terceirizar (make or buy). Apesar dos altos custos para manter estoques, o conteúdo apresentou também o assunto dos custos com a falta de estoques, mostrando que os custos de estoques são calculáveis, enquanto os custos pela falta deles podem ser imensuráveis. Isso confirma o grande desafio do administrador de materiais em manter sempre o equilíbrio, quando se trata de definir o que estocar, quanto estocar e quando estocar. Esta disciplina atendeu aos objetivos de dar uma visão ampla sobre a gestão de matérias, no planejamento e controle de estoques, e foi devidamente embasada em conceitos e fundamentos para podermos contextualizar a disciplina na ampla área logística. O objetivo foi passar informações de forma prática, com muitos exercícios de fixação, reflexão e análise, trazendo situações do cotidiano no qual o aluno está envolvido. Certamente, o aluno pôde perceber a importância dessa área no contexto organizacional. Sejam as mínimas atribuições até as mais estratégicas têm seu papel fundamental para contribuir com os resultados que a empresa almeja alcançar. Não é à toa que as empresas estão investindo mais no conhecimento e na prática da logística, sem os quais seria impossível continuar a competir. 145

32 Unidade IV É de suma importância que o aluno busque conhecer melhor os processos e tente contribuir com os conhecimentos adquiridos na sua vida acadêmica. Assim, será possível agregar valor à sociedade e multiplicar conhecimento. Exercícios Questão 1. A figura a seguir é uma representação gráfica dos custos de estocagem. As três curvas referem se aos custos diretamente proporcionais ao tamanho do lote, aos custos inversamente proporcionais e ao custo total. É mostrado também o ponto de lote econômico de compra (LEC). Custos 146 Figura 23 Tamanho do lote É preciso lembrar se de que, ao adotar o modelo do lote econômico, consideram se algumas premissas que não necessariamente ocorrem no mundo real. O modelo está, portanto, sujeito a críticas que devem ser levadas em conta. Foram feitas algumas afirmativas que levam em conta essas premissas e a realidade do mercado: I. O modelo assume estabilidade de demanda, o que acontece na situação real de mercado. II. O custo de pedido fixo é bem identificado pelo modelo, quando na realidade temos diferentes produtos, cada um deles com um tipo de negociação e modelo de pedido. III. O custo de manutenção de estoque é expresso, no modelo, por uma função linear, quando na realidade existem diferentes produtos com diferentes comportamentos em termos de custos de manutenção em estoque. IV. O uso do conceito de lote econômico despreza fatores não financeiros, pois, no mundo real, eles não têm importância prática.

33 Planejamento e controle de estoques As afirmativas que não apresentam incorreções são: A) I e II. B) II e III. C) III e IV. D) I e III. E) II e IV. Resposta correta: alternativa B Análise das afirmativas: I. Afirmativa incorreta. Justificativa: realmente, o modelo do lote econômico adota a premissa de estabilidade de demanda, mas, ao contrário da afirmativa, essa estabilidade não ocorre no mundo real. II. Afirmativa correta. Justificativa: o modelo do lote econômico adota a premissa de que o custo do pedido fixo é bem identificado e, realmente, no mundo real isso não acontece, em razão das negociações e dos modelos de pedidos. III Afirmativa correta. Justificativa: o modelo do custo de manutenção de estoque é considerado no modelo como uma função linear, ou seja, diretamente proporcional ao tamanho do lote, mas no mercado real isso pode não ser verdadeiro. Por exemplo, um produto que necessite de refrigeração terá um custo muito aumentado quando for necessária uma segunda câmara frigorífica, ou seja, um comportamento não linear. IV Afirmativa incorreta. Justificativa: realmente, o conceito de lote econômico é eminentemente financeiro. No entanto, no mundo real, muitos outros fatores podem ser importantes, os estratégicos, por exemplo, não considerados nesse modelo. Questão 2. O gráfico a seguir mostra os custos totais de estocagem de dois produtos de uma mesma empresa. Sobre esees produtos, afirma se: I. O lote econômico de compra de ambos os produtos está um pouco abaixo das 50 unidades. 147

34 Unidade IV II. O lote econômico de compra do produto A não está determinado no gráfico. III. O lote econômico de compra do produto B está em torno de 75 unidades. IV. Caso o lote de compra de ambos os produtos esteja em torno de 40 unidades, o custo de estocagem será o mesmo para os dois produtos. V. Trabalhando se com o lote econômico de compras de ambos os produtos, teremos um custo menor de estocagem para o produto B. Custos totais de estocagem Custo mensal $ $ $ $ $ $ $ Produto A Produto B Lote econômico de compra Figura 24 Assinale a alternativa correta: A) As afirmativas III, IV e V estão corretas. B) As afirmativas I, II e IV estão corretas. C) As afirmativas II e V estão corretas. D) As afirmativas II, III e IV estão corretas. E) As afirmativas I, III e V estão corretas. Resolução desta questão na Plataforma. 148

35 Planejamento e controle de estoques Figura 1 Figuras e ilustrações DESAFIO DA GEST%E3O DE ESTOQUE.PHP. Disponível em: < Desafio da Gest%E3o de Estoque.php>. Acesso em: 19 abr Figura 8 FLUXO RELACIONADO À TAXA DE CONSUMO. Disponível em: MARTINS, P. G.; ALT, P. R. C. Administração de materiais e recursos patrimoniais. São Paulo: Saraiva, Figura 9 DEMANDA ESTACIONÁRIA. Disponível em: BALLOU, R. H. Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Bookman, p Figura 10 TENDÊNCIA CRESCENTE. Disponível em: BALLOU, R. H. Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Bookman, p Figura 11 DEMANDA COM PICOS DE VARIAÇÃO. Disponível em: BALLOU, R. H. Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Bookman, p Figura 17 ÁRVORE DE ESTRUTURA. Disponível em: < Acesso em: 27 ago Figura 21 DETERMINANDO NÍVEL DE SERVIÇO AO CLIENTE. Disponível em: BALLOU, R. H. Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Bookman, p. 58. Textuais Referências BALLOU, R. H. Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Bookman,

36 . Logística empresarial: gerenciamento da cadeia de suprimentos. 5. ed. São Paulo: Bookman, BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Gestão logística de cadeias de suprimentos. São Paulo: Atlas, CHIAVENATO, I. Iniciação à administração de materiais. São Paulo: Makron,1991. CORRÊA, H. L.; GIANESI, I. G. N. Administração da produção. 1. ed. São Paulo: Atlas, DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4. ed. São Paulo: Atlas,1993. GURGEL, F.; FRANCISCHINI, P. Administração de materiais e do patrimônio. São Paulo: Cengage Learning Editores, MARTINS, P. G.; ALT, P. R. C. Administração de materiais e recursos patrimoniais. São Paulo: Saraiva, MOREIRA, D. Administração da produção e operações. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimoniais. 2. ed. São Paulo: Atlas, RODRIGUES, R. A. Gestão estratégica de armazenagem. São Paulo: Aduaneiras, SIMCHI LEVI D.; SIMCHI LEVI, E.; KAMINSKY P. Cadeia de Suprimentos projeto e gestão. São Paulo: Bookman, TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle da produção. São Paulo: Atlas, VIANA, J. J. Administração de materiais: enfoque prático. São Paulo: Atlas, Sites < <ibope.com.br> Exercícios Unidade I Questão 1: Enade Administração (2009) questão 28. Disponível em: < inep.gov.br/enade2009/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago Unidade I Questão 2. Enade Administração (2006) questão 30. Disponível em: < gov.br/enade2006/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago

37 Unidade II Questão 1: Enade Administração (2006) questão 34. Disponível em: < inep.gov.br/enade2006/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago Unidade II Questão 2. Enade Administração (2009) questão 29. Disponível em: < inep.gov.br/enade2009/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago Unidade III Questão 1: Enade Administração (2006) questão 24. Disponível em: < inep.gov.br/enade2006/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago Unidade III Questão 2. Enade Administração (2002) questão 24. Disponível em: < inep.gov.br/enade2002/administracao.pdf>. Acesso em: 27 ago

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