Revisão Mensal de Commodities

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1 Revisão Mensal de Commodities segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 Oferta maior e desempenho misto A estabilização do crescimento na China e riscos geopolíticos também afetaram os preços das commodities. Diante dos preços abaixo do que esperávamos em novembro e de uma perspectiva melhor para a oferta, revisamos para baixo nossas projeções de fim de ano para o Índice de Commodities Itaú (ICI). Agora esperamos alta de 13,7% em 2012 (19,2% anteriormente) e queda de 4,1% em 2013 (-7,7% anteriormente). Os preços das commodities permaneceram em torno do patamar atual em novembro após Projeção revisada para baixo queda de 4,2% em outubro, com Índice de Commodities Itaú (jan/00=100) desempenho misto entre os grupos. Os 340 preços agrícolas recuaram 2,4% em Anterior Atual novembro, puxados pela melhor perspectiva para a oferta. Os preços de metais básicos e energia subiram 4,0% e 1,7%, respectivamente. Apesar da melhor perspectiva de oferta para cobre e petróleo, os preços foram afetados por novos sinais de estabilização do crescimento na China. Os preços do petróleo também foram influenciados por 140 abr-09 mai-10 jun-11 jul-12 ago-13 riscos geopolíticos maiores no Oriente Fonte: Itaú Médio. Os preços agrícolas diminuíram 2,4% durante novembro, acumulando o terceiro mês consecutivo de queda. Os preços foram prejudicados pela melhora na perspectiva de abastecimento, com maior produtividade da soja nos EUA e melhores condições climáticas na América do Sul. Assim, reduzimos nossas estimativas para o fim deste ano para 1500 centavos de dólar por bushel para a soja (de 1750) e para 770 centavos de dólar por bushel para o milho (de 850). O contrato futuro de açúcar No. 11 tem oscilado entre US$ 0,19 e US$ 0,20 por libra-peso desde meados de outubro. Diante da falta de dados relevantes desde nosso último relatório, mantemos nossa visão de que os preços continuarão ao redor de US$ 0,20 por libra-peso ao longo de Na pecuária, o confinamento de gado para engorda nos EUA seguiu fraco em outubro, reforçando um cenário de menor oferta de carne bovina (e menor demanda por grãos para ração) em Apesar das expectativas de superávit considerável no balanço global de algodão, os preços futuros devem subir em 2013, refletindo um déficit relativo no algodão disponível que cumpra as exigências para os contratos futuros negociados na Bolsa de Nova York (ICE). Esperamos que os contratos futuros de algodão No. 2 atinjam 77 centavos de dólar A última página deste relatório contém informações importantes sobre o seu conteúdo. Os investidores não devem considerar este relatório como fator único ao tomarem suas decisões de investimento.

2 por libra-peso até o fim de Riscos geopolíticos levaram à recuperação do preço do petróleo em novembro, mesmo num contexto de balanço global mais folgado no 4T12. Após o cessar-fogo que encerrou a última rodada de violência na Faixa de Gaza, esperamos que a tensão em relação ao programa nuclear do Irã volte ao noticiário e sustente preços elevados, se sobrepondo aos fundamentos do setor e às preocupações relativas ao abismo fiscal nos EUA. Continuamos prevendo a cotação do barril em US$ 112 no fim de 2012 e em US$ 115 no fim de Por fim, os preços dos metais básicos tiveram ligeira recuperação em novembro. Além dos sinais de estabilização do crescimento na China, as compras para acúmulo de alumínio e zinco naquele país também contribuíram para o movimento. Os preços à vista do minério de ferro estão próximos dos preços dos contratos para o 4T12 e devem permanecer ao redor dos níveis atuais de US$ 120 por tonelada por algum tempo. O balanço global de cobre se aproxima de um superávit, com a produção aumentando e o crescimento da demanda desacelerando. Clima: Condições melhores na América do Sul Novembro foi marcado por condições climáticas melhores para a produção agrícola na América do Sul. Chuvas acima da média no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, em Goiás e na região oeste da Bahia compensaram a falta de precipitação em outubro. Enquanto isso, menos chuvas na Argentina e no Rio Grande do Sul compensaram o excesso de chuvas no mês anterior. Choveu mais em São Paulo em novembro, porém ainda menos do que a média sazonal. Chuvas recentes no Paraná foram insuficientes para trazer o nível de precipitação para a média sazonal, mas diferentemente dos demais estados produtores, o Paraná recebeu uma quantidade adequada de chuva no mês anterior. O plantio está avançando em ritmo razoável, mas ainda está ligeiramente atrasado. É importante para as lavouras de soja e milho que haja chuva quando as plantas estão em polinização e gerando grãos, fase que deve ocorrer entre a segunda quinzena de dezembro e janeiro. Diante das condições atualmente neutras no Oceano Pacífico (sem El Niño ou La Niña), nós esperamos chuvas dentro da média durante esse período sensível. Isso deve levar a safras próximas das atuais projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, o desvio padrão é elevado e riscos permanecem. Agricultura: Melhor perspectiva para a oferta leva a nova queda de preços Os preços agrícolas diminuíram 2,4% durante novembro, acumulando o terceiro mês consecutivo de queda. Os preços foram prejudicados pela melhora na perspectiva de abastecimento, com maior produtividade da soja nos EUA e melhores condições climáticas na América do Sul. Para acomodar a melhor perspectiva de oferta e os preços de novembro, reduzimos nossas estimativas para o fim deste ano para 1500 centavos de dólar por bushel para a soja (de 1750) e para 800 centavos de dólar por bushel para o milho (de 850). Página 2

3 Diante da diminuição dos estoques globais, os preços seriam profundamente afetados por outra quebra de safra na América do Sul. Preço da soja retornou para níveis pré seca americana Preços 950 correspondem ao primeiro Milho futuro do CBOT Trigo Soja (direita) ago-11 nov-11 fev-12 mai-12 ago-12 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Fonte: Bloomberg USDA revisa estoques para cima Variação nos estoques finais (safra ) Milhões de toneladas Soja Trigo Milho Fonte: USDA O relatório do USDA de novembro (Estimativa de Oferta-Demanda Agrícola Mundial, ou WASDE) revisou para cima o cálculo para os estoques finais das três principais commodities agrícolas (milho, soja e trigo). O maior ajuste foi no balanço da soja, aumentando a produtividade da safra americana em 3,9%. O WASDE revisou os estoques iniciais e a produção americana para cima, provocando aumento de 1,4%, na oferta (estoques iniciais + produção) para a temporada passando de 319 milhões para 323,6 milhões de toneladas. O ajuste na oferta se dividiu entre maior demanda (especialmente da China) e estoques finais maiores. Um balanço global mais folgado provavelmente foi a principal razão para a queda de 7% na cotação da soja em novembro. A estimativa para o Brasil foi mantida em 81 milhões de toneladas, dentro da faixa de previsões da Conab para A estimativa da Argentina também ficou inalterada, em 55 milhões de toneladas. As previsões para os dois países são consistentes com condições climáticas médias e as áreas plantadas estimadas. O preço do milho recuou 1,0% durante novembro para 748 centavos de dólar por bushel, bem acima da cotação praticada antes de a seca nos EUA ter virado realidade (entre 600 e 700 centavos de dólar por bushel). O WASDE fez pequenos ajustes ao balanço global. A oferta para a safra aumentou 0,1%, (1,2 milhão de toneladas), diante de estoques iniciais maiores e maior produção nos EUA. O ajuste na oferta foi dividido entre maior demanda global (0,5 milhão de toneladas) e estoques finais maiores (0,7 milhão de toneladas). Apesar da melhora, os estoques finais estão baixos em relação aos últimos anos. A estimativa atual para o estoque final (60 milhões de toneladas) representa menos da metade da média dos últimos três anos. Como esperado, as estimativas para Brasil e Argentina foram mantidas em 70 milhões e 28 milhões de toneladas, respectivamente. O WASDE revisou para baixo a oferta de trigo na temporada Mas a revisão para baixo foi menos intensa do que o esperado e menor do que a revisão na demanda, levando a estoques finais maiores para a commodity tanto nos EUA quanto no resto do mundo. A estimativa para a safra brasileira (5 milhões de toneladas) pode ainda não refletir a última revisão da Conab, de 5 milhões para 4,4 milhões de toneladas. Página 3

4 Outro risco para a oferta global é a atual condição do trigo de inverno nos EUA. De acordo Qualidade do trigo 20 p.p. abaixo da com o USDA, apenas 33% do trigo de média de cinco anos inverno americano foi classificado como bom ou excelente até 23 de novembro, ou 20 pontos percentuais abaixo da média dos 60 últimos cinco anos e a pior condição desde Média de cinco anos que o acompanhamento dos dados 50 começou, em Sob condições 40 climáticas favoráveis no inverno, a qualidade pode melhorar durante o período de dormência (dezembro a fevereiro). 10 Ainda assim, este indicador é um risco à Intervalo Número da semana atual estimativa do USDA de aumento de 0 13% na safra em relação à temporada anterior. Carne bovina: Dados dos EUA em outubro reforçam cenário de menor oferta em 2013 O custo elevado dos grãos para ração levou a menor confinamento de gado para engorda. Nos EUA, o confinamento permaneceu fraco em outubro, com queda de 12,8% em relação a um ano antes. No Brasil, um estudo privado (Rally da Pecuária 2012) estimou 2,8 2,6 2,3 2,1 Fonte:USDA Confinamento de gado para engorda continua fraco nos EUA Milhões de cabeças 2012 confinamento de gado abaixo do esperado ao longo de 2012 (6% vs. expectativa de 18%) e sem variação em A não alteração dos dados de confinamento no Brasil sugere menor oferta de carne bovina, diante da tendência de conversão dos pastos em lavouras, reduzindo a área disponível para pecuária extensiva. 1,8 1,6 1,3 Intervalo Média de cinco anos Fonte: USDA A consolidação de baixo confinamento de gado para engorda sugere menor demanda por grãos para ração e menor oferta de carne bovina em 2013, reforçando o cenário de preços maiores para animais e carne no ano que vem. Algodão: Alta de estoques e preços em 2013 O relatório do USDA de novembro estima um balanço global folgado na temporada Mesmo num cenário de produção global 6% menor e demanda 3% maior, ainda existe um superávit considerável, levando a outro ano de aumento nos estoques. Em maio, os preços do algodão caíram 18% e permaneceram num nível mais baixo desde então, ficando na média em 71 centavos de dólar por libra-peso em novembro. Esperamos que o preço do contrato de referência na Bolsa de Nova York (ICE) suba para 77 centavos de dólar por libra-peso ao longo de 2013, mesmo diante dos fundamentos já mencionados. Isso deve ocorrer por causa de um prêmio de qualidade no contrato, que especifica a Página 4

5 entrega de algodão cultivado nos EUA com qualidade para negociação em bolsa. 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Balanço global folgado para safra Estoque /Uso Fonte: USDA No Brasil, um dos principais exportadores do produto, o USDA estima queda na produção da ordem de 25,3% e uma safra menor do que espera a Conab, que calcula a safra total de algodão na faixa de 1,5 milhão a 1,6 milhão de toneladas, enquanto o USDA espera 1,4 milhão de toneladas (nós esperamos 1,5 milhão de toneladas). A previsão média da Conab também aponta para queda de 23,8% na área plantada de algodão, perdida principalmente para a cultura da soja, que oferece margem maior aos produtores. Metais: Preços sobem com a estabilização do crescimento da China O índice de preços dos metais básicos aumentou cerca de 4,0% em novembro, revertendo parcialmente a queda intensa de outubro. Durante o mês, a alta de preços foi de 11,0% para o alumínio, 10,7% para o zinco, 8,5% para o chumbo e 9,1% para o níquel. O cobre teve o desempenho mais fraco, com alta de 2,8%. Além dos sinais de estabilização do crescimento na China, as compras do país para aumento de estoques estratégicos de alumínio e zinco também contribuíram para o avanço dos preços Aumento da oferta: queda do déficit de cobre em 2012 Superávit/déficit mensal de cobre (milhares de toneladas) jul-11 out-11 jan-12 abr-12 jul-12 Fonte: ICSG A média de preços da tonelada do minério de ferro no mercado à vista ficou em US$ 120,35 em novembro, numa alta de 5,6% em relação à média de outubro, devido em parte à forte importação pela China. No momento, os preços à vista estão próximos das cotações firmadas nos contratos de minério de ferro para o trimestre (US$ 122 a tonelada). Os preços do minério de ferro são compatíveis com os atuais fundamentos do setor e devem permanecer neste nível por algum tempo. Os preços futuros do cobre caíram no início de novembro, mas se recuperaram na segunda quinzena. No entanto, comparando a média de novembro com o mês anterior, vemos uma queda acentuada de aproximadamente 4,3%, devido aos preços elevados da primeira quinzena de outubro. O balanço do cobre para agosto, divulgado em novembro pelo Grupo Internacional de Estudos do Cobre (ICSG), destaca uma redução no déficit global, causada por aumentos na produção em meio à desaceleração do crescimento da demanda. As importações de cobre pela China, que compõe parte significativa da Página 5

6 demanda, tiveram alta de 26% nos 12 meses até outubro, mas estão em desaceleração. Neste cenário, esperamos recuo dos preços do cobre ao longo de 2013, devido a uma combinação de recuperação da oferta e fraco crescimento global. Energia: Risco geopolítico se sobrepõe ao balanço global mais folgado e às preocupações em relação ao abismo fiscal A cotação do barril de petróleo do tipo Brent se recuperou para US$ 111 após ter caído de US$ 115 em meados de outubro para US$ 105. Apesar do balanço global mais folgado entre oferta e demanda no 4T12, riscos geopolíticos e o abismo fiscal nos EUA devem ser os principais determinantes dos preços no curto prazo. Esperamos que a tensão em relação ao programa nuclear do Irã volte ao noticiário e sustente preços elevados, ofuscando os fundamentos do setor e as preocupações com o abismo fiscal americano. Continuamos prevendo a cotação do barril em US$ 112 no fim de 2012 e em US$ 115 no fim de O último Relatório do Mercado de Petróleo da Agência Internacional de Energia (IEA) voltou a revisar suas projeções para o balanço global da commodity em direção a um superávit maior. A demanda global para o 4T12 foi mais uma vez revisada para baixo, refletindo o impacto do furacão Sandy nos EUA e estimativas menores para a Europa. A oferta global subiu em 0,8 milhão de barris por dia em outubro em relação ao mês anterior, à medida que a maior oferta do continente americano e do Mar do Norte compensou uma ligeira queda na produção da Opep. Esse recuo na oferta da Opep ocorreu apesar da retomada das importações do produto do Irã, com aumento de 300 mil barris por dia em outubro, numa reversão da tendência declinante que vinha desde janeiro. A IEA também divulgou seu relatório com a Perspectiva Anual para Energia. O destaque foi a perspectiva de menor necessidade de importação de petróleo pelos EUA, com aumento da produção de petróleo não convencional e de biocombustíveis num ambiente de demanda constante. A IEA estimou o custo de produção para fontes não convencionais de petróleo entre US$40 e US$100 por barril. Se os preços do petróleo caírem para muito abaixo dos níveis atuais ou limitações de transporte e inflação de custos elevarem os custos de produção, as decisões de investimento sobre novos projetos podem ser adiadas, reduzindo o crescimento da oferta. Projeções: P 2013P Commodities Índice CRB - a/a - % 15,2-25,7 35,4 21,9-5,2 3,1-4,1 Índice CRB - var. média anual - % 19,3 6,2-14,6 25,1 19,5-9,4-0,4 Índice de Commodities Itaú (ICI) - a/a - %** 30,7-32,9 44,8 28,4-17,2 13,7-4,1 Índice de Commodities Itaú (ICI) - var. média - %** 20,0 14,6-20,8 21,8 25,0-7,2 2,5 Metais - var. média anual - % 37,0-13,0-25,3 29,4 12,0-18,5 3,1 Energia - var. média anual - % 9,0 28,6-39,4 21,0 30,2-7,4 9,0 Agrícolas - var. média anual - % 18,2 25,3-7,4 19,8 30,0-1,9 0,5 ** O Índice de Commodities Itaú é um índice proprietário composto pelos preços das commodities, medidas em dólares e transacionadas nas bolsas internacionais que são relevantes para a inflação ao consumidor no Brasil. O índice é formado pelos subíndices Metais, Energia e Agrícolas. Página 6

7 Agricultura Metais Energia Índice de Commodities Itaú (ICI) - por grupo jan-10 jul-10 jan-11 jul-11 jan-12 jul-12 jan-13 jul Fonte: Itaú Artur Manoel Passos Economista Pesquisa macroeconômica no Itaú Ilan Goldfajn Economista-Chefe Adriano Lopes Artur Manoel Passos Aurélio Bicalho Caio Megale Carlos Eduardo Lopes Elson Teles Felipe Salles Fernando Barbosa Gabriela Fernandes Giovanna Siniscalchi Guilherme da Nóbrega Guilherme Martins Luiz G. Cherman Luka Barbosa João Pedro Bumachar Juan Carlos Barboza Mariano Ortiz Villafañe Mauricio Oreng Roberto Prado Para acessar nossas publicações e projeções visite nosso site: Informação relevante As informações contidas neste relatório foram produzidas pelo Itaú Unibanco Holding, dentro das condições atuais de mercado e conjuntura econômica, com base em informações e dados obtidos de fontes públicas. Tais informações não constituem, tampouco devem ser interpretadas como sendo uma oferta ou solicitação de compra ou venda de um instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. Todas as recomendações e estimativas aqui apresentadas derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O Itaú Unibanco Holding não se responsabiliza por quaisquer decisões de investimento tomadas com base nos dados aqui divulgados. Este relatório foi preparado e publicado pelo Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Itaú BBA S.A. ( Itaú BBA). Este relatório não é um produto do Departamento de Análise de Ações do Itaú BBA e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º da Instrução CVM n.º 483, de 6 de Julho de Este material é para uso exclusivo de seus receptores e seu conteúdo não pode ser reproduzido, redistribuído publicado ou copiado de qualquer forma, integral ou parcialmente, sem a expressa autorização prévia do Itaú Unibanco Holding. Página 7

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