Unidade IV ADMINISTRAÇÃO DE. Profa. Lérida Malagueta

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1 Unidade IV ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES Profa. Lérida Malagueta

2 Planejamento e controle da produção O PCP é o setor responsável por: Definir quanto e quando comprar Como fabricar ou montar cada item para a produção dos produtos acabados definidos no plano de produção

3 Planejamento e controle da produção Como resultado da programação da produção, são geradas: As ordens de compras. As ordens de produção para itens fabricados. Ordens de montagem para montagens intermediárias. Ordens de montagem final dos produtos definidos no plano de produção.

4 Planejamento e controle da produção Lembrar sempre: A programação da produção é a atividade do PCP mais importante no nível operacional, fazendo que as atividades produtivas sejam iniciadas e mantidas.

5 Produção empurrada (MRP) x produção puxada (JIT) A programação da produção pode ser classificada em dois métodos: Método de produção empurrada. Método de produção puxada.

6 Produção empurrada (MRP) x produção puxada (JIT) Empurrar a produção é um sistema de gestão de produção e estoques. Funciona através da elaboração de um programa de produção completo, desde a compra da matéria-prima até a produção dos produtos. O objetivo é que todas as necessidades sejam atendidas, independentemente de existirem pedidos de vendas confirmados.

7 Produção empurrada (MRP) x produção puxada (JIT) Puxar a produção é um modelo de gestão de produção que significa: Não produzir até que o cliente emita um pedido de compra. Conforme o cliente necessita de produtos, são enviadas ordens de compra aos fornecedores para que sejam produzidos e entregues. Essa filosofia é conhecida como Just-in- time.

8 Produção empurrada (MRP) x produção puxada (JIT) No sistema de empurrar a produção, as atividades da programação da produção, podem ser divididas em três grupos: A administração de estoques. O sequenciamento e a emissão e liberação de ordens. No sistema de puxar a produção, a programação da produção (estoques, sequenciamento e emissão de ordens) é operacionalizada pelo uso do sistema kanban.

9 Administração dos estoques Administrar estoques é trabalho importante dos gestores envolvidos com o processo produtivo. É um componente intermediário entre o fluxo de produção e o fluxo de vendas. Os estoques são vistos como componentes da estratégia competitiva empresarial.

10 Interatividade Puxar a produção é um modelo de gestão de produção que significa: a) Programar a produção baseado em previsões de vendas. b) Não produzir até que o cliente emita um pedido de compra. c) Decidir produzir baseado em histórico de vendas. d) Decidir estocar o suficiente volume para puxar a produção quando for preciso. e) Produzir constantemente para que o cliente seja atendido imediatamente.

11 Administração dos estoques As empresas operam com diferentes tipos de estoques, que precisam ser administrados em um local ou distribuídos em vários locais dentro da empresa. Entre os principais tipos de estoques, temos: Estoques de produtos acabados. Estoques de matérias-primas e embalagens. Estoques de componentes. Estoques de produtos em processo. Estoques de ferramentas.

12 Administração dos estoques Motivos para manutenção de estoques nas empresas são: 1. Possibilitar independência entre as fases da produção. 2. Permitir uma produção constante. 3. Permitir uso de lotes econômicos. 4. Reduzir os tempos de produção (lead time). 5. Conseguir vantagens de preço.

13 Administração dos estoques Os estoques não agregam qualquer valor aos produtos, assim: Quanto menor for o nível de estoques com que um sistema produtivo conseguir operar, maior eficácia terá.

14 Giro de estoques O melhor indicador de desempenho da eficiência do sistema produtivo é a análise do giro de estoques. Isso significa que se compararmos dois sistemas produtivos equivalentes, aquele que tiver o maior giro de estoques é o mais eficiente.

15 Giro de estoques Giro de estoques é um indicador que mede quantas vezes o estoque se renova dentro do ciclo operacional das empresas. Giro de estoques = valor consumido do item no período dividido por valor do estoque médio do período

16 Administração dos estoques A Administração dos estoques deve elaborar e definir o planejamento e controle dos estoques. Para isso, são necessários alguns requisitos: Definir os tamanhos dos lotes de compra e produção. Definir como será feita a reposição dos estoques por tipo de item. Definir se haverá itens com estoques de segurança. Se a decisão for manter estoques de segurança, avaliar a real necessidade e definir quais itens serão estocados e qual a quantidade de cada um.

17 Administração dos estoques A classificação ABC de estoques é conhecida também como curva de Paretto em homenagem ao seu criador, o italiano Vilfredo Paretto. A classificação ABC é um método estatístico utilizado na gestão de estoques, principalmente em empresas que precisam administrar: Altos volumes de estoques. Alto número de itens em estoque.

18 Administração dos estoques A classificação ABC classifica os itens de acordo com sua maior ou menor relevância, separando-os por classes. Definem-se assim as classes A, B e C. Classe A - importantes, caros, estratégicos, análise constante e acompanhamento diário. Classe B - relevantes, custos medianos, análise frequente e acompanhamento constante. Classe C - muitos itens, baixo custo, alto giro e consumo, análise semanal e maior nível de estoques.

19 Administração dos estoques O importante na Administração dos estoques é que, ao colocar em ordem os itens segundo sua demanda valorizada, nota-se que: Uma pequena quantidade de itens chamada de classe A, representa uma grande parte dos recursos investidos. Por outro lado, a grande maioria dos itens, chamada de classe C, tem pouca representatividade nesses recursos.

20 Administração dos estoques Classificação ABC - importância dos materiais na composição Classe de Importância A - Fundamentais B - Importantes C - Básicos Entre as classes A e C situam-se itens com importância e quantidades médias, chamados de classe B.

21 Administração dos estoques Com a constatação de que um reduzido número de itens representam grande parte dos recursos investidos, as empresas precisam cuidar desses itens com acompanhamento, fazendo um controle rígido e frequente em todos os sentidos.

22 Interatividade A classificação ABC é um método estatístico utilizado na gestão de estoques, principalmente em empresas que precisam administrar: a) Altos volumes de estoques Baixo número de itens em estoque. b) Altos volumes de estoques - Alto número de itens em estoque. c) Altos volumes de estoques Grande carteira de pedidos de clientes. d) Baixos volumes de estoques Baixo número de itens em estoque. e) Altos volumes de produtos acabados Baixo estoque de matéria-prima.

23 Controle e gestão dos estoques A definição sobre quantidades de itens que devem ser repostos, depende da avaliação dos: Custos do sistema de reposição. Custos do sistema de armazenamento. Definir quando deve ser feita a reposição depende da definição de um modelo de gestão dos estoques.

24 Controle e gestão dos estoques A definição do momento em que se deve pedir a reposição do item, pode ser feita: No momento da elaboração do plano de produção. Na forma automática com o uso de sistemas de informática. Assim, podemos separar os modelos de controle de estoques em dois grupos: Modelos diretos. Modelos indiretos.

25 Controle e gestão dos estoques Os modelos indiretos especificam o momento da efetivação das ordens de compra. São os controles por ponto de pedido (PP) e as reposições periódicas. Os modelos diretos de emissão de ordens de comprar são os baseados na lógica MRP (Material Requirement Planning), conhecido como modelo de demanda dependente/demanda independente.

26 Demanda dependente e independente Itens de demandas independentes são aquelas cujas demandas não dependem de qualquer outra demanda. Assim, a necessidade de reposição compete apenas à previsão da demanda do item no mercado. Nesse grupo, estão incluídos os produtos acabados e as peças de reposição fornecidas pela empresa ao mercado.

27 Estoques de segurança Os imprevistos fazem parte da gestão dos estoques. A base da gestão é a demanda dos clientes. Dessa forma: Salientamos o caráter de alta variabilidade de prazos e volumes.

28 Estoques de segurança Assim, cabe à Administração dos estoques estabelecer estoques de segurança. Eles têm como função principal atender variações não previstas do lado da demanda e do lado da oferta. Os estoques de segurança reduzem os riscos de não atender aos pedidos de vendas.

29 Estoques de segurança Informação para definir os estoques de segurança são as variações da demanda. Quanto maiores as variações, maiores serão os estoques de segurança. Na definição dos itens que devem ter estoques de segurança, precisamos avaliar dois fatores: Os custos do fim do estoque. Os custos de manter estoques de segurança. Quanto maiores forem os custos de falta atribuídos ao item, maiores serão os níveis de estoques de segurança.

30 Interatividade Itens de demandas independentes são aqueles cujas demandas: a) Não dependem de volumes de estoques. b) Não dependem de qualquer outra demanda. c) Não recebem avaliação prévia de volumes de estoques. d) Dependem do volume de estoques de matéria prima. e) Dependem de outra demanda independente.

31 MRP Material Requirement Planning MRP (Material Requirement Planning) ou planejamento das necessidades de materiais é um sistema que: Permite que as empresas calculem a quantidade de materiais que será necessário produzir. O que comprar para produzir e quando devem estar disponíveis.

32 MRP Material Requirement Planning Esse dispositivo funciona com algumas informações: Os pedidos de vendas em carteira. Previsão dos pedidos que a empresa deve receber. Conforme as necessidades de vendas, o MRP confere todos os componentes que são necessários para finalizar esses pedidos e, assim, eles são providos em tempo.

33 MRP Material Requirement Planning O sistema MRP usa como parâmetros: Os pedidos dos clientes. A previsão de vendas dos produtos. A estrutura do produto (árvore do produto). Os chamados lead times (tempos de compra e produção) De forma consolidada, reúne os dados e faz os cálculos das necessidades dos produtos acabados que deverão ser produzidos e das matérias-primas e insumos que deverão ser comprados.

34 Previsão de demanda Seja qual for a sofisticação do processo de previsão de uma empresa, geralmente é difícil utilizar dados históricos para prever o futuro do mercado e todas as empresas precisam fazer suas previsões aproximando-a a o máximo possível da realidade que vai ocorrer. Isso permitirá administrar a produção com menor volume de estoques possível.

35 MRP e os estoques Acuracidade (precisão) dos volumes de estoques no sistema. Para o MRP, é importante que os estoques no sistema de informação e no físico sejam exatos e idênticos. Divergências entre informações que estão no sistema e a realidade do estoque físico são frequentes e, assim como os estoques podem apresentar divergências, os registros do sistema podem não estar corretos.

36 MRP e os estoques Para evitar problemas como esse, as empresas devem incluir controles rotativos de inventários. O controle rotativo ou inventário rotativo confere se a localização e o nível físico de estoque batem com a informação que está no sistema. Se surgirem diferenças, o registro do sistema é atualizado para refletir a realidade.

37 MRP e os estoques De forma geral, as empresas fazem as contagens físicas dos estoques nos locais de armazenagem e providenciam as correções no sistema. A falta de precisão (acurácia) dos registros de estoques são: Falta de material: que ocasionará a reprogramação da produção, e que resultará em ineficácia no atendimento aos pedidos de vendas. Excesso de estoques: se a informação divergente apontar a necessidade de produção ou compras de itens que estão em estoque físico, mas não estão no sistema.

38 Sistema Kanban Kanban é uma palavra japonesa que significa cartão. Tornou-se a palavra símbolo de um sistema de gestão da produção desenvolvido nos anos 60 na Toyota Motors. Entre as premissas do Kanban está a capacidade de facilitar as atividades de: Produção, Programação, Controle e acompanhamento da produção.

39 Sistema Kanban O Kanban foi pensado para ser utilizado em um contexto amplo do Just In Time. Busca movimentar e fornecer os itens necessários para a produção nos volumes necessários e no momento certo. Daí deriva a expressão Just in time para definir esse tipo de sistema de produção.

40 Sistema Kanban Esse sistema se caracteriza por utilizar o modelo de puxar a produção dos lotes no processo de produção de forma contrária aos modelos tradicionais de programação da produção, que empurram. No Kanban, não se produz até que o cliente (interno ou externo) solicite a produção de determinado item.

41 Kanban x sistema tradicional No tradicional sistema de empurrar a produção, é necessário elaborar: O programa de produção. Programa de compras de matéria-prima. Enviá-los aos setores responsáveis através da emissão de ordens de produção e compra. No período seguinte de programação, são programadas novas ordens para atender a um novo plano de produção definido.

42 Kanban x sistema tradicional Repetindo: No Kanban, não se produz até que o cliente (interno ou externo) solicite a produção de determinado item.

43 Interatividade O sistema MRP (Material Requirement Planning) ou planejamento das necessidades de materiais, usa como parâmetros: ( aponte a alternativa incorreta) a) Os volumes de estoques. b) Os pedidos dos clientes. c) A previsão de vendas dos produtos. d) A estrutura do produto (árvore do produto). e) Os chamados lead times (tempos de compra e produção).

44 ATÉ A PRÓXIMA!

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